Durante a reunião da diretoria plena da Associação Nacional de Pós-Graduandos, foi aprovado o calendário de campanhas e atividades da gestão 2014-2016
A Campanha por mais direitos para as pós-graduandas e os pós-graduandos é o norte que vai guiar as principais ações da ANPG pelos próximos dois anos. Os eixos principais da campanha são:
– Valorização das bolsas de pesquisa
– Assistência Acadêmica
– Melhores condições de pesquisa
– Melhoria nas relações acadêmicas
– Mais verba para Ciência e Tecnologia.
Acompanhe as principais ações que ocorrerão nos próximos meses!
>>Novembro e Dezembro de 2014
– Blitz do orçamento no Congresso Nacional
Entre novembro e dezembro de 2014, diretores da ANPG, membros de APGs e pós-graduandos irão à Brasília para reivindicar mais verbas para Ciência e Tecnologia dentre outras pautas.
>>Janeiro de 2015
– Mostra de Ciência e Tecnologia na Bienal da UNE
A ANPG, em parceria com as entidades estudantis UNE e UBES, coordenará a Mostra de Ciência e Tecnologia, com o Seminário “Educação, saúde e desenvolvimento: a juventude por mudanças na saúde do Brasil”, dentro da programação da Bienal, que acontecerá de 26 a 31 de janeiro de 2015. Essa atividade é uma preparação dos estudantes para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em novembro de 2015.
– Seminário Nacional “Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação”
– Seminário Nacional “Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e desafios”
>>Abril de 2015
– Caravana à Brasília por mais direitos e financiamento para CT&I
>>Julho de 2015
– Atividades da ANPG na 67ª Reunião Anual da SBPC
O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica, com o tema “Perspectivas e Desafios para o Financiamento da CT&I no Brasil” será realizado junto com a programação da 67ª Reunião Anual da SBPC, que, em 2015, será realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Também durante este evento, será realizado o II Seminário do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde e o I Seminário do Fórum de Educação Básica. >>Outubro de 2015 – 40º CONAP
O Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP) chega a sua quadragésima edição. Este encontro, que reúne APGs de todo o Brasil, contará com debates previstos nas resoluções congressuais do 24º CNPG. – Encontro de Representantes Discentes >>Novembro de 2015 – Blitz do orçamento no Congresso Nacional >>Maio de 2016 – 25º Congresso Nacional de Pós-Graduandos
Ex.mo Srs. Membros do Conselho Universitário (CO) da Universidade de São Paulo.
É com imensa preocupação que observamos nos últimos dias o nome de nossa universidade estampado nos jornais de maiores alcances regional e nacional de nosso país. As notícias não são boas, associam o nome da Faculdade de Medicina da USP ao descaso e à completa falta de apoio frente a denúncias de preconceito, racismo, homofobia, abusos morais e violência sexual, resultando muitas vezes na perseguição das vítimas.
Isto ocorre frente à lentidão e ausência de posicionamento institucional no trato dos casos denunciados nas instâncias internas da faculdade, culminando no afastamento do Prof. Dr. Paulo Saldiva da Universidade de São Paulo, obrigando portanto, as vítimas a buscarem justiça em instâncias externas à Universidade. Há aproximadamente dois meses o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou à Faculdade de Medicina da USP informações sobre casos de trotes violentos e violação de direitos humanos em festas. Somente sob os holofotes e atenção da grande mídia, o diretor da FMUSP se pronunciou, afirmando que até a próxima semana seriam tomadas todas medidas necessárias para evitar a repetição de tais violações, bem como, enviados os documentos que relatam os incidentes questionados pelo MPE. Se não fosse o suficiente, no dia 14/11/14 (sexta feira) foi publicado pela Rede Brasil Atual a denúncia de que o mesmo diretor da FMUSP, pressionou os Deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo para não realizarem a audiência pública das denúncias de abusos, tentando exaustivamente por telefone, realizar uma manobra para inviabilizá-la por falta de quórum.
A Universidade de São Paulo têm colecionado e protagonizado, ao longo de pelo menos os últimos 5 anos, denúncias de múltiplas formas de violência e desrespeito, afetando especialmente as categorias menos prestigiadas da universidade, como alunos de graduação, pós graduação e funcionários. Denúncias relatando violência moral, como por exemplo, o constante e velado assédio moral por parte de professores aos seus alunos graduandos e pós graduandos, sobretudo ao gênero feminino e à comunidade LGBT, como também a violência sexual, moral e de cunho preconceituoso, praticada entre alunos em festas e trotes universitários, têm sido parte da rotina desta universidade. Aqui colocamos uma reflexão: se os próprios diretores, professores, alunos e sociedade civil concordam que qualquer tipo de violência não pode ser naturalizada e deve ser punida, então essa rotina de violência mais velada ou mais extrema, porém causadoras de danos humanos profundos, deveria ser investigada, punida e prevenida. Contudo, o discurso por parte dos gestores da USP observado na mídia está diametralmente distante da prática que encontramos em nosso cotidiano, como demonstra a atual tentativa de esvaziamento da audiência da ALESP. Este fato configura uma absoluta negligência de quem deveria, por obrigação, dar o melhor exemplo, seja investigando e punindo com o rigor da lei os responsáveis pelos abusos, seja pela criação de instrumentos, orgãos e políticas educacionais que evitem a ocorrência de novos casos. Esta negligência demonstra também, os valores ultrapassados, machistas, sexistas, despotistas e antidemocráticos praticados e afirmados nesta instituição e portanto, torna seus gestores co-responsáveis e co-autores de todos os casos e práticas violentas em vigor na universidade.
O mais grave e mais estarrecedor é que, em sendo a USP uma universidade pública, sustentada pelos impostos de toda a população paulista, dos mais pobres aos mais ricos, ela têm por obrigação moral servir à sociedade e estar sempre na posição de exemplo em tudo, não apenas em sua produção acadêmica ou nos títulos de seus professores que embelezam as paredes da instituição. Essa rotina violenta quase enraizada, institucionalizada pela negligência de seus gestores, se tornou uma importante força motriz do declínio da qualidade do ensino e de formação humanística oferecida ao corpo discente como também, do conhecimento que ultrapassa os muros da instituição e chega para a sociedade. A negligência e porque não, a negação de todas as formas de violência moral e sexual existentes na USP é outrossim, uma faceta pouco palatável à opinião pública, de um projeto violento e segregador que vem sendo construído pelos gestores e governo do estado de São Paulo, que a cada dia torna a universidade menos pública. Isto ocorre na medida em que se dificulta o acesso do público em geral aos acervos nas bibliotecas e todos os espaços que poderiam ser utilizadas coletivamente, mas não são em função das catracas, camêras de vigilância e PM dentro de campus – que supostamente protegeriam o patrimônio estrutural e a integridade física das pessoas que utilizam tais espaços (o que também não procede, considerando os dados divulgados na mídia, que mostram o crescente aumento de roubos e outras formas de violência desde a instauração da PM dentro do campus). Muitas das vezes em que vítimas denunciam os erros ocorridos no interior desta instituição, imediatamente são colocadas na posição de agentes que visam depreciar a imagem da universidade, têm suas denúncias dissolvidas sob a alegação de exagero ou pouco discernimento político, passando portanto por um processo de silenciamento e responsabilização por todos os malfeitos. Desta forma, aqueles que violentam ou permitem a violência na instituição, sentem-se protegidos e tudo continua como sempre, em nome de uma moral e um nome a ser zelado diante da opinião pública. Portanto, os diretores, a reitoria, o governo do estado e todos os que têm vetado as investigações é que são o cerne da violência observada nesta universidade e isto precisa ser revisto, investigado, modificado e retirado. Que se retire o cerne do mal pela raiz.
Neste contexto, viemos por meio desta carta, a denunciar a violência e negligência alertando que todas estas situações são de integral responsabilidade da instituição e que, se queremos zelar pelo nome, pela qualidade e pela credibilidade dela, investigar e punir com rigor e transparência, doa a quem doer, sendo exemplo no combate e prevenção do racismo, sexismo, machismo e homofobia é a atitude que se espera dos gestores daquela que foi por muito tempo, uma das mais importantes, conceituadas e arrojadas universidades do país.
A diretoria plena da Associação Nacional de Pós-Graduandos se reuniu, nos dias 15 e 16 de novembro, para deliberar sobre o planejamento da gestão, as campanhas e atividades prioritárias da entidade. O evento, que foi aberto ao público e realizado no Sindicato dos Engenheiros do Estado De São Paulo (SEESP), na capital paulista, contou com a presença de 21 diretores da ANPG (68% da diretoria), além de estudantes de pós-graduação, e membros de APGs e comissões pró-APG de todas as regiões do país.
O encontro foi iniciado com a mesa sobre “Conjuntura pós-eleições 2014: Desafios e perspectivas para os movimentos sociais no próximo período”, que teve como palestrantes Júlio Turra, dirigente da Executiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Paulo Tauyr, arquiteto, militante do Transporte Justo e do PSOL São Carlos; e Euzébio Jorge, do CONJUVE (Conselho de Juventude) e do CEMJ (Centro de Estudos da Memória da Juventude).
O debate girou em torno das manifestações da direita e da esquerda que, pós-eleições, continuam a tomar as ruas, principalmente, de São Paulo. “Vamos entrar em um período de turbulência intensa, pois o chamado ‘terceiro turno’ já está acontecendo. Hoje (sábado, 15), vai ter uma manifestação da direita na Avenida Paulista, mas tenho certeza que não reunirá tantas pessoas quanto no ato da esquerda, realizado na última quinta-feira (13) [que reuniu cerca de 15 mil pessoas]. No entanto, certamente, terá mais repercussão da mídia do que nós tivemos”, comentou Turra, durante o evento.
O dirigente da CUT comentou ainda sobre a polêmica que a imprensa tem gerado sobre a Reforma Política, assunto em pauta desde o dia 26 de outubro: “A presidenta Dilma apenas comentou em certa ocasião, na emissora de TV Band: ‘Plebiscito ou referendo, essas são duas formas de consulta popular e ambas deságuam na Constituinte’, e a mídia, baseando-se nesta declaração, transformou o assunto em polêmica entre plebiscito ou referendo.”
Paulo Tauyr comentou o fato de diversos setores da esquerda unirem esforços para que a presidenta Dilma fosse reeleita, frente ao sentimento anti-PT. Este sentimento, segundo ele, vem da classe média alta e, aos poucos, contamina a classe média e a classe trabalhadora ou nova classe média. “O problema é que esse sentimento acaba influenciando e/ou criando um sentimento anti-esquerda mais amplo”, diz Tauyr.
Sobre a reforma política, ele pondera, afirmando que essa não pode ser encarada como a solução para todos os problemas, pois, “o que vai pesar na balança mesmo é a luta fora do parlamento, as lutas sociais”. Ainda sobre esse assunto, Tauyr diz que, neste cenário de instabilidade política em que setores conservadores começam a lutar por uma ideologia orientada à direita, é preciso que a esquerda adote um discurso e uma prática que busquem conquistar mais pessoas.
“Essa última eleição nos deu sinalizações importantes, não apenas para os brasileiros, como para o restante do mundo”, afirmou Euzébio Jorge em sua fala. “Ficou evidente a posição de cada governo diante da disputa eleitoral: uma disputa clássica entre direita e esquerda”, acrescentou. Euzébio ainda comentou sobre o comportamento enviesado da grande mídia, que fazia uma clara campanha pró-PSDB. “Conseguimos derrotar a mídia, num cenário favorável a ela. A ações nas redes sociais e nas ruas garantiram a vitória da esquerda”, comentou.
Para finalizar, ele propôs algumas reflexões: “Depois do comportamento da grande mídia, em especial da revista Veja, na reta final do processo eleitoral, é preciso que o Estado pare de financiar essa mídia golpista”, disse. A outra questão levantada por Euzébio foi a necessidade de que, além da reforma política, seja feita uma reforma curricular. “Precisamos formar o povo, contextualizando os conflitos enfrentados no nosso país nos últimos anos. Será que essa universidade que temos hoje funciona? É a universidade de que precisamos?”.
Diretores da ANPG e pós-graduandos repercutem o que foi dito durante o debate.
Em defesa da ciência e dos pesquisadores
O planejamento da gestão 2014-2016 da ANPG teve como norte a Campanha por mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos. Esta campanha se baseia no Documento de Direitos e Deveres dos pós-graduandos, aprovado no 24º Congresso da entidade.
Diretora de Comunicação e Tesoureiro da ANPG, Gabrielle Paulanti e Igor Dias, expõem o trabalho realizado até então e as metas desta gestão em suas respectivas pastas
“A reunião teve um saldo positivo, teve participação da maioria da diretoria da ANPG e APGs de todas as regiões do país. Aprovamos um planejamento que coloca no centro da política da entidade a defesa da ciência e dos pesquisadores. Tendo isso como eixo, vamos lutar por mais direitos para os pós-graduandos, melhores condições de pesquisa e mais financiamento para Ciência e Tecnologia no país”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
“Durante a reunião, aprovamos um calendário de atividades e campanhas que a ANPG vai realizar nos próximos dois anos, como o Seminário Nacional de Assistência Estudantil, o Seminário Nacional sobre Internacionalização da Ciência Brasileira, além de um Salão Nacional de Divulgação Científica, que vai discutir financiamento da Ciência e Tecnologia no país, a criação de um Conselho Nacional de Associação de Pós-Graduandos, a caravana à Brasília para lutar por mais direitos, dentre outras ações. Todas essas atividades e campanhas que foram aprovadas estão a serviço desse planejamento que está a serviço do que foi decidido no 24º CNPG, por mais direitos e melhores condições de pesquisa para os pós-graduandos brasileiros”, acrescenta Tamara.
Diretores regionais discorrem sobre suas respectivas pastas APGs expoem informativos de suas atividades durante a reunião Público durante Reunião da Diretoria Plena da ANPG.
O planejamento da gestão visa ainda fortalecer a atuação da ANPG em defesa da pesquisa e do pesquisador com vistas à ampliação de direitos e melhores condições de pesquisa para os pós-graduandos brasileiros, a partir do diálogo permanente entre o movimento nacional de pós-graduandos e a rede de interlocução.
“O planejamento que foi aprovado vai conseguir avançar em várias pautas que hoje são necessidades dos pós-graduandos no Brasil. Entre elas, uma que é muito importante a meu ver é a assistência estudantil, que já vem sendo trabalhada há algum tempo, mas que acredito que essa gestão tem a possibilidade de consolidar isso e tornar a assistência estudantil uma realidade para todos os pós-graduandos do país”, comentou Caiubi Kuhn, da APG da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que assumiu a diretoria de Políticas Educacionais da ANPG, no lugar de Luiz Gustavo de Souza Lima Junior.
Os objetivos dessa gestão são ainda: Ampliar a influência social da Associação Nacional de Pós-Graduandos no cenário científico, político e acadêmico como uma entidade de opinião; e Consolidar a atuação da ANPG no movimento de pós-graduandos, integrando e estimulando o crescimento das organizações locais e regionais.
“Essa reunião mostrou um amadurecimento da entidade, com pautas cada vez mais bem definidas. Estamos conseguindo definir um calendário de lutas pela assistência estudantil e por direitos mais avançados, do que apenas o aumento de bolsas”, comenta Luiz Fernando Ramos Lemos, da UNICAMP e Diretor de Instituições Estaduais da ANPG.
Publicação conta com os resumos das atividades e trabalhos apresentados durante o evento que aconteceu em julho, no Acre
Os Anais da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em julho entre os dias 22 e 27 em Rio Branco (AC), já estão disponíveis no site da entidade.
Na publicação é possível encontrar textos enviados pelos palestrantes das conferências, simpósios, mesas-redondas, minicursos e sessões especiais, além dos resumos dos trabalhos científicos apresentados pelos autores durante a Sessão de Pôsteres.
Também estão disponíveis as imagens do evento, em foto e vídeo.
Em sua 66ª edição, a Reunião Anual da SBPC realizada no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC) superou as expectativas da organização.
A programação científica contou com 6.531 inscritos para assistir a quase duzentas atividades, entre minicursos, conferências, mesas-redondas, encontros e sessões especiais.
Para as demais atividades, em que se dispensa a inscrição e não há entrega de certificado de participação, o campus da UFAC recebeu, em média, diariamente, cerca de 10 mil pessoas. Elas foram participar da SBPC Cultural, da SBPC Jovem Mirim e da Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&C), atividades tradicionais do evento. Além dessas, em Rio Branco houve três novidades: a SBPC Indígena, a SBPC Extrativista e o Dia da Família na Ciência.
Houve também a participação de representantes da EuroScience e da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) em um seminário em que foram discutidas estratégias para aprimorar o diálogo entre cientistas e legisladores.
“Luz, Ciência e Ação” é o tema central definido para a 67ª Reunião Anual, que acontecerá entre os dias 12 e 18 de julho de 2015, no campus da Universidade Federal de São Carlos, em São Carlos, SP. O site e as inscrições para o evento estarão disponíveis em meados de dezembro.
Já estão abertas as inscrições para o maior festival estudantil da América Latina. O encontro retorna à capital fluminense entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro de 2015 e irá celebrar a língua nacional, suas variações, contextos e lugares sociais
A ANPG, em parceria com as entidades estudantis UNE e UBES, coordenará a Mostra de Ciência e Tecnologia e os debates relacionados ao tema, dentro da programação da Bienal
8a Bienal da UNE, realizada em Olinda, em 2013
O maior e mais aguardado festival estudantil da América Latina já tem data, tema e local definidos. Abrindo as comemorações dos 450 anos da capital Rio de Janeiro, a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) será realizada entre os dias 26 de janeiro e 1º fevereiro de 2015.
Os sete dias de evento contarão com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates espalhadas por espaços da capital carioca. As inscrições já estão abertas.
A Bienal da UNE apresentará o tema #vozesdobrasil, um convite à reflexão sobre a língua como elemento da identidade cultural brasileira: A língua portuguesa e suas variações, os idiomas de origem negra e indígena, a relação entre a fala e a escrita em seus amplos contextos e lugares sociais.
INSCRIÇÕES
Qualquer estudante pode se inscrever no festival. As inscrições de participantes e para aqueles que desejam apresentar trabalhos podem ser realizadas pelo site da UNE www.une.org.br
As áreas que recebem trabalhos são: música, artes visuais, literatura, audiovisual, artes cênicas, ciência e tecnologia e projetos de extensão.
A inscrição individual para os participantes que querem fazer oficinas, ir aos shows e participar dos debates tem o valor de R$ 60, com alojamento incluso. Já para os estudantes que querem apresentar trabalhos na mostra selecionada, a inscrição é gratuita.
Estarão isentos de taxas os estudantes cotistas, prounistas e do Fies. Outras informações serão divulgadas diariamente pelas redes da UNE. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail [email protected]
#VOZESDOBRASIL
Sempre preocupada em investigar os elementos de formação do povo brasileiro, a Bienal da UNE destaca, dessa vez, a língua nacional com suas características, variações, misturas e possibilidades. A Bienal busca a polifonia das vozes, que marcam a construção do país desde a colonização até os dias de hoje, traduzindo a brasilidade em um universo de modos de fala e escrita tão característicos de um país culturalmente rico e ainda marcado por fortes desigualdades.
“A Bienal chega ao Rio da Academia Brasileira de Letras e da Biblioteca Nacional, o Rio da gíria poética das favelas, das invenções linguísticas do funk, do rap e do samba, o Rio das narrativas imortais de Machado de Assis e tantos outros, o Rio da língua portuguesa e também da francesa, inglesa, holandesa e de tantas outras que o visitam, o Rio que completa 450 anos com uma multiplicidade de falas e sentidos tão própria do Brasil”, destaca um trecho do manifesto da 9ª edição, que pode ser lido aqui.
A BIENAL E O RIO
A Bienal retorna à cidade maravilhosa após três bem sucedidas edições (2001, 2007 e 2011). A relação entre os estudantes brasileiros e o Rio é contada na história. A UNE foi fundada em terras cariocas e a sua sede funcionou na Praia do Flamengo, 132, até 1ª de abril de 1964, data em que foi incendiada por agentes da ditadura militar que acabava de se instalar no país. Hoje, a entidade está reconstruindo o prédio, no mesmo local, a partir de um projeto doado por Oscar Niemeyer, com inauguração prevista para 2016.
Desde a sua primeira edição, realizada em 1999, em Salvador (BA), a Bienal da UNE tem o intuito de divulgar as produções artísticas e culturais dos estudantes de todas as regiões do Brasil. Fazem parte desse repertório música, cinema, literatura, teatro, ciência e tecnologia. O festival também abre espaço para aulas-espetáculos, grandes shows, atividades esportivas, oficinas e seminários.
O festival é sempre marcado pelo debate e investigação acerca de um elemento específico da formação do povo brasileiro. Entre os temas já abordados estão a relação entre o Brasil e a África, a integração latino-americana, o samba e a cultura popular.
A última edição da Bienal, em 2013, desceu e subiu as históricas ladeiras de Olinda, em Pernambuco, celebrando o centenário de Luiz Gonzaga, o mestre Gonzagão. O tema “A volta da Asa Branca” pontuou a programação que contou com a participação de Lenine, Alceu Valença, J.Borges, entre outros artistas brasileiros.
Confira os vídeos das últimas edições da Bienal da UNE:
SERVIÇO O quê? 9ª Bienal da UNE Quando? 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2015 Quanto? R$ 60 Onde? Rio de Janeiro Informações?facebook.com/bienaldauneoficial
No dia 08/11/13, na cidade de Porto Alegre, cerca de 30 pessoas realizaram um ato de profundo desrespeito à memória do povo brasileiro. Aglomeraram-se em frente ao Memorial Luiz Carlos Prestes, ainda não inaugurado. De forma agressiva e violenta, estas pessoas gritavam palavras de ordem e portavam cartazes com dizeres de intolerância política e ódio, principalmente contra a memória de Luiz Carlos Prestes. Os manifestantes chegaram a propor a destruição do memorial, uma das últimas obras do grande Oscar Niemeyer.
Recentemente, temos observado em todo país manifestações dos autointitulados arautos da democracia e da liberdade, mas que, com seus discursos e posturas, encobrem atitudes reacionárias. Defendem, como nos velhos tempos, a supressão da liberdade, a intervenção militar e pregam soluções golpistas que renegam outros pensamentos e interesses que não sejam os seus.
A ANPG repudia tais ações e ideias e coloca-se em defesa do memorial Luiz Carlos Prestes. O memorial representa não só a memória de um lutador, mas também a memória brasileira. Orientamos os pós-graduandos a participar das ações em defesa do memorial.
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) vem a público demonstrar seu repúdio ao ato da Reitoria da UNESP, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 23 de outubro deste ano, determinando a suspensão por 60 dias de 95 estudantes dessa universidade, dentre eles estudantes de pós-graduação, como punição pela mobilização política desses estudantes em 2013.
Essa ação da Reitoria da UNESP é um atentado contra a liberdade de manifestação política, assegurada a todos os cidadãos pela Constituição Federal, padecendo de flagrante inconstitucionalidade e desarrazoabilidade a penalidade disciplinar aplicada coletivamente aos estudantes. Estes estudantes participaram da legítima ocupação da Reitoria da UNESP em 2013. Movimento que se deu, lembremos, no contexto da luta por condições de acesso e permanência no ensino superior e reivindicava uma maior participação dos estudantes nos órgãos decisórios colegiados da universidade. Essas reivindicações, de cunho justo e democrático, a ANPG assume como sua própria bandeira de luta.
A ocupação da Reitoria da UNESP deu-se após meses de greve, sem que a Reitoria desse uma resposta aos manifestantes. Vale lembrar que essa mobilização cobrava, junto à administração central da UNESP, um acordo que previa o atendimento de diversas reivindicações, dentre elas a bolsa auxílio aos estudantes que comprovam carência socioeconômica.
A ANPG coloca-se ao lado dos estudantes que são injustamente ameaçados de punição, conclamando todos os pós-graduandos e suas organizações para demonstrarem seu apoio ao direito de livre manifestação política de todos os estudantes e convoca para que se mobilizem para evitar a efetivação dessas descabidas punições.
A ANPG realizará reunião de sua diretoria plena neste fim de semana, 15 e 16 de novembro. A programação contará com:
– Debate sobre “Conjuntura: Desafios e Perspectivas para a economia brasileira e os movimentos sociais do próximo período”, no sábado (15), das 9h30 às 12h30
Em seguida, será realizada a reunião com a diretoria plena da Associação, que iniciará na tarde de sábado, com as seguintes pautas:
– Planejamento de gestão,
– Campanhas prioritárias para a entidade.
Para tal, a ANPG convida a todas as APGs e seus representantes para estarem presentes na cidade de São Paulo neste fim de semana. Local: Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP): R. Genebra, 25 – Bela Vista, São Paulo – SP Da redação
A eleição para a nova gestão da Associação de Pós-graduandos (APG) Yeda Delgado da Universidade de Brasília foi realizada nos dias 11 e 12 de novembro e decidiu quem estará à frente da entidade no período 2014-2015.
Apenas uma chapa se inscreveu para o pleito que movimentou votos de pós-graduandos de cerca de 36 programas de pós-graduação, segundo a comissão eleitoral. Foram mais de uma centena de estudantes que compareceram para decidir os rumos da representação discente dos pós-graduandos da UnB. Ao fim do processo saiu vencedora e legitimada a chapa Resgatando a APG.
“Foi uma eleição calma, pude conversar com os pós-graduandos, discutir problemas de cada curso, criar um boletim de informação. Essa foi uma experiência e tanto pra mim, já que é a primeira grande eleição de APG que eu participo. Estou muito emocionado”, disse Gabriel Nascimento, aluno do Mestrado em Linguística Aplicada da UnB, recém-eleito presidente da APG-UnB, e diretor da ANPG. Ele participu também de duas gestões de Centro Acadêmico e acompanhou uma de DCE.
“O próximo passo agora é se apresentar pra comunidade acadêmica e perseguir a pauta dos pós-graduandos”, conclui.
“Esperamos que a nossa conquista contagie outras APGs para que lutem por assistência estudantil para pós-graduação em suas respectivas instituições”, diz Fabiano Coelho, doutorando em História na UFGD
A Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) conquistou, recentemente, o direito à assistência estudantil para os pós-graduandos da Instituição. Esta proposta começou a ser debatida, primeiramente, entre os pós-graduandos, via APG, e se tornou uma das bandeiras centrais de luta da entidade.
”A APG-UFGD havia identificado, por meio de diálogos com os pós-graduandos, que a assistência estudantil era uma questão fundamental e precisava ser debatida e dialogada com a Administração Central da UFGD”, explica Fabiano Coelho, doutorando em História e coordenador geral da APG-UFGD na gestão 2013-2014.
“A conquista da Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD foi ímpar e significativa para os estudantes da Instituição. Em nossas reuniões e debates com os colegas envolvidos em sua elaboração, destacávamos que a UFGD, desde seu nascimento em 2005, tem se caracterizado pelo seu compromisso social e inovador, e a política de assistência para pós-graduação era uma oportunidade histórica que a UFGD tinha para ser referência no estado de Mato Grosso do Sul e no restante do país”, complementa Fabiano.
A Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD será orientada pelas diretrizes da Política de Assistência Estudantil da PROAE (Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis) que, por sua vez, se norteia pelos princípios gerais do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) do Ministério da Educação. Os programas de assistência que compõem essa política são:
I – Programa Bolsa Permanência;
II – Programa Restaurante Universitário;
III – Programa Auxílio Alimentação;
IV – Programa Moradia Estudantil;
V – Programa Esporte, Recreação e Lazer;
VI – Programa Acompanhamento Psicossocial e Saúde;
VII – Programa de Incentivo a Participação e Organização Estudantil;
VIII – Programa Apoio aos Acadêmicos Pais e Mães;
IX – Programa Acessibilidade aos Estudantes Portadores de Necessidades Especiais;
X – Programa Apoio à Língua Estrangeira.
A princípio, uma primeira conquista foi no ano de 2013, quando a APG pleiteou junto a Reitoria da UFGD a extensão do subsídio de 50% no valor das refeições no Restaurante Universitário também para os pós-graduandos. Até então, apenas os graduandos tinham esse direito. Mas não parou por aí. Depois dessa conquista, a APG tomou fôlego para pleitear mais direitos aos pós-graduandos, que foi um processo que demandou esforços e a superação de desafios.
“Entendíamos que outros programas de assistência estudantil também deveriam ser estendidos à pós-graduação. Nessa perspectiva, agendamos uma reunião com o Reitor da UFGD, prof. Dr. Damião Duque de Farias, que nos atendeu prontamente, e dialogamos sobre a possibilidade de se criar uma “Política de Assistência Estudantil” para a pós-graduação na UFGD, haja vista que, os estudantes de Graduação já tinham uma política que os respaldassem”, explica Fabiano.
Na ocasião, a partir de um debate acessível e aberto, o reitor da Universidade reconheceu o mérito da proposta e autorizou via Portaria a criação de uma “Comissão de Elaboração da Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD”. Após os trabalhos dessa comissão, representada por membros da APG-UFGD, Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (PROAE/UFGD) e Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPP/UFGD), elaborou-se uma minuta da política que veio a ser apreciada e aprovada pelo Conselho Universitário (COUNI/UFGD) no dia 06 de outubro de 2014.
“A aprovação da Política de Assistência Estudantil para a Pós-Graduação na UFGD não deve ser encarada somente como uma conquista dos estudantes da UFGD, mas sim como um sinal do reconhecimento e fortalecimento de uma demanda real e urgente que deve ser debatida internamente em outras Instituições de Ensino Superior e discutida como política de Estado em um programa nacional. Visto que o objetivo do governo, em sintonia com a sociedade, é ampliar a qualificação e verticalizar o ensino, sem deixar de aprofundar as condições de acesso e inclusão, a permanência é dimensão fundamental nesse processo”, opina Hermes Moreira Júnior, pró-reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis da UFGD.
A APG-UFGD elegeu recentemente sua nova diretoria, que assumiu as ações da entidade em outubro deste ano, encarando o desafio de continuar o trabalho da antiga gestão. “A antiga gestão fez um ótimo trabalho e conseguiu conquistar direitos, até então, não oferecidos por nenhuma outra universidade no país. Destaco aqui, o auxílio alimentação, auxílio moradia e bolsa permanência, dentre outros”, comenta Zulmária Targas, doutoranda em História e a nova Coordenadora-Geral da APG-UFGD.
Segundo ela, a atual gestão tem como metas aumentar o número de afiliados da APG/UFGD, pois, até o momento, são poucos; angariar fundos para suprir algumas necessidades básicas, entre elas, adquirir mobília para a sala da APG localizada no pavilhão de convivência da UFGD (outra conquista importante da antiga gestão); dialogar com autoridades da Universidade para que possam ter um lugar com direito a voto nas reuniões do COUNI (Conselho Universitário); lutar para garantir que o pós-graduando esteja amparado pelo seguro de vida durante as suas atividades acadêmicas. “Além de organizarmos pelo menos um novo evento para ampliar as discussões sobre a pós-graduação”, completa Zulmária.
I Seminário Sul-Mato-Grossense de Pós-Graduandos e I Encontro de Pós-Graduandos da UFGD
A nova diretoria da APG-UFGD realizou, entre os dias 20 e 23 de outubro, o I Seminário Sul-Mato-Grossense de Pós-Graduandos e o I Encontro de Pós-Graduandos da UFGD. Os eventos contaram com a presença de pós-graduandos das universidades públicas e privadas de Mato Grosso do Sul e estudantes de graduação e graduados interessados em continuar sua formação acadêmica. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve presente na ocasião, prestigiando os eventos, e participou da mesa “Assistência estudantil e direitos dos pós-graduandos”.
“Durante o Seminário, muitas dúvidas foram esclarecidas sobre direitos e deveres de um pós-graduando. Também se discutiu a importância da ação dos pós-graduandos para a conquista e consolidação desses direitos. O Seminário contribuiu também para a divulgação da própria APG-UFGD e espero que esse evento tenha inspirado outros pós-graduandos para formarem órgãos de representatividade da categoria em outras universidades. Ainda, foi uma oportunidade para dialogarmos com a presidenta da ANPG para entender como a entidade funciona e quais as metas previstas pela gestão em vigor”, diz Zulmária.