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Conversando com o autor Latino-Americano: Alejandro Crimson
Conversando com o autor Latino-Americano: Alejandro Crimson

O antropólogo argentino Alejando Crimson, da Universidad Nacional de San Martín (Buenos Aires), foi o convidado para a estreia da sessão “Conversando com o autor latino-americano”, espaço destinado a destacados pesquisadores na América Latina, em sintonia com o esforço de ampliar o escopo da internacionalização das ciências sociais brasileiras. A atividade, ocorreu nesta quarta-feira (29), e integrou a programação do 38º Encontro Anual da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais).

Em sua palestra, intitulada “Argentina exotizada, como si hiciera falta”, o pesquisador abordou as 70 mitomanias que os argentinos falam sobre seu país e sobre si mesmos, pesquisa publicada em seu mais recente livro “Mitomanias Argentinas”, um estudo antropológico da linguagem coloquial tanto nos momentos de soberba como de autodenegrição do cotidiano dos argentinos. A ANPOCS bateu um papo com ele após sua conferência para saber mais sobre o assunto. Confira na entrevista abaixo!

ANPOCS: Na sua palestra você expôs uma seleção de 70 mitomanias que os argentinos falam do seu país e de si próprios. Você poderia citar algumas e falar sobre elas?
Alejandro Grimson: Tem uma [mitomania] muito forte de que a Argentina é um país europeu. Isso tem uma grande influência no sentido do imaginário social sobre a nação, que contribui para a soberba, muito conhecida dos argentinos, mas, também, para a frustração deles para com o país existente de fato. É antiga essa história da ‘europeidade’ da Argentina, um país branco, no sul da América, que tem uma conotação de superioridade, e eu faço uma crítica disso. Mas, por outro lado, os argentinos sabem que o seu país não é a Europa. Além do que eles superestimam a Europa, imaginando-a melhor do que de fato é. Eu sempre falo que os europeus adorariam morar na Europa imaginada pelos Argentinos, como se fosse um território perfeito, tudo funciona perfeito, não tem desigualdade, não tem problema nenhum.

A segunda mitomania muito importante é a ideia de que todo o tempo no passado foi melhor do que o presente: ‘A Argentina já foi um grande país, uma grande potência, perdeu tudo e hoje é um desastre’. Essa ideia é um obstáculo para entender quais coisas hoje funcionam melhor e pior do que no passado. Mas, é uma ideia que regula tudo e que faz com que os cidadãos olhem tudo o que acontece no país, na política, na democracia, na economia, na educação, na saúde como se fosse sempre pior do que no passado. E é obvio que não é assim. Porque, por exemplo, a Argentina nunca na sua história teve 30 anos de democracia continuada, hoje a Argentina tem o menor índice de analfabetismo também, muito mais universidades do que em outra época… Então, há fatores que pioraram e que melhoraram. E essa realidade é muito mais complexa.

Outra mitomania é que ‘na Argentina não tem racismo porque não tem negros’, o que já é uma ideia racista. O uso do termo negro na Argentina é muito classista porque todos os pobres são considerados negros, assim como todos os favelados, os peronistas e os torcedores do clube de futebol mais popular. Então, por um lado, segundo a mitomania, não há negros, por outro lado, na linguagem popular, metade da população é negra.

ANPOCS: Como foi o processo e o que você concluiu com este estudo?
A. G.: Eu venho fazendo pesquisas há cerca de vinte anos na Argentina e, há quatro anos, eu decidi tentar colocar essas pesquisas e também outras pesquisas das ciências sociais argentinas em tensão com a linguagem coloquial dos argentinos. E tentar saber exotizar essa linguagem, porque é uma linguagem que está no meu corpo, na minha própria fala, na fala de amigos… Essas frases que eu cito são frases que você escuta durante a sobremesa do domingo, no boteco, no trabalho, no ônibus, na mídia. Assim, a ideia foi exotizar isso, criar metodologicamente uma distância e então ir registrando as frases, pouco a pouco. A partir daí, fazer uma crítica dessas frases com dados da pesquisa antropológica e sociológica, mas numa linguagem para um público comum. É meu primeiro livro dedicado a um público que não é só acadêmico, embora as informações que o livro oferece aos leitores são informações da academia, da universidade e das pesquisas.

ANPOCS: Queria comentar algo que você disse sobre os argentinos acharem que o passado é sempre melhor do que o presente. Você acha que isso, de alguma forma, contribui para a polarização amor x ódio dos cidadãos argentinos em relação ao atual governo da Cristina Kirchner?
A. G.: A ideia da decadência da Argentina nasceu no final da década passada, depois da ditadura, no ano 1976, que destruiu o aparelho industrial da Argentina, que era importante, e também deu golpes muito duros para a universidade e para a educação. Os anos 80, quando volta a democracia no ano 1983, o governo praticamente não tem orçamento, é uma situação de crise permanente. E, nos anos 90, chega um neoliberalismo extremo na Argentina quando o governo do [Carlos Saúl] Menem assume, e tem essa situação que o governo cria a paridade dólar X peso, um dólar vale um peso e vice-versa, mas isso gera uma situação que culmina em um processo de recessão no ano 1998 e que vai até o ano 2002. E essa recessão esteve acompanhada de aumento de desemprego, que foi de 15% para 22%. Tem toda uma coisa de que a classe média na Argentina está em processo de desaparecimento. O governo Kirchner produz também uma divisão onde os opositores do governo atual tem um discurso de que a Argentina continua no processo de decadência e o oficialismo politico acha que o país já resolveu esse processo.

A minha posição é uma posição de distanciamento crítico para tentar compreender essa divisão, desde as ciências sociais, e tentando contribuir para um debate público menos polarizado do que se tem hoje na Argentina.

ANPOCS: Você recebeu diversos prêmios com as suas obras, como o “Relatos de la diferencia y la Igualdad”, que ganhou o prêmio FELAFACS, como a melhor tese em comunicação na América Latina. Depois de publicar “La Nacion em sus limites, interculturalidad y comunicación”, você também recebeu o prêmio Bernardo Houssay pelo Estado Argentino, como o mais destacado pesquisador jovem nas Ciências Sociais. De certa forma, nos seus estudos você sempre busca estudar a questão dos contrastes e dos limites culturais…?
A. G.: Eu pesquiso, por um lado, uma sociedade -pode ser um bairro, uma comunidade, um Estado, uma nação-, que pode ser compreendida como uma configuração cultural. Isso significa que você tem uma grande heterogeneidade dentro de qualquer sociedade, mas que essa heterogeneidade tem um tipo de associação histórica particular dentro de cada uma delas. Então, quando você estuda cada sociedade, você pode fazer uma comparação com como funciona essas heterogeneidades em outras configurações. Porque você pode ter desigualdade em duas sociedades, mas em cada sociedade essa desigualdade é processada de uma forma particular, tem formas particulares de conflito e de confronto, que tem a ver com sua própria história e contexto. Então, isso tem uma potencialidade comparativa que eu consegui desenvolver. Em parte da minha tese de doutorado, eu abordei as fronteiras do Brasil e da Argentina. Em outra parte, num projeto posterior, que é um livro que se chama “Paixões Nacionais”, diz uma comparação bastante abrangente entre cultura política no Brasil e Argentina.

ANPOCS: No seu mais recente livro “Mitomanias Argentinas”, no qual foi baseada sua conferência, você propôs um modo de abordagem crítico do sentido comum que teve repercussão na televisão…
A. G.: Lá, na Argentina, há vários anos, o Ministério da Educação criou um canal educativo, chamado Encuentro, muito respeitado, no qual se procura abordar a ciência, a matemática, a biologia, a física, a filosofia com uma linguagem acessível para o público. Nesse canal, a gente desenvolveu um programa de televisão em oito capítulos baseado no livro “Mitomanias Argentinas”, num intento de aproximar a Antropologia da Sociedade Contemporânea para o grande público. Elaboramos esse programa, homônimo ao livro, no qual combinamos os conceitos da antropologia ao humor. Chamamos alguns humoristas para algumas piadas, porque a antropologia e o humor tem algo em comum: assim como essa ciência precisa de uma distância [de seu objeto de estudo] para compreender, o humor sobre o próprio país também implica uma reflexão, um convite lúdico para refletir sobre determinado assunto. Então, esses programas tem uma parte bastante engraçada e teve muito sucesso na televisão. Está na web, as pessoas podem assistir ao programa pela internet.

ANPOCS: É a primeira vez que você participa como palestrante de um Encontro da ANPOCS?
A.C.: Sim.

ANPOCS: O que você achou de participar do encontro?
A.C.: É um programa muito interessante, pois coloca muitas discussões estratégicas sobre as ciências sociais contemporâneas, os seus desafios, os seus problemas, as suas agendas. Eu acho muito interessante conhecer de perto os debates que hoje tem as ciências sociais brasileiras. Eu fiz o doutorado no Brasil, na Universidade de Brasília, mas finalizei faz doze anos. Então, mesmo que eu tenha feito uma tradução para o espanhol do livro “Antropologia Brasileira Contemporânea”, que é uma coletânea, isso me deixou atualizou apenas neste campo. Vir à ANPOCS vai muito além da Antropologia, é possível ver a agenda de outros campos das Ciências Sociais brasileira.

ANPOCS: Você selecionou algumas mesas para assistir aqui no Encontro?
A. C.: Eu fui para a Conferência [“O Deslocamento das Placas Tectônicas da Sociedade Brasileira”] do Luiz Eduardo Soares [realizada na terça-feira (28)].

O 38o Encontro Anual da ANPOCS termina nesta quinta-feira(30).

Por Natasha Ramos, de Caxambu (MG)

Fonte: ANPOCS

No último domingo, dia 26 de outubro, a presidenta Dilma Rousseff do PT foi reeleita com 51,67% dos votos válidos. A ANPG, em reunião ampliada de sua diretoria, decidiu pronunciar-se em apoio à Dilma no segundo turno, entendendo que a candidatura de Aécio Neves do PSDB representava um retrocesso às políticas neoliberais já experimentadas e com graves consequências para o Brasil. Em carta aos pós-graduandos e à toda sociedade brasileira, a entidade posicionou-se em seu nome e também assinando a carta em conjunto com as demais entidades estudantis, UNE e UBES.
Confira aqui os dois documentos:
https://www.anpg.org.br/?p=6454
https://www.anpg.org.br/?p=6459
A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, comentou a importância e o significado da reeleição de Dilma “Acreditamos que com a reeleição de Dilma Rousseff haverá um ambiente político mais favorável para as lutas e conquistas sociais por pautas mais avançaadas, como a reforma política e implantação do PNE. Também acreditamos que o governo deve ser cada vez mais incisivo na implementação de políticas que garantam a promoção social. Para tal, a política econômica deve estar a serviço do crescimento da economia, regulamentando o mundo do trabalho e promovendo distribuição de renda e sustentabilidade.
Do ponto de vista da ciência e da pós-graduação brasileira, defendemos a valorização da ciência e dos pesquisadores, continuaremos a lutar por mais investimentos em CT&I, tendo como bandeiras principais: 2% do PIB para a área e a recomposição do FNDCT.
Além disso, iniciamos agora a campanha que será o carro chefe dessa gestão que é a luta por melhores condições de pesquisa, expressa na luta por mais direitos para os pós-graduandos brasileiros, que exercem cotidianamente e com afinco suas pesquisas e estudos.
Com a vitória de Dilma temos a confiança no não retrocesso das políticas públicas que vem sendo implementadas, mas para além disso, temos a oportunidade de novos sonhos e novas lutas! Avancemos!”
No seu primeiro pronunciamento depois da confirmação do resultado da eleição pelo presidente do TSE, Dilma ressaltou a importância do diálogo e a reforma mais importante sendo a política, através de um plebiscito popular. Para isso, a presidenta disse ser fundamental discuti-la com os movimentos sociais e as forças da sociedade civil. Além disso, dentre as áreas prioritárias que destacou, citou a educação, a cultura e o desenvolvimento da ciência e tecnologia.
Da redação

II simpósio UFABC

A Universidade Federal do ABC irá realizar o II Simpósio da Pós-Graduação nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no campus Santo André. O evento está sendo organizado pela APG – UFABC e irá abordar temas como “Direitos dos Pós-Graduandos”, “Avaliação dos Cursos de Pós-Graduação” e “Internacionalização da Pesquisa”. As inscrições estão abertas no site da universidade.  Basta preencher o formulário. Após realizada a inscrição, é possível realizar a submissão de trabalhos. Saiba mais aqui.

“A interdisciplinaridade é um dos conceitos chave na UFABC, desde a graduação passando pela extensão e pesquisa. Entretanto, muitos alunos matriculados nos cursos de pós não tem ciência da importância disso em nossa universidade. Assim, o II Simpósio vem trazer várias apresentações de alunos das mais diversas áreas, incentivando a busca por colaborações e novas descobertas. Além disso, as mesas terão discussões sobre temas pouco debatidos dentro da universidade, como os direitos dos pós-graduandos e experiências de pós-doutorado. Esperamos que este evento seja um local de discussão e ampliação de conhecimento para todos os envolvidos”, diz Claudia Santos, doutoranda em biossistemas e presidente da comissão organizadora do simpósio.

O evento será composto por palestras de docentes da UFABC e de outras instituições e englobará temas referentes a diferentes linhas de pesquisa, mesas redondas e apresentações dos cursos de pós-graduação além de apresentações orais e pôsteres. Dessa forma, o II Simpósio busca a integração de discentes e docentes de pós-graduação, Atrair alunos de graduação com interesse em pós-graduação, Debate temas gerais inerentes aos pós-graduandos e criar um ambiente interdisciplinar de troca de conhecimento.

“Com dois anos de APG conseguimos dar sequência em um evento de integração dos estudantes de pós-graduação da UFABC.O II Simpósio tem esse caráter de integrar e construir um ambiente onde todos possam trocar ideias sobre seus projetos. Um Simpósio pensado e construído de estudante para estudante, sendo fundamental para uma Universidade em expansão. Consolidando cada vez mais os 20 cursos hoje já criados nos 8 anos da universidade”, Igor Dias, Presidente da APG-UFABC, Diretor da ANPG, Doutorando em Nanociencias e Materiais Avançados.

Confira a programação aqui!

II Simpósio da Pós-Graduação da UFABC
Quando: 25, 26 e 27 de novembro
Onde: Campus Santo André – Avenida dos Estados, 5001 – Bangu – Santo André/SP
Quanto: Ver valores da inscrição aqui.

anpocs

Copa do Mundo, Eleições 2014, Manifestações Sociais, 50 Anos do Golpe Militar, Conjuntura Política, Segurança Pública e Cultura Digital são alguns dos temas que serão debatidos durante o evento

O 38o Encontro Anual da ANPOCS, maior fórum de discussão da agenda nacional e internacional do país, que acontece entre os dias 27 e 31 de outubro, em Caxambu (MG), reúne a elite do pensamento acadêmico brasileiro e conta com a presença de conferencistas internacionais e pós-graduandos

Em ano de eleições e Copa do Mundo no Brasil, a ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) promove diversos debates acerca desses temas, além de discussões que abrangem as múltiplas áreas de estudos da Sociologia, Ciência Política e Antropologia.

 “As reuniões anuais da ANPOCS são momentos cruciais de articulação interdisciplinar entre pesquisadores que,  frequentemente, criam os marcos que serão explorados por diversos anos. O Encontro deste ano inova, mais uma vez, apresentando uma “Conversa com Autor Latino-Americano”, evento destinado a aumentar o conhecimento sobre a produção do nosso continente. Além disso, cientes da importância do assunto, há um foco privilegiado sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação para as Ciências Sociais”, avalia o presidente da ANPOCS, Gustavo Lins Ribeiro, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.

Para inaugurar esta nova atividade, o doutor em Antropologia, Alejandro Grimson, da Universidade de San Mártin (Argentina), abordará o tema Argentina exotizada, como si hiciera falta. Na palestra, ele irá expor a seleção de 70 mitomanias (compulsão em mentir) que os argentinos dizem sobre seu país e sobre eles mesmos. Se trata de um estudo antropológico da linguagem coloquial que se passa tanto em momentos de orgulho como de autodepreciação.

Além disso, encontros com pesquisadores de outros campos do conhecimento passaram a ser chamados de “Conversas Interdisciplinares”. Este ano, essa atividade contará com a presença do filósofo brasileiro Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP) que discorrerá sobre o assunto A quarta agenda democrática. “O Brasil conheceu nas últimas décadas três grandes agendas de democratização, levando à derrubada da ditadura (1985),  ao fim da hiperinflação (1994) e à inclusão social em larga escala como política de Estado (desde 2003). Cada uma resultou de lutas demoradas e foi liderada por um partido. Uma interpretação que sustentarei das manifestações de 2013 é que elas abriram uma quarta agenda, a da qualidade dos serviços públicos”, comenta Ribeiro.

:: DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO ::

O 38o Encontro Anual da ANPOCS terá uma ampla programação. Em cinco dias de evento, serão realizados quatro conferências, cinco sessões especiais, cinco colóquios, cinco fóruns, dezenove reuniões especiais, vinte e três simpósios, vinte e oito mesas-redondas, quarenta e duas apresentações de grupos de trabalho, além de conversas com autores, exposições, mostra de filmes, workshop e cursos.

Em ano de Copa do Mundo e Eleições, o evento não poderia deixar de abordar esses dois assuntos, além de outros temas como os 50 anos do Golpe Militar, completados em 2014; os protestos de junho de 2013, que ainda ecoam pelo país; a Democracia abordada a partir de diversos âmbitos, dentre outros assuntos.

Confira os destaques da programação:

Conferências_______________________________________________________

Entre os conferencistas, destaque para o antropólogo, cientista político e escritor brasileiro, Luiz Eduardo Soares, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que irá falar sobre o tema “O deslocamento das placas tectônicas da sociedade brasileira”; e para o sociólogo e economista francês Alain Caillé, da Université Paris Quest Nanterre La Défense, cuja conferência leva o título “Qual o futuro da Teoria Social? O Paradigma do Dom e o Convivialismo”.

Soares pretende abordar a grande migração do campo para as cidades, e como essa migração altera o migrante tanto quanto muda a paisagem e o tipo de inserção sócio-econômica. Já Caillé aborda a teoria social e política mundial sob seus conceitos de “paradigma do dom” (em relação à teoria) e de “convivialismo” (em relação à política) para sugerir uma alternativa que nos permita pensar em uma possível cooperação entre indivíduos e sociedade.

Além deles, completam a lista de conferencistas, o antropólogo americano Charles R. Hale, da University of Texas, que abordará o tema “Histórias americanas das antropologias engajadas: reflexões relacionais entre Brasil, México e Estados Unidos”; e o sociólogo alemão Wolfgang Knöbl, da GeorgAugust– Universität Göttingen, que discursará sobre a “Reconfiguração da teoria social pós hegemonia ocidental”.

Copa do Mundo e Eleições no Brasil_____________________________________

 A Sessão Especial “A Conjuntura Política em ano de copa do mundo e eleições”, que conta com coordenação de Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP), Secretário Adjunto da ANPOCS, e com os expositores Carlos Melo (Insper), João Feres Jr. (IESP-UERJ) e Rudá Ricci (Instituto Cultiva), abordará como a eleição presidencial de 2014 se revelou a mais incerta e surpreendente desde a reintrodução do voto direto, em 1989.

Já a mesa redonda “As eleições de 2014 e a geografia do voto”, que conta com coordenação e exposição de André Borges (UnB), além dos expositores Sônia Luiza Terron (UFRJ) e Vitor de Moraes Peixoto (UENF), propõe-se a discutir o cenário eleitoral de 2014 a partir da ótica do espaço e da territorialidade do voto, com ênfase na disputa presidencial. Dentre os temas a serem debatidos, incluem-se o grau de consolidação das bases territoriais dos partidos, as estratégias dos candidatos para expandir e nacionalizar a votação e as possibilidades de realinhamento e mudança eleitoral em 2014.

Com coordenação de Emerson Urizzi Cervi (UFPR) e Mauro Macedo Campos (UENF), o Grupo de Trabalho “Financiamento do sistema partidário e eleitoral nas democracias contemporâneas” abordará o financiamento da política no Brasil e em outros países, seja do ponto de vista de quem financia o sistema: poder público, doadores individuais ou empresas; seja do ponto de vista de quem é financiado: partidos políticos e candidatos.

A mesa-redonda “Eleições presidenciais e política externa brasileira” tem por objetivo promover reflexão plural sobre as eleições presidenciais de 2014, a fim de avançar no diagnóstico sobre a “conexão eleitoral” da Política Externa Brasileira (PEB). Com coordenação de Dawisson Belém Lopes (UFMG), os expositores Carlos Aurélio Pimenta de Faria (PUC Minas), Janina Onuki (USP) e Fabiano Santos (IESP-UERJ) pretendem, ainda, estimar o impacto das temáticas internacionais sobre a formação das preferências dos votantes nas eleições presidenciais de 2014.

“Mídia, política e eleições” é o tema do grupo de trabalho que busca compreender as relações entre comunicação e política, explorando um vasto campo de produção de conhecimento nas ciências sociais contemporâneas. Com coordenação de Ricardo Fabrino Mendonça (UFMG) e Fernando Lattman Weltman (CPDOC/FGV-RJ), esse trabalho investiga ainda o papel político da mídia em democracias representativas.

A presença do futebol no imaginário das manifestações de rua é o tema em pauta no Colóquio “Copa do mundo e os movimentos sociais”. Com coordenação de Luiz Henrique de Toledo (UFSCar) e Simone Brito (UFPB), essa atividade abordará ainda os impactos que novas representações possam suscitar no deslocamento simbólico do futebol do epicentro da cultura esportiva.

Manifestações sociais___________________________________________________

As grandes manifestações sociais e políticas ocorridas principalmente no mês de junho de 2013, e que se estenderam pelos meses seguintes em muitos locais do Brasil, sem dúvida pegaram de surpresa o mundo político tradicional e os analistas da grande mídia. O Colóquio “O Brasil nas ruas: movimentos, demandas e conflitos”, dividido em três sessões, propõe-se a debater as diversas interpretações dos protestos de Junho, assim como sua evolução até o contexto de finais de 2013 e 2014, com o cenário da Copa do Mundo.

Já o Grupo de Trabalho “Entre as Ruas e os Gabinetes: institucionalização e contestação nos movimentos sociais latino-americanos” tem como foco as relações entre institucionalização e contestação política na formação e atuação dos movimentos sociais. Em especial, esse trabalho busca compreender a crescente complexidade das interações entre movimentos sociais e Estado observada em diversos países latino-americanos nas últimas décadas.

O Simpósio “Organizações civis, mobilizações sociais e violência urbana: novas cartografias na ação coletiva” tem como objetivo discutir a atuação de organizações civis, grupos ou mobilizações sociais que se inserem no campo de ações e discursos referidos à “violência urbana” – desde ONGs, igrejas pentecostais, associações de moradores, grupos de familiares de vítimas, grupos culturais de jovens, até atores do “mundo do crime”, como as facções criminais – assim como suas relações com políticas públicas, os atores estatais e as sociabilidades locais.

Política e Democracia___________________________________________________

O sociólogo norte-americano Markus S. Schulz, da Universidade de Illinois, é um dos convidados da mesa-redonda “Estado e desigualdades”, que conta ainda com a participação de Jose Miguel Rasia (UFPR), Marcelo Medeiros (UnB), José Luiz Ratton Jr. (UFPE), e tem coordenação de Maria Celi Scalon (UFRJ). A proposta deste debate é discutir as desigualdades em suas múltiplas dimensões e a relação de dupla via que estabelecem com as políticas públicas.

Dialogando com a debate anterior, a mesa-redonda “Políticas sociais, desenvolvimento e cidadania” propõe contribuir com a discussão acerca da questão social brasileira na perspectiva da agenda de desenvolvimento. Com coordenação de Paulo de Martino Jannuzzi (Ministério do Desenvolvimento Social – MDS) e exposição de Eduardo Fagnani (Plataforma Política Social), Ana Fonseca (Sesep/MDS) e Luciana de Barros Jaccoud (MDS), neste debate, pretende-se apontar mecanismos que articulem políticas econômicas e sociais em um contexto de reforço do papel do Estado e da centralidade da política e da democracia em uma perspectiva ampliada.

O professor e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna, que será contemplado este ano com o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política, participa da mesa-redonda “A democracia e seus defeitos”, ao lado de Gabriel Cohn (UNIFESP, USP) e Fabio Wanderley Reis (UFMG). Com coordenação Claudio Gonçalves Couto (FGV-SP), a proposta deste debate é problematizar o consenso formado em torno da democracia como um valor universal, discutindo os limites e os defeitos do regime democrático e avaliando a factibilidade de modelos políticos alternativos que sejam  defensáveis.

 “As conexões políticas dos grandes grupos empresariais brasileiros” é o tema da mesa-redonda que conta com coordenação de Manoel Leonardo Santos (UFMG) e exposição de Fernanda Cimini Salles (UFRJ), Juan Vicente Bachiller Cabria (UERJ) e Wagner Iglecias (USP). O objetivo deste debate é analisar se os laços políticos estabelecidos pelo grande empresariado ajudam nas políticas de desenvolvimento, ou se tais laços promovem incentivos para capturar rendas, criar distorções na livre competência, e distorções no funcionamento da democracia.

Cultura Digital_________________________________________________________

“Ciberpolítica, ciberativismo e cibercultura” é o tema do Grupo de Trabalho, coordenado pelo cientista político Sérgio Soares Braga (UFPR) e pelo sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC), um dos defensores da neutralidade da rede e do Marco Civil da Internet, aprovado pela Câmara doas Deputados, em março deste ano. Esse trabalho pretende reunir pesquisadores que investigam os impactos das tecnologias de informação e comunicação (TICs) sobre várias dimensões das sociedades contemporâneas, tendo como foco três campos de investigação: “ciberpolítica”, ou os impactos das novas tecnologias digitais sobre os sistemas políticos; “ciberativismo”, ou seja, o emprego das novas tecnologias de comunicação para promover novas modalidades de ação coletiva e ampliação da cidadania; e cibercultura”, isto é, trabalhos que investigam como as TICs estão propiciando a emergência de formas de identidades coletivas e processos de criação simbólica que integram os diversos atores sociais em novos universos de referência cultural.

Segurança Pública________________________________________________

Com o tema “Crime, polícias e segurança pública no Brasil”, a mesa-redonda sob coordenação e exposição de Renato Sérgio Lima (FBSP), conta ainda com os expositores José Luiz  Ratton Jr (UFPE), Rodrigo Ghiringhelli (PUCRS), e a debatedora Joana Domingues Vargas (UFRJ). Esta atividade propõe uma reflexão sobre rumos e cenários para a agenda de pesquisas da área de estudos sobre o crime e violência no Brasil, com base no recém lançado livro “Crime, Polícia e Justiça no Brasil”.

Religião_______________________________________________________________

O último Censo do IBGE (2010) revela mudanças e continuidades em relação à dinâmica do desenvolvimento (aumento, estagnação, recrudescimento, etc.) das denominações religiosas considerando o número de auto declarações dos pesquisados. A partir deste contexto, a proposta do Colóquio “Religião e espaço público: alguns debates contemporâneos”, que será realizado em duas sessões, é abordar esta dinâmica enfatizando o tema da diversidade religiosa sem perder de vista o contraponto da esmagadora hegemonia cristã.

50 Anos do Golpe Militar_______________________________________________

Na Sessão Especial “Comissões da Verdade nas universidades”,  que conta com os participantes Bruno Konder Comparato (UNIFESP), Marco Aurélio Santana (UFRJ) e Cesar Barreira (UFC), tem por objetivo levantar a discussão sobre o andamento dos trabalhos das referidas comissões, atualmente em funcionamento em mais de uma dezena de universidades.

Haverá ainda uma mesa-redonda sobre “Cinema e Ditadura”, com coordenação de Rosemary Segurado (PUC/SP, FESP) e os debatedores Anita Simis (UNESP), Eduardo Victorio Morettin(USP) e Vera Chaia (PUC/SP). Passados cinquenta anos do golpe militar, o debate sobre o período continua sendo fundamental, principalmente por um certo revisionismo histórico que busca descaracterizar as violações aos direitos humanos, o autoritarismo e o cerceamento da liberdade de expressão e de manifestação.

Internacional__________________________________________________________

No Encontro Anual da ANPOCS de 2013, aconteceram seis sessões de debates com pesquisadores dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A partir dessas reuniões, produziu-se uma convicção generalizada de que pesquisadores de cada país precisam se conhecer melhor e desenvolver projetos de pesquisa juntos. Voltando ao tema, o Encontro deste ano traz a Sessão Especial intitulada “A ascensão dos BRICS: desafios para as Ciências Sociais brasileiras”. Com coordenação de Tom Dwyer (UNICAMP), e exposição de Antonádia Monteiro Borges (UnB), Eduardo Viola (UnB) e Marcos Costa Lima (UFPE), este debate pretende resgatar e atualizar estas discussões, e apontar elementos de agendas de pesquisa nas Ciências Sociais.

A mesa redonda “Democracia na Venezuela: limites, impasses e o futuro” apresenta o panorama da democracia na Venezuela como um dos temas políticos mais controversos no continente, tanto em estudos acadêmicos como no debate político. Com coordenação de Wagner de Melo Romão (UNICAMP), os expositores Igor Fuser (UFABC), Pedro Silva Barros (IPEA) e Rafael Villa (USP) pretendem analisar o passado recente do país e lançar um olhar ao futuro da democracia na Venezuela

Já o Simpósio “Potências tradicionais, potências emergentes e a ordem mundial contemporânea: dilemas, tensões e possibilidades” abarca questões como: (trans)formação de espaços multilaterais de negociação para as potências tradicionais e médias emergentes; articulações regionais e seu papel nestes processos; cooperação técnica descentralizada;  cooperação norte-sul, norte-norte e sul-sul e seus impactos e relações com os processos acima referidos.

Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica_________________________________

A ANPOCS instituiu, em 2013, uma nova premiação, dividida em três categorias, destinada a reconhecer professores e pesquisadores por suas contribuições acadêmicas, o impacto de sua destacada produção intelectual e por seu trabalho institucional em prol das ciências sociais.

Este ano, na cerimônia de abertura do 38o Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, serão contemplados os seguintes nomes:

– O Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica Gilberto Velho em Antropologia será entregue à Eunice Durham (USP) e ao Ruben George Oliven (UFRGS).

– Para o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política, foram contemplados Fabio Wanderley Reis (UFMG) e Luiz Werneck Vianna (PUC-Rio).

– E o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Antônio Flávio Pierucci em Sociologia será concedido a Eli Roque Diniz ( UFRJ) e Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP).

Exposições____________________________________________________________

Durante o Encontro, o público poderá conferir duas exposições na categoria Ensaios Fotográficos: Olhar Visível, de  Luiza de Paula Souza Serber UNICAMP) e Suely Kofes (UNICAMP); e Violência que fala, violência que cala, de  Gabriel Q. Kubrusly (UFRJ) e Diogo Lyra (UFRJ). Haverá sessões para apresentação e debate com os autores dos dois trabalhos, em duas sessões distintas.

Mostra de filmes_______________________________________________________

 Serão exibidos diversos filmes em quatro sessões realizadas de terça a quinta-feira (28 a 30/10) durante o encontro. A programação contempla principalmente documentários brasileiros, dedicados à etnografia e à antropologia.

>>Confira a programação completa aqui!

Cursos e Workshop____________________________________________________ 

Este ano a ANPOCS programou dois cursos. Reinventando os Clássicos apresenta novas abordagens de textos consagrados da ciência política e da antropologia. Dividido em três aulas de 1h30 cada, a inscrição custa R$ 60. Já o Introdução ao uso de Banco  de Dados, no qual será discutida a importância do compartilhamento de banco de dados nas pesquisas de Ciências Sociais, é gratuito e tem duração total de 2h30.

Além disso, será realizado o workshop Research in Germany, que conta, dentre os expositores, com a presença do conferencista alemão Wolfgang Knöbl (Universidade de Göttingen), de Silvia Bauer (da agência de fomento alemã DAAD) e Conrado Hübner Mendes (USP/Fundação Alexander von Humboldt). Nesta atividade, o público será informado sobre programas de pós-graduação, doutorado, pós-doutorado, cooperação científica e institucional e sobre projetos de pesquisa em geral, bem como sobre programas de bolsas e fomento para estudantes, professores e pesquisadores.

>>Confira a programação completa, as datas e locais das atividades aqui

Fonte: site da ANPOCS

Dalmare - entrevista

Entrevista com Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá

– Membro da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional
– Residente Multiprofissional de Saúde Mental (desde 2013).

“A residência é transformadora, é um momento para viver e não apenas para passar. Ser residente e poder vivenciar tudo que aprendemos e não tivemos a oportunidade de praticar durante a universidade. É incrível! Talvez o farmacêutico seja o profissional que mais ganhe na residência multiprofissional, por ter a possibilidade de realizar clínica e de interagir com a equipe, que passa a ter a visão dele como um profissional imprescindível.” (Dalmare Anderson)

CFF: Por que decidiu fazer Residência?
Dalmare Anderson – Por ter sido formado para lidar com pacientes e ter me encantado pela farmácia clínica durante o curso de graduação. Como tenho uma grande vontade de ser professor e sempre critiquei aqueles que não possuem vivência prática para dar aula embasada na realidade, a residência é um importante processo na minha formação para docência.

CFF: Como foi a seleção?
Dalmare Anderson – A prova exige bastante estudo, mas a maior dificuldade não foram as questões de farmácia e sim as de saúde pública, devido a deficiência da maioria dos currículos de farmácia em tal área. Foram 5 candidatos para 2 vagas.

CFF: Ficaram vagas ociosas no seu programa?
Dalmare Anderson – Nenhum programa da Universidade Federal de Sergipe(UFS) teve vagas ociosas para farmacêutico ao final do processo seletivo.

CFF: Qual a importância do farmacêutico na sua área de Residência? Como ele pode contribuir?
Dalmare Anderson – A saúde mental vive hoje um paradigma de medicalização exacerbada, de tal forma que o farmacêutico consegue dar um norte pelo o uso correto e racional de medicamentos, tanto à equipe quanto aos pacientes. O reconhecimento da importância dos farmacêuticos que se colocam presentes e junto à equipe é imediata, o espaço está colocado, basta ocuparmos.

CFF: Que resultados você já observou na prática?
Dalmare Anderson – A melhora quanto ao uso dos medicamentos, bem como a melhora na visão clínica ampliada do paciente.

CFF: Quais são as consequências do uso incorreto de medicamentos na área da saúde mental?
Dalmare Anderson – Esta talvez seja uma das principais contribuições do farmacêutico para equipe multiprofissional em saúde mental. De forma direta, o farmacêutico, ao promover o uso responsável de medicamentos, contribui para a melhora efetiva do quadro de saúde do paciente.

CFF: Qual sua expectativa depois da conclusão da residência?
Dalmare Anderson – Atuar em um local onde possa exercer a clínica farmacêutica de forma direta ou guiar as equipes que lidam com saúde mental a terem este olhar da importância quanto ao uso racional dos medicamentos. O que não significa usar menos ou mais medicamentos, mas usar de forma correta e, em alguns casos, nem usar medicamento algum.

CFF: Quais são os principais problemas relacionados à Residência hoje?
Dalmare Anderson – O principal problema é a falta de avaliação e certificação diferenciada das residências, que possuem carga horária de 5760 horas e das pós-graduações que podem ser feitas em 360h. O reconhecimento deste profissional formado com dinheiro público de forma diferenciada é muito importante para provisão adequada dos espaços que existem no SUS. Espero, sinceramente que, com a rearticulação da comissão nacional, possamos resolver alguns destes problemas.

CFF: Em sua opinião, o que leva à falta de interesse dos farmacêuticos pela Residência?
Dalmare Anderson – Acho que, principalmente, a falta de informação, durante a graduação, que mostre a importância do SUS e da farmácia clínica como atuais nortes da profissão.

CFF: O que você diria aos seus colegas sobre a Residência? Os estimularia a cursar?
Dalmare Anderson – A residência é uma formação transformadora, é um momento para viver e não apenas para passar. Ser residente e poder vivenciar tudo que aprendemos e não tivemos a oportunidade de praticar durante a universidade, é incrível! Talvez o farmacêutico seja o profissional que mais ganhe na residência multiprofissional, por ter a possibilidade de realizar clínica e de interagir com a equipe, que passa a ter a visão dele como um profissional imprescindível. Ser residente farmacêutico é praticamente uma militância em prol da profissão atualmente.

CFF: O que você espera como suplente na Comissão Nacional de Residência em Saúde? Quais são os projetos dos residentes ao aceitar participar da Comissão?
Dalmare Anderson – Temos trabalhado bastante para corrigir algumas portarias que não se adequam à realidade de muitos programas de residência no país. Agora nosso principal projeto é certificar quem é o egresso, avaliar as residências que já estão formando há mais tempo, inibir assédios morais que os residentes estão sofrendo em diversos locais do Brasil por parte de suas coordenações e realizar os Seminários Regionais e V seminário Nacional de Residências em Área da Saúde.

CFF: Quais as mudanças serão buscadas na Comissão e na Política para as residências no Brasil?
Dalmare Anderson – Por hora não faremos mudanças bruscas, além dos temas que abordei no tópico anterior iremos rever algumas portarias, em especial, aquelas que travam alguns reconhecimentos de residências clássicas no cenário nacional, que são principalmente as oferecidas pelas escolas de saúde pública, que estavam impedidas de ser reconhecidas por não estarem ligadas a instituições de ensino superior.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia

APG Unifesp

A nova diretoria da APG-Unifesp foi eleita, na última quinta-feira (16). A cerimônia de posse ocorreu na sede da Associação, localizada no bairro Vila Clementino, zona sul de São Paulo, e contou com a presença do Tesoureiro da ANPG, Igor Dias.

“A posse da APG Unifesp demonstra a consolidação do movimento de pós-graduandos e coloca para a nova gestão novos desafios em nível nacional e local, ocupando cada vez mais espaço na universidade. Isso foi demonstrado pela constituição da diretoria que busca agregar diretores de todos os campi, observando a pluralidade dos cursos com a preocupação de elencar as diversas demandas inerentes em cada realidade”, diz Igor Dias, Tesoureiro da ANPG.

A gestão Acolligere esteve à frente da APG-Unifesp no de 2013 a 2014. Neste período, foram intensificadas as lutas nos bastidores da Unifesp para que melhorias que beneficiassem os estudantes de pós-graduação fossem alcançadas.

“Conseguimos implementar o subsídio ao restaurante universitário para os estudantes de pós-graduação, o qual houve uma redução maior que 50% no valor das refeições. Também conseguimos o aumento no número de cotas de meia passagem de ônibus e metrô para estes estudantes, que agora usufruem da meia passagem durante o mês inteiro. E ainda fizemos uma parceria com uma escola de inglês, onde estudantes associados à APG-Unifesp recebem desconto de 65% na mensalidade”, explica Natanael Leitão, ex-presidente da APG.

O novo presidente da APG-Infesp, Bruno Di Genova, comenta sobre os novos desafios que serão enfrentados pela nova gestão: “Quero discutir alguns projetos que envolvem a maior integração entre os campi da UNIFESP, bem como uma maior participação dos alunos de pós-graduação em atividades que envolvem a docência.”

Confira a nova diretoria da APG-Unifesp:
Bruno Di Genova – Presidente – DMIP
Natália Girola – Coordenação Geral – DMIP
Diego Assis – Assuntos Estudantis – DMIP
Priscila Silva – Tesouraria- DMIP
Thiago Rahal – Comunicação – Química Diadema
Natanael Leitão – Secretaria – DMIP

Da redação 

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Fotos: Natasha Ramos/ANPG

A presidenta Dilma Roussef se reuniu ontem (20) com intelectuais, juristas, cientistas e artistas no Tuca, o teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), na zona oeste de São Paulo. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, foi convidada pela organização para prestigiar o evento do palco, ao lado dos cerca de cinquenta convidados.

Ao centro, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, prestigia o Encontro da Dilma com os Artistas
Ao centro, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz. Foto: Natasha Ramos

O ato teve início pouco antes das 20h e terminou por volta das 23h30, após Dilma Rousseff discursar para o auditório lotado. Do lado de fora, onde havia um telão pelo qual assistiam ao encontro os milhares de apoiadores à reeleição da candidata, a rua Monte Alegre teve de ser bloqueada para o trânsito. O evento também foi transmitido pela internet para mais de 50.000 internautas, que acompanhavam o evento de suas casas.

O Tuca estava repleto de estudantes e figuras ilustres como o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella, que falou em seguida da Carina Vitral, presidenta da UEE. O diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o escritor e jornalista Fernando Morais, o também escritor Raduam Nassar e a sambista e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) também estiveram presentes.

Mário Sérgio Cortella. Foto: Natasha Ramos
Mário Sérgio Cortella. Foto: Natasha Ramos/ANPG

O jornalista e candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, Gilberto Maringoni, também expressou seu apoio à reeleição da candidata do PT: “Estamos entre a democracia e o abismo”, disse se referindo aos dois projetos de governo que se apresentam neste segundo turno. “Tenho várias críticas ao PT, mas, hoje, vamos falar do que nos une neste momento”, acrescentou.

Os cineastas Toni Venturi e Laís Bodanzky leram o Manifesto Pró-Dilma do Audiovisual Brasileiro, que reuniu mais de 1100 assinaturas de atores, atrizes, cineastas e pessoas do setor, entre eles Camila Pitanga, Leandra Leal, Telma Guedes, Chico Dias, Tatá Amaral e Jorge Furtado.

>>Leia o Manifesto aqui!

Toni Venturi e Laís Bodanzky. Foto: Natasha Ramos
Toni Venturi e Laís Bodanzky. Foto: Natasha Ramos/ANPG

O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello comentou, em sua fala, a ascensão das classes mais baixas durante os últimos 12 anos: “O governo do PT tirou da miséria mais de 40 milhões de brasileiros”. O jurista Heleno Torres, o músico Antônio Nóbrega, e os rappers Thaíde e DJ Dexter também participaram do encontro, expressando seu apoio à Presidenta.

Thaíde e DJ Dexter. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Thaíde e DJ Dexter. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista e cientista político, fundador do PSDB, e Roberto Amaral, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação no governo Lula, e ex-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), também apoiam Dilma Rousseff. Em sua fala, Amaral considerou “traição” a aliança de seu partido com a candidatura do Aécio. “O Brasil voltar ao governo do PSDB é um retrocesso muito grande”, disse.

A escritora, artista plástica, coreógrafa e folclorista brasileira Raquel Trindade, falou em nome dos negros quando expressou seu apoio à Dilma. “Quando fui convidada para dar aula da Unicamp, havia apenas um negro na sala. Por isso, eu digo que negro consciente vota em Dilma! Por mais inclusão social”, diz Raquel com seu jeito simples e direto.

Raquel Trindade. Foto: Natasha Ramos
Raquel Trindade. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Lideranças petistas como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, o prefeito Fernando Haddad, o senador Eduardo Suplicy, o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy também participaram do ato.

Prefeito Fernando Haddad. Foto: Natasha Ramos
Prefeito Fernando Haddad. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Em seguida, falou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que informou que em frente à Embaixada do Brasil na Argentina, em Buenos Aires, no momento do ato, estava acontecendo uma manifestação com cerca de 2.000 argentinos que apoiam a reeleição da candidata do Partido dos Trabalhadores.

Lula. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Lula. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Lula também comentou sobre a experiência de se ter um segundo turno nas eleições presidenciais: “Eu sou a favor de se ter um segundo turno, pois este momento permite que pessoas diferentes se juntem em favor de um projeto, e que seja o melhor.”

Ao se posicionar diante do púlpito, a presidenta Dilma agradeceu a presença de todos, iniciando pelo mestre de cerimônias, o ator Sério Mamberti. Em seguida, lembrou da crise de energia que o Brasil enfrentou durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2001 a 2002, e a atual crise do fornecimento de água que o Estado de São Paulo enfrenta, no governo de Geraldo Alckmin. “Está na constituição, água é atribuição do Estado, enquanto energia é atribuição da União”, disse a presidenta. Ela ainda afirmou que ambas as crises poderiam ter sido evitadas se o governo do PSDB olhasse para o país de forma menos irresponsável.

Presidenta Dilma. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Presidenta Dilma. Foto: Natasha Ramos/ANPG

“Foi um ato bastante cheio, caloroso e combativo, tanto que o teatro não comportou todas as pessoas que foram prestigiar o encontro. O local que foi escolhido também é muito significativo. O Tuca é símbolo da resistência contra a ditadura e representou, no ato de ontem, a força de quem está apoiando o partido dos trabalhadores nessa eleição, uma espécie de resistência a um projeto de governo que pretende entregar o país às forças neoliberais, como disse a Dilma em seu discurso”, disse Philipe Pessoa, diretor de cultura e eventos científicos da ANPG, que também esteve presente no encontro.

Da redação

A Uerj pode ter cotas nos cursos de pós-graduação em 2015 Fabio Motta / Agência Estado
A Uerj pode ter cotas nos cursos de pós-graduação em 2015. Fabio Motta / Agência Estado

A oferta de vagas para cotistas será limitada a 20% do número total de postos

A Alerj (Assembleia Legislativa) aprovou na última quarta-feira (15) o projeto do deputado Zaqueu Teixeira (PT) que prevê o sistema de cotas para cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), de especialização, de aperfeiçoamento e outros instituídos nas universidades públicas estaduais.

O texto votado beneficia negros, índios, graduados da rede pública e privada de ensino superior, pessoas com deficiência, e filhos de policiais civis e militares, bombeiros e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

A oferta de vagas para os cotistas seria limitada a 20% do total de postos. O projeto segue para análise do governador Luiz Fernando Pezão, que tem 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

Fonte: R7

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A secretária geral da ANPG, Hercília Melo, esteve presente na cerimônia de posse do Conselho Nacional de Educação (CNE), ocorrido no dia 7 de outubro, que teve como presidente da mesa o Ministro da Educação, José Henrique Paim.

O ministro destacou a expansão da Educação superior e técnica e apresentou avanços no setor por meio dos programas como Fies, Pronatec e Prouni. Destacou a expansão da pós-graduação e o aumento no número de matrículas, reconhecendo a necessidade de melhorias. Ressaltou que o investimento deve acontecer em todos os níveis do sistema de ensino e em todas as modalidades formativas. “Precisamos discutir o currículo base das escolas para que todos tenham igualdade de oportunidade”, disse o Ministro.

Representando os conselheiros empossados, Nilma Lino Gomes ressaltou a honra de participar do espaço, destacando que a diversidade do povo precisa estar contida nas políticas e ações. Para ela, o trabalho coletivo do CNE rompe barreiras educacionais: “as teias juntas das aranhas podem segurar um leão, recorrendo a um proverbio africano”, disse.

Encerrada a cerimônia, deu-se início a eleição do novo presidente. Por unanimidade, com votação em urna, foi eleito Gilberto Garcia, professor da PUC-Goiás. O presidente convocou reunião para o mês de outubro para construir o plano estratégico do CNE. Abordou o papel que tem cumprido o CNE frente a seu aniversario de 20 anos em 2015 e exaltou que pessoas humildes têm tido oportunidades através da educação.

A eleição dos presidentes e vice-presidentes das Câmaras de Educação Básica e Ensino Superior ocorreram no dia 8 de outubro.

Para Hercilia, implantar e acompanhar o PNE é a grande tarefa do CNE no próximo quadriênio: “O CNE é um potente articulador para garantia e formulação de politicas e mudanças profundas nas diretrizes curriculares. O chamamento do CNE no dia de hoje é o da participação da sociedade, entidades e movimentos sociais num trabalho conjunto para transformar as realidades educacionais. Grandes são os desafios dos conselheiros para a gestão. Temos crianças fora da escola, jovens e trabalhadores que ainda não ingressaram no ensino superior, precisamos discutir a formação de professores para a inclusão, para atender a diversidade humana. A educação que nosso país precisa é a que repudia qualquer tipo de preconceito, que contribua no processo de humanização, que transforme a realidade. O pobre tem as mesmas condições para permanecer na escola, na universidade?”

A educação básica terá atenção da atuação do CNE, segundo as falas dos conselheiros.
“Temos a aprovação da destinação de 10% do Produto Interno Bruto para a educação, de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para o setor. Precisamos alcançar a destinação de 50% das vagas em todas as universidades para estudantes oriundos de escolas públicas. Entoamos enquanto entidade representativa da pós-graduação as lutas pela democratização da educação com responsabilidade do Estado nas transformações sociais. Enxergamos no CNE interlocutores importantes para o diálogo com os movimentos educacionais, no envolvimento de gestores, trabalhadores, estudantes e comunidades para a formulação de políticas, na análise dos contextos de influência, na implantação, implementação e ressignificação que sejam necessárias para romper com desigualdades regionais e reprodução do status quo. Temos as batalhas pela regulamentação dos cursos lato sensu, os vislumbres para os próximos processos de expansão das universidades, a valorização dos pesquisadores e da ciência, o fortalecimento da pós-graduação, da formação de jovens cientistas na educação básica, da iniciação científica e da docência, etc. Muitas são as lutas pela educação, nos juntemos!”, argumenta Hercília.

Composição
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Presidente do Conselho Nacional de Educação:
Gilberto Gonçalves Garcia
Conselheiros da Câmara de Educação Básica:
Luiz Roberto Alves (Presidente da Câmara)
Antonio Carlos Caruso Ronca (Vice-Presidente da Câmara)
Antonio Cesar Russi Callegari
Antonio Ibañez Ruiz
Francisco Aparecido Cordão
José Fernandes de Lima
Malvina Tânia Tuttman
Maria Beatriz Moreira Luce (Membro nato)
Nilma Lino Gomes
Raimundo Moacir Mendes Feitosa
Rita Gomes do Nascimento
Conselheiros da Câmara de Educação Superior:
Erasto Fortes Mendonça (Presidente da Câmara)
Sérgio Roberto Kieling Franco (Vice-Presidente da Câmara)
Arthur Roquete de Macedo
Gilberto Gonçalves Garcia
Joaquim José Soares Neto
José Eustáquio Romão
Luiz Fernandes Dourado
Luiz Roberto Liza Curi
Márcia Ângela da Silva Aguiar
Paulo Monteiro Vieira Braga Barone
Paulo Speller (Membro nato)
Yugo Okida

Confira a lista aqui do atual conselho aqui!

Da redação

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Milhares de pessoas de organizações de todo o país reuniram-se, entre os dias 13 e 15 de outubro, em Brasília para a V Plenária Nacional da campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político. Esse plebiscito coletou quase 8 milhões de votos entre os dias 1º e 7 de setembro de 2014, dos quais 97% disseram SIM à constituinte. A ANPG esteve presente em todas as atividades, na presença de sua diretora de Movimentos Sociais, Maíra Gentil.

Na última segunda-feira (13), cerca de mil pessoas se reuniram em audiência com a Presidenta Dilma Rousseff, que recebeu os resultados, reconhecendo a necessidade da constituinte para reforma politica e reconhecendo também a importância de ouvir a opinião popular através de um plebiscito. “Só a manifestação popular pode ser capaz de criar condições para fazermos a reforma política, a mãe de todas as reformas”. A presidenta comentou a reivindicação dos movimentos populares, que pretendem a instalação de uma Assembleia Constituinte exclusiva sobre o tema. “Considero uma boa proposta, porque não serão aqueles que são parlamentares que vão se reformar”. Dilma confirmou ter sugerido essa proposta no auge das manifestações do ano passado, mas não obteve “a correlação de forças para fazer isso”.

No dia seguinte (14), uma comissão de entidades entregou os resultados do plebiscito ao presidente do congresso nacional, Sr. Henrique Eduardo Alves, que comprometeu-se em organizar uma reunião entre a comissão da campanha do plebiscito e os líderes das bancadas dos partidos até o mês de dezembro. Neste mesmo dia, os resultados foram entregues ao senador Eduardo Suplicy, que estava presidindo a sessão e leu este resultado no plenário do Senado; e ao secretário do Sr. Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Ontem (15), na grande plenária final, as organizações consideraram vitoriosa todas as atividades, em especial a declaração da presidenta Dilma.

“A entidade prossegue junto com as 477 organizações que compõem a Campanha do Plebiscito na continuidade da luta para que a constituinte seja realizada no Brasil a fim de abrir o caminho para realização das reformas sociais de fundo e assim atender as aspirações populares”, diz Maíra Gentil, Diretora da ANPG.

Uma carta desta V plenária nacional do plebiscito pela constituinte aprovada ontem (15) será publicada nos próximos dias com as orientações para continuidade da campanha. Também será publicada uma carta das organizações presentes em apoio à reeleição da Presidenta Dilma pela possibilidade que sua candidatura expressa em fazer avançar a realização da constituinte.

Da redação

Links relacionados:

DILMA VOLTA A DEFENDER PLEBISCITO PARA REFORMA POLÍTICA