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A espera acabou. Depois de milhares de trabalhos analisados, as curadorias das mostras selecionadas da 11º Bienal da UNE – Festival dos Estudantes divulgou nesta quarta-feira (22/1) os trabalhos das áreas de Artes Visuais, Audiovisual, Artes Cênicas, Literatura, Música, Extensão e Ciência e Tecnologia que vão se apresentar de 06 a 10 de fevereiro na Universidade Federal da Bahia.
A diretoria do Cuca da UNE atuou em conjunto com dezesseis curadores convidados. “Temos entre os curadores convidados desde secretários de Estado até artistas locais. A curadoria também é uma mostra da pluralidade que queremos para esta edição. E o bacana é que eles atuaram de forma colaborativa com a gente”, destacou a coordenadora do Cuca da UNE, Camila Ribeiro.
A escritora e professora da UFBA, Laura Castro atuou na mostra de Literatura.
Ela contou que o especial da mostra das letras é que os trabalhos foram selecionados para virarem um livro que será feito pelos próprios escritores e vai ganhar vida na Bienal.
“Tanto eu quanto Lívia Natália vamos nos debruçar sobre este material e entender que este material é esse. Temos textos muitos diferentes, grandes, pequenos, que são poemas bem estruturados, prosas poéticas, alguns contos, então será um material bem diverso”, destacou.
Ainda sobre a diversidade ela ressaltou que percebeu que alguns estudantes já trabalham com literatura dentro das suas muitas linguagens. “Tem uma diversidade das manifestações literárias e a seleção não se baseou em princípios técnicos e formais e sim feita em cima da força poética dos textos”.
Sobre a temática Laura afirmou que chama atenção sobre o que os estudantes estão falando sobre, muito sobre a situação política que estamos vivendo e que atravessa quase todos os textos, o que ela acredita ser um indicativo de uma necessidade de falar sobre isso.

SELEÇÃO CEGA

A crítica, curadora e professora da UFBA, Priscila Lolata participou na seleção da Mostra de Artes Visuais. Ela esclareceu que a comissão técnica de seleção garantiu o ocultamento do nome dos inscritos para garantir uma seleção cega, conhecida pelo termo ‘blind peer review’, para garantir maior isenção dos membros da seleção.
Priscila destacou os critérios mais importantes de seleção. “A clareza na proposta, às vezes o trabalho é incrível, mas não entendemos o que a pessoa quis mostrar, como seria montado, isso foi uma dificuldade. Outro quesito: a apresentação de acordo com o que a pessoa descreveu; depois a viabilidade técnica também teve peso, a montagem; e depois outros como a coerência com o tema da Bienal; a diversidade regional; a coerência do conceito com a obra; a diversidade de linguagem para garantir uma mostra ampla”.
Priscila é uma das fundadora do Cuca da UNE e organizadora da primeira Bienal da UNE que aconteceu em Salvador. “Fico muito feliz sabendo que plantamos a semente há 18 anos quando o Cuca nasceu e agora estou tomando pé do quanto se desenvolveu. E que a garotada agora até secundaristas estarem levando isso à frente.”. E complementou: “É muito interessante os estudantes que estão tendo seu primeiro contato com a militância pela Bienal entenderem que o movimento estudantil não é só brigar com o governo, ou fazer manifestação diretamente, e entender que esses eventos são resistência, são manifestações políticas com muita contundência que dá voz aos estudantes.”
Confira aqui a lista dos trabalhos escolhidos.  Em breve, os selecionados serão contatados pela equipe da Bienal

A Mostra Científica da ANPG já é uma tradição em todas Bienais. Na edição 11ª da Bienal dos estudantes, que acontece entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Salvador na UFBA,  ela acontecerá  durante o evento (locais de apresentação serão divulgados na programação).
Confira os trabalhos aprovados:
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Confira a lista de trabalhos aprovados nas Mostras de Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Ciência e Tecnologia, Extensão, Literatura, Música aqui
*obs: os responsáveis por trabalhos aprovados serão contatados pelas coordenações das mostras em breve!

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4º Encontro Nacional de Pós-graduandos, que aconteceu em 1982.

 
Entre os dias 8 e 15 de julho de 1981 aconteceu o 3º Encontro Nacional de Pós-graduandos em Salvador, durante a 33 Reunião Anual da SBPC. E este ano, 38 anos depois, o Encontro volta a acontecer na capital baiana.
A agitação em 1981 era grande no Brasil. Nesta época, as manifestações de rua voltaram a acontecer e o país passou por grandes greves de vários setores da sociedade. Tanto que em fevereiro daquele ano Luiz Inácio Lula da Silva e outros sindicalistas são condenados a três anos de prisão por incitamento à desordem coletiva. Ainda em abril acontece o Atentado no Pavilhão RioCentro, no Rio de Janeiro, no qual duas bombas explodiram e se descobriu que foi perpetrado por setores do Exército Brasileiro insatisfeitos com a abertura democrática que vinha sendo feita pelo regime. Esses fatores demonstravam que o Brasil estava passando por transições importantes para sua história e a volta da democracia estava perto.
“O início dos anos 1980 foi o momento de colher os primeiros frutos de uma reorganização do movimento operário e movimentos sociais. Após 16 anos do Golpe de 1964, a longa luta de estudantes, trabalhadores e intelectuais em defesa das liberdades democráticas obrigava a ditadura civil-militar a caminhar para a abertura. Mesmo enfrentando a repressão, é nesse período que são lançadas as bases para a criação do PT, CUT e MST, que irão dirigir as lutas da classe trabalhadora no ciclo seguinte. É momento de efervescente debate sobre a sociedade brasileira e sobre a estratégia para superar a autocracia do Estado brasileiro e os elevados níveis de desigualdade social”, explica o Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Gabriel Colombo.
E na efervescência pela democracia acontece o 3 Encontro Nacional de Pós-graduandos, durante a 33 Reunião Anual da SBPC. Os estudantes de pós-graduação daquele período debatiam os novos rumos do movimento. Na época a Comissão Nacional Provisória de Pós-Graduação se reuniu também em São Carlos (SP) com o objetivo de identificar o perfil dos pós-graduandos e levantar novamente as principais demandas dos estudantes. Um dos obstáculos identificados foi à dificuldade estrutural de comunicação entre as APGs. Para reduzir a distância, a CNPPG  decidiu criar comissões regionais, que facilitariam a comunicação entre a comissão, sediada em São Paulo e as demais regiões do país.
Mas somente no 4º Encontro Nacional de Pós-graduandos, que aconteceu em 1982, em Campinas, foram definidas as regionais. Após 38 anos, esse sistema continua valendo e atualmente, a ANPG tem vice-presidentes regionais que ajudam encurtar as distâncias e trabalham de forma mais objetiva em cada estado.
Além da instalação de regionais, o 4º ENPG ficou marcado pelos principais temas de discussão que eram: maior representatividade dos estudantes nos colegiados de suas universidades e a vinculação da bolsa do salário do docente. Para se ter uma ideia em 1970, por exemplo, o valor da bolsa do mestrado era equivalente a 5 salários mínimos. Em 1983 o valor foi reduzido para 2 salários.
No 8 Encontro Nacional de Pós-graduandos (saiba mais aqui) esse tema volta a ser discutido. Sem reajuste desde 2013, os pós-graduandos discutirão uma forte campanha para que essa situação seja transformada. Atualmente a bolsa de mestrado é de R$ 1500 e de doutorado R$ 2200.
A presidenta da ANPG, Flávia Calé, reforça a importância do ENPG: “O Encontro representou um novo capítulo na história do MNPG, permitindo a troca de experiência entre as APGs de diversas cidades do país e iniciando conversas sobre a criação de uma entidade nacional de pós-graduandos. Até hoje, ocorreram sete edições do ENPG, todas sob a égide das reuniões anuais da SBPC: em 1980, no Rio de Janeiro; 1981 – Salvador; 1982 – Campinas; 1983 – Belém; 1984 – São Paulo; e, 1985 – Belo Horizonte. Esta será a primeira vez que o ENPG acontece junto a outros encontros estudantis, pois neste momento do Brasil é preciso que todos estejamos unidos para lutar por Educação e Ciência.”
Participe do 8 ENPG!
 

Atualmente a Plataforma Lattes conta com registros de cerca de 6,5 milhões de pesquisadores, professores e pós-graduandos. Todos os dias centenas de pessoas estão atualizando seus currículos e no começo de janeiro deste ano muitos pós-graduandos alegavam encontrar problemas técnicos para fazê-lo.
A ANPG, provocada por muitos pós-graduandos que estavam tendo problemas de acesso e atualização, pediu explicações para o CNPq que alegou que o problema foi identificado por sua equipe técnica de informática, que constatou 82 mil casos com erro que precisam ser processados.
De acordo com a agência de fomento, dado a quantidade de currículo, é preciso 24 a 36 horas para terminar de reprocessar esse conjunto de currículos. O CNPq ainda afirma estar consciente que a ausência do serviço de currículo lattes causa um impacto na sociedade e prometeu incluir novas rotinas para evitar esse tipo de problema no futuro próximo.

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A Carteira de Estudante 2019 está mais moderna e ainda mais segura. Ela está com um novo design, mais jovem e moderno e com mais tecnologias que garantem sua segurança. “A nossa Carteira de Identificação Estudantil é uma conquista histórica para os estudantes brasileiros. Ela contribui para uma formação cultural ampliada, por meio do acesso ao direito de meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Além desses benefícios, a carteira do estudante é parte da estruturação e autonomia da nossa entidade e assim fortalece a luta dos pós-graduandos por um Brasil melhor”, conta a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Para a vice-presidente da ANPG, Manuelle Matias, a carteirinha é muito importante não só como identificação do Estudante mas como a oportunidade de agregar para a entidade estudantil da qual o estudante faz parte. “A entidade da qual ele faz parte está circunscrito, isto quer dizer, que fazer a carteirinha demonstra também que somos organizados e estamos em busca de uma luta por direitos estudantis”.
A tesoureira da ANPG, Karen Castelli, chama a atenção para a segurança do novo documento: “Temos recebido muitas reclamações de estudante sobre carteiras feitas em sites que não são credenciados a ANPG, UNE e Ubes e que após enviarem o documento não oferecer nem suporte ao estudante e nem é aceita em diversos locais. Este novo design oferece mais segurança e evita falsificações”.
Quais lugares aceitam a Carteira de Estudante?
Você já pode ir fazendo sua lista de espetáculos para ir este ano e conferir os lançamentos mais aguardados do cinema. Que tal aquele live action de Rei Leão, o episódio IX de Star Wars ou ainda Capitã Marvel? Você vai poder ir em todos pois vai pagar apenas metade do preço!
E lembre-se de que 2019 é ano de Rock in Rio e você vai pagar meia entrada! Confira a validade da carteira de estudante que você possui – se ela é aquela azulzinha, ela foi feita em 2018 e vale só até março de 2019. Peça a sua Carteira de Estudante 2019 para continuar a ter direito ao benefício.
Nos esportes você também tem meia-entrada. Brasileirão, Copa América e Copa do Brasil são alguns dos eventos que você tem presença garantida.
Para fazer sua carteirinha do estudante, clique aqui

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Umas das Universidades mais antigas do Brasil, a Universidade Federal da Bahia, abre suas portas entre os dias 6 e 10 de fevereiro para receber a Bienal da Une, Festival dos Estudantes, evento que também abriga o 8 Encontro Nacional de Pós-Graduandos. Rica em sua história, a UFBA foi fundada em 18 de fevereiro de 1808, quando o Príncipe Regente Dom João VI institui a Escola de Cirurgia da Bahia, primeiro curso universitário do Brasil.
Ainda no século XIX, a Universidade incorporou os cursos de Farmácia (1832) e Odontologia (1864), a Academia de Belas Artes (1877), Direito (1891) e Politécnica (1896). No século XX, Isaías Alves cria a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (1941). Mas somente em 1950, passa a ser Universidade Federal da Bahia, integrando as escolas isoladas e instituindo outros cursos.
Atualmente, a UFBA é uma das universidades mais importantes do Brasil e pela primeira vez será palco do maior encontro estudantil da América Latina. A Associação de pós-graduandos (APG-UFBA) também está trabalhando para que o 8 Encontro Nacional de Pós-graduandos traga debates importantes para toda a pós-graduação brasileira.
Durante a 11 Bienal também acontecerão várias mostras culturais e científicas. A diretora da ANPG de cultura e eventos científicos, Maria Emília, é estudante de pós-graduação da UFBA e também está coordenando a mostra de música, conta um pouco sobre a importância do evento acontecer dentro da UFBA: “Esta é uma Universidade que defende a pesquisa científica e sempre lutou por políticas de permanência do pós-graduando – essencial neste período que vivemos pós-golpe. Para Bienal esperamos alunos do Brasil inteiro e a participação nos debates e nas mostras. Será o primeiro evento de 2019 desta magnitude”..
O diretor das Universidades Estaduais da ANPG, Moisés Henrique Zeferino Alves, também faz pós-graduação na UFBA e reforça: “A Universidade Federal da Bahia, fundada em 1946, constitui uma conquista histórica povo baiano, pois configura-se como um espaço importantíssimo para o desenvolvimento cultural, social e econômico do estado e do país com a formação humana e a produção de novos conhecimentos . Entretanto, vem sendo ameaçada, juntamente com as demais universidades federais do nosso país por uma agenda política reacionária de extrema direita. Nesse sentido, considerando a atual conjuntura política marcada por retrocessos nos direitos e conquistas da classe trabalhadora, a Bienal será um espaço fundamental para os estudantes buscarem o fortalecimento de suas entidades de luta, sobretudo para se constituírem enquanto núcleo de resistência na defesa dos direitos, como a educação pública, gratuita e de qualidade e o desenvolvimento da ciência e tecnologia, assim como na defesa intransigente da democracia e combate ao autoritarismo”.
Alves também fala sobre a importância dos pós-graduandos no 8 Encontro Nacional de Pós-graduandos: “Esperamos no encontro dos pós-graduandos, que será realizado na Bienal da UNE, debater os principais problemas que enfrentamos hoje, no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência e tecnologia e apontar as estratégias de luta para próximo período. É importante a presença de todos”.
Leia sobre o 8 Encontro Nacional aqui
Mais sobre a 11 Bienal dos estudantes:
A Bienal da UNE,  chega a sua 11ª edição e vai celebrar 20 anos de existência com uma volta às origens na capital da Bahia, Salvador. Pela primeira vez as três entidades estudantis: União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) se somam em um grande evento, o Festival dos Estudantes, o maior encontro estudantil da América Latina.
Entre os dias 6 e 10 de fevereiro de 2019, mais de 10 mil estudantes vindos de todas as regiões do país vão se integrar ao povo baiano e fazer da Universidade Federal da Bahia a referência da produção artística desenvolvida pela juventude brasileira.
Esta décima primeira edição vai homenagear Gilberto Gil e sua obra como artista, diplomata, ambientalista, político e músico. Gil da redescoberta do Brasil do baião, do xaxado, do choro de Pixinguinha, do prelúdio bachiano, da rapsódia, da Tropicália, dos festivais, do exílio.
SERVIÇO
O quê? 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes.
Quando? 6 a 10 de fevereiro de 2019.
Inscrições:  http://inscricao.une.org.br/
Para o ENPG: https://goo.gl/cug6Ce
Onde? Universidade Federal da Bahia (UFBA), Campus Ondina.
Valor da Inscrição para o Pós-graduando: R$ 100 até 10 de janeiro
R$ 150 do dia 11 de janeiro à 5 de fevereiro de 2019
R$ 200 durante o evento
Programação: em construção
Regulamento: Regulamento 11ª Bienal da UNE (versão 2) (1)
 

 
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O Edital do Doutorado Sanduíche de 2018 foi marcado por uma forte questão: a exigência acima da média dos parâmetros internacionais na comprovação da proficiência em inglês. A ANPG encabeçou essa luta e pressionou a Capes por meio de reuniões e uma audiência pública em junho do ano passado para debater o tema.
A exigência era de pontuação mínima de 550 do TOFEL, bem acima do cobrado pela Fulbright, que é de 527. “Buscamos de forma incessante diálogo com a Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da agência por entendermos que os termos dispostos no edital não colocavam em condições de isonomia todos os doutorandos candidatos e não consideravam o atual perfil de proficiência e socioeconômico dos pós-graduandos no Brasil”, disse a presidenta da entidade Flávia Calé, em agosto do ano passado, data da última reunião entre a ANPG e o DRI. Calé ainda reforçou que: “em épocas de globalização e internacionalização da Ciência, temos o entendimento que é preciso romper com barreiras e democratizar o acesso às oportunidades de intercâmbio científico e cultural”.
Todo o debate surtiu o efeito desejado no edital lançado no dia 28 de dezembro pela Capes (veja aqui). Nela a nota do Tofel volta a ser 527. “Vivemos um momento de ofensiva dos setores privatistas da educação a nível global. Em sintonia com esse contexto fortalecem-se visões mercadológicas e elitistas da produção científica. Essa conquista representa um avanço para a luta em busca da democratização da ciência, do amplo e irrestrito acesso a programas de internacionalização, principalmente dos setores mais populares da nossa sociedade, historicamente excluídos desses processos. Assim, entendemos que essa vitória contribui para a construção de uma universidade a serviço da democracia e do combate às desigualdades sociais”, comentou o diretor de Relações Internacionais da ANPG, Matheus Fiorentini.
A ANPG ressalta que a luta contra a exigência da proficiência em inglês para países lusófonos continua, assim como os demais idiomas. “Essa luta continua com o  acompanhamento junto as universidades no sentido de aumentar a oferta de formação em línguas estrangeiras para os por graduandos”, acrescenta a presidenta da ANPG.
Unidos somos mais fortes
A Pós-graduanda em Educação, Ângela Arndt, conta como foi a luta dela junto a a ANPG para a mudança deste padrão:
“Da luta, o desejo de continuar lutando, pois os desafios da internacionalização na pós-graduação, vão muito além da proficiência linguística. Para mim tudo começou quando entrei no grupo do Facebook PDSE 2018, organizado por uma aluna da Unisinos/RS, onde um link nos levava a um abaixo assinado que reivindicava a exclusão da proficiência linguística do Edital 047/2017 PDSE/Capes. Este documento foi entregue a Capes, mas não houve resposta alguma. Depois disto, ainda houve uma conversa entre a ANPG e a Diretora de Relações Internacionais, onde também estive presente, porém não conseguimos ser ouvidos. A audiência pública foi uma sugestão de um professor do meu programa de Educação, da Universidade Católica de Brasilia, que por sua trajetória política, entendia que este caminho poderia abrir um diálogo com a Capes. Busquei apoio junto a assessoria da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e elaborei a justificativa para a requerer a audiência pública e esta foi aprovada e marcada para o dia 29 de Maio de 2018.  Conseguimos mobilizar o grupo do Facebook e a ANPG organizou outro grupo no whatzap. Creio que mais de 880 pós-graduandos, que não auguraram os scores do Toefel, buscaram apoio político em seus Estados e programas. Na semana  da audiência estourou a crise de abastecimento e tudo concorria para o seu cancelamento, porém a ANPG conseguiu que a Deputada Alice Cabral presidisse a audiência e como também foi transmitida ao vivo. Como recebíamos interações dos estudantes de todo o Brasil, e os deputados de outros Estados brasileiros foram aparecendo na Comissão e apoiando a nossa reivindicação para baixar o scores do Toefel para B1. Entretanto, um dia antes da mesma, eu e uma socióloga da PUC de Minas que também lutava para inclusão do Exame Siele para o Espanhol,  conseguimos falar com o Dr. Abílio Baeta. Esta reunião reforçou a luta, pois pedimos que fosse autorizado a ida ao exterior dos pós-graduandos com processo homologado na Capes e que estes apresentassem o certificado na volta, também reforçamos a necessidade de reavaliação dos scores dos testes do Toefel superiores a FulBright. A ANPG foi incansável e a participação da ex-presidenta Tamara Naiz na audiência fez com que eu enxergasse a importância da participação e organização dos estudantes em suas universidades por meio das APG para que as Pró-reitorias possam ouvir a nossa voz. Quando tomei conhecimento do edital de 2018/2019, fiquei muito feliz em perceber que a Capes reconheceu como justa a nossa causa. Estou na Universidade de Ottawa, na província de Ontario no Canadá, em meu terceiro mês do sanduíche e sinceramente, não me reconheceria sem esta experiência, a fluência começa a chegar, estou em pleno desenvolvimento acadêmico e aproveitando ao máximo a dimensão intercultural da internacionalização”.
 

A organização da #11BIENALdaUNE, da qual a ANPG, está responsável pela Mostra Científica, estendeu o prazo para inscrição dos trabalhos para o dia 17 de janeiro.
Mais sobre a Mostra Científica
A Mostra Científica da ANPG já é uma tradição em todas Bienais. Na edição 11ª da Bienal dos Estudantes, que acontece entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Salvador na UFBA,  não será diferente. “Participar da mostra é uma excelente oportunidade para trocar experiências acadêmicas com os colegas. Além de obter certificado e publicação do resumo nos anais”, explica Raphaella Portes,  coordenadora da Mostra Científica.
Esta edição da Mostra Científica está aberta para secundaristas, graduandos, graduados e pós-graduandos e terá como eixos temáticos: Ciência Exatas, Tecnologias e Engenharias, Ciências Biológicas e da Saúde, Educação, Direito, Ciências Humanas e Sociais e Geociências Agrárias e Ambientais. “Esperamos mais de 300 trabalhos de todo o país, com os mais diversos temas”, conta Portes.
As inscrições dos trabalhos estão abertas desde do dia 30 de outubro e poderão ser feitas até 17 de Janeiro de 2019. E a divulgação dos trabalhos selecionados será no dia 20 de Janeiro de 2019 no hotsite da Bienal www.bienaldaune.org.br e também no site da ANPG. E atenção para dica da coordenadora da Mostra Científica: “Para ter seu trabalho selecionado fique atento as normas do edital (EDITAL MOSTRA BIENAL)”.
Atenção pós-graduandos!
Você também precisa preencher a inscrição do  8º Encontro Nacional de Pós-graduandos: https://goo.gl/cug6Ce. Saiba mais sobre o encontro aqui

Ontem, 6 de janeiro, a pós-graduação brasileira foi surpreendida por uma nota no Jornal O Globo na coluna de Ascânio Seleme:
DESPETIZAÇÃO
Estão sendo estudados no Ministério da Educação novos critérios para se conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior. O critério ideológico será eliminatório. Se não passar por este, não avançará para os seguintes. Também está em discussão a possibilidade de se interromper algumas bolsas já concedidas e com alunos em plena atividade usando o mesmo critério. O problema é como fazer isso sem rasgar contratos.
Hoje, 7 de janeiro, a ANPG encaminhou um ofício para Capes solicitando esclarecimentos a cerca da nota veiculado no Jornal O Globo. Esse tema é de interesse para a ANPG e sua base de representação e a entidade ressalta preocupação diante desse fato. “A produção científica não é um campo neutro. Boa parte de sua realização depende do olhar do pesquisador, imbuída de diversas visões de mundo que o mesmo carrega. Estabelecer qualquer tipo de censura ideológica à pesquisa descaracteriza a função investigativa e crítica da Ciência assim como o julgamento do que é ou não ideológico ser um crivo subjetivo e anticientifico. Além disso, Consideramos ainda um ataque a liberdade de pensamento, liberdade de cátedra e pluralismo de ideias assegurados pelo artigo 206 da Constituição”, escreveu a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Assim que a CAPES, principal agência de fomento e construção de politica para a pós-graduação, esclarecer o que vem ocorrendo de fato, a ANPG emitirá seu posicionamento oficial, postando em todos os canais de comunicação da entidade.
Resposta da Capes
A assessoria de imprensa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por bolsas de pós-graduação, disse que a informação divulgada na coluna “não procede” e negou que haja qualquer tipo de plano para implementação de padrões ideológicos.
Em nota, a pasta explicou que “os critérios de seleção para bolsas no exterior são públicos e amplamente divulgados de acordo com os editais e regulamentos” e afirmou que “a Capes prima pelo mérito acadêmico e científico, sempre pautado pela qualidade e relevância das propostas.”
O regulamento para concessão de bolsas no exterior foi atualizado pela Portaria 289, publicada no Diário Oficial da União em 2 de janeiro de 2019. Uma das alterações foi no sentido de baixar a idade mínima para receber uma bolsa no exterior, de 21 anos para 18 anos.