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MEL - UNIR

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por meio da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (PPG-MEL), comunica que estão abertas as inscrições para o Mestrado Acadêmico em Estudos Literários (MEL) 2014, para o câmpus de Porto Velho. São disponibilizadas 20 vagas e qualquer pessoa com diploma de Curso Superior, reconhecido pelo MEC ou revalidado no Brasil, pode participar da seleção.

As inscrições, que começaram nesta segunda (26) e vão até a próxima sexta-feira (30), podem ser feitas pessoalmente ou por procuração registrada em cartório. Os interessados devem comparecer à sala da Coordenação do Programa, localizada no Campus José Ribeiro Filho, BR 364, KM 9,5, Bloco 4º, no prédio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPesq), antigo prédio da Reitoria. Também serão aceitas inscrições enviadas pelos Correios, via Sedex, desde que postadas dentro do prazo estipulado, incluindo todos os documentos exigidos no edital.
Para efetivar a inscrição, o candidato deve entregar os seguintes documentos: formulário de inscrição (disponível em anexo) preenchido, cópia autenticada do diploma de Curso Superior, certificado de conclusão ou declaração de que concluirá a graduação até o final do semestre letivo 2014/1; cópias do histórico escolar da graduação, RG, CPF, título eleitoral e comprovação de quitação com a Justiça Eleitoral nas últimas duas eleições; e ainda, certificado de reservista (para candidatos do sexo masculino) e currículo completo, de acordo com padrão lattes.
Sobre o Mestrado
O mestrado em Estudos literários será dividido em duas linhas de pesquisa: “Literatura, Teoria e Crítica” (LTC), que realiza estudos aprofundados no campo específico da Literatura e “Literatura, outros Saberes e outras Artes” (LSA), que tem como objetivo fazer um estudo das relações entre Literatura, outros saberes (sociológicos, filosóficos, históricos, antropológicos e mitológicos) e outras artes (música, teatro e artes visuais), visando problematizar e discutir a dinâmica interdisciplinar entre estes universos.
O corpo docente é formado por 13 pesquisadores cujos currículos lattes estão disponíveis na página do Mestrado Acadêmico em Estudos Literários.
Para mais informações, acesse a página do MEL (Mestrado em Estudos Literários).
O Edital completo do Mestrado está disponível na página da UNIR.
>>Clique aqui para baixar o formulário de inscrição.

Fonte: UNIR

Com o objetivo de homenagear os 70 anos do professor aposentado Emanuel Gondim, que ensinou durante 32 anos as disciplinas de Futebol e Futsal na UFPE, o Departamento de Educação Física promove nesta quinta-feira (29) o evento “70 Copas do Mundo na UFPE”. O encontro acontecerá no auditório da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), das 9h às 12h.

Haverá três mesas-redondas relacionadas ao esporte. A primeira, ministrada pelo professor Bruno Lippo, trará um breve histórico do futebol, desde 2.600 a.C. no Japão até os dias de hoje. A mesa “O futebol que só eu vi”, será ministrada pelos professores Gondim e João Ferreira, também aposentado. Eles apresentarão de forma saudosista o futebol que era jogado em Pernambuco, contando a trajetória dos anos 60 aos dias atuais. Na ocasião, serão mostradas fotos e objetos pessoais dos professores que vivenciaram essa época. Ainda haverá a mesa “Comendo a bola”, com o professor Antonio Salgado, que ensina a disciplina Odontologia Esportiva na Universidade de Pernambuco (UPE), falando sobre a respiração bucal e o rendimento em campo.

Para se inscrever gratuitamente é necessário enviar um e-mail para [email protected] com o nome, curso, instituição, e-mail e telefone. As vagas são limitadas de acordo com a capacidade do auditório.

Fonte: Site da Universidade Federal de Pernambuco

Sob a iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES) e do Ministério da Educação (MEC), a UFRJ possui 8.431 vagas para avaliação do nível de compreensão em língua inglesa de seus estudantes através do TOEFL ITP (Test Of English as a Foreign Language – Institutional Testing Program) – prova que avalia o nível de inglês em contextos acadêmicos. As vagas, distribuídas gratuitamente, estão disponíveis para alunos da graduação e da pós-graduação.

A medida busca verificar o desempenho de alunos das instituições federais de ensino superior a fim de contribuir com o governo federal e a CAPES no incentivo ao aprendizado da língua e na reestruturação do ensino de idiomas estrangeiros nas universidades do país.

A iniciativa integra o programa Inglês Sem Froneiras, elaborado pelo Governo Federal a partir da necessidade de se aprimorar a proficiência em língua inglesa dos estudantes universitários brasileiros, com o objetivo de proporcionar-lhes oportunidades de acesso a universidades de países anglófonos por meio do Programa Ciência sem Fronteiras.

Os exames poderão ser refeitos no segundo semestre e os resultados serão disponibilizados individualmente, enquanto a média dos estudantes será utilizada para efeito de avaliação da aplicação.

As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição pelo endereço http://isf.mec.gov.br/.

Dúvidas poderão ser sanadas por meio do correio eletrônico [email protected] ou na sala F-215 da Faculdade de Letras, das 13 às 19h, de segunda à quinta-feira. Os exames serão aplicados até 30/6.

Fonte: Site da UFRJ

Inscrições para o mestrado em Integração Contemporânea da América Latina estão abertas até 27 de junho

Nesta segunda-feira (26), foram abertas as inscrições para o curso de mestrado em Integração Contemporânea da América Latina na UNILA. Os interessados devem acessar o site do PPG-ICAL, onde também está o edital que regulamenta o processo seletivo, para se inscrever. O prazo vai até o dia 27 de junho.

Estão abertas 15 vagas gratuitas para esta que será a primeira turma do programa, destinadas, preferencialmente, a candidatos latino-americanos, graduados na área de Ciências Humanas e Sociais, Linguística, Letras e Artes. Na distribuição das vagas, será considerada a proporcionalidade entre brasileiros e demais latino-americanos. O quadro docente é composto por professores efetivos e seniores da UNILA, além de docentes externos.

O objetivo do ICAL é contribuir para a formação de profissionais qualificados, do ponto de vista técnico, político e ético, para os processos de integração da América Latina. “Espera-se que os mestres a serem formados pelo programa façam a diferença ao se vincularem a órgãos públicos, movimentos sociais, organizações internacionais, contribuindo para qualificarem os referidos espaços”, disse o professor Jayme Benvenuto, de Relações Internacionais e Integração, coordenador do PPG-ICAL. O diferencial, de acordo com Jayme, é o estudo da integração no contexto contemporâneo, sem que se perca de vista a perspectiva histórica dos processos integracionistas.

Linhas de Pesquisa

O Programa é vinculado à área de Ciência Política e conta com duas linhas de pesquisa: Integração, Estado e Sociedade; e Integração, Cultura e Sociedade. A primeira tem como objetivo analisar as relações de poder que caracterizam a integração mediante a atuação de seus múltiplos atores, buscando repensar o papel do Estado como locus de poder, ao mesmo tempo em que aborda a integração dos povos em suas formas de expressão política, econômica e social. A crise de legitimidade da democracia formal, os novos constitucionalismos e as políticas sociais que têm se voltado para as reduções das assimetrias, em cada país e na região, são temas estruturantes.

Na linha Integração, Cultura e Sociedade, o objetivo é analisar os processos histórico-culturais latino-americanos no âmbito da integração da região. O foco dos fenômenos de integração aqui definido inclui manifestações menos formais e aparentes que ocorrem no tecido social e cultural do continente. O ponto de partida é a noção de que os valores culturais latino-americanos estão presentes nos processos econômicos, nas relações sociais e internacionais, construindo uma história original na qual a música, a literatura, o cinema, as artes visuais e o teatro são elementos identificadores.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas pelo site, com o envio de documentação (prevista no edital) e do projeto de pesquisa ao e-mail [email protected]. Na primeira fase, o processo seletivo inclui análise do projeto, currículo e histórico escolar; na segunda fase, haverá uma entrevista, que pode ser a distância. Ambas fases são eliminatórias e classificatórias. O resultado final está previsto para ser homologado em 24 de julho. A previsão é de que as aulas sejam iniciadas em 25 de agosto.

Da redação com informações do site da Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Semana Universitária

Estão abertas as inscrições para a Semana Universitária na Prefeitura de São Paulo, que ocorre entre os dias 14 e 18 de julho. Estudantes de pós-graduação e graduação poderão participar de palestras e oficinas, além de realizar visitas técnicas nos equipamentos municipais. O prazo final para se inscrever é dia 8 de junho de 2014.

Por ter um número limitado de vagas, será feito um processo seletivo para escolher até 10 estudantes de pós-graduação e 20 de graduação. A seleção consiste na avaliação de uma redação elaborada pelo candidato que poderá escolher entre dois temas: “Planejamento e Mobilidade Urbana: a ocupação dos espaços públicos” ou “Administração pública e academia: Uma via de mão dupla?”, além do Curriculum Vitae, que será utilizado em caso de empate. O curriculum, a redação e os demais documentos solicitados deverão ser anexados ao formulário de inscrição, conforme edital.

Os objetivos do evento são contribuir para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação que se interessem por políticas públicas e estreitar os laços entre a gestão pública municipal e a comunidade acadêmica.

O público alvo deste evento são alunos de graduação (cursando 5º semestre ou etapa subsequente) e de pós-graduação das áreas de administração pública, ciências sociais, direito, economia, gestão de políticas públicas, relações internacionais, urbanismo e demais áreas correlatas. Só serão aceitos alunos matriculados em instituições de ensino superior devidamente credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC), que possuam residência fixa na capital paulista ou que estejam matriculados em programas de graduação ou pós-graduação localizados no município de São Paulo.

O resultado será publicado no Portal da Prefeitura até o dia 20 de junho de 2014.

Certificados

Serão conferidos certificados a todos os estudantes que participarem de ao menos 80% (oitenta por cento) das atividades da Semana Universitária. A carga horária cumprida pelo estudante constará no documento.

Contato
Em caso de dúvida, envie e-mail para [email protected], com a seguinte especificação no campo Assunto: “Semana Universitária 2014”.
Para mais informações acesse o site da prefeitura de São Paulo.

 Da redação

Quem vai para a 66ª Reunião Anual da SBPC deve tomar vacina até dez dias antes
Quem vai para a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada entre os dias 22 a 27 de julho de 2014, na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, deve se imunizar contra a febre amarela. A vacina deve ser tomada dez dias antes da partida.
A febre amarela é uma doença endêmica e por isso, alguns países – lista disponível no site da Organização Mundial de Saúde – exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para ingresso em seus territórios, assim como os estados brasileiros do Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
O CIVP pode ser obtido nos Centros de Orientação ao Viajante da Anvisa, com o Cartão Nacional de Vacinação e um documento de identificação oficial com foto. O Brasil possui acordos internacionais que dão aos brasileiros o acesso ao atendimento nas redes públicas de saúde estrangeiras. Conheça os países envolvidos e mais informações sobre o Certificado de Direito a Assistência Médica.
O Ministério do Turismo também recomenda que o agente de viagens seja informado sobre possíveis alergias, problemas cardíacos ou outras restrições de saúde, e que um médico seja consultado sobre qualquer atividade física com alto grau de dificuldade. Também é sugerido o uso de repelentes à base de dietiltoluamida e dar preferência para quartos com janelas, portas teladas e cortinados, para evitar malária, dengue e doenças transmitidas por mosquitos.

Fonte: SBPC

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Ufac realiza palestras sobre 66ª SBPC em duas cidades

A Federação Nacional dos Pós-graduandos em Direito convida os discentes da pós-graduação para participar do III Congresso Nacional da FEPODI, que será realizado entre os dias 28 e 29 de agosto de 2014, na Faculdade de Direito da USP, Largo São Francisco, São Paulo.

O edital para submissão de resumos expandidos já se encontra no site www.fepodi.org e também pode ser visualizado aqui.

O prazo para envio dos trabalhos vai até 17/07/2014.

Da redação

Campus da Cidade Universitária (USP). Foto: Marcos Santos/USP .
Campus da Cidade Universitária (USP). Foto: Marcos Santos/USP .

As paralisações são em decorrência do congelamento dos salários anunciado pelo Conselho de Reitores das três Universidades Estaduais

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) decidiu, na tarde da última quarta-feira (21), em assembleia, entrar em greve por tempo indeterminado. A paralisação começa na próxima terça (27). O motivo é o congelamento dos salários neste ano decidido pelo Conselho de Reitores das três Universidades Estaduais – USP, Unesp e Unicamp (Cruesp).

A decisão de greve dos trabalhadores da USP foi votada em reunião com cerca de dois mil trabalhadores no prédio da Faculdade de História, na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. “Essa foi a maior assembleia em muitos anos”, disse o diretor do Sintusp, Magno de Carvalho. “Não teve nenhum voto contra a greve. A Universidade não pode rebaixar salários, porque, com essa inflação, não dar reajuste significa queda salarial.”

O sindicato espera iniciar a paralisação junto com professores e alunos, que realizaram na tarde de quarta-feira assembleias para decidir sobre o movimento. A Associação dos docentes (Adusp), decidiu, por ampla maioria, a adesão à greve.

“A postura do Cruesp foi intransigente”, criticou o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Ciro Correia. “O arrocho salarial não é resposta para a crise nas universidades, mas piora sua capacidade de trabalho”, acrescentou.

Os estudantes também se reuniram, em assembléia convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), no começo da noite de quarta-feira. Apesar da greve dos ônibus em São Paulo, a reunião contou com a presença de cerca de 800 graduandos e pós-graduandos, que decidiram apoiar o movimento da greve.

Na próxima terça-feira (27), será realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo, zona sul da capital, uma audiência pública para deliberar sobre a situação orçamentária da USP, Unesp e Unicamp. Estará presente na audiência o Fórum das Seis, que reúne os DCEs, associações de docentes e sindicatos de trabalhadores das três universidades públicas estaduais paulistas.

Uma nova assembléia do DCE, a ser realizada na próxima quarta-feira (28), na cidade universitária, irá definir as demais pautas estudantis da greve.

A USP vive uma crise financeira e gasta mais de 100% de seu orçamento com pagamento de salários. Antes de anunciar, em conjunto com Unesp e Unicamp, o congelamento de salários, a USP já havia cortado 30% de todos os gastos de custeio e investimento. Os níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento estão em 95,42% na Unesp e 97,33% na Unicamp.

UNESP e UNICAMP

Após a divulgação da nota do CRUESP sobre o congelamento dos salários, trabalhadores de 17 dos 23 campus da UNESP fizeram paralisação parcial na tarde de quarta-feira.

De acordo com o coordenador político da Sintunesp, Alberto de Souza, servidores técnicos-administrativos de dez campus da Unesp deflagraram hoje (22) greve por tempo indeterminado (os campus de Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Ilha Solteira, Jabuticabal, Marília, Presidente Prudente, Sorocaba e Instituto de Artes de São Paulo). Professores do Instituto de Artes de São Paulo e Sorocaba também já cruzaram os braços por tempo indeterminado.

No campus de Presidente Prudente, professores, funcionários e alunos formaram uma comissão de greve, com o intuito de definir um cronograma de atividades para a próxima semana.

Segundo a assessoria de imprensa da Unesp, ainda não há um mapeamento definitivo das paralisações na tarde desta quinta-feira (22). Cada unidade está decidindo em assembléias o que será feito a respeito.

Na UNICAMP, foi realizada assembleia do Sindicato dos Trabalhadores (STU), na qual foi deflagrada a greve da categoria dos técnicos-administrativos a partir de amanhã (23) por prazo indeterminado. A associação de docentes da universidade decidiu aderir à greve a partir de terça-feira (27).

Os estudantes de graduação e pós-graduação também se reuniram em assembleia, na qual deliberaram um indicativo de greve em apoio às mobilizações dos funcionários e docentes, que será aferida definitivamente em nova assembléia na semana que vem.

Em comunicado, emitido no último dia 21, o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) diz o seguinte: “Com a confirmação da arrecadação efetiva do ICMS de abril, os níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento passaram a ser 95,42% na UNESP, 97,33% na UNICAMP e 105,33% na USP, o que levou o CRUESP a prorrogar a discussão da data-base para setembro / outubro deste ano”.

“No entanto, consciente da importância de manter o poder aquisitivo dos salários e, ao mesmo tempo, preservar o necessário equilíbrio financeiro das três Universidades, o CRUESP agendou com o Fórum das Seis reuniões mensais de acompanhamento da arrecadação do ICMS para avaliar a situação orçamentário-financeira”.

Da redação com informações d’O Estado de S. Paulo e do G1

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As cientistas brasileiras podem inscrever seus projetos até 15 de junho

Foi prorrogado para o dia 15 de junho o prazo para inscrições de projetos científicos para a 9ª edição brasileira do programa L´Oréal-UNESCO-ABC For Women in Science (Para Mulheres na Ciência), uma parceria da L’Oréal com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) no Brasil. A premiação visa reconhecer e promover as brasileiras na ciência e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras, além de oferecer condições favoráveis para a continuidade dos seus projetos através de um auxílio financeiro. Ao todo, sete pesquisas serão premiadas com bolsa-auxílio no valor equivalente, em reais, a US$ 20 mil para cada. As inscrições podem ser feitas no site da ABC: http://loreal.abc.org.br/.
O programa For Women in Science contempla estudos de diversas linhas de pesquisa, segundo as categorias de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Físicas; Ciências Matemáticas; e Ciências Químicas. No ano passado, mais de 350 projetos foram inscritos. Um deles foi da Dra. Raquel Giulian, pesquisadora de Ciências Físicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que foi uma das vencedoras da edição 2013.
“O incentivo que a L’Oréal me deu está sendo de grande valia para minha carreira científica. Muito além do auxílio financeiro, o apoio moral e a valorização das mulheres como cientistas, profissionais dedicadas e integrantes de uma sociedade, esse foi o maior prêmio que eu já recebi. O reconhecimento de um trabalho feito com esforço e dificuldade fez com que minhas energias se renovassem. Agradeço à L’Oréal pela experiência inesquecível, e acima de tudo pelo reconhecimento que o prêmio está me proporcionando.”, afirma a pesquisadora gaúcha.
O Mundo Precisa da Ciência, A Ciência Precisa das Mulheres – menos de 1 pesquisador em 3 é mulher
Grandes passos foram dados nas últimas décadas, mas ainda hoje há bem menos mulheres que homens obtendo doutorado em ciências e ocupando cargos de liderança em laboratórios, universidades e instituições de pesquisa.
É o que confirma o relatório internacional encomendada pela Fundação L’Oréal para a Boston Consulting Group que mostra que, desde o final dos anos 90, a porcentagem de mulheres na pesquisa científica aumentou apenas 12%. A pesquisa concluiu também que menos que de 1 pesquisador em 3 é mulher. A inevitável conclusão é que a equivalência entre homens e mulheres pesquisadoras pouco melhorou.
Olhando ao longo da carreira, podemos observar que apenas 32% das bachareladas em Ciências são mulheres. Essa proporção cai para 30% em mestrados e 25% para doutorados.
Programa já beneficiou mais de 50 cientistas brasileiras
Anualmente, desde 2006, cientistas são escolhidas pela qualidade e pelo potencial de suas pesquisas desenvolvidas em instituições brasileiras. São projetos que ajudam a mudar o mundo, colocando as mulheres na linha de frente do conhecimento e fomentando sua participação no tão concorrido cenário científico. O programa já beneficiou 54 jovens cientistas no país, distribuindo mais de US$ 1 milhão em bolsas-auxílio.
O júri do Programa L’Oréal For Women in Science, que escolherá as sete cientistas premiadas, é presidido pelo Prof. Jacob Palis Jr., presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e composto por membros da ABC, UNESCO e L’Oréal Brasil. A revelação dos projetos selecionados será em agosto e a cerimônia de premiação, em outubro.
Sobre o For Women in Science
Lançado em 1998, o For Women in Science, fruto de uma parceria entre a Fundação L’Oréal e a UNESCO, foi o primeiro prêmio dedicado às cientistas mulheres em todo o mundo. A cada ano, cinco notáveis pesquisadoras, uma por continente, são laureadas no programa. Em 16 anos, 82 cientistas de diferentes continentes, incluindo duas que foram depois vencedoras do Prêmio Nobel, foram premiadas em cerimônias que acontecem anualmente, na França.
Cinco brasileiras foram premiadas na edição Internacional: Mayana Zatz, geneticista da USP; Belita Koiller, física da UFRJ; Lucia Previato, biomédica da UFRJ, a astrofísica Beatriz Barbuy, da USP, e a física Marcia Barbosa, da UFGRS, vencedora do prêmio em 2013.
Além do reconhecimento às grandes cientistas mundiais, o programa, em seus desdobramentos internacional e regionais, já incentivou mais de 2.000 mulheres de 115 diferentes países a darem continuidade às suas carreiras e seus importantes projetos de pesquisa.
(Ascom do Prêmio)

Fonte: Jornal da Ciência

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Para Mulheres na Ciência 2014

Muito esforço intelectual e recursos financeiros são desperdiçados em pesquisas mal planejadas e mal executadas, que não contribuem significativamente para o avanço da medicina, afirma Fiona Godlee

Muito é pesquisado e publicado em biomedicina; mas pouco disso é realmente útil para a medicina. Uma grande parte desse esforço científico é “desperdiçado” na forma de pesquisas mal planejadas e mal executadas, segundo a médica Fiona Godlee, editora-chefe do British Medical Journal (BMJ), uma das revistas científicas mais tradicionais e prestigiosas da área.

Em entrevista concedida durante uma visita recente ao Brasil para participar de uma conferência, Fiona falou de alguns dos principais problemas que afetam o desenvolvimento das ciências clínicas atualmente. Entre eles, no topo da lista, está esse “desperdício de esforço científico”, razão pela qual o BMJ desenvolve uma série de ferramentas digitais de treinamento e aperfeiçoamento de pesquisadores. “Como empresa editorial, há muito tempo lidamos apenas com a etapa final do processo de pesquisa: recebemos o que as pessoas querem publicar, que muitas vezes não é um trabalho tão bom quanto poderia ser, e tudo que podemos fazer é revisá-lo ou rejeitá-lo. Queremos agora, com esse projeto, ajudar a melhorar a qualidade das pesquisas desde a sua concepção”, afirma Fiona.
As ferramentas são desenvolvidas em parceria com a Universidade da Califórnia São Francisco e estão sendo traduzidas para o português, com apoio do Ministério da Saúde, para serem oferecidas gratuitamente na internet, por meio do site Saúde Baseada em Evidências: http://migre.me/jfeRD. “Estamos muito entusiasmados de trazer essas ferramentas para o Brasil”, diz Fiona, chamando atenção para o crescimento da produção científica e da economia do país nas últimas décadas. Metade do material já está disponível no site em português; a outra metade será traduzida até o fim do ano. “Vamos trabalhar com as instituições brasileiras para que elas incorporem esses conceitos aos seus programas acadêmicos.”
Outra preocupação de Fiona é com a falta de transparência das pesquisas clínicas relacionadas ao desenvolvimento de novas drogas, cujos resultados não são sempre divulgados de forma ampla e acessível pela indústria farmacêutica. Trata-se de um problema antigo, que voltou às manchetes recentemente com a divulgação de um estudo realizado pelo grupo de pesquisas Cochrane – e publicado no BMJ -, segundo o qual a droga antigripal Tamiflu, da multinacional Roche, não funciona tão bem quanto se pensava: http://migre.me/jffdp.
“Os efeitos benéficos da droga foram exagerados e seus efeitos negativos, subdimensionados”, afirma Godlee. Segundo ela, é um caso “icônico” de como as empresas farmacêuticas escondem informações científicas que não são favoráveis aos seus produtos.
A seguir, os principais trechos da entrevista:
Quais são os principais problemas na maneira como as pesquisas clínicas são feitas atualmente?
Uma das nossas grandes preocupações é com o desperdício de esforço científico. Muitas pesquisas são feitas sem o planejamento adequado, utilizando metodologias inadequadas ou baseadas nas perguntas erradas. Será que é isso mesmo que precisa ser pesquisado? É isso mesmo que precisamos saber? Alguém já pesquisou isso antes? Um dos erros mais comuns é não checar a literatura científica apropriadamente para ver o que já foi feito antes de se iniciar um projeto. É uma coisa que parece óbvia, mas muitas vezes não é realizada. Outra preocupação é com relação aos vários vieses (bias) que podem ser introduzidos na pesquisa ao longo do processo. Quando a pesquisa é concluída e chega a hora de publicá-la, muitas vezes os pesquisadores já perderam interesse nela, ou os resultados não são os que eles gostariam, então eles nem se preocupam em publicá-los, ou escrevem o trabalho de tal maneira que os editores acabam não se interessando por eles. Então, há um viés de publicação. Em vez de um relato fidedigno do que foi feito, acabamos com um relato bastante enviesado dos resultados.
O fato de eles serem enviesados significa que são incorretos?
Se você olha para a literatura científica como um todo, o viés mais óbvio é que há muito mais resultados positivos do que negativos ou neutros. Há vários motivos para isso; às vezes os autores não se dão ao trabalho de divulgar resultados negativos, às vezes os editores das revistas não se interessam em publicá-los. A mensagem principal é que muitas das pesquisas que são feitas não são boas e precisamos aumentar a capacitação dos cientistas, educar e treinar melhor os jovens pesquisadores, dando a eles os recursos necessários para pesquisar melhor e reportar melhor os seus resultados.
O que a senhora quer dizer com pesquisas que “não são boas”?
Estou me referindo a uma série de coisas. Não é um problema novo, mas é um problema impulsionado cada vez mais pela crescente necessidade de publicar. Os pesquisadores são pressionados a publicar para manter suas carreiras, mas não recebem necessariamente a mesma quantidade de apoio, orientação ou recursos públicos para produzir ciência de qualidade, de forma contínua e sustentável. Muito do esforço de pesquisa atualmente é mal orientado, mal apoiado, mal monitorado e, muitas vezes, supervisionado por empresas que têm um interesse comercial nele.
Essa pressão para publicar é um fenômeno cultural da comunidade científica ou é um problema prático que precisa ser resolvido por novas regras de avaliação e regulamentação institucional? Como aliviar essa pressão?
Uma das maneiras é fornecer financiamento de longo prazo para pesquisas que não dependem do ‘seu último trabalho publicado’ para seguir em frente. Há iniciativas nesse sentido na Grã-Bretanha; não sei com relação ao Brasil. É preciso anular o conceito de que um pesquisador só é tão bom quanto o último trabalho que ele publicou, e que ele precisa publicar um grande número de trabalhos, em vez de um pequeno número de trabalhos de alta qualidade.
O que o caso do Tamiflu revela sobre o funcionamento da indústria farmacêutica?
A mensagem principal é que há uma grande quantidade de evidências clínicas relacionadas a novas drogas que ficam escondidas. A quantidade exata, nós simplesmente não sabemos. No caso do Tamiflu, a análise mais abrangente já feita dos dados disponíveis mostrou que os efeitos benéficos da droga foram exagerados e seus efeitos negativos, subdimensionados, na maneira como a empresa divulgou e comercializou o medicamento para vários países.
O mesmo pode se aplicar a outras drogas?
Pode-se presumir, com base neste e outros exemplos, que esse comportamento é provavelmente o padrão na indústria farmacêutica. Não se trata de uma exceção. Para ter certeza, precisaríamos ter acesso a muito mais informações sobre os relatórios de ensaios clínicos, que não estão disponíveis para análise no momento.
São as empresas que estão escondendo os dados, ou as agências reguladoras que não estão exigindo informações suficientes?
Difícil responder isso; é provavelmente uma combinação dos dois fatores. As agências reguladoras também erram. Elas podem até pedir mais informações, mas não ter o tempo, os recursos ou a expertise necessária para avaliá-las. Já as empresas dizem que estão dispostas a fornecer tudo que lhes for solicitado, mas de que forma e com que rapidez elas fazem isso é algo difícil de ser avaliado. Elas não são incentivadas a praticar a transparência, e o resultado é que recebemos apenas um relato parcial dos efeitos positivos ou negativos de uma determinada droga.
Sobre acesso aberto e revisão por pares
O índice de aceitação de trabalhos no BMJ, segundo Fiona, é de apenas 5%. Ou seja: a revista rejeita 95% dos estudos que são submetidos a ela para publicação. A revista é adepta do sistema “open access” e disponibiliza todo o seu conteúdo gratuitamente na internet. Outro diferencial, em relação às “grandes revistas” em geral, é que seu sistema de revisão por pares também é parcialmente aberto: os autores sabem a identidade dos revisores e vice-versa. Um sistema ainda mais aberto, que está sendo estudado e poderá ser implementado em breve pela revista, segundo Fiona, incluiria a publicação online, junto com o estudo, de todas as etapas de revisão do trabalho, desde a versão original até a versão final, incluindo as observações dos revisores – num formato semelhante ao de uma “linha do tempo” no Facebook.
Fiona destaca que esse modelo aberto não diminui, de maneira nenhuma, o rigor da revista na avaliação e seleção dos trabalhos publicados. Segundo ela, o BMJ, em mais de 170 anos de existência, nunca teve de retratar uma publicação. Um estudo sobre estatinas publicado em outubro, porém, está sendo analisado neste momento para possível retratação, conforme divulgado na semana passada pelo blog RetractionWatch.

Fonte: Blog de Herton Escobar/ O Estado de São Paulo