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Nas reuniões de 1º de março de 2011, as Câmaras de Administração e de Ensino, Pesquisa e Extensão da Unicamp aprovaram por unanimidade moção proposta pela representação discente da pós em apoio à demanda dos alunos pelo aumento no valor de suas bolsas de pesquisa no país. 

 

Docentes presentes às reuniões chegaram a relatar dificuldade em obter novos alunos de mestrado e
doutorado tendo em vista os baixos valores de subvenção oferecidos, especialmente quando comparados ao salário do mercado. O texto será enviado aos Ministérios de Educação e de Ciência e Tecnologia, à
CAPES, ao CNPq e ao Congresso Nacional.
 
Com mais de 8 mil pós-graduandos stricto sensu matriculados, segundo a Geocapes, a Unicamp é um importante centro de referência para a P&D brasileira, sua moção fortalece a campanha de bolsas e revela o caráter necessário e inadiável desse direito indispensável ao desenvolvimento e consolidação da ciência nacional. 
 
Confira a moção aprovada na Unicamp:

 

 “As Câmaras de Administração e de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Estadual de Campinas manifestam seu apoio aos estudantes de pós-graduação, representados por sua associação nacional – ANPG -, na justa reivindicação pelo reajuste das CAPES e CNPq, congeladas desde 2008.

O bom andamento da Ciência e da Tecnologia no país, fundamental para uma nação que almeja tornar-se uma das potências no presente século, deve se pautar por avanços quantitativos, por meio do aumento do
número de bolsas, e também pela melhoria de sua qualidade, através de valores reais compatíveis com a formação e a atividade esperadas destes futuros docentes e pesquisadores”.
 
Da redação, com informações da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unicamp, do Pró-pós e da APOGEEU.
 

Mario Neto Borges foi reeleito, por unanimidade, e continua à frente do Conselho Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A eleição ocorreu na última quinta-feira (24) na primeira reunião do ano do Conselho, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes).

A vice-presidência foi assumida por José Ricardo de Santana, presidente da Fundação de Apoio à pesquisa e Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE).

Borges, que ocupa o cargo desde março de 2009, citou na reunião alguns desafios do Confap, como as questões do arcabouço legal e do diálogo com órgãos de controle. "Temos avançado, mas o que vemos são conquistas fragmentadas. Temos que trabalhar junto ao Senado Federal e precisamos pensar em um pacote sistemático de arcabouço legal para ciência e tecnologia, além de conseguir que haja uma intermediação do debate com os órgãos de controle", explicitou.

Entre outras colocações, o presidente reiterou a ação fundamental para o desenvolvimento sustentado de longo prazo: a criação de leis estaduais de inovação no sentido de ampliar o relacionamento das fundações com o setor empresarial.

O Confap 

O Confap é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo maior articular os interesses das agências estaduais de fomento à pesquisa. Criado oficialmente em 2007, o conselho já agrega fundações de 22 estados mais o Distrito Federal. Em 2009 o conjunto das FAPs investiu perto de R$ 1,6 bilhão e concedeu próximo de nove mil bolsas de mestrado e doutorado em todo o País.

A mais recente fundação, que teve sua criação em 2010, é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fundação Tumucumaque). Agora, para que o Confap reúna instituições de todo o País, resta apenas que Rondônia, Roraima, e Tocantins criem as suas fundações.

Para saber mais sobre a organização, acesse o site http://www.confap.org.br/index.php

Fonte: Jornal da Ciência

O próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, esclareceu nesta terça-feira (1), em Pernambuco, que a pasta perderá R$ 1 bilhão em relação ao que foi inicialmente previsto no Orçamento. Segundo Haddad, a redução não deverá afetar políticas educacionais do governo federal. "Nosso orçamento iria de R$ 62 bilhões [em 2010] para R$ 70 bilhões [neste ano]. Agora vai para R$ 69 bilhões. Em 2002, eram R$ 17 bilhões", informou o ministro, em nota.
 
Haddad mencionou o ensino superior e garantiu que ele será preservado. Isso porque o Ministério do Planejamento informou que as 61 universidades federais e institutos tecnológicos devem passar por auditorias para revisão de gastos. O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, explicou que as auditorias citadas são, na verdade, um pedido da Secretaria de Planejamento e Orçamento do MEC aos reitores para fazerem um exercício de redução de 10% dos gastos de custeio e 50% das despesas com diárias e passagens aéreas.
 
"Somos um pouco diferentes dos outros ministérios, porque nos encontramos num momento de expansão, os alunos estão chegando, não dá para absorver grandes reduções. Um corte de programas é impensável", reitera Brasil. Segundo ele, os cortes nas universidades não serão lineares.
 
Fonte: Valor Econômico
O Escritório Regional da Academia de Ciência para o Mundo em Desenvolvimento para a America Latina e Caribe (Twas) divulga o Prêmio de Educação Científica 2011, que será atribuído a um cientista que tenha feito contribuições significativas e inovadoras de material educativo, científico, especialmente o desenvolvimento de programas criativos a fim de estimular a educação científica nas crianças em idade escolar e que tenha contribuído para o avanço da qualidade do ensino das ciências na Região.
 
O candidato pode acessar as regras e o formulário de inscrição nos anexos e se inscrever diretamente no site.
 
A Twas é uma organização internacional autônoma, com sede em Trieste, na Itália, que promove a excelência científica para o desenvolvimento sustentável nos países do Sul. 

Criada em 1983, por Abdus Salam, paquistanês laureado com oPrêmio Nobel em física, com o nome de Academia de Ciências do Terceiro Mundo (Twas, na sigla em inglês), teve entre seus fundadores eminentes pesquisadores brasileiros.

Atualmente denominada Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento, é uma das mais importantes organizações associadas à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), cuja missão é a de promover o desenvolvimento de CT& I nos países em desenvolvimento, reunido em seus quadros os melhores cientistas desses países – Índia, Brasil, China, África do Sul, entre outros.

Com a eleição do presidente da ABC, Jacob Palis, para a Presidência da Twas, em 2007, a Academia passou a sediar o Escritório da presidência da Twas.

Da redação, com Jornal da Ciência e ABC

Mal foi enviado por email para alguns pós-graduandos, na última quarta-feira (23), e o texto já tinha mais de 21 mil signatários nesta segunda-feira (28). Trata-se da Campanha de Bolsas da ANPG, iniciada no ano passado. Após audiências com agências e ministérios e movimentação no Congresso Nacional pelo aumento do orçamento do MCT e do MEC para o fomento à pesquisa, a campanha lança agora abaixo-assinado pelo reajuste dos valores das bolsas de mestrado e doutorado, ao mesmo tempo em que eleva o tom da crítica à política macroeconômica adotada neste início de governo Dilma Rousseff. Na opinião dos pós-graduandos, uma política consequente de valorização das bolsas é elemento chave ao desenvolvimento soberano do país, calcado no avanço científico e tecnológico.

O abaixo assinado e a crítica à política macroeconômica são fruto do debate realizado na reunião de diretoria da ANPG em 21 de janeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Fruto de ação da entidade, os pós-graduandos conquistaram em 2010 a licença-maternidade para as bolsistas da CAPES (o CNPq já tinha) e, em novembro, a ampliação do número de bolsas do CNPq (foram oferecidas mais 2 mil). Dando continuidade à campanha, a pauta do abaixo-assinado que ora lançamos é o reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado.

Clique aqui para assinar o texto do abaixo-assinado da Campanha de Bolsas da ANPG.

A reivindicação é contextualizada por uma crítica à lógica monetarista que tem regido a equipe econômica do governo federal neste início de gestão. O movimento nacional de pós-graduação nunca se furtou a pautar um projeto de desenvolvimento do país que garanta soberania e distribuição de renda. Acreditamos que a política atual contraria o debate realizado durante as eleições presidenciais, que culminou no apoio da ANPG à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno. Seguimos confiantes das possibilidades de crescimento do país e decididos a mobilizar em favor do projeto de mudanças para o qual a presidente Dilma foi eleita. Entretanto, seu governo só logrará sucesso se a necessária implementação deste projeto se efetivar.

Além do reajuste imediato, a ANPG pauta também uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, aos moldes da proposta apresentada pelo PL 2315/2003, o PL dos pós-graduandos, que foi desarquivado e imediatamente rearquivado neste início de legislatura. O objetivo é valorizar a pesquisa científica, que deve, cada vez mais, conseguir dar respostas à sociedade, valorizando a criatividade e as potencialidades do povo brasileiro para a realização de uma ciência original, voltada tanto ao desenvolvimento tecnológico quanto ao social.

Embora um reajuste fosse bem vindo também para outras modalidades de bolsa de pesquisa, como pós-doutorado, iniciação científica, bolsas sanduíche, etc., elas não entraram nesta reivindicação imediata por terem sido reajustadas em março de 2010. Todas as modalidades, entretanto, são consideradas quando se fala em política permanente de valorização das bolsas de pesquisa. O objetivo é ter foco nas pautas apresentadas para que as mobilizações se traduzam em conquistas. 

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Campanha de bolsas

Em maio, a atual gestão da ANPG deu início às movimentações da gestão, pautando a humanização das bolsas de pós-graduação a partir da garantia de apoios à pesquisa do pós-graduando, como taxa de bancada, auxílio-tese e a vitoriosa batalha em defesa da licença-maternidade, aprovada pela CAPES em 2010 por demanda da Associação Nacional de Pós-Graduandos. O CNPq já possuía tal política consolidada, mas a CAPES atendeu uma reivindicação histórica, fruto do diálogo com a entidade dos pós-graduandos.

Na semana da posse, a diretoria da ANPG se reuniu com os ministros do MCT e do MEC, o presidente da CAPES, e ainda participou da 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. Em todas essas ocasiões, uma política de valorização das bolsas de pós-graduação foi pautada, como forma de investimento na formação de recursos humanos, tão fundamentais ao desenvolvimento do país.

Ao longo do semestre, a pressão sobre os ministérios se manteve e a entidade estabeleceu contato também com os deputados das comissões de Educação e de Ciência e Tecnologia do Congresso Nacional. A partir deste diálogo, em 23 de novembro de 2010 a ANPG apresentou uma emenda solicitando recursos para a CAPES e o CNPq e obteve mais uma vitória: um remanejamento de verba do MCT de 15 milhões de reais foi feito, destinando-os exclusivamente para bolsas de pesquisa do CNPq. Cerca de duas semanas depois, o CNPq anunciou a oferta de mais 2 mil bolsas de mestrado e doutorado em 2011. 

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Corte no Orçamento

Estava na pauta, então, a fase de disputa do Orçamento da União. O debate do orçamento segue difícil, tendo a presidente Dilma anunciado corte de R$ 50 bilhões, no qual o MCT foi sangrado em cerca de 26%. Após lançar nota com veemente repúdio à medida, a ANPG lança sua Campanha de Bolsas, onde pautamos o cumprimento das metas do PNPG 2005-2010 relativas à valorização das bolsas de pós-graduação.

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Participe da Campanha na sua universidade: coloque o seu nome e RG no abaixo-assinado e divulgue na lista do seu programa e de outros programas da sua universidade. Organize um debate sobre formação de recursos humanos ou sobre os impactos desta política macroeconômica no desenvolvimento do país. Organize a APG da sua universidade. Mobilize-se, venha conosco!

ANPG
 

A votação tem início em 10 de maio e vai até 1º de junho, período em que a cédula de votação ficará disponível no site da entidade.
 
Em reunião realizada nesta segunda-feira (21), a Comissão Eleitoral da SBPC definiu as regras e o calendário do processo eleitoral da Diretoria (biênio 2011-2013), de parte do Conselho (quadriênio 2011-2015) e dos Secretários Regionais e Seccionais (2011-2013) da entidade. Até sexta-feira (25), a SBPC encaminha aos seus associados uma circular com as informações sobre a eleição.
 
Pelo calendário estabelecido só terão direito a voto nesta eleição aqueles novos sócios que tiverem sua filiação aprovada pela Diretoria até 3 de março.
 
Os candidatos aos cargos de presidente, dois vice-presidentes, um secretário-geral, três secretários, um primeiro e um segundo tesoureiros, conselheiros e secretários regionais, terão até 25 de abril para apresentar sua candidatura à Comissão Eleitoral. Para se candidatar, é necessário ser sócio ativo da SBPC.
 
A votação tem início em 10 de maio e vai até 1º de junho, período em que a cédula de votação ficará disponível no site da SBPC. A apuração será no dia 3 de junho, e a posse dos novos membros na 63ª Reunião Anual da SBPC, que este ano será em Goiânia (GO), entre 10 e 15 de julho.
 
Participam da Comissão Eleitoral Araci Asinelli da Luz (UFPR) – presidente; Alberto de Carvalho Peixoto de Azevedo (UnB); Lauro Morhy (UnB); Marília de Arruda Cardoso Smith (Unifesp); Paulo Sérgio Lacerda Beirão (UFMG); Peter Mann de Toledo (Inpe); Sergio Bampi (UFRGS).
 
Fonte: Jornal da Ciência
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, empossou na quarta-feira (16) o novo diretor de Cooperação Institucional (Dcoi), o médico Manoel Barral Netto.
 
A cerimônia teve a participação do diretor de Gestão e Tecnologia da Informação, Ernesto Costa de Paula, do diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, do Chefe de Gabinete, Jovan Guimarães Gadioli dos Santos, e de outros representantes da Casa.
 
O médico Manoel Barral Netto, que se doutorou em 1988 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é reconhecido principalmente por seus trabalhos na área de Imunoparasitologia. Barral tem diversos artigos científicos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais. É Pesquisador Titular da Fiocruz na Bahia e Professor Titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
 
É também presidente da Comissão Lattes, membro do Conselho Deliberativo do CNPq e ainda compõe o Comitê Gestor do Fundo Setorial de Saúde (MCT) e já ocupou a Diretoria de Programas Temáticos e Setoriais do CNPq de 2003 a 2006. O novo diretor é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico.
 
Fonte: Jornal da Ciência, com Ascom do CNPq

Ciência e Tecnologia perde R$ 1,7 bi com novo corte no Orçamento. Valor representa cerca de 23% dos recursos da pasta e foi definido em encontro de Dilma com Mercadante. ANPG, que já havia lançado nota repudiando contingenciamento de R$ 600 milhões em janeiro, critica decisão e pauta política de avanços em C&T.

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O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) responderá por cerca de R$ 1 bilhão do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União deste ano. O número foi definido ontem (17) entre o ministro Aloizio Mercadante e a presidente Dilma Rousseff. O ministério vai perder R$ 610 milhões para investimentos e R$ 353,6 milhões para custeio. Além disso, a pasta não receberá R$ 713 milhões previstos em emendas parlamentares. Esse montante foi vetado pelo Executivo. Com o valor das emendas, a perda chega a R$ 1,7 bilhão.

Para a a ANPG, a política de corte nos investimentos nas áreas sociais e em áreas estratégicas, tais como educação, defesa e ciência e tecnologia, vai na contramão do desenvolvimento econômico e social do país. A diretoria da entidade já havia aprovado uma moção de repúdio ao corte e pela recomposição imediata dos Orçamentos do MCT e do MEC no final de janeiro, em reunião realizada no Rio. Para a ANPG, o problema está na lógica da política macroeconômica, que favorece o pagamento de juros em detrimento de investimentos na produção e também nos chamados gastos sociais.

Um estudo divulgado em 3 de fevereiro de 2011pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostra que o investimento na área social (educação, saúde, assistência social, previdência e programas do como o Bolsa Família), que atingiu 21% do PIB em 2010, é um dos que mais gera retorno para nossa economia. O Ipea também concluiu que o dinheiro gasto pelo governo para pagar os juros da dívida pública gera uma riqueza menor do que o seu gasto, ou seja, para cada R$ 1 gasto no pagamento dos juros, são gerados em riquezas apenas R$ 0,71. Em outras palavras, pagar juros dá prejuízo para o PIB.

Orçamento 2011 menor que o de 2010

O Orçamento aprovado pelo Congresso para a Ciência e Tecnologia foi de R$ 7,4 bilhões. O valor inicial enviado aos congressistas foi de R$ 8,1 bilhões, porque estavam incluídas emendas que, se sancionadas pela presidente, entrariam na rubrica de pagamento obrigatório. Dilma decidiu vetar essas emendas que, entre todos os ministérios, somavam cerca de R$ 1,1 bilhão. Com o corte previsto, o MCT terá Orçamento de cerca de R$ 6,4 bilhões para este ano. Poderá contar com R$ 200 milhões adicionais em emendas parlamentares que o Executivo não passou a tesoura. Em 2010, o Orçamento da pasta foi de R$ 7,8 bilhões.

Dilma conversou nos últimos dias com Mercadante e Nelson Jobim (Defesa) para tratar dos cortes. O Orçamento da Defesa perderá 26,5% das receitas referentes a custeio e investimento. A ministra Miriam Belchior (Planejamento) anuncia na próxima semana como o governo atingirá a meta de reduzir R$ 50 bilhões das despesas orçamentárias para este ano. 

Desenvolvimento

A pergunta feita pela ANPG é: como investir em formação de recursos humanos, em inovação tecnológica, em pesquisas de ponta, se o país diminui o orçamento do principal órgão responsável por coordenar e investir nessas políticas, que é o MCT? O contingenciamento criticado pela diretoria da entidade em janeiro reduzia as verbas do ministério, mas ainda garantia um orçamento 2011 maior que o de 2010. Com o novo corte, o MCT terá menos condições materiais de fortalecer e ampliar suas políticas em 2011 do que teve no ano passado.

A defesa dos pós-graduandos, que repudiam de forma veemente esta política de ajuste fiscal e corte orçamentário, é em prol do crescimento soberano do país com distribuição de renda. Para tanto, há que se aumentar as taxas de investimento, e não promover arrocho, acreditam os pós-graduandos, que defendem, ainda, o investimento imediato de 2% do PIB brasileiro em Ciência e Tecnologia, com progressivo crescimento do índice, que hoje gira em torno de 1,4%.

O novo ministério da Ciência e Tecnologia vem anunciando políticas que demonstram uma elevada compreensão do papel estratégico das políticas de C&T para o desenvolvimento do país. O próprio discurso do ministro Aloizio Mercadante é promissor à medida que valoriza a formação de recursos humanos, destaca o papel de institutos de pesquisa e pauta tanto o combate à fuga de cérebros quanto a valorização de pesquisadores em tempo integral. É esta política de avanços que os pós-graduandos defendem, em contraposição aos cortes.

Da redação, com informações da Agência Brasil

Reproduzimos neste espaço artigo da presidente da República, Dilma Rousseff, acerca da produção de conhecimento no Brasil. A publicação deste texto não reflete necessariamente a concordância da diretoria da ANPG com as ideias apresentadas, mas representa a importância de conhecer a opinião da mais alta dirigente do país sobre tema tão caro ao país.

 

País do conhecimento, potência ambiental

Por Dilma Rousseff*

Hoje, já não parece uma meta tão distante o Brasil se tornar país economicamente rico e socialmente justo, mas há grandes desafios pela frente, como educação de qualidade

Há 90 anos, o Brasil era um país oligárquico, em que a questão social não tinha qualquer relevância aos olhos do poder público, que a tratava como questão de polícia.

O país vivia à sombra da herança histórica da escravidão, do preconceito contra a mulher e da exclusão social, o que limitou, por muitas décadas, seu pleno desenvolvimento.

Mesmo quando os grandes planos de desenvolvimento foram desenhados, a questão social continuou como apêndice e a educação não conquistou lugar estratégico.

Avançamos apenas nas décadas recentes, quando a sociedade decidiu firmar o social como prioridade.

Contudo, o Brasil ainda é um país contraditório. Persistem graves disparidades regionais e de renda. Setores pouco desenvolvidos coexistem com atividades econômicas caracterizadas por enorme sofisticação tecnológica. Mas os ganhos econômicos e sociais dos últimos anos estão permitindo uma renovada confiança no futuro.

Enorme janela de oportunidade se abre para o Brasil. Já não parece uma meta tão distante tornar-se um país economicamente rico e socialmente justo. Mas existem ainda gigantescos desafios pela frente. E o principal, na sociedade moderna, é o desafio da educação de qualidade, da democratização do conhecimento e do desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

Ao longo do século 21, todas as formas de distribuição do conhecimento serão ainda mais complexas e rápidas do que hoje.

Como a tecnologia irá modificar o espaço físico das escolas? Quais serão as ferramentas à disposição dos estudantes? Como será a relação professor-aluno? São questões sem respostas claras.

Tenho certeza, no entanto, de que a figura-chave será a do educador, o formador do cidadão da era do conhecimento.

Priorizar a educação implica consolidar valores universais de democracia, de liberdade e de tolerância, garantindo oportunidade para todos. Trata-se de uma construção social, de um pacto pelo futuro, em que o conhecimento é e será o fator decisivo.

Existe uma relação direta entre a capacidade de uma sociedade processar informações complexas e sua capacidade de produzir inovação e gerar riqueza, qualificando sua relação com as demais nações.

No presente e no futuro, a geração de riqueza não poderá ser pautada pela visão de curto prazo e pelo consumo desenfreado dos recursos naturais. O uso inteligente da água e das terras agriculturáveis, o respeito ao meio ambiente e o investimento em fontes de energia renováveis devem ser condições intrínsecas do nosso crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável será um diferencial na relação do Brasil com o mundo.

Noventa anos atrás, erramos como governantes e falhamos como nação.

Estamos fazendo as escolhas certas: o Brasil combina a redução efetiva das desigualdades sociais com sua inserção como uma potência ambiental, econômica e cultural.

Um país capaz de escolher seu rumo e de construir seu futuro com o esforço e o talento de todos os seus cidadãos.

*Dilma Rousseff é a presidente da República.

Fonte: Folha de S. Paulo, 20/02/2011

 

 

Atual vice-presidente da entidade, ela substitui Marco Antonio Raupp, que assume a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Eleita primeira vice-presidente da diretoria em junho de 2009, a assunção de Helena Nader atende ao estatuto e ao regimento da SBPC em seus artigos 12 e 10, respectivamente. O mandato dos atuais diretores termina em julho próximo.
A nova presidente da SBPC é bacharel em ciências biomédicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), fez licenciatura em biologia na Universidade de São Paulo (USP), doutorado em biologia molecular na Unifesp e pós-doutorado na University of Southern California.
É professora titular da Unifesp, membro titular da Academia de Ciências de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), classes Comendador e Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e professora honoris causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Exerceu várias funções administrativas, entre elas a de pró-reitora de Graduação e de Pós-Graduação da Unifesp. Foi professora visitante da Loyola Medical School Loyola University Chicago – Stritch School of Medicine (Chicago, USA), W. Alton Jones Cell Science Center (NY, USA), Instituto Scientifico di Chimica e Biochimica G. Ronzoni (Milão, Itália) e Opocrin Research Laboratories (Modena, Itália).
Helena Nader é a segunda mulher a presidir a SBPC na história da entidade. A primeira foi Carolina Bori, eleita na gestão 1987-1989.
Da redação, com informações do Jornal da Ciência, com assessoria da SBPC

meia-entrada é um direito dos estudantes, mas é necessário soicitar o seu DNE para garantir esse direito.