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Nesse dia 15 de maio, mais de 1 milhão de estudantes e professores atenderam à convocação das entidades do movimento estudantil e educacional ao ocuparem as ruas de todo o Brasil em gigantes, lindos e pacíficos atos.

A paralisação nacional da educação esvaziou milhares de escolas, centenas de universidades e laboratórios para encher as ruas, nos 26 estados e DF, de jovens em defesa do direito de estudar.

O corte na educação foi a gota d’água que virou um tsunami e não sairemos das ruas até que se reverta essa medida que pode inviabilizar nossas aulas e o funcionamento das instituições educacionais de ensino médio e superior no 2º semestre desse ano.

Educação não é gasto e sim investimento. Exigimos o fim dos cortes orçamentários das Universidades Federais, Institutos Federais e das bolsas de pesquisa CAPES. Queremos o cumprimento do Plano Nacional de Educação, o FUNDEB permanente, a revogação da Emenda Constitucional 95 e mais seriedade no debate sobre o financiamento público do nosso ensino.

Por tudo isso, convocamos todos os estudantes brasileiros e movimentos educacionais para construirmos, com muita unidade, mais um dia nacional de lutas em 30 de Maio.

Vamos ensinar a esse governo sobre o que realmente as nossas escolas e universidades precisam.

Vamos ensinar que idiota é quem não enxerga a educação como um grande passo rumo à um país verdadeiramente independente. Inútil é quem sucateia o sistema educacional e de pesquisa, colocando em risco o futuro e o desenvolvimento do Brasil.
A educação é a agenda mobilizadora que uniu a sociedade brasileira e nos levará a novos rumos. Somos a juventude consciente do seu direito à educação e do seu dever de lutar por ela.

Dia 30 a nossa aula será, novamente, na rua.

Pedro Gorki – Presidente da UBES
Marianna Dias – Presidenta da UNE
Flávia Calé – presidenta da ANPG

Manifestação contra os cortes na Educação. Rio de Janeiro/ Guilherme Silva

Em meio à sucessão de ataques do governo Bolsonaro contra a educação, tem crescido em todo o país um vasto movimento de resistência envolvendo estudantes, professores, funcionários e a comunidade científica. O desaguadouro será a greve nacional da educação, no próximo dia 15 de maio, mas a preparação tem produzido assembleias e atos com grande adesão.

Foi o que se viu nesta terça-feira, na explosão de manifestações que sacudiu universidades e institutos federais em mais de 100 lugares, em todas as regiões do país. Na ocasião, estudantes secundaristas em luta contra os cortes que afetaram o Colégio Pedro II e o CEFET-RJ realizaram um protesto em frente ao Colégio Militar, que na data recebia o presidente Jair Bolsonaro em atividade interna.

Ontem, em várias cidades do país, estudantes e pesquisadores foram às ruas contra o corte de 30% feito pelo MEC nas universidades federais e lutar pela recomposição de verbas para ciência e tecnologia, ministério que teve contingenciamento de 42%. Uma das instituições mais afetadas, cerca de 10 mil estudantes da Universidade Federal Fluminense marcharam no centro de Niterói. Em São Paulo, mais de 3 mil tomaram o vão livre do MASP.

“Não podemos mais aceitar o que e como o governo tem tratado aqueles que se dedicam com tanto afinco para construção de um futuro, os brasileiros. Um país que almeja ser grande não pode cortar recurso desses setores”, considera Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG, reforçando que ainda que a entidade aguarda o julgamento de um mandado de segurança que impetrou no STJ para impedir os cortes feitos pelo MEC. A disposição para luta ganhou novo fôlego com o anúncio de cortes nas bolsas da CAPES, algo que atinge em cheio milhares de mestrandos e doutorandos.

Em Brasília, na quarta, dia 8/5, entidades científicas lideradas pela SBPC realizaram uma série de iniciativas em defesa da pesquisa e da ciência durante o Ciência Ocupa Brasília, com destaque para o lançamento da Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP.br). Houve também reunião de representantes das entidades da comunidade científica e dessas representações com o ministro Marcos Pontes, eventos que contaram com a participação da ANPG.

Os pós-graduandos reforçaram esse conjunto de mobilizações e se mobilizam para a greve nacional da educação, a ser realizada no dia 15 de maio. Um extenso calendário de assembleias estudantis, atos e protestos estão convocados para os próximos dias como forma de dar capilaridade e massificar as atividades da greve. “É por isso que o governo está atacando a universidade. Ela tem sido local de resistência desde a ditadura militar e vem pulsando firmemente frente aos sucessivos cortes e contingenciamentos de verbas do momento atual”, aponta Vinicius, para quem o momento é de unir “pós-graduandos e demais estudantes no país junto com professores, técnicos e a sociedade civil” para defender a educação e o futuro do Brasil.

Fique por dentro do calendário de atividades e se mobilize em defesa da educação:

LISTA DE ATOS E ASSEMBLEIAS CONTRA OS CORTES NA EDUCAÇÃO EM PREPARAÇÃO PARA O DIA 15 DE MAIO

#EuDefendoAEducação
#UniversidadesContraOsCortes
#15M

1. Assembleia Direito UFSC, dia 9/05, às 18h30, Toco do CCJ;

2. Assembleia de Estudantes da UFBA, dia 09/05, às 17h30, Praça das Artes;

3. Assembleia de Estudantes da UFPA-Ananindeua, 13/05, às 15h;

4. Assembleia Geral dos Estudantes da UFPA Belém. Local: Hall da Reitoria, às 16h;

5. Assembleia de Estudantes da UNIFESSPA, Unidade 2, 09/05, às 17h30;

6. Assembleia de Estudantes da USP, Vão da História e Geografia, 09/05, às 18h;

7. Assembleia de Estudantes da Unicamp, PB, 07/05, às 17h;

8. Assembleia de Estudantes da UFRJ, Fundão, 09/05, às 13h;

9. Ato em defesa da UFF, descentralizado nos municípios 08/05, às 16h;

10. Assembleia Geral dos Estudantes da UFPA Castanhal. Local: Bloco de Salas A, às 10h;

11. Assembleia do Instituto de Tecnologia da UFPA. Local: Hall do ITEC, às 13h, 10/05;

12. Assembleia Geral dos Estudantes da UFPA Bragança. Local: Área de convivência, às 17h, 13/05;

13. Reunião dos CAs da UFRA e do IFPA. Local: UFRA Parauapebas, às 10h, 07/05;

14. Assembleia dos Estudantes da UFABC. Local: UFABC Santo André, às 19h, 07/05;

15. Panfletagem nos trens em defesa da UFABC. Local: concentração estação Prefeito Celso Daniel, às 17h, 08/05;

16. Assembleia Estudantil UFJF Campus Juiz de Fora, dia 07/05, às 17h;

17. Assembleia Estudantil UFJF, Campus Governador Valadares, dia 08/05, às 17h;

18. Assembleia dos estudantes de Desenvolvimento Rural da UFPA, dia 08/05, às 14h. Local: CADER;

19. Assembleia Geral Extraordinária dos estudantes, DCE-UnB, dia 08/05, às 12 h, Ceubinho;

20. Plenária unificada de construção do 15M na UFRGS, dia 08/05 às 18h no Prédio Branco;

21. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Restinga, dia 07/05 às 12h30;

22. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Rolante, dia 07/05 às 13h30;

23. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Alvorada, dia 08/05 às 12h30;

24. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Sertão, dia 08/05 às 13h;

25. Assembleia Geral dos Estudantes do IFRS – Campus Caxias do Sul, dia 08/05 às 18h;

26. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Canoas, dia 08/05 às 18h30;

27. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Viamão, dia 08/05 às 19h;

28. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Erechim, dia 09/05 às 18h;

29. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Porto Alegre, dia 09/05 às 18h;

31. Assembleia dos Estudantes do IFRS – Campus Farroupilha, dia 10/05 às 19h;

32. Ato UFPA/IFPA Abaetetuba “Ciência e Resistência – Hoje a balbúrdia é na rua!”. Local: Praça da Bandeira, às 8h e 16h.

33. Assembleia geral UFPR, no pátio da reitoria da UFPR, às 18h30, dia 10/05;

34. Panfletagem e mobilização de secundaristas na UFG, durante toda manhã e tarde no dias 07 e 08/05;

35. CEB da UFG às 15h, dia 11/05;

36. Assembleia universitária da UFG. Hora: a definir, dia 13/05;

37. Assembleia geral dos estudantes em conjunto IFG e UFG às 14hrs, dia 15/05;

38. Assembleia dos estudantes de Ciências da Saúde da UFPA, dia 08/05, no Hall da Faculdade de Enfermagem (ICS/UFPA) às 17h;

39. CEB da UFMT/Cuiabá, às 17h30, na Sede do DCE.

40. Assembleia Geral dos Estudantes UNB, dia 08/05 no Ceubinho, às 12h;

41. Assembleia geral da Pedagogia UFSCar, dia 07/05, no auditório do CCTS – Sorocaba, às 19h30h;

42. Assembleia geral da Geografia UFSCar, dia 08/05, no Pátio do Roxo – Sorocaba às 18h;

43- Assembleia Geral dos Estudantes UFSCar, dia 13/05 nos locais:
São Carlos: gramado do ginásio, as 18hrs
Sorocaba: Pátio do Roxo (AT-Lab), às 18:30
Araras: a definir
Lagoa do Sino: a definir

44. Assembleia Geral dos Estudantes da UNiRIO, dia 13/05, às 16h. Local a definir;

45. Assembleia Geral dos Estudantes do IFPR – Palmas, dia 09/05, às 19h30 no mini-auditório.

46. Assembleia Geral de Direito IFPR – Palmas, dia 08/05, às 21h no bloco de direito.

47. Assembleia Geral Estudantes de Arqueologia, UFS. Campus Laranjeiras, Laranjeiras – SE, dia 13/05, às 14h, no Auditório do CampusLar.

48. Ato público em repúdio aos cortes, UTFPR – PB, dia 08/05, às 17h30 na Praça Presidente Vargas; Feira de projetos da UTFPR-PB para toda a sociedade. Dia 25/05, Praça Presidente Vargas durante o dia.

49. Ato público – unidade IFSP Sorocaba, UFSCar Sorocaba e APEOESP – dia 15/05, concentração a partir das 9h na Praça Cel. Fernando Prestes, Centro de Sorocaba;

50 – Assembleia geral de estudantes da UFC no dia 14/05 na Concha acústica da reitoria. Dia 15/05 paralisação.

51 – Manifestação na escola militar de Fortaleza por ocasião da visita do Bolsonaro no dia 30/05;

52 – Assembleia de estudantes da Faculdade de Arquitetura da UFBA – FAUFBA às 17:30h do dia 14/05

É com a mais profunda indignação e extrema preocupação que a Associação Nacional de Pós-Graduandos recebe a notícia sobre os cortes de bolsas dos sistemas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (CAPES). Esta noite (08 de maio de 2019), a CAPES informou, através do Ofício Circular nº 1/2019-GAB/PR, que imporá restrições as bolsas diante dos contingenciamentos promovidos pelo Governo Bolsonaro nos orçamentos do Ministério da Educação que atinge o setor em quase 6 bilhões.

Segundo o anúncio, a CAPES “recolheu as bolsas e taxas escolares não utilizadas no mês de abril” no âmbito dos seguintes programas: Programa de Demanda Social (DS); Programa de Excelência Acadêmica (PROEX); Programa de Suporte à Pós-graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (PROSUC); Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP) e o Programa Nacional de Pós-doutorado (PNPD/CAPES). Desse modo, as bolsas que estavam disponíveis para os programas efetuarem a indicação de novos bolsistas estão atualmente impossibilitadas de serem repassadas. Situação que tem deixado a comunidade acadêmica, especialmente os pós-graduandos, aflitos e temerosos com o futuro, uma vez que essas bolsas de estudos são a única fonte de renda para os estudantes que estão se preparando para dedicar integralmente a produção científica do país, contribuindo para o desenvolvimento nacional.

Não podemos deixar de nos perguntar qual parâmetro temporal para considerar uma bolsa de estudo ociosa. Afinal, muitas vezes pelos trâmites exigidos pela própria agência, a transição de uma bolsa de um pós-graduando formando para outro iniciante facilmente dura 15 dias ou um mês já que há dias específicos para abertura dos sistemas supracitados. Assim, a ANPG reivindica a reabertura imediata dos sistemas para que os programas indiquem os novos bolsistas já aprovados nos diversos processos de seleção.

Não obstante, o contingenciamento do governo federal atingem em 22% o orçamento da CAPES, responsável por cerca de 80% das bolsas de estudo nacionais, e em média 30% das universidades federais, responsáveis pela quase totalidade da pesquisa produzida no país e ameaçam a paralisação orçamentária dessas e outras instituições, como Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq). Esses cortes que atingem o pior orçamento da década para esses setores, consolidam um projeto de governo que fere de morte o ensino superior, a pós-graduação e a ciência nacional, enterrando qualquer possibilidade de retomada do desenvolvimento brasileiro e de futuro. E enquanto corta nestes setores, Bolsonaro aumenta em 63% os recursos para a publicidade do governo. O não investimento em educação vai na contramão de países que já atingiram um certo grau de desenvolvimento, como a Alemanha que nesta semana anunciou o investimento de 160 bilhões nas universidades e pesquisas na próxima década. É uma vergonha a forma como o governo tem tratado os professores, cientistas e todos aqueles os quais vivem para construir dias melhores para o povo brasileiro.

Partindo desse entendimento, a ANPG em conjunto com a UNE e a UBES, ingressou, na última segunda-feira (06/05), com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça visando suspender os atos administrativos em relação aos cortes do MEC que lesionam o direito constitucional do povo brasileiro à educação. Essa ação movida na justiça entidades abre mais uma frente de luta contra os cortes, pois é preciso uma forte mobilização social para reversão do quadro atual no país. Sem essa mobilização e pressão, o país estará fadado a um subdesenvolvimento com profundas desigualdades sociais.

Nesse sentido, reiteramos a convocação a todos (as) os(as) pós-graduandos(as) e o movimento nacional de pós-graduandos assim como a toda comunidade acadêmica, científica, movimentos sociais e sociedade civil a se integrarem nas iniciativas locais, regionais e nacionais em defesa da Educação e da Ciência no Dia Nacional de Paralisação, no próximo 15 de maio, somando forças ao Dia de Greve da Educação dos trabalhadores da educação, convocado pela CNTE e demais centrais sindicais. É preciso estarmos unidos e coesos em defesa do futuro do país. Se organize na sua sala de aula, laboratório, universidade, rua, praças e cidade e vamos à luta unidos e coesos em defesa do futuro do país. Não aos cortes na educação e na ciência!

#Bolsonarotireasmãosdaminhabolsa
#TireAMãodaFederal
#SemCortesNaEducação
#SemCortesNaCiência

São Paulo, 08 de maio de 2019.
Associação Nacional de Pós-Graduandos.

Em resposta à ofensiva do governo Bolsonaro contra as universidades e aos cortes orçamentários em educação e ciência e tecnologia, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em conjunto com a UNE e a UBES, ingressou, nesta segunda-feira (06/05), com mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça contra o ministro Abraham Weintraub, visando suspender os atos administrativos do MEC que lesionam o direito constitucional à educação.

A ação movida pelas entidades abre mais uma frente de luta para reverter o estrangulamento financeiro que ameaça o paralisar o funcionamento de universidades e institutos federais, além de programas de pós-graduação. Na semana passada, o MEC anunciou um corte adicional de 30% nos recursos de universidades que, segundo o ministro, promoviam “balbúrdia”, o que foi visto como represália político-ideológica às instituições. Posteriormente, o MEC resolveu estender o corte a todas as federais.

“Diversos pronunciamentos da autoridade coatora evidenciaram-se no sentido de que, os cortes nos orçamentos das Universidades Federais UFBA, UFF e UNB foram realizados de forma discricionária, pois inexistem critérios objetivos definidos para avaliação do desempenho das universidades, bem como inexiste definição para o termo “balbúrdia”, justificativas utilizadas para realizar o corte nas dotações orçamentárias das universidades federais”, aponta o mandado de segurança impetrado pelas representações estudantis.

Para Flávia Calé, presidenta da ANPG, a união de todos os que defendem a educação pública e as formas de luta diversificadas serão necessárias para evitar que o colapso comprometa o ano letivo e se imponha a asfixia financeira como método de coerção política. “É inadmissível o que o governo tem feito. Primeiro foi a retórica da ameaça à autonomia universitária e à pesquisa científica, agora cortes que simplesmente vão desestruturar as universidades, impedindo concretamente seu funcionamento, cassando na prática um dos mais elevados direitos constitucionais. Sendo assim, temos que organizar a luta nas ruas e também defender as garantias constitucionais na justiça”, defende.

Nas Redes, nas ruas e nas salas de aula preparando a greve da educação
Ontem, aconteceram manifestações em defesa da educação em campus de mais de 100 instituições de ensino, em todas as regiões do país. A mobilização de estudantes de Institutos Federais, Colégio Pedro II e CEFET, no Rio de Janeiro, chegou a bloquear a entrada do Colégio Militar, local em que o presidente Jair Bolsonaro participava de evento comemorativo dos 130 anos da instituição.

“Aqui temos a cara da juventude que não aceita os cortes, que não aceita os cortes nos investimentos, que não aceita os cortes nos nossos sonhos. Vamos dizer em uma só voz que balbúrdia, que bagunça é tirar o dinheiro da educação. E não sairemos das ruas até reverter esse corte”, discursou Pedro Gorky, presidente da UBES, no ato do Rio de Janeiro.

Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos alvos da retaliação de Weintraub, a comunidade acadêmica realizou uma passeata contra os cortes e em defesa da autonomia universitária. Marianna Dias, presidenta da UNE, afirmou que a situação do ensino público ficará insustentável com as medidas apontadas pelo MEC. “Não podemos admitir esse corte porque isso significa que o Brasil vai parar de produzir ciência, que a universidade vai perder qualidade e que esses projetos como Escola Sem Partido e essas tentativas de cercear a nossa liberdade transforme o ambiente universitário em autoritário e um lugar onde a gente não possa protestar”.

Durante a segunda-feira, lemas como #BolsonaroRespeiteaUniversidade, #TireaMãodoMeuIF e #EuDefendoOCPII se espalharam pelas redes sociais. No próximo dia 15 de maio está programada uma greve nacional da educação que promete parar estudantes e professores de todos os estados, reforçando a resistência contra as medidas do MEC e preparando a participação do segmento na greve geral contra a Reforma da Previdência.

#CiênciaOcupaBrasília
Para os pós-graduandos, além da luta pela reversão dos cortes na educação, há também a necessidade de recomposição do orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia, também alvo de contingenciamento de 42% em 2019. “São diversas frentes de batalha que mobilizam toda a comunidade acadêmica para resistir. Entidades científicas e pesquisadores de todo o país vão ocupar Brasília agora no dia 8 de maio para exigir recursos para ciência e tecnologia. A ANPG estará nesse esforço porque além do impacto dos cortes na educação, estamos às voltas com a falta de investimentos que impactam, por exemplo, as bolsas do CNPq e impedem o reajuste das bolsas dos pesquisadores”, conclui Flávia Calé.

Seja em universidades públicas seja em particulares, o aluno pode pleitear a bolsas de estudo na pós-graduação, que servem portanto, de auxílio à pesquisa.

Órgãos de amparo à pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) há a possibilidade de o estudante ser pago para fazer sua pesquisa.

Como é a solicitação da Bolsa de Mestrado da CAPES?

Para exemplificar como funciona a requisição de bolsa de pesquisa, vamos pegar como exemplo o órgão de fomento CAPES. Entretanto, cada instituição tem seus próprios pré-requisitos.

A fim de pleitear essa bolsa o aluno precisa estar regularmente matriculado em um curso de pós-graduação (mestrado acadêmico/doutorado), ou seja, stricto sensu. Também é necessário que o projeto de pesquisa resulte em uma dissertação final.

A Capes não possui um processo de seleção próprio. Sendo assim, as bolsas de mestrado e de doutorado são distribuídas diretamente às instituições que possuem cursos de pós-graduação stricto sensu e que possuem nota igual ou superior a 3 na avaliação da própria Capes.

Por serem bolsas institucionais, elas são primeiro distribuídas às instituições de ensino superior (IES), que repassam aos alunos por meio de processo seletivo.

Apesar disso, é a Capes a responsável pelo pagamento da bolsa, que é realizado por meio de depósito diretamente na conta de cada estudante. Para os alunos que desejam receber uma bolsa da Capes, é necessário que procurem a coordenação do curso de pós-graduação em que pretendem ingressar e se informar sobre os processamentos e requisitos necessários para obtenção da mesma.

Os cursos são os únicos responsáveis pela seleção e concessão de bolsas de estudo da Capes aos candidatos que atendem aos requisitos estabelecidos em cada programa disponível. Sendo eles: o Programa para Instituições Públicas Estaduais e Federais; Programa de Demanda Social (DS) e o Programa para Instituições Privadas; Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Privadas de Ensino Superior (Prosup)

Qual o valor das bolsas da CAPES?

Mestrado: R$ 1.500,00

Doutorado: R$ 2.200,00

Pós-Doutorado: R$ 4.100,00

Professor Visitante Nacional Sênior: R$ 8.905,42

Exceções de atividades remuneradas aceitas

Tutores da Universidade Aberta do Brasil (UAB), professores da educação básica da rede pública e profissionais de saúde pública podem ter o vínculo empregatício previamente à bolsa e acumular as funções. Outra possibilidade é que o estudante já sendo bolsista, consiga algum emprego na área de seu estudo.

Em todas essas exceções é ainda necessário a permissão do orientador para o acúmulo. Também é necessário que os profissionais atendam ao requisito da anuência e aos demais requisitos de seleção de bolsa da instituição de ensino que oferta o curso de seu interesse.

Professores que podem receber bolsas de Mestrado Profissional

A Capes concede bolsas para professores da educação básica que lecionam em escolas públicas realizarem cursos de mestrado profissional. A iniciativa está formalizada nas Portaria nº 289 e Portaria nº 478 do Ministério da Educação (MEC).

Conhecida como Bolsa de Formação Continuada, o fomento exige que os docentes beneficiados continuem e exercício na rede público por um período de pelo menos cinco anos após a conclusão do mestrado profissional. Caso o aluno-bolsista com esse compromisso, terá que devolver os valores aplicados em sua formação pelo órgão de fomento. A bolsa em questão é no valor de R$ 1.200 mensais.

Esta é a maneira com que a CAPES trabalha, mas outros órgãos de fomento podem ter modos diferentes de selecionar seus candidatos, assim como os valores podem varias. Recomendamos que você visite o site dos órgãos de fomento disponíveis e se inteire sobre como cada bolsa funciona.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos repudia as intenções do presidente Jair Bolsonaro e seu Ministro da Educação, Abraham Weintraub, em “descentralizar investimentos em faculdades de filosofia e sociologia (humanas)” com a justificativa que essas áreas não dão retorno imediato e melhorias para a sociedade.

Esse posicionamento além de parecer uma tentativa de reviver os anos de banimento dessas ciências do arcabouço educacional brasileiro durante a ditadura militar, demonstra a não compreensão do governo federal sobre a realidade do país e seus desafios assim como desconhecimento sobre os impactos das ciências humanas e suas tecnologias na vida cotidiana da população.

As ciências humanas têm atuado e são responsáveis diretamente pela indução das transformações sociais e econômicas no Brasil ao longo do século passado e do início deste. Não é possível pensar um projeto nacional, com desenvolvimento industrial, tecnológico, geração de emprego e qualidade de políticas pública em qualquer área, sem o arcabouço científico das humanidades. Nada disso é possível, sem conhecimento profundo das origens da nossa formação econômico-social, através da História, dos desafios brasileiros de superação do subdesenvolvimento, da miséria, do analfabetismo, da desnutrição infantil, da carências do envelhecimento num país como o nosso, sem o auxílio das ciências sociais, econômicas, dentre outras.

Muito além disso, é fundamental resgatar que a origem das reflexões sobre relação entre o homem e a natureza, que se traduziram em fórmulas matemáticas e físicas, são antes de tudo, questionamentos filosóficos, sendo a Filosofia a grande estrutura basilar de todas as ciências.

Sendo assim, como seria possível pensar em avanços na medicina sem conhecermos a sociedade em que se manifestam os processos de saúde-doença, tais como no surto do Zika Vírus em 2012? Como enfrentar os desafios da urbanização do país com a engenharia e arquitetura sem conhecer os processos que levaram a formação das cidades brasileiras que estão submersas com problemas de mobilidade, moradia e “desastres naturais”? Como elaborar um projeto nacional de retomada do desenvolvimento brasileiro, com geração de emprego e renda, sem conhecimentos da história de nossas instituições e da industrialização?

 

Os investimentos na Ciências devem ocorrer de forma equilibrada em todas as suas áreas, já que se trata de conhecimentos complementares, e apenas juntos, são capazes de responder aos desafios brasileiros de superação da recessão econômica, do desemprego, da volta do Brasil ao mapa mundial da fome, do controle de epidemias, da fuga de cérebros e aprofundamento das desigualdades sociais.

O discurso de Bolsonaro e sua equipe da educação é mais uma demonstração do completo despreparo para lidar com toda complexidade de se governar um país com o tamanho e a dimensão do nosso. Mais do que isso, é um projeto que visa colocar o Brasil novamente numa condição subalterna no mundo. Evidencia não apenas sua inépcia em reverter o sucateamento da ciência e da educação, como coloca suas obsessões particulares do “fantasma doutrinador da esquerda” acima dos interesses nacionais.

 

Neste sentido, a ANPG, entidade representativa dos pós-graduandos no Brasil, se contrapõe com veemência a qualquer medida que vise o desestímulo e a perseguição às Ciências Humanas, e a retomada da Censura no país.

 

São Paulo, 30 de Abril de 2019

Associação Nacional de Pós-Graduandos

Na última semana, uma série de ataques as instituições de ensino superior públicas federais foram deflagradas pelo retrógrado governo de Jair Bolsonaro. Logo no início da semana, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciou cortes no orçamento das instituições, atingindo, principalmente recursos da UFBA, UFF e UNB com o argumento de que as IES estavam realizando “balbúrdias” uma vez que foram palcos de debates políticos sobre os rumos do país. Após diversas críticas, ao invés de voltar atrás em sua proposta que sucateia as universidades, o MEC ampliou o corte para todas as universidades federais atingido 30% do orçamento de cada. Não obstante, na noite de ontem (01 de Maio de 2019). o Ministro Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni questionado sobre a medida em rede nacional, proferiu uma série de ataques MENTIROSOS a respeito da qualidade acadêmica e científica da Universidade Federal de Sergipe.

A ANPG compreendendo o papel importantíssimo das instituições públicas, reconhece o papel da UFS no desenvolvimento do estado de Sergipe e da Região Nordeste. Hoje, a UFS possui 54 programas de pós-graduação, compreendendo cerca de 90% dos alunos de mestrado e doutorado do estado. De 2007 até os dias atuais, passou por uma ampliação de 440% do seu número de programas de pós-graduações, a partir de investimentos que permitiram a expansão do parque universitário e cientifico brasileiro no final da década passada e início desta. A Federal de Sergipe ainda possui 84% dos pesquisadores de produtividade do CNPQ no estado, realizando pesquisa nas mais diversas áreas de interesse para toda a sociedade (saúde, humanidades, tecnologia, energia, entre outros), superando em qualidade e serviços para as comunidades todas as IES do estado . Para além disto, a IES possui 6 campis universitários (Aracaju, São Cristóvão, Lagarto, Laranjeiras, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória) e cerca de 30 mil alunos de graduação, sendo a instituição de ensino superior mais antiga de Sergipe com 70 anos de história e de onde também saíram diversos governantes do estado. Sendo, assim, um centro não apenas científico, mas um importante centro político para toda a região.

Neste sentido, ANPG compreende que os ataques à Universidade Federal de Sergipe é, na verdade, a continuidade do ataque a todas as instituições de ensino superior públicas do país, as quais cumprem papel no desenvolvimento regional e nacional. Esses ataques fazem parte de um projeto de governo que usa de MENTIRAS, para desvalorizar a grande produtividade, qualidade e contribuição destas instituições para a sociedade. Esse governo que quer continuar a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários iniciado pelo governo Michel Temer tem entre seus objetivos também o sucateamento e o desfinanciamento das universidades públicas como projeto político de desmonte do Estado brasileiro. Assim, a ANPG vem a público prestar sua solidariedade a UFS e sua comunidade acadêmica, assim como as demais IES do país que vem sofrendo com sucessivos cortes e contingenciamento de verbas. Ademais, repudiamos todo e qualquer ataque sofrido pela UFS ou que venha no intuito de desqualificar as universidades públicas.

São Paulo, 02 de Maio de 2019
Associação Nacional de Pós-Graduandos

mestrado

Como Fazer mestrado?

Sabemos que o mestrado é um momento muito importante na vida de quem quer seguir carreira acadêmica. Entretanto também é um momento em que várias dúvidas surgem sobre como fazer mestrado. Foi para sanar todas essas suas dúvidas que escrevemos este artigo, aproveite!

E não é só isso, para termos certeza que aqui você vai encontrar todas as informações que precisa sobre a pós-graduação; ainda falaremos desses assuntos:

Dica: você pode clicar no que quer ler para ir direto no conteúdo desejado.

 

O que é mestrado?

O mestrado é a modalidade de pós-graduação que exige um projeto de pesquisa e na maioria das vezes esse é o primeiro momento que o aluno acadêmico vai se deparar com o desafio de escrever seu projeto de pesquisa.

A redação acadêmica vai se complexificando conforme você avança na carreira. Por isso, escrever um “trabalho de conclusão de curso” é bem mais simples do que escrever uma dissertação de mestrado ou mesmo uma tese de doutorado.

Posso fazer mestrado em área diferente da minha graduação?

Essa é uma questão que tem levantado muitas dúvidas entre os acadêmicos. O que acontece é que, apesar de ser permitido fazer pós-graduação em uma área completamente diferente da sua graduação, em algumas situações, talvez ela não seja tão aproveitável para a sua carreira. Mas não se apavore, vamos esclarecer essa questão.

Caso seu objetivo com o mestrado seja ser docente

Supondo que você fez uma graduação em “x”, e uma pós em “y”, você pode lecionar em “y”?

No caso de faculdades particulares sim, isso porque a legislação do MEC não é muito rígida quanto a isso. Dessa forma qualquer um com uma pós-graduação pode dar aulas de qualquer disciplina, em qualquer curso.

Já em concursos públicos para professores universitários, ou seja, para lecionar em universidades estaduais e federais, os editais são bem específicos. E não raras vezes, com vagas muito específicas, chegando a exigir por exemplo graduação em “x” com mestrado em “x” e doutorado em “x” quando não incluem ainda algo como “com tese defendida em um tema extremamente específico da área x”.

Dessa forma, quem tem graduação em “x” e pós em “y” pode ter sua inscrição indeferida em ambas áreas e não conseguindo lecionar nessas instituições.

Já no caso da educação básica (ensino fundamental e médio) é exigido que o profissional seja lecionado. Pois segundo o MEC “os cursos de bacharelado não habilitam o profissional a lecionar”. Dessa forma, caso profissionais formados por exemplo em engenharia, direito, administração, biomedicina; que são bacharéis, devem buscar fazer o curso de licenciatura em universidades que oferecem o curso separadamente.

No caso de você buscar uma visão ampla de duas áreas

Se você busca ter uma visão cruzada dos conhecimentos, pode optar fazer o seu mestrado em uma área diferente da de sua graduação. Por exemplo você pode ter graduação em letras e optar por fazer mestrado em psicologia, visando ter uma visão psicológica do texto ou do leitor.

Ou ainda se você é graduado em biologia e faz um mestrado em matemática na área de estatística, você pode trabalhar em áreas de tecnologia e business, como também em empresas voltadas ao negócio ambiental.

Além de escolher uma área que você se interesse e em que seu conteúdo seja aplicável você precisa encontrar um professor que aceite te orientar. Isso porque você terá que aprender um pouco mais dessa nova área a fim de conseguir aproveitá-la em sua pesquisa de mestrado.

Pré-requisitos para fazer Mestrado – quem pode fazer?

Por se tratar de uma pós-graduação, o pré requisito para poder entrar em um mestrado é ter concluído uma graduação. O requisito mais conhecido é a necessidade de um diploma de bacharel. Entretanto, o que nem todos sabem é que profissionais que cursaram tecnólogo ou licenciatura também podem fazer mestrado.

Licenciados podem fazer Mestrado?

A graduação licenciatura habilita o aluno para o exercício da docência em educação básica, ou seja, da educação infantil ao ensino médio. Se trata de uma graduação e portanto, o profissional formado pode fazer mestrado após ter concluído seu curso. É especialmente interessante para licenciados a modalidade de Mestrado Profissional, a qual detalharemos mais adiante.

Tecnólogos podem fazer Mestrado?

Os cursos considerados de graduação pelo MEC são: bacharelado, licenciatura e tecnólogo. Dessa forma, cursos técnicos não de encaixam na categoria, mas tecnólogos sim pois conduzem o estudante à obtenção de diploma de graduação. Segundo o MEC:

Muitos estudantes optam inicialmente por essa modalidade de ensino em razão da rapidez de ingresso na vida profissional. Voltados para a formação especializada e, consequentemente, para o mercado de trabalho, os cursos superiores de tecnologia representam 16% da oferta de graduação no país. Assim como os egressos de cursos de bacharelado e licenciatura, os tecnólogos recebem diploma de graduação e têm o mesmo direito de fazer cursos de especialização, de mestrado ou de doutorado e participar de concursos públicos. Podem também ingressar em curso de mestrado profissional.

Qual a diferença entre curso técnico e tecnólogo?

Cursos técnicos são programas de nível médio que têm como propósito o de capacitar o aluno proporcionando conhecimentos teóricos e práticos nas diversas atividades do setor produtivo. Enquanto que cursos tecnólogos classificam-se como de nível superior.

Como escolher uma universidade para o seu mestrado

A maioria das faculdades hoje em dia oferecem o curso de mestrado. Isso faz com que alunos da graduação continuem em sua instituição de ensino para fazer seus estudos de pós.

Entretanto, nem sempre a área desejada pelo aluno ou de repente o enfoque que ele pretende usar em sua pesquisa, é oferecido em sua faculdade de origem. Por exemplo, praticamente todas as faculdades federais possuem o curso de biologia; entretanto, apenas algumas oferecem o mestrado em genética humana. Isso se deve ao fato de, referido curso, precisar de uma estrutura que nem todos possuem e assim, o aluno que deseja estudar esta área precisa ir até a faculdade que dispõe do mestrado.

Mestrado em universidades federais como UFPE ou estaduais como a USP, sempre oferecem os seus cursos como gratuitos. Dessa forma eles são financiados diretamente pelo governo federal e o aluno não paga mensalidade.

Há cursos de mestrado em universidades particulares também, mas nesse caso as mensalidades devem ser pagas pelo pós-graduando. Apesar disso, o mestrando de instituição particular, assim o do de instituição pública, podem solicitar uma bolsa de estudos de órgãos de fomento à pesquisa acadêmica.

Qual é o valor de uma bolsa de estudo na Pós-Graduação?

Seja em universidades públicas seja em particulares, o aluno pode pleitear a bolsa de auxílio à pesquisa. Órgãos de amparo a pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) há a possibilidade de o estudante ser pago para fazer sua pesquisa.

Como é a solicitação da Bolsa de Mestrado da CAPES?

Para exemplificar como funciona a requisição de bolsa de pesquisa, vamos pegar como exemplo o órgão de fomento CAPES. Entretanto, cada instituição tem seus próprios pré-requisitos.

Para poder pleitear essa bolsa o aluno deve estar regularmente matriculado em curso de pós-graduação (mestrado acadêmico) ou seja, stricto sensu. Também é necessário que o projeto de pesquisa resulte em uma dissertação final.

A Capes não possui um processo de seleção próprio. Dessa forma, as bolsas de mestrado e de doutorado são distribuídas diretamente às instituições que possuem cursos de pós-graduação stricto sensu e que possuem nota igual ou superior a 3 na avaliação da própria Capes.

Por serem bolsas institucionais, elas são primeiro distribuídas às instituições de ensino superior (IES), que repassam aos alunos por meio de processo seletivo. Apesar disso, é a Capes a responsável pelo pagamento da bolsa, que é realizado por meio de depósito diretamente na conta de cada estudante. Para os alunos que desejam receber uma bolsa da Capes, é necessário que procurem a coordenação do curso de pós-graduação em que pretendem ingressar e se informar sobre os processamentos e requisitos necessários para obtenção da mesma.

Os cursos são os únicos responsáveis pela seleção e concessão de bolsas de estudo da Capes aos candidatos que atendem aos requisitos estabelecidos em cada programa disponível. Sendo eles: o Programa para Instituições Públicas Estaduais e Federais; Programa de Demanda Social (DS) e o Programa para Instituições Privadas; Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Privadas de Ensino Superior (Prosup)

Qual o valor das bolsas da CAPES?

Mestrado: R$ 1.500,00

Doutorado: R$ 2.200,00

Pós-Doutorado: R$ 4.100,00

Professor Visitante Nacional Sênior: R$ 8.905,42

Exceções de atividades remuneradas aceitas

Tutores da Universidade Aberta do Brasil (UAB), professores da educação básica da rede pública e profissionais de saúde pública podem ter o vínculo empregatício previamente à bolsa e acumular as funções. Outra possibilidade é que o estudante já sendo bolsista, consiga algum emprego na área de seu estudo.

Em todas essas exceções é ainda necessário a permissão do orientador para o acúmulo. Também é necessário que os profissionais atendam ao requisito da anuência e aos demais requisitos de seleção de bolsa da instituição de ensino que oferta o curso de seu interesse.

Professores que podem receber bolsas de Mestrado Profissional

A Capes concede bolsas para professores da educação básica que lecionam em escolas públicas realizarem cursos de mestrado profissional. A iniciativa está formalizada nas Portaria nº 289 e Portaria nº 478 do Ministério da Educação (MEC).

Conhecida como Bolsa de Formação Continuada, o fomento exige que os docentes beneficiados continuem e exercício na rede público por um período de pelo menos cinco anos após a conclusão do mestrado profissional. Caso o aluno-bolsista com esse compromisso, terá que devolver os valores aplicados em sua formação pelo órgão de fomento. A bolsa em questão é no valor de R$ 1.200 mensais.Como fazer Mestrado

Como escolher um orientador para o seu Mestrado

Uma vez que você sabe em qual área e assunto quer fazer seu mestrado, chegou a hora de localizar a universidade e, dentro dela, o orientador. Você pode também fazer o caminho contrário e primeiro encontrar o orientador que trabalha com o assunto que você deseja desenvolver e depois se inteirar sobre o processo seletivo dentro da universidade.

Assim, você pode entrar em contato com o docente que esteja atuando na linha de pesquisa de seu interesse e consultá-lo sobre a viabilidade e pertinência do seu pré-projeto (também conhecido como anteprojeto). A relação de docentes de cada instituição de ensino ficam disponíveis em sites de cada instituição.

A fim de obter mais informações sobre os orientadores disponíveis em sua área, você pode procurá-los na plataforma Lattes e observar o que eles vêm pesquisando ao longo dos anos.

O que é aluno especial?

É recomendável que antes mesmo de ser aprovado para o mestrado; você comece a cursar disciplinas da pós-graduação isoladas, e portanto, na condição de aluno especial. Os créditos obtidos dessa forma poderão ser computados após a aprovação no processo seletivo no prazo máximo de três anos após a conclusão da disciplina. Dessa forma, você ganha tempo para a elaboração da dissertação e pode ir adiantando suas obrigações como mestrando.

O que é Currículo Lattes e qual a sua importância

Se você não sabe o que é um lattes ou ainda não tem o seu nós vamos te ajudar. O currículo Lattes é indicado principalmente para profissionais acadêmicos,ou seja que estão na pós graduação ou que já sejam docentes. Porém, se você está visando entrar num mestrado, é importante já fazer o seu próprio currículo lattes. Nele você colocará eventuais eventos acadêmicos que fez parte ou artigos que escreveu. Mas se você ainda não teve essas experiências não se preocupe, você deve então colocar sua formação na graduação, como também outros conhecimentos como línguas estrangeiras.

O Lattes nada mais é que um currículo como você já conhece, porém direcionado á academia e feito na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A plataforma é intuitiva e possibilita ao pesquisador colocar todos os detalhes de sua trajetória acadêmica.

O currículo Lattes, visa a construção da imagem da vida e trajetória profissional do cadastrado, dando especial ênfase à vida acadêmica deste. Dessa forma, o Lattes é focado nas produções, áreas de atuação e experiência de pesquisa em ciência e tecnologia.

Currículo Lattes para entrar no Mestrado

Como dito anteriormente, o Lattes é a porta para a avaliação que precede a concessão de benefícios no meio acadêmico. Principalmente o mestrado, em que a análise do currículo lattes constitui uma das possíveis etapas para a seleção de candidatos. Além disso, os órgãos de fomento de maneira geral costumam consultar o Lattes do candidato para avaliar sua produção científica, um passo essencial para esse processo.

O currículo Lattes é necessário portanto para possibilitar a concessão de bolsas de pesquisa, participação em projetos acadêmicos e participação em eventos científicos.

A plataforma Lattes possibilita consultas de qualquer localidade e faz com que a produção do docente tenha mais visibilidade. É dessa forma que você pode encontrar o seu orientador e saber mais sobre a sua produção.

Programas como os de pós-graduação e os de iniciação científica e tecnológica podem contar com a eficiência do sistema lattes para avaliar docentes e discentes no âmbito de currículo, avaliando produtividade e relevância a fim de direcionar seus subsídios a determinados projetos e instituições.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados. O sistema se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa. Como também, daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

É uma ferramenta importante também para que se possa avaliar o trabalho da pessoa cadastrada enquanto pesquisador, já que todas as informações relevantes sobre sua carreira e suas produções devem estar constando nesse sistema.

Agora que você já sabe da importância do Lattes, vamos te ensinar como fazer um currículo lattes!

Passo a passo de como fazer seu Currículo Lattes

      • Acesse a plataforma lattes e clique em “cadastrar novo currículo”.
      • Na página seguinte insira a nacionalidade e o e-mail. Crie uma senha e digite os caracteres que vê na imagem.
      • O cadastro é feito por meio do CPF. Isso torna todo o processo mais seguro, pois evita duplicatas e garante sua legitimidade. Dados pessoais e profissionais devem ser incluídos assim como uma foto de perfil.
      • Será solicitado: Nome e Sobrenome; data e país de nascimento, sexo e cor, CPF, número de identidade e informações correspondentes, nome e sobrenome do pai e da mãe.

Atenção para a foto: por se tratar de um currículo é interessante colocar uma foto mais formal que condiga com o documento.

      • Apresentação: O texto inicial pode ser gerado automaticamente e de forma simples pelo sistema Lattes. Ou você mesmo, o autor, pode incluir sua apresentação. Como é personalizável, use esse espaço para destacar suas principais produções  e conquistas acadêmicas, assim como sua área de atuação.
      • Formação acadêmica: insira o nome da instituição, curso, ano de início e conclusão. No caso de já possuir uma graduação, mestrado ou doutorado, é preciso ainda informar o título da dissertação/tese e o nome completo do orientador.
      • Atuação profissional: neste campo insira suas informações profissionais caso já esteja atuando na área.
      • Por fim é necessário inserir a área de atuação e as habilidades linguísticas. Em cada idioma que cadastrar, insira também fluência na leitura, escrita, compreensão e fala.
      • Na confirmação dos dados realize uma leitura atenta a fim de conferir cada informação. Caso encontre algum erro é só editar. Após analisar todos os dados, clique em “enviar ao CNPq” que seu currículo estará no banco de dados em até 24 horas.
Tenha qualidade no texto do seu Lattes

Cuide do texto do seu currículo Lattes e não deixe a plataforma preencher todas as informações de forma automática. Preste atenção para não cometer erros de gramática e concordância ao longo do seu texto. Lembre-se de que ele pode ser o elemento que definirá seu futuro em uma pós-graduação ou em um evento acadêmico.

Outro ponto importante é sempre manter atualizado o seu texto. Sempre que participar de alguma banca; seminário, conferência, titulação, projeto de pesquisa, congresso, seminário, apresentação de trabalho, cursos complementares ou demais eventos acadêmicos e projetos de extensão, acrescente-os em seu currículo Lattes.

Para atualizar seu currículo lattes é apenas necessário acessar o endereço da plataforma Lattes e clicar no lado direito em “atualizar currículo”. Vai ser pedido CPF e senha para logar e então poder acrescentar informações. Não se esqueça de salvar e clicar em “enviar ao CNPq” quando terminar suas alterações.

O Processo Seletivo para entrar no Mestrado

Para entrar no mestrado seja ele qual área ou departamento da instituição, é necessário que seja aberto um edital, o que acontece uma vez por ano ou uma vez por semestre, na maioria das vezes.

Cada edital possui suas próprias exigências e especificações mas podemos fazer um esquema dos principais itens imprescindíveis para filtragem do candidato:

      • Prova de proficiência em língua
      • Avaliação do anteprojeto (caráter eliminatório)
      • Prova escrita de conhecimentos específicos (caráter eliminatório)
      • Avaliação oral do anteprojeto de pesquisa (caráter eliminatório).

Como cada instituição de ensino tem seu próprio edital e requisitos, pegaremos como exemplo a USP.

Nesta universidade há uma Comissão nomeada para a aplicação e correção do exame. Ela é responsável por emitir o parecer de seu julgamento, que por sua vez, indicará a nota final de cada um dos candidatos.

A nota final será calculada pela média aritmética entre as notas dadas pelo menos de dois membros da Comissão Examinadora. Dessa forma, serão considerados aprovados os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 7 (sete). A nota 7.0 (sete), no entanto, não é garantia de ingresso no programa de mestrado. Isso porque o número de aprovados pode ser maior do que o número de vagas disponíveis, divulgadas em cada edital.

Nesse caso, as vagas disponíveis serão preenchidas pelos candidatos aprovados, respeitando-se a classificação da maior para a menor média final alcançada no processo seletivo (nota máxima 10.0 e mínima 7.0). A aprovação em cada uma das provas é válida por dois anos para os próximos processos seletivos. E assim o candidato pode tentar o ingresso nos próximos editais sem precisar novamente fazer a prova.

Uma das etapas para o mestrado: Prova Específica

A prova específica possui temas pertinentes à disciplina escolhida pelo candidato. O conteúdo dela pressupõe familiaridade com conceitos teóricos básicos da disciplina em que se insere o projeto do candidato, de acordo com a bibliografia selecionada e publicada com antecedência no site indicado em cada edital.

Nesta prova escrita, os candidatos devem responder perguntas pontuais ou realizar determinados comentários com relação a fragmentos extraídos de textos do campo extraídos de textos da disciplina escolhida.

Na formulação das respostas o candidato deve expor sua capacidade de refletir sobre questões relativas ao objeto de estudo, de forma tal que comprove que está habilitado para ingressar na pós-graduação e na área de pesquisa escolhida.

Como é feita a avaliação do pré-projeto e a arguição

Sendo de caráter eliminatório é feita uma análise dos projetos de pesquisas apresentados pelos candidatos. Essa análise visa aferir a pertinência da escolha e a exequibilidade da proposta do candidato. Também é avaliado a familiaridade do candidato com os procedimentos básicos de redação acadêmica, assim como de estruturação de trabalhos científicos, sua coerência, objetividade e clareza na organização e exposição das ideias.

Já a arguição nada mais é que uma análise oral do pré-projeto, feita juntamente do candidato. Tem a finalidade de conhecer o candidato, seus objetivos, seu nível de preparação para o ingresso e discutir o projeto proposto. Essa análise oral também visa analisar aspectos relacionados ao projeto. Sendo portanto, um momento importante para que a banca dê algumas dicas ao candidato que podem ser úteis para o futuro. Seja para tentar novamente um outro edital, seja para seguir com sua pesquisa no mestrado.

Documentos Exigidos para se inscrever no Mestrado

Para ingresso na seleção do mestrado é necessário que alguns documentos sejam previamente separados e entregues quando solicitados, normalmente já na inscrição online.

      • Formulário de inscrição devidamente preenchido
      • Diploma de Graduação (frente e verso na mesma folha) ou, na falta deste Certificado de Conclusão do Curso Superior, com data de colação de Grau (cópia simples, frente e verso na mesma folha). O candidato diplomado em curso de curta duração, ou em cursos livres, não terá direito à inscrição. O candidato que não tiver concluído Curso Superior no ato da inscrição para este processo seletivo deverá entregar, junto com a inscrição, Termo de Compromisso pelo qual se compromete a apresentar documento comprobatório de colação de grau até o último dia do período reservado de matrícula para os ingressantes na pós-graduação, previsto no Calendário Escolar. O descumprimento deste compromisso acarretará o cancelamento automático da inscrição;
      • Histórico escolar ou ficha de aluno ou boletim ou documento equivalente, emitido por secretaria de graduação/ ou Pós-Graduação, seção de alunos, ou órgão oficial equivalente.
      • CPF
      • Carteira de Identidade (RG) – não serão aceitos outros documentos de identidade;
      • Curriculum Vitae (sem comprovantes): de preferência o CV Lattes;
      • Comprovante do pagamento da taxa de inscrição (boleto disponível no site de cada instituição);

Perguntas frequentes

O que significa ter mestrado?

Mestrado é uma especialização e grau acadêmico dado a um indivíduo que se forma em uma pós  graduação de mestre e concedido por uma instituição de ensino superior/ universidade após sua formação. O mestrado é um curso de pós-graduação stricto sensu, portanto possui entre 2 a 5 anos de duração.

Quem faz mestrado vira o quê?

Quem faz  mestrado e se forma, se torna um mestre, pois mestrado é um tipo de graduação stricto senso, seja: mestrado profissional ou mestrado acadêmico, o indivíduo é nomeado como mestre, após concluir sua pós graduação de mestrado.

Quem faz mestrado ganha dinheiro?

No cargo de Aluno de Mestrado pode se iniciar ganhando a partir de R$ 1.504,00 de salário, podendo vir a ganhar até R$ 2.333,00. A média salarial para um aluno de Mestrado no Brasil é de R$ 1.561,00. E a formação mais comum é a Graduação em Ciências Biológicas.

Quanto ganha alguém com mestrado?

O salário de um profissional com título de mestre pode ganhar em média R$ 9.719,00, enquanto a média nacional dos demais trabalhadores é aproximadamente R$ 2.449,00. Já que tem doutorado, com títulos de doutores podem ganhar em média, R$ 13.861,00 por mês.

 

 

Agora você já sabe tudo o que precisa para fazer o seu tão sonhado mestrado. Te desejamos boa sorte na sua vida acadêmica!

O Brasil vive sob a insígnia do autoritarismo, que afronta os preceitos republicanos. A gestão de Bolsonaro, em sua curta trajetória, tem demonstrado completo desprezo às instituições democráticas e às leis brasileiras, notadamente aquelas expressas na Constituição de 1988 e que garantem o funcionamento e a legitimidade social às universidades públicas.
Não nos causa surpresa, mas sim profunda indignação, a tentativa de censura que o governo procura impor às universidades federais, através da chantagem orçamentária que tem implementado.
As Universidades Federais, que já têm um histórico recente de contingenciamentos, foram submetidas a mais um corte de 20% nas verbas de custeio. Em 3 universidades, UNB, UFF e UFBA, esses cortes chegaram a 30%. A justificativa do MEC para o corte adicional seria a “ausência de desempenho esperado” e promoção de “balburdia” nos campus, conforme dito pelo Ministro Abraham Weintraub.
Segundo dados da Times Higher Education (THE), ranking internacional das universidades, entre as universidades da América Latina, a UnB passou da 19ª posição, em 2017, para 16ª, em 2018. A UFBA passou da 71ª para 30ª posição. A UFF manteve o mesmo lugar, em 45º. Essas universidades, como todas as federais, são responsáveis por grande parte da produção científica nacional, originada na pós-graduação, e se encontram profundamente vinculadas às demandas sociais das comunidades as quais estão inseridas.
Mas se o desempenho acadêmico se demonstra um falso argumento, o que está por trás dessa medida? O que o ministro chama de “balbúrdia”?
O pano de fundo é a tentativa de silenciamento das vozes plurais e da diversidade que se manifesta na universidade pública. O que se procura inibir é a liberdade de pensamento, de cátedra e de expressão, tão necessárias à construção do conhecimento científico.
A Constituição Brasileira também assegura à universidade a autonomia universitária no seu artigo 207. É ela que assegura à universidade a possibilidade abrigar no seu seio não apenas a multiplicidade de conhecimentos que vão das ciências exatas, biológicas e humanas, mas também atividades de profundo interesse público como debates políticos, sobre temas candentes na sociedade, sobre políticas públicas e o confronto de contraditórios. É à massa crítica inerente ao ambiente universitário, assegurada constitucionalmente, que o governo Bolsonaro se opõe.
Desta maneira, consideramos inconstitucionais as motivações que levam o ministro a tamanha retaliação das universidades públicas, além de antirrepublicano utilizar de chantagem ao colocar suas motivações políticas individuais como a régua que mede o valor orçamentário destinado a essas instituições e não a necessidade de custeio de suas atividades e produtividade.

Para defender as universidades brasileiras desses ataques, convocamos todos os pós-graduandos e pós-graduandas brasileiras a se somarem ao Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Educação e das Universidades Públicas, no próximo dia 15 de maio, junto a outras entidades científicas e educacionais.

Associação Nacional de Pós-Graduandos, 30 de abril de 2019

Na imagem acima: Flávia Calé, Presidenta da ANPG em ato de 8 de Março. Foto: Karla Boughoff