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As cientistas brasileiras podem inscrever seus projetos até 15 de junho

Foi prorrogado para o dia 15 de junho o prazo para inscrições de projetos científicos para a 9ª edição brasileira do programa L´Oréal-UNESCO-ABC For Women in Science (Para Mulheres na Ciência), uma parceria da L’Oréal com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) no Brasil. A premiação visa reconhecer e promover as brasileiras na ciência e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras, além de oferecer condições favoráveis para a continuidade dos seus projetos através de um auxílio financeiro. Ao todo, sete pesquisas serão premiadas com bolsa-auxílio no valor equivalente, em reais, a US$ 20 mil para cada. As inscrições podem ser feitas no site da ABC: http://loreal.abc.org.br/.
O programa For Women in Science contempla estudos de diversas linhas de pesquisa, segundo as categorias de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Físicas; Ciências Matemáticas; e Ciências Químicas. No ano passado, mais de 350 projetos foram inscritos. Um deles foi da Dra. Raquel Giulian, pesquisadora de Ciências Físicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que foi uma das vencedoras da edição 2013.
“O incentivo que a L’Oréal me deu está sendo de grande valia para minha carreira científica. Muito além do auxílio financeiro, o apoio moral e a valorização das mulheres como cientistas, profissionais dedicadas e integrantes de uma sociedade, esse foi o maior prêmio que eu já recebi. O reconhecimento de um trabalho feito com esforço e dificuldade fez com que minhas energias se renovassem. Agradeço à L’Oréal pela experiência inesquecível, e acima de tudo pelo reconhecimento que o prêmio está me proporcionando.”, afirma a pesquisadora gaúcha.
O Mundo Precisa da Ciência, A Ciência Precisa das Mulheres – menos de 1 pesquisador em 3 é mulher
Grandes passos foram dados nas últimas décadas, mas ainda hoje há bem menos mulheres que homens obtendo doutorado em ciências e ocupando cargos de liderança em laboratórios, universidades e instituições de pesquisa.
É o que confirma o relatório internacional encomendada pela Fundação L’Oréal para a Boston Consulting Group que mostra que, desde o final dos anos 90, a porcentagem de mulheres na pesquisa científica aumentou apenas 12%. A pesquisa concluiu também que menos que de 1 pesquisador em 3 é mulher. A inevitável conclusão é que a equivalência entre homens e mulheres pesquisadoras pouco melhorou.
Olhando ao longo da carreira, podemos observar que apenas 32% das bachareladas em Ciências são mulheres. Essa proporção cai para 30% em mestrados e 25% para doutorados.
Programa já beneficiou mais de 50 cientistas brasileiras
Anualmente, desde 2006, cientistas são escolhidas pela qualidade e pelo potencial de suas pesquisas desenvolvidas em instituições brasileiras. São projetos que ajudam a mudar o mundo, colocando as mulheres na linha de frente do conhecimento e fomentando sua participação no tão concorrido cenário científico. O programa já beneficiou 54 jovens cientistas no país, distribuindo mais de US$ 1 milhão em bolsas-auxílio.
O júri do Programa L’Oréal For Women in Science, que escolherá as sete cientistas premiadas, é presidido pelo Prof. Jacob Palis Jr., presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e composto por membros da ABC, UNESCO e L’Oréal Brasil. A revelação dos projetos selecionados será em agosto e a cerimônia de premiação, em outubro.
Sobre o For Women in Science
Lançado em 1998, o For Women in Science, fruto de uma parceria entre a Fundação L’Oréal e a UNESCO, foi o primeiro prêmio dedicado às cientistas mulheres em todo o mundo. A cada ano, cinco notáveis pesquisadoras, uma por continente, são laureadas no programa. Em 16 anos, 82 cientistas de diferentes continentes, incluindo duas que foram depois vencedoras do Prêmio Nobel, foram premiadas em cerimônias que acontecem anualmente, na França.
Cinco brasileiras foram premiadas na edição Internacional: Mayana Zatz, geneticista da USP; Belita Koiller, física da UFRJ; Lucia Previato, biomédica da UFRJ, a astrofísica Beatriz Barbuy, da USP, e a física Marcia Barbosa, da UFGRS, vencedora do prêmio em 2013.
Além do reconhecimento às grandes cientistas mundiais, o programa, em seus desdobramentos internacional e regionais, já incentivou mais de 2.000 mulheres de 115 diferentes países a darem continuidade às suas carreiras e seus importantes projetos de pesquisa.
(Ascom do Prêmio)

Fonte: Jornal da Ciência

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Para Mulheres na Ciência 2014

Muito esforço intelectual e recursos financeiros são desperdiçados em pesquisas mal planejadas e mal executadas, que não contribuem significativamente para o avanço da medicina, afirma Fiona Godlee

Muito é pesquisado e publicado em biomedicina; mas pouco disso é realmente útil para a medicina. Uma grande parte desse esforço científico é “desperdiçado” na forma de pesquisas mal planejadas e mal executadas, segundo a médica Fiona Godlee, editora-chefe do British Medical Journal (BMJ), uma das revistas científicas mais tradicionais e prestigiosas da área.

Em entrevista concedida durante uma visita recente ao Brasil para participar de uma conferência, Fiona falou de alguns dos principais problemas que afetam o desenvolvimento das ciências clínicas atualmente. Entre eles, no topo da lista, está esse “desperdício de esforço científico”, razão pela qual o BMJ desenvolve uma série de ferramentas digitais de treinamento e aperfeiçoamento de pesquisadores. “Como empresa editorial, há muito tempo lidamos apenas com a etapa final do processo de pesquisa: recebemos o que as pessoas querem publicar, que muitas vezes não é um trabalho tão bom quanto poderia ser, e tudo que podemos fazer é revisá-lo ou rejeitá-lo. Queremos agora, com esse projeto, ajudar a melhorar a qualidade das pesquisas desde a sua concepção”, afirma Fiona.
As ferramentas são desenvolvidas em parceria com a Universidade da Califórnia São Francisco e estão sendo traduzidas para o português, com apoio do Ministério da Saúde, para serem oferecidas gratuitamente na internet, por meio do site Saúde Baseada em Evidências: http://migre.me/jfeRD. “Estamos muito entusiasmados de trazer essas ferramentas para o Brasil”, diz Fiona, chamando atenção para o crescimento da produção científica e da economia do país nas últimas décadas. Metade do material já está disponível no site em português; a outra metade será traduzida até o fim do ano. “Vamos trabalhar com as instituições brasileiras para que elas incorporem esses conceitos aos seus programas acadêmicos.”
Outra preocupação de Fiona é com a falta de transparência das pesquisas clínicas relacionadas ao desenvolvimento de novas drogas, cujos resultados não são sempre divulgados de forma ampla e acessível pela indústria farmacêutica. Trata-se de um problema antigo, que voltou às manchetes recentemente com a divulgação de um estudo realizado pelo grupo de pesquisas Cochrane – e publicado no BMJ -, segundo o qual a droga antigripal Tamiflu, da multinacional Roche, não funciona tão bem quanto se pensava: http://migre.me/jffdp.
“Os efeitos benéficos da droga foram exagerados e seus efeitos negativos, subdimensionados”, afirma Godlee. Segundo ela, é um caso “icônico” de como as empresas farmacêuticas escondem informações científicas que não são favoráveis aos seus produtos.
A seguir, os principais trechos da entrevista:
Quais são os principais problemas na maneira como as pesquisas clínicas são feitas atualmente?
Uma das nossas grandes preocupações é com o desperdício de esforço científico. Muitas pesquisas são feitas sem o planejamento adequado, utilizando metodologias inadequadas ou baseadas nas perguntas erradas. Será que é isso mesmo que precisa ser pesquisado? É isso mesmo que precisamos saber? Alguém já pesquisou isso antes? Um dos erros mais comuns é não checar a literatura científica apropriadamente para ver o que já foi feito antes de se iniciar um projeto. É uma coisa que parece óbvia, mas muitas vezes não é realizada. Outra preocupação é com relação aos vários vieses (bias) que podem ser introduzidos na pesquisa ao longo do processo. Quando a pesquisa é concluída e chega a hora de publicá-la, muitas vezes os pesquisadores já perderam interesse nela, ou os resultados não são os que eles gostariam, então eles nem se preocupam em publicá-los, ou escrevem o trabalho de tal maneira que os editores acabam não se interessando por eles. Então, há um viés de publicação. Em vez de um relato fidedigno do que foi feito, acabamos com um relato bastante enviesado dos resultados.
O fato de eles serem enviesados significa que são incorretos?
Se você olha para a literatura científica como um todo, o viés mais óbvio é que há muito mais resultados positivos do que negativos ou neutros. Há vários motivos para isso; às vezes os autores não se dão ao trabalho de divulgar resultados negativos, às vezes os editores das revistas não se interessam em publicá-los. A mensagem principal é que muitas das pesquisas que são feitas não são boas e precisamos aumentar a capacitação dos cientistas, educar e treinar melhor os jovens pesquisadores, dando a eles os recursos necessários para pesquisar melhor e reportar melhor os seus resultados.
O que a senhora quer dizer com pesquisas que “não são boas”?
Estou me referindo a uma série de coisas. Não é um problema novo, mas é um problema impulsionado cada vez mais pela crescente necessidade de publicar. Os pesquisadores são pressionados a publicar para manter suas carreiras, mas não recebem necessariamente a mesma quantidade de apoio, orientação ou recursos públicos para produzir ciência de qualidade, de forma contínua e sustentável. Muito do esforço de pesquisa atualmente é mal orientado, mal apoiado, mal monitorado e, muitas vezes, supervisionado por empresas que têm um interesse comercial nele.
Essa pressão para publicar é um fenômeno cultural da comunidade científica ou é um problema prático que precisa ser resolvido por novas regras de avaliação e regulamentação institucional? Como aliviar essa pressão?
Uma das maneiras é fornecer financiamento de longo prazo para pesquisas que não dependem do ‘seu último trabalho publicado’ para seguir em frente. Há iniciativas nesse sentido na Grã-Bretanha; não sei com relação ao Brasil. É preciso anular o conceito de que um pesquisador só é tão bom quanto o último trabalho que ele publicou, e que ele precisa publicar um grande número de trabalhos, em vez de um pequeno número de trabalhos de alta qualidade.
O que o caso do Tamiflu revela sobre o funcionamento da indústria farmacêutica?
A mensagem principal é que há uma grande quantidade de evidências clínicas relacionadas a novas drogas que ficam escondidas. A quantidade exata, nós simplesmente não sabemos. No caso do Tamiflu, a análise mais abrangente já feita dos dados disponíveis mostrou que os efeitos benéficos da droga foram exagerados e seus efeitos negativos, subdimensionados, na maneira como a empresa divulgou e comercializou o medicamento para vários países.
O mesmo pode se aplicar a outras drogas?
Pode-se presumir, com base neste e outros exemplos, que esse comportamento é provavelmente o padrão na indústria farmacêutica. Não se trata de uma exceção. Para ter certeza, precisaríamos ter acesso a muito mais informações sobre os relatórios de ensaios clínicos, que não estão disponíveis para análise no momento.
São as empresas que estão escondendo os dados, ou as agências reguladoras que não estão exigindo informações suficientes?
Difícil responder isso; é provavelmente uma combinação dos dois fatores. As agências reguladoras também erram. Elas podem até pedir mais informações, mas não ter o tempo, os recursos ou a expertise necessária para avaliá-las. Já as empresas dizem que estão dispostas a fornecer tudo que lhes for solicitado, mas de que forma e com que rapidez elas fazem isso é algo difícil de ser avaliado. Elas não são incentivadas a praticar a transparência, e o resultado é que recebemos apenas um relato parcial dos efeitos positivos ou negativos de uma determinada droga.
Sobre acesso aberto e revisão por pares
O índice de aceitação de trabalhos no BMJ, segundo Fiona, é de apenas 5%. Ou seja: a revista rejeita 95% dos estudos que são submetidos a ela para publicação. A revista é adepta do sistema “open access” e disponibiliza todo o seu conteúdo gratuitamente na internet. Outro diferencial, em relação às “grandes revistas” em geral, é que seu sistema de revisão por pares também é parcialmente aberto: os autores sabem a identidade dos revisores e vice-versa. Um sistema ainda mais aberto, que está sendo estudado e poderá ser implementado em breve pela revista, segundo Fiona, incluiria a publicação online, junto com o estudo, de todas as etapas de revisão do trabalho, desde a versão original até a versão final, incluindo as observações dos revisores – num formato semelhante ao de uma “linha do tempo” no Facebook.
Fiona destaca que esse modelo aberto não diminui, de maneira nenhuma, o rigor da revista na avaliação e seleção dos trabalhos publicados. Segundo ela, o BMJ, em mais de 170 anos de existência, nunca teve de retratar uma publicação. Um estudo sobre estatinas publicado em outubro, porém, está sendo analisado neste momento para possível retratação, conforme divulgado na semana passada pelo blog RetractionWatch.

Fonte: Blog de Herton Escobar/ O Estado de São Paulo

Veja mais sobre o 24 CNPG

 
Confira os documentos aprovados durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, realizado no Rio de Janeiro, de 1 a 4 de maio de 2014. Confira abaixo!
Carta Vasco Rodrigo
A carta deste 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos homenageou o ex-diretor Vasco Rodrigo, que veio a falecer este ano, e contribuiu muito na luta para que o Brasil fosse um país mais justo, desenvolvido e soberano.
Documento de Direitos dos Pós-Graduandos
Documento aprovado durante o 39º CONAP e apreciado também durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos.

Propostas de Resolução dos Grupos de Discussão
Propostas discutidas durante os Grupos de Discussão, realizados no 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos e aprovadas na plenária final.

Moções aprovadas durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos:

Moção pela Desmilitarização da Política Militar
Moção de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos e professores das Instituições Federais de Ensino Superior
Moção de apoio ao pedido de suplementação orçamentária para a USP
Moção de apoio à legislação que torna a farmácia um estabelecimento de saúde
 Moção de apoio à Campanha Nacional Contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida
Moção de repúdio à restrição do uso de serviços das IFES pelos(as) filhos(as) de estudantes
Moção de repúdio à PEC 215/2000, que altera a demarcação de terras indígenas e quilombolas em todo o Brasil
Moção de apelo: Dilma, desaproprie o terreno da Telej para fins de moradia
 Documentos anteriores ao 24 CNPG

Editais e Erratas

Edital Completo da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos
Errata do Edital da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Publicado em 27/03/2014
2ª Errata do Editoral da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Publicado em 08/04/2014

Ao Deputado Henrique Eduardo Alves
Presidente da Câmara dos Deputados

Aos líderes partidários da Câmara dos Deputados

O Plano Nacional de Educação (PNE) tramita há mais de 1.240 dias no Congresso Nacional. Após inúmeras conquistas garantidas pela sociedade civil no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, em junho de 2012, o Projeto de Lei seguiu para o Senado Federal, retornou à Câmara e desde 9 de maio de 2014 está pronto para votação em plenário.

A sociedade civil brasileira, diante de sua intensa contribuição ao texto do PNE, exige a votação da matéria antes do início da Copa do Mundo de 2014, pois, do contrário, com o começo da campanha eleitoral, isso só poderá ocorrer após as eleições. Para tanto, é preciso criar uma alternativa para liberar a pauta, travada por Medidas Provisórias.

O Brasil não pode prescindir do plano educacional que orientará a ação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios no que se refere à matéria educativa, com vistas à garantia do direito à educação.

Quanto ao conteúdo do PNE, a sociedade civil brasileira reivindica a aprovação do texto da Comissão Especial, que incluiu uma série de formulações e demandas históricas do movimento educacional, como a manutenção da Estratégia 20.10, que determina a complementação da União ao Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e ao Custo Aluno-Qualidade (CAQ); a prioridade do setor público na criação de vagas no ensino técnico e superior; a equiparação da média salarial dos professores em relação aos demais profissionais com mesmo nível de formação; o respeito ao ciclo de alfabetização no contexto do ensino fundamental de 9 anos.

Nesse sentido, a comunidade educacional considera imprescindível a apresentação e a aprovação de destaques que garantam: a supressão do dispositivo do Senado Federal que permite a contabilização de parcerias público-privadas na meta de investimento equivalente a 10% do PIB para a educação pública; a exclusão da Estratégia 7.36, que estimula políticas de bonificação por resultados, prejudicando políticas de valorização docente; e o retorno à explicitação do combate prioritário às discriminações racial, de gênero e orientação sexual nas escolas brasileiras, oriundo do texto aprovado na Câmara dos Deputados em junho de 2012.

As entidades abaixo assinadas contam com o compromisso público e a sensibilidade dos parlamentares da Câmara dos Deputados, para aprovarem um PNE capaz de colaborar decisivamente com a universalização do direito à educação pública de qualidade.

Anped (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação)

ANPG (Associação Nacional de Pós-graduandos)

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)

Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)

Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)

UNE (União Nacional dos Estudantes)

O ministro da Ciência e Tecnologia, Clelio Campolina, pediu nesta quarta-feira (14) que a Câmara aprove a proposta do Código Nacional de Ciência e Tecnologia (Projeto de Lei 2177/11). Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, ele afirmou que vai pedir ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, que a proposta seja colocada em pauta. “O Brasil precisa modernizar seu marco legal para a ciência e tecnologia”, disse. “Esse projeto é decisivo”, completou.
A proposta de código para o setor foi aprovada em abril por comissão especial e agora aguarda votação pelo Plenário. Um dos objetivos do projeto é melhorar a relação entre o setor empresarial e as instituições de pesquisa, estimulando a criação de ambientes cooperativos de pesquisa.
O ministro também considera “decisiva” a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 290/13, que introduz o tema “inovação” no texto constitucional, para possibilitar a ampliação das políticas públicas e da concessão de estímulos para essa área. A proposta foi aprovada pela Câmara em abril e está sendo analisada pelo Senado.
Clelio Campolina informou ainda que o ministério já enviou para análise da Casa Civil um projeto de lei sobre o uso da biodiversidade brasileira por pesquisadores. Segundo ele, a proposta deverá chegar à Câmara em breve.
Conforme o ministro, está em fase de elaboração no ministério a proposta de regime diferenciado de compras para a área de pesquisa, flexibilizando a Lei de Licitações (8.666/93) para o setor. Esses dois temas constavam na proposta de Código Nacional de Ciência e Tecnologia e foram retiradas do texto, a pedido do governo, para que fossem analisadas separadamente.
Para o ministro, todas essas propostas de mudança na legislação do setor vão além de disputas políticas e ideológicas, já que são de interesse do País.
Participação no PIB
O ministro ressaltou que o gasto nacional em ciência e tecnologia ainda é muito pouco e insuficiente para a promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental do País. Hoje 1,74% do Produto Interno Bruto (PIB) é gasto em ciência e tecnologia, enquanto países como Estados Unidos, China e Japão gastam de 3% a 4% do PIB com a área.
O deputado Sandro Alex (PPS-PR), que solicitou a audiência, também considera pequeno o orçamento do setor. Para ele, o valor é “irrisório e insuficiente” para colocar o Brasil em posição competitiva entre as maiores economias do mundo. Campolina lembrou que assumiu a pasta há apenas um mês e informou que está preparando de aumento do orçamento para levar à presidente Dilma Rousseff. Salientou, no entanto, que é o Congresso que aprova a proposta orçamentária.
Já o deputado Newton Lima (PT-SP), que também requereu o debate, afirmou que, a despeito do orçamento da área não estar à altura da sexta economia mundial, houve uma evolução dos gastos no setor, no governo da presidente Dilma. “Gastávamos apenas 0,9% do PIB com o setor; hoje gastamos 1,74%”, disse.
Ações do ministério
Entre os programas atuais do ministério, Clelio Campolina destacou o Ciências sem Fronteiras, que concede bolsas para o intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação no exterior. De acordo com o ministro, mais de 62 mil bolsas já foram concedidas, e a expectativa é chegar a 101 mil bolsas até 2015.
Campolina também ressaltou o programa Inova Empresas, anunciado em março de 2013, com o objetivo de disponibilizar R$ 32 bilhões para as empresas inovadoras. “Até março deste ano, 12 editais já foram lançados, cinco com resultados já divulgados”, informou. Segundo ele, R$ 16 bilhões já foram disponibilizados às empresas, por meio do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Íntegra da proposta:
PL-2177/2011
PEC-290/2013
Fonte: Agência Câmara Notícias

O Programa de Pós-graduação em Economia e Desenvolvimento (PPG&D)  da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) informa que estão abertas, a partir da segunda-feira (12), as inscrições para o mestrado nas seguintes linhas de pesquisa:

– Sistemas Agroindustriais e Comércio Internacional;

– História e Dinâmica do Desenvolvimento.

O prazo para inscrições vai até 30 de maio. O início das aulas será no 2º semestre de 2014.

Mais informações em www.ufsm.br/ppged, [email protected] ou (55) 3220-9216.

Fonte: UFSM

Acontece no próximo dia 28 de maio o VI Encontro Kairós da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O tema da 6ª edição do evento é “Para além de Adão e Eva: sexualidade, gênero e imagem arquetípica no horizonte do século XXI”. O encontro acontecerá no campus Seropédica da UFRRJ, das 9h às 18h.
As inscrições são gratuitas e a programação já está disponível.
A organização é do Laboratório de Psicologia e Informações Afro-Descendentes (LapsiAfro).
Fonte: UFRRJ
 

O Núcleo de Estudos e Pesquisas da Infância e sua Educação em Diferentes Contextos (Nepiec) da Faculdade de Educação (FE/UFG) está recebendo inscrições e trabalhos para o IV Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias (Grupeci) até o dia 23/05, pelo site do evento: http://grupeci.fe.ufg.br/

O seminário acontecerá de 24 a 27 de setembro e pretende reunir pesquisadores do Brasil para promover e ampliar a articulação e o diálogo entre diferentes áreas de conhecimento que realizam estudos e pesquisas sobre crianças e infância. Na ocasião, haverá apresentação articulada de trabalhos que expressam a produção dos grupos, suas ações investigativas e/ou de inserção político-social.
Fonte: UFG

A Universidade Federal do Amazonas realiza no dia 22 de maio, o Seminário SOBENA de Transportes Hidroviários e Construção Naval da Amazônia, que será realizado no Centro de Convenções do Studio 5, das 9h às 17h.

Com o objetivo de gerar debates sobre o transporte hidroviário e a construção naval da bacia amazônica, com vistas na identificação de gargalos e possíveis soluções, o evento tem como público-alvo estudantes, pesquisadores e profissionais que trabalham com o transporte hidroviário e a construção naval, vinculados á academia, governo, organizações da sociedade civil e iniciativa privada, que tenham interesse em participar da discussão proposta ou apresentar e compartilhar experiências. As inscrições e maiores informações estão disponíveis no site http://sobena.intra.org.br/

Fonte: UFAM

O I Encontro Baiano de Extensão e Pesquisa em Espiritualidade, apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão Universitária (ProExt), será realizado durante os dias 16 e 17 de maio, no Auditório do Pavilhão de Aulas da Federação III (PAF 3), no campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

O evento tem como objetivo proporcionar o diálogo entre professores, estudantes e pesquisadores de diferentes instituições sobre abordagens de extensão e pesquisa quando o tema é Espiritualidade.  O evento contará com a participação de pesquisadores regionais e nacionais como Professora Eliane S. Azevedo, ex-reitora da UFBA, o Professor Alexander Moreira-Almeida, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora e o Professor André Luís Peixinho (FAMED-UFBA), entre outros.

Mais informações e inscrição: www.reupe.blogspot.com.br

Fonte: UFBA