Category

Notícias

Category

Dentre as atividades que acontecerão no "Armazém Pop Ciência na Rio+20" destaca-se a Arena Multiuso, com palestras que começam na próxima quarta-feira (13).

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promoverá um ciclo de palestras intitulado ‘SBPC na Rio+20’, no espaço batizado de Arena Multiuso, dentro do Armazém 4, do Píer Mauá. De 13 a 22 de junho, todos os dias acontecerão palestras e atividades para público sobre temas da Rio+20 feitas por cientistas e especialistas. Serão abordados: biodiversidade, química para um mundo sustentável, geomagnetismo e vida, mudanças climáticas, internet (20 anos no Brasil!) e desenvolvimento sustentável, astronomia indígena, a Terra e o Universo, mineração sustentável, tecnologias populares e para a educação inclusiva, economia verde, cordel e a Rio+20, música e ciência, apresentações culturais do ‘+ Criança na Rio+20’, encontros virtuais, lançamentos de livros, rodas de conversa, Mostra Ver Ciência etc.

A SBPC participa, junto a mais de 30 instituições de ensino e pesquisa do País, do Armazém Pop Ciência na Rio+20, que fica no Pier Mauá, na área portuária da capital fluminense. O espaço contará com exposições, feiras, experimentos, exibição de vídeos e diversas atividades.

Confira a programação do ciclo ‘SBPC na Rio+20’:

– Dia 13 de junho, às 11h30: "Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças: uma história de divulgação científica para jovens". Palestrante: Maria Lúcia Maciel (Ibict/UFRJ/SBPC)

– Dia 14 de junho, às 9h: "DNA? Transgênico? Clonagem? O que isto tem a ver com a gente?". Palestrante: Carolina Córdula (Unifesp)

– Dia 15 de junho, às 9h15: "O Código Florestal e a Ciência". Palestrante: José Antonio Aleixo (UFRPE/SBPC)

– Dia 16 de junho, às 11h30: "Amazônia, Sociedade e Natureza". Palestrante: Edna Maria Ramos de Castro (UFPA)

– Dia 18 de junho, às 10h: "Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil". Palestrante: Alfredo Wagner Berno de Almeida (PNCSA-UFAM / UEA)

– Dia 21 de junho, às 10h45: "Rio +20, +21, +22, +23…" – Lançamento do Livro infantil SBPC/Biolúdica. Palestrante: Nuriti Bensusan

– Dia 22 de junho, às 10h: "Abelhas sem ferrão e os Serviços Ambientais". Palestrante: Ademilson Espencer Egea Soares (FMRP/USP)

– Dia 22 de junho, às 14h45: "Problemas da urbanização na Amazônia". Palestrante: Edna Maria Ramos de Castro (UFPA)

Confira a programação completa e mais informações sobre as atividades do Armazém Pop Ciência no site: www.popciencia.org.br

 

Fonte: Jornal da Ciência

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicou novo edital do programa Capes-Mincyt. O programa é realizado em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva (Mincyt, sigla em espanhol) da Argentina e tem como objetivo estimular, por meio de projetos conjuntos de pesquisa, o intercâmbio de docentes e de pesquisadores brasileiros e argentinos, vinculados a Programas de Pós-Graduação.

Inscrições

As inscrições serão gratuitas e efetuadas por meio do preenchimento de formulário online, envio eletrônico de documentos e de cartas de referência de acordo com o descrito no edital, até as 23h59 do dia 15 de julho de 2012.

Modalidades

O edital selecionará grupos de pesquisas nas seguintes modalidades: grupos de pesquisas conjuntos, projetos de pesquisa desenvolvidos por uma equipe brasileira e uma argentina; e grupos de pesquisa associados em rede, projetos de pesquisa desenvolvidos por duas ou três Instituições de Ensino Superior de cada país.

O início das atividades dos projetos está previsto para o mês de fevereiro de 2013.

Fonte: Ascom da Capes

Depois de 20 dias de greve, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se encontrou pela primeira vez com os professores das instituições federais de ensino superior, nesta terça-feira (5), em Brasília. A reunião ocorreu durante o ato realizado pelos docentes, junto com outros servidores federais, na capital. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), o número de instituições federais de ensino superior (Ifes) paradas já chega a 53.

No encontro, Mercadante prometeu que as negociações sobre o novo plano de carreira não serão suspensas e que a categoria deve ser chamada para conversar pelo Ministério do Planejamento na semana que vem. Já a Andes descartou qualquer possibilidade de encerrar a paralisação. Segundo a presidente da entidade, Marina Barbosa, nenhum item da pauta de reivindicação, como novo plano de carreira e melhores condições de trabalho, foi atendido. Ela criticou ainda a falta de disposição do governo em apresentar uma nova proposta, pois na última reunião, no dia 15 de maio, foi defendido o mesmo texto apresentado em dezembro de 2010.

"A greve está mantida. Nenhum dado relacionado à nossa pauta foi atendido. A greve está forte e a mobilização está crescendo. O governo demorou três meses para substituir o secretário responsável pelas negociações [Duvanier Paiva, morto em janeiro], mas isso não é justificativa. Se eles querem negociar, precisam alterar a sua posição, até para podermos discutir dentro do movimento", afirmou Marina, que ressaltou o apoio dos técnicos-administrativos das Ifes, que devem parar suas atividades na próxima semana.

Movimento Estudantil

Entre os estudantes, o apoio à paralisação vem crescendo. O presidente da UNE, Daniel Iliescu, que participou da marcha em Brasília nesta terça-feira, declarou que existe a possibilidade de greve nacional dos alunos e que o tema seria discutido ainda este mês pelo Conselho Nacional das Entidades Gerais (instância que reúne os diretórios centrais das universidades).

Diversas Associações de Pós-Graduandos têm manifestado seu apoio aos movimentos locais de greve, a partir da análise da realidade local.

APG UFPEAPG UFSJAPG UFBA, APG UFV e o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR já aprovaram moções de apoio. Na UFRJ mais de 2 mil estudantes deliberaram, em Assembleia realizada no dia 29, por greve estudantil. Além do apoio aos professores são reivindicadas pautas específicas como a defesa de 10% do PIB para a educação, maior investimento em pesquisa e extensão universitária e o descongelamento da contratação de novos professores. Também no dia 29 os pós-graduandos do Programa de Sociologia da UFF realizaram uma assembleia geral com mais da metade dos acadêmicos matriculados e deliberaram, por unanimidade, entrar em greve. 

Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone, a greve dos docentes explicita o grave momento da educação brasileira. “Historicamente a ANPG sempre se posicionou ao lado dos professores em momentos como esse. Acreditamos que além do reajuste salarial é necessário garantirmos 10% do PIB em investimentos para Educação e 2% do PIB para Ciência e Tecnologia”, finalizou.

O MEC argumenta que a greve é precipitada, pois estaria cumprindo um acordo feito no ano passado com a categoria, que prevê aumento de 4% e incorporação de gratificações. A Andes, entretanto, alega que o acerto foi apenas emergencial. Os docentes reclamam da defasagem salarial e de condições de trabalho ruins, que teriam sido agravadas com a expansão de vagas promovida pelo Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Fonte: Da Redação com O Globo e agências

A Universidade de Brasília (UnB) anunciou nesta semana a criação de mais 14 cursos de pós-graduação stricto sensu. São sete doutorados, seis mestrados acadêmicos e um mestrado profissional. Veja abaixo:

Doutorado em Saúde Animal
Mestrado Profissional em Computação Aplicada
Mestrado e Doutorado em Nanociência e Nanotecnologia
Mestrado e Doutorado em Zoologia
Mestrado e Doutorado em Biologia Microbiana
Mestrado e Doutorado em Tecnologias Química e Biológica
Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos e Cidadania
Mestrado e Doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade

Veja aqui todos os cursos de pós-graduação da UnB

Com o acréscimo dos novos cursos a UnB passa a oferecer 59 cursos de doutorado, 67 de mestrado e 8 de mestrado profissional. As propostas foram aprovadas pela Capes em dezembro de 2011. "Essa evolução está em perfeita consonância com a Capes e o Plano Nacional de Pós-Graduação, segundo a perspectiva de a universidade crescer quantitativa e qualitativamente", avalia Georgete Medleg Rodrigues, diretora de Pós-Graduação da UnB.

O Programa de Pós-Graduação em Nanociência e Nanotecnologia vai oferecer 20 vagas para mestrado e 12 para doutorado, além de cinco adicionais para estudantes estrangeiros em cada programa, no próximo edital. O programa será oferecido em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

O Mestrado Profissional em Computação Aplicada vai oferecer 23 vagas, sendo cinco para servidores da UnB. O número de vagas a serem disponibilizadas pelos outros cursos de pós-graduação não foi divulgado.

Fonte: http://www.minhapos.com.br/

A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG) abre inscrições para cursos de especialização em seis áreas do direito na secretaria da Faculdade de Direito/UFG em Goiânia. São oferecidas 55 vagas de especialização para os cursos de Direito Constitucional, Direito Penal, Processual Penal, Criminologia, Direito e Processo do Trabalho e Direito do Consumidor.

As inscrições para o curso de Processo Penal seguem abertas até o dia 8 de junho. Estudantes interessados em se candidatar para os cursos de Direito Constitucional, Direito e Processo do Trabalho e Direito do Consumidor podem fazer suas inscrições até o dia 12 de junho e as inscrições para Direito Penal e Criminologia podem ser feitas até 15 também deste mês. As provas serão realizadas de acordo com as datas estabelecidas nos editais de cada curso.

Os cursos de especialização têm duração de dois anos e o processo seletivo será feito por meio de uma prova de conhecimentos específicos de caráter eliminatório. Os candidatos interessados nos cursos de Direito Constitucional, Direito e Processo do Trabalho e Direito Processual Penal devem pagar uma taxa de inscrição de 70 reais.

Mais informações no sítio da Faculdade de Direito da UFG ou pelo telefone (62) 3209-6313.

Por Bárbara Camargo.

clique na imagem e visite o sítio oficial

Entre os dias 13 e 22 de junho de 2012, o Armazém 4 do cais do Porto, no Rio de Janeiro, se transformará num grande armazém de Popularização da Ciência, da Tecnologia e da Inovação para a realização de um conjunto de atividades direcionadas à sociedade civil.

Mais de 50 instituições estarão presentes desenvolvendo atividades sobre os temas da Rio + 20 como sustentabilidade, produção de energia, diminuição da pobreza, meio ambiente etc.
A programação completa será divulgada em breve. Mais informações podem ser encontradas aqui.

A entrada é gratuita para todos e o horário de funcionamento é das 9 às 18h.

Arena Multiuso

Em uma arena multiuso, várias atividades acontecerão simultaneamente.

Entre elas, discussão de temas importantes da Rio + 20 em parceria com o Instituto Ciência Hoje.
Os debates deverão envolver jovens de todo o país (com auxílio de videoconferências, internet e redes sociais). Haverá também uma Mostra de vídeos (Ver Ciência) sobre temas da Rio + 20.

Feira de Ciências no Armazém

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI), em parceria com os demais participantes da Comissão Coordenadora do Grupo Pop Ciência na Rio+20, irá promover a Feira de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia da Rio+20 (FEMACTRio+20).

O evento irá reunir cerca de 120 trabalhos de jovens do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares do estado do Rio de Janeiro, além de convidadas especiais de outros estados. A feira acontece nos dias 12, 13 e 14 de junho, em uma área de 700 m2 no Armazém 4 da zona portuária, que fica na Avenida Rodrigues Alves, s/ nº, Centro.

Os trabalhos irão abordar questões científico-tecnológicas que possam contribuir para a solução de questões ligadas ao meio ambiente, sustentabilidade, circulação nas grandes cidades, produção e consumo de energia, tratamento e destinação de lixo, prevenção de desastres naturais, tecnologia social e economia solidária.

 

Da Redação.

O Instituto de Pesquisa Eonômica Aplicada (Ipea) mantém um banco de dados para a seleção de pesquisadores candidatos à concessão de Bolsa Pesquisa em estudos e projetos do Instituto, com destaque para as áreas temáticas relacionadas ao desenvolvimento nacional.

As bolsas são concedidas em diversas modalidades, de Auxiliar de Pesquisa, para candidatos matriculados em nível superior, a Doutores e pesquisadores estrangeiros, por meio do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional- PNPD.

A seleção é efetuada de acordo com os projetos que tem necessidade de contribuição de bolsistas, por meio de Chamada Pública, a qual estabelece requisitos e critérios de seleção, divulgadas na página do Ipea.

Para se candidatar o interessado deve acessar o conteúdo das Chamadas e se atender os requisitos cadastrar seu currículo e selecionar o projeto, em alguns casos é necessário que o interessado apresente proposta de projeto de como será realizado o trabalho.

Chamadas abertas: Desenvolvimento Humano e Comunicação

Começou na quarta-feira (30), o processo seletivo de 11 bolsistas para assistente de pesquisa III (mestre) e de sete bolsistas que possuam doutorado. A seleção será feita por meio de duas chamadas públicas e tem o intuito de contratar bolsistas para auxiliar o Ipea em sua missão, desenvolver pesquisas e fornecer suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e avaliação de políticas e programas de desenvolvimento.

A primeira chamada, nº 70/2012, selecionará interessados para participar do projeto “Elaboração do Novo Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil”. O objetivo desse projeto é a elaboração do Novo Atlas, abarcando todos os municípios brasileiros e, adicionalmente, calcular esse indicador para divisões espaciais das principais regiões metropolitanas do país. Serão concedidas cinco bolsas de assistente de pesquisa III e uma bolsa para doutor.

Já a segunda chamada, nº 71/2012, desenvolverá a nova edição da publicação Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil. O objeto da pesquisa são as tendências brasileiras da comunicação na primeira década do novo século e inventário do estado atual do conhecimento, em comparação com os indicadores nacionais e mundiais da economia, sociedade e cultura. O foco serão as tendências da América Latina no século XXI, com um estudo comparativo do Brasil com a situação vigente em outros países da região. Nesta chamada serão concedidas seis bolsas para doutores e seis bolsas para mestres.

Para consultar as chamadas públicas, bem como obter informações sobre o envio das candidaturas, clique aqui.

 

Da Redação.

O Encontro Científico dos Pós-Graduandos (EnCPos) do IMECC é um evento organizado por pós-graduandos do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp, em que alunos de pós-graduação em Matemática, Matemática Aplicada e Estatística – inclusive de outras entidades – têm a oportunidade de expor suas pesquisas.

Nesta sétima edição, que ocorrerá no período de 12 a 14 de setembro de 2012, o encontro também contará com palestras sobre temas bastante atuais e instigantes, tais como: como elaborar e ser aceito um artigo científico, aspectos introdutórios da Teoria de Resposta ao Item, Lógica matemática, entre outros. 

Os professores convidados são: Reginaldo Palazzo (FEEC – Unicamp); Carlos Moreira, o "Gugu" (IMPA); Ítala D’Ottaviano (CLE – Unicamp); Héliton Tavares (ICEN – UFPA); João Frederico Meyer (IMECC – Unicamp) e Nancy Garcia (IMECC – Unicamp).

As inscrições pelo site estarão abertas a partir de 09 de julho até 10 de agosto, após esta data somente serão aceitas inscrições ao longo do evento. Custam R$20 para inscritos através do site e R$30 para inscritos durante o evento.

Neste ano, contaremos com apresentações de trabalhos através de comunicações orais (duração de 30 minutos, com acréscimo de 5 minutos para perguntas).

A submissão de trabalhos estará aberta a partir do dia 09 de julho até 10 de agosto e os trabalhos selecionados serão divulgados pelo site no dia 24 de agosto.

Para mais informações, acesse a página do encontro: www.ime.unicamp.br/~encpos

 

Fonte: Informações cedidas pela organização do evento.

Em reunião da diretoria executiva realizada na última quinta-feira (31), a União Nacional dos Estudantes (UNE) aprovou um documento em que expõe a opinião da entidade e o apoio à greve dos docentes das intituições federais de ensino.

Desde o dia 17 de maio, dezenas de universidades federais tiveram suas atividades docentes paralisadas por conta da deflagração de mais uma greve. A reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho estão entre as reivindicações dos professores.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

Diversas Associações de Pós-Graduandos têm manifestado seu apoio aos movimentos locais de greve, a partir da análise da realidade local. Leia mais aqui.

Todo apoio à luta dos professores e técnico-administrativos das IFES!

Por um PNE com 10% do PIB e 50% dos royalties e do Pré-Sal pra Educação!

A União Nacional dos Estudantes, em reunião de sua diretoria executiva, dirige-se a toda a sociedade para expressar o seu total apoio e solidariedade à greve dos professores e ao indicativo de greve dos técnico-administrativos das universidades federais brasileiras e reafirmar a defesa de uma reforma universitária democrática que transforme substancialmente o ensino superior de nosso país. Neste momento de acirramento das lutas na universidade, na qual os estudantes têm empreendido um constante processo de mobilizações, enxergamos no movimento conjunto da comunidade acadêmica a possibilidade de vitórias para os estudantes, para toda a universidade e para todo o Brasil.

Vivemos dias decisivos para a educação em nosso país. As discussões sobre o Plano Nacional de Educação trazem a possibilidade de dialogar sobre o projeto de universidade que queremos para o Brasil. Esse momento de efervescência nas universidades federais tem a marca das mudanças vividas nos últimos anos, que possibilitaram o início de um processo de ampliação no acesso ao ensino superior público, fazendo com que nele comecem a ingressar os filhos da classe trabalhadora, a quem historicamente foi negado o direito de obter um diploma de ensino superior. Esta nova realidade traz novos desafios para a universidade brasileira, que precisa se ampliar cada vez mais, com eficiência e garantia de qualidade, para que possa se conectar com os desafios de nossa nação.

Consideramos, assim, imprescindível a implementação do novo plano de carreira reivindicado pelos professores e pelos técnico-administrativos, como forma de afirmar seus direitos e, ao mesmo tempo, assegurar a qualidade do ensino superior público em todo o país. É legítima a reivindicação de que o governo cumpra o acordo firmado com a categoria no ano de 2011. As dificuldades vividas pelos professores, técnico-administrativos e estudantes da rede federal trazem prejuízos não somente ao conjunto da comunidade acadêmica, mas, num olhar mais amplo, a todo o povo brasileiro, que não desfruta de uma universidade pública que forme profissionais em condições de excelência e produza conhecimento voltado para a solução dos grandes problemas nacionais, como combate à miséria, erradicação do analfabetismo, melhores condições de trabalho e tantos outros.

Infelizmente, os cortes de quase 5 bilhões no orçamento da educação nos últimos dois anos jogam contra o projeto de universidade que a UNE defende. As consequências desta nefasta política econômica, que no ano passado destinou 49% do orçamento da União para o pagamento de juros e menos de 5% do seu Produto Interno Bruto para a educação foram responsáveis por estrangular problemas históricos da educação brasileira. O resultado desta política, imposta ao país pelos banqueiros, traz limitações ao processo de expansão da universidade, gerando obras paralisadas, filas gigantes nos restaurantes universitários, congelamento na contratação de professores e investimento incipiente em pesquisa e extensão. Estes problemas decorrem da histórica lógica de “universidade para poucos”, que perdurou no nosso país por mais de um século e impediu que a instituição se preparasse para receber os jovens das classes populares. Para superar essas dificuldades, é fundamental ampliar substancialmente o financiamento da educação e, além disto, discutir a que projeto de país deve servir a universidade: de um lado um modelo elitista, que preserva as contradições históricas de nossa sociedade; de outro, uma universidade popular, pintada de todas as cores e com os olhos voltados para o desenvolvimento da nação.

Neste momento, a UNE reforça a defesa de uma Reforma Universitária democrática que possibilite posicionar a universidade como um centro produtor e difusor de conhecimento para toda a sociedade. Defendemos a ampliação imediata dos investimentos em assistência estudantil para 1,5 bilhão de reais, contratação de sete mil novos professores e servidores técnico-administrativos, um plano emergencial para conclusão das obras de infraestrutura nas universidades e gestão democrática com paridade nas eleições para reitoria e órgãos de decisão. No bojo das discussões do novo Plano Nacional de Educação, reafirmamos que este é momento de ampliação de direitos, com a destinação de 10% do PIB e 50% dos royalties e do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

Compreendemos, assim, que o momento é de mobilização e unidade entre as categorias. É com este espírito que os estudantes vêm promovendo greves e assembleias estudantis em dezenas de instituições federais de ensino superior com bandeiras que se solidarizam com a causa dos professores e técnico-administrativos e contribuam para a permanência qualificada do estudante na vida acadêmica.

Assim, conclamamos os estudantes de todo o país a se mobilizarem por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, com assembleias, passeatas, aulas públicas, abaixo-assinados e atos que contribuam para o fortalecimento do debate sobre o projeto de ensino superior que sonhamos. Convocamos todos e todas ao 60o Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE, que acontecerá no Rio de Janeiro de 15 a 17 de Junho, e será um grande espaço de diálogos e mobilizações em defesa das universidades federais brasileiras. Apoiar este movimento é somar forças para a real mudança do ensino superior, garantindo mais mentes e projetos a serviço do desenvolvimento econômico, social e humano do país. Esta causa é de todos, estudantes e trabalhadores de todo o Brasil.

Por isso, referendemos a seguinte agenda de mobilizações: 1. Todos ao 60o Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE! 2. Constituição de um Comando Nacional de Luta Estudantil; 3. Integrar-se a todas as atividades do comando de greve dos docentes e das discussões do indicativo de greve dos servidores técnico-administrativos; 4. Participar do ato dos docentes e servidores dia 5 de Junho, em Brasília, em defesa das greves e mobilizações das universidades federais; 5. Fazer do dia 11 de Junho o Dia Nacional da Luta pela Educação de Qualidade e seguir nas mobilizações no dia 12 e 13 de Junho pela aprovação de um Plano Nacional de Educação democrático que garanta 10% do PIB e 50% dos royalties e Fundo Social do Pré-Sal para educação.

 

São Paulo, 31 de Maio de 2012.

 

Diretoria Executiva da União Nacional dos Estudantes.

A diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Vanessa Petrelli Corrêa, responde interinamente, desde sexta-feira (1), pela presidência do instituto. A portaria foi publicada também nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU).

A saída do então presidente, Marcio Pochmann ocorre em decorrência de sua pré-candidatura à prefeitura de Campinas. Na tarde desta segunda o Ipea publicou em seu sítio a carta-despedida de Pochmann.

Vanessa Petrelli Corrêa, nova presidenta do Ipea.
Marcio Pochmann, durante abertura do 23º CNPG.

Durante o 23º CNPG ele esteve presente na conferência de abertura. Na ocasião, afirmou que o atual modelo de ensino prioriza a fragmentação do conhecimento, o que “é cada vez mais alienante e dificulta o conhecimento de um todo”. Além disso, para o pesquisador, as condições para os estudantes são precárias. “A maior parte dos jovens que estudam no Brasil trabalha pelo menos oito horas por dia. Uma pesquisa feita pelos institutos de ensino pressupõe que os estudantes leem menos de cinco livros por ano. Educação não é uma fábrica de salsicha, precisa de cuidado”, protestou Pochmann, muito aplaudido pelos estudantes presentes.

Em sua gestão o Ipea ampliou o raio de atuação, abriu-se para áreas além da economia, aumentou o leque de trabalhos e passou a assessorar não apenas o governo federal, mas também administrações estaduais e municipais, além de fornecer subsídios a entidades da sociedade civil e aos poderes Legislativo e Judiciário.

Com pouco mais de seiscentos pesquisadores, é uma das maiores instituições de pesquisa na América Latina. Possui uma representação em Caracas e em breve terá outras na Argentina e no Paraguai.

Biografia

Vanessa Petrelli Corrêa é graduada em economia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), possui mestrado na mesma área pela Universidade de Brasília (UNB) e é doutora em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Petrelli é professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde ocupou os cargos de coordenadora do curso de graduação em economia e do programa de pós-graduação na mesma área. Ela possui experiência em Economia, com ênfase em Macroeconomia, Finanças Internacionais e Instituições Monetárias e Financeiras do Brasil.

Vanessa Petrelli atua principalmente nos temas de determinação dos juros, dinâmica dos fluxos de capitais, sistema financeiro nacional, mercado de capitais, financiamento público, distribuição regional de recursos e financiamento agrícola. Ela também é consultora do Ministério da Educação (MEC) e foi presidente de várias comissões de autorização e reconhecimento de cursos de graduação em economia.

Antes de se tornar diretora dos Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, cargo que ocupava desde abril do ano passado, ela foi pesquisadora visitante do instituto.

 

Da Redação com informações de agências.