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Até o dia 24/9, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) recebe inscrições para seu edital do Programa Nacional do Apoio à Pesquisa (PNAP), que oferece 25 bolsas-auxílio de pesquisa em sete categorias, representando um investimento total de R$ 516 mil.

Criada há 8 anos, a iniciativa tem por objetivo incentivar trabalhos acadêmicos que se utilizem do acervo da FBN como principal fonte de pesquisa. Podem se escrever pesquisadores de qualquer nível do ensino superior – de graduandos a doutorados. O programa engloba as áreas de Biblioteconomia e Ciências da Informação, Ciências Sociais, Comunicação, Educação, História e Letras.
 
Os valores das bolsas variam de acordo com o nível de formação de cada pesquisador – graduandos em iniciação científica serão financiados com R$6 mil; mestrandos receberão R$20.400; incentivos de R$22.800 serão destinados a pesquisadores mestres; e doutorandos e doutores serão contemplados, respectivamente, com R$26.400 e R$30 mil.  Esses valores correspondem ao valor total de cada uma das bolsas, que duram um ano.
 
Além disso, duas vagas serão destinadas a pesquisadores estrangeiros que estejam fazendo mestrado e doutorado. Nesses casos, as bolsas têm duração de seis meses e valores totais de R$ 20.400 e R$ 26.400, respectivamente.
 
Serão avaliadas a consistência, base teórica, metodologia e planejamento dos projetos de pesquisa inscritos, que deverão ter relação, em qualquer enfoque disciplinar, com o estudo da formação da cultura letrada no Brasil.
 
Acesse o edital aqui
 
Fonte: Revista Cult
Um grupo de reitores de universidades do Norte do País pretende finalizar até novembro uma proposta de ampliação no número de pesquisadores na Amazônia. Por meio de bolsas acadêmicas, espera-se que em uma década 10 mil novos acadêmicos se fixem na região – atualmente, seriam cerca de três mil.
 
Um esboço da proposta foi apresentado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no fim de agosto, em audiência no Senado. Um plano inicial prevê para os próximos dez anos investimentos de R$ 1,7 bilhão no total, com bolsas de R$ 3 mil mensais pagas durante os primeiros cinco anos de contrato com uma instituição acadêmica ou de pesquisa na região.
 
O programa de desenvolvimento da capacidade de pesquisa e de formação em pós-graduação deve ser estendido a todas as universidades federais dos estados amazônicos. Segundo Carlos Maneschy, reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), a ideia é que o projeto esteja pronto até o próximo encontro do Fórum de Reitores das Universidades da Região Norte, em novembro, no Amapá. "Os senadores receberam com bons olhos, assim como o Ministério de Ciência e Tecnologia. Mas o projeto ainda precisa ser discutido", afirma.
 
A assessoria do ministério confirma que houve uma aceitação inicial após a audiência realizada no Senado, mas afirma que ainda não há nenhuma ação concreta e que só vai avaliar a questão quando receber a proposta de maneira oficial.
 
Ennio Candotti, diretor do Museu da Amazônia e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), afirma que mesmo os três mil pesquisadores não apresentam graduação suficiente para uma pesquisa de qualidade. "Desses três mil, diria que cerca de dois mil são jovens que estão se iniciando na área de pesquisa", afirma Candotti. "Há muito poucos laboratórios de excelência na região."
 
Segundo ele, seriam apenas dez os pesquisadores da categoria 1 no nível 1A – classificação máxima concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicos (CNPq).
 
Insuficiente 
 
Um dos principais argumentos usados pelos reitores é um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de 2007, que mostrou que quase 70% dos trabalhos publicados nas principais revistas científicas do mundo eram produzidos por pesquisadores que não viviam nos estados amazônicos.
 
Para Adalberto Luis Val, diretor do Inpa, o fornecimento de bolsas não resolve o problema. "Não adianta usar instrumentos frágeis de fixação de recursos humanos como são as bolsas", diz Val. "Faltam concursos para a contratação definitiva, pois sem esse sistema a gente fica numa situação frágil. São poucas instituições na área e os recursos destinados pelo MCTI são escassos."
 
Fonte: O Estado de São Paulo
 
Com o objetivo de fornecer aos jornalistas que atuam nos veículos de comunicação do Estado ferramentas que possibilitem o aprimoramento da prática na cobertura de temas de ciência, tecnologia e inovação, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN) realiza nos dias 01 e 02 de outubro, no auditório do Anfiteatro das Aves (A) do Centro de Biociências da UFRN, curso de capacitação em Jornalismo Científico, com o tema Interações entre Mídia e Ciência.
 
As palestras serão ministradas pelo físico Ildeu de Castro Moreira, o neurocientista Sidarta Ribeiro e a jornalista Mariluce Moura. Responsável pela palestra de abertura, que será sobre “Política científica e política tecnológica: isso dá pauta?”, Ildeu tem vasta experiência com divulgação científica, tendo sido coordenador da Comissão Executiva do Ano Mundial da Física (2005) no Brasil e membro da Comissão Interministerial para as Comemorações do Centenário do Vôo do 14 bis e coordenador da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia nos anos de 2004 a 2007. Atualmente é diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia e membro do Conselho Nacional de Política Cultural e do CTC da Educação Básica (CAPES). Como pesquisador, é doutor em física pela UFRJ, professor do Instituto de Física da UFRJ e do Programa de Pós-graduação em História da Ciência e das Técnicas e Epistemologia (UFRJ). Trabalha nas áreas de física teórica (sistemas não-lineares), de história da ciência, em particular história da ciência no Brasil, e comunicação pública da ciência.
 
No dia 02 pela manhã, o neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor de Instituto do Cérebro da UFRN vai falar sobre as suas estratégias para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nos laboratórios. O trabalho de Sidarta e seus colaboradores tem alcançado grande repercussão não só nos periódicos acadêmicos, mas também nos chamados veículos de comunicação de massa. Jornais e emissoras de TVs de circulação nacional já publicaram notícias sobre as pesquisas realizadas em Natal, pelo Instituto do Cérebro.
 
No segundo expediente do dia 02 é a vez de Mariluce Moura, que é diretora de redação da Revista Pesquisa FAPESP, editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico. Na vida acadêmica, é graduada em jornalismo e tem mestrado e doutorado. Juntamente com outros cientistas brasileiros, integra a chamada Comissão do Futuro, instituída pelo então ministro de CTI, Aloizio Mercadante. O tema de sua conferência será: “Dá pra falar de ciência jornalisticamente?”.
 
O curso é destinado a jornalistas que atuam nos diversos veículos de comunicação (jornais, TV, rádio, Internet etc.) e em assessoria de imprensa/comunicação de instituições de pesquisa e inovação. Além dos jornalistas, pesquisadores também poderão se inscrever, para que compreendam a necessidade de investirem na divulgação de seus trabalhos e de que forma podem fazer essa divulgação.
 
Com a realização do curso, a FAPERN está cumprindo o objetivo de “Apoiar ações de difusão e popularização da CTI como estratégia para promover a inclusão social” previsto no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte 2011-2020.
 
A participação é gratuita para inscritos. A ficha de inscrição e a orientação de como se inscrever estão disponíveis no site da FAPERN 
 
Fonte: FAPERN 

Ao longo da semana de 16 a 22 de setembro, aproximadamente 50 jovens com menos de 35 anos, de diferentes países, participarão de debates e apresentações da Universidade de Verão, enfocando diferentes temas, como  a situação econômica e a crise financeira mundial; a questão das grandes e pequenas/médias cidades, as organizações não governamentais e o desenvolvimento sustentável, entre outros.  Esses jovens são líderes no seu espaço de atuação, com domínio de inglês, que estejam relacionados aos membros da AICESIS.

Para a representante brasileira, Luana Meneguelli Bonone (presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos), compreender a atuação dos jovens internacionalmente, perante os temas debatidos, será uma valiosa oportunidade de formação. Luana integra o Conjuve, conselho com ampla representação da sociedade civil que tem entre suas atribuições o objetivo de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas e promover o intercâmbio entre organizações nacionais e internacionais.
 
 
Veja as fotos do primeiro dia de atividade:
(Clique na imagem para ampliar) 
 

 

  
4 coordenadoras dos grupos formados na escola, representante da França, Itália, Alemanha, Holanda e Uruba 
Luana Bonone, presidenta da ANPG, com representantes de diversos países

Cerimônia de abertura da Universidade Internacional de Verão 2012
Cerimônia de abertura da Universidade Internacional de Verão 2012
Li Xueming, Deputado Secretário Geral do CESC
Foto Oficial
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos, a União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas organizaram uma marcha pela Educação na Esplanada dos Ministérios, no dia 26 de junho de 2012. Após o ato, representantes das entidades foram recebidos pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A ANPG aproveitou a oportunidade para entregar ao Ministro uma pauta que concentrava as principais reivindicações dos estudantes de pós-graduação que, em todo país, se encontravam em greve ou em estado de mobilização em defesa de melhores condições de estudo e pesquisa.

Durante a caravana de pós-graduandos a Brasília por uma política permanente de valorização e reajuste de 40% das bolsas de pesquisa, realizada nos dias 28, 29 e 30 de agosto, fruto do 23º Congresso Nacional dos Pós-Graduandos, houve uma reunião com o Ministro da Educação na manhã do dia 29, na qual a ANPG solicitou repostas e atendimento aos pleitos do documento anteriormente defendido. Esta nota visa, portanto, tornar públicas as respostas do Ministro sobre os pontos de pauta presentes no documento protocolado.
 
Respostas aos PONTOS 1, 2 e 3:
1) Investimento de 10% do PIB brasileiro em Educação e 2% em
Ciência e Tecnologia;
2) Investimento de 50% do Fundo Social e dos royalties do Pré-sal em Educação
e Ciência e Tecnologia;
3) Recomposição do corte de fevereiro de 2012 de 1,93 bilhões do orçamento.
 
Mercadante respondeu que a luta verdadeira pela educação, em todos os seus níveis, suscita o direcionamento de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal. “O petróleo é a grande receita futura” afirmou o ministro, com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Da mesma forma, disse o ministro, é importante também lembrar que o pré-sal não é um recurso renovável, portanto o Brasil deve se preparar para a era pós-petróleo, e o caminho é o investimento pesado e maciço em educação, ciência tecnologia e inovação. Ainda, em relação aos incrementos na receita da educação, como os 10% do PIB previstos no Plano Nacional de Educação, o ministro alegou que a atual conjuntura econômica não suporta aumento da carga tributária ou de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, ponderando que outras áreas não podem sofrer cortes, como saúde, segurança e transporte. A ANPG defendeu a recomposição do orçamento do MEC, em virtude do decréscimo de 7,5% já presenciado e do seu engajamento na luta contra o contingenciamento anunciado para 2013, afirmando que continuará pressionando o Congresso Nacional acerca dos investimentos em Educação, Ciência e Tecnologia.
 
Resposta ao PONTO 4: Reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa
No que concerne ao reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa, foi garantida a previsão orçamentária de mais 10% em 2013, com pagamento no primeiro trimestre. Segundo Mercadante, os pós- graduandos teriam o 3º melhor reajuste no atual cenário de negociações com diversas categorias, considerando também o reajuste ocorrido em julho de 2012. A diretoria da ANPG, presente na reunião, ressaltou que o valor do novo reajuste não pode ser estancado em 10%, visto que tal percentual corre o risco de sequer repor as perdas inflacionárias desde 2008 e reapresenta a pauta de ampliação para atingir os 40% com base nas metas do PNPG 2005-2010. Desse modo, pós-graduandos de diversas APG’s se reuniram em plenária, ao final do dia 29, reafirmando a importância na continuidade da campanha pelo reajuste de 40% nos valores das bolsas, já que o aumento oferecido para 2013 não contempla as necessidades do processo formativo, assim como pela construção de um Projeto de Lei que assegure uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa e,consequentemente, contribua para fortalecer a pós-graduação e o desenvolvimento nacional.
 
Resposta ao PONTO 5: Ampliação no número de bolsas de pesquisa
O Ministro respondeu que no ano de 2012 estão sendo oferecidas 35 mil bolsas de mestrado e 25 mil
de doutorado. O número de matrículas em pós-graduação stricto sensu passou de 112 mil para 173 mil, atualmente. Apresentou dados onde o orçamento para a pós-graduação teria passado de 800 milhões para 2,7 bilhões em 2011, considerando o desconto da inflação. Ainda segundo o ministro, o número de bolsas da CAPES vem sendo ampliado de 10% a 15% ao ano, contudo a ANPG levantou a necessidade de universalização das bolsas, o problema das assimetrias regionais vivenciadas e a necessidade de melhores condições de estudo e pesquisa.
 
Resposta ao PONTO 6: Ampliação de concursos públicos para professores e técnicos-administrativos:
não ao uso dos pós-graduandos como professores substitutos. O ministrou justificou que precisaria de outro momento para transcorrer sobre esse ponto da pauta.
 
Resposta aos PONTOS 7 e 8:
7) Inclusão dos pós-graduandos no Plano Nacional de Assistência
Estudantil: aumento de vagas nas creches e residências universitárias e acesso dos pós-graduandos
aos restaurantes universitários e outros instrumentos de permanência na universidade;
8) Melhores condições de estudo e pesquisa: melhoria da infra-estrutura de laboratórios e salas de aula e ampliação do acervo nas bibliotecas.
 
Reconhecendo o protagonismo e autonomia do movimento estudantil, foi assumido o compromisso que a ANPG terá duas representações na comissão que acompanha o Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), juntamente com a UNE, a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e membros do MEC. Para a ANPG, o Plano Nacional de Assistência Estudantil, contemplando também os pós-graduandos, deve ser prioridade no processo de expansão das universidades federais.
 
Resposta aos PONTOS 9 e 10:
9) Em defesa da autonomia do movimento estudantil da pós-graduação: o MEC deve reconhecer o direito de mobilização e greve dos pós-graduandos e adotar medidas contra o assédio moral que os pós-graduandos vêm sofrendo nas universidades;
10) Dilatação dos prazos, inclusive com extensão do período das bolsas, para os estudantes da pós-graduação nas universidades atingidas pelas greves, acompanhando os calendários de reposição decididos pelas universidades.
 
O ministro avaliou a greve dos docentes dos institutos federais como precipitada e afirmou que a categoria teve o melhor acordo oferecido pelo governo. Para ele, a proposta do Andes desvaloriza a titulação, o que prejudica a excelência acadêmica. A ANPG reiterou solidariedade ao movimento grevista, solicitou a reabertura das negociações, inclusive ressaltando que muitos pós-graduandos estão participando dos comandos de greve, embora tenha defendido a titulação como um instrumento importante de progressão na carreira. O ministro assegura à ANPG que não haverá prejuízo aos estudantes na reposição do calendário acadêmico-administrativo e destaca que a dilatação de prazos deve ser tratada diretamente com a CAPES e o CNPq. O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, em audiência no dia 28 de agosto, já havia respondido que pós-graduandos das universidades atingidas pela greve devem requerer prorrogação de prazos e bolsas, cabendo ao programa de vínculo avaliar a solicitação. Caso haja algum abuso e/ou indisposição do programa, a ANPG deve acionar a CAPES e o CNPq.
 
Diante do exposto, os pós-graduandos, APGs e a ANPG, que também realizaram audiências com o CNPq e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação durante a caravana, decidiram, em plenária, continuar em luta pelo atendimento de suas reivindicações, a começar pela realização de uma Semana Nacional de Mobilização entre 11 e 17 de novembro de 2012, em defesa do reajuste de 40%, por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa (PL dos Pós-Graduandos) e contra o contingenciamento do orçamento de 2013. Para tanto, a ANPG convoca APG´s espalhadas por todo país a realizar atividades, debates e panfletagens na Semana Nacional de Mobilização, no sentido de valorizar a pesquisa e os pesquisadores no Brasil.
 
Associação Nacional de Pós-Graduandos 

 

Em nota, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, comemora a mobilização que resultou no envio direto do PNE ao Senado. 

Confira a íntegra da nota:
 
Após forte mobilização em favor da educação no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifesta-se positivamente sobre a exclusão do recurso apresentado pelo deputado Arlindo Chinaglia, líder do PT, para que o Plenário apreciasse a proposta do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), antes de ir para o Senado.
 
Agora a proposta, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o progresso da educação no decênio 2011-2020, segue para o Senado e corre o risco de retornar à Câmara caso o texto seja alterado pelos senadores. Dos 80 deputados que apresentaram recursos para o retorno do PL, 49 retiraram suas assinaturas do pedido.
 
A pré-vitória da diretoria desta Sociedade e dos 190 milhões de brasileiros é a resposta do esforço do País para reduzir as taxas de analfabetismo, já que um terço da população não consegue utilizar o conhecimento da língua para se inserir nas práticas sociais de uso da leitura e da escrita.
 
Espera-se que os senadores apreciem com cautela o novo texto do PNE, que foi discutido, debatido e conclusivo pela Comissão Especial no Legislativo a pedido do próprio presidente da Câmara. A proposta faz o Governo comprometer-se a investir pelo menos 7% do PIB do País nos primeiros cinco anos e 10% ao final de dez anos.
 
Neste árduo caminho, a SBPC acompanha a tramitação da matéria no Senado Federal para garantir aos milhões de brasileiros o direito à educação com mais qualidade. É nosso papel: defendermos uma política forte e atual para o setor. Somente assim conseguiremos alcançar excelência no ensino em todos os níveis. Este é o nosso compromisso.
 
Helena Nader, professora da Unifesp e presidente da SBPC.
 
 
A reunião do Forúm Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) será realizada dia 16 de Outubro, como parte das atividades que compõem a Mostra Nacional de Divulgação Científica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Com o tema: Que formação é essa para a saúde? Modalidades, financiamento e disparidades na formação de pós-graduação em saúde no Brasil, o fórum é aberto a todos os pós-graduandos interessados no debate acerca do desenvolvimento da eduação, ciência, tecnologia e inovação brasileira na área da saúde.
 
O objetivo principal da reunião é promover o intercâmbio de pós-graduandos de diversas áreas, bem como, propiciar o debate sobre pautas latentes da pós-graduação em saúde. O fórum é uma atividade preparatória para a plenária que será realizada no congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), em 16 de Novembro, em Porto Alegre. 
 
O Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) foi constituído por estudantes de pós-graduação da área da saúde de todo o país, a partir de um espaço promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduandos durante o XXII Congresso Nacional da entidade e retomado no XXIII Congresso, realizado em maio deste ano na cidade de São Paulo.  Trata-se de um movimento permanente de discussões e ações direcionadas aos temas que englobam saúde, alinhados ao Plano Nacional de Pós-Graduação.
 
Memória
 
Desde sua criação, o FNPGS tem realizado diversas atividades descentralizadas, tendo a ANPG como percussora de suas ações.  A defesa de um sistema de saúde com acesso universal à população brasileira é pauta recorrente entre os integrantes do Fórum. 
 
Durante o Congresso da Rede Unida realizado também em maio de 2012, os pós-graduandos apresentaram suas contribuições ao debate em carta aberta, reiterando o compromisso do coletivo em aprofundar o debate.  Leia a matéria aqui.
 
Serviço
 
Reunião do Fórum de Pós-Graduandos em Saúde (Diretoria de Saúde da ANPG)
Tema:  Que formação é essa para a saúde? Modalidades, financiamento e disparidades na formação de pós-graduação em saúde no Brasil
Data: 16 de outubro de 2012
Horário: 17 horas
Local: UFRJ
 
 
Da redação 
De 17 a 21 de setembro acontece o II Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da ANPG e da Fundação Maurício Grabois. O evento, que será realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ, tem como objetivo principal integrar os pesquisadores da área, possibilitando um intercâmbio.
 
A atividade contará com quatro mesas redondas e 29 grupos de trabalhos. No primeiro dia do evento, a abertura solene contará com a presença dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação participantes do II SEPOCS-Rio, do presidente do Sindicato dos Sociólogos, Nilton Soares, e do membro da Fundação Maurício Grabois, Carlos Henrique Tibiriçá Miranda.
 
A mesa redonda de abertura intitulada "Conjunturas e Perspectivas para a Pós-Graduação no Brasil" terá a presença do presidente da ANPOCS, Marcos Costa Lima, do presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, e dos diretores da ABCP e ANPG, Carlos Milani e Roberto Nunes, respectivamente.
 
As mesas redondas abordarão os temas "Conjunturas e Perspectivas para a Pós-Graduação no Brasil", "Participação política e cenário eleitoral", "O legado social dos mega eventos no Rio de Janeiro" e "O papel das Ciências Sociais no Brasil do século XXI".
 
Segundo Vivian Fonseca, uma das organizadoras do evento, a parte mais rica do seminário estará nos grupos de trabalho. “Será no grupo de trabalho que conseguiremos dialogar com colegas que pesquisam temas relacionados aos nossos”, afirmou Vivian. Os grupos de trabalho contarão com mais de 100 apresentações de pós-graduandos de todo o estado do Rio de Janeiro. Confira abaixo a programação:
 
Programação do II SEPOCS-Rio
 
Segunda-feira, 17/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 1 a 6
 
· GT 1 – Teoria Política
 
· GT 2 – Política Pública Cultural
 
· GT 3 – Arte e Estética
 
· GT 4 – Gênero 1: Família, Espaço e Trabalho
 
· GT 5 – Gênero 2: Saúde e Violência
 
· GT 6 – Gênero 3: Corpo e Representações
 
17h – Abertura solene
 
· Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação participantes do II SEPOCS-Rio.
 
· Nilton Soares – Presidente do Sindicato dos Sociólogos
 
· Carlos Henrique Tibiriçá Miranda – Fundação Mauricio Grabois
 
Local: Salão Nobre IFCS/UFRJ
 
18h – Mesa de abertura "Conjunturas e Perspectivas para a Pós-Graduação no Brasil"
 
· Marcos Costa Lima (ANPOCS)
 
· Roberto Nunes (ANPG)
 
· Carlos Milani (ABCP)
 
· Ruy Garcia Marques (FAPERJ)
 
Local: Salão Nobre IFCS/UFRJ
 
 
Terça-feira, 18/09/ 2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 7 a 12
 
· GT 7 – Formação Do Estado Brasileiro E Pensamento Social
 
· GT 8 – Identidades E Carnavais
 
· GT 9 – Povos e comunidades tradicionais: a questão fundiária
 
· GT 10 – Música, História e Produção Cultural
 
· GT 11 – Consumo, Mercado e Identidade (1)
 
· GT 12 – Consumo, Mercado e Identidade (2)
 
17h30 – Mesa redonda "Participação política e cenário eleitoral"
 
· Alessandra Aldé (PPCIS/UERJ)
 
· Jairo Nicolau (IFCS-UFRJ)
 
· Argelina Figueiredo (IESP/ UERJ)
 
 
Quarta-feira, 19/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 13 a 18
 
· GT 13 – Arte, Museu E Identidades
 
· GT 14 – Pensamento Social Brasileiro
 
· GT 15 – Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e Milícias
 
· GT 16 – Trabalhos, Indústrias e Questões Sociais
 
· GT 17 – Modernização e Seus Impactos Sociais
 
· GT 18 – Esquerdas e América Latina
 
17h30 – Reunião do FEPOCS (Fórum dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do estado do Rio de Janeiro)
 
 
Quinta-feira, 20/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 19 a 24
 
· GT 19 – Políticas Públicas e Novas Questões Sociais
 
· GT 20 – Religiões e Relações de Poder
 
· GT 21 – Novos Temas da Política Internacional e da Política Externa
 
· GT 22 – Mídia, Poder e Instituições
 
· GT 23 – Favelas
 
· GT 24 – Políticas Públicas em Educação
 
17h30 – Mesa redonda "O legado social dos mega eventos no Rio de Janeiro"
 
· João Malaia (Sport/ UFRJ; Uninove/ SP)
 
· Márcia Leite (UERJ)
 
· Renato Cinco (Sociólogo pelo IFCS/UFRJ; Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio)
 
· Debatedora: Mariana Cavalcanti (CPDOC/ FGV)
 

Sexta-feira, 21/09/2012
 
14h às 17h – Grupos de Trabalho de 25 a 29
 
· GT 25 – Poder Judiciário
 
· GT 26 – Desenvolvimentismo
 
· GT 27 – Migrações e Questões Humanitárias
 
· GT 28 – Configurações de Poder no Cenário Internacional
 
· GT 29 – Etnografias do Corpo
 
17h30 – Mesa de encerramento "O papel das Ciências Sociais no Brasil do século XXI"
 
· Glauco Arbix (FINEP)
 
· Claudia Schmitt (CPDA/UFRRJ)
 
· Maria Alice Rezende de Carvalho (PUC-Rio)
 
Local: Salão Nobre IFCS/UFRJ
 
 
19h30 – Coquetel de Encerramento

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) 2012-2015 foi lançada pelo governo em janeiro passado cercada de muita expectativa e a promessa de investimentos de R$ 74,6 bilhões no quadriênio. A Encti aponta as cadeias de destaque na economia do País: tecnologias da informação e comunicação; fármacos e complexo industrial de saúde; petróleo e gás; complexo industrial da defesa; aeroespacial; nuclear; economia verde e desenvolvimento social.

 
Entre os maiores desafios do Brasil, destaca o documento, estão a redução da defasagem científica e tecnológica que o separa das nações desenvolvidas; a expansão da liderança brasileira em temas ligados à sustentabilidade ambiental; e a superação das desigualdades sociais e regionais.
 
O entusiasmo do setor com o novo plano durou pouco mais de duas semanas, pois, em meados de fevereiro, foram anunciados cortes de R$ 1,48 bilhão no bolo orçamentário de CT&I. "A ciência brasileira está muito preocupada", alertou a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader. Ela lembra que, mesmo em plena crise financeira internacional de 2008, os Estados Unidos elevaram gastos públicos com ciência e tecnologia.
 
"É só olhar o que os tigres asiáticos, a Índia e a China investem", disse à imprensa a cientista, que enviou duas cartas à presidente Dilma Rousseff advertindo sobre tais riscos.
 
Para contornar a redução, a exemplo do que ocorreu em 2011, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) poderá elevar os empréstimos a empresas que façam inovação de R$ 3,75 bilhões para R$ 6 bilhões (aumento de 62,5%), como informa o site oficial do órgão.
 
O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no seminário realizado no Senado deixou claro que tais recursos nunca serão suficientes sem maior contrapartida do setor empresarial. "Se mantivermos crescimento de 15% ao ano em investimento privado em inovação, a meta estipulada no Plano Brasil Maior e na Encti não será batida", disse Rodrigo de Araújo Teixeira.
 
Balanço do Plano de Ação 
 
A mudança na política para o setor se fundamentou no Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti 2007-2010), que definiu quatro prioridades, 21 linhas de ação e 87 programas e iniciativas. O cenário desse quadriênio incluiu aumento nos recursos (R$ 41 bilhões executados por meio do plano) e avanços no marco legal (leis da Inovação, da Biossegurança e do Bem, entre outras), como destacou o balanço apresentado pelo ministério no ano passado.
 
Levantamentos mais recentes indicaram que a soma dos valores investidos pelo setor público e pelo empresarial atingiu em 2010 a marca de R$ 44 bilhões, quase o dobro do total aplicado em 2004 e equivalente a 1,25% do PIB. Alguns resultados palpáveis do plano incluem o aumento na concessão das bolsas de pesquisa do CNPq e da Capes (de 99 mil para 126 mil), no número de projetos de pesquisa (38 mil nos quatro anos) e na quantidade de mestres e doutores no País.
 
 
Matéria publicada na Revista Em discussão!
 
O economista Marcelo Neri, empossado hoje (12), em Brasília, como presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quer aumentar a participação do órgão como formulador e assessor dos ministérios para concepção e monitoramento de políticas públicas, especialmente na área da educação. “Essa é a política pública que mais gera efeito sobre as outras”, acredita.
 
Segundo Neri, a preocupação é fazer os “dois brasis” avançarem: o país que ainda tem um grande passivo (grande número de analfabetos, pessoas com baixa escolaridade e má qualidade do ensino); e o país que, para crescer, precisa de força de trabalho qualificada. “O Brasil velho e Brasil do futuro têm que andar juntos”, disse.
 
O economista diz que o gargalo da mão de obra ocorre em todos os setores, inclusive entre os segmentos menos qualificados (empregadas domésticas, operários da construção civil e trabalhadores da agricultura) – o que já pode ser sinal da elevação do padrão de vida e aspirações das camadas mais baixas na distribuição de renda. “É um bom apagão no sentido de que o Brasil vai ter que mudar suas tecnologias”, disse.
 
Neri, que admite “não ter nascido no Ipea, mas ter sido criado no instituto”, avalia que o órgão tem “massa crítica” e “uma tradição impressionante” para reflexão sobre os problemas socioeconômicos e pretende orientar o Ipea para que ajude o país a “avançar mais na vertical”.
 
Segundo Neri, continua ocorrendo um movimento de ascensão social verificado nos últimos anos, mas que ainda não foi bem captado pela pesquisa social. “Há mais coisas acontecendo no Brasil do que os nossos olhos conseguiram enxergar até agora”, disse, após citar os impactos do Programa Brasil Carinhoso, da queda da mortalidade, o crescimento da renda dos analfabetos e a elevação do padrão de vida dos 20% mais pobres de forma mais acelerada do que ocorre na China, na Rússia e na Índia (os países que, com o Brasil, formam o Bric, bloco das economias emergentes).
 
O estudo desses fenômenos podem gerar surpresas entre os pesquisadores do Ipea. “Do ponto de vista do pesquisador, o Brasil é um país que oferece todas as surpresas. A gente acha aquilo que não esperava achar. Para o pesquisador, o grande momento não é quando você confirma o que esperava achar, mas quando descobre algo que não sabia”.
 
Fonte: Agência Brasil