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Ocorrido na sede da Regional Nordeste do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), nos dias 15 e 16 de abril, o encontro preparatório em Pernambuco antecede o Fórum Mundial da Ciência 2013, que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de novembro. Desde agosto do ano passado, foram realizadas quatro reuniões preparatórias, em São Paulo, Belo Horizonte, Manaus e Salvador, tendo mais dois encontros previstos em Porto Alegre (maio) e Brasília (junho).

A abertura foi realizada pelo secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antônio Elias, e contou com a presença do ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, do representante da Comissão Executiva do Fórum Mundial de Ciência e presidente da Academia Brasileira de Ciência, do secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, do coordenador geral da representação regional do MCTI, além de reitores de universidades, políticos e pesquisadores brasileiros e de outros países.

Na oportunidade, Luiz Elias deu saudações à comunidade científica presente, destacando também a participação da presidenta da ANPG, Luana Bonone, para contribuir nas discussões e construções. No final de sua fala, o secretário reafirmou que o Brasil tem ciência de muita qualidade, de muita capacidade inovadora e, principalmente, um povo muito criativo. Na conferência de abertura, Sérgio Rezende apontou a necessidade de termos uma política de Estado com continuidade, aperfeiçoamento e expansão voltada para ciência, tecnologia e inovação, apesar dos progressos alcançados no período recente.

Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone: “o encontro preparatório em Recife traduz também a contribuição da região nordeste na pesquisa de qualidade que fazemos no país e nos convoca a demonstrar como a ciência pode contribuir para o desenvolvimento social e econômico de forma sustentável”.

A ANPG fará parte da comissão de organização do Youth Scientific Forum, o Fórum Jovem de Ciência.

Mais informações sobre os encontros preparatórios: http://fmc.cgee.org.br/index.php?option=com_content&view=featured&Itemid=101

Com o compromisso assumido pelo presidente da Casa e pelos líderes partidários, o Senado Federal deve votar o Estatuto da Juventude nesta terça-feira (16/4). Para reforçar a mobilização de jovens, gestores, e de todos que defendem a agenda juvenil, a Secretaria Nacional de Juventude e o Conjuve realizam novo twittaço nesse dia, a partir das 14h, utilizando a hastag #EstatutoDaJuventude.

Na última quarta-feira (10/4), um twittaço, de iniciativa da SNJ, colocou a hashtag #EstatutoDaJuventude entre os assuntos mais falados do twitter em Brasília. Outra ação também aconteceu no facebook, com a campanha “Dê um like para o #EstatutoDaJuventude",  quando milhares de pessoas que estavam nas redes enviaram suas fotos com mensagens em defesa do Estatuto.

Vamos continuar a luta até que o documento esteja definitivamente aprovado! Na próxima terça, além de participar do twittaço, vamos enviar mensagens aos senadores de nossas regiões, solicitando o seu apoio e compromisso com a pauta! E não deixem de enviar suas fotos com a tag#EstatutoDaJuventude, diretamente para a  página da SNJ no facebook. Iremos postar as imagens em nossas redes sociais.

 

Twittaço ( #EstatutoDaJuventude)

Terça-feira (16/4), 14h!

Matéria publicada em www.juventude.org.br

 "É preciso um tratamento equânime nas posições de comando. De fato, nós ainda temos muita dificuldade de aceitação da mulheres nesses postos. A Unifesp ao optar duas mulheres[vice-reitora também é uma mulher] com uma proposta de mudança, nos dá maior responsabilidade e, por isso, acreditamos que teremos maior apoio para fazermos essas mudanças necessárias", declara a reitora recém eleita, também pesquisadora farmacológica. 



Para ela, sua gestão tem o compromisso de enfrentar essa questão: "Muitas vezes a violência contra a mulher no meio universitário vem num olhar, numa expressão, o assédio moral. A nossa universidade nunca enfrentou esses desafios de discutir essas questões e na nossa gestão entendemos que esse será dado um grande passo nessa discussão, no que diz respeito ao papel da universidade para tratarmos da questão da violência e do assédio."



Além da discriminação de gênero, Soraya lembrou da discriminação social. “É também uma questão social. As funcionárias, técnicas administrativas em posição de maior vulnerabilidade, têm relatos de assédio. Mas no nível entre professores e pesquisadores isso vai ficando mais sutil, por meio de brincadeira, de um olhar. Quando mencionei a um colega que a maioria da equipe seria de mulheres , por exemplo, ele disse: nossa acho que você vai ter problemas, e deu uma risada”, comentou a reitora da Unifesp.



Das seis pró-reitorias, cinco serão dirigidas por mulheres o que a professora faz questão de dizer que foi mera coincidência pelo fato delas serem competentes para assumir. Também uma mulher foi eleita, juntamente com a professora Soraya, como vice-reitora: Valeria Petri, formada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (EPM), em 1973, e docente da EPM-Unifesp desde 1975. 



Soraya participou da fundação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e foi presidenta da entidade na década de 1990. Ela revelou à rádio que a ANPG é uma espécie de “menina dos olhos” para ela e que, até hoje, acompanha as bandeiras de luta dos pós-graduandos, se colocando desde já à disposição para uma atuação conjunta na defesa da educação.



“A pós-graduação dentro da educação é extremamente importante, cresceu muito nas últimas décadas, tendo destaque maior por é onde estamos formando mestres, doutores e pesquisadores para a produção do conhecimento. A produção de conhecimento é fundamental para o desenvolvimento da própria sociedade”, enfatiza, lembrando de algumas metas da ANPG, como o Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG) que precisa ser implementado até 2020. 



“Já manifestei minha disposição para a presidenta Luana [Bonone] de trabalharmos em conjunto na campanha pelos 10% do PIB[Produto Interno Bruto] para a educação. Também acompanho a luta pelo reajuste[das bolsas de pesquisa], que é mais do que justa”, destacou Soraya Smaili.

Com relação à sua gestão, a nova reitora da Unifesp comentou que já foram tomadas providências para sanar as questões de infraestrutura, que geraram uma crise na universidade, principalmente no campi Guarulhos. 



“É importante ter uma política de estruturação e das demandas emergenciais. Serão feitos planos diretores para cada um dos campus. E já estamos estruturando toda a pró-reitoria de Planejamento”, disse.



“Estamos iniciando uma nova história em Guarulhos. Fizemos uma eleição para diretor, disputadíssima. O primeiro passo para Guarulhos é uma nova gestão na diretoria do campus. Também adotar estratégias diferentes das anteriores partindo do pressuposto de que existem necessidades que precisam ser rapidamente atendidas. Vamos construir o novo prédio, e estamos estudando para onde serão realocadas as pessoas nesse período da construção. Fizemos uma reunião com a prefeitura de Guarulhos em que estabelecemos estratégias para ter uma maior interação entre universidade e município para valorizar mais os técnicos e estudantes com um bom restaurante, uma boa biblioteca”, contou. 



Por fim, a professora reforçou a importância da expansão universitária, por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), mas frisou a importância de que é preciso um maior planejamento. O Reuni tem como principal objetivo ampliar o acesso e a permanência na educação superior.



“É necessário sabermos onde vamos crescer, como vamos crescer e otimizar os recursos para não haver desperdício”, concluiu.



Trajetória



Soraya Soubhi Smaili é formada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade de São Paulo (USP), em 1985, fez mestrado e doutorado em Farmacologia pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), pós-doutorados na Thomas Jefferson University (1997) e no National Institutes of Health (NIH) (1998-1999), Estados Unidos, e livre-docência na Unifesp (2005).



É docente da Unifesp desde 1992 em regime de dedicação exclusiva. Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Unifesp (2006 a 2012). É coordenadora do Laboratório de Sinalização de Cálcio e Morte Celular e do Laboratório Multiusuários de Microscopia Confocal da EPM/Unifesp.



Também faz parte do Conselho Diretor do Laboratório de Experimentação Animal do Instituto Nacional de Farmacologia, diretora da Sociedade Internacional de Morte Celular e membro convidado da Sociedade Europeia de Morte Celular, entre outras atividades.



Deborah Moreira

Da redação do Vermelho


Ouça a entrevista completa da reitora da UniFesp, Soraya Smaili:

http://www.vermelho.org.br/radio/noticia.php?id_noticia=209177&id_secao=328

A conclusão foi consenso entre os participantes de audiência pública no Senado Federal com a presença do autor da proposta e da presidente da SBPC

O processo de revalidação de diplomas de instituições de ensino superior estrangeiras deve ser aperfeiçoado, com a previsão de que ela não seja automática.  A conclusão foi consenso entre os participantes de audiência pública realizada na última sexta-feira (12) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal.

 

O encontro foi organizado para debater o Projeto de Lei  399/2011,  que trata do assunto. O próprio autor da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), reconheceu a necessidade de se alterar o projeto, retirando a previsão de automatismo. Para os participantes, deve ser estabelecido um processo mais objetivo e rápido, com critérios claros de avaliação para a revalidação de diplomas obtidos em instituições estrangeiras.

 

Requião reconheceu que o texto original precisa ser aperfeiçoado, com mudanças em outros pontos,  além da previsão de revalidação automática. O senador pretende padronizar os critérios para o reconhecimento, a avaliação periódica das instituições de ensino pelo MEC, e dar velocidade ao reconhecimento de diplomas.

 

Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), defendeu a necessidade de se garantir a qualidade do ensino. Para ela, a revalidação deve ser justa com os mais de 200 mil alunos que estudam no Brasil obedecem aos parâmetros da avaliação da Capes. Helena, que também representou a Academia Brasileira de Ciências (ABC) no encontro, lembrou que o modelo brasileiro de avaliação está sendo copiado no resto do mundo.  "A Europa tem vindo ao Brasil aprender como se faz e se avalia um mestrado", disse, acrescentando que a revalidação deve seguir os mesmos parâmetros de avaliação da Capes. Segundo sua visão, o grande desafio é manter a qualidade, e fazer com que o processo não seja eternizado.

 

Helena lembra que no governo Fernando Henrique Cardoso foi criado o provão para avaliar os estudantes de graduação, o que acabou sendo substituído pelo Enade no governo Lula. Ela disse que, além dos estudantes, os professores e cursos são sistematicamente avaliados pela Secretaria de Educação Superior (SESU) do Ministério da Educação(MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Helena acredita que o Congresso Nacional, com apoio da sociedade civil, vai encontrar uma solução digna para quem quer reconhecer seu diploma, sem que isso diminua a qualidade de ensino.

 

Para Helena Nader, os critérios de avaliação utilizados por instituições brasileiras devem ser aplicados também aos diplomas que vêm de fora. A avaliação da pós-graduação leva em consideração a produção cientifica da instituição de ensino reconhecida pela área de conhecimento, o número de doutores, a existência das condições detrabalho prático, entre outros. A avaliação da qualidade dos cursos de graduação engloba a avaliação dos estudantes por meio de provas, dos professores, do curso e das condições de infraestrutura da instituição, tais como o número de professores e salas de aula por docentes. Os cursos que não atendem os critérios exigidos são fechados.

 

Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) são as universidades brasileiras públicas, que tenham curso do "mesmo nível e área equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação", que revalidam os diplomas estrangeiros de graduação. Já os diplomas de mestrado e de doutorado expedidos por universidades estrangeiras só podem ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.

 

Além de Helena Nader, participaram da audiência Luana Bonone, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG);  Karlos Celso de Mesquita, 1ºvice-presidente da Academia Nacional de Medicina; Vicente Celestino de França, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (ANPGIEES),;  Jorge Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(CAPES); Luis Roberto Khoury, conselheiro da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação(CNE);  Carlos Estefânio, presidenteAssociação Brasileira de Pós-Graduando no Mercosul; e  Paulo César Duque Estrada, pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

 

De acordo com Vicente Celestino, são mais de 20 mil brasileiros que aguardam a revalidação de seus diplomas, em sua maioria na área de Pedagogia, e não podem exercer suas profissões. Nos últimos 5 anos, segundo ele, as universidades negam a revalidação de diplomas, com o argumento de que os cursos no exterior  são de baixa qualidade. Celestino chama a atenção para o fato de que as regras variam de instituição para instituição. "Algumas universidades estão criando normas impeditivas, tais como só revalidar o diploma de quem reside no local da universidade", disse.

 

Luana Bonone reforçou a necessidade de se definir critérios transparentes e específicos de avaliação. "Os estudantes têm o direito de receber uma resposta mais ágil do Estado brasileiro", opinou.  Para ela, os principais problemas da revalidação de diplomas hoje, são o tempo que leva as universidades para concluir o processo de revalidação, os custos altos, a burocracia, a revalidação aluno por aluno, e não por curso. A presidente da ANPG ressaltou que o processo precisa ser aprimorado e mais transparente. Citou como exemplo a criação do banco de dados online sobre a revalidação pela Capes.  Ela defende que a responsabilidade de se dar a chancela de revalidação do diploma deve ser do Ministério da Educação e não mais das universidades.

 

Karlos Celso de Mesquita, 1ºvice-presidente da Academia Nacional de Medicina, entende que o diploma médico não é mais suficiente para exercer a profissão, que requer curso de pós-graduação. Os médicos no Brasil após a residência precisam fazer uma prova teórica e prática, escrita, oral e de habilidades. Segundo ele, no caso da Ortopedia, o indíce de reprovação é em torno de 25 a 30%.  "Existe a tendência de que o diploma médico deve ser provisório, deve ser revalidado a cada 5 anos, com objetivo de acompanhar os avanços do conhecimento. Isto posto, é impossível pensar em revalidação automática", argumentou, reconhecendo, no entanto, que o processo de revalidação é perverso, e que se deve melhorar o sistema atual.  Mesquita não abre mão, entretanto, da avaliação dos diplomas, antes de sua revalidação.

 

Carlos Estefânio, presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduando no Mercosul, criticou o alto índice de rejeição dos diplomas pelas universidades brasileiras. Segundo ele, cerca de 80% dos diplomas oriundos de países do Mercosul não são reconhecidos no Brasil.  Presume que as universidades receiam a concorrência para seus mestres e doutores formados no Brasil.  Estefânio lembra, no entanto, que no país há estados em que não existe sequer um doutor para cada mil habitantes, o que compromete a qualidade da educação e de outros segmentos da economia.

 

Como os demais convidados, Jorge Guimarães também se preocupa com o risco da revalidação automática do diploma, o que poderia comprometer a qualidade dos mestres e doutores em atuação no mercado. Isso porque, alertou, há instituições de ensino que não têm seus diplomas de pós-graduação reconhecidos sequer pelo próprio país de origem.

 

O presidente da Capes disse ainda que o Brasil tem condições de atender a demanda de todos que querem fazer uma pós-graduação. Ele garantiu que a Capes tem capacidade instalada para dobrar o número de atendimentos no país, hoje de 200 mil estudantes, e que a busca por bolsas em cursos no exterior tem caído diante da excelência do ensino no país.

 

Para Guimarães, o que vivemos no Brasil, chama-se "dores do crescimento", pois temos pouco mais de 500 anos. Segundo ele, o Brasil vive um processo de desenvolvimento, de aprendizagem, e é natural que surjam situações que devemos procurar soluções mais eficientes. "A Capes tem avançado em seus 62 anos na definição de critérios para avaliação do ensino superior. É reconhecida no mundo inteiro pela sua seriedade e qualidade. A Capes avalia cursos e não instituições. Já fechou cursos até mesmo na melhor universidade do país, a USP", lembrou.

 

Para Luís Roberto Curi, quem deve ser avaliado não é a instituição, mas o pós-graduado, já que será ele quem vai ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Reforçou a tese de que os formados no exterior devem receber o mesmo tratamento dado aos formados no país. O pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Paulo César Duque Estrada, concordou que a validação automática do diploma é inaceitável.

 

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) também defendeu a necessidade de agilidade do processo nas instâncias responsáveis pela revalidação, no caso, as universidades. Não está certo de que algo possa ser feito no âmbito do Legislativo, devido à autonomia universitária. O senador informou que apresentou o PLS 123/2013, que " altera a Lei nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, para estabelecer a titulação em nível de pós-graduação como exigência mínima para o ingresso na Carreira de Magistério Superior".  Ferreira reconhece que a aprovação açodada desta matéria, no final do ano passado, foi  um grande equívoco que precisa ser corrigido. O projeto será analisado pela Comissão de Educação e Esporte (CE) em decisão terminativa.

 

(Matéria publicada no Jornal de Ciência do dia 15/04/2013) 

Colégios das redes pública e particular podem participar. Os vencedores concorrem a vagas para representar o país em competições internacionais

A 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) tem inscrições abertas até 30 de abril. A competição é dividida em quatro níveis e é aberta aos estudantes dos ensinos fundamental (a partir do 6º ano), médio e universitário de todas as instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas em todo o país.

 

A competição, além de promover a melhoria do ensino de Matemática e contribuir para a descoberta precoce de talentos para as ciências em geral, seleciona os estudantes para formar as equipes que competirão em representação o Brasil em olimpíadas internacionais, que reúnem os melhores talentos de cada país na área.

 

A inscrição para participar da competição deve ser feita pela escola, mediante o preenchimento da ficha de cadastro disponível no site (www.obm.org.br). A aplicação da prova da primeira fase será realizada nas escolas inscritas, sábado, 15 de junho, a segunda fase, também realizada nas escolas, acontecerá dia sábado, 21 de setembro e a terceira e última fase nos dias sábado e domingo, 26 e 27 de outubro, em locais a serem definidos. A divulgação dos resultados acontecerá durante o mês de dezembro.

 

Como parte da premiação serão entregues medalhas de ouro, prata e bronze, além de certificados de menção honrosa. Os medalhistas ainda serão convidados a participar da 17ª Semana Olímpica, evento a ser realizado em janeiro de 2014, quando será realizada a cerimônia de premiação dos estudantes e se dará início ao processo de seleção de estudantes para as diversas olimpíadas internacionais.

 

Realizada desde 1979, a OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

 

Para outras informações sobre a competição visite o site: www.obm.org.br

 

(Secretaria da Olimpíada Brasileira de Matemática)

 

Publicado no Jornal da Ciência

Com objetivo de discutir e apresentar um consenso sobre a validação automática dos diplomas estrangeiros, na sexta-feira (12) haverá uma audiência pública, em resposta à solicitação da comunidade científica. Ocorre que as entidades do movimento científico sentem a necessidade de uma discussão mais ampla e específica acerca do tema.  O Projeto de Lei 399/2011 de autoria do senador paranaense Roberto Requião (PMDB), que prevê a revalidação automática de diplomas oriundos de instituições de ensino superior estrangeiras, tramita na Comissão de Relações Exteriores e passará ainda pelas Comissões de Assuntos Sociais e Comissão de Educação, Esporte e Cultura, do Senado.

Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) acompanha a questão desde Novembro de 2012, quando na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional apresentou uma carta solicitando o diálogo com a comunidade, antes de qualquer deliberação sobre a pauta. A Senadora Ana Amélia (PP/PR) leu na comissão a demanda dos cientistas, e partir de então, o debate foi aberto.

Em Março, a presidenta da entidade, Luana Bonone, reuniu-se com o Diretor de Avaliação da Capes, Lívio Amaral e o Senador Cristóvão Buarque (relator do projeto na atual comissão) a fim de garantir a transparência durante todo o processo. O principal consenso trata da avaliação, sendo que está ocorrerá por curso, não por individuo. Isso significa que, uma vez revalidado um diploma de um determinado curso de graduação ou pós-graduação estrangeiro, todos os diplomas daquele curso passam a ter revalidação automática – esta avaliação deve ser feita periodicamente, em períodos de 3 em 3 anos, por exemplo. A ANPG também defende que o responsável pela revalidação seja o MEC e não as universidades, como funciona hoje.

Leia também:

Revalidação de diplomas será discutida em audiência pública no Senado

https://www.anpg.org.br/gera_noticia.php?codigo=1615&tipo=1

ANPG se mobiliza contra revalidação automática de diplomas

https://www.anpg.org.br/gera_noticia.php?codigo=1522&tipo=1

Senadores querem ouvir entidades científicas e estudantis sobre revalidação diplomas estrangeiros

http://anpg.org.br/gera_noticia.php?codigo=1534&tipo=1

 

Logo após o reajuste concedido pelo MEC e pelo MCTI de 10% nas bolsas de pesquisa, anunciado depois de intensa mobilização dos pós-graduandos em todo país, o ministro Marco Antônio Raupp recebeu os diretores da ANPG para discutir algumas bandeiras da entidade. 

Mesmo contente pelo fato do governo ter cumprido a promessa feita aos pós-graduandos em relação ao reajuste das bolsas, foi colocado ao ministro que o valor ainda é insuficiente para cobrir a defasagem histórica que essas bolsas vem sofrendo. Nesse sentido, a ANPG defende a aprovação de um mecanismo que garanta o reajuste anual das bolsas de pesquisa, pois não adianta dar o reajuste agora e ficarmos mais quatro com o valor congelado, como aconteceu recentemente.

Foi cobrado também do ministro o reajuste das bolsas de Iniciação Científica, que aconteceram em julho de 2012, mas dessa vez ficaram de fora. 

Outro ponto importante tratado na reunião foi sobre o orçamento do MCTI. A ANPG lançou um manifesto em que defende o aumento das verbas para o ministério, pois sem isso será, inclusive, impossível pensarmos numa valorização dos pesquisadores em nosso país. Apoiamos a emenda do Senador Inácio Arruda à MP 592 que ora tramita no Senado Federal. Essa emenda visa destinar 50% do Fundo Social do Pré-Sal para Educação e Ciência e Tecnologia.

O manifesto tem recebido apoio de diversos setores envolvidos com Ciência e Tecnologia no Brasil. 

Segundo a presidente da ANPG, Luana Bonone: “Foi uma reunião bastante produtiva. Ao mesmo tempo em que reconhecemos a importância do último reajuste e o espaço permanente de dialogo com o ministério, cobramos que o pós-graduando precisa ser mais valorizado se quisermos realmente colocar o Brasil num patamar de desenvolvimento científico, econômico e social elevado. A luta por mais verbas para Ciência e Tecnologia é uma luta comum”.

 

 

Com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, reunião foi coordenada pela presidente da SBPC, Helena Nader

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, participou ontem de um encontro com as sociedades científicas associadas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na sede da entidade em São Paulo. A reunião foi coordenada pela presidente da SBPC, Helena Nader. Durante o evento, o ministro apresentou as linhas gerais da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) para o período de 2012-2015. Em contrapartida, ele ouviu as demandas e questionamentos dos pesquisadores representantes das sociedades científicas.

 

Na avaliação da presidente da SBPC, o encontro foi excelente. "Foi uma deferência do ministro vir até nossa sede e ouvir as sociedades científicas", disse Helena. "Ele apresentou o que seu ministério vem fazendo e ouviu os pesquisadores, que apontaram os gargalos na área de ciência e tecnologia. Numa verdadeira democracia é assim que deve ser. Só com o diálogo entre a comunidade científica e o governo poderemos alcançar o que queremos para o país." A presidente da SBPC disse ainda que pretende organizar encontros como o de ontem com mais frequência, inclusive com outros ministérios.

 

Raupp tem posição semelhante. "O diálogo é fundamental", declarou. Para o ministro é importante que esses encontros com a comunidade científica aconteçam num momento em que as atividades de ciência, tecnologia e inovação são reconhecidas como fatores estruturantes para o eixo de desenvolvimento do país. "Vivemos um momento ímpar no setor", afirmou "A ciência, tecnologia e inovação estão promovendo o crescimento do país. Estamos no caminho para colocar o Brasil em posição de destaque no cenário mundial. Mas é fundamental, ter crescimento e investimento sustentáveis. O processo é gradativo."

 

Entre os gargalos apontados pelos pesquisadores ao ministro está a questão do financiamento à ciência básica. Embora, segundo o ministro, os investimentos do governo federal no setor estejam em seu maior nível histórica, a comunidade científica demonstrou preocupação com o valor elevado destinado à inovação tecnológica nas empresas, em detrimento da ciência fundamental. "Cresceu muito o dinheiro para inovação, mas os recursos para pesquisa básica não aumentaram na mesma proporção", disse o físico Ennio Candotti, ex- presidente da SBPC. Para ele, o bom senso recomenda que não se esqueça dessa área.

 

Também participaram do encontro de ontem o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva.

 

(Jornal da Ciência)

 

A partir do dia 24 de abril, a sociedade fluminense poderá contar com mais um instrumento para discutir a situação do estado e os desafios do desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro. Nesta data haverá o lançamento da revista científica Cadernos do Desenvolvimento Fluminense (http://www.cadernosdodesenvolvimento.ceperj.rj.gov.br), um projeto da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) em conjunto com professores e pesquisadores de instituições públicas e privadas.

 

O evento, às 18h30, no Salão Pedro Calmon da UFRJ, será marcado pela realização do debate “A política das UPPs e as perspectivas para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do estado do Rio de Janeiro”. Debaterão os professores Alex Magalhães (IPPUR/UFRJ) e Mauro Osório da Silva (FND/UFRJ), com a  coordenação de Jorge Britto (IE/UFF), editor científico da publicação.

 

O evento está aberto a todos interessados e será seguido de um coquetel.

 

A publicação

 

A Revista Cadernos do Desenvolvimento Fluminense surge com o objetivo de ser um veículo acadêmico permanente de reflexões sobre estratégias de fomento ao desenvolvimento socioeconômico sustentável e de estímulo ao planejamento e à coordenação de políticas nas instituições públicas, no âmbito estadual e das 92 municipalidades fluminenses, em um cenário de importantes transformações e desafios porque passa o estado.

 

Com esta preocupação, no segundo semestre de 2012, um grupo de estudiosos oriundos de diversas instituições de ensino e pesquisa com trabalhos relevantes sobre o estado do Rio de Janeiro se reuniu com a fundação CEPERJ e desenhou o projeto de criação dessa revista.

 

O presidente da Fundação Ceperj, Jorge Barreto, explica que, em seus artigos, os pensadores problematizarão e analisarão a situação atual do estado do Rio de Janeiro e seus desafios para crescer e se desenvolver. Segundo ele, “Cadernos do Desenvolvimento Fluminense” pretende discutir algumas questões-chave relacionadas com o desafio do desenvolvimento sustentável do estado, que deve essencialmente envolver as áreas estratégicas como o fortalecimento da indústria, a geração de empregos, o aumento da renda e da qualidade de vida dos trabalhadores, as lacunas econômicas, políticas e sociais da capital e da Região Metropolitana.

 

– Desta forma, esperamos reunir trabalhos que reflitam análises contundentes sobre as políticas públicas implementadas pelas esferas municipal, estadual e federal, oriundas das mais diversas áreas do conhecimento – afirma Barreto.

 

Os editores da revista, Monica Simioni (diretora do Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas) e Jorge Britto (professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense), coordenaram os trabalhos para a articulação da revista, apoiados pelo conselho editorial, formado por Carlos Brandão (UFRRJ), Fabiano Santos (UERJ), Fernando Mattos (UFF), Glaucio Marafon (UERJ), Luis Martins (UFRJ), Maria Alice Rezende de Carvalho (PUC – Rio), Maria Lúcia Werneck (UFRJ), Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ), Mauro Osorio da Silva (UFRJ), Miguel Bruno (ENCE), Nelson Senra (ENCE), Paulo Knauss (UFF), Pedro Abramo (UFRJ), Renata La Rovere (UFRJ), Sergio Magalhães (UFRJ).

 

Com periodicidade quadrimestral, o número de lançamento da revista traz oito artigos, multidisciplinares, e uma resenha.

 

O segundo número está recebendo propostas de artigos até o dia 29/4/2013.

             

Artigos da Revista

 

Entre os artigos do primeiro número está o artigo de Pedro Carvalho, técnico licenciado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), baseado em sua dissertação de Mestrado, sobre o IPTU do Rio de Janeiro, que ganhou menção honrosa no prêmio para dissertações de Mestrado e teses de Doutorado organizado pelo Instituto Pereira Passos, no ano de 2011. O artigo do autor – que atualmente realiza pesquisa de Doutorado na Universidade de Pretória, na África do Sul – aponta que a arrecadação do imposto no município do Rio de Janeiro tem apresentado, nos últimos anos, diversos problemas, destacando-se o fato de que, desde 1998, não são feitas avaliações imobiliárias, o que vem impedindo os cofres do poder público municipal de contar com os benefícios da intensa valorização imobiliária que ocorre na cidade nos últimos anos.

 

No final do ano passado, o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, gerou polêmica sobre o tema ao tentar apresentar à Câmara de Vereadores uma proposta de mudanças no sistema de arrecadação de impostos. A medida impopular acabou excluída da agenda.

 

Os outros autores/artigos presentes na publicação são:

 

Alex Ferreira Magalhães, professor do IPPUR/UFRJ e da FND/UFRJ. Artigo: “O ‘galo cantou’, mas não foi para os moradores da favela: problematizando a política estadual de titulação de favelas”.

 

Bruno Leonardo Barth Sobral, professor da FND/UFRJ e doutor em Desenvolvimento Econômico pelo IE/UNICAMP. Artigo: “A falácia da ‘inflexão econômica positiva’: algumas características da desindustrialização fluminense e do ‘vazio produtivo’ em sua Periferia Metropolitana”.

 

Helcio de Medeiros Junior, doutor em Planejamento Urbano e Regional e pesquisador do LESTE-IPPUR/UFRJ. Artigo: “Desconcentração econômica e atratividade regional no estado do Rio de Janeiro entre 2000 e 2010”.

 

Jorge Luiz Barbosa, coordenador do Programa da Pós-graduação de Geografia da UFF e diretor do Observatório de Favelas; e Jailson de Souza e Silva, professor da Faculdade de Educação/UFF e diretor do Observatório de Favelas. Artigo: “As favelas como territórios de reinvenção da cidade”.

 

Marly Motta, doutora em História (UFF), professora da FGV. Artigo: “A social-democracia trabalhista: Marcello Alencar e a política no Rio de Janeiro”.

 

Mylene Mizrahi, doutora em Antropologia Cultural pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Artigo: “Rio de Janeiro: uma cidade-ciborgue”.

 

Thereza Carvalho, professora associada do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFF; Wandilson Guimarães, mestrando (PPGAU/UFF) e Jonas Delecave, bolsista CNPq. Artigo: “Repercussões da exploração petrolífera sobre as transformações urbanas de Macaé (RJ)”.

 

Michel Renaut, professor do Departamento de Economia da UFF, doutor em Economia pelo IE/UFRJ. Resenha do livro “Rio de Janeiro: um estado em transição”.

 

 

Revista Acadêmica

Cadernos do Desenvolvimento Fluminense

 

Data: 24 de abril de 2013 (quarta-feira)

Horário: 18h30

Local: Salão Pedro Calmon – Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ/Campus Urca.

 

Debate com Alex Magalhães e Mauro Osorio da Silva.

Tema: A política das UPPs e as perspectivas para o desenvolvimento socioeconômico sustentável no estado do Rio de Janeiro

 

 

 

O Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Netsal convidam para o Ciclo de debates Brasil: do país do futuro ao futuro do país.

A atividade acontecerá na próxima sexta-feira (19), às 10 horas, com a participação dos debatedores Emir Sader (LPP-UERJ), Candido Grzybowski (Ibase), Argelina Cheibub Figueiredo (IESP-UERJ) e José Maurício Domingues (IESP-UERJ).
 
Para  mais Informações, acesse:  http://www.iesp.uerj.br  ou [email protected]
 
Sobre o IESP
 
O Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desenvolve pesquisas de alto nível nas diversas áreas da sociologia e da ciência política. Seus núcleos de pesquisa vinculam estudantes de mestrado e doutorado em mais de 30 projetos de investigação, distribuídos por diversas linhas de pesquisa. Os professores do IESP compõem o corpo docente dos programas de Mestrado e Doutorado em Sociologia e Ciência Política da UERJ, aprovados pela CAPES em 2010.
 
Da redação