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Entre os dias 1 e 4 de maio de 2014 será realizado, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG), organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Clique aqui para fazer o download da imagem do cartaz do XXIV CNPG

A ANPG representa os pós-graduandos de todo o país e está presente em importantes espaços como o Conselho Diretor do CNPq, o Conselho Superior e o Conselho Técnico-Científico da CAPES, o Conselho Nacional de Saúde, o Conselho Nacional de Juventude e a Organização Caribenha e Latino Americana de Estudantes (OCLAE).Fundada em 1986, desde então vem defendendo a ciência e as bandeiras do Movimento Nacional de Pós-Graduandos (MNPG).

A ANPG enfrenta importantes batalhas no presente momento. Encampamos as bandeiras estratégicas para a educação brasileira como “10% do PIB para a Educação” e a defesa dos royalties e de parte das verbas do fundo social do Pré-Sal para a Educação Ciência e Tecnologia, além das campanhas por mais e melhores bolsas de pós-graduação e por mais direitos para os pós-graduandos.

O congresso

Ao eleger o tema “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores” a ANPG tem como alicerce a compreensão de que a Ciência deve ser vista como um dos eixos estruturantes do desenvolvimento nacional. Espera-se que a Ciência produzida seja capaz de cada vez mais favorecer e integrar os esforços de produção de conhecimentos capazes de propor soluções para grandes questões da sociedade, na forma de tecnologias, inovações, etc.

Discutir a importância da pesquisa no país, seu fomento e lugar do pós-graduando na pesquisa cientifica, assim como seus direitos é o desafio que pretendemos enfrentar nesse 24° Congresso.

Estão previstos debates sobre ciência e tecnologia, pós-graduação, educação e grupos de discussão sobre pautas importantes para os pós-graduandos como a campanha pela valorização das bolsas de pesquisa. Atividades culturais também compõem a programação.

No último dia do congresso será eleita a nova diretoria da ANPG e aprovadas as resoluções que orientarão as ações da próxima gestão da entidade.

Eleição de delegados

Todos os pós-graduandos podem participar. Aqueles que desejam participar na condição de delegados (com direito a voz e voto) devem realizar o processo eleitoral em suas universidades, de acordo com o Regimento. Veja o passo a passo completo aqui.

Mostra Científica

O prazo para submissão de trabalhos está aberto até 19 de abril. Veja aqui o edital. Estudantes de graduação também podem inscrever trabalhos.

Dúvidas podem ser solucionadas através do e-mail [email protected]

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08/04/2014 – Destaques na programação do XXIV CNPG
07/04/2014 – Prorrogados os prazos da Mostra Científica do 24º CNPG
04/04/2014 – XXIV CNPG: Prorrogado o prazo para as eleições de delegados na modalidade EAD
03/04/2014 – Credenciamento para o XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos
01/04/2014 – Ministro de C,T&I  e Diretor da Capes participarão do 24º CNPG
21/03/2014 – Atenção para os prazos de eleição de delegados para o 24º CNPG
11/03/2014 – Inscreva seu trabalho na Mostra Científica do 24º CNPG

 

Boletins Especiais

24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Boletim Especial nº4
Publicação: 16 de abril de 2014
24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Boletim Especial nº3
Publicação: 
09 de abril de 2014
24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Boletim Especial nº2
Publicação: 04 de abril de 2014
24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Boletim Especial nº1
Publicação: 26 de março de 2014

 

Editais e Erratas

Edital Completo da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos
Errata do Edital da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Publicado em 27/03/2014
2ª Errata do Editoral da Mostra Científica do XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos – Publicado em 08/04/2014
 

Está aberta a chamada de artigos para a próxima edição da Revista Sociologias Plurais, Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná. O prazo para enviar os trabalhos vai até 20 de abril de 2014.

revista sociologias plurais

Para enviar o seu trabalho basta mandar um email para [email protected] com os dados abaixo e anexar o arquivo, de acordo com as normas previstas na seção de Normas para Publicação e na Política Editorial da revista, em formatos .DOC (Microsoft Word 97-2003) ou .DOCX (Microsoft Word 2007-2010). Para mais detalhes leia o Artigo de Exemplo.

Dados necessários

Título do Trabalho
Nome do/a Autor/a
Nomes dos/as Co-autores/as (se houver)
Seção da Revista a que se destina o Trabalho (Artigos, Resenhas, Traduções, Entrevistas, Espaço Graduação)
O arquivo deve estar nomeado identificando a seção da revista e o autor de acordo com os exemplos:
“SEÇÃO_NomeDoAutor.doc”
“ARTIGO_FulanoDeTal.doc
“ESPAÇOGRADUAÇÂO_CiclanoDeTal.doc”

Saiba mais sobre os membros do Corpo Editorial e informações de contato, acessando o site da publicação.
Lá, também é possível conferir tanto a Edição Atual quanto as Edições Anteriores da revista, disponíveis para visualização online e também para download.

Cuiabá
Cuiabá recebeu Fórum do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para assuntos de C,T&I

Preocupação é com uma eventual descontinuidade dos projetos em andamento em razão da mudança de ministro e da equipe da pasta em pleno fim de governo

Três dias apenas à frente do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clelio Campolina, ouviu na última quinta-feira (20) um conjunto de demandas consideradas prioritárias para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, durante a abertura do Fórum do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para assuntos de C,T&I (Consecti), realizado no Palácio do Governo, em Cuiabá.

A preocupação do presidente do Consecti, Jadir José Péla, é com uma eventual descontinuidade dos projetos da pasta em andamento diante da mudança de ministro e, igualmente, da equipe da pasta em pleno fim de governo.

Na abertura do evento, o presidente do Consecti, também secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Espírito Santo, citou pelo menos oito pontos que, segundo ele, já fazem parte da agenda do Ministério há algum tempo e que precisam ser mantidos no MCTI.

Campolina, por sua vez, buscou tranquilizar os secretários estaduais de ciência e tecnologia afirmando que dará prosseguimento a projetos em andamento na pasta. “Não estou aqui para destruir políticas e nem estou desmontando o Ministério. Não podemos inventar a roda e muitas coisas que estão sendo feitas são absolutamente prioritárias. Sou amigo do Marco Antonio Raupp (seu antecessor) que me recebeu com a maior cordialidade e que mostrou todo apoio (na transição).”

Reconhecendo desconhecer a complexidade do Ministério que tem contratos com outros e com várias organizações, Campolina disse que no momento está fazendo um balanço no MCTI e pediu apoio às partes envolvidas com a área de ciência, tecnologia e inovação. “Sou da área, mas não conheço a burocracia do Ministério, as várias políticas em andamento, mas estou me informado sobre tudo isso.”

Disse que fez questão de participar do Fórum Consecti para se apresentar e convocar as comunidades educacional, científica e acadêmica “para trabalharmos juntos.” “E sem a participação dos secretários estaduais de Ciência e Tecnologia em um país com tamanha dimensão territorial, como organização federativa, não será possível enfrentar (os problemas). Não sou da visão que decide as coisas de cima para baixo.” Segundo Campolina, as reivindicações do Consecti serão analisadas.

Reivindicações do Consecti

O presidente do Consecti disse ser fundamental manter o comitê executivo responsável pela interlocução entre os secretários de C&T e o MCTI no que se refere às discussões sobre ciência e tecnologia do País. “Esse comitê vem se reunindo com certa freqüência e é importante que seja mantido.”

Outro ponto defendido pelo presidente do Consecti é a participação dos secretários estaduais de ciência, tecnologia e inovação, igualmente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo às Pesquisas (Confap), no andamento da Embrapii – empresa espelhada na Embrapa para estimular a inovação na indústria.

“Muitas das ações que serão tratadas tanto nacional como regionalmente surtirão efeito nos Estados. E sem uma participação do nosso Conselho algumas questões podem não ficar bem-resolvidas na pesquisa e inovação da indústria.”

Outra demanda é relacionada ao andamento da criação de planos regionais para o desenvolvimento científico e tecnológico. Segundo o presidente doConsecti, já existe o plano de desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação da região Norte. Entretanto, disse ser necessário atender também às demandas das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Listou também como prioridade a luta pela aprovação do marco legal da ciência, tecnologia e inovação e atualizações no âmbito da Lei de Inovação que em 2014 completa 10 anos. “É necessário dar continuidade às discussões sobre o Código Nacional de Ciência e Tecnologia e tratar dos dez anos da Lei de inovação.”

Ele acrescentou a necessidade da Finep manter a política de concessão de recursos não reembolsáveis aos projetos de ciência e tecnologia, mesmo que a agência de fomento transforme-se em uma instituição financeira.

Orçamento

Ao demonstrar preocupação com consecutivos contingenciamentos de recursos no MCTI, o presidente do Consecti defende um tratamento especial à discussão orçamentária principalmente no que se refere à canalização de recursos do FNDCT para o programa Ciência sem Fronteiras, a principal bandeira do governo Dilma na educação superior. “Não sou contra o programa Ciência sem Fronteiras. Refiro à entrada desse programa em um fundo que já está esgotado, ou seja, que já não tem mais dinheiro. Esse é um assunto que precisa ser olhado com muito carinho porque, no contrário, não poderemos dar conta daquilo que precisamos fazer para o Brasil crescer na área cientifica e tecnológica, especialmente na área de inovação.”

Outra reivindicação do Consecti é a inclusão das universidades estaduais nos editais do MCTI, hoje direcionados exclusivamente às universidades federais.

Por último, o presidente do Consecti espera que o novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação siga o modelo de seu antecessor, Marco Antonio Raupp, que tinha um canal de comunicação aberto com os secretários estaduais de Ciência e Tecnologia e com a comunidade científica.

O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação se mostrou disposto a estreitar as relações com todas as partes envolvidas. “Com dois dias de mandato tive que ir a Belo Horizonte transferir o cargo de reitor (da UFMG) e, no terceiro dia de mandato, me dispus a vir a Cuiabá porque não poderia me furtar desse encontro com os secretários estaduais e pedir a colaboração…”

Ao cumprimentar o deputado Sibá Machado, condutor do novo marco regulatório de ciência e tecnologia no Congresso Nacional e que estava presente ao evento, Campolina mostrou-se a favor da nova legislação de CT&I para superar “os entraves” e equacionar a adequada política de ciência e tecnologia do Brasil.

O ministro buscou desmitificar que sua nomeação ao MCTI tenha sido um ato político e fez questão de discorrer sobre sua carreira. “Sou um servidor público e não posso me recusar a convocações. O desafio é enorme, estamos no fim de governo, mas não sou filiado a nenhum partido político.”

Em defesa do desenvolvimento regional

Na ocasião, Campolina reiterou ser um estudioso do desenvolvimento regional. “Fui professor universitário ao longo de 40 anos, sempre preocupado com o tema do desenvolvimento econômico, seja na dimensão territorial da integração do Brasil com América do Sul, seja na preocupação com educação, ciência e tecnologia e inovação que para mim são os instrumentos decisivos para o desenvolvimento de qualquer lugar do mundo.”

Ele acrescentou: “Recebi o convite da presidente Dilma Roussef na última quarta-feira para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, exatamente no momento em que eu terminava meu mandato de reitor com a passagem para Londres para passar seis meses escrevendo um novo livro sobre o desenvolvimento regional brasileiro, tema com o qual convivo há alguns anos”.

Ao defender educação de qualidade, Campolina destaca como fundamental resolver o problema da educação básica internamente. “Sem resolver o problema da educação básica, o Brasil não terá condições de dar um salto no desenvolvimento.”

(Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência)

Fonte: Jornal da Ciência

oab

O projeto de lei propõe a manutenção do exame da Ordem em caráter punitivo, ou seja, ao formando reprovado no Exame, será dada ciência do fato, mas não o punirá com a proibição de tirar a licença para advogar

A Comissão de Educação discute nesta terça-feira (25) proposta (PL 5277/13) que acaba com a exigência de aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para o exercício da profissão de advogado. O debate foi proposto pelo deputado Celso Jacob (PMDB-RJ).

O parlamentar argumenta que os resultados recentes dos exames aplicados pela OAB não têm sido satisfatórios com relação ao quantitativo de aprovados. “Isso vem gerando grande frustração entre os Bacharéis de Direito, que ao longo de vários anos buscam preparar-se e qualificar-se para o exercício da advocacia”, afirma.

O Projeto de Lei 5277/13 propõe a manutenção do exame da Ordem em caráter punitivo, ou seja, ao formando reprovado no Exame, será dada ciência do fato, mas não o punirá com a proibição de tirar a licença para advogar.

O parlamentar argumenta que muitos movimentos de bacharéis em direito lutam pela extinção do Exame, entendendo não só que ele seria inconstitucional mas principalmente injusto, pois penaliza só os diplomados em Direito, deixando de fora os demais profissionais de outras áreas, cuja proficiência não é aferida com tanto rigor nem com consequências tão danosas para os formandos.

Foram convidados:

– o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Jorge Rodrigo Araújo Messias;

– o coordenador do Exame de Ordem Unificado da OAB, Leonardo Avelino Duarte;

– a representante do Centro Acadêmico de Direito da UnB, Noahra Santos Coelho;

– a representante do Centro Acadêmico de Direito da UERJ, Maisa Sampaio; e

– o diretor de Políticas Educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Thiago Wender Ferreira.

O debate será realizado às 14h30, no Plenário 10.

Íntegra da proposta:

 

(Agência Câmara)

Fonte: Jornal da Ciência

Fernando Salla, Gorete Marques, Roberta Astolfi e Roy D. King. Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Fernando Salla, Gorete Marques, Roberta Astolfi e Roy D. King. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Convenção das Nações Unidas Contra a Tortura determinou, em 1984, que cada Estado membro buscasse métodos administrativos, jurídicos e práticos para coibir a prática da tortura em qualquer território sob sua jurisdição. Com a emergência do terrorismo, todavia, nos anos 2000, o tratado foi abalado pela priorização da guerra contra o terror.

Nesse contexto com denúncias de violação dos direitos humanos, o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, organizou um Seminário Internacional sobre o tema em 2008. Após o evento,  o assunto permaneceu na pauta dos pesquisadores, o material dos palestrantes foi recolhido e transformado no livro Tortura na Era dos Direitos Humanos (Edusp, 2014), organizado por Nancy Cardia e Roberta Astolfi.

Os capítulos do livro fazem uma discussão filosófica sobre o assunto, inclusive um deles chega a questionar a real gravidade da tortura. Trata-se de um debate, embora a maioria seja inegavelmente contrária à prática. O lançamento da publicação ocorreu em 12 de março na Livraria João Alexandre Barbosa da Edusp.

Mesmo anos após o 11 de setembro, a ‘volta’ da tortura como algo quase institucionalizado continua sendo discutida, inclusive academicamente. Segundo Roberta, “Não se deixou de praticar a tortura, e existe mais controle em alguns países do que em outros, mesmo após a convenção”.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Até então, formalmente os países não admitiam a prática nas democracias ocidentais, todavia, essa convicção começou a ruir. Passou a se discutir, mesmo na academia, formas de tortura reguladas, usadas em último caso, executadas de formas diferentes, não tão agressivas ao corpo, mais “suaves”, como interrogatórios, humilhação, horas de confinamento. “Ao falar, parecem mais brandas que bater em pau-de-arara, mas, na prática, são tão agressivas quanto as outras e deixam sequelas” afirma a pesquisadora.

No governo Bush, há registros de protocolos que promovem uma releitura da convenção contra a tortura na tentativa de relativizar alguns conceitos. “Todos sabiam que a tortura poderia acontecer em alguns Estados, mas o que não se pensava era que isso poderia ser tratado abertamente como uma questão institucional”, relata Roberta. Há relatórios da gestão e áreas jurídicas que tentaram justificar alguns tipo de tortura em algumas circunstâncias, no caso, a guerra ao terror.

Todos sabiam que a tortura poderia acontecer em alguns Estados, mas o que não se pensava era que isso poderia ser tratado abertamente como uma questão institucional.

A organizadora conclui dizendo que, mesmo no governo Obama, a discussão não cessou. Não se tomam medidas objetivas, por exemplo, na questão da extinção da prisão de Guantánamo. As leis dos Estados Unidos não se aplicam a esses presos, ou seja, eles podem ser torturados. Esperava-se dessa gestão alguma mudança política nesse sentido. Entretanto, no cenário atual, ainda se buscam justificativas morais, políticas e filosóficas para o ato.

A tortura autorizada no Brasil

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Uma das autoras, Mariana Joffily, discute a questão dos interrogatórios na ditadura militar brasileira que faziam uso da tortura. No texto, Mariana conta que, embora os atos possuíssem a justificativa de salvarem milhões de vidas, na verdade, eram usados para castigar, e a questão era de caráter moral, ou seja, dependia de quem estava sendo acusado mais do que qual informação seria obtida – que em alguns casos era nenhuma.
Essa pesquisa dialoga com a de Maria Gorete Marques de Jesus, também autora de um dos capítulos do livro. Ela analisa 51 processos de crimes de tortura da cidade de São Paulo, que em 2008 já possuíam decisões em primeira instância.
Dentro dos casos, havia 181 réus que eram agentes do Estado (policiais, agentes penitenciários, monitores de unidades de Febem), mas também havia crimes envolvendo mães, pais, padrastos, maridos que acabaram sendo enquadrados nesse tipo de crime.
A lei brasileira 9455/1997 não estabelece que a tortura se define pelo perfil de quem comete o crime, que é o que a Comissão da ONU determina (só se reconhece se a violência foi praticada por um agente do Estado, aquela praticada por outras pessoas se encaixam em outros tipos de crime). Entretanto, no Brasil, a pena é agravada se a ação foi cometida por um funcionário público dessas instituições.
A pesquisa concluiu quantitativamente que, em proporção, os réus civis eram mais punidos do que os agentes do Estado (50% contra 18% respectivamente). Qualitativamente, Gorete verificou que, quando o caso era relacionado a pessoas comuns, o foco do julgamento era o agressor, e o inverso acontecia nos casos envolvendo os outros réus, mesmo que houvesse laudos hospitalares comprovando. O juiz reconhecia a agressão, mas descaracterizava a autoria, banalizando a violência da polícia e nos presídios.

A prevenção da violência no país

Recentemente foram escolhidos os membros do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, previsto por protocolo assinado pelo país em 1989 junto à ONU. Essa organização tem como responsabilidades promover políticas e mecanismos que inibam a prática no território brasileiro, inclusive com liberdade e prerrogativa de visitar locais de prisão e hospitais psiquiátricos, sem aviso prévio, para verificar situações que facilitem a violência e casos de maus tratos, não apenas para denunciar, mas também para identificar fatores de riscos.
Foto: Kathleen Rhem / Departamento de Defesa dos EUA Base de detenção dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo
Foto: Kathleen Rhem / Departamento de Defesa dos EUA
Base de detenção dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo
O mecanismo pode contar com arquitetos que busquem melhorar o ambiente para uma pena mais humanizada; médicos que avaliem as condições de saúde dos presos; garantir o saneamento básico e condições psicologicamente favoráveis; e observar todos os aspectos relacionados a condição prisional das pessoas. “O fato de alguém estar preso não pode suprimir seus demais direitos”, conclui Maria Gorete.
 Fonte: Agência USP de Notícias

Instituto de Ciências Matemáticas e Computação - USP
Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação – USP

Um mestrado profissional voltado à indústria será oferecido a partir deste ano pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O novo mestrado profissional é o primeiro do país que vai abarcar, de forma abrangente, áreas específicas da matemática, estatística e computação aplicadas à indústria.

O objetivo do novo Programa de Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI) é melhorar a formação dos profissionais e atender à demanda da indústria para proporcionar um avanço em geração de produtos ou aplicação de métodos inovadores, para que as empresas se tornem mais competitivas nacional e internacionalmente. O MECAI tem grande importância para o ICMC por propiciar esse estreitamento de relações entre a Universidade e as empresas.

Aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o MECAI terá seu primeiro processo seletivo no próximo mês de maio, quando será divulgado o edital com a especificação dos critérios de seleção na internet e no Diário Oficial do Estado de São Paulo. A primeira turma terá início em agosto de 2014.

Fonte: Agência USP de Notícias

Plenária Final no XXIII Congresso Nacional de Pós-Graduandos
Plenária Final no XXIII Congresso Nacional de Pós-Graduandos

Faltam 40 dias para o XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Para participar do evento como delegado (com direito a voz e voto), é preciso ser eleito por meio de um processo eleitoral. Fique atento aos prazos!

As APGs e Comissões Pró-APG têm até a próxima segunda-feira (24) para convocarem sua eleição de delegados. Vale lembrar que somente as APGs e Comissões Pró-APGs filiadas à ANPG podem conduzir os processos de eleição de delegados ao XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos.

Confira as APGs e Comissões Pró-APGs Cadastradas
Importante:
As APGs e Comissões Pró-APGs que não são cadastradas precisam, antes de tudo, enviar um requerimento de filiação (uma carta assinada pelo representante da APG, oficializando o pedido de inclusão), juntamente com os seguintes documentos:
a) Ata de Fundação e/ou Estatuto;
b) Ata de Eleição e Posse da atual Diretoria e/ou Comissão.
Os documentos poderão ser enviados por correio para a sede da ANPG (Rua Vergueiro, 2485. Vila Mariana. São Paulo-SP CEP 04101-200) ou, ainda, pelo e-mail [email protected]. Não será aceita a dupla representatividade entre APGs e/ou Comissões local e geral.

 Confira o passo a passo para participar do XXIV CNPG:

1)      Procure a APG da sua Universidade ou Campus e se informe sobre o processo de eleição de delegados ao XXIV CNPG;
2)      Caso não exista APG, reúna pós-graduandos interessados em participar do congresso e forme uma comissão de 10 pós-graduandos.
3)      Acesse o link https://www.anpg.org.br/?p=435. Imprima o Regimento Geral do Congresso e a Ata Padrão de Eleição de Delegados.
4)      Baixe o modelo de edital e o modifique conforme suas necessidades. Divulgue o Edital de Convocação da Eleição pela sua Universidade/Campus. Atenção: a Comissão Eleitoral pode ser candidata, a não ser que seja vedada expressamente pelo edital.
5)      Cadastre o processo eleitoral preenchendo o formulário aqui. No campo “Edital” do formulário, insira o texto do edital da eleição, Não esqueça de enviar o edital de convocação para o email [email protected]. O processo eleitoral será publicizado através do site da ANPG dentro das primeiras 24 horas, possibilitando eventuais recursos.
6)      Se não houverem recursos, seu processo eleitoral estará em curso. Atenção aos dados importantes que precisam ser recolhidos de cada delegado e também da comissão eleitoral.
7)      Após a apuração, reúna todas as informações e preencha a Ata Padrão. Ela deve ser escaneada preenchida e enviada, junto com os demais comprovantes de matrícula para o email [email protected] até o dia 19 de abril.
8)      As regras estão disponíveis no Regimento Geral e dúvidas podem ser enviadas para o email [email protected]

Confira o calendário com as datas importantes referentes ao 24º CNPG:

quadro

 

Da Redação

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Inscreva seu trabalho na Mostra Científica do 24º CNPG

 

 Estação USP Leste

Estação USP Leste

Maioria dos cinco mil alunos da unidade estudará na zona leste; instituição ainda tenta desbloquear campus na Justiça

Para abrigar as aulas do campus Leste da Universidade de São Paulo (USP), interditado judicialmente há mais de dois meses por problemas ambientais, a reitoria recorreu a uma instituição privada, uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) e outras escolas da universidade. A decisão de espalhar temporariamente os cerca de 5 mil alunos da unidade só foi anunciada nesta quinta-feira, 20, a quatro dias do começo das atividades acadêmicas, previsto para segunda-feira (24).
As outras unidades da USP já têm aulas desde 17 de fevereiro, como determinava o calendário oficial. O início do ano letivo do campus Leste havia sido adiado duas vezes por dificuldades da reitoria para encontrar espaço adequado. Com o atraso, as férias de julho da unidade também devem ser prejudicadas.
Os alunos dos cursos da manhã e da tarde terão aulas em um prédio da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), instituição particular próxima ao metrô Carrão, na zona leste da cidade. Já as graduações noturnas ficarão mais distantes e divididas. Parte ficará na Fatec Itaquera, também na zona leste, e outros irão para o quadrilátero de Saúde da USP, na zona oeste, que reúne as escolas de Medicina, Enfermagem, Saúde Pública e o Instituto de Medicina Tropical, a mais de 25 quilômetros da USP Leste. Os ingressantes em Engenharia de Computação também estudarão longe: na Escola Politécnica, no campus Butantã, também na zona oeste.
Em comunicado aos professores, alunos e funcionários, a diretoria da unidade esclareceu que os locais atendem aos apelos de que as aulas se mantivessem na zona leste. A escolha dos prédios também se orientou pelas possibilidades de acesso: as áreas emprestadas ou alugadas ficam próximas a estações de metrô. A diretoria disse ainda que o esforço era de alocar mais cursos no campus Butantã, mas essa alternativa não obteve sucesso.
“O problema é que não levaram em conta na transferência a infraestrutura para aulas práticas, além das atividades de pesquisa, cultura e extensão”, criticou a professora da USP Leste Adriana Tufaile. Docentes, alunos e funcionários já marcaram assembleias hoje para discutir o “plano B”. Estudantes também convocam nas redes sociais novo ato na terça-feira (25) contra a postura da reitoria para resolver os problemas do campus.
“Essa resolução não agrada a Comissão de Graduandos, que achou a medida inviável. Ainda não temos um comunicado oficial, pois estamos aguardando um posicionamento de cada categoria”, explicou Maria Salete Perrone, representante dos estudantes, à ANPG.
Desbloqueio
A USP ainda tenta na Justiça reabrir o campus Leste, interditado pela contaminação por gás metano e presença de óleos minerais cancerígenos, causada pelo depósito de terra de origem desconhecida na unidade em 2010 e 2011. Em contestação à Justiça no começo do mês, a USP alegou que os problemas ambientais são anteriores à instalação do campus e que não representam riscos à saúde. Segundo professores da USP Leste, o Ministério Público Estadual, que pediu o fechamento do campus no ano passado, está disposto a firmar termo de ajustamento de conduta com a USP, mas ainda não vê medidas suficientes para recomendar a liberação do terreno.
Da Redação com informações do jornal O Estado de S.Paulo

Inscrições até o dia 10 de abril

Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Universidade Tecnológica Federal do Paraná

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) acaba de abrir os cursos de Engenharia de Computação e Engenharia de Bioprocessos que estão com inscrições abertas até o dia 10 de abril. Os cursos serão oferecidos no campus Toledo, onde também são oferecidos os cursos de Engenharia Civil e Eletrônica, a graduação em Tecnologia em Processos Químicos e a licenciatura em Matemática. Este é um campus novo com apenas sete anos.
Os novos cursos incluem as seguintes ares e subáreas: BIOPROCESSOS / Biotecnologia; COMPUTAÇÃO / Algoritmos, Programação e Estrutura de Dados; COMPUTAÇÃO / Desenvolvimento para Internet e Banco de Dados; COMPUTAÇÃO / Sistemas Operacionais, Segurança e Arquitetura de Computação; ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO / Sistemas Embarcados; ENGENHARIA / Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia; FÍSICA / Física Geral HISTÓRIA E SOCIOLOGIA; MATEMÁTICA / Equações Diferenciais; MATEMÁTICA / Geometria; MATEMÁTICA / Matemática Discreta; QUÍMICA / Química Orgânica e Química Geral.
A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) é a primeira assim denominada no Brasil e, por isso, tem uma história um pouco diferente das outras universidades. A Instituição não foi criada e, sim, transformada a partir do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR). Como a origem deste centro é a Escola de Aprendizes Artífices, fundada em 1909, a UTFPR herdou uma longa e expressiva trajetória na educação profissional.
Edital e Informações:http://www.utfpr.edu.br/concursos/campi/td/cpcp/edital-no-017-2014-cpcpc-td
(UTPR)
Fonte: Jornal da Ciência

mARCA anpg, III Encontro de Pós-Graduandos em Saúde

A ANPG promove, por meio do Fórum de Pós-Graduandos em Saúde da entidade, o III Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, nos dias 11 e 12 de abril, em Fortaleza (CE). Com o tema “Formação e Participação do Pós-Graduando em Saúde: a experiência do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG”, o evento integra a programação do 11º Congresso Internacional da Rede Unida, que acontece de 10 a 13 de abril.
O encontro abordará o lugar político e social dos pós-graduandos nas questões de pesquisa  a formação de pesquisadores em defesa do caráter público, universal e de atenção integral no Sistema Único de Saúde.
O debate envolverá a discussão e avaliação da experiência de organização dos pós-graduandos em saúde frente aos desafios de saúde, formação e desenvolvimento de ciência e tecnologia na área, na perspectiva da construção de uma agenda do movimento para o próximo período.
“No atual momento do Fórum, optamos por valorizar a construção até aqui realizada, através do relato das pessoas que vêm construindo o Fórum de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG ao longo dos últimos quatro anos. São estudantes de diferentes espaços, que vêm contribuindo significativamente para o debate da formação em saúde. Desejamos avaliar a caminhada até aqui para que possamos nos organizar para novos desafios”, comenta Jouhanna Menegaz, secretária geral da ANPG e membro do Fórum.
Histórico
O I Encontro de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG foi realizado em 2010, no XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ).
O II Encontro de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG foi realizado em 2012, junto ao Congresso da Rede Unida, realizado no Rio de Janeiro (RJ).
Serviço:
Onde: Centro de Eventos do Ceará – Sala 40 Capiba
Quando: 11/04, das 13h30 às 17h30
Távola: Formação e Participação do pós-graduando em Saúde: a experiência do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG
Moderadora: Luana Meneguelli Bonone – Presidenta da ANPG
Debatedoras:
Ana Cristina de Lima Pimentel – Médica. Mestranda em Saúde Coletiva na UERJ
Jouhanna Menegaz – Enfermeira. Secretária Geral da ANPG. Conselheira Nacional de Saúde. Doutoranda em Enfermagem na UFSC
Lúcia Dias da Silva Guerra – Nutricionista. Representante da ANPG no Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da ABRASCO. Doutoranda em Saúde Pública na USP
Manuelle Maria Marques Matias – Enfermeira. Mestranda em Saúde Coletiva na UERJ
Mariana Bertol Leal – Sanitarista. Doutoranda em Saúde Pública na USP
Quando: 12/04, das 9h30 às 11h30
Reunião com Departamento de Residências e Pós-Graduação da Rede Unida
Debatedoras:
Daniela Dallegrave – Rede Unida
Ana Cristina de Lima Pimentel – Doutoranda Saúde Coletiva IFF
Lúcia Dias da Silva Guerra – Doutoranda Saúde Pública USP
JouhannaMenegaz – Doutoranda Enfermagem UFSC
Mariana Bertol Leal – Doutoranda Saúde Pública USP
Rosana Mira – Coordenação do FNRS
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Da Redação