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Edward Madureira Brasil,reitor da Universidade Federal de Goiás, concedeu entrevista ao Portal Andifes , logo após sua eleição como presidente da entidade.Ele falou  sobre as pautas prioritárias, comentou projetos do governo e desafios para a Educação Superior.

Portal Andifes – O que te motivou a disputar a presidência da Andifes?

Reitor Edward – Fui motivado pela lembrança do meu nome por parte de muitos colegas reitores.  Agora estou no segundo mandato como reitor e este incentivo, somado à vontade de colaborar para a consolidação cada vez maior do sistema de universidades federais, me encorajou a disputar o posto. Vejo a Andifes como uma grande força, em virtude da capilaridade do sistema, do seu crescimento, da interiorização, então a motivação está também na vontade de dar cada vez mais percepção ao sistema de universidades federais, no sentido de contribuir para o desenvolvimento do país.

Portal Andifes – Quais são as pautas prioritárias para esse sistema no momento?

Reitor Edward – São as pautas que já vinham sendo trabalhadas pela Andifes na gestão anterior. Em especial a questão da autonomia universitária com todos os seus desdobramentos, como a relação com as fundações de apoio à pesquisa e a contratação dos técnicos-administrativos por meio do quadro de referência de técnicos equivalentes que já vem sendo trabalhado. Além disso, a questão dos Hospitais Universitários. Apesar do empenho das diretorias que nos antecederam e do compromisso assumido pelo próprio Presidente da República em 28 de maio de 2009, ainda não alcançamos os avanços necessários. Temos situações muito delicadas para 2010, como o vencimento de um termo de ajustamento de conduta que deu esse prazo para a regularização de um quantitativo muito grande de servidores dos hospitais, então precisamos resolver. Também é preciso olhar para a questão do financiamento dos HUs e para a implementação do decreto do Rehuf, que é de janeiro de 2010. O decreto prevê uma divisão das despesas entre os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS), então esperamos um aumento dos recursos. Também não podemos esquecer do conjunto de 14 Universidades Federais que não têm Hospitais Universitários mas têm cursos na área de Saúde. Além dessas duas grandes pautas, acredito que a política de expansão das universidades, que foi proposta pela Andifes, encampada pelo governo e que teve a aprovação de todos os partidos no Congresso Nacional, precisa se transformar numa política de Estado. Essa é uma bandeira que a entidade quer levar para que se possa planejar as futuras expansões do sistema. Ainda temos muito para crescer, mas precisamos também de mecanismos que permitam esse crescimento, com o planejamento e amadurecimento necessários.

Portal Andifes – A transformação da expansão em política de Estado pode ter interferências devido às particularidades do ano eleitoral? Como a Andifes pretende atuar neste contexto?

Reitor Edward – Este ano a Andifes tem que cuidar de todas as questões da expansão em curso: a garantia de todos os repasses orçamentários, a realização dos concursos já previstos e autorizados, a autorização dos demais concursos que precisam complementar o que já foi pactuado com o MEC e, na medida do possível, ajustes na pactuação. A agenda para este governo em relação ao Reuni é essa. A agenda de transformar o Reuni numa política de Estado é para o próximo governo, então nós trabalharemos junto aos candidatos apresentando uma proposta de expansão. Assim como já vinha sendo feito no Ciclo de Debates promovido pela Associação, pretendemos trazer os presidenciáveis para apresentar as nossas propostas de governo e ouvir suas idéias. É importante registrar que a Andifes apresentará propostas construídas junto às universidades, para todos os candidatos, mantendo sempre sua posição histórica de autonomia e independência, qualquer que seja o governo.

Portal Andifes – Além das grandes pautas como Reuni, Rehuf, autonomia, ano passado também houve uma tentativa de mudança no processo de seleção para as universidades federais. Como o senhor avalia esse processo? A Andifes pretende avaliá-lo?

Reitor Edward – Uma avaliação é mais do que necessária. Muitas universidades entraram de alguma forma no novo Enem, muitas delas no Sistema de Seleção Unificado. Acredito que já temos dados suficientes para fazer uma avaliação e contribuir para o aprimoramento do processo. Nossa idéia é solicitar ao Colégio de Pró-Reitores de Graduação uma avaliação mais pormenorizada dessas experiências e trazer ao Pleno para que os reitores possam debater. Eu vejo que dentro da autonomia de cada instituição estamos tendo um avanço na utilização do Enem, seja ele no Sistema de Seleção Unificada ou não. Isso vem num crescente que é muito natural na medida em que as pessoas vão conhecendo melhor e ganhando confiança no processo. Acho que é um processo que está instalado e deve ser de contínuo aperfeiçoamento.

Portal Andifes – Recentemente tivemos a realização da Conferência Nacional de Educação (Conae). Que pautas o senhor considera prioritárias para a Andifes no próximo PNE?

Reitor Edward – É preciso considerar, primeiramente, que a realização da Conae foi um dos pontos mais importantes para a educação brasileira nos últimos anos, pois contou com a participação de diversos atores e deu subsídios a muitas discussões relevantes para os próximos anos. A Andifes fez uma contribuição com o seminário do Reuni realizado em janeiro deste ano, quando apresentamos algumas propostas. Temos uma série de metas, dentre elas a expansão da Educação Superior para 30 ou 40% da população de 18 a 24 anos, a vinculação de um percentual de 10% do PIB para a Educação, sendo 1,4% para a Educação Superior e além disso a garantia de que os recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam aplicados em Educação, Ciência e Tecnologia. O que eu acredito que a Andifes deve fazer agora é trabalhar uma proposta como contribuição ao documento final do PNE para que a gente tenha um plano que realmente tenha condições de superar esse grande gargalo para o desenvolvimento do Brasil, que é a formação de pessoas qualificadas para um país que cresce e deverá continuar crescendo à taxa superior a 5% ao ano. Caso a gente não consiga equacionar isso, podemos seguramente ter um apagão de mão-de-obra nos próximos anos.

Portal Andifes – Durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia foi muito defendida a necessidade de uma maior articulação entre a Educação Básica e a Educação Superior.  Como o senhor vê essa articulação?

Reitor Edward – Nós precisamos nos aproximar.  Acho que tem um movimento de aproximação: o Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor), em que a contribuição das universidades federais na formação de professores é substancial. Acredito que mais de dois terços da oferta de formação passa pelas universidades federais. Agora a Andifes precisa encontrar também uma forma de influenciar nas políticas públicas relativas à Educação Básica. É preciso valorizar a carreira dos professores.  As universidades já vêm fazendo um trabalho grande, mas tem uma questão de base que é a valorização da carreira. O não preenchimento das vagas nos cursos de licenciatura é reflexo dessa não valorização, uma questão complexa, pois depende dos estados e dos municípios. Outra idéia é procurar fontes de financiamento para investir em meios de popularização da ciência, como museu da Ciência e espaços interativos, com o objetivo de trazer mais os alunos da Educação Básica para o interior da universidade e ter um diálogo que estimule nesses estudantes o interesse pela Ciência.

Portal Andifes – E para a pós-graduação, quais são os planos?

Reitor Edward – PAPG, o Programa Nacional de Apoio à Pós-Graduação. O PAPG foi concebido, discutido, amadurecido no seio da Andifes, envolvendo Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia e Educação, apresentado ao Presidente da República na reunião de 2008, mas infelizmente ainda não está se desenvolvendo na velocidade necessária. Precisamos implementá-lo em sua plenitude, pois acredito que é ele que vai garantir a consolidação da expansão. A interiorização passa pelo PAPG, nós só conseguiremos manter os docentes nos campi da expansão se dermos condições para que eles avancem na pós-graduação e na pesquisa. O PAPG foi desenhado pra isso. Em janeiro ele foi lançado com foco nas regiões Norte e Centro-Oeste, mas ainda não saiu nenhum edital. O que a gente precisa é que ele seja implementado integralmente e para isso é preciso ter recursos que garantam o que foi planejado no ano passado. É uma pauta que continua esse ano.

Portal Andifes – Além dos temas já abordados, o senhor vê mais algum desafio para a Educação Superior?

Reitor Edward – Acho importantíssimo nesse momento a consolidação de uma coisa que é nova para todos nós: a Educação a Distância (EAD). É preciso consolidar o financiamento, com uma política mais consistente e regular. Outra questão um pouco frágil é a relação com estados e prefeituras, pois há acordos que às vezes não se traduzem na prática. Além disso o sistema, depois dessa expansão toda, deixou de ser um sistema baseado em um único campus, como era na maioria das universidades. Hoje praticamente todas as universidades federais são multicampi e isso deve ser levado em consideração no financiamento. Uma coisa é ter um campus de 20 mil alunos, outra coisa é ter quatro campi cada um com cinco mil alunos. É muito diferente. A necessidade de estrutura administrativa, de transporte, segurança, entre outros é muito complexa quando você tem estrutura multicampi.  Já está provado que funciona, mas o financiamento tem que considerar esta peculiaridade. 

Portal Andifes – E sobre o financiamento da Educação?

Reitor Edward – Felizmente, nos últimos anos, notamos uma ampliação dos recursos destinados à Educação em todos os níveis, mas que ainda se mostram insuficientes diante da parcela significativa da população que precisa de educação de qualidade e da necessidade de sustentação do desenvolvimento soberano do Brasil. Portanto, é fundamental a ampliação dos recursos destinados à Educação e nesse contexto apoiamos a criação do Fundo Social com recursos do pré-sal, assim como defendemos a aprovação da PEC 59 e o fim da DRU.

Portal Andifes – Como o senhor resumiria as contribuições que esta gestão pretende deixar para a Andifes e para as universidades daqui a um ano?

Reitor Edward – Essas contribuições consistiriam no fortalecimento do sistema de universidades federais, garantindo a democratização do acesso ao Ensino Superior, a qualidade da Educação e a superação das desigualdades regionais, tudo isso visando ao desenvolvimento do país.

 

 




Chamada é fruto de parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Inscrições vão até 2 de agosto.

O edital destinará R$ 41,25 milhões para incentivar a atuação de jovens doutores em projetos de pesquisa. A nova edição do Programa foi lançada na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), com a assinatura das três agências durante a cerimônia de abertura do evento, em 26 de maio.

 Segundo publicação lançada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) na 4ª CNCTI, o Brasil alcançou a marca de 11 mil novos doutores titulados no ano de 2008. Os doutores recém-formados, segundo considerações feitas pelos ministérios, não são absorvidos com a devida velocidade pelas instituições de pesquisa e, até mesmo, pelas empresas do país.

Dado esse fato, o esforço conjunto dos ministérios e suas agências vem para incentivar a absorção desses especialistas, permitindo que levem adiante os projetos de desenvolvimento de novas tecnologias e pesquisas. 

O PNPD incentiva a absorção de jovens doutores nos projetos de pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas para o país, reforçando a pós-graduação e os grupos de pesquisa nacionais, além de apoiar empresas de base tecnológica (EBT), entidades setoriais de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas (ETS) e núcleos de inovações tecnológicas (NIT) das instituições científicas e tecnológicas (ICT), que incluirão esses novos doutores em seus projetos. 

Parcela mínima de 30% do valor total do edital será destinada a projetos a serem desenvolvidos por pesquisadores vinculados a instituições executoras sediadas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os projetos aprovados pelo edital terão a concessão de bolsa de pós-doutorado, no valor mensal de R$ 3,3 mil, paga pelas agências, além de recursos de custeio para o bolsista no valor anual de R$ 12 mil.

As propostas também poderão prever contrapartida de outras instituições que sejam parceiras do projeto, como exemplo as fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAP), empresas, institutos de pesquisa, instituições de ensino superior, fundações universitárias, organizações não-governamentais, entre outras.

 As inscrições devem ser feitas por meio do Formulário de Propostas On-line disponível em:

 

– Linha 1 (projetos vinculados a programas de pós-graduação): www.capes.gov.br

 

– Linhas 2 (projetos vinculados a empresas) e 3 (projetos vinculados a grupos de pesquisa): www.carloschagas.cnpq.br

 

A divulgação dos resultados e o início das contratações estão previstas para setembro de 2010.

 Confira o edital na íntegra: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/028.htm

 

Fonte: Jornal da Ciência e Assessoria de Comunicação do CNPq.

Acontece, de 4 a 6 de novembro, no campus da USP em Ribeirão Preto, o IV Simpósio  Internacional de PG e Pesquisa (SINPOSPq) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP).

 

Criado em 2001, SINPOSPq integra o projeto de internacionalização dos programas de Pós-Graduação da FCFRP, que estimula o intercâmbio com pesquisadores estrangeiros. Esta edição, além de cientistas brasileiros, contará com a presença de convidados norte-americanos.

Os principais objetivos do simpósio são proporcionar a divulgação das pesquisas desenvolvidas nos três programas de Pós-Graduação da FCFRP, bem como das novas tecnologias e metodologias empregadas relevantes às Ciências Farmacêuticas, promover discussões sobre publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais e, principalmente, proporcionar maior integração entre os alunos de graduação, pós-graduação e renomados pesquisadores do Brasil e do exterior.

O simpósio acontecerá no Espaço Cultural do campus USP em Ribeirão Preto (Av. dos Bandeirantes, 3900, Ribeirão Preto). A data limite para submissão de resumos é dia 30/06.

As áreas de enfoque do IV SINPOSPq são:

  • Farmacologia e Fisiologia;
  • Parasitologia, Microbiologia, Imunologia e Hematologia;
  • Bioquímica, Genética, Biologia Celular e Molecular;
  • Produtos Naturais;
  • Bioinformática, Física e Química Biológicas;
  • Assistência Farmacêutica;
  • Ciências dos Alimentos e Nutrição;
  • Química Medicinal;
  • Análise e Tecnologia Farmacêuticas;
  • Toxicologia.

 

Inscrições:

  Até 30/06/2010 Após 30/06/2010
Estudante (Graduanção/ Pós-Graduação) R$ 70,00 R$ 80,00
Professor/Profissional R$ 90,00 R$ 100,00
Mini Curso R$ 50,00 R$ 50,00

 

Para mais informações, acesse o sítio do evento.

 

Da redação.




Otimismo. Essa era o clima que animava a todos que prestigiavam a posse da gestão Um Passo à Frente, na Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no último dia 10 de junho, na Sala de Professores da Faculdade de Direito da UFRGS, no centro da cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul.

Otimismo porque, depois de mais de 4 anos, os estudantes de pós-graduação da UFRGS voltavam a ter representação efetiva frente à sua universidade e aos conselhos representativos desta. Clima este compartilhado tanto pelos representantes institucionais da universidade, quanto pelos representantes dos movimentos sociais que compareceram à posse. Otimismo partilhado também pelos membros da nova gestão: Gabriele Gottlieb, Daniel Vallerius, Maurício Scherer, Rafael Lameira, Aline Bettio, Roberto Antunes, Eduardo Riffel, Cássio Moreira e Cristiano Junta. 

Retomada do movimento

A posse da nova gestão é um marco para a retomada da APG da UFRGS, depois de mais de 4 anos desativada. Trata-se da culminância do difícil trabalho realizado, desde o início do ano, pelos Pós-Graduandos do Movimento um Passo à Frente, que tiveram participação ativa no processo de construção do XXII Congresso da ANPG, na construção da Caravana da entidade nacional no Rio Grande do Sul e na IV Conferência Nacional de Ciência,Tecnologia e Inovação. Mas também, é apenas o começo do trabalho de reestruturação e consolidação da entidade. Como compromisso assumido pela nova gestão, justamente a consolidação da APG, a implantação do Conselho de Representantes, composto por Representantes Discentes dos programas de pós-graduação da universidade e a ocupação dos espaços institucionais na defesa dos direitos dos pós-graduandos. Além disso, a atuação com laços estreitos junto a entidade nacional de representação dos pós-graduandos, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), fez parte dos compromissos assumidos pela nova Presidente da APG, Gabriele Gottlieb, que também assume como Vice-Presidente Sul da ANPG.  

Reconhecimento Institucional

Prestigiando a posse, os representantes da universidade e dos movimentos sociais presentes, manifestaram sua satisfação com a reconstrução da APG da UFRG, consolidada no ato de posse. O Prof. João Mello, chefe de Gabinete do Reitor, destacou a importância da retomada da entidade na luta política para qualificação da pós-graduação no Brasil, em geral, e na universidade em específico. Lia Teresinha Silva, Vice Pró-Reitora de Pós-Graduação salientou o significado institucional dos estudantes de pós-graduação retomarem seus espaços nos conselhos superiores da instituição. Já as entidades representativas dos segmentos da Universidade, Prof. Cláudio Scherer, Presidente da ADUFRGS, José Rochemback, Coordenador Geral da ASSUFRGS, e Eriane Pacheco Vice-Presidente Sul da UNE, apontaram a centralidade da retomada dessa importante entidade na luta por uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão.

Por todos foram lembrados os avanços dos últimos  oito anos no ensino superior no Brasil, as conquistas da Universidade Pública e a necessidade de luta para que o tempo da estagnação e privatização não retorne, nas asas do projeto neoliberal.

E nessa luta, a APG da UFRGS passa a se somar.

Para saber mais acesse: www.umpassoafrentenaufrgs.blogspot.com/

 

de Porto Alegre, Rafael Lameira, diretor da APG UFRGS.




Foi assinado nesta quarta-feira, dia 16/6, o termo de cooperação entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Fundação Cousteau, para implementar programas de parceria em educação ambiental, com foco em recurso hídricos

Nesse contexto, o MCT vai disponibilizar R$ 8,5 milhões para a construção de uma unidade do Centro de Aquicultura e Pesca em Uberaba (MG). A assinatura do acordo com a Fundação Cousteau é mais um passo para consolidar a Fundação Hidroex (centro de educação para as águas da América Latina) como polo de recursos hídricos no país.

 O ministro Sergio Rezende destacou que a parceria entre o Brasil e a Fundação Jacques Cousteau é muito importante para o desenvolvimento do Brasil e a preservação ambiental. "Nosso país é muito grande e temos água nas mais diversas condições climáticas e ambientais. Construir centros e investir nessa área é a melhor forma de entendermos a nossa riqueza natural e preservá-la", disse.

 Francine Cousteau, presidente da fundação e viúva de Jacques Cousteau, destacou que o acordo firmado é um importante instrumento para as futuras gerações. "A água é fundamental para a vida do nosso planeta. Se soubermos preservá-la vamos garantir o futuro de milhares de pessoas. Essa é a filosofia da Fundação", afirmou.

 O termo de cooperação entre o MCT e a Fundação Cousteau prevê também investimento para a construção da Cátedra de Ecotenia. A Cátedra será instalada pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A cátedra foi desenvolvida por Jacques Cousteau. O objetivo principal desse centro de estudos é o desenvolvimento de técnicas e programas para a recuperação e preservação de áreas degradadas. Serão investidos R$ 14 milhões no projeto. Os recursos serão liberados por meio de um Termo de Descentralização de Crédito. 

(Felipe Linhares, da Assessoria de Comunicação do MCT)

 

Fonte: Jornal da Ciência




Está disponível desde 14 de junho até 28 de julho a Consulta Pública para a revisão da Lei dos Direitos Autorais (9610/98).

Atualmente, práticas comuns como copiar as músicas de um cd para um aparelho mp3, para uso privado, ou mesmo tirar xerox de um capítulo de um livro na universidade, são considerados crimes. Então é o momento de se perguntar: quem está errada, a sociedade ou a lei?

No último Congresso de Pós-Graduandos foi aprovada uma moção pela Reforma da Lei. Agora, na fase de Consulta Pública, não só os estudantes, mas a sociedade em geral vai poder opinar sobre os rumos da nova Lei.

Uma das principais contribuições da proposta de revisão da Lei do Direito Autoral, o Fair Use (uso justo) deverá ter impacto direto na forma como a Internet é utilizada no Brasil, explica o diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ronaldo Lemos.

Dentro do espírito do Fair Use, a revisão da lei permitirá o uso de material protegido por lei, para fins educacionais ou no caso de reprodução de obra esgotada, e também autoriza a cópia para uso privado – CDs e DVDs vendidos no País, por exemplo, poderão ter que permitir esse tipo de cópia em seus dispositivos antipirataria.

Além de legalizar a prática cotidiana, uma das intenções do governo ao propor a reforma é  supervisionar o Ecad – entidade que arrecada valores a título de direito autoral e distribui os recursos a compositores musicais. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, por exemplo, analisa projeto (PL 818/07) que fixa a divulgação dos critérios de cobrança e arrecadação no site do Ecad.

Para dar sua opinião sobre o anteprojeto acesse http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/.

 

Da redação.

 
As Tecnologias de Informação e Comunicação o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento: o protagonismo da juventude.
 
por Thiago Oliveira Custódio*
 
Acelerar a convergência entre o plano conjuntural e o projeto estratégico foi uma das lições ensinadas por Gramsci à modernidade: “é preciso organizar a vontade coletiva”. De uma auto-estima ininterruptamente castigada pelas moscas bem entendidas em tirania da República das Bananas, o Brasil passou a ser o país do nunca antes na história desse país, e aquele que fora dado como morto mostrou-se forte e puljante, sob égide do epíteto nacional: sou brasileiro e não desisto nunca, a versão popular do verás que um filho teu não foge à luta. E existem alguns instrumentos que podem nos auxiliar os nossos próximos desafios e vitórias.
 
Quando a democracia de mais de 200 anos ininterruptos de pilhagem, guerra e genocídio em nome do capital, disse aos ex-humilhados dos trópicos, é impossível; quando o braço armado dessa potência revelou sua profunda verossimilhança com os inimigos do passado ao assumir a suástica como método; quando a estúpida ironia em forma de caricatura apoderou-se do tom das notícias do PIG; foi para desgosto de todos esses donos do poder que nosso governo ergueu-se e com ele um povo que não reconhece mais as algemas do passado, afirmando tão alto, por cima do vôo da águia do império, aqui não há desistentes. Foi nesse momento que vencemos, pois ninguém reclama o derrotado, ninguém desenha caricaturas do inexistente, ninguém se arma sem propósito. E hoje, a caricatura reconheceu sua estupidez, e os angustiados só são lembrados pela violência. Sem dúvida, esse é o cenário recorrente, por sinal o que melhor se fixa, dos últimos movimentos da política externa do Governo Lula. E como todas essas questões foram twiitadas, como blogueiros escreveram sobre isso. Nunca antes na história do país a rede foi tão utilizada em defesa do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, mas ela não é neutra o combate de idéias precisa disputá-la.
 
Um amigo me ensinou que a política também se faz por sinais, nesse sentido relembro a recente frase do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, ao afirmar que “o embate eleitoral que se aproxima será mais ideológico”. Não há dúvidas quanto a isso, seu caráter ideológico, ao contrário dos que pautam falsas alienações, está radicalizado na profunda participação dos movimentos sociais, de mãos dadas e cérebros em ritmo de elaboração comum, sintetizando vozes em plataformas, tal como aconteceu no último Congresso da ANPG, com mais de seiscentos pós-graduandos aprovando a tese Movimento um Passo a Frente.
 
O País busca um novo marco civilizatório, que já é reconhecido pela sigla NPND, Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, fato notório no CONCLAT. No plano tático a capacidade organizativa do movimento social é surpreendente, e justamente por isso, não será televisionada.
 
Venho de uma geração posterior à queda do Muro de Berlim, e sinceramente minhas primeiras lembranças são da Copa de 1994, principalmente do golaço do Branco contra a Holanda. Falo de uma geração que viu o esfacelamento da URSS no youtube, que possui facilidade em todos esses instrumentos de Tecnologias de Informação e Comunicação e que justamente por causa dessa interposição é considerada a geração do apático em relação ao fora Collor, geração esta que por sua vez é considerada apática em relação à geração da Ditadura Militar, que foi considerada apática em relação à geração do Petróleo é Nosso, que foi considerada apática em relação à geração abolicionista, cujo exemplo é Castro Alves, patrono da UJS. Sinceramente, quem acompanhou a Movimentação da Campanha do 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação, teve uma belíssima lição de dialética, pois com os mesmos instrumentos, até certo ponto vistos negativamente, tecnologias pelas quais vimos a queda do Muro de Berlim, e o esfacelamento da URSS, com esses mesmos instrumentos de Tecnologia da Informação e Comunicação, pressionamos os senhores senadores e mais uma vez ganhamos. Para dizer a verdade é sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação que gostaria de dar alguns pitacos.
 
Nossa geração, sem dúvida, é uma geração de quadros de base e intermediários com ampla capacidade argumentativa, as tecnologias têm temperado o aço. Mas não quero converter e a técnica em chave mágica de nossa redenção, é preciso levar em conta que essencialmente o papel dessas Tecnologias de Informação e Comunicação, mais conhecidas sobre a sigla TIC’s, são definidas socialmente.
 
A UJS vai garantir o quarto gol na copa, porque os três primeiros serão marcados com nossa mobilização para o 15º Congresso da UJS em Salvador, ao lançar a plataforma UJS na Rede, trata-se de uma avançada plataforma com profunda capacidade de meta programação sincronizada. Estou da falando da plataforma que utilizamos para cadastrar nossos militantes. O que significa é isso, camarada?
 
Muito bem, muitos de nós temos Orkut, facebook, twitter e blog’s. Conseguimos, é verdade, linkar esses instrumentos que são na maioria das vezes nossos perfis sociais, isso é meta-programação, um programa que fala ou gerencia outros programas. Já a sincronização é a capacidade subordinar todas essas tecnologias a uma mesma ação, por exemplo, postagem no twitter que aparece imediatamente no blog.
 
Mas o que isso significa do ponto de vista organizativo? Significa mais agilidade na capacidade de mobilização, comunicação, formação e informação. Em Estados que enfrentam profundas desigualdades regionais, como o meu querido Estado do Pantanal, a Rede UJS é aposta concreta na superação de dificuldades como está. 
 
Essa é a primeira perspectiva que gostaria de apontar, a relação das Tecnologias de Informação e Comunicação com a superestrutura, e sua forte influência como tecnologia no acúmulo de forças no plano tático na construção da contra-hegemonia, reforçando mais uma vez que a técnica não é neutra, seu aspecto ideológico é definido socialmente, e ela está subordinada à luta de classes.
 
A outra perspectiva em que gostaria de abordar as TIC’s diz respeito à sua alta capacidade de gerar valor tecnológico industrial agregado. Ou seja, a relação das Tecnologias de Informação e Comunicação com Ciência e Tecnologia e o setor produtivo.
 
O motivo é pretensamente óbvio: o projeto de desenvolvimento nacional deverá absorver as tecnologias de informação e comunicação ao setor produtivo para garantir agilidade ao processo de industrialização, seja por incorporação de hardware ou software.
 
Essa afirmação não é blefe, a média das 59 empresas líderes em TIC’s no país (não quer dizer que são sangue puro tupiniquim) revela uma absurda capacidade de gerar valor tecnológico e industrial agregado. O investimento dessas empresas em TIC’s, na ordem de 2,3 bilhões gerou uma receita final de 260 bilhões. Em outras palavras, essa terceira revolução industrial com certeza garantiu sobrevida à composição orgânica do capital, e sinceramente, não quero nem imaginar a mais valia relativa no setor.
 
A realidade nacional apresenta dificuldades que precisam ser superadas. O câmbio e o imposto sobre a entrada de capital estrangeiro no setor afastam as TIC’s do projeto de desenvolvimento nacional, até certo ponto, reforçando a tese de que o Brasil cresce com processo de desindustrialização. No saldo de comércio exterior as TIC’s caíram 30% entre 2003 e 2006 devido ao aumento de importações.
Essa afirmação é justificada pela composição do setor: 47,8% em 2006, do valor gerado em TIC’s são provenientes de conglomerados em Telecomunicação internacionais e profundamente radicalizados no capital financeiro internacional. A distribuição da produção das TIC’s em relação aos setores estratégicos é a seguinte: 74,4% nos serviços, 23,0% na indústria e 2,6% no comércio. Vale notar que o valor gerado no setor bateu a casa dos 80 bilhões em 2006, ou seja, expressão numérica cinco vezes maior, para ser modesto, que o dispêndio em ciência e tecnologia do MCT no mesmo ano.
O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento deve entender as TIC’s como setor estratégico em Ciência em Tecnologia 1) pela alta capacidade em gerar valor tecnológico agregado; 2) pela relação das TIC’s com a superestrutura. Uma política de transferência de tecnologias que não combata o capital financeiro internacional com um Estado forte e centralizador estaria fortemente fadado ao fracasso. Nesse sentido é preciso convergir uma política financeira e de ciência e tecnologia com fortes raízes no setor produtivo, para garantir esse sucesso.
 
Quando as TIC’s colocam em jogo a disputa entre pós-graduação e mercado, o Estado é novamente derrotado, o salário médio do setor TIC é em 2006 é de 2200 R$ e sobe para 3000 R$ se limitado à subárea de Telecomunicações, contra os franciscanos 1800 R$ da bolsa de doutorado de hoje, quatro anos depois do levantamento do IBGE.
 
Para concluir essa primeira investida sobre o papel das Tecnologias de Informação e Comunicação é importante relembrar que essas tecnologias estão presentes na nossa vida política e o avanço de nossa capacidade organizativa pode ser definido com o sentido social com que nos apoderamos desses instrumentos. Mais do que isso, precisamos definir um papel para as TIC’s no Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. As TIC’s já são parte integrante de nossa subjetividade está na hora de operá-la do ponto de vista da organização político, nisso a UJS vêm mostrando que é craque. Precisamos ir para o ataque sem esquecer que nossa defesa está no setor produtivo. E está na hora do país parar de jogar na retranca no que diz respeito ao seu processo de industrialização.
 
*Thiago Oliveira Custódio é Diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação da ANPG, mestrando em educação pela UFMS e blogueiro: www.camaradapuff.blogspot.com

 

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), abrem de 1º a 15 de junho de 2010, o 2º processo de seleção para 3 estudantes negros (pretos e pardos) cursando  mestrado ou doutorado na área de Cuências Humanas ou Sociais, interessados em estagiar na Delegação Permanente do Brasil em Genebra, Suíça e acompanhar as atividades do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).

O estágio terá duração de três meses (ano de 2011), não será remunerado e está inserido no Programa de Formação Complementar e Pesquisa na Área de Direitos Humanos da Agência Brasileira de Cooperação, que oferecerá os recursos para passagem, hospedagem, alimentação e transporte dos candidatos selecionados. A análise dos currículos será realizada por Comissão Científica composta por representantes dos Ministérios  proponentes e da Sociedade Civil.
 

Os pré-requisitos para as vagas são:

• Ter idade máxima de 35 anos;
• Ter concluído ou estar em vias de concluir pós-graduação (“stricto sensu”) em área conexa aos temas abrangidos pelo programa de formação complementar e pesquisas humanas e sociais;
• Ter domínio comprovado da língua inglesa;
• Ter disponibilidade de dedicar-se em tempo integral.

Para candidatar-se ao programa, o estudante deverá enviar até dia 15 de junho o currículo pelo e-mail [email protected]

 

Fonte: Comunicação Social/ SEPPIR

        

 

         A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), através do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias do Campus XXIII, Seabra, promoverá o I Congresso Internacional de Línguas e Literaturas Africanas e Afro-brasilidades (CILLAA) de 21 a 24 de outubro de 2010. O evento reunirá personalidades de reconhecimento internacional, oriundas do Brasil; de países africanos e de outros países nas áreas de línguas e literaturas africanas; de identidades nacionais africanas e afro-brasilidades. Na oportunidade, estudantes, professores e congressistas poderão ouvir e dialogar com várias vozes autorizadas, inclusive de África, estabelecendo contatos diretos.

           O CILLAA tem por objetivo principal contribuir para a formação e aperfeiçoamento de profissionais nas temáticas sugeridas por ele, além de oportunizar o diálogo com estudiosos consagrados e entre estes estudiosos no centro geográfico da Bahia. Será mais um importante passo dado pela UNEB no sentido da formação de professores e demais interessados em temáticas afro e afro-brasilidades.

Eixos Temáticos

  • África e afro-brasilidades e a formação do professor
  • Áfricas e afro-brasilidades em cena
  • Alteridades artísticas e culturais: etnias, LGBT e gêneros
  • Cartografias literárias africanas e afro-brasileiras
  • Críticas diaspóricas e suas interfaces
  • Línguas Africanas e suas (re) invenções
  • Memória: entre a rasura e a reescrita
  • Mitologias africanas, afro-brasileiras e de outras latitudes
  • Performances negras contemporâneas

Para mais informações sobre programação, inscrições e normas para apresentação de trabalho acesse o http://www.cillaa.uneb.br/#.

 

SERVIÇO:
O quê?
I Congresso Internacional de Línguas e Literaturas Africanas e Afro-brasilidades (CILLAA)
Quando? 21 a 24 de outubro de 2010.
Onde? 
UNEB – DCHT – Seabra – Rua Padre Justiniano Costa, s/n – Alto da Boa Vista – Seabra/BA
Quanto? Inscrições variam entre R$60,00 e R$310,00

 

Da redação com informações da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).