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II simpósio UFABC

A Universidade Federal do ABC irá realizar o II Simpósio da Pós-Graduação nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no campus Santo André. O evento está sendo organizado pela APG – UFABC e irá abordar temas como “Direitos dos Pós-Graduandos”, “Avaliação dos Cursos de Pós-Graduação” e “Internacionalização da Pesquisa”. As inscrições estão abertas no site da universidade.  Basta preencher o formulário. Após realizada a inscrição, é possível realizar a submissão de trabalhos. Saiba mais aqui.

“A interdisciplinaridade é um dos conceitos chave na UFABC, desde a graduação passando pela extensão e pesquisa. Entretanto, muitos alunos matriculados nos cursos de pós não tem ciência da importância disso em nossa universidade. Assim, o II Simpósio vem trazer várias apresentações de alunos das mais diversas áreas, incentivando a busca por colaborações e novas descobertas. Além disso, as mesas terão discussões sobre temas pouco debatidos dentro da universidade, como os direitos dos pós-graduandos e experiências de pós-doutorado. Esperamos que este evento seja um local de discussão e ampliação de conhecimento para todos os envolvidos”, diz Claudia Santos, doutoranda em biossistemas e presidente da comissão organizadora do simpósio.

O evento será composto por palestras de docentes da UFABC e de outras instituições e englobará temas referentes a diferentes linhas de pesquisa, mesas redondas e apresentações dos cursos de pós-graduação além de apresentações orais e pôsteres. Dessa forma, o II Simpósio busca a integração de discentes e docentes de pós-graduação, Atrair alunos de graduação com interesse em pós-graduação, Debate temas gerais inerentes aos pós-graduandos e criar um ambiente interdisciplinar de troca de conhecimento.

“Com dois anos de APG conseguimos dar sequência em um evento de integração dos estudantes de pós-graduação da UFABC.O II Simpósio tem esse caráter de integrar e construir um ambiente onde todos possam trocar ideias sobre seus projetos. Um Simpósio pensado e construído de estudante para estudante, sendo fundamental para uma Universidade em expansão. Consolidando cada vez mais os 20 cursos hoje já criados nos 8 anos da universidade”, Igor Dias, Presidente da APG-UFABC, Diretor da ANPG, Doutorando em Nanociencias e Materiais Avançados.

Confira a programação aqui!

II Simpósio da Pós-Graduação da UFABC
Quando: 25, 26 e 27 de novembro
Onde: Campus Santo André – Avenida dos Estados, 5001 – Bangu – Santo André/SP
Quanto: Ver valores da inscrição aqui.

anpocs

Copa do Mundo, Eleições 2014, Manifestações Sociais, 50 Anos do Golpe Militar, Conjuntura Política, Segurança Pública e Cultura Digital são alguns dos temas que serão debatidos durante o evento

O 38o Encontro Anual da ANPOCS, maior fórum de discussão da agenda nacional e internacional do país, que acontece entre os dias 27 e 31 de outubro, em Caxambu (MG), reúne a elite do pensamento acadêmico brasileiro e conta com a presença de conferencistas internacionais e pós-graduandos

Em ano de eleições e Copa do Mundo no Brasil, a ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) promove diversos debates acerca desses temas, além de discussões que abrangem as múltiplas áreas de estudos da Sociologia, Ciência Política e Antropologia.

 “As reuniões anuais da ANPOCS são momentos cruciais de articulação interdisciplinar entre pesquisadores que,  frequentemente, criam os marcos que serão explorados por diversos anos. O Encontro deste ano inova, mais uma vez, apresentando uma “Conversa com Autor Latino-Americano”, evento destinado a aumentar o conhecimento sobre a produção do nosso continente. Além disso, cientes da importância do assunto, há um foco privilegiado sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação para as Ciências Sociais”, avalia o presidente da ANPOCS, Gustavo Lins Ribeiro, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.

Para inaugurar esta nova atividade, o doutor em Antropologia, Alejandro Grimson, da Universidade de San Mártin (Argentina), abordará o tema Argentina exotizada, como si hiciera falta. Na palestra, ele irá expor a seleção de 70 mitomanias (compulsão em mentir) que os argentinos dizem sobre seu país e sobre eles mesmos. Se trata de um estudo antropológico da linguagem coloquial que se passa tanto em momentos de orgulho como de autodepreciação.

Além disso, encontros com pesquisadores de outros campos do conhecimento passaram a ser chamados de “Conversas Interdisciplinares”. Este ano, essa atividade contará com a presença do filósofo brasileiro Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP) que discorrerá sobre o assunto A quarta agenda democrática. “O Brasil conheceu nas últimas décadas três grandes agendas de democratização, levando à derrubada da ditadura (1985),  ao fim da hiperinflação (1994) e à inclusão social em larga escala como política de Estado (desde 2003). Cada uma resultou de lutas demoradas e foi liderada por um partido. Uma interpretação que sustentarei das manifestações de 2013 é que elas abriram uma quarta agenda, a da qualidade dos serviços públicos”, comenta Ribeiro.

:: DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO ::

O 38o Encontro Anual da ANPOCS terá uma ampla programação. Em cinco dias de evento, serão realizados quatro conferências, cinco sessões especiais, cinco colóquios, cinco fóruns, dezenove reuniões especiais, vinte e três simpósios, vinte e oito mesas-redondas, quarenta e duas apresentações de grupos de trabalho, além de conversas com autores, exposições, mostra de filmes, workshop e cursos.

Em ano de Copa do Mundo e Eleições, o evento não poderia deixar de abordar esses dois assuntos, além de outros temas como os 50 anos do Golpe Militar, completados em 2014; os protestos de junho de 2013, que ainda ecoam pelo país; a Democracia abordada a partir de diversos âmbitos, dentre outros assuntos.

Confira os destaques da programação:

Conferências_______________________________________________________

Entre os conferencistas, destaque para o antropólogo, cientista político e escritor brasileiro, Luiz Eduardo Soares, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que irá falar sobre o tema “O deslocamento das placas tectônicas da sociedade brasileira”; e para o sociólogo e economista francês Alain Caillé, da Université Paris Quest Nanterre La Défense, cuja conferência leva o título “Qual o futuro da Teoria Social? O Paradigma do Dom e o Convivialismo”.

Soares pretende abordar a grande migração do campo para as cidades, e como essa migração altera o migrante tanto quanto muda a paisagem e o tipo de inserção sócio-econômica. Já Caillé aborda a teoria social e política mundial sob seus conceitos de “paradigma do dom” (em relação à teoria) e de “convivialismo” (em relação à política) para sugerir uma alternativa que nos permita pensar em uma possível cooperação entre indivíduos e sociedade.

Além deles, completam a lista de conferencistas, o antropólogo americano Charles R. Hale, da University of Texas, que abordará o tema “Histórias americanas das antropologias engajadas: reflexões relacionais entre Brasil, México e Estados Unidos”; e o sociólogo alemão Wolfgang Knöbl, da GeorgAugust– Universität Göttingen, que discursará sobre a “Reconfiguração da teoria social pós hegemonia ocidental”.

Copa do Mundo e Eleições no Brasil_____________________________________

 A Sessão Especial “A Conjuntura Política em ano de copa do mundo e eleições”, que conta com coordenação de Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP), Secretário Adjunto da ANPOCS, e com os expositores Carlos Melo (Insper), João Feres Jr. (IESP-UERJ) e Rudá Ricci (Instituto Cultiva), abordará como a eleição presidencial de 2014 se revelou a mais incerta e surpreendente desde a reintrodução do voto direto, em 1989.

Já a mesa redonda “As eleições de 2014 e a geografia do voto”, que conta com coordenação e exposição de André Borges (UnB), além dos expositores Sônia Luiza Terron (UFRJ) e Vitor de Moraes Peixoto (UENF), propõe-se a discutir o cenário eleitoral de 2014 a partir da ótica do espaço e da territorialidade do voto, com ênfase na disputa presidencial. Dentre os temas a serem debatidos, incluem-se o grau de consolidação das bases territoriais dos partidos, as estratégias dos candidatos para expandir e nacionalizar a votação e as possibilidades de realinhamento e mudança eleitoral em 2014.

Com coordenação de Emerson Urizzi Cervi (UFPR) e Mauro Macedo Campos (UENF), o Grupo de Trabalho “Financiamento do sistema partidário e eleitoral nas democracias contemporâneas” abordará o financiamento da política no Brasil e em outros países, seja do ponto de vista de quem financia o sistema: poder público, doadores individuais ou empresas; seja do ponto de vista de quem é financiado: partidos políticos e candidatos.

A mesa-redonda “Eleições presidenciais e política externa brasileira” tem por objetivo promover reflexão plural sobre as eleições presidenciais de 2014, a fim de avançar no diagnóstico sobre a “conexão eleitoral” da Política Externa Brasileira (PEB). Com coordenação de Dawisson Belém Lopes (UFMG), os expositores Carlos Aurélio Pimenta de Faria (PUC Minas), Janina Onuki (USP) e Fabiano Santos (IESP-UERJ) pretendem, ainda, estimar o impacto das temáticas internacionais sobre a formação das preferências dos votantes nas eleições presidenciais de 2014.

“Mídia, política e eleições” é o tema do grupo de trabalho que busca compreender as relações entre comunicação e política, explorando um vasto campo de produção de conhecimento nas ciências sociais contemporâneas. Com coordenação de Ricardo Fabrino Mendonça (UFMG) e Fernando Lattman Weltman (CPDOC/FGV-RJ), esse trabalho investiga ainda o papel político da mídia em democracias representativas.

A presença do futebol no imaginário das manifestações de rua é o tema em pauta no Colóquio “Copa do mundo e os movimentos sociais”. Com coordenação de Luiz Henrique de Toledo (UFSCar) e Simone Brito (UFPB), essa atividade abordará ainda os impactos que novas representações possam suscitar no deslocamento simbólico do futebol do epicentro da cultura esportiva.

Manifestações sociais___________________________________________________

As grandes manifestações sociais e políticas ocorridas principalmente no mês de junho de 2013, e que se estenderam pelos meses seguintes em muitos locais do Brasil, sem dúvida pegaram de surpresa o mundo político tradicional e os analistas da grande mídia. O Colóquio “O Brasil nas ruas: movimentos, demandas e conflitos”, dividido em três sessões, propõe-se a debater as diversas interpretações dos protestos de Junho, assim como sua evolução até o contexto de finais de 2013 e 2014, com o cenário da Copa do Mundo.

Já o Grupo de Trabalho “Entre as Ruas e os Gabinetes: institucionalização e contestação nos movimentos sociais latino-americanos” tem como foco as relações entre institucionalização e contestação política na formação e atuação dos movimentos sociais. Em especial, esse trabalho busca compreender a crescente complexidade das interações entre movimentos sociais e Estado observada em diversos países latino-americanos nas últimas décadas.

O Simpósio “Organizações civis, mobilizações sociais e violência urbana: novas cartografias na ação coletiva” tem como objetivo discutir a atuação de organizações civis, grupos ou mobilizações sociais que se inserem no campo de ações e discursos referidos à “violência urbana” – desde ONGs, igrejas pentecostais, associações de moradores, grupos de familiares de vítimas, grupos culturais de jovens, até atores do “mundo do crime”, como as facções criminais – assim como suas relações com políticas públicas, os atores estatais e as sociabilidades locais.

Política e Democracia___________________________________________________

O sociólogo norte-americano Markus S. Schulz, da Universidade de Illinois, é um dos convidados da mesa-redonda “Estado e desigualdades”, que conta ainda com a participação de Jose Miguel Rasia (UFPR), Marcelo Medeiros (UnB), José Luiz Ratton Jr. (UFPE), e tem coordenação de Maria Celi Scalon (UFRJ). A proposta deste debate é discutir as desigualdades em suas múltiplas dimensões e a relação de dupla via que estabelecem com as políticas públicas.

Dialogando com a debate anterior, a mesa-redonda “Políticas sociais, desenvolvimento e cidadania” propõe contribuir com a discussão acerca da questão social brasileira na perspectiva da agenda de desenvolvimento. Com coordenação de Paulo de Martino Jannuzzi (Ministério do Desenvolvimento Social – MDS) e exposição de Eduardo Fagnani (Plataforma Política Social), Ana Fonseca (Sesep/MDS) e Luciana de Barros Jaccoud (MDS), neste debate, pretende-se apontar mecanismos que articulem políticas econômicas e sociais em um contexto de reforço do papel do Estado e da centralidade da política e da democracia em uma perspectiva ampliada.

O professor e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna, que será contemplado este ano com o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política, participa da mesa-redonda “A democracia e seus defeitos”, ao lado de Gabriel Cohn (UNIFESP, USP) e Fabio Wanderley Reis (UFMG). Com coordenação Claudio Gonçalves Couto (FGV-SP), a proposta deste debate é problematizar o consenso formado em torno da democracia como um valor universal, discutindo os limites e os defeitos do regime democrático e avaliando a factibilidade de modelos políticos alternativos que sejam  defensáveis.

 “As conexões políticas dos grandes grupos empresariais brasileiros” é o tema da mesa-redonda que conta com coordenação de Manoel Leonardo Santos (UFMG) e exposição de Fernanda Cimini Salles (UFRJ), Juan Vicente Bachiller Cabria (UERJ) e Wagner Iglecias (USP). O objetivo deste debate é analisar se os laços políticos estabelecidos pelo grande empresariado ajudam nas políticas de desenvolvimento, ou se tais laços promovem incentivos para capturar rendas, criar distorções na livre competência, e distorções no funcionamento da democracia.

Cultura Digital_________________________________________________________

“Ciberpolítica, ciberativismo e cibercultura” é o tema do Grupo de Trabalho, coordenado pelo cientista político Sérgio Soares Braga (UFPR) e pelo sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC), um dos defensores da neutralidade da rede e do Marco Civil da Internet, aprovado pela Câmara doas Deputados, em março deste ano. Esse trabalho pretende reunir pesquisadores que investigam os impactos das tecnologias de informação e comunicação (TICs) sobre várias dimensões das sociedades contemporâneas, tendo como foco três campos de investigação: “ciberpolítica”, ou os impactos das novas tecnologias digitais sobre os sistemas políticos; “ciberativismo”, ou seja, o emprego das novas tecnologias de comunicação para promover novas modalidades de ação coletiva e ampliação da cidadania; e cibercultura”, isto é, trabalhos que investigam como as TICs estão propiciando a emergência de formas de identidades coletivas e processos de criação simbólica que integram os diversos atores sociais em novos universos de referência cultural.

Segurança Pública________________________________________________

Com o tema “Crime, polícias e segurança pública no Brasil”, a mesa-redonda sob coordenação e exposição de Renato Sérgio Lima (FBSP), conta ainda com os expositores José Luiz  Ratton Jr (UFPE), Rodrigo Ghiringhelli (PUCRS), e a debatedora Joana Domingues Vargas (UFRJ). Esta atividade propõe uma reflexão sobre rumos e cenários para a agenda de pesquisas da área de estudos sobre o crime e violência no Brasil, com base no recém lançado livro “Crime, Polícia e Justiça no Brasil”.

Religião_______________________________________________________________

O último Censo do IBGE (2010) revela mudanças e continuidades em relação à dinâmica do desenvolvimento (aumento, estagnação, recrudescimento, etc.) das denominações religiosas considerando o número de auto declarações dos pesquisados. A partir deste contexto, a proposta do Colóquio “Religião e espaço público: alguns debates contemporâneos”, que será realizado em duas sessões, é abordar esta dinâmica enfatizando o tema da diversidade religiosa sem perder de vista o contraponto da esmagadora hegemonia cristã.

50 Anos do Golpe Militar_______________________________________________

Na Sessão Especial “Comissões da Verdade nas universidades”,  que conta com os participantes Bruno Konder Comparato (UNIFESP), Marco Aurélio Santana (UFRJ) e Cesar Barreira (UFC), tem por objetivo levantar a discussão sobre o andamento dos trabalhos das referidas comissões, atualmente em funcionamento em mais de uma dezena de universidades.

Haverá ainda uma mesa-redonda sobre “Cinema e Ditadura”, com coordenação de Rosemary Segurado (PUC/SP, FESP) e os debatedores Anita Simis (UNESP), Eduardo Victorio Morettin(USP) e Vera Chaia (PUC/SP). Passados cinquenta anos do golpe militar, o debate sobre o período continua sendo fundamental, principalmente por um certo revisionismo histórico que busca descaracterizar as violações aos direitos humanos, o autoritarismo e o cerceamento da liberdade de expressão e de manifestação.

Internacional__________________________________________________________

No Encontro Anual da ANPOCS de 2013, aconteceram seis sessões de debates com pesquisadores dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A partir dessas reuniões, produziu-se uma convicção generalizada de que pesquisadores de cada país precisam se conhecer melhor e desenvolver projetos de pesquisa juntos. Voltando ao tema, o Encontro deste ano traz a Sessão Especial intitulada “A ascensão dos BRICS: desafios para as Ciências Sociais brasileiras”. Com coordenação de Tom Dwyer (UNICAMP), e exposição de Antonádia Monteiro Borges (UnB), Eduardo Viola (UnB) e Marcos Costa Lima (UFPE), este debate pretende resgatar e atualizar estas discussões, e apontar elementos de agendas de pesquisa nas Ciências Sociais.

A mesa redonda “Democracia na Venezuela: limites, impasses e o futuro” apresenta o panorama da democracia na Venezuela como um dos temas políticos mais controversos no continente, tanto em estudos acadêmicos como no debate político. Com coordenação de Wagner de Melo Romão (UNICAMP), os expositores Igor Fuser (UFABC), Pedro Silva Barros (IPEA) e Rafael Villa (USP) pretendem analisar o passado recente do país e lançar um olhar ao futuro da democracia na Venezuela

Já o Simpósio “Potências tradicionais, potências emergentes e a ordem mundial contemporânea: dilemas, tensões e possibilidades” abarca questões como: (trans)formação de espaços multilaterais de negociação para as potências tradicionais e médias emergentes; articulações regionais e seu papel nestes processos; cooperação técnica descentralizada;  cooperação norte-sul, norte-norte e sul-sul e seus impactos e relações com os processos acima referidos.

Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica_________________________________

A ANPOCS instituiu, em 2013, uma nova premiação, dividida em três categorias, destinada a reconhecer professores e pesquisadores por suas contribuições acadêmicas, o impacto de sua destacada produção intelectual e por seu trabalho institucional em prol das ciências sociais.

Este ano, na cerimônia de abertura do 38o Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, serão contemplados os seguintes nomes:

– O Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica Gilberto Velho em Antropologia será entregue à Eunice Durham (USP) e ao Ruben George Oliven (UFRGS).

– Para o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política, foram contemplados Fabio Wanderley Reis (UFMG) e Luiz Werneck Vianna (PUC-Rio).

– E o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Antônio Flávio Pierucci em Sociologia será concedido a Eli Roque Diniz ( UFRJ) e Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP).

Exposições____________________________________________________________

Durante o Encontro, o público poderá conferir duas exposições na categoria Ensaios Fotográficos: Olhar Visível, de  Luiza de Paula Souza Serber UNICAMP) e Suely Kofes (UNICAMP); e Violência que fala, violência que cala, de  Gabriel Q. Kubrusly (UFRJ) e Diogo Lyra (UFRJ). Haverá sessões para apresentação e debate com os autores dos dois trabalhos, em duas sessões distintas.

Mostra de filmes_______________________________________________________

 Serão exibidos diversos filmes em quatro sessões realizadas de terça a quinta-feira (28 a 30/10) durante o encontro. A programação contempla principalmente documentários brasileiros, dedicados à etnografia e à antropologia.

>>Confira a programação completa aqui!

Cursos e Workshop____________________________________________________ 

Este ano a ANPOCS programou dois cursos. Reinventando os Clássicos apresenta novas abordagens de textos consagrados da ciência política e da antropologia. Dividido em três aulas de 1h30 cada, a inscrição custa R$ 60. Já o Introdução ao uso de Banco  de Dados, no qual será discutida a importância do compartilhamento de banco de dados nas pesquisas de Ciências Sociais, é gratuito e tem duração total de 2h30.

Além disso, será realizado o workshop Research in Germany, que conta, dentre os expositores, com a presença do conferencista alemão Wolfgang Knöbl (Universidade de Göttingen), de Silvia Bauer (da agência de fomento alemã DAAD) e Conrado Hübner Mendes (USP/Fundação Alexander von Humboldt). Nesta atividade, o público será informado sobre programas de pós-graduação, doutorado, pós-doutorado, cooperação científica e institucional e sobre projetos de pesquisa em geral, bem como sobre programas de bolsas e fomento para estudantes, professores e pesquisadores.

>>Confira a programação completa, as datas e locais das atividades aqui

Fonte: site da ANPOCS

Dalmare - entrevista

Entrevista com Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá

– Membro da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional
– Residente Multiprofissional de Saúde Mental (desde 2013).

“A residência é transformadora, é um momento para viver e não apenas para passar. Ser residente e poder vivenciar tudo que aprendemos e não tivemos a oportunidade de praticar durante a universidade. É incrível! Talvez o farmacêutico seja o profissional que mais ganhe na residência multiprofissional, por ter a possibilidade de realizar clínica e de interagir com a equipe, que passa a ter a visão dele como um profissional imprescindível.” (Dalmare Anderson)

CFF: Por que decidiu fazer Residência?
Dalmare Anderson – Por ter sido formado para lidar com pacientes e ter me encantado pela farmácia clínica durante o curso de graduação. Como tenho uma grande vontade de ser professor e sempre critiquei aqueles que não possuem vivência prática para dar aula embasada na realidade, a residência é um importante processo na minha formação para docência.

CFF: Como foi a seleção?
Dalmare Anderson – A prova exige bastante estudo, mas a maior dificuldade não foram as questões de farmácia e sim as de saúde pública, devido a deficiência da maioria dos currículos de farmácia em tal área. Foram 5 candidatos para 2 vagas.

CFF: Ficaram vagas ociosas no seu programa?
Dalmare Anderson – Nenhum programa da Universidade Federal de Sergipe(UFS) teve vagas ociosas para farmacêutico ao final do processo seletivo.

CFF: Qual a importância do farmacêutico na sua área de Residência? Como ele pode contribuir?
Dalmare Anderson – A saúde mental vive hoje um paradigma de medicalização exacerbada, de tal forma que o farmacêutico consegue dar um norte pelo o uso correto e racional de medicamentos, tanto à equipe quanto aos pacientes. O reconhecimento da importância dos farmacêuticos que se colocam presentes e junto à equipe é imediata, o espaço está colocado, basta ocuparmos.

CFF: Que resultados você já observou na prática?
Dalmare Anderson – A melhora quanto ao uso dos medicamentos, bem como a melhora na visão clínica ampliada do paciente.

CFF: Quais são as consequências do uso incorreto de medicamentos na área da saúde mental?
Dalmare Anderson – Esta talvez seja uma das principais contribuições do farmacêutico para equipe multiprofissional em saúde mental. De forma direta, o farmacêutico, ao promover o uso responsável de medicamentos, contribui para a melhora efetiva do quadro de saúde do paciente.

CFF: Qual sua expectativa depois da conclusão da residência?
Dalmare Anderson – Atuar em um local onde possa exercer a clínica farmacêutica de forma direta ou guiar as equipes que lidam com saúde mental a terem este olhar da importância quanto ao uso racional dos medicamentos. O que não significa usar menos ou mais medicamentos, mas usar de forma correta e, em alguns casos, nem usar medicamento algum.

CFF: Quais são os principais problemas relacionados à Residência hoje?
Dalmare Anderson – O principal problema é a falta de avaliação e certificação diferenciada das residências, que possuem carga horária de 5760 horas e das pós-graduações que podem ser feitas em 360h. O reconhecimento deste profissional formado com dinheiro público de forma diferenciada é muito importante para provisão adequada dos espaços que existem no SUS. Espero, sinceramente que, com a rearticulação da comissão nacional, possamos resolver alguns destes problemas.

CFF: Em sua opinião, o que leva à falta de interesse dos farmacêuticos pela Residência?
Dalmare Anderson – Acho que, principalmente, a falta de informação, durante a graduação, que mostre a importância do SUS e da farmácia clínica como atuais nortes da profissão.

CFF: O que você diria aos seus colegas sobre a Residência? Os estimularia a cursar?
Dalmare Anderson – A residência é uma formação transformadora, é um momento para viver e não apenas para passar. Ser residente e poder vivenciar tudo que aprendemos e não tivemos a oportunidade de praticar durante a universidade, é incrível! Talvez o farmacêutico seja o profissional que mais ganhe na residência multiprofissional, por ter a possibilidade de realizar clínica e de interagir com a equipe, que passa a ter a visão dele como um profissional imprescindível. Ser residente farmacêutico é praticamente uma militância em prol da profissão atualmente.

CFF: O que você espera como suplente na Comissão Nacional de Residência em Saúde? Quais são os projetos dos residentes ao aceitar participar da Comissão?
Dalmare Anderson – Temos trabalhado bastante para corrigir algumas portarias que não se adequam à realidade de muitos programas de residência no país. Agora nosso principal projeto é certificar quem é o egresso, avaliar as residências que já estão formando há mais tempo, inibir assédios morais que os residentes estão sofrendo em diversos locais do Brasil por parte de suas coordenações e realizar os Seminários Regionais e V seminário Nacional de Residências em Área da Saúde.

CFF: Quais as mudanças serão buscadas na Comissão e na Política para as residências no Brasil?
Dalmare Anderson – Por hora não faremos mudanças bruscas, além dos temas que abordei no tópico anterior iremos rever algumas portarias, em especial, aquelas que travam alguns reconhecimentos de residências clássicas no cenário nacional, que são principalmente as oferecidas pelas escolas de saúde pública, que estavam impedidas de ser reconhecidas por não estarem ligadas a instituições de ensino superior.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia

APG Unifesp

A nova diretoria da APG-Unifesp foi eleita, na última quinta-feira (16). A cerimônia de posse ocorreu na sede da Associação, localizada no bairro Vila Clementino, zona sul de São Paulo, e contou com a presença do Tesoureiro da ANPG, Igor Dias.

“A posse da APG Unifesp demonstra a consolidação do movimento de pós-graduandos e coloca para a nova gestão novos desafios em nível nacional e local, ocupando cada vez mais espaço na universidade. Isso foi demonstrado pela constituição da diretoria que busca agregar diretores de todos os campi, observando a pluralidade dos cursos com a preocupação de elencar as diversas demandas inerentes em cada realidade”, diz Igor Dias, Tesoureiro da ANPG.

A gestão Acolligere esteve à frente da APG-Unifesp no de 2013 a 2014. Neste período, foram intensificadas as lutas nos bastidores da Unifesp para que melhorias que beneficiassem os estudantes de pós-graduação fossem alcançadas.

“Conseguimos implementar o subsídio ao restaurante universitário para os estudantes de pós-graduação, o qual houve uma redução maior que 50% no valor das refeições. Também conseguimos o aumento no número de cotas de meia passagem de ônibus e metrô para estes estudantes, que agora usufruem da meia passagem durante o mês inteiro. E ainda fizemos uma parceria com uma escola de inglês, onde estudantes associados à APG-Unifesp recebem desconto de 65% na mensalidade”, explica Natanael Leitão, ex-presidente da APG.

O novo presidente da APG-Infesp, Bruno Di Genova, comenta sobre os novos desafios que serão enfrentados pela nova gestão: “Quero discutir alguns projetos que envolvem a maior integração entre os campi da UNIFESP, bem como uma maior participação dos alunos de pós-graduação em atividades que envolvem a docência.”

Confira a nova diretoria da APG-Unifesp:
Bruno Di Genova – Presidente – DMIP
Natália Girola – Coordenação Geral – DMIP
Diego Assis – Assuntos Estudantis – DMIP
Priscila Silva – Tesouraria- DMIP
Thiago Rahal – Comunicação – Química Diadema
Natanael Leitão – Secretaria – DMIP

Da redação 

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Fotos: Natasha Ramos/ANPG

A presidenta Dilma Roussef se reuniu ontem (20) com intelectuais, juristas, cientistas e artistas no Tuca, o teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), na zona oeste de São Paulo. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, foi convidada pela organização para prestigiar o evento do palco, ao lado dos cerca de cinquenta convidados.

Ao centro, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, prestigia o Encontro da Dilma com os Artistas
Ao centro, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz. Foto: Natasha Ramos

O ato teve início pouco antes das 20h e terminou por volta das 23h30, após Dilma Rousseff discursar para o auditório lotado. Do lado de fora, onde havia um telão pelo qual assistiam ao encontro os milhares de apoiadores à reeleição da candidata, a rua Monte Alegre teve de ser bloqueada para o trânsito. O evento também foi transmitido pela internet para mais de 50.000 internautas, que acompanhavam o evento de suas casas.

O Tuca estava repleto de estudantes e figuras ilustres como o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella, que falou em seguida da Carina Vitral, presidenta da UEE. O diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o escritor e jornalista Fernando Morais, o também escritor Raduam Nassar e a sambista e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) também estiveram presentes.

Mário Sérgio Cortella. Foto: Natasha Ramos
Mário Sérgio Cortella. Foto: Natasha Ramos/ANPG

O jornalista e candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, Gilberto Maringoni, também expressou seu apoio à reeleição da candidata do PT: “Estamos entre a democracia e o abismo”, disse se referindo aos dois projetos de governo que se apresentam neste segundo turno. “Tenho várias críticas ao PT, mas, hoje, vamos falar do que nos une neste momento”, acrescentou.

Os cineastas Toni Venturi e Laís Bodanzky leram o Manifesto Pró-Dilma do Audiovisual Brasileiro, que reuniu mais de 1100 assinaturas de atores, atrizes, cineastas e pessoas do setor, entre eles Camila Pitanga, Leandra Leal, Telma Guedes, Chico Dias, Tatá Amaral e Jorge Furtado.

>>Leia o Manifesto aqui!

Toni Venturi e Laís Bodanzky. Foto: Natasha Ramos
Toni Venturi e Laís Bodanzky. Foto: Natasha Ramos/ANPG

O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello comentou, em sua fala, a ascensão das classes mais baixas durante os últimos 12 anos: “O governo do PT tirou da miséria mais de 40 milhões de brasileiros”. O jurista Heleno Torres, o músico Antônio Nóbrega, e os rappers Thaíde e DJ Dexter também participaram do encontro, expressando seu apoio à Presidenta.

Thaíde e DJ Dexter. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Thaíde e DJ Dexter. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista e cientista político, fundador do PSDB, e Roberto Amaral, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação no governo Lula, e ex-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), também apoiam Dilma Rousseff. Em sua fala, Amaral considerou “traição” a aliança de seu partido com a candidatura do Aécio. “O Brasil voltar ao governo do PSDB é um retrocesso muito grande”, disse.

A escritora, artista plástica, coreógrafa e folclorista brasileira Raquel Trindade, falou em nome dos negros quando expressou seu apoio à Dilma. “Quando fui convidada para dar aula da Unicamp, havia apenas um negro na sala. Por isso, eu digo que negro consciente vota em Dilma! Por mais inclusão social”, diz Raquel com seu jeito simples e direto.

Raquel Trindade. Foto: Natasha Ramos
Raquel Trindade. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Lideranças petistas como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, o prefeito Fernando Haddad, o senador Eduardo Suplicy, o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy também participaram do ato.

Prefeito Fernando Haddad. Foto: Natasha Ramos
Prefeito Fernando Haddad. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Em seguida, falou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que informou que em frente à Embaixada do Brasil na Argentina, em Buenos Aires, no momento do ato, estava acontecendo uma manifestação com cerca de 2.000 argentinos que apoiam a reeleição da candidata do Partido dos Trabalhadores.

Lula. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Lula. Foto: Natasha Ramos/ANPG

Lula também comentou sobre a experiência de se ter um segundo turno nas eleições presidenciais: “Eu sou a favor de se ter um segundo turno, pois este momento permite que pessoas diferentes se juntem em favor de um projeto, e que seja o melhor.”

Ao se posicionar diante do púlpito, a presidenta Dilma agradeceu a presença de todos, iniciando pelo mestre de cerimônias, o ator Sério Mamberti. Em seguida, lembrou da crise de energia que o Brasil enfrentou durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2001 a 2002, e a atual crise do fornecimento de água que o Estado de São Paulo enfrenta, no governo de Geraldo Alckmin. “Está na constituição, água é atribuição do Estado, enquanto energia é atribuição da União”, disse a presidenta. Ela ainda afirmou que ambas as crises poderiam ter sido evitadas se o governo do PSDB olhasse para o país de forma menos irresponsável.

Presidenta Dilma. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Presidenta Dilma. Foto: Natasha Ramos/ANPG

“Foi um ato bastante cheio, caloroso e combativo, tanto que o teatro não comportou todas as pessoas que foram prestigiar o encontro. O local que foi escolhido também é muito significativo. O Tuca é símbolo da resistência contra a ditadura e representou, no ato de ontem, a força de quem está apoiando o partido dos trabalhadores nessa eleição, uma espécie de resistência a um projeto de governo que pretende entregar o país às forças neoliberais, como disse a Dilma em seu discurso”, disse Philipe Pessoa, diretor de cultura e eventos científicos da ANPG, que também esteve presente no encontro.

Da redação

A Uerj pode ter cotas nos cursos de pós-graduação em 2015 Fabio Motta / Agência Estado
A Uerj pode ter cotas nos cursos de pós-graduação em 2015. Fabio Motta / Agência Estado

A oferta de vagas para cotistas será limitada a 20% do número total de postos

A Alerj (Assembleia Legislativa) aprovou na última quarta-feira (15) o projeto do deputado Zaqueu Teixeira (PT) que prevê o sistema de cotas para cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), de especialização, de aperfeiçoamento e outros instituídos nas universidades públicas estaduais.

O texto votado beneficia negros, índios, graduados da rede pública e privada de ensino superior, pessoas com deficiência, e filhos de policiais civis e militares, bombeiros e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

A oferta de vagas para os cotistas seria limitada a 20% do total de postos. O projeto segue para análise do governador Luiz Fernando Pezão, que tem 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

Fonte: R7

CNE-Posse-Fernando-Pinto

A secretária geral da ANPG, Hercília Melo, esteve presente na cerimônia de posse do Conselho Nacional de Educação (CNE), ocorrido no dia 7 de outubro, que teve como presidente da mesa o Ministro da Educação, José Henrique Paim.

O ministro destacou a expansão da Educação superior e técnica e apresentou avanços no setor por meio dos programas como Fies, Pronatec e Prouni. Destacou a expansão da pós-graduação e o aumento no número de matrículas, reconhecendo a necessidade de melhorias. Ressaltou que o investimento deve acontecer em todos os níveis do sistema de ensino e em todas as modalidades formativas. “Precisamos discutir o currículo base das escolas para que todos tenham igualdade de oportunidade”, disse o Ministro.

Representando os conselheiros empossados, Nilma Lino Gomes ressaltou a honra de participar do espaço, destacando que a diversidade do povo precisa estar contida nas políticas e ações. Para ela, o trabalho coletivo do CNE rompe barreiras educacionais: “as teias juntas das aranhas podem segurar um leão, recorrendo a um proverbio africano”, disse.

Encerrada a cerimônia, deu-se início a eleição do novo presidente. Por unanimidade, com votação em urna, foi eleito Gilberto Garcia, professor da PUC-Goiás. O presidente convocou reunião para o mês de outubro para construir o plano estratégico do CNE. Abordou o papel que tem cumprido o CNE frente a seu aniversario de 20 anos em 2015 e exaltou que pessoas humildes têm tido oportunidades através da educação.

A eleição dos presidentes e vice-presidentes das Câmaras de Educação Básica e Ensino Superior ocorreram no dia 8 de outubro.

Para Hercilia, implantar e acompanhar o PNE é a grande tarefa do CNE no próximo quadriênio: “O CNE é um potente articulador para garantia e formulação de politicas e mudanças profundas nas diretrizes curriculares. O chamamento do CNE no dia de hoje é o da participação da sociedade, entidades e movimentos sociais num trabalho conjunto para transformar as realidades educacionais. Grandes são os desafios dos conselheiros para a gestão. Temos crianças fora da escola, jovens e trabalhadores que ainda não ingressaram no ensino superior, precisamos discutir a formação de professores para a inclusão, para atender a diversidade humana. A educação que nosso país precisa é a que repudia qualquer tipo de preconceito, que contribua no processo de humanização, que transforme a realidade. O pobre tem as mesmas condições para permanecer na escola, na universidade?”

A educação básica terá atenção da atuação do CNE, segundo as falas dos conselheiros.
“Temos a aprovação da destinação de 10% do Produto Interno Bruto para a educação, de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para o setor. Precisamos alcançar a destinação de 50% das vagas em todas as universidades para estudantes oriundos de escolas públicas. Entoamos enquanto entidade representativa da pós-graduação as lutas pela democratização da educação com responsabilidade do Estado nas transformações sociais. Enxergamos no CNE interlocutores importantes para o diálogo com os movimentos educacionais, no envolvimento de gestores, trabalhadores, estudantes e comunidades para a formulação de políticas, na análise dos contextos de influência, na implantação, implementação e ressignificação que sejam necessárias para romper com desigualdades regionais e reprodução do status quo. Temos as batalhas pela regulamentação dos cursos lato sensu, os vislumbres para os próximos processos de expansão das universidades, a valorização dos pesquisadores e da ciência, o fortalecimento da pós-graduação, da formação de jovens cientistas na educação básica, da iniciação científica e da docência, etc. Muitas são as lutas pela educação, nos juntemos!”, argumenta Hercília.

Composição
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Presidente do Conselho Nacional de Educação:
Gilberto Gonçalves Garcia
Conselheiros da Câmara de Educação Básica:
Luiz Roberto Alves (Presidente da Câmara)
Antonio Carlos Caruso Ronca (Vice-Presidente da Câmara)
Antonio Cesar Russi Callegari
Antonio Ibañez Ruiz
Francisco Aparecido Cordão
José Fernandes de Lima
Malvina Tânia Tuttman
Maria Beatriz Moreira Luce (Membro nato)
Nilma Lino Gomes
Raimundo Moacir Mendes Feitosa
Rita Gomes do Nascimento
Conselheiros da Câmara de Educação Superior:
Erasto Fortes Mendonça (Presidente da Câmara)
Sérgio Roberto Kieling Franco (Vice-Presidente da Câmara)
Arthur Roquete de Macedo
Gilberto Gonçalves Garcia
Joaquim José Soares Neto
José Eustáquio Romão
Luiz Fernandes Dourado
Luiz Roberto Liza Curi
Márcia Ângela da Silva Aguiar
Paulo Monteiro Vieira Braga Barone
Paulo Speller (Membro nato)
Yugo Okida

Confira a lista aqui do atual conselho aqui!

Da redação

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Milhares de pessoas de organizações de todo o país reuniram-se, entre os dias 13 e 15 de outubro, em Brasília para a V Plenária Nacional da campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político. Esse plebiscito coletou quase 8 milhões de votos entre os dias 1º e 7 de setembro de 2014, dos quais 97% disseram SIM à constituinte. A ANPG esteve presente em todas as atividades, na presença de sua diretora de Movimentos Sociais, Maíra Gentil.

Na última segunda-feira (13), cerca de mil pessoas se reuniram em audiência com a Presidenta Dilma Rousseff, que recebeu os resultados, reconhecendo a necessidade da constituinte para reforma politica e reconhecendo também a importância de ouvir a opinião popular através de um plebiscito. “Só a manifestação popular pode ser capaz de criar condições para fazermos a reforma política, a mãe de todas as reformas”. A presidenta comentou a reivindicação dos movimentos populares, que pretendem a instalação de uma Assembleia Constituinte exclusiva sobre o tema. “Considero uma boa proposta, porque não serão aqueles que são parlamentares que vão se reformar”. Dilma confirmou ter sugerido essa proposta no auge das manifestações do ano passado, mas não obteve “a correlação de forças para fazer isso”.

No dia seguinte (14), uma comissão de entidades entregou os resultados do plebiscito ao presidente do congresso nacional, Sr. Henrique Eduardo Alves, que comprometeu-se em organizar uma reunião entre a comissão da campanha do plebiscito e os líderes das bancadas dos partidos até o mês de dezembro. Neste mesmo dia, os resultados foram entregues ao senador Eduardo Suplicy, que estava presidindo a sessão e leu este resultado no plenário do Senado; e ao secretário do Sr. Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Ontem (15), na grande plenária final, as organizações consideraram vitoriosa todas as atividades, em especial a declaração da presidenta Dilma.

“A entidade prossegue junto com as 477 organizações que compõem a Campanha do Plebiscito na continuidade da luta para que a constituinte seja realizada no Brasil a fim de abrir o caminho para realização das reformas sociais de fundo e assim atender as aspirações populares”, diz Maíra Gentil, Diretora da ANPG.

Uma carta desta V plenária nacional do plebiscito pela constituinte aprovada ontem (15) será publicada nos próximos dias com as orientações para continuidade da campanha. Também será publicada uma carta das organizações presentes em apoio à reeleição da Presidenta Dilma pela possibilidade que sua candidatura expressa em fazer avançar a realização da constituinte.

Da redação

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DILMA VOLTA A DEFENDER PLEBISCITO PARA REFORMA POLÍTICA

Ato Dilma Dia do Professor
Foto: Nelson Antoine

No Dia do Professor, a Presidenta Dilma Rousseff reuniu-se com lideranças do movimento estudantil, representantes de entidades sindicais e do movimento educacional, além de diversos professores e estudantes, para dialogar com os principais atores da educação. O evento ocorreu ontem (15), no clube Homs, em São Paulo.

O encontro contou com a presença do Ministro da Educação, José Henrique Paim, o Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a presidenta da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Azevedo, anfitriã do evento, e o neurocientista Miguel Nicolelis.

Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, e o neurocientista, Miguel Nicolelis.
Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, entregou a Carta da Associação Nacional de Pós-Graduandos em apoio à reeleição de Dilma Rousseff ao neurocientista, Miguel Nicolelis (foto), e ao Ministro da Educação, José Henrique Paim.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, juntamente com as presidentas da UNE, Vic Barros, e UBES, Bárbara Melo, também estiveram presentes no Ato e entregaram à candidata a carta das três entidades em apoio à reeleição de Dilma, aprovada em reunião da diretoria plena da UNE na última terça-feira (14). Na ocasião,Tamara também entregou à Dilma a Carta da Associação Nacional de Pós-Graduandos aos pós-graduandos e à sociedade brasileira em apoio à reeleição de Dilma Rousseff à Presidência (foto).

Tamara entrega carta Dilma

“A ANPG decidiu se posicionar neste segundo turno em favor da Presidenta Dilma porque consideramos que o futuro do país que está em jogo. E porque a Dilma? Durante esse governo, nós acreditamos que o Estado assumiu um papel importante na promoção de políticas públicas que propiciam o bem-estar social da população. Houve transformações importantes no país, uma delas é a redução das desigualdades sociais, e outra é a expansão no acesso à educação, em todos os níveis. A oferta de cursos de pós-graduação, nos últimos 12 anos, mais do que dobrou, assim como o numero das bolsas de pesquisa.” explica Tamara.

“É importante destacar a efetividade de um Estado forte, com políticas públicas que garantam investimento em áreas estratégicas, como Educação e Ciência & Tecnologia. E o atual governo tem feito isso. Não queremos um retrocesso a um passado, onde essas áreas não eram vistas como estratégicas e, portanto, não tiveram investimentos significativos. É por negar esse retrocesso e para continuar no caminho de avanços que decidimos, juntamente com as outras entidades do movimento estudantil, apoiar Dilma. Claro, sabemos que ainda há muito a ser feito, o Brasil tem ainda enormes desigualdades, mas sabemos também que elas não vão ser resolvidas em poucos anos, por isso é importante continuar a construir esse caminho de mudanças”, acrescenta.

A anfitriã do evento, a presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo, abriu a sessão de falas no evento, chamando a atenção para os avanços na área educacional. “Nós professores temos que agradecer a Dilma, principalmente pela Lei de número 11.738 [de 16 de julho de 2008], que regulamenta o piso salarial do professor, evitando, como ocorreu no tempo do FHC, que os professores ganhassem menos que um salário mínimo.”

Quando tomou a palavra, a presidenta da UNE, Vic Barros, cumprimentou a presidenta Dilma e parabenizou os professores pelo Dia do Professor. Em seguida, destacou as benfeitorias dos programas sociais na área da educação implantados nos últimos 12 anos. “O Brasil hoje é o país que transforma petróleo em educação”, ressaltando as conquistas que garantem 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para o setor.

Após as diversas falas dos convidados, a presidenta Dilma iniciou seu discurso cumprimentando os professores e enaltecendo a função do professor. “A primeira coisa que eu quero fazer é saldar e cumprimentar todos os professores pelo seu Dia. O Dia do professor é um dia simbólico. Se existe uma categoria que o Brasil deveria valorizar é essa categoria dos Professores e Professoras. Aliás, devíamos falar parabéns ProfessorAS e depois Parabéns ProfessoRES, até porque é uma categoria integrada dominantemente por mulheres.”

A Presidenta também chamou a atenção para a importância de se valorizar a profissão do professor, uma vez que ele é o agente da educação, com a qual é possível modificar realidades. “Em minha proposta de governo, a educação está no centro de tudo, por dois motivos fundamentais. Primeiro, porque temos que consolidar o grande avanço na distribuição de renda e na inclusão social e, portanto, temos ainda que retirar 36 milhões de pessoas da pobreza extrema de e a elevar outras 42 milhões para a classe média. Isso garante que essa desigualdade se reduza, modificando, cada vez mais, a distribuição de renda do Brasil, com base numa educação de qualidade e da valorização do professor, proporcionando salários melhores para a categoria”, explicou Dilma.

“Também há outro caminho muito importante que é a educação permite: a formação de cientistas e tecnólogos, responsáveis por inovações no nosso país, que nos permitirão ingressar na economia do conhecimento. Esses são os dois fatores que esclarecem porque a educação deve ser prioridade no nosso governo”, acrescenta.

A Presidenta Dilma ainda citou a Lei que destina 75% dos royalties do petróleo que são recebidos pela União e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação como um imenso passo dado pelo governo para melhorar o setor. “Nós vamos transformar uma riqueza finita em uma riqueza permanente, que é o patrimônio que a pessoa carrega com ela”, diz.

Da redação

carta conjunta anpg une ubes

Lideranças estudantis de todo o Brasil aprovaram carta sobre posição da ANPG, UNE e UBES no 2º turno

Reunidos na última terça-feira (14), no hotel San Raphael, no centro de São Paulo, diretores da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), além de representantes de DCEs, DAs e CAs de todo o Brasil, redigiram documento de apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República.

Após 5h de reunião e cerca de 70 intervenções das mais de 100 lideranças presentes, as entidades estudantis concluíram a carta intitulada “Os estudantes têm lado: com Dilma, contra o retrocesso”.

O texto lembra que o último período foi marcado por muita pressão e também diálogo dos movimentos sociais com o poder executivo e legislativo, o que garantiu vitórias de enorme valor para os estudantes, como a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Agora, os governos devem cumprir 20 metas, entra elas, a histórica destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para a educação.

Para as entidades estudantis, o PNE representa o futuro da educação e o compromisso da presidenta Dilma com a juventude e a continuidade das políticas de erradicação do analfabetismo, escolas em tempo integral, valorização do professor, regulamentação do ensino privado, mais verbas para a assistência estudantil, universalização do acesso à creche e expansão de vagas no ensino técnico, superior de graduação e pós graduação, com a predominância do caráter público.

“As e os estudantes foram protagonistas nas recentes mudanças, ocupando as ruas, escolas e universidades. Temos a perspectiva de que podemos avançar ainda mais. Por isso temos um objetivo: dizer não ao retrocesso e apontarmos as transformações que queremos para o futuro”, diz trecho da carta.

Para avançar! ANPG, UNE e UBES com Dilma

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, expôs o posicionamento consensual de todo movimento estudantil. “O Brasil tem se transformado e nos últimos 12 anos promoveu a expansão da educação. Prova dessa política é que nessas eleições o número de analfabetos é inferior ao número total dos eleitores. O Brasil saiu do Mapa da Fome das Nações Unidas. Por isso, nossa posição é contra o retrocesso!”, enfatizou.

A presidenta da UNE, Vic Barros, destacou que, independente de qual candidato seja eleito, a UNE seguirá nas ruas defendendo as pautas justas para avançar na democracia do nosso país. “Não se trata de apoiar um partido ou um candidato, mas de identificar nesse segundo turno quais programas estão em disputa e o que eles representam. No nosso Coneg, realizado em maio e junho, aprovamos o projeto UNE pelo Brasil, uma plataforma eleitoral avançada, e no primeiro turno mais de um candidato contemplava nossas reivindicações. Mas, neste segundo turno, apenas um defende as bandeiras dos estudantes contra a maioridade penal, pelo fim dos autos de resistência, pela criminalização da homofobia, pela reforma política e a favor das metas do PNE. Por isso, é com muita tranquilidade que tomamos um lado e nos posicionamos. Dilma representa o projeto de mudanças do país. Convoco todos para fazermos uma denúncia veemente do que representa o projeto neoliberal para o país”, destacou.

Sobre a reeleição de Dilma, a presidenta da UBES, Bárbara Melo, observa o contexto político atual, comparado ao período anterior, de Fernando Henrique Cardoso. Para ela, o movimento estudantil é marcado por muitas lutas que garantiram avanços e a conjuntura atual abriu aos estudantes, entre outros avanços, a possibilidade de ingressar no ensino superior. “Se você for a uma escola e perguntar se é possível entrar na universidade, verá a esperança viva nos rostos e sonhos de muitos secundaristas. Para essa juventude, eleger Aécio Neves é eleger a direita, é perder a nossa capacidade de sonhar, a perspectiva de futuro. Por isso, nos convencemos, em posição unificada, que a UBES, a UNE e a ANPG não vão titubear e já lançam o apoio à candidata Dilma”, disse.

Nesta quarta-feira (15/10), as presidentas da UNE, UBES e ANPG entregaram para a candidata Dilma Rousseff, durante ato do movimento educacional em homenagem ao dia dos professores, realizado na capital paulista, a carta aprovada pelas entidades

Em defesa das metas dos PNE

Para as entidades, o projeto da candidatura de Dilma Rousseff é o único que representa um compromisso mínimo com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), a maior conquista do movimento estudantil dos últimos tempos. Depois de anos de luta, passeatas e construção conjunta de todo o movimento educacional, da UNE, da UBES e da ANPG, o PNE foi aprovado e sancionado este ano. O Plano é constituído por 20 metas, com 253 estratégias, a serem aplicadas em 10 anos, que vão orientar ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios no que se refere ao setor. A principal meta garante o investimento de 10% do PIB para a educação que será viabilizado por meio de outra vitória dos estudantes: a garantia de 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação.

“Os avanços obtidos nas políticas educacionais nos últimos anos estão em risco com o atual cenário de crise internacional. A candidatura de Aécio Neves reproduz o discurso de austeridade e ajuste fiscal para combater a crise, levada ao cabo na era FHC por Armínio Fraga e companhia. A lógica neoliberal em cenário de crise já se mostrou um grande equívoco no passado, onde os rombos econômicos sempre foram pagos com a verba destinada para a educação”, destaca outro ponto do documento aprovado pelas entidades estudantis.

Para o movimento estudantil, as vitórias alcançadas nos últimos tempos e as perspectivas de mais avanços, não admitem retrocesso. Na era de Fernando Henrique Cardoso, os 7% do PIB para o setor foram vetados no antigo PNE, e, enquanto oposição ao governo atual, os tucanos tentaram acabar com programas como o ProUni e a política afirmativa de cotas sociais e raciais, colocando-se contra a democratização do acesso à universidade.

Os estudantes têm lado

A carta aprovada em conjunto pela UNE, UBES e ANPG reúne motivos pelo qual os estudantes assumiram o lado de Dilma Rousseff. Os estudantes citam no documento as suas bandeiras que tem consonância com o projeto da candidata, por exemplo, a Reforma Política como instrumento para “reposicionar a disputa eleitoral com o objetivo de diminuir a influência do capital”. O texto aponta ainda outras reformas estruturais necessárias e que precisam ser enfrentadas, como a democratização e regulamentação dos meios de comunicação, a reforma agrária popular, a reforma tributária, a taxação das grandes fortunas e a reforma urbana.

O documento afirma que, nesta disputa polarizada, a neutralidade não é uma opção para os estudantes. “Por isso, posicionamo-nos ao lado daquela que melhor representa os anseios populares e as ideias mais avançadas. Estamos com Dilma Rousseff porque acreditamos no Brasil e, principalmente, na força do nosso povo”.

>> Leia aqui a carta na íntegra.

Fonte: Une