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O governo vai anunciar até o fim do ano uma série de medidas para estimular a inovação na indústria de transformação e na economia como um todo. Entre elas destaca-se o programa Ciência Inovadora Brasil, que vai complementar o Ciência Sem Fronteiras, e está em fase final de detalhamento entre os técnicos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 
 

 
O novo programa deve consumir R$ 1,5 bilhão entre 2013 e 2016, e já tem o sinal verde da presidente Dilma Rousseff.
 
 O novo programa deve consumir R$ 1,5 bilhão entre 2013 e 2016, e já tem o sinal verde da presidente Dilma Rousseff.
 
O governo também deve editar uma medida provisória que vai fortalecer a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Em outra frente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) deve concluir até o fim de setembro um programa de apoio à inovação nas micros e pequenas empresas. Finalmente, os estudos sobre a transformação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em instituição financeira estão avançados e uma decisão do Palácio do Planalto sobre o assunto pode ser tomada até o início de 2013.
 
Depois do ativismo pela inovação no início do governo, em 2011, quando foi lançado o programa Ciência Sem Fronteiras – que deve conceder, até 2014, bolsas de estudos de até três anos no exterior para 101 mil estudantes de graduação, mestrado e doutorado -, e o orçamento da Finep foi dobrado, o tema perdeu força na área econômica. Segundo técnicos do governo, o agravamento da crise mundial determinou a mudança de enfoque do governo.
 
Por meio do programa Ciência Inovadora Brasil, o governo quer estimular os pesquisadores e professores com doutorado completo a desenvolver projetos em parceria com empresas privadas em diversas regiões do país. Apenas nas universidades públicas são quase 75 mil pesquisadores docentes com doutorado e todos poderão participar do novo programa. "Nosso interesse é aproximar o pesquisador brasileiro das demandas empresariais", disse o ministro Marco Antonio Raupp, de Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
A ideia do governo é tornar disponível ao pesquisador uma bolsa de produtividade de R$ 50 mil para que desenvolva, no prazo de três anos, um projeto de pesquisa com foco em áreas consideradas estratégicas, que serão detalhadas nos editais. O pesquisador terá direito também a uma bolsa de iniciação científica para oferecer a um estudante de graduação e duas bolsas de iniciação científica júnior para alunos do ensino médio da região onde o projeto será realizado. O objetivo do governo é estimular a "regionalização" da pesquisa.
 
Outra iniciativa do programa será disponibilizar, por meio do CNPq e da Capes, seis mil bolsas para pesquisadores (três mil para pesquisadores com mestrado concluído e três mil para doutores) para projetos de pesquisa feitos em parceria com empresas. Para ter acesso a uma dessas bolsas, o pesquisador deve apresentar um projeto inovador para a companhia, que, por seu lado, deve ceder um "co-orientador" para a pesquisa a ser desenvolvida.
 
Na visão do governo e do CNPq, o programa deve funcionar como um "complemento" ao Ciência Sem Fronteiras. "Quando o estudante enviado ao exterior por meio do Ciência Sem Fronteiras voltar ao Brasil, o novo programa do governo, focado em mestres e doutores, poderá funcionar como uma extensão da experiência internacional", diz Glaucius Oliva, presidente do CNPq.
 
Ao mesmo tempo, o secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Nelson Fujimoto, prepara um programa nacional de apoio à inovação nas micros e pequenas empresas. "Precisamos não apenas dar financiamento a esses empresários, mas também condicioná-lo a inovar, aproximando centros e instituições de pesquisa na indústria." Fujimoto estuda formar uma parceria entre Sebrae e Finep com companhias privadas.
 
O governo também estuda tornar a Finep uma instituição financeira, como quer o presidente da instituição, Glauco Arbix. Caso seja efetivamente aprovada, a mudança vai permitir à Finep emitir títulos em mercado e, com isso, se capitalizar sem depender de recursos do Tesouro e fundos setoriais.
 
Patentes 
 
Fazer do Brasil uma economia inovadora foi uma das metas de campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010, e uma das prioridades de sua agenda. O governo lançou o programa Ciência Sem Fronteiras, condicionou o estímulo fiscal concedido à indústria automobilística a investimentos em inovação, dobrou o tamanho da Finep e até incluiu o termo "inovação" no nome do Ministério de Ciência e Tecnologia. Mas, segundo empresários, cientistas, pesquisadores, especialistas e gestores públicos, o esforço do governo terá de ser ainda maior e concentrado se quiser atingir seu objetivo.
 
A economia brasileira ainda não é inovadora, entende o próprio governo. O conceito de que as empresas brasileiras não têm cultura inovadora foi repetido por cientistas, autoridades e empresários em diferentes polos de atuação, como Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica (SBPC), e Glaucius Oliva, presidente do CNPq, e mesmo gestores públicos, como Nelson Fujimoto, secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento. Como afirmou Oliva, "os níveis de inovação são ainda muito preocupantes".
 
Ainda são poucas as patentes feitas por empresas brasileiras (31,7 mil pedidos em 2011) e é menor ainda a concessão de patentes (3,8 mil em 2011) pelo Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI). O desempenho poderia ser ainda pior se o INPI não estivesse "se esforçando além do limite", segundo seu presidente Jorge Ávila, para reduzir a burocracia e aumentar a produtividade dos examinadores.
 
Empresas como a Dedini, fabricante de bens de capital sob encomenda, fazem parte de um grupo seleto de companhias que investem em pesquisa. Mas, segundo o vice-presidente José Luiz Olivério, "obter patentes no Brasil ainda demora enormemente". Ele conta que a empresa fez um pedido de patente de aperfeiçoamento técnico de etanol celulósico ao mesmo tempo em 15 países, em 1996, e o Brasil foi o penúltimo a conceder a patente, em 2005.
 
O professor Henrique Barros, especialista em inovação do Ibmec, avalia que o Brasil está atrasado no campo da inovação principalmente por conta da baixa qualificação dos gestores e trabalhadores, de modo geral, e os mais qualificados esbarram no excesso de burocracia. De acordo com a pesquisadora Isa Assef, presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), os diferentes elos – universidades, institutos e empresários – não estão integrados.
 
Desde o início do ano passado, o governo federal tem intensificado contatos com o Instituto Fraunhofer, de Berlim, Alemanha, e ainda na gestão de Aloizio Mercadante no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação foi fechado um convênio entre o instituto e o Brasil. O atual ministro, Marco AntOnio Raupp, diz que o governo deve editar até o fim do ano uma medida provisória estruturando a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que foi inspirada no modelo desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer na Alemanha desde 1949.
 
"O governo brasileiro não deve esperar o sucesso da Embrapii da noite para o dia, o importante é manter uma relação direta entre pesquisadores, cientistas, acadêmicos e as empresas, em especial a indústria de transformação", diz o diretor-presidente do Instituto Fraunhofer, Eckhart Bierdümpel.
 
Fonte: Valor Econômico 

 
Com a retomada do crescimento da economia na última década e o consequente aumento da demanda por projetos de inovação tecnológica, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está com a perspectiva de contratar neste ano 40% a mais em financiamentos em relação ao ano passado.
 
Segundo o diretor de Inovação da Finep, João De Negri, em 2011, foram contratados cerca de R$ 3 bilhões em crédito para projetos de inovação e mais R$ 2 bilhões em recursos não reembolsáveis para universidades e centros de pesquisa.
 
A Finep financia exclusivamente inovação tecnológica e a demanda nessa área tem sido crescente. “A Finep tem hoje uma carteira de demanda por novos projetos da ordem de R$ 12,4 bilhões. São empresas brasileiras de diferentes portes e tamanhos, com diferentes estratégias do ponto de vista do processo de inovação”, disse De Negri.
 
O diretor da Finep explicou que os projetos têm elevado risco tecnológico e longo prazo de maturação, o que demonstra uma economia em crescimento. “Ou seja, as empresas mirando no longo prazo, com uma estratégia de investimento em novos produtos e novos serviços, que elas estão dispostas a ofertar no médio e longo prazo”.
 
Além do financiamento de produtos e processos inovadores, a Finep dispõe de outra ferramenta, o venture capital, ou capital de risco, voltado para o investimento em empresas emergentes.
 
De Negri ressaltou a importância de se reconhecer a estreita relação que a inovação tem com a ciência. “Não existe inovação sem ciência. […] As empresas que estão demandando hoje [financiamento para projetos] estão em sintonia com a academia e os institutos que produzem conhecimento voltado para a geração de emprego e renda”. 
 
O apoio da Finep é destinado também a universidades e institutos de pesquisa que desenvolvem atividades que vão desde a pesquisa básica ao lote pioneiro, que é o primeiro lote do produto inovador. Outro público-alvo são as empresas que têm programas de pesquisa de longo prazo e também as empresas nascidas a partir das universidades.
 
Apesar de o país mostrar que tem potencial para o desenvolvimento tecnológico, De Negri considera que o Brasil ainda não se acha na fronteira da inovação tecnológica. “No Brasil, há uma estrutura de produção de ciência e de empresas que nos coloca em uma posição intermediária, do ponto de vista do desenvolvimento científico e tecnológico no mundo”.
 
Segundo o diretor, não há limite para o financiamento à inovação pela Finep. “Não tem limite de funding [recursos]”. O governo autorizou a agência a trabalhar sem limite. “Quem quiser inovar pode vir à Finep que nós temos dinheiro para aplicar em inovação, em ciência”.

Fonte: Agência Brasil 
A convite da Fundação Maurício Grabois, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participou na última sexta (31) da reunião com o professor Victor Mammana, diretor do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, em Campinas. 
 
O professor Victor Mammana, convidou a Associação Nacional de Pós-Graduandos para participar da comissão que debaterá o projeto pedagógico de implantação de um Instituto Federal (IF) nas dependências da unidade.  De acordo com Luana Bonone, presidente da ANPG, o convite é o início para outras ações em conjunto com o centro. “Certamente o CTI ainda será parceiro em muitos projetos em prol da ciência e da tecnologia nacionais.” 
 
Luana aproveitou também para agradecer Fábio Palácio, diretor de comunicação e publicações da Fundação Maurício Grabois, pelo convite oportuno.
 
O centro de pesquisa é vinculado ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e desde 1982 atua com desenvolvimento em tecnologia e informação voltado à geração de inovação e bens de serviço. O CTI foi responsável pela criação do voto eletrônico, hoje considerado um dos métodos mais seguros do mundo. 
 
Conheça o trabalho do CTI.
 
Da redação
 
A União Nacional dos Estudantes comemorou, nesta quinta-feira (30/09), o compromisso público e oficial do Palácio do Planalto com a luta dos estudantes em defesa da destinação de 100% dos Royalties do petróleo e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação. A declaração veio da presidenta da República, Dilma Rousseff, durante discurso na 39ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado “Conselhão".
  
Foto: Divulgação
 
“Nós não temos dúvidas que temos que avançar ainda muito na educação. Para consolidar o desenvolvimento do Brasil no século 21 nós vamos precisar de educação”, disse Dilma, colocando o tema como uma prioridade do seu governo. Pela primeira vez, a presidenta assumiu, publicamente, o compromisso feito com a UNE, sinalizando a possibilidade do país chegar aos 10% de investimento do seu Produto Interno Bruto no setor.
 
“Nós concordamos com todas as políticas para viabilizar que o Brasil gaste mais em educação, podendo até manter um meta de dobrar até 2022 os investimentos, desde que tenha recursos para fazê-lo”, ressaltou. “Considero que seria muito oportuno que nós, no Congresso Nacional, aprovássemos o uso dos Royalties [do petróleo] e uma parte do fundo social [do pré-sal] para garantir que esse recursos existam”, disse a presidenta.
 
Para o presidente da UNE, Daniel Iliescu, membro do Conselho e presente ao encontro, é importante perceber que tanto Dilma quanto os diferentes segmentos que participaram da reunião “assumem a educação como eixo fundamental”.
 
Ao fim da reunião, Daniel procurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que recentemente deu uma infeliz declaração dizendo que o investimento de 10% do PIB na educação quebraria o país. O presidente da UNE disse que a entidade saía entusiasmada da reunião com declaração de Dilma. Mantega afirmou que apoiava a questão dos royalties e também estaria comprometido com isso.
 
“Após a fala desproporcional do ministro, vamos agora trabalhar juntos para atingirmos nossos objetivos. O Brasil está unido nesta luta”, disse Daniel.
 
Segundo Daniel, a UNE convocará para as próximas semanas uma grande blitz ao lado do movimento educacional para intensificar a campanha pelos 10% do PIB. “Vamos mobilizar unir todos os DCEs e DAs do país em defesa de mais investimentos na educação via recursos do petróleo”, convocou.
 
Fonte: UNE

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

 

Eloi S. Garcia é pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz. 

 
Não são surpresas nem novidades que quase todos os países da América Latina não fazem parte dos primeiros da lista em inovação, ou seja, a habilidade de inventar novos produtos ou processos, pois estamos ficando para trás na qualidade da educação, ciência, tecnologia e desenvolvimento tecnológico.
 
Em uma economia baseada principalmente em processos e produtos inovativos, onde as empresas utilizam a cultura do conhecimento para desenvolver novas tecnologias, a inovação é um fator de importância para o mercado brasileiro.
 
Infelizmente, o nosso país não se encontra em boa posição quando se faz o "ranking" global de inovação, onde entre os países com maior liderança se encontram a Suíça, Suécia, Singapura, Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Coréia do Sul e alguns outros países. Para se ter uma idéia, enquanto a Coréia do Sul registrou mais de 13 mil patentes nos Estado Unidos em 2011, o Brasil registrou um pouco mais de 200 e a Argentina cerca de 50 patentes.
 
Esta classificação é baseada no número de novas patentes realizadas por país mas também nos investimentos na ciência, tecnologia e desenvolvimento. Estes países estão avançando de maneira rápida, principalmente os países Asiáticos.
 
Na América Latina o país que possui destaque na área de inovação é o Chile seguido de longe pelo Brasil, Costa Rica, Colômbia, Uruguai, Argentina e outros países. Nesta classificação anual do "ranking" global de inovação, o Brasil caiu nove lugares se comparado com a classificação do ano passado.
 
Em um quadro global que se classifica os países entre os mais importantes para a inovação, o que estão aprendendo a inovar, ou aqueles que inovam pouco, o Brasil ainda se enquadra no último grupo, enquanto China, Índia e alguns outros poucos países estão "aprendendo" a fazer inovação.
 
Apesar do Brasil se destacar entre as 12 maiores economias do mundo, o baixo teor de inovação normalmente se deve ao ambiente político, regulatório e empresarial, bem como a qualidade da educação, principalmente em ciência e tecnologia. Estamos começando a reconhecer a importância da inovação para enfrentar o mundo comercial.
 
O Brasil, apesar da crise econômica mundial, vem reconhecendo e aumentando os recursos e isto é fundamental para o desenvolvimento tecnológico moderno. Nos próximos anos teremos maior destaque nos processos inovativos nas indústrias de todas as áreas.
 
Fonte: Jornal da Ciência 

A presidenta Dilma na quarta-feira (29 ) sancionou a lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. A Lei das Cotas Sociais contou com o engajamento diversos movimentos que lutam pela democratização da universidade. 

Foto: Divulgação

Para Luana Bonone, presidenta da ANPG, a sanção da Lei é o começo de uma importante transformação. "A democratização do acesso ao ensino superior é uma demanda levantada há anos pelos movimentos sociais. O Estado brasileiro assume uma postura justa e necessária, que deve ser acompanhada do fortalecimento do Ensino Médio público", afirmou.

 
Além disso, Luana enfatizou a importância de uma política estudantil que contribua com as mudanças: "A expansão da universidade pública precisa continuar em ritmo acelerado e com garantia de qualidade e políticas de permanência desses novos estudantes na instituição, o que significa assistência estudantil e ampliação do número de bolsas, em diversas modalidades, do ensino médio à pós-graduação."
 
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a Lei de Cotas Sociais vai ajudar os melhores alunos da rede pública a ingressar nas universidades federais. Ele afirmou que os dados da edição 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostram que a média dos 150 mil melhores estudantes da rede pública foi superior à média dos estudantes do setor privado. “Estamos abrindo uma oportunidade para que esses bons alunos, os melhores alunos da rede pública, tenham uma melhor oportunidade de acesso às universidades federais (…) Agora, não podemos deixar de reconhecer que é um desafio, que é melhorar cada vez mais o ensino público, especialmente o ensino médio, e essas cotas vão motivar os alunos a estudarem cada vez mais”, disse.
 
Da redação, com informações do Blog do Planalto 
 

Cinco milhões de páginas digitalizadas à disposição dos interessados. Assim é a Hemeroteca Digital Brasileira, lançada oficialmente na última semana e disponível para consulta gratuita no endereço http://hemerotecadigital.bn.br/

 

A página virtual reúne jornais e revistas extintos ou raros publicados de 1808 ao século XX e pode ser acessada pela internet. O portal oferece a possibilidade de buscas por título, período, edição, local de publicação e palavras dentre o material disponibilizado. São exemplares de peças históricas como o Correio Braziliense, O Malho, Diário Carioca, Última Hora, Jornal do Brasil e ainda, periódicos científicos, como a Revista Médica Brasileira e a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – todos disponíveis para consuta e impressão. Visite!

A Hemeroteca Digital Brasileira
 
A Fundação Biblioteca Nacional oferece aos seus usuários a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA, portal de periódicos nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao seu acervo de periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações seriadas.
 
Na HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA pesquisadores de qualquer parte do mundo passam a ter acesso, inteiramente livre e sem qualquer ônus, a títulos que incluem desde os primeiros jornais criados no país – como o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro, ambos fundados em 1808 – a jornais extintos no século XX, como o Diário Carioca e Correio da Manhã, ou que não circulam mais na forma impressa, caso do Jornal do Brasil.
 
Entre as publicações mais antigas e mesmo raras do século XIX estão, por exemplo, O Espelho, Reverbero Constitucional Fluminense, O Jornal das Senhoras, O Homem de Cor, Marmota Fluminense, Semana Illustrada, A Vida Fluminense, O Mosquito, A República, Gazeta de Notícias, Revista Illustrada, O Besouro, O Abolicionista, Correio de S. Paulo, Correio do Povo, O Paiz, Diário de Notícias, e também os primeiros jornais das províncias do Império.
 
Quanto ao século XX, podem ser consultados revistas de grande importância como Careta, O Malho, O Gato, Revista da Semana, Klaxon, Revista Verde, Diretrizes e jornais que marcaram fortemente a história da imprensa no Brasil, como A Noite, Correio Paulistano, A Manha, A Manhã e Última Hora.
Periódicos de instituições científicas também compõem um segmento especial do acervo já disponível. São alguns deles os Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto, O Progresso Médico, a Revista Médica Brasileira, os Annaes de Medicina Brasiliense, o Boletim da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, a Revista do Instituto Polytechnico Brasileiro, a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Jornal do Agricultor, entre muitos outros. O pesquisador pode consultar também outras modalidades de publicação, como o Boletim da Illustríssima Câmara Municipal da Corte, os Relatórios dos Presidentes das Províncias (no Império) o Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, a Revista do Archivo Público Mineiro, a Gazeta dos Tribunaes: dos juízes e factos judiciaes, do foro e da jurisprudência (Rio de Janeiro).
 
A consulta, possível a partir de qualquer aparelho conectado à internet, é plena e avançada. Pode ser realizada por título, período, edição, local de publicação e palavra(s). A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.
 
Além da chancela do MINISTÉRIO DA CULTURA, a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA é reconhecida pelo MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA e tem o apoio financeiro da FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS – FINEP, o que tornou possível a compra dos equipamentos necessários e a contratação de pessoal para a sua criação e manutenção. Neste momento do lançamento do portal – julho de 2012 –, são cinco milhões de páginas digitalizadas de periódicos raros ou extintos à disposição dos pesquisadores, número que se multiplicará com a continuidade da reprodução digital.
 

A Caravana dos Pós-Graduandos a Brasília foi marcada por uma intensa agenda de reuniões e atividades que buscam agregar apoiadores às reinvindicações dos pós-graduandos. Estiveram presentes alunos integrantes de 16 Associações de Pós-Graduandos (APGs), além de representantes de universidades e movimentos pró-APG. A Caravana a Brasília, além de reivindicar por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, visa concretizar apoiadores para a proposta de origem do legislativo, popularmente conhecida como PL dos Pós-Graduandos. 

Na reunião quarta-feira (28) os líderes estudantis foram recebidos pelo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Na ocasião as pautas do movimento científico foram apresentadas com intuito de garantir o compromisso da agência de fomento na defesa de uma política de valorização e nos encaminhamentos para a consolidação do PL. O caráter estratégico dessa demanda foi reconhecido pelo presidente, que afirmou que atuará como interlocutor junto ao governo. 
 
Glaucius ressaltou o esforço que a agência tem feito no sentido de mudar a situação do quadro comprimido da pós-graduação brasileira e anunciou a criação de novos programas. Um deles é o “Ciência Inovadora” que pretende estimular a inovação tecnológica e social com vistas à interação com a comunidade e aos interesses locais. De acordo com o presidente, esses jovens beneficiados, serão daqui 10 anos a cara da ciência brasileira. Os programas foram apresentados no conselho deliberativo da agência e já percorrem o caminho para sua implementação.  
 
O presidente destacou o papel da ANPG na luta dos pesquisadores brasileiros. “Vocês possuem uma visão que vai muito além dos interesses imediatos. É um engajamento essencial para a ciência e tecnologia.”, afirmou.
 
Brasília com as cores dos pós-graduandos
 
Nem o sol forte que fez em Brasília na quinta-feira (29) desanimou os estudantes que pintaram o Ministério da Educação (MEC) com as cores do movimento. Enquanto os diretores e representantes das APGs seguiram para reunião com Aloízio Mercadante, ministro da Educação, parte dos estudantes permaneceram no entorno do prédio, panfletando, produzindo cartazes e dialogando com os transeuntes. Berenice, estudante da Escola Superior de Agricultura da USP, enquanto pintava o gramado da esplanada, contou sobre a expectativa para os resultados da Caravana. “Esperamos que o Ministro ouça as nossas reivindicações. A ciência já fez muita coisa pelo país, e é ela quem impulsiona o Brasil para frente.” 
 
Aloízio Mercadante ouviu as demandas da pós-graduação e garantiu que os 10% de reajuste nas bolsas de pesquisa para o primeiro trimestre de 2013 está confirmado e não há possibilidade de recuo.  
O ministro citou alguns dados para comparação: Diversas categorias estão em greve e, neste quadro, a 3º maior proposta de reajuste, até agora, é da ANPG que contabiliza pouco mais de 20% – considerando o reajuste de 10%, feito em Julho de 2012 e o 10% previsto para Janeiro de 2013. Outros setores receberam a proposta de 15,8%, divididos em três anos partir de 2013. 
 
De acordo com a ANPG garantir o reajuste é prioritário, mas construir uma política permanente de valorização é estratégico, por isso, a consolidação do PL dos pós-graduandos se faz tão necessário. “Voltaremos para as nossas universidades com a tarefa de ampliar o debater acerca dessa pauta, discutir o seu conteúdo e, principalmente, convencer a base parlamentar de sua importância”, afirmou Luana Bonone, presidenta da ANPG, na plenária final. 
 
Uma moção direcionada à presidenta Dilma foi elaborada nos dias que antecederam a caravana. A presidência não pode receber os pós-graduandos, mas direcionou o pedido ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), que representado pelo  secretário executivo, Luiz Antônio Rodrigues Elias, reuniu-se com os universitários. 
 
Blitz no Congresso
 
Divididos em grupos, os estudantes percorreram os gabinetes da câmara e senado federal numa Blitz pelo Congresso. Com panfletos, adesivos e cartazes os deputados foram abordados e apresentados as pautas. Embora o movimento no congresso federal neste período seja menor, os estudantes consideraram a atividade positiva. André Vieira, estudante de Física na Unicamp, acredita que deste encontro com os parlamentares há de surgir efeito. “Precisamos encontrar deputados que incorporem a nossa causa e reconheçam legitimidade do nosso projeto. Somente realizando atividades como essa que fizemos hoje, conseguiremos dar bons rumos a pós-graduação brasileira.“
 
Próximos Passos
 
Os participantes voltaram com tarefas a serem cumpridas. Os saldos da caravana foram positivos e devem ser alinhados aos próximos passos. Trata-se da continuidade de uma jornada que deverá fortalecer a luta nas bases, convictos de que é preciso avançar nas conquistas e atender as necessidades dos pós-graduandos, possibilitanto uma pesquisa de qualidade voltada ao desenvolvimento do país. 
Pelo reajuste, pela valorização permanente e pela aprovação do PL dos Pós-Graduandos, os universitários seguem lutando.
 
Veja as fotos da Caravana aqui.
 
Da redação.
 
 
 
 
 
 

O Seminário Políticas Públicas, Direitos Fundamentais e Desenvolvimento, que acontecerá na Universidade Cândido Mendes – RJ, nos dias 19 e 20 de setembro de 2012, está com chamada aberta para submissão de trabalhos.

As inscrições seguem até 06 de Setembro e devem ser encaminhado para o e-mail [email protected].

Cada participante pode inscrever até 02 artigos, e sua aprovação depende da inscrição efetuada no evento. 
 
Leia edital completo aqui 
 

A ANPG e APGs de todo Brasil seguem mobilizadas para construir uma atividade significativa em Brasília nos dias 28, 29 e 30 de Agosto. Objetiva-se realizar uma série de reuniões e atos que reforcem a defesa de uma política permanente de valorização e do reajuste das bolsas de pesquisa. 

A caravana da ANPG reunirá pós-graduandos de todo o Brasil, para reivindicar uma bandeira histórica para o movimento nacional dos pós-graduandos: o estabelecimento de uma política permanente de valorização e isonomia das bolsas de pesquisa. A programação da caravana prevê atividades no congresso nacional, como a blitz na câmara dos deputados e no senado federal buscando agregar apoiadores à campanha dos estudantes pesquisadores. O Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, já confirmou que receberá os líderes estudantis. A direção da ANPG solicitou audiência com os presidentes da Capes e CNPq, Jorge Guimarães e Glaucius Oliva, respectivamente.

 
É importante que todos os pós-graduandos sintam-se peça fundamental para garantir que a atividade seja vitoriosa. Além da presença no ato, é necessário que as APGs assinem a moção direcionada à presidenta Dilma disponível aqui. 
 
 
PROGRAMAÇÃO DA CARAVANA
 
DIA 29/08
 
8h- Concentração em frente ao Congresso Nacional (gramado) com Oficina de faixas e cartazes
 
10h- Blitz na câmara e no senado em defesa de uma política permanente de reajuste das bolas
 
12h Almoço
 
13h- Blitz na câmara e no senado em defesa de uma política permanente de reajuste das bolas
 
15h- Ato em frente aos Ministérios da Educação e do Planejamento.
 
18h- Plenária e avaliação do movimento
 
 
Para mais informações sobre a Caravana, entre em contato pelo telefone (11) 5082. 3691 ou [email protected]
 
 
 
 
Da redação.