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 O movimento nacional de pós-graduandos vem por meio deste, expressar seu profundo descontentamento com o que considera uma falta de compromisso do governo federal para com aqueles que são peça fundamental no desenvolvimento da pesquisa nacional. Não bastasse estarmos longe da meta estipulada pelo próprio governo no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2005-2010 que pretendia elevar o valor das bolsas em 50%, não há nenhuma proposta por parte do governo que busque suprir essa defasagem e congelamentos históricos.

É imprescindível reforçar o quão importante é a pauta do reajuste, tendo em vista que as bolsas de pesquisa acabam sendo, na maioria das vezes, a única fonte de renda do pós-graduando para necessidades básicas de vida e estudo, como alimentação, moradia, transporte, deslocamento para a realização da pesquisa de campo, aquisição de livros, de materiais, participação em eventos, etc.

 Na tentativa de responder às mobilizações feitas em diversas universidades no início do ano passado, e depois de quatro anos sem reajuste das bolsas de pesquisa e com o movimento de pós-graduandos exigindo 40%, os presidentes das agências de fomento federal anunciaram, durante o 23° Congresso da Associação Nacional de Pós Graduandos, um reajuste de 10% em julho de 2012 e mais 10% para o início de 2013. O primeiro reajuste foi realizado e, em agosto do ano passado, durante a caravana à Brasília com pós-graduandos de todo país, o ministro da educação Aloizio Mercadante reafirmou o compromisso com a segunda parcela do reajuste prometido.

Contudo, já estamos no terceiro mês de 2013 e até agora não tivemos sinalização de nenhuma data por parte do governo para o cumprimento do que foi acordado na reunião com os pós-graduandos. Pelo contrário, o que temos sentido no cotidiano da nossa formação é atraso no pagamento das mensalidades e silêncio sobre nossas reivindicações. Portanto, não podemos aceitar descaso e posturas incompatíveis com um país que é a sexta economia mundial e pretende se tornar referência em ciência, tecnologia e inovação.

Consideramos que para o Brasil desenvolver-se plenamente, em seus aspectos econômicos e sociais, a valorização da pesquisa e do pesquisador é elemento fundamental para essa conquista. Mas para que isso ocorra, é preciso fortalecer a pós-graduação e oferecer uma formação digna a quem tanto se dedica para contribuir na melhoria da vida do povo e no desenvolvimento científico, cultural, artístico e social do país.

Neste sentido a ANPG e as APG’s mobilizam-se no mês de março e seguirão mobilizadas em sua campanha por mais financiamento para a ciência e tecnologia, a manutenção do compromisso de reajuste firmado conosco por este governo e por uma política de valorização permanente das bolsas de pesquisa que consiga suprir a defasagem histórica que elas vêm tendo. 

 

14 de Março de 2013

Associação Nacional de Pós-Graduandos

Autoras de trabalhos inscritos da Mostra de Ciência e Tecnologia da 8° Bienal da UNE. Clique na imagem para ampliar
Não é de hoje que se fala da inserção cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, inclusive na área científica. Um dado divulgado esta semana pelo CNPq é mais um motivo para comemorar neste Dia Internacional da Mulher: pela primeira vez a presença feminina nas carreiras científicas se igualou à masculina.
 
A informação é do censo feito em 2010 pelo Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, que, naquela época, tinha cerca de 128,6 mil pesquisadores cadastrados em sua base, sendo 50% mulheres. Esse percentual subiu 11 pontos em 15 anos: em 1995, apenas 39% dos cientistas eram do sexo feminino.
 
Mas, quando o assunto é liderança, as mulheres ainda são minoria: somente 45% dos líderes de grupos de pesquisa são do sexo feminino. Entre os que não ocupam cargos de chefia, elas totalizam 52%.
 
Embora revele avanços conquistados pelas mulheres no campo científico, o levantamento ainda reflete estereótipos: a predominância feminina nas ciências humanas e sociais, enquanto as ciências exatas – especialmente as engenharias – são dominadas por homens. Na área de serviço social, por exemplo, 81% dos pesquisadores são mulheres, enquanto 19% são homens. Já na engenharia elétrica, 13% são do sexo feminino e 87% do masculino. O equilíbrio na presença dos dois gêneros ocorre principalmente em áreas da saúde. Em medicina, 51% são mulheres e 49%, homens.
 
Essa distribuição é reflexo de visões sexistas ainda arraigadas e disseminadas na sociedade e segundo as quais as mulheres deveriam se dedicar a áreas ditas ‘mais leves’. Mas já há iniciativas – mesmo que isoladas – que tentam desconstruir esse preconceito. E, nessa batalha, a informação – incluindo a divulgação da ciência feita por homens e mulheres – é uma arma fundamental.
 

Fonte: Thaís Fernandes – Ciência Hoje
A decisão do Congresso Nacional de derrubar todos os vetos da presidente Dilma Rousseff à nova Lei dos Royalties do petróleo da camada-pré-sal, na madrugada de quinta-feira (07), não inviabiliza à Medida Provisória 592/2012 que destina receita proveniente do pré-sal para Educação. A MP foi editada juntamente com os vetos do Palácio do Planalto no ano passado.
 
A avaliação é do líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que assegurou que a análise da MP será mantida na comissão especial mista criada recentemente no Congresso Nacional, mesmo diante da decisão dos parlamentares de derrubar os vetos do Palácio do Planalto aplicados à Lei dos Royalties. Há, porém, controvérsias na permanência da análise da MP, considerando que alguns deputados avaliam que a derrubada dos vetos põe em xeque a manutenção dessa matéria.
 
No entendimento de Chinaglia, entretanto, o cenário para a MP 592 não mudará diante da decisão dos parlamentares de derrubar os vetos à nova legislação do pré-sal. “São questões independentes”, disse ele ao Jornal da Ciência. Ele não quis estimar o prazo para a MP ser analisada na comissão especial.
 
O que muda com a derrubada dos vetos, segundo Chinaglia, é a questão de distribuição dos royalties que, a partir de agora, vai considerar tanto os contratos futuros de produção de petróleo quanto os vigentes. O veto de Dilma permitia que a nova Lei dos Royalties fosse aplicada apenas aos contratos futuros da produção da commodity.
 
Chinaglia descartou, ainda, a hipótese de a MP 592 ser derrubada na comissão especial, quando colocada sob a análise dos parlamentares. Demonstrando-se otimismo, ele aposta no avanço da tramitação da MP em razão da pressão da sociedade. Nesse caso, Chinaglia espera contar com o apoio da comunidade científica.
 
“Na medida em que a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) começar a pressionar (pelo destino dos recursos para educação) a situação mudará”, disse Chinaglia, ao Jornal da Ciência. Aliás, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP), relator da MP 592, anunciou a intenção de chamar a SBPC para participar de audiência pública para debater tal MP no Congresso Nacional.
 
Avaliação de Adams – Com o mesmo entendimento, o advogado-geral da União, Luís Adams, disse não haver “contradição” entre a MP e a nova Lei dos Royalties a ser promulgada. Segundo ele, as duas normas poderão vigorar, ainda que, acredita ele, a que vai valer é a lei que será promulgada, porque foi editada por último.
 
“Em princípio, a medida provisória vem a estabelecer um regramento em vários itens de maneira diferenciada e ela vale, não tem maiores problemas. Eu não tenho visto maiores contradições entre as duas decisões”, explicou Adams, conforme informações da Agência Senado.
 
A única insegurança que fica, segundo Adams, é a repartição dos royalties do petróleo, já que os estados produtores devem ingressar com ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). Para Adams, os processos de concessão não serão afetados, pois são estabelecidos entre a concessionária e a União, não entre os estados.
 
Questionado se o governo teria sofrido uma derrota com a derrubada dos vetos, Adams disse entender que não. Para ele, isso faz parte do jogo democrático e mostra que de fato há independência entre os Poderes.
 
“Muitas vezes se critica essa ausência de independência, mas hoje (quinta-feira) se mostrou que essa independência de fato existe e é natural, não é uma tragédia, faz parte do jogo democrático”, opinou ele, ainda de acordo com a Agência Senado.
 
Recursos para C&T
 
A assessoria técnica do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) concorda com a avaliação de Chinaglia e Adams, ao afirmar que o cenário não muda para a emenda do senador nº 52 de 2012 aplicada à MP 592, mesmo diante da derrubada dos vetos aplicados à Lei dos Royalties pelo Palácio do Planalto. A emenda de Arruda inclui, também, ciência e tecnologias como áreas beneficiárias dos recursos do Fundo Social do Pré-sal que prevê 50% dos royalties para Educação. Conforme foi desenhada a emenda de Arruda, do total dos recursos do Fundo Social do pré-sal, 70% irão para educação básica, 20% para educação superior e 10% para C&T.
 
MP em xeque 
 
Em direção contrária, outros parlamentares anunciaram que pedirão à comissão mista que a MP seja prejudicada, o que pode colocar em xeque, por tabela, o destino de parte da receita de royalties do pré-sal para educação.
 
Na sessão do Congresso Nacional, realizada na quarta-feira (6), o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) questionou o presidente do Senado, Renan Calheiro, sobre o destino da MP 592. “Com a derrubada dos vetos, passaríamos a ter duas normas legais que tratam do mesmo assunto, mas em sentido contrário. O País não pode conviver com duas legislações tratando do mesmo objeto, mas em sentido oposto”, disse, conforme a Agência Câmara.
 
Em resposta, o presidente do Senado disse que a comissão mista discutirá o que permanece do texto da medida. Já o deputado Roberto Freire (PPS-SP) disse que vai encaminhar à comissão um requerimento solicitando que a MP seja prejudicada.
 
Há dúvidas se a derrubada do veto esvazia ou não a MP, ainda de acordo com a Agência Câmara. Para deputados de estados não produtores, como o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), a MP perde a razão de ser porque os vetos, mais recentes, derrubariam a eficácia da MP. No entanto, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a vinculação dos recursos à educação nos contratos futuros seria mantida, independentemente da derrubada do veto.
 
Tramitação na comissão mista – Pelas regras atuais das duas casas legislativas, a MP passará pela comissão mista, depois pelo crivo do plenário da Câmara e em seguida pelo o do Senado. Se modificada pelo Senado, antes de ir para a sanção presidencial, a MP voltará à Câmara para apreciação final.
 
 
 
Fonte:  Jornal da Ciência
 
 

Na foto: Gabriel da Hora, representante discente do doutorado e Hercília Melo, presidenta da APG/UFPE

Na quarta-feira (6), os pós-graduandos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) se reuniram no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) para conversar sobre as bandeiras da campanha da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Diversos representantes discentes em colegiados de curso estavam presentes para contribuir com a discussão e na construção da agenda. Inicialmente, foi partilhada com ânimo a paralisação realizada pelos discentes do Programa de Pós-Graduação em Química Fundamental no dia 05 de março.

 
Confira fotos e matéria sobre a paralisação aqui
 
Em seguida, os pós-graduandos discutiram sobre as recentes políticas de pós-graduação no Brasil, apontando que o reajuste das bolsas amplia o debate necessário sobre pesquisa, investimentos, avaliação, formação de recursos humanos, defesa da educação, CT&I e compromisso social do pesquisador.
 
O reajuste obtido em 2012, somado aos 10% prometidos para o primeiro trimestre de 2013, não recompõe o valor real das bolsas e nem cobre a defasagem e congelamentos de longas datas. Com vistas às taxas de inflação do período e ausência de regulamentação específica para o reajuste, a simulação nos valores das bolsas em 2020 causaram descontentamento. 
 
A bolsa acaba sendo, na maioria das vezes, a única fonte de renda do/a pós-graduando/a para alimentação, moradia, transporte, deslocamento para a realização da pesquisa de campo, aquisição de livros, de materiais, participação em eventos, revisões, etc. Não podendo ser diferente, melhores condições de estudo e pesquisa também circundaram a reunião, trazendo inclusive a necessidade de editais voltados para pós-graduandos/as em situação de vulnerabilidade. Auxílios tese/dissertação e auxílio bancada também foram pontos levantados. 
 
Na oportunidade, os participantes conversaram sobre a tramitação do projeto de Lei 2315/2003 no Congresso Nacional e a necessidade de ser instituída uma política permanente que assegure a valorização da pesquisa e do/a pesquisador/a, esta que dê suporte a uma formação digna e responda às demandas sociais.
 
De forma geral, a campanha da UFPE tocará as seguintes questões: ampliação do número de bolsistas e reajuste das bolsas; o acesso e a permanência na pós-graduação; e a valorização da pesquisa e do/a pesquisador/a.


 
Campanha na UFPE – Agenda e atividades
 
Paralisação conjunta na UFPE
Ficou decidido que a paralisação conjunta na UFPE acontecerá no dia 27 de março. A paralisação envolverá as seguintes atividades:


11h: Oficina de cartazes no gramado do Restaurante Universitário (RU).
12h: Almoço no RU e partilha sobre a campanha nacional e paralisação na UFPE
16h: Debate “Por uma política permanente de valorização da pesquisa e reajuste das bolsas”, no Centro de Ciências Biológicas (CCB).  Debatedores a confirmar: Luana Bonone (ANPG), Anísio Brasileiro (reitor da UFPE) e Diogo Simões (presidente da FACEPE)
 
Agendas solicitadas
 
Foram solicitadas agendas com o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPE, Francisco Ramos e com o secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja. Datas e locais a confirmar.
 
Moções/Notas
Na próxima reunião do Conselho Universitário da UFPE, será reapresentada a campanha e solicitada aprovação de uma moção de apoio ao movimento nacional dos/as pós-graduandos/as. Ainda não há data para convocação de reunião do Consuni. Na convocação, a data será partilhada.
Ficou combinado que os/as representantes discentes nos colegiados dos seus cursos vão apresentar proposta de moção/nota e partilharão a aprovação com o coletivo. As moções serão divulgadas nas redes e enviadas à comunicação da ANPG, para compor os documentos que serão entregues aos ministros e parlamentares nas reuniões previstas para o mês de abril.
 
Vídeo
Será construído um vídeo da APG UFPE em apoio à campanha nacional, constando falas de pós-graduandos/as de diversos programas.
 
Atividades/Atos nos programas de pós-graduação
Os programas podem realizar atividades/atos durante todo mês de março. As paralisações nos programas continuam sendo incentivadas. A atividade/ato organizada/o pode ser divulgada/o com antecedência para que pós-graduandos/as de outros programas da UFPE possam participar, no sentido de conhecer um pouco da realidade cotidiana dos/das colegas. Fotos e outros registros serão partilhados. Todas as iniciativas serão valorizadas. 


Abaixo-assinado
O abaixo-assinado foi enviado pela PROPESQ para todas as coordenações dos Programas de Pós-Graduação da UFPE, no sentido de ser partilhado para os/as pós-graduandos/as. Os/as representantes discentes podem enviar para as listas das turmas a petição pública para ciência e divulgação. 
 
Da APG/UFPE
 
 

O Fórum Nacional de Pós-graduandos em Saúde (FNPGS) da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES/MS) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizará em julho de 2013 durante a 65ª Reunião Anual da SBPC na cidade de Recife-PE, o Seminário Nacional de Pós-graduação em Saúde, que traz como tema central “Formação em saúde para o SUS: elemento estratégico para equidade, universalidade e integralidade”.

Este seminário incluirá debates sobre “Residências em saúde e residências médicas”; “Panorama da formação stricto sensu em saúde”; “Educação permanente em saúde” e “Formação Docente em Saúde”. Além disso, ao final do seminário, a plenária do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG.
 
Para tal, o Fórum Nacional de Pós-graduandos em Saúde, irá realizar debates preparatórios mensais para discussão dos temas e preparo de um documento base para a reunião. Os debates serão realizados online, via twittcam pelo site daANPG, às 20 horas.
 
Abaixo os links para os textos que subsidiarão o debate do dia 27 de Março.  
 
São três perspectivas teóricas sobre formação docente e um texto que introduz a discussão sobre a formação na área da saúde.
 
 
 
 
 
Confira a agenda:
 
Dia 27 março – “Formação Docente em Saúde: perspectivas atuais” 
Moderadora: Jouhanna do Carmo Menegaz, secretária geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
 
Dia 30 abril – ‘Residências em saúde e residências médicas: panorama da formação e políticas em vigência”
Moderador: Marcos Pedrosa, diretor de saúde da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
 
Dia 28 maio – “Panorama da formação Stricto sensu em saúde: onde estamos e para onde podemos ir”
Moderador: David Soeiro, Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz.
 
Dia 25 junho – “Educação permanente em saúde: compreensão e políticas indutoras”
Moderadora. Lúcia Guerra, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.
 
Os materiais dos próximos debates serão disponibilizados nos próximos dias. 
 
SOBRE A TWICAM
 
Twitcam é um serviço vinculado ao Twitter que permite aos seus usuários promovam chat com vídeos ao vivo através de uma câmera conectada ao seu computador. Qualquer pessoa poderá assistir através do link que será divulgado. Para participar comentando é necessário ter uma conta no twitter. O processo de criação de perfil é rápido e fácil. Acesse aqui 
 

 

reprodução da tela inicial

Destinado a divulgar das ações da campanha, o blog conta com seções de notícias, espaço para apoiadores, divulgação das agendas e vídeos.

Segundo Roberto Nunes, diretor de comunicação da entidade, o objetivo do espaço virtual é reunir todo o material produzido pela Campanha e divulgar as ações que acontecerão pelo Brasil no próximo período. “Pretendemos através do blog, agregar mais e mais pós-graduandos na luta pela valorização da pesquisa e do pesquisador. Apostamos na internet como potencial mobilizador para ampliar nosso alcance.”
 
Além disso, a ANPG convoca os pós-graduandos a produzirem seu próprio conteúdo. Através do link TV ANPG, as APG’s e pós-graduandos poderão divulgar as gravações de suas atividades, bem como, material de apoio à campanha. Fotos, matérias, links e vídeos podem ser enviados para o email comunicaçã[email protected]
 
Participe!  Grave um vídeo, tire uma foto, escreva um relato e mande para nós!
 
 
Da redação

 

Celebramos mais um 8 de março. Precisamente o 156° após aquele que provocaria mudanças e entraria para a História. Dia em que 130 mulheres insatisfeitas com a precariedade das condições de trabalho, morreram por reivindicarem seus direitos na Cotton Textile Factory, na cidade de Nova Iorque. 

De lá pra cá muita coisa mudou.  Trabalhamos, estudamos.  Aumentamos nossa escolaridade e instrução e estamos nas Universidades,nos Centros de Pesquisa.  Conquistamos o direito à licença-maternidade no trabalho e na pós-graduação.  Somos presidentas de nações, ministras, deputadas, reitoras, Mas ainda enfrentamos o assédio moral. Ainda temos salários menores nas mesmas funções desempenhadas por homens. As tarefas domésticas e a criação dos filhos ainda é uma tarefa nossa. Não há creches suficientes. O debate da autonomia do nosso corpo ainda é mediado pelas religiões. Ainda lutamos muito para conquistar espaço no cenário científico do país.  Ainda somos apenas 25% nas bolsas de produtividade do CNPq. Ainda temos que lidar com esteriótipos e a mercantilização do corpo. Ainda nos miram no exemplo das mulheres de Atenas. Ainda há saudade da Amélia. 
 
Há muito que ser mudado. Diante dos desafios pela conquista de uma sociedade mais justa, igualitária, emancipada e livre não esmorecemos. Nas fábricas, nas escolas, nas Universidades, nos Centros de Pesquisas, nos levantamos contra as égides do machismo e do patriarcalismo ainda vigentes e enraizados em nossa sociedade inspiradas nas operárias de Nova Yorque, em Maria la Hebrea, Maria Curie, Hipácia e em tantas outras mulheres que se ergueram na luta por direitos e liberdade. 
 
Que na celebração deste 156° 8 de março, saudamos as pesquisadoras e pós-graduandas de todo o Brasil. Esperamos que o grito de liberdade daquelas 130 mulheres não se cale, se perpetue na luta cotidiana em defesa dos nossos direitos fundamentais. Uma luta pelo respeito, pelo fim da violência, contra o preconceito e a opressão. Uma luta pelo direito de ser Mulher. Viva o Dia Internacional da Mulher!
 
Diretoras da ANPG 

Crédito: Instituto Federal de Minas Gerais

Com o maior número de eventos cadastrados na edição 2012 da Semana de Ciência e Tecnologia em Minas Gerais (164 atividades), o IFMG-Campus Ouro Preto conquistou a primeira colocação, na categoria Instituição Top Popciência, do Desafio Verde, promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais. A competição teve como objetivo motivar escolas, instituições e municípios a participarem da Semana, realizando eventos e ações.

A cerimônia de premiação foi realizada na última sexta-feira, dia 1º de março, na Reitoria da UFMG. A placa em homenagem ao campus foi entregue pelo secretário adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Evaldo Ferreira Vilela, ao diretor-geral do Campus Ouro Preto, Arthur Versiani, e à coordenadora de Eventos e Projetos e coordenadora da Semana de Ciência e Tecnologia, Vânia Quintão.
 
Para o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Renato de Lima Santos, o reconhecimento por meio de premiações na área de Ciência e Tecnologia é um instrumento poderoso para motivar competências para geração de novos conhecimentos e progresso científico. “O Desafio Verde é uma iniciativa extremamente interessante nesse sentido. Parabenizo todos os premiados. Em todo estado de Minas Gerais, foram realizadas mais de 3.400 atividades.”, ressaltou. O secretário adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Evaldo Ferreira Vilela, reforçou a importância do evento para a popularização da ciência. “Se o cidadão não perceber ou não fizer uma leitura correta do que é Ciência e Tecnologia, não teremos como vivenciar a era do conhecimento”, afirmou.
 
Reconhecimento
 
“Na Semana de Ciência e Tecnologia deste ano, eu estava em dado momento no auditório do IFMG, acompanhado do ambientalista Fábio Feldmann, que assistia comigo a uma mesa redonda enquanto esperava o momento de sua conferência. Ele me disse algo mais ou menos assim: ‘José Eli da Veiga, Sérgio Besserman, Ladislau Dawbor… como vocês conseguiram montar esta mesa, com tantas e tão estreladas figuras? Esta é a mesa dos sonhos de qualquer evento’. E quem fez esta observação foi um dos maiores ambientalistas brasileiros, de reconhecimento internacional. Eu lhe respondi: ‘não é fácil, dá muito trabalho, especialmente porque não temos assim tantos recursos. Requer muito planejamento e persistência, mas vale a pena’, relembra o diretor-geral do campus, Arthur Versiani.
 
Ainda segundo o diretor, se o trabalho de organização da Semana será sempre intenso, o esforço para trazer pessoas influentes com poucos recursos é cada vez menor, já que o evento realizado pela Instituição está ganhando notoriedade e reconhecimento. “As pessoas, sabendo da seriedade de nosso trabalho, querem participar. Pessoas de prestígio gostam de eventos prestigiados. Por isso, estou muito feliz com mais esse reconhecimento da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, que servirá para projetar ainda mais nossa Semana e fazer com que ela continue, durante muitos anos, a celebrar com competência, atualidade e alegria a maior riqueza dos homens: a sua capacidade de pensar o mundo e de transformá-lo", ressalta.
 
Para Vânia Quintão, receber esse prêmio é uma forma de reconhecimento ao trabalho desenvolvido. “Mas a maior satisfação é pensar no número crescente de crianças e jovens que vêm sendo beneficiados a cada edição da Semana. O que realmente conta são os resultados que temos alcançado e esse é o nosso grande prêmio”, afirma. Para ela, o IFMG tem feito a diferença nesse cenário por valorizar e investir na investigação científica no ambiente acadêmico. “A Semana de Ciência e Tecnologia cresceu e tem contribuído para o crescimento da Instituição como um todo. Contribuiu também para que Minas Gerais se destacasse no país inteiro na dianteira desse processo de popularizar o conhecimento científico e tecnológico. E isso nos honra muito!", completa.
 
Na categoria Município Top PopCiência foi homenageada a cidade de Teófilo Otoni, que realizou um total de 412 atividades. Já na categoria Escola Top PopCiência, a premiação foi entregue à Escola Municipal Paulo Sinésio Belato, do município de Monsenhor Paulo, com 267 atividades cadastradas.
 
Em 2013, a SNCT será realizada entre os dias 21 e 27 de outubro, com o tema “Ciência, Saúde e Esporte”.


Fonte: IFMG

Foi com enorme pesar que a Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG) recebeu a triste notícia do falecimento do médico João Paulo Cechinel Souza, ocorrido no último dia 03 de março. João Paulo foi presidente de Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp) no biênio 2008-2009, que representa os mais de oito mil médicos do estado que cursam essa modalidade de pós-graduação latu sensu – residência médica. A partir dela, denunciou sucessivamente a precariedade das condições de ensino/trabalho na residência médica, o assédio moral contra residentes e o excesso de carga horária a que ainda somos submetidos em vários programas de residência. Participou com grande protagonismo nas mobilizações dos médicos residentes em 2010, que culminaram com uma greve de alcance nacional, e garantiram importantes vitórias, como um substancial reajuste das bolsas de residência e a extensão às médicas residentes do direito de gozar de licença maternidade.

 
Mesmo após o término da sua especialização em infectologia, no Instituto Emílio Ribas, e do início do seu mandato de secretário de imprensa do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), João Paulo não perdeu o contato com o movimento dos médicos residentes nem com a Ameresp. Sempre solícito, cotidianamente ajudava com sua experiência, radicalidade e senso de justiça, na dura tarefa de apurar e denunciar os problemas da residência médica. E não deixava de nos lembrar que as deficiências da desses programas de pós-graduação não prejudicam apenas o médico residente, mas principalmente os que mais necessitam da saúde pública.
 
Nos sentimos honrados pela convivência com João Paulo, que seguirá sempre nos inspirando na luta pela melhoria das condições de ensino e trabalho e pela concretização do direito à saúde. Nossos sinceros sentimentos à sua família e amigos.
 
João Paulo Cechinel Souza, presente!
reprodução da tela inicial

A ANPG lançou o blog da Campanha de Bolsas 2013. Destinado a divulgação das ações da campanha, o blog conta com seções de notícias, espaço para apoiadores, divulgação das agendas e vídeos.

Segundo Roberto Nunes, diretor de comunicação da entidade, o objetivo do espaço virtual é reunir todo o material produzido pela Campanha e divulgar as ações que acontecerão pelo Brasil no próximo período. “Pretendemos através do blog, agregar mais e mais pós-graduandos na luta pela valorização da pesquisa e do pesquisador. Apostamos na internet como potencial mobilizador para ampliar nosso alcance.”
 
Além disso, a ANPG convoca os pós-graduandos a produzirem seu próprio conteúdo. Através do link TV ANPG, as APG’s e pós-graduandos poderão divulgar as gravações de suas atividades, bem como, material de apoio à campanha. Fotos, matérias, links e vídeos podem ser enviados para o email comunicaçã[email protected]
 
Participe!  Grave um vídeo, tire uma foto, escreva um relato e mande para nós!
 
 
Da redação