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As informações que começam a chegar à ANPG, coletadas através da Ouvidoria e do formulário de monitoramento, apontam para a perda de mais de 3.000 bolsas de estudos com a entrada em vigor da Portaria 34 da Capes. Segundo o levantamento já contabilizado, que envolve dados de 12 instituições de ensino, foram perdidas 1961 bolsas de mestrado e 1219 de doutorado.

Apenas na Universidade Federal de Santa Catarina foi registrada a desativação de 637 bolsas de mestrado. Na Federal do Paraná, os cortes atingiram 364 mestrandos e 306 doutorandos. Outras grandes universidades, como UFBA e UFMG, também registram perdas tanto no mestrado quanto no doutorado.

Segundo Flávia Calé, presidenta da ANPG, a falta de clareza é um grande problema, pois não foi divulgado um quadro geral de alocação das bolsas no sistema nacional de pós-graduação. “A Capes divulgou que teve aumento de 3.386 bolsas em 2020, mas ela não apresentou nenhuma informação sobre onde e em quais programas foi esse acréscimo. Por isso, estamos tentando fazer nosso mapeamento. O que existe de concreto é que centenas de pós-graduandos têm nos informado que suas bolsas foram cortadas, mesmo quem já tinha assinado os termos”, afirma.

Além do enfraquecimento da pesquisa científica e do desmonte da ciência num momento que exige ampliação de investimentos, há o drama pessoal que aflige os estudantes. “Muitos pós-graduandos estão em pânico, porque tinham planos, mudaram de cidade até, e agora se veem afetados, com a vida de cabeça para baixo, pelos cortes trazidos pela arbitrária Portaria 34”, conclui Flávia.

De acordo com as informações obtidas pela ANPG, até o momento, os programas mais atingidos pelos cortes são os de conceitos 3, 4 e 5. “Existem dois tipos de programas da Capes para distribuição de bolsas, a Demanda Social – que são bolsas para os programas 3, 4 e 5 – e o Programa de Excelência (Proex) para os programas com conceitos 6 e 7. Esse conjunto de bolsas é distribuído através de cotas, cada programa recebe uma quantidade de bolsas”, explica Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG.

A coleta de dados realizada pela ANPG continuará nas próximas semanas e será atualizada no site. Essas informações ajudarão a entidade a elaborar a estratégia política e jurídica de atuação para salvaguardar os interesses dos pós-graduandos atingidos pelos cortes. Veja aqui como reportar cortes na sua instituição: https://www.anpg.org.br/24/03/2020/monitoramento-do-corte-de-bolsas-portaria-34-da-capes/

Ministério Público recomenda suspensão da Portaria

Desde a divulgação da Portaria 34, em 18/3, diversos setores têm se manifestado contra seus efeitos. A ANPG fez um abaixo-assinado virtual pela revogação da medida e já recebeu a adesão de mais de 150 mil pessoas. Na Câmara e no Senado tramitam projetos de decretos legislativos para sustar os efeitos da portaria.

No dia 27 de março, o Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do rio Grande do Sul, emitiu recomendação para que a Capes revogue ou suspenda os efeitos da Portaria 34 e obrigou a agência a responder até às 19h do dia 31 se acatará a orientação do MPF.

“Esclarece o Ministério Público Federal que o não acatamento infundado do presente documento, ou a insuficiência dos fundamentos apresentados para não acatá-lo total ou parcialmente ensejará a propositura de ação civil pública, com fundamentação similar destinada a promover judicialmente a correção recomendada”, assegura o Procurador da República Enrico Rodrigues de Freitas, signatário da recomendação.

Saiba das ações e monitoramento da ANPG nessa semana
27 de março de 2020

Suspensão das Atividades Acadêmicas
Em resposta a provocação da ANPG:
CAPES recomenda suspensão das defesas de teses e dissertações pelo prazo de 60 dias e possibilidade de defesa de forma remota;
Universidades suspendem calendário acadêmico
FAPERJ, FAPESP, FAPEMA e FAPES prorrogam prazos e vigência das bolsas concedidas em até 90 dias;

Condição do Pós-Graduando

FAPES aumenta em 50% bolsa de iniciação cientifica e 23% bolsas de mestrado e doutorado;
Ministério da Saúde pagará bonificação de 20% sobre todas as bolsas de residência médica.

Portaria 34
Abaixo-assinado pela revogação passa das 150 mil assinaturas em uma semana de coleta.
Entidades se posicionam contra a portaria 34 – SBPC, FORPROP, ANDIFES, Frente parlamentar em defesa da universidade Pública
Em resposta a provocação da ANPG, parlamentares protocolam projetos de decreto legislativo para sustar a portaria 34, são eles:
Na Câmara : PDL 99/2020 – Helder Salomão (PT/ES)
PDL 101/2020 – Alice Portugal (PCdoB/BA)
PDL 105/2020 – André Figueiredo (PDT/CE)
No Senado:
PDL 98/2020 – Senador Humberto Costa PT/PE
Senado abre votação sobre o PDL 98/2020. Já são quase 50.000 votos pelo SIM!

[pdf-embedder url=”https://www.anpg.org.br/wp-content/uploads/2020/03/PLANO-EMERGENCIAL-PARA-EDUCAÇÃO-UNE-UBES-ANPG.pdf”]

 

Entidades estudantis propõem Plano Emergencial para a Educação em tempos de Coronavírus

O movimento estudantil brasileiro, através de suas entidades nacionais de representação ANPG, UNE e UBES, propôs um Plano Emergencial com medidas que assistem os estudantes de todos os níveis em meio ao período de quarentena para enfrentamento à pandemia de Coronavírus.

O documento intitulado “Plano Emergencial para Escolas, Instituições de Ensino e/ou de Pesquisas durante o Período de Suspensão das Aulas por Conta do COVID-19” defende a recomposição imediata das verbas da Capes e CNPq, suspensão da Portaria 34 da Capes, fortalecimento de Hospitais Universitários, manutenção do funcionamento dos Restaurantes Universitários em conformidade com as medidas para evitar aglomerações, suspensão de mensalidades nas instituições particulares, não obrigatoriedade de adesão às aulas EaD, ampliação das verbas destinadas ao Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), dentre outras ações do poder público para que os dissentes não sejam prejudicados durante o período sem aulas.

Cada entidade aprovou o documento em sua direção executiva e depois remeteu aos órgãos competentes como reivindicações dos estudantes. Veja abaixo a íntegra do Plano Emergencial proposto pelas entidades estudantis

Confira o post sobre preconceito linguístico 

 

Enquanto o Brasil enfrenta uma grave crise de saúde pública, ao invés de estar investindo em ciência e educação, o governo Bolsonaro vem na contramão e aplica mais um corte de bolsas.
No último dia 18, a CAPES publicou a Portaria 34, que dispõe sobre um novo modelo distribuição de bolsas para as pós-graduação. Na prática, a medida, que poderia ajudar a diminuir as assimetrias e desigualdades existentes no sistema, está cortando bolsas de programas, principalmente os de notas 3, 4, 5, e remanejando essas bolsas para programas de maiores conceitos. Cabe lembrar que os programas de menores conceitos são maioria no país, especialmente nas regiões Nordeste e Norte, e jogam um papel fundamental na produção científica brasileira.
Diante desse cenário, a ANPG vem recebendo diversos relatos de pós-graduandos aflitos com a situação, pois as bolsas de estudos orientam a vida acadêmica e social e são a única fonte de renda, uma vez que requerem dedicação exclusiva. Assim, a entidade tem tomado medidas e orientado os pós-graduandos a:

1 – Subscrever e divulgar o abaixo-assinado que a ANPG lançou na última sexta-feira como forma de pressionar e somar forças junto a outras entidades para a revogação imediata da Portaria da CAPES. Assine e compartilhe. https://bit.ly/RevogaPortaria34

2- Relatar os dados de bolsas perdidas ou ganhas do seu programa ou instituição para nosso monitoramento, uma vez que não há dados do cenário. Para tal, preencha o seguinte formulário com os dados das bolsas perdidas. Nesse momento, pedimos que se houver algum documento, como email, ofício, notícia da própria universidade, este seja anexado ao formulário.
https://bit.ly/MonitoramentodocortedeBolsasPortaria34

3 – Relatar se há corte de bolsas já em vigência ou que já havia sido destinada para algum pós-graduando. Nesse caso, favor enviar para [email protected] todo o relato com dados importantes como período da seleção, período em que foi prometida a bolsa, termos de vigência das bolsas e o que mais julgar pertinente sobre o caso. Qualquer outra documentação que comprovem a bolsa e o corte, tais como email do programa para alunos, print do SCBA com a situação de bolsa, poderá ser útil para encontrar saídas urgentes e salvaguardar as bolsas.

4- Denunciar o caso na Controladoria Geral da União (CGU). Acessem a plataforma Fala.Br (https://falabr.cgu.gov.br), cadastre-se e, em seguida, clique em SOLICITAÇÃO, DENÚNCIA ou SUGESTÃO, conforme a demanda. No campo “Órgão para qual quer enviar sua manifestação”, escolha MEC. Em seguida, clique em bolsas e auxílios, digite a solicitação ou denúncia, preencha os outros dados e envie. O sistema deverá passar o número de protocolo e um código (senha) para acompanhamento do pedido.

5 – Apoio ao Decreto Legislativo. A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), provocada pela ANPG, protocolou um projeto que visa sustar os efeitos da Portaria 34, caso a CAPES não a revogue. Iremos divulgar em nossas redes esse decreto para conhecimento de todos e para que possamos pressionar para sua urgente aprovação.

6 – Enviar email para todos os deputados e senadores de seu estado e os líderes de partido para que todos tenham conhecimento da causa e vejam que mais de 120.000 pessoas já se mobilizaram contra. Embora a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades esteja ciente, precisamos aglutinar mais força para revogar a portaria. Utilize o abaixo-assinado como texto padrão (juntamente com o link para vejam a quantidade de pessoas) e dispare para os e-mails dos deputados e senadores de seu estado.

7 – As APGs devem enviar e-mail para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPG) de instituição para: 1) solicitar o resultado do modelo de bolsas da capes, o número de bolsas por programa, antes e depois do modelo, informando cortes e ganhos; 2) reivindicar que a pro-reitoria envie à CAPES pedido de revogação da Portaria 34. Se houver dificuldade de diálogo direto com a pro-reitoria da sua instituição, sugere-se utilizar a câmara de pós-graduação e/ou o fórum de coordenadores de programas de pós-graduação (se houver). Neste pedido, devem sugerir que se escreva uma nota pública sobre o tema, publicizando os dados e, se possível, posicionando-se pela Revogação da Portaria nº 34.

Veja a lista com e-mails e contato dos parlamentares aqui: bit.ly/2mJbnkS

Veja a lista de colégio de líderes da câmara de deputados : https://www.camara.leg.br/deputados/lideres-e-vice-lideres-dos-partidos

Por fim, a ANPG compreende a gravidade do momento e informa que está vigilante para que nenhum pós-graduando seja prejudicado, seja pela suspensão de suas atividades acadêmicas seja pela publicação da Portaria 34. Continuem acompanhando as informações e orientações através de nosso site e nossas redes sociais.

Mais de 100 mil pessoas já aderiram ao abaixo-assinado virtual lançado pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) na última sexta-feira (20/03), reivindicando a imedia-ta revogação da Portaria 34 da Capes, que altera os critérios para a distribuição de bolsas de estudos.

Segundo a entidade, a resolução da Capes aprofundará as desigualdades já existentes entre os programas, agravando inclusive as disparidades regionais na produção científica. “Essa portaria chega para penalizar os programas mais novos e com conceito 3 e 4, aumentando o seu teto de perda de bolsas em um modelo de distribuição, tirando os instrumentos necessá-rios para que esses programas possam progredir na próxima avaliação quadrienal”, afirma o documento.

“Os pós-graduandos sempre reivindicaram critérios mais transparentes para a distribuição das bolsas, mas é errado punir os cursos 3 e 4, que são fundamentais para o desenvolvimen-to de certas regiões do país. Essa medida vai agravar os desequilíbrios na produção científica e impactar negativamente as regiões mais pobres do país. Nossa luta é pela imediata revo-gação!”, afirma Flávia Calé, presidenta da ANPG.

Divulgada no último dia 18/03, a Portaria 34 determina a revisão dos pisos e tetos da distri-buição de bolsas de estudos, priorizando os cursos mais bem avaliados, de notas 5, 6 e 7. No entanto, a medida ignora que os cursos com notas 3 e 4 são, em geral, mais novos, que pre-cisam de apoio para se consolidarem, e possuem grande impacto social em suas localida-des.

Além de medidas de mobilização da comunidade acadêmica para sensibilizar a Capes a re-ver a portaria, a ANPG também já faz contatos com parlamentares ligados às pautas educa-cionais e da ciência e tecnologia para viabilizar medidas legislativas que impeçam a mudan-ça nos critérios de distribuição das bolsas.

Confira o post da UNE

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) atendeu a uma reinvindicação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e prorrogou os prazos para defesas de teses dos programas de pós-graduação por 60 dias. A agência também orientou que as bancas de mestrado e doutorado sejam realizadas por meio virtual.

Na semana passada, em virtude do avanço da pendemia COVID-19 e as recomendações de isolamento social feitas pelas autoridades sanitárias, a ANPG havia oficiado ministérios e agência de fomento à pesquisa solicitando que as atividades presenciais da pós-graduação fossem suspensas e que medidas para readequação dos prazos fossem tomadas, de maneira a preservar a saúde de estudantes e professores.

“Pedimos a suspensão imediata de todas as atividades acadêmicas que envolvem a pós-graduação no país com dilatação dos prazos das obrigações, readequando-os de forma a seguir estritamente as orientações sanitátias dos orgãos de saúde competentes”, apontava a entidade representativa dos pós-graduandos.

Flávia Calé, presidenta da ANPG, diz que a medida é correta, mas também cobrou maior prazo para a vigência das bolsas. “A decisão é fundamental para dar tranquilidade a todos os pós-graduandos e professores num momento de grave crise humanitária no Brasil e no mundo. Importante que a extensão do prazo possa ser ampliada, caso seja necessário, e que se expresse também na ampliação do tempo de vigência das bolsas de estudo”.

“A medida é necessária para o cumprimento do esforço nacional de contenção ao vírus. A saúde da população é a prioridade máxima do momento”, afirma Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG, que salienta que a entidade acompanha e pressiona por outras medidas, como a dilatação do pagamento das bolsas.

A Faperj e a Fapesp, fundações de amparo à pesquisa do Rio de Janeiro e de São Paulo, já publicaram resoluções estendendo automaticamente o pagamento das bolsas de estudos por 90 dias, dispensando os bolsistas de quaisquer procedimentos adicionais. “Queremos que as agências nacionais e outras agências dos estados sigam essa medida, que é fundamental nesse momento de superação da crise”, concluiu Vinicius.

Mais informações sobre o novo calendário da CAPES estão disponíveis no link: https://www.capes.gov.br/36-noticias/10219-capes-prorroga-prazos-e-recomenda-a-suspensao-de-bancas-presenciais

Para casos específicos ou se você estiver com problemas no seu programa escreva para [email protected]. Estamos monitorando as informações.

Confira o post da UNE sobre Cie

 

 

Asssine o abaixo assinado online disponível no link https://bit.ly/RevogaPortaria34 e pedimos que todos assinem e compartilhem para ampliarmos essa mobilização em defesa da ciência, tecnologia e pós-graduação do país.

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos ( ANPG) lançou nessa sexta-feira, 20 de março de 2020, seu posicionamento em defesa da imediata revogação da Portaria 34 da CAPES, que dispõe sobre as condições para o fomento aos cursos de pós-graduação no Brasil, o qual na prática implica um modelo de distribuição de bolsas. A entidade também disponibilizou um abaixo assinado sobre o tema.

A entidade representativa dos pós-graduandos externa sua preocupação com um alerta que a medida prolongará o clima de pânico e desesperança que já existe entre os pós-graduandos e todos que integram o sistema nacional de pós-graduação brasileiro. E adiciona que ela aprofundará as desigualdades já existentes entre programas de pós-graduação, áreas de conhecimentos e regiões brasileiras. Além de penalizar os programas mais novos e com conceito 3 e 4 e tirar os instrumentos necessários para que esses programas possam progredir na próxima avaliação quadrienal. E lembra, ainda, que isso agravará ainda mais o cenário de já defasagem significativa no orçamento da CAPES e quantitativo de bolsas, que já somam quase 8000 perdidas em consequência dos cortes, associado ao fato de menos de 50% de bolsistas no sistema nacional de pós-graduação.

O posicionamento da diretoria da ANPG endossa as vozes das entidades acadêmicas e científicas, como o Fórum de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FORPROP) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), além da Sociedade Brasileira Pelo Progresso da Ciência e da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, pela revogação da portaria e no apontamento da ausência de debate amplo e democrático para publicação da medida.  Veja abaixo o posicionamento dessas entidades.

ANPG indica também que para discussão de um modelo de distribuição de bolsas é imprescindível a recomposição do orçamento da ciência e tecnologia e educação para, no mínimo, patamares de 2014, e que se coloquem como prerrogativas fundamentais: i) a vigência de um novo modelo apenas para novas bolsas no sistema; ii) valorização dos programas de menor conceito; 3) a melhoria das condições de trabalho dos mestrandos e doutorandos do país.

Assim, o abaixo assinado pretende mobilizar os pós-graduandos, entidades acadêmicas e científicas e todos aqueles que estão preocupados com o desenvolvimento científico nacional para pressionar a CAPES pela revogação da portaria, sendo um plot twist na educação. Entre os pontos pedido no abaixo assinado estão:

–  Revogação imediata da portaria 34 da CAPES

  – Liberação do sistema de bolsas para indicação dos novos bolsistas e renovação das já implementadas.

 – Recomposição de todas as bolsas perdidas em 2019 e o seu reajuste em valor integral.

 

O abaixo assinado online está disponível no link https://bit.ly/RevogaPortaria34 e pedimos que todos assinem e compartilhem para ampliarmos essa mobilização em defesa da ciência, tecnologia e pós-graduação do país.

 

Confira abaixo a íntegra da nota da ANPG

[pdf-embedder url=”https://www.anpg.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ANPG-portaria-34.pdf”]

 

Assine o abaixo assinado https://bit.ly/RevogaPortaria34

Veja o posicionamento das demais entidades:

Forprop

Andifes

SBPC

 

Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas

 

Diante do avanço da pandemia de COVID-19, popularmente conhecida como Coronavírus, a ANPG oficiou ministérios, universidades e demais instituições ligadas à pós-graduação para solicitar a imediata suspensão das atividades que demandem aglomerações de pessoas, além de requer a dilatação e reorganização dos cronogramas de obrigações acadêmicas para que não haja prejuízo a estudantes e residentes no período da emergência de saúde pública.

Segundo a entidade, os pedidos se justificam diante das normas e orientações que os próprios órgãos de saúde têm determinado. “Além dos cuidados individuais, a principal medida preventiva recomendada pelos órgãos de saúde é que sejam evitadas as aglomerações, o que tende a diminuir a disseminação do vírus e, consequentemente, aliviar a pressão sobre o Sistema Único de Saúde e o Sistema de Saúde Complementar no país”, afirma o documento.

Para Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG, é momento de priorizar a saúde dos estudantes e trabalhadores, seguindo à risca as orientações dos especialistas. “O Brasil precisa estar unido e solidário para enfrentar esse período especial, que exige o amparo das instituições públicas e privadas para o êxito das medidas de proteção, prevenção e contenção da disseminação do vírus. Os pós-graduandos, resguardadas as determinações da saúde pública, cumprirão seu papel na pesquisa científica que ajude a conter a doença”, afirmou.

[pdf-embedder url=”https://www.anpg.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Cópia-de-OFÍCIO-CIRCULAR-01_2020.docx.pdf”] [pdf-embedder url=”https://www.anpg.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Cópia-de-OFÍCIO-CIRCULAR-02_2020.docx.pdf”]

Confira o post  sobre lei de cotas da UNE

Em virtude da pandemia de infecção humana pelo novo coronavírus e da declaração, feita pelo Ministério da Saúde, de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, no último dia 13 de março, a Associação Nacional de Pós-Graduandos, junto com as entidades estudantis UNE e UBES, deliberou pela suspensão dos atos de rua no próximo dia 18/3, mas com manutenção da greve e paralisação em Defesa da Recomposição e Reajuste de Bolsas, da Educação e da Ciência e Tecnologia. Tempos como estes nos exigem medidas de proteção, prevenção e contenção da disseminação do vírus, assim como responsabilidade e aumento da solidariedade entre o nosso povo. Só assim criaremos condições necessárias para vencer mais esta batalha.

 

 

COVID-19 E SUA PROTEÇÃO

O que são? Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar desde resfriados até doenças respiratórias mais graves e de importância para a saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave. O novo SARS-Cov-2, descoberto em dezembro de 2019, na China, é o agente causador da doença COVID-19, conhecida popularmente por coronavírus.

A transmissão ocorre de pessoa à pessoa, via contato direto ou através de objetos, por meio de gotículas respiratórias expelidas do nariz e da boca quando uma pessoa infectada, mesmo que esteja assintomática, tosse, espirra ou fala.

O que deve ser feito para evitar o contágio?  Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel (70%), cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar aglomerações, manter os ambientes bem ventilados, não compartilhar objetos pessoais e seguir as instruções de controle sanitário das autoridades médicas e órgãos de governo. Além disso, é importante certificar as fontes de informação para evitar fake news disseminadas na internet para criar pânico e confusão.

Quais são os principais sintomas da doença? Os sintomas do coronavírus são similares aos de uma gripe comum, os mais habituais são tosse, febre e coriza. Algumas pessoas podem presentar dores no corpo, mal estar em geral, congestão nasal, dor de garganta ou dor no peito, porém, o principal sintoma de gravidade é a dificuldade respiratória.

Quais são os grupos de riscos? Pessoas com mais de 60 anos e/ou com presença de doenças crônicas, tais como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, asma, doenças renais e tabagismo. Não é necessário estar nos grupos de risco ou apresentar sintomas para transmitir a doença a familiares, amigos e vizinhos.

Para obter mais informações, visite o site ou aplicativo do Coronavírus, disponibilizado pelo Ministério da Saúde (https://coronavirus.saude.gov.br/). O aplicativo pode ser baixado para celulares Android ou IOS em suas respectivas lojas.

 

É preciso destacar a importância de seguir as orientações das agências de saúde para termos o cuidado necessário conosco, com familiares e pessoas mais próximas, especialmente os de grupo de risco. O engajamento coletivo será fundamental para contenção do vírus. Além disso, é preciso estarmos alertas, evitando disseminações de notícias falsas e clima de pânico.

Entretanto, em que pese a importância das medidas individuais de prevenção (veja abaixo), mais do que nunca é preciso exigir a ampliação dos investimentos em saúde pública para o fortalecimento do SUS, associado à recomposição do orçamento da educação e da ciência e tecnologia. Nesses momentos, nota-se a importância desses investimentos e das universidades na vida do povo brasileiro. Não por acaso, pós-graduandos brasileiros, a partir da estrutura e acúmulo de conhecimento elaborado até hoje, conseguiram sequenciar o genoma viral em apenas 48 horas, encurtando o caminho para o combate ao vírus e a criação de métodos para sua prevenção.

 

 

TSUNAMI DO 18M

Nesse momento, nossa luta será de forma virtual para evitarmos a propagação e contaminação do vírus. Precisamos estar saudáveis para a luta em defesa da pós-graduação, da educação e da ciência. Dia 18M é apenas uma das batalhas. Em breve voltaremos às ruas para lutar por nossas principais reivindicações:

– Reajuste e Recomposição das Bolsas de Estudos, com a volta imediata das mais de 8000 bolsas cortadas em 2019;

– Recomposição do orçamento da Educação, Ciência e Tecnologia e Saúde aos patamares de 2014;

– Revogação imediata da Emenda Constitucional 95 (Emenda do Teto dos Gastos);

– Defesa intransigente da Democracia Brasileira.

 

 

O que fazer para o 18M?

-Fique ligado! Diariamente indicaremos uma tag para tuitaço.

– Poste foto com o seu cartaz de luta contra o COVID-19 e por mais investimentos no SUS, nas Pesquisas e na Educação Pública e use a tag #18Memluta #BolsonaroAcabou

– Grave um vídeo de 30s, na horizontal, falando sobre a importância de mais investimento para pesquisas e universidades e marque @uneoficial, @ubesofial e @anpgoficial e tag #18Memluta

-Pendure faixas nas janelas ou realize projeções em espaços públicos de muita visibilidade. Sempre evitando aglomerações.

-Estudante, previna-se! A sua saúde é muito importante para seguirmos lutando pela educação e por um Brasil melhor!

 

 

 VOZES DA JANELA CONTRA BOLSONARO

No dia 18 de março, todas janelas das casas do Brasil darão um Basta!!! Bolsonaro está sendo irresponsável com o Brasil seja com os cortes realizados na educação, ciência e saúde seja por não estar seguindo as orientações sanitárias dos órgãos de saúde. Manifeste-se de sua janela as 20hs com apitos, panelas, algo que faça bastante barulho e mostre nossa indignação com a atual situação do país. Compartilhe essa ideia com seus amigos e familiares.

 

 

ATIVIDADES NA SEDE DA ANPG

Em virtude da epidemia, os atendimentos na sede da ANPG estão suspensos por tempo indeterminado. Caso haja necessidade, os pós-graduandos podem entrar em contato através dos seguintes meios:

– Rede Sociais (instagram – anpgoficial; facebook.com/anpgbrasil; twitter: @anpg);

– Emails: [email protected]; [email protected] ou qualquer email de nossos diretores disponíveis em nosso site.

– Telefone 11-98448-0977

 

 

SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES ACADÊMICAS DA PÓS-GRADUAÇÃO

Considerando a Emergência Nacional de Saúde Pública, diversas Instituições de Ensino já anunciaram a medida de suspender suas atividades acadêmicas, seguindo as orientações sanitárias dos órgãos e agências competentes. Assim, por compreender que a vida é bem mais importante do ser humano e pela ciência que nenhum pós-graduando poderá ser prejudicado por esse momento que enfrentamos, a ANPG está em monitoramento das situações em cada uma dessas instituições através da [email protected] e de nossas redes. Mas ainda contamos com apoio de toda rede do movimento para que os pós-graduandos não sejam prejudicados no andamento de sua atividade laboral e pesquisa. Estaremos em contato com a CAPES, CNPq, as pró-reitorias de pós-graduação e agências estaduais de fomento para que haja sensibilização dos programas e o diálogo para encontrar alternativas diante das obrigações acadêmicas nesse cenário de pandemia, de acordo com as normas sanitárias, com, inclusive, a possibilidade de dilatação dos prazos. Além disso, a ação das representações discentes e associações de pós-graduandos é essencial para o constante diálogo e monitoramento das particularidades de cada curso e instituição.

 

Assim, orientamos os pós-graduandos e as instituições de ensino e/ou pesquisa para:

– Imediata liberação das atividades acadêmicas e práticas de todos os estudantes que estão em grupo de risco da doença (Pessoas com mais de 50 anos, Diabéticos; Hipertensos; Pessoas com problemas no coração; Asmáticos; Doentes renais; Fumantes);

– Suspensão das aulas e atividades que aglutinam pessoas, inclusive se for preciso dos processos seletivos que possam ainda estar ocorrendo;

– Manutenção da abertura dos restaurantes universitários e de outras políticas de assistência estudantil para os pós-graduandos com adequação para evitar aglomerações de pessoas;

– Existência da possibilidade de Defesa das qualificações, monografias, TCC, dissertação e doutorado de forma de acordo com as normas sanitárias, como por exemplo através de plataformas online;

– Em casos de necessidades, dilatação dos prazos acadêmicos para não haver prejuízo da pesquisa ou do processo de ensino e aprendizado;

– Disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual, incluindo álcool em gel, para todos aqueles que precisarem continuar suas atividades na universidade por especificidades de suas pesquisas e para os residentes em saúde que precisão continuar seu trabalho para este momento delicada da saúde pública;

– Seguir as orientações de cada conselho de classe, especialmente para os residentes em saúde;

– Possibilidade de suspensão da mensalidade e taxas referente as atividades da pós-graduação lato-sensu pela suspensão das atividades teóricas.

 

 

 

Diante do avanço da contaminação do COVID-19 no Brasil, as entidades estudantis – UNE, UBES e ANPG – , acreditamos que esse é um momento de responsabilidade com a saúde do povo brasileiro e por isso em conjunto com outros movimentos, decidimos pelo adiamento dos atos de rua do dia 18, evitando o fomento de grandes aglomerações, conforme orientações da OMS e Ministério da Saúde, mas mantendo as greves e paralisações.

Os cuidados com a saúde pública são muito importantes nesse momento, e os estudantes, professores e cientistas têm mostrado a importância da pesquisa e dos hospitais universitários para a contenção da pandemia. Acreditamos que as universidades devem ter uma ação articulada para buscar formas mais eficazes de tratamento e prevenção, demonstrando a importância da ciência na valorização das nossas vidas. Essa lamentável situação de saúde pública só deixou mais evidente a necessidade de mais investimentos e respeito pelas nossas instituições públicas de ensino e saúde.

Desse modo, no dia 18.03,  as entidades estudantis construirão nas redes sociais o grito de indignação com o que tem acontecido no Brasil, na educação, democracia e o desmonte dos serviços públicos. Também utilizaremos nossos canais para alertar aos estudantes brasileiros dos cuidados e precauções necessárias nesse momento, sem pânico, mas com prevenção.

Seguimos incansáveis na luta e contribuindo pela contenção da pandemia e assim que tudo estiver sob controle voltaremos a ocupar as ruas de país.

União Nacional dos Estudantes
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Associação Nacional de Pós-Graduandos