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O 5º Encontro Preparatório do Fórum Mundial de Ciência 2013 terá como tema central o tripé Oceanos, Clima e Desenvolvimento. As discussões darão ênfase à identificação das contribuições científicas para a compreensão dos fenômenos naturais, para o enfrentamento e a adaptação às mudanças climáticas e para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das populações a elas submetidas.
 
O evento ocorre em Recife, nos dias 15 e 16 de abril, na sede da Regional Nordeste do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na Cidade Universitária. A conferência de abertura, cujo tema será Ciência e Tecnologia como Política de Estado, será apresentada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Machado Rezende, professor do departamento de Física e membro permanente do corpo docente de pós-graduação em Física da Universidade Federal de Pernambuco.
 
A programação contempla painéis de discussão e conferências temáticas e conta com a presença de pesquisadores e membros de institutos e entidades ligadas à área científica do Brasil, da Austrália e dos Estados Unidos. Energias renováveis e sustentabilidade nos oceanos, gestão portuária, educação para a ciência, desertificação, ciência, desenvolvimento e inclusão social são alguns dos temas a serem apresentados.
 
O encontro preparatório antecede o Fórum Mundial da Ciência, que acontece no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de novembro. Esta é a primeira vez que o fórum ocorrerá fora da Europa. Tradicionalmente, o evento acontece em Budapeste.
 
Desde agosto do ano passado, foram realizados quatro encontros preparatórios, em São Paulo, Belo Horizonte, Manaus e Salvador. Os dois próximos estão previstos para Porto Alegre, em maio, e Brasília, em junho.
 
Histórico
 
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em colaboração com as principais instituições científicas e tecnológicas brasileiras e governos da América Latina e Caribe, iniciou em 2009 um conjunto de ações com vistas à elaboração de uma estratégia regional do setor de CT&I para as próximas décadas.
 
O principal resultado foi a formalização de uma Declaração Regional sobre o tema, cujo eixo principal é o estabelecimento de um plano estratégico regional orientado à resolução de problemas comuns que afetam esses países e à necessidade de introdução da temática da inclusão social nas políticas nacionais de CT&I. Essa iniciativa resultou na indicação da cidade do Rio de Janeiro para sediar a edição 2013 do Fórum Mundial de Ciência, que terá como tema central Ciência para o Desenvolvimento Global.
 
Ao final de 2011, com a participação de um conjunto de agentes que compõem o sistema nacional de CT&I, foi criada a Comissão Executiva Nacional do Fórum Mundial de Ciência 2013, formada por representantes de 12 entidades do setor, que tem como missão a preparação, programação temática e coordenação institucional do Fórum Mundial a ser realizado em novembro de 2013. São elas: MCTI, Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Educação – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (MEC-Capes), Conselho Nacional Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCTI), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Conselho Nacional de Secretários para Assuntos Estaduais de CT&I (Consecti), Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Academia Brasileira de Ciências (ABC) e escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.
 
Pela importância do Fórum Mundial de Ciência, as entidades decidiram realizar sete encontros preparatórios ao evento internacional em diferentes capitais brasileiras. Durante os eventos, ocorre o debate de temas relacionados aos principais desafios da ciência no século XXI, no contexto nacional e internacional. Quatro temas transversais são comuns a todos os encontros: Educação em ciência; Difusão e acesso ao conhecimento e interesse social; Ética na ciência; e Ciência para o desenvolvimento sustentável e inclusivo.
 
Reconhecimento internacional
 
Na avaliação do secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, o fato de o Brasil ter sido escolhido para sediar o Fórum Mundial de Ciência 2013 é o reconhecimento do avanço objetivo pelo país na área de CT&I.
 
"O deslocamento do evento da Europa para a América Latina resulta do esforço brasileiro e dos países da América Latina e Caribe na promoção de mudanças estruturais no aspecto da formação de recursos humanos, da capacidade de infraestrutura de pesquisa e laboratorial interna e da ampliação da importância do conhecimento como gerador do processo de competitividade para suas economias", observa Elias.
 
Segundo ele, os representantes latino-americanos tiveram uma participação efetiva no fórum internacional em 2009, quando elaboraram um documento comum, mostrando o avanço da ciência em seus países. "A edição deste ano é significativa para que possamos avançar cada vez mais e estruturalmente na questão do conhecimento no Brasil. Esse evento pode representar um marco. Um divisor que ampliará e multiplicará essa participação".
 
Fonte: Jornal da Ciência

A  Revista Pricípios, edição 123,  traz o artigo da presidenta da ANPG, Luana Bonone. Com o título "Diversificar a pós-graduação e investir em educação científica", Bonone expressa o que tem sido o debate na Associação Nacional de Pós-Graduandos.

Educação é o tema de capa da edição 123 da revista Princípios, que já está em circulação. Item fundamental do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, a educação está na ordem do dia. Governo, parlamento e sociedade estão em pleno debate das formas de financiamento da educação pública brasileira. 

Leia o artigo aqui 

UNE, MST, CUT, CTB, Pastoral da Juventude e outras entidades levarão até a presidenta da República a cobrança por mais investimentos em educação, reforma agrária e democratização dos meios de comunicação.
 
Representantes da Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira entregarão à presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira, 4 de abril, documento com as principais reivindicações do movimento, que tem realizado desde o dia 25 de março série de manifestações nas principais cidades do país. Passeatas já ocorreram em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Porto Alegre, Sergipe, Ceará, Manaus, Piauí e Goiás.
 
O encontro entre a presidenta da República e os mais de 40 grupos, entidades, organizações e coletivos que compõem a Jornada de Lutas será às 15h, no Palácio do Planalto.
 
Entre os grandes consensos dos movimento –que reúne estudantes, jovens da cidade e do campo, trabalhadores, feministas, juventudes partidárias e ecumênicas, coletivos LGBT, de cultura, meio ambiente e das periferias– está a necessidade de investimento na área da educação pública, com a destinação de 10% do PIB, 50% do fundo social do Pré-sal e 100% dos royalties do petróleo exclusivamente para o setor.
 
O trabalho decente para a juventude, as reformas política e agrária, a redução da jornada de trabalho, a denúncia contra o extermínio da juventude negra e a democratização da comunicação de massas também são bandeiras estruturais reivindicadas pela juventude.
 
“Unir a Juventude Brasileira: Se o presente é de luta, o futuro nos pertence” é o lema do manifesto assinado de forma inédita e unificada por entidades como a UNE, CUT, MST, CTB, Pastoral da Juventude, ABGLT, Apeoesp e Conam. O documento, aprovado no fim de fevereiro, aponta a necessidade de aprofundar as mudanças no país.
 
“Queremos cidades mais humanas em vez de racismo, violência e intolerância. Queremos as garantias de um estado laico, democrático, inclusivo, que respeite os Direitos Humanos fundamentais, inclusive aos nossos corpos, à liberdade de orientação sexual e à identidade de gênero, num ambiente de liberdade religiosa. Queremos reformas estruturais que garantam um projeto de desenvolvimento social e que abram caminhos ao socialismo. Lutamos por um desenvolvimento sustentável, solidário, que rompa com os valores do patriarcado, que assegure o direito universal à educação, ao trabalho decente, à liberdade de organização sindical, à terra para quem nela trabalha e o direito à verdade e à justiça para nossos heróis mortos e desaparecidos”, diz trecho do manifesto. (Leia a íntegra aqui: http://ow.ly/jJ0O9)
 
MARÇO É MÊS DE LUTA E HOMENAGENS
 
Já é tradicional no calendário do movimento estudantil brasileiro ocupar as ruas das capitais do país no mês de março, simbólico para a luta dos jovens brasileiros. A Jornada é uma homenagem a duas figuras marcantes. Uma delas foi o estudante secundarista Edson Luís, assassinado em 28 de março de 1968 com uma bala no peito, disparada por militares, durante repressão a um protesto no restaurante universitário Calabouço, no Rio de Janeiro. Edson reivindicava preços mais justos para a alimentação dos estudantes.
 
A Jornada lembra ainda a data de nascimento (28 de março de 1947) de uma das principais lideranças jovens da história brasileira; o ex-presidente da UNE, Honestino Guimarães, preso, torturado e assassinado pela ditadura militar no Rio de Janeiro. Honestino, com seus anseios em mudar o Brasil e o mundo, continua um símbolo vivo para diversas gerações.

QUEM PARTICIPA DA JORNADA
 
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG); Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP); Associação Cultural B; Centro de Estudos Barão de Itararé; Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM); CONEM; Consulta Popular; ECOSURFI, Coletivo Nacional de Juventude Enegrecer, Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Federação Paulista de Skate, Fora do Eixo, Juventude da CTB, Juventude da CUT, Juventude da Contag, Juventude do PSB, Juventude do PT, Juventude Pátria Livre; Levante Popular da Juventude; Marcha Mundial das Mulheres; Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Nação Hip Hop Brasil; Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Rede Ecumênica da Juventude (REJU); Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (REJUMA); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); União Brasileira de Mulheres (UBM), União da Juventude Socialistas (UJS); União Nacional dos Estudantes (UNE); Via Campesina.
 
Fonte: Ascom da Jornada
 
 

O projeto de lei que institui o Estatuto da Juventude (PLC 98/2011) foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue agora diretamente para exame do Plenário do Senado, na tarde desta quarta-feira (3/4). O texto será examinado em caráter de urgência, já acordado com o presidente da Casa, Renan Calheiros. A matéria foi aprovada na forma de um substitutivo do relator, senador Paulo Paim (PT-RS). Ele acatou quatro emendas apresentadas pelo líder do PT, senador Wellington Dias (PI).

 
A Secretaria Nacional de Juventude e o Conselho Nacional de Juventude estarão presentes na Casa para acompanhar de perto a votação.  Segundo a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, a aprovação do documento será um marco para a agenda juvenil, possibilitando a consolidação das políticas públicas de Juventude como uma política efetivamente de Estado.
 
Entre os benefícios estabelecidos pelo projeto de lei do Senado (PLC 98/2011), está a garantia de os estudantes carentes ocuparem, em viagens interestaduais, dois assentos de forma gratuita. Além disso, dois lugares deverão ser ofertados com desconto de 50%. A proposta de Estatuto da Juventude, uma iniciativa de comissão especial da Câmara dos Deputados, foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em fevereiro de 2012.
 
Com informações da Agência Senado
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) confirmou o reajuste nos valores de suas bolsas de pós-graduação. Como acordado com a comunidade acadêmica de Minas Gerais, os valores vão acompanhar aqueles praticados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
A bolsa de mestrado passa, assim, de R$1.350 para R$1.500; a bolsa de doutorado, de R$2.000 para R$ 2.200; e a bolsa de pós-doutorado, de R$3.700 para R$4.100. Os novos valores começam a valer a partir de hoje, 1º de abril.
 
Outras informações com a Central de Informações da FAPEMIG pelo e-mail [email protected]
 
Fonte: FAPEMIG
Hoje, a partir das 9h, com concentração em frente ao Museu Nacional da República, os mais de 40 movimentos de juventude ocuparão a Esplanada dos Ministérios com intervenções artísticas denunciando os problemas da educação pública, o extermínio da juventude negra, o machismo e o racismo. De lá, seguirão rumo ao Congresso Nacional. O objetivo é que uma comissão de jovens entregue à presidenta Dilma Rousseff uma carta com as atuais reivindicações da juventude brasileira.
 
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) que faz parte do conjunto de entidades integrantes da Jornada de Lutas e está presente na atividade. 
 
Leia também:
 
 
Durante a passeata, os grupos, entidades e organizações que compõem a Jornada de Lutas vão passar por diversos ministérios para reforçar as pautas da manifestação. Entre os grandes consensos dos movimento está a necessidade de investimento na área da educação pública, com a destinação de 10% do PIB, 50% do fundo social do Pré-sal e 100% dos royalties do petróleo exclusivamente para o setor. Em frente ao Ministério do Planejamento, ocorrerá um ato em defesa dessa medida.
 
O trabalho decente para a juventude, as reformas política e agrária e a democratização da comunicação de massas também constam no documento que será entregue a ministros, parlamentares e à presidenta Dilma:
 
 
> Pela Reforma Agrária
Em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.
 
> Pelos 10% do PIB pra Educação
Em frente ao Ministério do Planejamento.
 
> Contra o avanço do Agronegócio
Em frente ao Ministério da Agricultura
 
> Pelos  2% do PIB para o investimento na Ciência e na Tecnologia
Em frente ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
 
> Pelo Trabalho decente pra juventude
Em frente ao Ministério do Trabalho.
 
> Pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos das jovens mulheres
Em frente ao Ministério da Saúde.
 
> Ato Nacional em defesa dos Direitos Humanos
Em frente ao Congresso


QUEM PARTICIPA DA JORNADA
 
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG); Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP); Associação Cultural B; Centro de Estudos Barão de Itararé; Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM); CONEM; Consulta Popular; ECOSURFI, Coletivo Nacional de Juventude Enegrecer, Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Federação Paulista de Skate, Fora do Eixo, Juventude da CTB, Juventude da CUT, Juventude da Contag, Juventude do PSB, Juventude do PT, Juventude Pátria Livre; Levante Popular da Juventude; Marcha Mundial das Mulheres; Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Nação Hip Hop Brasil; Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Rede Ecumênica da Juventude (REJU); Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (REJUMA); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); União Brasileira de Mulheres (UBM), União da Juventude Socialistas (UJS); União Nacional dos Estudantes (UNE); Via Campesina.
 
Da Redação

 

O Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) da Associação Nacional de Pós-Graduandos promoverá debates online, com parte das atividades preparatórias do Seminário Nacional de Pós-Graduação em Saúde, que acontecerá dentro da programação da 65ª Reunião Anual da SBPC, em Recife – PE. 

O Seminário Nacional de Pós-graduação em Saúde, que traz como tema central “Formação em saúde para o SUS: elemento estratégico para equidade, universalidade e integralidade”, incluirá debates sobre “Residências em saúde e residências médicas”; “Panorama da formação stricto sensu em saúde”; “Educação permanente em saúde” e “Formação Docente em Saúde”. 
 
Ao todo, serão quatro debates que acontecerão nas seguintes datas: 14 de Abril, 30 de Abril, 28 de Maio e 25 de Maio. Para cada atividade, textos serão disponibilizados no site.
 
CONFIRA A AGENDA
 
17/04 – “Formação Docente em Saúde: perspectivas atuais” 
Moderadora: Jouhanna do Carmo Menegaz, secretária geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
 
29/04 – ‘Residências em saúde e residências médicas: panorama da formação e políticas em vigência”
Moderador: Marcos Pedrosa, diretor de saúde da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
 
29/05 – “Panorama da formação Stricto sensu em saúde: onde estamos e para onde podemos ir”
Moderador: David Soeiro, Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz.
 
26/06 – “Educação permanente em saúde: compreensão e políticas indutoras”
Moderadora. Lúcia Guerra, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.
 
Nos próximos dias, o link do debate será divulgado. 
 
Da redação.

 

O Ministério da Educação anunciou na quinta-feira (28) que, a partir de 1 de Abril, as bolsas de pesquisa de mestrado e doutorado das agências de fomento Capes e CNPq terão, finalmente, o reajuste de mais 10%, conforme acordado com os pós-graduandos ano passado.

Há pelo menos dois anos a Associação Nacional de Pós-Graduandos vem pautando a importância da valorização das bolsas de pesquisa em um país que almeja uma posição de maior destaque na geopolítica mundial.

Em maio, no congresso da ANPG, a CAPES e o CNPq anunciaram um reajuste de pouco mais de 10% nestes valores. As bolsas de mestrado passariam de R$1.200,00 para R$ 1.350,00 e as de doutorado de 1.800,00 para R$ 2.000,00.  Após muita pressão do movimento de pós-graduandos, em Agosto de 2012, por ocasião da Caravana dos Pós-Graduandos à Brasília, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, reafirmou à ANPG o compromisso com o reajuste de mais 10%.

A Campanha de Bolsas 2013 teve como bandeira prioritária o cumprimento do acordo feito com os pós-graduandos. Com uma forte mobilização que tomou conta das universidades brasileiras e das redes sociais, os pós-graduandos realizaram diversas atividades que envolveram a Paralisação Nacional realizada na última semana de Março, um abaixo-assinado online – que contou com 21000 adesões – o Manifesto dos Pós-Graduandos e moções assinadas por diversos segmentos da sociedade: reitores, conselhos universitários, assembleias legislativas, parlamentares, intelectuais, entidades da sociedade civil organizada, entre outros. 

O blog da Campanha de Bolsas reuniu o material enviado pelos estudantes de várias regiões do Brasil, que, de uma maneira bem humorada, pressionaram pelo reajuste das bolsas. Hoje o blog contabiliza 12220 acessos.

Embora a entidade comemore o reajuste, a luta pela valorização permanente dos pesquisadores deve continuar sendo a bandeira de luta dos pós-graduandos.

Leia a entrevista com a presidenta da ANPG, Luana Bonone.

Há alguma questão importante para esclarecer sobre o reajuste concedido a partir de hoje (1º de abril)?

Luana: Bom, primeiro é importante esclarecer que não se trata de uma brincadeira alusiva à data (risos), trata-se, pelo contrário, de uma conquista séria e bastante importante no sentido da valorização da pesquisa no país. Vale dizer que o a bolsa de abril cai na conta do(a) pós-graduando(a) em maio, assim, o reajuste que vale a partir de hoje só será efetivado na bolsa que cai até o dia 5 de maio, tanto no caso da Capes quanto do CNPq.

Além do reajuste do valor das bolsas , há alguma outra conquista alcançada por meio da atual fase da Campanha de Bolsas da ANPG?

Luana: A campanha de bolsas é um instrumento quase permanente da ANPG, APGs e pós-graduandos de todo o país. Na fase atual, além do reajuste escalonado (10% em 2012 e mais 10% em 2013), pautamos o aumento do número de bolsas e também o reajuste da taxa de bancada (agregada apenas às bolsas do CNPq). O número de bolsas aumentará, tanto as oferecidas pela Capes, quanto pelo CNPq, de acordo com as metas do PAC da Ciência, Tecnologia e Inovação (no caso do CNPq, por exemplo, o número de bolsas de doutorado sobre de pouco menos de 10 mil para 13.500 bolsas). Quanto à taxa de bancada, pautamos um reajuste de 20% do seu valor, para que acompanhe minimamente o próprio valor das bolsas. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está estudando a possibilidade e dará uma resposta ao pleito ainda neste mês.

Embora o governo tenha se comprometido com 10% de reajuste para 2012 e mais 10% para 2013, a pauta dos pós-graduandos era maior, certo?

Luana: Está correto sim. O reajuste concedido pelo governo em 2012 e 2013, significa, no total, 25% de reajuste das bolsas em média (visto que um percentual incidiu sobre o outro). A pauta apresentada pela ANPG em 2010 era de 40% de reajuste, com base na meta de valorização do PNPG 2005-2010, considerando os reajustes concedidos até 2010 e também a inflação acumulada no período.  O presente reajuste (10% em 2012 mais 10% em 2013) é importante porque cobre as perdas inflacionárias somadas de 2008 a 2013 (2008 marcou o reajuste anterior, antes do atual, que foi dividido entre os anos de 2012 e 2013). Ou seja, o reajuste escalonado de agora equiparou o valor real da bolsa ao valor de 2008. Entretanto, a perda histórica do valor real das bolsas passa de 50%, em especial pelo fato dos valores terem sido congelados entre 1994 e 2004. De lá para cá os reajustes apenas cobriram as perdas inflacionárias, não havendo valorização real das bolsas, o que deixa o seu poder de atratividade muito baixo.

A ANPG manterá a luta pelo reajuste das bolsas com vistas a uma valorização real?

Luana: Manteremos, tendo como tônica principal o estabelecimento de uma política permanente de valorização das bolsas. As ações da campanha e o detalhe da pauta serão debatidos pela diretoria da ANPG e pelas APGs de todo o país, que são as principais protagonistas dessas mobilizações. Mas sem dúvida continuaremos pautando a valorização das bolsas de pesquisa como um elemento importante para a garantia de condições adequadas ao desenvolvimento da pesquisa nas universidades brasileiras e como um fator estratégico para o próprio desenvolvimento do país. Os dirigentes das agências de fomento  têm repetido muito a importância de serem formados mais engenheiros no país e de atraí-los para a pós-graduação. Este é um bom exemplo de área em que há dificuldade em atrair o profissional a cursar um mestrado ou doutorado, pois o mercado oferece experiências e remuneração ao menos 3 vezes mais atrativas. Na verdade em todas as áreas é possível encontrar situações similares. Valorizar as bolsas de pesquisa e ampliar o número, da iniciação científica ao pós-doutorado, é um aspecto importante da necessária valorização da pesquisa científica e tecnológica no Brasil.

Veja aqui todas as notícias sobre a campanha de bolsas:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=209756

http://www.juventude.gov.br/conjuve/noticias/2013/04/02-04-2013-anpg-conquista-aumento-de-10-no-valor-das-bolsas-de-pesquisa

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=86447

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=86446

http://contee.org.br/contee/index.php/2013/04/anpg-aumento-nas-bolsas-de-pos-graduacao-e-vitoria-dos-estudantes/#.UVw_tZPviSo

http://ujs.org.br/portal/?p=14119

http://www.mancheteonline.com.br/mec-concede-10-de-reajuste-a-bolsas-de-mestrado-e-doutorado/

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-01/reajuste-de-bolsas-de-pos-graduacao-e-vitoria-dos-estudantes-diz-associacao-de-pos-graduandos

http://noticias.terra.com.br/educacao/reajuste-de-bolsas-de-pos-e-vitoria-dos-estudantes-diz-associacao,b9bfb907071cd310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2013/04/02/entidade-de-pos-graduandos-comemora-rejustes-em-bolsas-de-pesquisa/

http://cidadesergipe.com.br/reajuste-de-bolsas-de-pos-graduacao-e-vitoria-dos-estudantes-diz-associacao-de-pos-graduandos/

http://www.tca.com.br/capa/noticias.php?id=95557

http://agencia-brasil.jusbrasil.com.br/politica/104029188/reajuste-de-bolsas-de-pos-graduacao-e-vitoria-dos-estudantes-diz-associacao-de-pos-graduandos

http://www.posgraduando.com/pos-graduacao/nota-da-anpg-sobre-a-campanha-pelo-reajuste-das-bolsas-de-mestrado-e-doutorado

http://www.posgraduando.com/pos-graduacao/nota-da-anpg-sobre-a-campanha-pelo-reajuste-das-bolsas-de-mestrado-e-doutorado

Da redação

Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), expressou posição favorável da entidade à destinação dos royalties do petróleo para a educação. Segundo ela, tais recursos poderiam ser divididos da seguinte forma: 70% no ensino básico, 20% no ensino superior e 10% aplicados em ciência e tecnologia.
 
O posicionamento foi defendido nesta terça-feira (19) em audiência pública sobre a Medida Provisória (MP) 592/2012, que trata das novas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Ela destacou que mesmo estando entre as dez maiores economias do mundo, o Brasil apresenta os piores desempenhos em educação entre os países da OCDE. Para ela, dificilmente o Brasil atingirá as metas que estabeleceu para 2015, se não houver investimentos.
 
Helena apresentou os últimos números do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) que mostram que o Brasil melhorou de 2000 a 2009. No entanto, ao se comparar o desempenho brasileiro em leitura, matemática e ciências, com a média mundial ou com a China – primeiro colocado – o Brasil está significativamente abaixo da média dos países do OCDE.
 
Segundo a presidente da SBPC, os dados do ENEM também mostram que a situação nacional é dramática. Em ciências da natureza, por exemplo, a qualidade vem caindo. Na sua avaliação, o Brasil melhorou em relação ao ensino superior. Em 2002, eram 43 universidades federais e, em 2009, 59. Para Helena, a pós-graduação brasileira é um sucesso, referência mundial. "A produção de mestres e doutores é motivo de orgulho, pois hoje países da Europa estão vindo para o Brasil para aprender como o mestrado deu certo", orgulha-se.
 
Ainda de acordo com os dados, a ciência brasileira, apesar de recente, também está indo bem. O Brasil ocupa o 13a posição em produção científica, representando 2,7% da produção mundial. A presidente da SBPC chama a atenção para a importância da ciência na agricultura, que representa quase 10% da produção científica mundial. Em sua avaliação, isto é fruto de investimento em ciência e educação.
 
Outro exemplo apresentado por Helena na audiência foi a área de celulose e papel. De acordo com a professora, devido a investimentos em pesquisas, o Brasil conseguiu produzir papel branco do pinheiro (Pinus spp), feito que ninguém acreditava.
 
Para ela, o país deve investir na economia do conhecimento. "Não é plantando uma árvore que se colhe um computador. Tem que haver investimentos. Tem que aumentar a formação de profissionais nas áreas tecnológicas", opinou.
 
Helena alertou ainda os parlamentares para as consequências que a legislação que está em discussão pode ocasionar ao financiamento da pesquisa, desenvolvimento e inovação. Ela lembrou que o CT Petro (Fundo Setorial do Petróleo tem mantido o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que financia importantes projetos de pesquisa e contribui para a formação de mão-de-obra qualificada em todo o País. "Ao acabar o CT Petro estaremos acabando com quem ajudou a descobrir o petróleo", opinou. Na ocasião, outros participantes também defenderam a destinação integral dos recursos dos royalties para o setor de educação.
 
Fonte: Jornal da Ciência, com a colaboração de Beatriz Bulhões

Durante toda  semana diversas atividades da Campanha de Bolsas 2013 agitaram as universidades brasileiras.  De norte a sul, a paralisação nacional pelo reajuste das bolsas de pesquisa chamou a atenção pela irreverência e animação em torno dessa pauta tão importante para os pesquisadores brasileiros e para desenvolvimento da pesquisa nacional: o reajuste já! 

De churrasco à reuniões com reitores, a movimentação nas universidades demonstrou o crescimento do número de pós-graduandos engajados na luta pela valorização da pesquisa no país.
 
A Paralisação Nacional dos Pós-Graduandos aconteceu na mesma semana da Jornada de Lutas, onde o movimento estudantil, social e cultural unificado saem às ruas para reivindicar as principais demandas da juventude brasileira. A ANPG faz parte dessa luta, representando o conjunto dos pós-graduandos.
 
Confira como foram as mobilizações pelo país:
 
 
Universidade Federal da Grande Dourados
 
Alunos dos cursos de pós-graduação da Universidade Federal da Grande Dourados e membros da comissão Pró-APG se reuniram em manifesto em frente ao Restaurante Universitário (RU), no Campus II da instituição. Cerca de 50 manifestantes percorreram a universidade, passando pelas faculdades apresentando a luta dos pós-graduandos. 
 
 
 
Universidade Federal de Ouro Preto
 
A APG-UFOP organizou um ato no restaurante universitário. Uma grande faixa com os dizeres: “REAJUSTE JÁ: Pela valorização das bolsas de pesquisa!” tomou conta da entrada do RU, local de bastante movimento na universidade. Membros da APG acompanhados do diretor de comunicação da ANPG, Roberto Nunes, reuniram-se com o reitor da universidade, Marcone Jamilson Freitas Souza, que não só apoiou as reivindicações dos pós-graduandos, como vestiu a camisa do movimento. Veja todas as fotos aqui
 
   
 
 
Universidade Federal de Minas Gerais
 
Na UFMG, a concentração aconteceu na Praça de Serviços do campus Pampulha. De lá, cerca de 50 pessoas, munidas com apitos e cartazes da campanha nacional, deram início à paralisação. Os manifestantes seguiram em caminhada, fechando o trânsito da Avenida Reitor Mendes Pimentel, dentro da instituição. 
 
 
Universidade Federal de Viçosa
 
O ato realizado pela Associação de Pós-Graduandos da universidade reuniu cerca de 70 pessoas, no Edifício Arthur Bernardes, conhecido como Bernardão, no campus da UFV. Uma carta que trata da luta pelo reajuste foi enviada para as secretarias de todos os programas de pós-graduação da UFV e entregue aos participantes do ato. Leia a carta aqui
Clique aqui e veja a cobertura completa
 
 
 
 
Universidade Federal de Juiz de Fora
 
Coleta de assinaturas para o abaixo assinado da ANPG.
 
 
Universidade Federal de Lavras
 
Coleta de assinaturas para o abaixo assinado da ANPG.
 
 
Fundação Oswaldo Cruz
 
Em frente ao Castelo da Fiocruz, os pós-graduandos manifestaram pelo reajuste das bolsas. Com cartazes, os estudantes também permaneceram na portaria apresentando as pautas levantadas pelos pesquisadores brasileiros.  A moção foi apresenta e lida por David Soeiro, diretor de lato sensu da ANPG, na reunião com a coordenadora de pós-graduação, Cristina Guilam, o presidente da FIOCRUZ, Paulo Gadelha e a vice-presidente de EIC, Nílsia Trindade.
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Universidade Federal de Pernambuco
 
 
Os pós-graduandos reuniram-se em frente ao restaurante universitário da UFPE pelo reajuste das bolsas e valorização da pesquisa. O material da campanha contendo o manifesto nacional foi partilhado com a comunidade universitária que chegava para almoçar no Restaurante Universitário. No mesmo dia, estudantes da graduação da organizaram uma feijoada (R$ 1,00) pautando a descentralização do Restaurante Universitário e redução nos valores das refeições. Dessa forma, os estudantes da graduação e pós-graduação se reuniram e deram inicio a um ato conjunto, com oficina de cartazes e feijoada para o almoço.  No Centro de Ciências Biológicas (CCB), a APG organizou o debate “Por uma política permanente de valorização da pesquisa e reajuste das bolsas”. Os cartazes da oficina foram expostos em todo o auditório e nos corredores do centro. Contou com a presença do diretor cientifico da FACEPE, a tesoureira da ANPG, Tamara Naiz e a diretora de pós-graduação da PROPESQ UFPE.  Através da articulação da APG/UFPE, três moções de apoio foram aprovadas FACEPE, ADUFEPE e PROPESQ. O reitor da UFPE publicará nota pela valorização da pesquisa e dos pós-graduandos na segunda-feira.
 
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Universidade Federal de Santa Catarina
 
O Conselho Universitário da UFSC aprovou uma moção em apoio à campanha pelo reajuste das bolsas de pesquisa conduzida pela ANPG e APGs de todo o país. A Vice-reitora e os pro-reitores de Pesquisa e de Pós-Graduação se reuniram com um grupo de cerca de 10 pós-graduandos da universidade para aprofundar o debate e também assinaram o manifesto lançado pela ANPG em defesa dos recursos do petróleo para Educação e Ciência e Tecnologia. 
Luana Bonone, presidenta da ANPG, participou da atividade. 
 
 
 
 
Universidade Federal de São Paulo 
 
Durante toda a semana, a APG UNIFESP mobilizou os pós-graduandos em torno das pautas do movimento. O email dos diretores da CAPES foram divulgados a fim de cobrar o cumprimento do acordo estabelecido com os pós-graduandos. Membros da APG gravaram vídeos e divulgaram na página da entidade. Veja aqui
 
 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
Com uma manifestação tipicamente gaúcha, os pós-graduandos da UFRGS, fizeram um churrasco em frente a reitoria da universidade. Faixas e cartazes foram colados na entrada do prédio. O reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Neto, o vice-reitor, Rui Oppermann e o chefe de gabinete, João Roberto Braga de Mello, receberam carta da APG-UFRGS solicitando apoio na luta pelo reajuste das bolsas e pela valorização da pesquisa e dos pesquisadores.
 
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Universidade Federal Fluminense 
 
Os pós-graduandos do Instituto de Física da UFF reuniram-se com a APG da universidade em um bate-papo sobre as demandas dos pesquisadores brasileiros. Reuniões em outros programas da universidade serão agendadas.
 
 
 Universidade Estadual do Rio de Janeiro 
 
O diretor de comunicação, Roberto Nunes, esteve reunido com pós-graduandos da universidade. As pautas da Campanha de Bolsas foram apresentadas aos presentes.  Na ocasião, foi discutido a montagem da APG ainda neste primeiro semestre.
 
 
Da redação, com informações das APGs