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Fruto da Caravana à Brasília dos Pós-Graduandos de 2009 ocorreu, nesta quarta-feira, 7 de abril, a primeira reunião entre a delegação de representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), o Ministério da Educação (MEC) e a  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

O Presidente da ANPG, Hugo Valadares, e os diretores Fabio Plut (Sorriso) e Thiago Matsushita reiteraram a pauta de reivindicações dos pós-graduandos aprovada no último Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP), realizado no mês de maio de 2009, em São Carlos-SP.

 

A ANPG reafirmou a necessidade imediata de um reajuste de 30% no valor nas bolsas de mestrado e doutorado e de dobrar o número de bolsas para que todos os estudantes sejam atendidos. Segundo dados da CAPES, 60% dos pós-graduandos defendem dissertações e teses sem bolsas.

 

Outra questão levantada foi a da licença maternidade para todas as mães pós-graduandas. A volta da bolsa defesa, meia passagem intermunicipal e estadual, 13º bolsa e contribuição de previdência social também foram assuntos discutidos.

 

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que as demandas são justas entendendo que são todas concretas e emergentes. Aproveitou a oportunidade para informar que o MEC possui um orçamento no ano de 2010 que dos anos anteriores, devido à queda da DRU para a educação, e comprometeu-se em apresentar uma resposta concreta às pautas ainda antes do XXII Congresso da ANPG, que acontecerá de 15 a 18 de abril de 2010 no Rio de Janeiro. 

 

A ANPG continuará mobilizando os pós-graduandos em defesa das reivindicações feitas na reunião e o XXII Congresso será um momento ímpar nesse processo. Centenas de estudantes estarão reunidos, debatendo seus interesses e traçando ações para o próximo período.

 

Organizar. Essa é a tarefa do Congresso da ANPG em abril. 

 

Saiba como participar

 

Da redação com colaboração de Fabio Plut (Sorriso).

 

 







Um painel sobre “O Rio que queremos”, que apresentará os principais projetos de revitalização da cidade, como o Porto Maravilha e o novo Museu da Imagem e do Som, é o destaque da cerimônia de lançamento nacional do Prêmio FINEP de Inovação 2010, que este ano dará até R$ 2 milhões em recursos do Programa de Subvenção Econômica. O evento acontece na terça-feira, 6 de abril, às 16h30, no Centro de Convenções da Firjan (Av. Graça  Aranha, nº 1, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro).

Na ocasião, a FINEP assina convênios com várias instituições. Um deles é com a Fundação Roberto Marinho, no valor de R$ 2 milhões, para implantação do projeto Museu do Amanhã, que tem como objetivo discutir a trajetória do homem no planeta e popularizar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação. Também serão assinados acordos de cooperação, entre eles, com a Petrobras, que será parceira na realização do Prêmio FINEP.
 
Na programação do painel estão previstas ainda apresentações sobre o Laboratório Olímpico 2016, que será construído pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) com apoio de R$ 13 milhões da FINEP; e o projeto Rio Capital Empreendedor, que pretende fazer da cidade o maior centro de conhecimento produtivo do país, aproveitando a infraestrutura de ciência, tecnologia e inovação já existentes.
 
Às 18h30, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o presidente da FINEP, Luis Fernandes, encerram o painel “O Rio que queremos” e anunciam a abertura das inscrições para o Prêmio FINEP de Inovação. Também confirmaram presença o empresário Jorge Gerdau, além de representantes da Faperj, Cenpes/Petrobras, Instituto Pereira Passos, Associação Brasileira de Capital de Risco (ABVCAP), Comitê Olímpico Brasileiro e Instituto Gênesis da PUC. 

Vencedores receberão até R$ 2 milhões em recursos da subvenção econômica
 
Todos os vencedores da 13ª edição do Prêmio FINEP de Inovação receberão recursos do programa de Subvenção Econômica, que vão de R$ 120 mil a R$ 2 milhões, para o desenvolvimento de projetos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.
 
Entre os dias 6 de abril e 30 de julho estarão abertas as inscrições, que deverão ser feitas pela internet, em formulários específicos que podem ser acessados no site http://www.finep.gov.br/premio/.

 Uma novidade da edição 2010 é que serão aceitas inscrições de Organizações Não Governamentais (ONGs) na categoria Tecnologia Social.  Até o ano passado, apenas instituições de ensino e pesquisa podiam concorrer à categoria.

 No ano passado, o Prêmio FINEP recebeu um total de 571 inscrições. Este ano, segundo a coordenadora nacional do Prêmio, Vera Marina da Cruz e Silva, a expectativa é chegar a mil inscrições.

 

O XXII Congresso da ANPG também será no Rio de Janeiro. Confira novidades sobre a programação aqui.
 

 

Da redação com informações da assessoria de imprensa da FINEP

 








De 15 a 18 de abril de 2010 o Rio de Janeiro sediará o XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos. A programação completa estará disponível no sítio ainda esta semana.

 Por hora, confira as participações já confirmadas:

 

 

Presidente da CAPES – Jorge Guimarães

Natural de Campos (RJ), Jorge Almeida Guimarães é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); tem doutorado pela Escola Paulista de Medicina e pós-doutorado pelo National Institute of Health, Heart, Lung and Blood Institute, em Bethesda, nos Estados Unidos.

 

 

Presidente do CNPq – Carlos Aragão

Graduado em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRio), tem mestrado pela mesma instituição, fez doutorado na Universidade de Princeton (EUA) e pósdoutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça, todos em física das partículas elementares e campos.

 

 

 Presidente da FINEP – Luis Fernandes

Formou-se em Relações Internacionais na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Obteve os títulos de mestre e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). É professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio e do Departamento de Ciência Política (GCP) da Universidade Federal Fluminense (UFF), além do Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco.

 

 

Presidente da SBPC – Marco Antônio Raupp

Graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Foi professor adjunto da Universidade de Brasília (UnB), analista de sistemas do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, pesquisador titular do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e professor associado no IME/USP.

 

 

Além dos reitores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dos presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE),Augusto Chagas e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES),Yann Evanovick.

                                                                         

Da redação com informações do CNPQ, Capes, SBPC e FINEP.

 

 

 

 

O secretário geral da SBPC, Aldo Malavasi, reuniu-se na última segunda-feira (29/3), em São Paulo, com o presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Hugo Valadares, e com a tesoureira da entidade, Elisângela Lizardo. O objetivo do encontro foi definir a participação da ANPG na 62ª Reunião Anual da SBPC, que acontecerá de 25 a 30 de julho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

Na reunião, os representantes da ANPG confirmaram a realização do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica durante a 62ª Reunião Anual da SBPC. Com o tema "A integração científica e tecnológica na América Latina", a programação do evento será composta por debates, grupos de discussão, mostras científicas e atividades culturais, que ocorrerão nas dependências da UFRN.

"Na primeira edição do Salão, que aconteceu na PUC de São Paulo no ano passado, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, tivemos a participação de 400 estudantes", conta o presidente da ANPG, Hugo Valadares. "E este ano tivemos a ideia de realizá-lo na Reunião Anual da SBPC, que reúne estudantes de pós-graduação de todo o país, para ampliar o alcance do evento", diz.

ANPG na mesa redonda com a SBPC

Durante o encontro também foi acertada a participação da diretoria da ANPG em duas mesas-redondas que integrarão o programa científico oficial da 62ª Reunião Anual da SBPC. Na primeira mesa-redonda será discutido o Plano Nacional de Pós-Graduação relativo ao período de 2011 a 2020, que está sendo elaborado pela Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Já na segunda mesa-redonda será feita uma avaliação dos três anos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão de Universidades Federais (Reuni), que foi lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2007.

"Achamos muito importante a participação da ANPG na Reunião Anual da SBPC", diz o secretário geral da instituição, Aldo Malavasi. "E queremos que os estudantes em nível de graduação e pós-graduação tenham uma participação cada vez maior e mais ativa nos nossos eventos, porque é neles que está a força da pesquisa no Brasil", analisa.

Fonte: Jornal da Ciência








Durante a 1ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI) de Pernambuco, no dia 25 de março, a ANPG organizou, em conjunto com a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), o debate “Ciência e Educação: A Formação de Recursos Humanos no Projeto de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Nacional”.

Marcos Formiga (Assessor Especial da Presidência da Conferência Nacional da Indústria – CNI e Vice-Presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância -ABED),Wellington Pinheiro (Professor da UPE) e Luciana Santos (Secretária Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco) foram presenças destacadas na atividade que contou com cerca de 100 pessoas, entre estudantes e professores.

Para Luciana Santos, o desenvolvimento tecnológico, que antes era visto como subproduto do desenvolvimento econômico, agora está sendo encarado como essencial na evolução das potencialidades de uma nação. “Estamos vivenciando uma mudança radical na cadeia produtiva do Estado e nós precisamos colocar conhecimento e inovação nisso, ou então ficaremos para trás. A nossa idéia, com a Conferência, é debater isso com a sociedade”, colocou. 

As contribuições geradas a partir dos seminários preparatórios e dos debates na própria conferência serão agora sistematizadas num documento que permitirá a elaboração da política de C&T do Estado de Pernambuco.

Mais tecnologia

Marcos Formiga destacou que talento e inteligências múltiplas são essenciais para o destaque no mercado de trabalho, pois o profissional preparado para as mudanças se adapta mais facilmente ao mercado.
Em sua opinião, a CNCTI precisa ser menos ciência e mais tecnologia, em relação ao panorama apresentado pelas conferências anteriores, a fim de que haja equilíbrio entre as referidas áreas.

Uma das propostas do debate que comporá o documento da ANPG à Conferência Nacional de C&T, que ocorrerá nos dias 26 a 28 de maio em Brasília, diz respeito à qualificação dos profissionais: é preciso que as universidades estejam à altura de responder à procura do mercado, adaptando constantemente novos cursos às necessidades da sociedade e capacitando os estudantes para resolver novos problemas e ter pró-atividade no cotidiano. Essa proposta contempla a visão do professor Wellington Pinheiro, que além de ressaltar a importância do Estado como grande vetor na formação do capital humano no Brasil, atentou para a necessidade de a universidade brasileira estar cada vez mais próxima da realidade do país, a fim de que se compreenda e reconheça as demandas, e a partir daí, direcionar os investimentos para a formação dos profissionais nas áreas de maior necessidade.

Ao fim da atividade, Hugo Valadares, presidente da ANPG, mostrou-se animado com o início da Caravana: “ainda temos outros estados a percorrer, apenas começamos. Não existe avanço tecnológico, inovação, desenvolvimento e patentes se não houver pessoas, sejam estudantes, professores ou sociedade em si". 

A Caravana passará também pelo Rio de Janeiro, como parte integrante da programação do XXII Congresso da ANPG, no dia 16 de abril e em Belo Horizonte a atividade acontece no dia 3 de maio. Belém, Porto Alegre e Goiânia estão entre as capitais já previstas para receber a atividade.

 

Eleonora Rigotti, com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco e colaboração de Jean Falcão – Diretor de Universidades Públicas da UEP.

 







Começou no domingo (28/3) a primeira Conferência Nacional de Educação (Conae), que terá como tema central: “Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação”. A atividade deve reunir em Brasília, até o dia 1º de abril, mais de três mil pessoas, representando o Poder Público e a Sociedade Civil, para debater as futuras diretrizes da educação no Brasil. Entidades do movimento educacional se mobilizam para a conferência.

 

 Logomarca da Conferência Nacional de Educação 2010

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) terá na Conae a maior bancada de um único segmento e está preparada para os debates e para lutar pela aprovação de propostas progressistas que transformem a educação brasileira e garantam o desenvolvimento do país.

A União Nacional dos Estudantes aprovou documento orientador de sua ação e com o acúmulo da opinião do movimento em sua última reunião de diretoria, ocorrida em cinco e seis de março. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) vem mobilizando estudantes em todas as etapas regionais e deu novo fôlego à mobilização durante a jornada de lutas, quando reafirmou como principal pauta dos estudantes brasileiros, junto a UNE e à Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) a bandeira de 50% do fundo do pré-sal para a educação.

Para a diretora de instituições particulares da ANPG, Gisele Natali, a bandeira do financiamento deve mesmo ser central, pois "o financiamento é fundamental para garantir, por exemplo, acesso e permanência, qualificação e plano de carreira para os profissionais da educação". Gisele espera que uma política de qualificação dos docentes possa significar um número maior de titulados (mestres e doutores) em todos os níveis de ensino, e finaliza: "o financiamento é fundamental, mas não garantirá a qualidade se não vier acompanhado de uma política de democratização do conhecimento".

A Conae será a primeira Conferência do setor convocada pelo Poder Público na história do país e está sendo construída por representantes de todos os segmentos da sociedade civil, bem como Estados, Municípios, Governo Federal e empresários. Entre suas principais atribuições, além do debate sobre a construção de um Sistema Nacional Articulado de Educação, está a criação do novo Plano Nacional de Educação (PNE). A expectativa dos envolvidos é que as resoluções aprovadas na Conae sejam implementadas e/ou transformadas em diretrizes para a formulação de novas leis. Outro papel importante que a Conae deve cumprir será o de tornar-se uma referência para futuras propostas de plataforma política a serem apresentadas pelos candidatos nas próximas eleições.

Durante quatro dias, os participantes da Conferência vão discutir a criação de um sistema nacional de educação e propor diretrizes e estratégias para a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai vigorar de 2011 a 2020.

Contee: Conae é marco na história da educação

Para a Coordenadora Geral da Contee, Madalena Guasco Peixoto, a convocação de uma conferência nacional de educação é um marco na história da educação nacional. “Em Brasília, entre as atribuições dos delegados, eleitos nas suas bases, estão as de discutir e definir diretrizes teóricas e políticas sobre que educação queremos e o novo Plano Nacional de Educação (PNE). A conferência também tem a responsabilidade de aprovar a criação de um fórum nacional de educação. Tal fórum será a entidade que vai constituir o sistema nacional de educação e convocar conferências nacionais a cada três anos para avaliar o cumprimento das metas do PNE no período 2011-2020. Para exercer esses papéis, o fórum deve ser bem representativo. Deve contar com os conselhos estaduais e municipais de educação, Conselho Nacional de Educação, governo federal e sociedade civil organizada”, resumiu.

 

Conferência Nacional de Educação
Data: 28/03 a 1º/04
Local: Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília/ DF
Informações: http://conae.mec.gov.br/index. php

Da redação, com Vermelho







 A 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorrerá de 25 a 30 de julho de 2010, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN), terá como tema central “Ciências do Mar: herança para o futuro”. Trata-se de um dos maiores eventos científicos do País. A programação científica é composta por conferências, simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres para apresentação de trabalhos científicos. Também são realizados diversos eventos paralelos, a exemplo da SBPC Jovem (programação voltada para estudantes da educação básica e população infanto-juvenil em geral), da ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia) e da SBPC Cultural (atividades artísticas regionais).

O segundo prazo de inscrição para a 62ª Reunião Anual da SBPC foi prorrogado até às 16h00 do dia 5 de abril. Quem fizer a inscrição até essa data e pagar a taxa de inscrição terá até o dia 7 de abril para submeter seu resumo de trabalho. A expectativa é que o número de trabalhos aceitos para apresentação seja superior a 2,5 mil.

Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores ou profissionais; e de trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem.

Veja as normas de inscrição e de submissão de resumos no site do evento:

http://www.sbpcnet.org.br/natal/home/

 

Por Eleonora Rigotti, com informações da SBPC

 

 

 








O Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) vive uma grave crise financeira, estando ameaçado de extinção. Leia artigo de Maro Lara Martins, Doutorando em Sociologia pelo Iuperj, a respeito do tema.

Colabore com o sítio da ANPG. Envie notícias de sua APG ou Instituição de Ensino, através do e-mail [email protected] com a linha de assunto: TEXTO PARA PUBLICAÇÃO NO SITE.

 

Sobre a Crise no Iuperj

  

Maro Lara Martins

Doutorando em Sociologia/Iuperj

 

Infelizmente não é só o Iuperj que está em crise. A educação brasileira de um modo geral balanga desde tempos imemoriais. Talvez seja necessário mais uma vez ampliarmos o debate, subirmos a uma análise macro da situação. Não só do Iuperj, sem perder o foco nesse Instituto, até porque é nele que nos encontramos e é a partir dele que falamos. Mas creio que uma investida maior tornará o debate mais salutar, afinal de contas as soluções apresentadas passam por pontos fundamentais do modelo de educação superior no Brasil. Seja pelo esgotamento de seu projeto inicial, herdeiro do Iseb e fruto de um mecenato à La Cândido Mendes, esse Instituto não pode ser pensado deslocado de uma análise da educação de nosso tempo. Afinal, o marco fundador desse Instituto, inclusive com seus parceiros, como a Fundação Ford, e mais recentemente a FINEP, está colocada em xeque- mate a partir de sua "má nascença". Não somos mais o Iseb, reunião de intelectuais com forte apego a uma missão nacional, uma espécie de conselho de intelectuais, agregação que soaria ridícula aos olhos de hoje. Também não sobrevivemos mais a partir da mão generosa e ilustrada de um membro da antiga aristocracia brasileira, com seus sonhos e desilusões, que vê sua universidade indo à bancarrota. O fato é que nos demos conta de que essa invenção, como está, atingiu seus limites. Acredito que esse limite extrapola a questão orçamentária. É o limite de uma instituição como o Iuperj. Nascida como foi. O que se tornou claro, no quadro atual é que uma instituição privada com caráter público, hoje, está se tornando inviável. Mas alguém poderia enumerar os motivos porque uma instituição como essa não pode ser mais aquilo que é, aquilo que sempre foi?

Não há dúvida do papel preponderante do Iuperj na cena pública brasileira ao longo de sua existência. Fato esse, sempre lembrado por todos aqueles que escreveram sobre o Iuperj. Também não há dúvidas sobre a sua liderança no cenário das ciências sociais brasileiras, desde sua fundação. E o que dizer do impacto e da formação de gerações inteiras de intelectuais, acadêmicos e pesquisadores, que recheiam os mais diversos estabelecimentos Brasil a fora. Associado a tudo isso, outro ponto importante, é que o Iuperj conseguiu estabelecer, apesar da enorme diferença e mesmo divergência interna, uma tradição de pensamento. E uma tradição de pensamento pulsante, tornando-se ela própria uma intérprete do Brasil. Hoje, precisará o Brasil de seus intérpretes? De seus intelectuais?

Será que essa tradição de pensamento, sua inserção na agenda pública, seus feitos e desfeitos ainda encontram espaço para uma redenção? A grande questão é que não podemos encarnar teatralmente a Geni da Ópera do Malandro, mas quem poderá nos salvar? Quem poderá nos redimir? Fomos feitos para apanhar? Somos bons de cuspir?

Por mais criatividade existente, todas as alternativas tem um endereço certo: o Estado. O bom, velho e moderno Estado. Aliás, o Estado e suas benesses, seu financiamento. Afinal, como a situação exige e o quadro parece irreversível, a educação superior brasileira, nível de pós-graduação, parece não encontrar caminhos alternativos fora do eixo estatal, excetuando-se uma ou duas instituições, do calibre das Pucs e da Fundação Getúlio Vargas.

Agora, o que nos resta é uma bomba-relógio, com data e hora pra explodir. Poderá o Estado nos salvar?

 













É nas ruas que vamos conquistar – por Yann Evanovick

 

Se as gerações de outrora deixaram os registros de suas valorosas contribuições por conta do combate à Ditadura Militar e nas mobilizações do Fora Collor, por exemplo, cabe a nós comprarmos o debate do Pré-sal e nos posicionarmos em favor da juventude e dos trabalhadores brasileiros.

Afinal, estes sempre foram excluídos do acesso à riqueza proporcionada pelos ciclos econômicos desenvolvidos no nosso país. Assim foi durante a exploração do Pau-Brasil, do ouro, da borracha, do café, do cacau, etc.

E assim também seria na descoberta do petróleo em solo brasileiro, a partir de 1939. No entanto, os estudantes impediram essa afronta com a campanha “O petróleo é nosso”, denunciaram os “entreguistas” que preferiam ver esta riqueza sendo explorada por empresas internacionais e conquistaram, em 1953, a fundação da Petrobrás.

Com a recente descoberta das extensas reservas de petróleo na camada do Pré-sal, descortina-se nova possibilidade de avançarmos no desenvolvimento do país. Por outro lado, surgem novamente aqueles que pretendem abrir ainda mais espaço para que empresas estrangeiras venham se apossar de nossas riquezas. Mas, também, existe a possibilidade de que os recursos oriundos do Pré-sal sejam investidos em benefício dos brasileiros.

Por conta disso, a UNE, a UBES e a ANPG tomam o exemplo da geração do “Petróleo é nosso” e lançam a campanha em defesa de 50% do FUNDO SOCIAL DO PRÉ-SAL para a EDUCAÇÃO.

Dessa forma, pretendemos avançar nas mudanças que já estão em curso e ampliar o investimento na educação, que hoje gira em torno de meros 5% do PIB.

Reconhecemos os ganhos que representam o ingresso de milhares de novas pessoas nas universidades por meio do PROUNI e do aumento do número de vagas nas universidades federais, da criação dos IFET’s, dentre outras coisas.

Mas sabemos que isso ainda é pouco, pois as estruturas das escolas e universidades precisam muito ser melhoradas e os 14 milhões de analfabetos existentes no país clamam por alguma oportunidade para terem suas vidas modificadas.

Logo, é fundamental fortalecermos essa bandeira de luta. Pautas específicas trabalhadas nos estados nos últimos anos, como a meia-passagem, o passe-livre, a reforma universitária, entre outras, são extremamente importantes. E todas elas podem ser viabilizadas caso a luta pelos 50% do pré-sal na educação seja implementada.

Portanto, é extremamente importante convergirmos o engajamento e a combatividade que nos caracteriza para, juntos, construirmos nas ruas um novo Brasil e um futuro melhor para todos.




A cada ano, jovens doutoras que desenvolvem trabalhos científicos em instituições brasileiras de pesquisa, nas áreas de Ciências Físicas; Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Químicas; e Ciências Matemáticas, têm a oportunidade de ter os seus projetos reconhecidos com a conquista do Prêmio “Para Mulheres na Ciência”.

Estão abertas, até o dia 08 de maio, as inscrições para a edição 2010 do programa que busca apoiar projetos científicos de alto mérito desenvolvidos por pesquisadoras doutoras brasileiras, em instituições nacionais, no período de um ano. Serão sete bolsas-auxílio oferecidas nas áreas de Ciências Físicas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Matemáticas e Ciências Químicas, no valor total de US$ 20 mil, convertidos em reais para cada bolsa.

Entre 2006 e 2009, vinte e seis jovens e talentosas cientistas brasileiras tiveram seus trabalhos premiados, um merecido reconhecimento e incentivo à continuação de suas destacadas pesquisas científicas.

Iniciativa da L’Oréal Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Comissão Nacional da UNESCO (IBECC), o Programa “Para Mulheres na Ciência” nasceu em 2006 com a missão de ceder espaço e apoio à participação das mulheres brasileiras no cenário científico do país. Um grupo de 11 renomados profissionais compõe o júri, entre eles a bióloga Mayana Zatz, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, membro da Academia Brasileira de Ciências.

O resultado será divulgado no dia 8 de agosto. As bolsas são destinadas apenas a pesquisadoras que tenham concluído o doutorado a partir de 1º de janeiro 2005.

Mais informações no site www.abc.org.br/loreal

Por Eleonora Rigotti, com informações da L’Oréal Brasil