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Nesta Semana Nacional de Mobilização a ANPG convocou as APG’s e os pós-graduandos de todo o país a realizarem atividades de mobilização em torno do reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado. A Semana faz parte do “Março Verde e Amarelo”, nome dado à Jornada de Lutas da UNE, UBES e ANPG, série de manifestações que tradicionalmente acontecem nos meses de março e agosto, em torno de pautas referentes à educação.

Sem aumento há quase 4 anos, o valor das bolsas está totalmente defasado e obriga os pós-graduandos a sacrifícios pessoais para continuarem suas pesquisas. Para se dedicarem exclusivamente aos estudos, os pós-graduandos contam apenas com o valor da bolsa para se manter e investir em sua formação (cursos de idiomas, participação em congressos etc), o que torna os atuais valores (R$1200 mestrado e R$1800 doutorado, bolsas CAPES/CNPq) insuficientes.

Paralisação

Na quinta-feira (29), está convocada uma paralisação nacional das atividades. Os pós-graduandos planejam fazer aulas públicas e panfletagens nas universidades. Também está previsto um "twittaço" às 16h para chamar a atenção da sociedade. Um abaixo-assinado que roda desde o ano passado já recebeu mais de 50 mil assinaturas a favor da causa dos estudantes.

Veja abaixo onde acontecerão as atividades na quinta-feira (29):

 Rio Grande do Sul

UFRGS – Panfletagem em frente à Faculdade de Educação a partir das 13h.


Santa Catarina

UFSC

11h: Concentração dos pós-graduandos na biblioteca universitária.

11h15: Instalação do contador de dias sem reajuste na Biblioteca Universitária.

11h30: Instalação do contador de dias sem reajuste no Hall da Reitoria;

11h40: Conversas pelo campus, panfletagens, coleta de depoimentos em vídeo, assinaturas na petição online.

12h30: Instalação de barraca da APG UFSC próximo ao restaurante universitário para conversas, assinatura do painel de apoio e mobilização para a festa de aniversário do reajuste.

13h30: Concentração para festa de aniversário do reajuste no Hall da Reitoria.

14h: Festa de aniversário do reajuste e visitas aos gabinetes dos dirigentes da reitoria.

15h: Publicização e abertura do blog UFSC pelo Reajuste de Bolsas Já! e encerramento das atividades.


Paraná

UEM – 11h às 13h: Panfletagem durante o horário de almoço no RU. Será disponibilizado também um mural para que as pessoas possam deixar uma mensagem ou registrar sua indignação quanto aos 4 anos sem aumento das bolsas.


Minas Gerais

PUC-BH – 15h30: panfletagem com concentração em frente ao prédio do teatro, com instalação de contador de dias sem reajuste.

UFLA

1. Manifestação com cartazes na cantina central da UFLA;
2. Disponibilização de notebooks para a assinatura do abaixo assinado;
3. Envio de e-mails para todos os pós-graduandos da UFLA;
4. Reportagem com a TV UFLA e ASCOM na quinta feira, a fim de expormos na mídia nosso posicionamento e a situação de 4 anos sem aumento de bolsas, sendo que aluguéis, por exemplo, aumentam muito todos os anos.

UFV – Fizeram debate na segunda-feira (26) e mantêm campanha virtual.


Rio de Janeiro

Fiocruz

8h às 11h – panfletagem de divulgação do ato na portaria da Fiocruz, com explicação das reivindicações e campanha para que as pessoas utilizem uma faixa preta no braço.

12h30 às 13h30: pós-graduandos planejam ato com faixas em frente ao Castelo da Fiocruz e também no CPqRR (Centro de Pesquisas Rene Rachou). Outros campi também se mobilizarão, são eles: campus Manguinhos-RJ e campus de MG da Fiocruz.


São Paulo

USP Leste – Paralisação e panfletagem.

PUC – Panfletagem e passagem em sala de aula.

USP-Ribeirão – Panfletagem no horário de almoço, no bandejão.

UFSCar – Debate pela manhã e instalação de contador de dias sem reajuste no bandejão.

Unicamp  Panfletagem e assembleia no horário de alomoço, no bandejão.

 

Ceará

UFC – 14h: Debate sobre a pós-graduação no Brasil, com participação do pró-reitor de pós-graduação da UFC e da presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo.

 

 

Bahia

 

UFBA  Panfletagem na Faculdade de Educação no período da tarde.

 

Goiás

UFG -Paralisação das atividades na UFG e campanha virtual


Pará

UEPA -Paralisação das atividades na UEPA e campanha virtual


Para maiores informações, entre em contato com a ANPG:

comunicaçã[email protected] / 11 4117-9111

 

Além da Campanha de Bolsas, participe também do congresso da ANPG, de 3 a 6 de maio na Unifesp (São Paulo/SP). Clique aqui e saiba mais. 

 


 

 

Na foto, integrantes da APG UFV com os componentes da mesa do debate. Foto: APG UFV.

Na tarde dessa segunda-feira (26), a APG da UFV reuniu cerca de 100 pessoas no debate Valorização profissional e bolsas na Pós-Graduação: O papel do Projeto de Lei 2.315/2003.

Compondo as atividades da Semana Nacional de Mobilização da ANPG, a ação organizada pela Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Viçosa (UFV) reuniu em um debate a reitora da Universidade, Nilda de Fátima Ferreira Soares, o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Eduardo Mizubuti, D.Sc. André Ricardo e Silva, o Coordenador Geral da APG/UFV, a Diretora de Comunicação da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), Luana Bonone , M.Sc. Cristina Fontes – Vereadora  de Viçosa/MG e o deputado estadual Paulo Lamack.

Para Luana Bonone, é fundamental que os pós-graduandos se inteirem do que acontece no Congresso Nacional a respeito das bolsas. A omissão do Legislativo e do Executivo neste assunto tem custado aos pós-graduandos sacrifício para continuarem suas pesquisas. “As bolsas estão há quase 4 anos sem reajuste, por isso estamos intensificando nossa pressão. Convocamos todos os pós-graduandos e pós-graduandas do país a paralisarem suas atividades na próxima quinta-feira(29) para chamar a atenção do governo para esse problema”, finalizou.

Saiba mais sobre a Campanha de Bolsas e a Semana Nacional de Mobilização.

Participe do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, de 3 a 6 de maio em São Paulo, na UNIFESP.

Entenda o PL

O Projeto de Lei 2.315/2003 está em tramitação na Câmara dos Deputados e dispõe sobre os critérios para definição dos valores das bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural.

Aprovado nas comissões de Educação e Cultura (CEC) e Ciência e Tecnologia (CCTCI), o PL de autoria do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) teria como principal objeção para ser aprovado sua fonte de recursos. Licenciado na Câmara dos Deputados para atuar como Secretário Municipal de Habitação do Rio de Janeiro, Bittar diz que o projeto acaba sempre barrado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) porque pressupõe um aumento de gastos para o executivo. "Uma matéria do legislativo não pode aumentar as despesas no executivo, é o princípio de independência e respeito entre os poderes", explica.

Em recente matéria, o jornal O Estado de Minas compilou as mais recentes novidades sobre o PL dos Pós – Graduandos, leia aqui.

 

Da Redação com informações da APG da UFV. 

No último dia 16 de março, o Ministro de C,T &I, Marco Antonio Raupp proferiu a aula inaugural na COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante a aula o ministro destacou questões como a ciência no Brasil e falou da importância da inovação para o desenvolvimento sustentável e os desafios da próxima década.

Aproveitando a oportunidade, uma comissão de representantes do corpo discente da COPPE entregou dois documentos ao Ministro: um abaixo-assinado com 329 assinaturas (12% dos estudantes de mestrado e doutorado da COPPE) e uma carta que expunha as dificuldades dos pós-graduandos de "sobreviver" com o valor da bolsa de estudos defasada. A carta contém também uma proposta de reajuste do valor das bolsas.

De acordo com o documento: “Avaliando o PNPG 2011-2020, afirmamos que as condições atuais tornam a vida do pós-graduando incompatível com suas necessidades básicas de sobrevivência, pouco atrativa e excludente. Com o cenário atual de remuneração, apenas as classes mais abastardas “terão direito” ao ensino de pós-graduação de qualidade. A não resolução dos problemas da má remuneração aos pós-graduandos e da falta de condições básicas para o desenvolvimento de pesquisa científica no Brasil poderá impactar de forma negativa a área científica em curto e médio prazo, restringindo avanços tecnológicos e desestimulando o ingresso de jovens talentos numa área tão importante para o desenvolvimento do País.”

A ação é parte da Campanha de Bolsas da ANPG.

Leia mais: Semana Nacional de Mobilização: em Viçosa-MG teve debate!

Saiba mais sobre a Campanha de Bolsas e a Semana Nacional de Mobilização.

Participe do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, de 3 a 6 de maio em São Paulo, na UNIFESP. 

Da Redação.

     ANPG convoca paralisação nacional de pós-graduandos pelo reajuste de bolsas já! 

Leia também:
Semana Nacional de Mobilização da ANPG: em Viçosa – MG teve debate!
Semana Nacional de Mobilização: APG da UFLA programa ações para essa quinta (29)

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convoca os pós-graduandos e as pós-graduandas de todo o país a paralisarem todas as suas atividades acadêmicas e de pesquisa no dia 29 de março em defesa do reajuste imediato do valor das bolsas de mestrado e doutorado, há 4 anos congeladas – a inflação acumulada do período já supera os 20%.

Há pelo menos dois anos os pós-graduandos do país vêm pautando a importância da valorização das bolsas de pesquisa em um país que almeja uma posição de maior destaque na geopolítica mundial. Em 2011 os pós-graduandos realizaram diversas atividades nas universidades, rodaram um abaixo-assinado (que já supera 50 mil assinaturas) e angariaram apoio de reitores, conselhos universitários, assembleias legislativas, parlamentares, intelectuais, entidades da sociedade civil organizada, entre outros. A ANPG também apresentou propostas de emenda ao Orçamento da União para garantir o reajuste e também apresentou sua pauta aos presidentes da Capes e do CNPq, aos ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação e até à presidenta Dilma Rousseff.

Todos os que receberam a reivindicação se disseram sensíveis à pauta, entretanto, o corte no Orçamento 2012, que reduziu em 22% as verbas do MCTI, indicam que as prioridades que marcam a política econômica federal  prejudicam o desenvolvimento do país. Este depende, dentre outros fatores, de recursos humanos qualificados, capazes de contribuir para superar os gargalos históricos da nação.

 

Semana de mobilização

Assim, convocamos as APG’s e pós-graduandos a realizarem mobilizações nas universidades de forma concentrada na semana de 26 a 30 de março, pautando o reajuste das bolsas como a pauta central dos pós-graduandos na Jornada Nacional de Lutas da UNE, UBES e ANPG, que ocorre no período. 

Entre as ações sugeridas pela campanha estão a realização de atos; festas-protesto de aniversário dos 4 anos sem reajuste; instalação de murais de apoiadores da campanha; coleta de moedas para “garantir” o orçamento do governo federal para conceder o reajuste; instalação de um contador de dias sem reajuste (nesta quinta-feira, dia 22 de março, completam-se 1391 dias); debates e moções de apoio dos órgãos colegiados das instituições e entidades dos movimentos sociais.

 

Paralisação

Entretanto, o foco da mobilização deve ser a paralisação das atividades acadêmicas e de pesquisa no dia 29 de março. Para tanto, vale realizar aulas públicas e outras atividades que reúnam os pós-graduandos, panfletagens e outros instrumentos. O importante é garantir e registrar o protesto pelo longo período sem reajuste das bolsas.

A produção de pesquisas concatenadas com as grandes questões nacionais e ao mesmo tempo livres, criativas, inovadoras, depende de investimento material e valorização social. É neste sentido que a ANPG pauta a humanização das bolsas de pesquisa, tendo como reivindicação imediata o reajuste e uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa.

Pela valorização das bolsas de pesquisa!

 

Além da campanha de bolsas, participe também do congresso da ANPG, de 3 a 6 de maio na Unifesp (São Paulo/SP). Clique aqui e saiba mais.

 


Os interessados em submeter resumos de trabalhos para apresentação na 64ª Reunião Anual da SBPC têm até o dia 2 de abril para fazer sua inscrição. Uma vez inscrito, o autor terá até o dia 9 de abril para encaminhar o resumo para análise. O evento, que será realizado em São Luís (MA), de 22 a 27 de julho, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contará com cinco sessões de pôsteres. A expectativa é que sejam apresentados mais de dois mil trabalhos.

Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores; e também trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem.

A SBPC divulgará o parecer da análise da submissão até 17 de maio. A partir de 31 de maio, os autores deverão consultar no site do evento a data de apresentação dos pôsteres. Mais informações: http://www.sbpcnet.org.br/saoluis/home

Fonte: Ascom da SBPC

De 26 a 30 de março acontece a Semana Nacional de Mobilização da ANPG pelo reajuste das bolsas de mestrado e doutorado.

Entre as ações sugeridas pela campanha está a realização de atos; festas-protesto de aniversário dos 4 anos sem reajuste; instalação de murais de apoiadores da campanha; coleta de moedas para “garantir” o orçamento do governo federal para conceder o reajuste; instalação de um contador de dias sem reajuste (nesta segunda-feira, dia 26 de março, completam-se 1395 dias); debates e moções de apoio dos órgãos colegiados das instituições e entidades dos movimentos sociais.

Segundo a coordenadora geral da APG da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Alessandra Millezi, está prevista uma manifestação na cantina central da universidade na quinta-feira (29). A APG disponibilizará notebooks para a assinatura do abaixo assinado e participará de uma reportagem da TV UFLA, a fim de expor, para o conjunto dos estudantes, o posicionamento e a situação dos pós-graduandos nesses quase 4 anos sem reajuste das bolsas.


Contato APG UFLA:

Alessandra Millezi [email protected]
(35) 8822-0921 / (35) 9102-7008 / 
(35) 9965-0951 

Da Redação com informações da APG da UFLA.

Nesta semana a diretoria da ANPG esteve em Brasília para diversas atividades. Na quarta-feira (21), a entidade reuniu-se com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Na pauta do encontro, assuntos como o PL 2134 que cria cargos para as universidades federais, carreira docente, recursos financeiros, Plano Nacional de Educação, entre outros.

Luana Bonone, diretora da Comunicação, representou a ANPG em reunião com a Andifes, na quarta(21). Foto: Ascom Andifes.

A ANPG discutiu com a Andifes a sua principal demanda que é o aumento do valor das bolsas de pós-graduação, há mais de 3 anos sem reajuste e a convidou para participar e apoiar a realização e divulgação do 23º Congresso Nacional de Pós-graduandos a realizar-se no período de 3 a 6 de maio, em São Paulo, na Unifesp.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, convidou a Andifes a participar de Ato no Congresso Nacional com várias entidades em defesa de aprovação rápida do PNE. Ele informou que está sendo criado um Grupo de Trabalho para ampliar a discussão conjunta com as universidades, parlamentares, governo e sociedade civil. A ideia é reunir atores do cenário de educação superior e fortalecer a interlocução junto ao Congresso Nacional.

A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, (PROIFES) e Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) também estiveram presentes.

 

CD do CNPq

Elisangela durante a Reunião do Conselho Deliberativo do CNPq. Foto: Ascom CNPq.

Uma das formas de atuação da ANPG em espaços institucionais é a participação de conselhos decisivos para o acompanhamento das políticas nacionais de pós-graduação. A ANPG hoje é membro do Conselho Superior e do CTC da Capes, e há 25 anos, ou seja, desde a sua fundação, reivindica participação nos conselhos do CNPq. Na tarde da quinta (22), após reunião do Conselho em que a ANPg foi convidada a apresentar seu pleito, Elisangela Lizardo disse em seu perfil em uma rede social: "Informo aos Pós-Graduandos e a todos os presidentes da ANPG que me antecederam que o Conselho Deliberativo do CNPq acaba de aprovar a participação da ANPG como convidada permanente das reuniões e o compromisso de garantir os trâmites burocráticos necessários para efetivar nossa participação no conselho!

Aos meus presidentes: Roberto Muniz, Harisson Targino, José Adolfo, Roberto Germano, Felipe Chiarello, Luciano Rezende, Elisa Campos, Luiza Rangel, Hugo Valadares ,Soraya Smaile – esse espaço é de vocês!
Que esse espaço potencialize nossa pressão pela valorização do pesquisador brasileiro!"

A ex-presidenta da ANPG, Soraya Smaile respondeu em seguida: "Isso nos mostra que é tão importante a perspectiva histórica e a certeza de que as conquistas são alcançadas com a continuidade da luta. Que bom saber que tivemos uma participação nisso. Que bom que isso pode ser agora comemorado e compartilhado. Parabéns a essa diretoria da ANPG também que tem apreço pela história e que sabe que a luta continua sempre, até a vitória. Um forte abraço."

A partir de agora, então, a ANPG é entidade convidada do CD do CNPq, com direito a voz. Uma alteração no regimento do Conselho será feita para que a entidade tenha, enfim, direito a voz e voto nas deliberações.

 

Conjuve

A pauta principal do encontro foi a participação organizada da juventude na Rio +20-oficialmente designada como Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – que acontecerá de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. 

A comissão organizadora abriu espaço para que entidades organizem atividades autogestionadas durante o evento e a ANPG já se inscreveu. A intenção é montar um estande de recepção/divulgação e organizar miniconferências sobre C&T e meio ambiente.

Saiba mais sobre o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos

Clique aqui e saiba mais sobre a Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste das Bolsas.

Da Redação. 

O 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos acontece de 3 a 6 de maio de 2012, em São Paulo. Podem participar pós-graduandos, pesquisadores, estudantes e interessados em C,T&I de forma geral.

Os pós-graduandos que forem eleitos como delegados em seus respectivos programas terão direito a voz e voto. Os demais serão credenciados como observadores e terão direito a voz.

Veja abaixo o passo a passo para eleição dos delegados

Universidades que possuem APG:

–          Reunião da diretoria da APG para indicação dos(as) delegados(as) e suplentes.

–          Apresentar os seguintes documentos para credenciamento:

               ATÉ 8 DE ABRIL (documentos podem ser enviados para o e-mail o [email protected] ou pelo correio para a sede da ANPG: Rua Vergueiro, 2485. Vila Mariana. São Paulo -SP CEP 04101-200)

         1)  Preenchimento do cadastro online de APGs – mesmo as APGs já filiadas precisam se cadastrar. Clique aqui.

         2)  Envio da ata de eleição da diretoria da APG para a comissão de organização do congresso (e-mail ou correio);

         3)  Envio da ata de posse da diretoria da APG (validade: 1 ano) para a comissão de organização do congresso (e-mail ou correio);

                ATÉ 21 DE ABRIL 

          4) Preenchimento do formulário online de credenciamento de delegados(as). Clique aqui.

         5)   Envio da ata padrão do congresso com quórum de 50% +1 das assinaturas, de acordo com a diretoria que consta na ata de posse (e-mail ou correio);

          6)   Envio do comprovante de matrícula dos(as) delegados(as) e suplentes (e-mail ou correio);

         7)   Envio do documento da instituição com número de matriculados (dividido entre lato e stricto sensu – por e-mail ou correio).

ATENÇÃO: as APGs que enviarem cópia (física ou digitalizada) dos documentos, deverão apresentar os originais no credenciamento do Congresso para garantir a retirada de crachás dos(as) delegados(as) da instituição no congresso.

–          Critérios para definição do número de delegados:

Stricto sensu (mestrado, mestrado profissional e doutorado): até 200 matriculados: 3 delegados(as) + 1 delegado(a) a cada fração de 200.

Lato sensu (especialização): até 1.000 matriculados: 3 delegados + 1 a cada fração de 2.000.

 

Universidades que NÃO possuem APG:

–           Convocar todos(as) os(as) pós-graduandos(as) da universidade para uma assembleia de formação da comissão pró-APG. Esta comissão deve ter ao menos 10 integrantes.

–           Fazer reunião da comissão pró-APG para indicação dos(as) delegados(as) e suplentes.

–           Apresentar os seguintes documentos para credenciamento:

                ATÉ 8 DE ABRIL (documentos podem ser enviados para o e-mail o [email protected] ou pelo correio para a sede da ANPG: Rua Vergueiro, 2485. Vila Mariana. São Paulo -SP CEP 04101-200)

      1)   Preenchimento do cadastro online de comissões pró-APGs – mesmo as que participaram do CONAP precisam se cadastrar. Clique aqui.

      2) Envio da ata de fundação da comissão pró-APG;

                 ATÉ 21 DE ABRIL 

      3) Preenchimento do formulário online de credenciamento de delegados(as). Clique aqui.

     4)   Envio da ata padrão do congresso com quórum de 50% +1 das assinaturas, de acordo com a comissão que consta na ata da sua fundação;

      5)  Envio do comprovante de matrícula dos(as) delegados(as) e suplentes;

       6)   Envio do documento da instituição com número de matriculados (dividido entre lato e stricto sensu).

Os critérios para definição do número de delegados são os mesmos já citados anteriormente.

 

ANPG.

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected]

 Por Theófilo Rodrigues** 

Entre os dias 3 e 6 de maio deste ano centenas de pós-graduandos de todo o país estarão reunidos na cidade de São Paulo para debater os rumos da pós-graduação no Brasil. Será o 23º. Congresso Nacional de Pós Graduandos, organizado pela ANPG, desta vez na UNIFESP. Temas como o Programa Ciência sem Fronteiras, a valorização e universalização das bolsas de pesquisa e as desigualdades regionais na distribuição de recursos para a ciência, tecnologia e inovação deverão consumir a agenda dos 4 dias de debate, além das mostras científicas com apresentação de trabalhos dos mestrandos e doutorandos.

Não é sempre que este público qualificado consegue estar reunido para debates tão relevantes. Consumidos pelo dia a dia de suas pesquisas, com prazos cada vez mais rigorosos para defesas e entregas de artigos, os pós-graduandos encontram no Congresso da ANPG um espaço único para o debate político sobres os rumos da ciência e da academia no Brasil.

Não há dúvidas de que o principal debate presente neste 23º. Congresso será sobre o tema das bolsas de pesquisa. Não bastasse o fato de estar há mais de 4 anos sem reajuste em seu valor, a quantidade de bolsas ainda é muito insuficiente frente ao crescimento da pós-graduação brasileira nos últimos anos. A universalização destas bolsas deve ser tratada com a mesma prioridade com a qual a campanha pela valorização vem sendo feita. Em outras palavras, de nada adiantará aumentar o valor das bolsas se apenas uma minoria as estiver recebendo.   

Outro aspecto relevante a ser debatido neste Congresso diz respeito à incorporação das pesquisas desenvolvidas no processo industrial e social do país. O Brasil já ocupa hoje a elogiosa 13ª posição no ranking internacional de artigos científicos indexados. Entretanto, no que diz respeito à incorporação de toda esta produção de conhecimento no processo de desenvolvimento nacional, nosso registro de patentes ainda é muito amador. Ao contrário do que afirma certa corrente de pensamento, o problema não está na cultura passiva dos empresários brasileiros. O problema é acima de tudo econômico: enquanto for mais seguro e lucrativo para as indústrias investirem no capital financeiro, no rentismo, não haverá perspectivas para o investimento em inovação tecnológica. Manter a maior taxa de juros do mundo não ajuda em nada neste processo.

Não há país soberano no mundo que não tenha incorporado ao seu processo produtivo a produção de novas tecnologias, ou seja, a inovação. Debate polêmico, mas que precisa ser travado de frente: enquanto as empresas não participarem do processo de desenvolvimento tecnológico, nossa ciência continuará colonizada.

Estes são alguns dos temas sobre os quais o 23º. Congresso deverá se debruçar. De forma politizada, qualificada e fraterna. Todos ao 23º. Congresso Nacional de Pós Graduandos!

 

*Theófilo Rodrigues é mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O manifesto publicado nesta terça-feira (20) por entidades representativas da indústria brasileira e da comunidade científica do País, que defendia a revisão da redução de orçamento em CT&I, teve retorno imediato.

Aloizio Mercadante (Educação) e Marco Antônio Raupp. Foto: Ascom MCTI

Os ministros da Ciência e da Educação convocaram uma entrevista coletiva para esclarecer alguns pontos e, principalmente, cobrar mais investimentos privados na área.

Na conversa com a imprensa, os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante, saudaram o comunicado da categoria em defesa de mais recursos e sustentaram a importância do debate para estimular a inovação no País. "Fomos provocados positivamente, pelos colegas da comunidade científica e empresarial, sobre recursos para ciência e tecnologia. Mas é preciso fazer reparos. Existem vários itens que são importantes de ser considerados, que somam aos recursos orçamentários do ministério e elevam recursos, muito aquém do que os empresários estão trabalhando", comentou Raupp.

O orçamento previsto para a pasta em 2012 era R$ 6,7 bilhões. No entanto, o valor foi reduzido para R$ 5,2 bilhões após o ajuste orçamentário de R$ 55,07 bilhões anunciado pelo governo federal.

Apesar de considerar o diálogo positivo, o titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação contesta os cálculos feitos pelas entidades representativas. "Contesto as contas que eles fazem. Quando falam que investimentos estão diminuindo, não levam em consideração outros investimentos. Um exemplo é a própria Finep [Financiadora de Estudos e Projetos, agência de fomento vinculada ao ministério] que vai investir mais R$ 6 bilhões. Esse valor significa que vai dobrar o orçamento, o que modifica completamente o quadro", argumentou.

Para Mercadante, o crédito proposto pela Finep objetiva estimular a participação das empresas privadas como colaboradoras nos investimentos à ciência, tecnologia e inovação. "Colocamos mais recurso para crédito exatamente para incentivar a empresa privada a fazer inovação. No caso da Finep, é basicamente crédito para inovação, o que significa atender à demanda de inovação da indústria e gerar competitividade", disse o ministro da Educação.

Os ministros defenderam maior participação das empresas privadas nos investimentos à inovação. "Grande desafio é a participação das empresas, do mundo empresarial em geral, investindo em ciência e tecnologia. Isso é característica dos países que estão crescendo nessa área, todos eles, onde os investimentos das empresas são bem maiores que os de governo", observou Raupp.

A meta do governo é aumentar a participação empresarial em pesquisa e desenvolvimento para 0,90% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2015. O valor corresponderia à metade dos investimentos no setor, visto que a estimativa do governo é chegar a 1,8% do PIB, nesse mesmo período. Segundo Raupp, o governo investiu 0,61% do PIB em ciência e inovação, em 2010, enquanto o setor privado aplicou 0,55%. Em países desenvolvidos, ocorre o inverso: no Reino Unido, a parcela de investimento do setor privado no mesmo ano foi de 0,82% do PIB, e a do governo, 0,56%.

O ministro Mercadante ressaltou a inclusão da inovação na agenda empresarial e governamental, lembrando a incorporação de ciência, tecnologia e inovação ao Plano Plurianual (PPA) como prioridade estratégica nos programas de governo. "O Brasil mudou para melhor. A pauta na relação entre governo e empresários mudou para melhor", afirmou o ex-ministro do MCTI. Ele comentou o novo marco legal e instrumentos disponíveis, desde 2003, para incentivar a inovação, além das articulações para a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

"Nós precisamos de parceria entre estado e setor privado, precisamos de crédito e incentivos fiscais, mas precisamos de uma determinação empresarial de compromisso com a inovação. O Movimento Empresarial pela Inovação [MEI] da CNI [Confederação Nacional da Indústria] é um passo muito importante nesta direção", avaliou.

Fonte: Jornal da Ciência, com informações da Agência Brasil e Ascom do MCTI.