Category

Notícias

Category

Ato na praça da Sé 2

A USP, UNESP e UNICAMP realizaram, na quarta-feira (18), na praça da Sé, em São Paulo, ato unificado dos três setores das três universidades (professores, funcionários e estudantes). No ato, que contou com aula pública com o tema “Direito à Educação e à Saúde”, estavam presentes o sociólogo Ricardo Antunes, professor da UNICAMP, e dirigentes dos sindicatos dos técnico-administrativos e dos docentes das três instituições, além dos DCEs (Diretórios Central dos Estudantes) da USP e UNICAMP.

O ato, que teve como objetivo tornar público o movimento da greve e expor à sociedade a situação das universidades paulistas, foi convocado diante da intransigência das negociações com o CRUESP (Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que resolveu congelar o salário dos funcionários e docentes das três universidades públicas diante da crise orçamentária pela qual passam as três instituições.

“Do ponto de vista sindical, o ato foi para reabrir as negociações com o CRUESP, que fez uma promessa de reajuste salarial para setembro, mas não estão muito abertos ao diálogo. Também foi um contraponto à ofensiva da imprensa paulista, que tem defendido cobrança de mensalidade como alternativa para a crise orçamentária das universidades”, comentou Cristian Linderberg, Dourando na Faculdade de Educação da UNICAMP.

Ato praça da Sé

O encerramento do ato unificado das universidades paulistas aconteceu na estação da Sé, onde todas as categorias foram demonstrar apoio à luta dos metroviários e exigir a readmissão dos demitidos na greve.

Da redação

O governo federal vai anunciar no segundo semestre deste ano a abertura de crédito educativo para 25 mil alunos de mestrado e doutorado em faculdades particulares. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) da pós-graduação, projeto que ganhou força nos debates internos do Ministério da Educação (MEC), dos quais a ANPG participou ativamente nos últimos anos, é uma das apostas para ampliar o acesso, como ocorreu na graduação.

Reivindicação da entidade, a ANPG teve papel protagonista na Comissão de Avaliação do Processo de Expansão das Universidades Federais, levantando o debate sobre a necessidade do Fies ser implantado também na pós-graduação.

O programa terá regras iguais às da graduação, com financiamento parcial e integral e início do pagamento do empréstimo um ano e meio após a formatura. O crédito valerá para cursos de mestrado e doutorados avaliados pela Capes, e não inclui especializações ou MBAs (Master Business in Administration).

Embora a Lei 10.260/2001 já previsse o Fies na pós-graduação, isso não ocorria na prática. Principalmente, depois da mudança no texto, em 2011, quando foi previsto que o financiamento seria liberado para a pós apenas quando houvesse disponibilidade de recursos.

Segundo a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, com esse novo anúncio em relação ao Fies, a diversidade de mestrandos e doutorandos crescerá no País, com alunos mais velhos e que trabalham. “Mas, a prioridade é expandir [a pós-graduação] pela via pública, com a universalização de bolsas”, diz.

Atualmente, existe um grande contingente de pós-graduandos no ensino privado. Em 2013, havia aproximadamente 30.000 pós-graduandos no stricto senso. Cerca de 10.000 deles recebem bolsas das agências federais, exceto as bolsas de fundações estaduais. No entanto, dois terços desses pós-graduandos não estão inseridos em uma política educacional que os assista e propicie sua permanência no curso de pós-graduação.

Diante desse cenário, a ANPG pautou na Comissão do Sesu (Secretaria de Ensino Superior) para que o programa de Fies beneficiasse estudantes de pós-graduação, conforme estava garantido no texto original da Lei 10.260/2001, com o crédito para estudantes matriculados em mestrados e doutorados não-gratuitos. A ex-presidenta da ANPG, Luana Bonone, em outubro de 2012, discutiu questões relacionadas ao crédito educativo em reunião do Conselho Superior da Capes. A atual presidenta da entidade, Tamara Naiz, e a ex-Diretora de C,T&I, Hercilia Melo, participaram da Comissão de Avaliação do processo de expansão das Universidades, apresentando que o FIES poderia ampliar as oportunidades de ingresso na pós-graduação.

A democratização da educação é uma bandeira história da ANPG: a ampliação das políticas educacionais voltadas para os pós-graduandos no sentido de criar oportunidades para que eles tenham garantidos mais condições de acesso, permanência e pesquisa. Nesse sentido, a entidade pressiona por mais investimentos nas instituições públicas, na universalização e valorização das bolsas de pesquisa e na inclusão dos pós-graduandos no Pnaes, dentre outras iniciativas.

Da redação

>>A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, concedeu entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, para matéria sobre o Fies da pós-graduação: http://migre.me/k26jF

Após 13 dias no ar, a petição on-line denominada “Em defesa da liberdade acadêmica e das ciências humanas e sociais”, iniciativa para reunir assinaturas e promover um encontro com o presidente da Capes, Jorge Guimarães, com o propósito de discutir o fomento para as ciências humanas, foi encerrada vitoriosamente.

Foram 8.469 assinaturas individuais, 188 Grupos de Pesquisa de 58 Instituições de Ensino Superior, 57 associações científicas, entidades, blogs e revistas e 23 Programas de pós-rgaduação, de todo o Brasil. A petição foi entregue à CAPES hoje (18), para reivindicar a liberdade acadêmica e maior apoio à pesquisa para as ciências humanas e sociais.

Essa petição foi encabeçada após notícia da negação de um projeto de pesquisa envolvendo três universidades públicas brasileiras, UnB, Uerj e UFRN, por parte da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC). Segundo parecer da instituição, a negação do projeto se deu por este utilizar o marxismo “cuja contribuição à ciência brasileira parece duvidosa” como metodologia.

O projeto intitulado “Crise do Capital e Fundo Público: Implicações para o Trabalho, os Diretores e as Políticas Sociais” foi apresentado para um edital da Capes por 19 professores universitários, 9 doutorandos, 15 mestrandos e 27 graduandos da Universidade de Brasília (Unb), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Os projetos avaliados pela Capes recebem um parecer de um acadêmico que não é identificado. Com o parecer negativo, a instituição não disponibiliza verba para a pesquisa. O parecerista negou o projeto por considerar que a metodologia marxista não viabiliza que a pesquisa atinja seus objetivos.
“A formação proposta estaria no âmbito do método marxista histórico-dialético, cuja contribuição à ciência brasileira parece duvidosa”, escreveu o parecerista que ao avaliar o mérito cientifico da iniciativa voltou a questionar a metodologia.

“Projeto afirma basear-se no método marxista histórico-dialética. Julgo que a utilização deste método não garante os requisitos necessários para que se alcance os objetivos do método científico”, acrescentou.
A pesquisadora Elaine Behring, da faculdade de Serviço Social da Uerj e uma das coordenadoras do projeto, afirma que houve um cerceamento aos marxistas.
“O parecer estava descuidado, mal escrito e inconsistente. É isso que estamos questionando. O sentimento é de cerceamento. O parecerista afirmou que nossa metodologia não é unânime, mas não existe unanimidade no meio nas ciências sociais. O que ocorreu foi um patrulhamento”, afirmou.
Dos 62 projetos aprovados, mais de 90% eram ligados as áreas das ciências exatas e biológicas. A pouca presença das ciências humanas também é uma crítica do grupo de pesquisadores.

Da redação com informações do Jornal da Ciência

O tema do evento é Ciência, Tecnologia e Inovação no Desenvolvimento Regional

O 3º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (Sict-Sul) será sediado no Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Sombrio, nos dias 15 e 16 de setembro de 2014. O evento é realizado em parceria entre Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), UFSC e IFC. As inscrições devem ser feitas no site www.criciuma.ifsc.edu.br/sict-sul/index.php/inscricao e as submissões de trabalhos estão abertas até 7 de julho, no site: eventoscientificos.ifsc.edu.br/index.php/sictsul/3sictsul.

O tema do evento é Ciência, Tecnologia e Inovação no Desenvolvimento Regional. Haverá espaço para divulgação de trabalhos na forma de pôsteres e apresentações orais. Também serão ministradas palestras, minicursos e debates.
(SD-SC, via Consecti)

Fonte: Jornal da Ciência

siteO Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional é uma iniciativa lançada pelo Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, em 2009. Foi concebido como um meio de estímulo à reflexão e ao debate sobre o estágio atual da questão regional brasileira e como instrumento de promoção e divulgação da Política Nacional de Desenvolvimento Regional- PNDR.

Nas duas primeiras edições, o Prêmio homenageou dois ilustres brasileiros: Celso Furtado e Rômulo de Almeida, pela importância da contribuição de ambos para a questão regional brasileira e pela inserção do tema, a partir da década de 1950, na agenda de governo e no centro do debate nacional.

Em sua terceira edição, o Prêmio reconhece e homenageia o Professor Armando Dias Mendes, um guerreiro e incansável defensor da região amazônica, “um arauto amazônico de primeira cepa”, que do início ao final de sua jornada, sonhou com uma trajetória diferente para a região, pela qual a Amazônia migrasse da periferia do capitalismo transnacional para constituir parte ativa de um projeto nacional integrada a uma estratégia de desenvolvimento do país.

O evento tem como objetivo geral promover a reflexão, do ponto de vista teórico e prático, acerca do desenvolvimento regional no Brasil, envolvendo o poder público e a sociedade civil organizada na discussão e identificação de medidas concretas para a redução das desigualdades de nível de vida entre as regiões brasileiras e a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Dentre os objetivos específicos, estão:

I. Estimular o debate e a produção acadêmica sobre o desenvolvimento regional no Brasil, de modo a contribuir para a compreensão do tema e a busca de novas alternativas de intervenção no território em suas múltiplas escalas;

II. Identificar e dar visibilidade às boas práticas regionais em execução no País, no que se refere aos sistemas de gestão do desenvolvimento regional e aos bens e serviços produzidos com impactos macrorregionais e/ou sub-regionais;

III. Identificar projetos inovadores a serem implantados no território, que demonstrem potencial de transformação da realidade socioeconômica em escala macrorregional ou/e sub-regional;

IV. Ampliar a base de discussão e implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Regional.

 Os trabalhos poderão ser inscritos nas seguintes categorias de premiação: 

I. Produção do Conhecimento Acadêmico: Concorrerão teses de Doutorado e dissertações de Mestrado, que abordem temas para o aprofundamento do conhecimento da questão regional brasileira ou para a implementação de ações comprometidas com a redução das desigualdades regionais, como forma de contribuir para a compreensão da temática e a identificação de medidas de intervenção adequadas ao estágio atual das disparidades regionais no Brasil.

II. Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional: Concorrerão relatos de experiências em andamento, com resultados positivos concretos, executados por instituições governamentais nas esferas federal, estadual ou municipal, por entidades privadas e pela sociedade civil, que tenham gerado mudanças estruturais e transformações do território onde estejam instaladas e em seu entorno.

III. Projetos Inovadores para Implantação no Território: Concorrerão propostas inovadoras de atuação no território, de natureza social, econômica, cultural ou ambiental, com comprovado potencial de transformação da realidade socioeconômica em escala sub-regional ou macrorregional, voltados à  dinamização econômica e inclusão produtiva, diversificação e fortalecimento da base produtiva e manutenção da competitividade.

Constituem público-alvo do Prêmio: 

I. Pesquisadores com vínculo atual ou passado a instituição de ensino superior do país ou do exterior, desde que o trabalho seja elaborado e inscrito por brasileiro e o objeto de estudo se relacione a um tema ligado à problemática regional brasileira;

II. Pessoas vinculadas às instituições públicas, privadas, paraestatais, entidades de classe, agências e companhias que promovam o desenvolvimento regional;

III. Pessoas vinculadas às instituições da sociedade civil vocacionadas ao desenvolvimento regional, como Organizações Não Governamentais – ONGs, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs, Organizações Sociais – OS, cooperativas, associações, fóruns, consórcios e conselhos;

IV. Autônomos com atividades, referentes à temática de desenvolvimento regional.

A premiação, para a Categoria I, será de:

I. Primeiro Lugar: Diploma de Reconhecimento de Mérito na categoria em que concorreu e na premiação em valores: i) Para de Tese de Doutorado: R$ 50.000(cinquenta mil reais); ii) Para de Dissertação de Mestrado: R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).

II. Segundo Lugar: Diploma de Reconhecimento de Mérito na categoria em que concorreu e a premiação em valores: i)  Para Tese de Doutorado: R$ 25.000,00 ( vinte cinco mil reais); ii) Para Dissertação de Mestrado: R$ 13.000,00 (treze mil reais).

As premiações, para as Categorias II e III, serão de:

Primeiro Lugar: R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); e
Segundo Lugar: R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).

Contatos:

E-mail:   [email protected]
Telefones: (11) 2034-5344/5673

Da redação

A proposta é de autoria do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) e será analisada pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Assuntos Econômicos (CAE), cabendo à última decisão em caráter terminativo

Começou a tramitar no fim da semana passada no Senado o projeto que isenta do Imposto de Renda das Pessoas Físicas as bolsas de estudo e de pesquisa quando representem a única fonte de renda do beneficiário e sejam recebidas exclusivamente para essas finalidades. A proposta é de autoria do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) e será analisada pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Assuntos Econômicos (CAE), cabendo à última decisão em caráter terminativo.
De acordo com o Projeto de Lei do Senado (PLS) 207/2014, as bolsas de estudo ficarão isentas independentemente de se caracterizarem como doação, de os resultados da atividade representarem vantagem para o financiador ou de importarem contraprestação de serviço. A isenção prevista restringe-se ao valor da bolsa que não ultrapassar o montante anual de R$ 100 mil.
O autor propõe modificação na Lei 9.250/1995, que isenta do imposto de renda das pessoas físicas as bolsas de estudo e de pesquisa caracterizadas como doação, desde que os resultados dessas atividades não representem vantagem para o doador nem importem contraprestação de serviços. Segundo Nascimento, pela norma atual, caso uma empresa decida oferecer uma bolsa de estudo a seu empregado para estudar no exterior, a Receita Federal fará incidir sobre os valores recebidos pelo bolsista o imposto de renda.
“Entendemos que essa tributação é injusta e deve ser afastada, de forma a estimular a utilização desse importante instrumento de financiamento de estudo, da ciência e da pesquisa”, afirmou o autor da proposta.
Nascimento ressaltou o cuidado que teve em limitar a isenção ao montante que não ultrapassar R$ 100 mil, valor que será corrigido anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A matéria aguarda recebimento de emendas na Comissão de Educação.
Fonte: Agência Senado

Diante das críticas, ontem (10/06) o projeto foi retirado da Câmara dos Deputados

No último dia 9, a SBPC e ABC enviaram carta ao deputado Vicentinho (PT-SP) protestando contra o Projeto de Lei 7299/2014, de autoria do deputado, que proíbe a aquisição de publicações gráficas de procedência estrangeira pelos órgãos públicos das esferas federal, estaduais e municipais, para utilização de qualquer espécie e natureza da administração pública. Diante das críticas sobretudo da comunidade científica, na terça-feira (10/06) o projeto foi retirado da Câmara dos Deputados.
Na carta, as entidades ressaltaram que têm atuado para promover o desenvolvimento científico e tecnológico no País, de modo a aumentar a produtividade e a qualidade da ciência brasileira com impacto no bem estar social. Segundo o documento enviado ao deputado, no mundo globalizado a geração de conhecimento é cada vez mais internacionalizada.
Veja a carta na íntegra no link abaixo:
http://www.jornaldaciencia.org.br/links/Of070_PL7299.pdf
(Ascom SBPC)
http://www.sbpcnet.org.br/site/noticias/materias/detalhe.php?id=2989

Fonte: Jornal da Ciência

Docentes, técnicos-administrativos e estudantes da USP, Unicamp e Unesp deflagram greve por tempo indeterminado. Esta medida foi uma reação a deliberação do Conselho dos Reitores das Universidades do Estaduais de São Paulo (Cruesp) que congela o salário dos trabalhadores (docentes e técnicos-administrativos) das três universidades estaduais paulistas.

Faz-se importante levar em consideração alguns elementos que facilitam a compreensão dessa realidade. Segundo o Cruesp, o comprometimento do orçamento com a folha de pagamento atinge 94,47% na Unesp e 96,52% na Unicamp. Na USP, esse porcentual fica em torno de 105%. Nos últimos seis anos, o Governo do Estado de São Paulo deixou de repassar 2 bilhões de reais para essas universidades. Só em 2013, a cifra foi de 540 milhões de reais.

O caso da USP tem uma peculiaridade. No último dia 28/4, o reitor divulgou uma carta afirmando a falta de transparência orçamentaria da gestão de João Grandino Rodas (ex-reitor da USP) e que, desde 2012, a universidade perdeu R$ 1,3 bilhão de sua reserva orçamentaria. A “poupança” é usada para gastos que excedam o orçamento.

Responsáveis por 43% da produção científica do país, a situação financeira das três universidades estaduais paulistas merece atenção.

Utilizando como premissa a ideia de que a crise nas universidades públicas paulistas se dá pelo mal gerenciamento dos recursos e que não tem cabimento exigir mais verbas ao governo estadual, o colunista da Folha de S.Paulo, Hélio Schwartzman, assim como outros jornalistas da grande mídia, tem expressado que a solução para essa crise financeira seria a cobrança de mensalidades dos estudantes, principalmente daqueles que cursam carreiras financeiramente promissoras, como Medicina.

Diante desse cenário, os estudantes de pós-graduação publicam um manifesto a favor da greve e contra a privatização das universidades.

Manifesto de apoio à greve dos docentes, servidores e estudantes das Universidades Estaduais Paulista e em defesa do ensino superior público, gratuito e para todos

Nós, alunos da pós-graduação reunidos em assembleia, vimos a público manifestar nossa indignação perante aos ataques sofridos pelas Universidades Públicas do Estado de São Paulo de setores ligados ao capital financeiro que já atuam na educação e demonstram interesse no patrimônio incalculável das universidades públicas.

Entendemos que a atual proposta de arrocho salarial, vinda do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP), é só mais uma estratégia do atual governador Geraldo Alckmin do PSDB para sucatear as universidades públicas e entregá-las de bandeja ao setor privado com uma folha de pagamento enxuta e com a garantia de extrema exploração da mais valia de trabalho acadêmico de ponta.

Além disso, vimos nas últimas semanas a grande mídia veicular uma enxurrada de matérias que insinuam que a saída da crise de financiamento público em que tais universidades estão inseridas é a cobrança de mensalidades de seus estudantes. Acreditamos que essa opinião vai de encontro aos interesses daqueles que defendem a democratização do Ensino Superior público e gratuito, que há muito se colocam contrários ao modelo de ingresso quase que exclusivo através dos vestibulares, que reafirmam critérios meritocráticos e afasta estudantes que frequentaram exclusivamente o ensino básico público, ou seja, oriundos da classe trabalhadora.

Com isso o que se quer é privatizar algo que deveria ser fruto de políticas que garantam o acesso às universidades públicas e gratuitas, já que desde sua fundação, a USP na década de 30, a UNICAMP e UNESP nas décadas de 60 e 70, frequentadas pela elite, eram mantidas pelo cofre público. No entanto, quando a pressão social, sobretudo da classe popular e trabalhadora passa a ser também por acesso e permanência ao ensino superior público e gratuito, o governo do PSDB no Estado de São Paulo propõe sua privatização.

Nós, alunos da pós-graduação, não podemos ficar indiferentes em relação à campanha de destruição das universidades públicas do Estado de São Paulo que o governo de Geraldo Alckmin está promovendo! Que só tem privatizado a educação e isso não tem significado melhora na qualidade. Chega de privatizações! Que os 10% do PIB, previsto no atual PNE seja destinado exclusivamente ao ensino público gratuito!

Diante deste quadro, nós, pós-graduandos da Faculdade de Educação da UNICAMP, manifestamos o nosso apoio aos docentes, servidores e estudantes em greve, e também reivindicamos que o patrimônio do povo de São Paulo seja fortalecido, preservando o caráter gratuito das universidades estaduais paulistas (UNICAMP, USP e UNESP), além de estabelecer mecanismos para que mais jovens ingressem nestas instituições de ensino.

Campinas, 13 de junho de 2014

Faculdade de Educação – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

A duração varia de dois a três anos, com permanência mínima no Brasil de 30 dias e, máxima de 90, a cada ano de projeto

Está aberto, até o dia 23, o segundo cronograma para envio de propostas de duas inciativas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) que oferecem bolsas a pesquisadores internacionais para atuar no Brasil: Pesquisador Visitante Especial (PVE) e Bolsa Atração de Jovens Talentos (BJT).

A bolsa de Pesquisador Visitante Especial visa atrair pesquisadores renomados, lideranças internacionais, que tenham destacada produção científica e tecnológica nas áreas contempladas pelo CsF. A duração varia de dois a três anos, com permanência mínima no Brasil de 30 dias e, máxima de 90, a cada ano de projeto, dividas em até três visitas anuais por períodos múltiplos de 15 dias cada.

A mensalidade é de R$ 14 mil, a ser paga ao pesquisador após completar o período mínimo de 30 dias de permanência no país. Estão previstos, ainda, auxílio deslocamento, auxílio à pesquisa – no valor de R$ 50 mil -, bolsas de doutorado sanduíche no exterior para acompanhar as pesquisas do PVE em sua instituição de origem e bolsas de pós doutorado no Brasil, com o objetivo de manter as pesquisas no país e o contato com pesquisador durante a ausência deste no país.

A Bolsa Atração de Jovens Talentos objetiva atrair e estimular a fixação no Brasil de jovens pesquisadores de talento, residentes no exterior, brasileiros ou estrangeiros, com destacada produção científica ou tecnológica nas áreas do CsF. A duração varia entre 12 e 36 meses.

As mensalidades são de R$ 7 mil para pesquisadores nível A e R$ 4,1 mil para pesquisadores nível B. Estão previstos auxílio instalação, auxílio deslocamento e auxílio à pesquisa, que pode chegar a R$ 20 mil.

Vinculação
As propostas para as bolsas de pesquisador visitante especial e atração de jovens talentos deverão estar vinculadas a programas de pós-graduação no Brasil, recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de instituições de ensino superior e centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento, que podem ser públicos ou privados em ambos os casos.

(Ascom do CsF)

Fonte: Jornal da Ciência

Foto: Leo Nogueira Paqonawta
Foto: Leo Nogueira Paqonawta

A posse da nova diretoria da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina (APG/UFSC), realizada em 3 de junho, no Auditório do Centro de Ciências da Educação (CED), contou com a presença de Igor Dias, Tesoureiro da ANPG, que foi prestigiar o evento, além de representantes da pós-graduação universidade e cerca de 30 pós-graduandos.

Segundo Ana Testoni, presidente da APG, a gestão anterior teve muitas conquistas, que são valorizadas pela atual gestão, e a tarefa agora é cada vez mais buscar tornar a APG um espaço participativo e presente no cotidiano do pós-graduando.

“O foco da nossa gestão é tentar trazer um número maior de pós-graduandos para discutir a pós-graduação. Queremos, também, ter um espaço onde os pós-graduandos possam ser acolhidos e se sentir parte da universidade. Hoje, temos uma sede, mas não tem estrutura. Com isso, um dos pontos é criar uma identidade do pós-graduando com a universidade”, disse Ana.

A reestruturação da entidade, a ampliação de sua presença junto às bases, e a construção de um diálogo franco e democrático com todos os setores da comunidade universitária serão as prioridades da gestão iniciada.

A nova presidente e seu Vice, Bruno Floriani, comentaram ainda que devem, em breve, realizar uma aula inaugural para discutir a pós-graduação como um todo na universidade.

 Da redação