
Entre os dias 8 e 15 de julho de 1981 aconteceu o 3º Encontro Nacional de Pós-graduandos em Salvador, durante a 33 Reunião Anual da SBPC. E este ano, 38 anos depois, o Encontro volta a acontecer na capital baiana.
A agitação em 1981 era grande no Brasil. Nesta época, as manifestações de rua voltaram a acontecer e o país passou por grandes greves de vários setores da sociedade. Tanto que em fevereiro daquele ano Luiz Inácio Lula da Silva e outros sindicalistas são condenados a três anos de prisão por incitamento à desordem coletiva. Ainda em abril acontece o Atentado no Pavilhão RioCentro, no Rio de Janeiro, no qual duas bombas explodiram e se descobriu que foi perpetrado por setores do Exército Brasileiro insatisfeitos com a abertura democrática que vinha sendo feita pelo regime. Esses fatores demonstravam que o Brasil estava passando por transições importantes para sua história e a volta da democracia estava perto.
“O início dos anos 1980 foi o momento de colher os primeiros frutos de uma reorganização do movimento operário e movimentos sociais. Após 16 anos do Golpe de 1964, a longa luta de estudantes, trabalhadores e intelectuais em defesa das liberdades democráticas obrigava a ditadura civil-militar a caminhar para a abertura. Mesmo enfrentando a repressão, é nesse período que são lançadas as bases para a criação do PT, CUT e MST, que irão dirigir as lutas da classe trabalhadora no ciclo seguinte. É momento de efervescente debate sobre a sociedade brasileira e sobre a estratégia para superar a autocracia do Estado brasileiro e os elevados níveis de desigualdade social”, explica o Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Gabriel Colombo.
E na efervescência pela democracia acontece o 3 Encontro Nacional de Pós-graduandos, durante a 33 Reunião Anual da SBPC. Os estudantes de pós-graduação daquele período debatiam os novos rumos do movimento. Na época a Comissão Nacional Provisória de Pós-Graduação se reuniu também em São Carlos (SP) com o objetivo de identificar o perfil dos pós-graduandos e levantar novamente as principais demandas dos estudantes. Um dos obstáculos identificados foi à dificuldade estrutural de comunicação entre as APGs. Para reduzir a distância, a CNPPG decidiu criar comissões regionais, que facilitariam a comunicação entre a comissão, sediada em São Paulo e as demais regiões do país.
Mas somente no 4º Encontro Nacional de Pós-graduandos, que aconteceu em 1982, em Campinas, foram definidas as regionais. Após 38 anos, esse sistema continua valendo e atualmente, a ANPG tem vice-presidentes regionais que ajudam encurtar as distâncias e trabalham de forma mais objetiva em cada estado.
Além da instalação de regionais, o 4º ENPG ficou marcado pelos principais temas de discussão que eram: maior representatividade dos estudantes nos colegiados de suas universidades e a vinculação da bolsa do salário do docente. Para se ter uma ideia em 1970, por exemplo, o valor da bolsa do mestrado era equivalente a 5 salários mínimos. Em 1983 o valor foi reduzido para 2 salários.
No 8 Encontro Nacional de Pós-graduandos (saiba mais aqui) esse tema volta a ser discutido. Sem reajuste desde 2013, os pós-graduandos discutirão uma forte campanha para que essa situação seja transformada. Atualmente a bolsa de mestrado é de R$ 1500 e de doutorado R$ 2200.
A presidenta da ANPG, Flávia Calé, reforça a importância do ENPG: “O Encontro representou um novo capítulo na história do MNPG, permitindo a troca de experiência entre as APGs de diversas cidades do país e iniciando conversas sobre a criação de uma entidade nacional de pós-graduandos. Até hoje, ocorreram sete edições do ENPG, todas sob a égide das reuniões anuais da SBPC: em 1980, no Rio de Janeiro; 1981 – Salvador; 1982 – Campinas; 1983 – Belém; 1984 – São Paulo; e, 1985 – Belo Horizonte. Esta será a primeira vez que o ENPG acontece junto a outros encontros estudantis, pois neste momento do Brasil é preciso que todos estejamos unidos para lutar por Educação e Ciência.”
Participe do 8 ENPG!
Atualmente a Plataforma Lattes conta com registros de cerca de 6,5 milhões de pesquisadores, professores e pós-graduandos. Todos os dias centenas de pessoas estão atualizando seus currículos e no começo de janeiro deste ano muitos pós-graduandos alegavam encontrar problemas técnicos para fazê-lo.
A ANPG, provocada por muitos pós-graduandos que estavam tendo problemas de acesso e atualização, pediu explicações para o CNPq que alegou que o problema foi identificado por sua equipe técnica de informática, que constatou 82 mil casos com erro que precisam ser processados.
De acordo com a agência de fomento, dado a quantidade de currículo, é preciso 24 a 36 horas para terminar de reprocessar esse conjunto de currículos. O CNPq ainda afirma estar consciente que a ausência do serviço de currículo lattes causa um impacto na sociedade e prometeu incluir novas rotinas para evitar esse tipo de problema no futuro próximo.

A Carteira de Estudante 2019 está mais moderna e ainda mais segura. Ela está com um novo design, mais jovem e moderno e com mais tecnologias que garantem sua segurança. “A nossa Carteira de Identificação Estudantil é uma conquista histórica para os estudantes brasileiros. Ela contribui para uma formação cultural ampliada, por meio do acesso ao direito de meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Além desses benefícios, a carteira do estudante é parte da estruturação e autonomia da nossa entidade e assim fortalece a luta dos pós-graduandos por um Brasil melhor”, conta a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Para a vice-presidente da ANPG, Manuelle Matias, a carteirinha é muito importante não só como identificação do Estudante mas como a oportunidade de agregar para a entidade estudantil da qual o estudante faz parte. “A entidade da qual ele faz parte está circunscrito, isto quer dizer, que fazer a carteirinha demonstra também que somos organizados e estamos em busca de uma luta por direitos estudantis”.
A tesoureira da ANPG, Karen Castelli, chama a atenção para a segurança do novo documento: “Temos recebido muitas reclamações de estudante sobre carteiras feitas em sites que não são credenciados a ANPG, UNE e Ubes e que após enviarem o documento não oferecer nem suporte ao estudante e nem é aceita em diversos locais. Este novo design oferece mais segurança e evita falsificações”.
Quais lugares aceitam a Carteira de Estudante?
Você já pode ir fazendo sua lista de espetáculos para ir este ano e conferir os lançamentos mais aguardados do cinema. Que tal aquele live action de Rei Leão, o episódio IX de Star Wars ou ainda Capitã Marvel? Você vai poder ir em todos pois vai pagar apenas metade do preço!
E lembre-se de que 2019 é ano de Rock in Rio e você vai pagar meia entrada! Confira a validade da carteira de estudante que você possui – se ela é aquela azulzinha, ela foi feita em 2018 e vale só até março de 2019. Peça a sua Carteira de Estudante 2019 para continuar a ter direito ao benefício.
Nos esportes você também tem meia-entrada. Brasileirão, Copa América e Copa do Brasil são alguns dos eventos que você tem presença garantida.
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Umas das Universidades mais antigas do Brasil, a Universidade Federal da Bahia, abre suas portas entre os dias 6 e 10 de fevereiro para receber a Bienal da Une, Festival dos Estudantes, evento que também abriga o 8 Encontro Nacional de Pós-Graduandos. Rica em sua história, a UFBA foi fundada em 18 de fevereiro de 1808, quando o Príncipe Regente Dom João VI institui a Escola de Cirurgia da Bahia, primeiro curso universitário do Brasil.
Ainda no século XIX, a Universidade incorporou os cursos de Farmácia (1832) e Odontologia (1864), a Academia de Belas Artes (1877), Direito (1891) e Politécnica (1896). No século XX, Isaías Alves cria a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (1941). Mas somente em 1950, passa a ser Universidade Federal da Bahia, integrando as escolas isoladas e instituindo outros cursos.
Atualmente, a UFBA é uma das universidades mais importantes do Brasil e pela primeira vez será palco do maior encontro estudantil da América Latina. A Associação de pós-graduandos (APG-UFBA) também está trabalhando para que o 8 Encontro Nacional de Pós-graduandos traga debates importantes para toda a pós-graduação brasileira.
Durante a 11 Bienal também acontecerão várias mostras culturais e científicas. A diretora da ANPG de cultura e eventos científicos, Maria Emília, é estudante de pós-graduação da UFBA e também está coordenando a mostra de música, conta um pouco sobre a importância do evento acontecer dentro da UFBA: “Esta é uma Universidade que defende a pesquisa científica e sempre lutou por políticas de permanência do pós-graduando – essencial neste período que vivemos pós-golpe. Para Bienal esperamos alunos do Brasil inteiro e a participação nos debates e nas mostras. Será o primeiro evento de 2019 desta magnitude”..
O diretor das Universidades Estaduais da ANPG, Moisés Henrique Zeferino Alves, também faz pós-graduação na UFBA e reforça: “A Universidade Federal da Bahia, fundada em 1946, constitui uma conquista histórica povo baiano, pois configura-se como um espaço importantíssimo para o desenvolvimento cultural, social e econômico do estado e do país com a formação humana e a produção de novos conhecimentos . Entretanto, vem sendo ameaçada, juntamente com as demais universidades federais do nosso país por uma agenda política reacionária de extrema direita. Nesse sentido, considerando a atual conjuntura política marcada por retrocessos nos direitos e conquistas da classe trabalhadora, a Bienal será um espaço fundamental para os estudantes buscarem o fortalecimento de suas entidades de luta, sobretudo para se constituírem enquanto núcleo de resistência na defesa dos direitos, como a educação pública, gratuita e de qualidade e o desenvolvimento da ciência e tecnologia, assim como na defesa intransigente da democracia e combate ao autoritarismo”.
Alves também fala sobre a importância dos pós-graduandos no 8 Encontro Nacional de Pós-graduandos: “Esperamos no encontro dos pós-graduandos, que será realizado na Bienal da UNE, debater os principais problemas que enfrentamos hoje, no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência e tecnologia e apontar as estratégias de luta para próximo período. É importante a presença de todos”.
Leia sobre o 8 Encontro Nacional aqui
Mais sobre a 11 Bienal dos estudantes:
A Bienal da UNE, chega a sua 11ª edição e vai celebrar 20 anos de existência com uma volta às origens na capital da Bahia, Salvador. Pela primeira vez as três entidades estudantis: União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) se somam em um grande evento, o Festival dos Estudantes, o maior encontro estudantil da América Latina.
Entre os dias 6 e 10 de fevereiro de 2019, mais de 10 mil estudantes vindos de todas as regiões do país vão se integrar ao povo baiano e fazer da Universidade Federal da Bahia a referência da produção artística desenvolvida pela juventude brasileira.
Esta décima primeira edição vai homenagear Gilberto Gil e sua obra como artista, diplomata, ambientalista, político e músico. Gil da redescoberta do Brasil do baião, do xaxado, do choro de Pixinguinha, do prelúdio bachiano, da rapsódia, da Tropicália, dos festivais, do exílio.
SERVIÇO
O quê? 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes.
Quando? 6 a 10 de fevereiro de 2019.
Inscrições: http://inscricao.une.org.br/
Para o ENPG: https://goo.gl/cug6Ce
Onde? Universidade Federal da Bahia (UFBA), Campus Ondina.
Valor da Inscrição para o Pós-graduando: R$ 100 até 10 de janeiro
R$ 150 do dia 11 de janeiro à 5 de fevereiro de 2019
R$ 200 durante o evento
Programação: em construção
Regulamento: Regulamento 11ª Bienal da UNE (versão 2) (1)

O Edital do Doutorado Sanduíche de 2018 foi marcado por uma forte questão: a exigência acima da média dos parâmetros internacionais na comprovação da proficiência em inglês. A ANPG encabeçou essa luta e pressionou a Capes por meio de reuniões e uma audiência pública em junho do ano passado para debater o tema.
A exigência era de pontuação mínima de 550 do TOFEL, bem acima do cobrado pela Fulbright, que é de 527. “Buscamos de forma incessante diálogo com a Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da agência por entendermos que os termos dispostos no edital não colocavam em condições de isonomia todos os doutorandos candidatos e não consideravam o atual perfil de proficiência e socioeconômico dos pós-graduandos no Brasil”, disse a presidenta da entidade Flávia Calé, em agosto do ano passado, data da última reunião entre a ANPG e o DRI. Calé ainda reforçou que: “em épocas de globalização e internacionalização da Ciência, temos o entendimento que é preciso romper com barreiras e democratizar o acesso às oportunidades de intercâmbio científico e cultural”.
Todo o debate surtiu o efeito desejado no edital lançado no dia 28 de dezembro pela Capes (veja aqui). Nela a nota do Tofel volta a ser 527. “Vivemos um momento de ofensiva dos setores privatistas da educação a nível global. Em sintonia com esse contexto fortalecem-se visões mercadológicas e elitistas da produção científica. Essa conquista representa um avanço para a luta em busca da democratização da ciência, do amplo e irrestrito acesso a programas de internacionalização, principalmente dos setores mais populares da nossa sociedade, historicamente excluídos desses processos. Assim, entendemos que essa vitória contribui para a construção de uma universidade a serviço da democracia e do combate às desigualdades sociais”, comentou o diretor de Relações Internacionais da ANPG, Matheus Fiorentini.
A ANPG ressalta que a luta contra a exigência da proficiência em inglês para países lusófonos continua, assim como os demais idiomas. “Essa luta continua com o acompanhamento junto as universidades no sentido de aumentar a oferta de formação em línguas estrangeiras para os por graduandos”, acrescenta a presidenta da ANPG.
Unidos somos mais fortes
A Pós-graduanda em Educação, Ângela Arndt, conta como foi a luta dela junto a a ANPG para a mudança deste padrão:
“Da luta, o desejo de continuar lutando, pois os desafios da internacionalização na pós-graduação, vão muito além da proficiência linguística. Para mim tudo começou quando entrei no grupo do Facebook PDSE 2018, organizado por uma aluna da Unisinos/RS, onde um link nos levava a um abaixo assinado que reivindicava a exclusão da proficiência linguística do Edital 047/2017 PDSE/Capes. Este documento foi entregue a Capes, mas não houve resposta alguma. Depois disto, ainda houve uma conversa entre a ANPG e a Diretora de Relações Internacionais, onde também estive presente, porém não conseguimos ser ouvidos. A audiência pública foi uma sugestão de um professor do meu programa de Educação, da Universidade Católica de Brasilia, que por sua trajetória política, entendia que este caminho poderia abrir um diálogo com a Capes. Busquei apoio junto a assessoria da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e elaborei a justificativa para a requerer a audiência pública e esta foi aprovada e marcada para o dia 29 de Maio de 2018. Conseguimos mobilizar o grupo do Facebook e a ANPG organizou outro grupo no whatzap. Creio que mais de 880 pós-graduandos, que não auguraram os scores do Toefel, buscaram apoio político em seus Estados e programas. Na semana da audiência estourou a crise de abastecimento e tudo concorria para o seu cancelamento, porém a ANPG conseguiu que a Deputada Alice Cabral presidisse a audiência e como também foi transmitida ao vivo. Como recebíamos interações dos estudantes de todo o Brasil, e os deputados de outros Estados brasileiros foram aparecendo na Comissão e apoiando a nossa reivindicação para baixar o scores do Toefel para B1. Entretanto, um dia antes da mesma, eu e uma socióloga da PUC de Minas que também lutava para inclusão do Exame Siele para o Espanhol, conseguimos falar com o Dr. Abílio Baeta. Esta reunião reforçou a luta, pois pedimos que fosse autorizado a ida ao exterior dos pós-graduandos com processo homologado na Capes e que estes apresentassem o certificado na volta, também reforçamos a necessidade de reavaliação dos scores dos testes do Toefel superiores a FulBright. A ANPG foi incansável e a participação da ex-presidenta Tamara Naiz na audiência fez com que eu enxergasse a importância da participação e organização dos estudantes em suas universidades por meio das APG para que as Pró-reitorias possam ouvir a nossa voz. Quando tomei conhecimento do edital de 2018/2019, fiquei muito feliz em perceber que a Capes reconheceu como justa a nossa causa. Estou na Universidade de Ottawa, na província de Ontario no Canadá, em meu terceiro mês do sanduíche e sinceramente, não me reconheceria sem esta experiência, a fluência começa a chegar, estou em pleno desenvolvimento acadêmico e aproveitando ao máximo a dimensão intercultural da internacionalização”.
A organização da #11BIENALdaUNE, da qual a ANPG, está responsável pela Mostra Científica, estendeu o prazo para inscrição dos trabalhos para o dia 17 de janeiro.
Mais sobre a Mostra Científica
A Mostra Científica da ANPG já é uma tradição em todas Bienais. Na edição 11ª da Bienal dos Estudantes, que acontece entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Salvador na UFBA, não será diferente. “Participar da mostra é uma excelente oportunidade para trocar experiências acadêmicas com os colegas. Além de obter certificado e publicação do resumo nos anais”, explica Raphaella Portes, coordenadora da Mostra Científica.
Esta edição da Mostra Científica está aberta para secundaristas, graduandos, graduados e pós-graduandos e terá como eixos temáticos: Ciência Exatas, Tecnologias e Engenharias, Ciências Biológicas e da Saúde, Educação, Direito, Ciências Humanas e Sociais e Geociências Agrárias e Ambientais. “Esperamos mais de 300 trabalhos de todo o país, com os mais diversos temas”, conta Portes.
As inscrições dos trabalhos estão abertas desde do dia 30 de outubro e poderão ser feitas até 17 de Janeiro de 2019. E a divulgação dos trabalhos selecionados será no dia 20 de Janeiro de 2019 no hotsite da Bienal www.bienaldaune.org.br e também no site da ANPG. E atenção para dica da coordenadora da Mostra Científica: “Para ter seu trabalho selecionado fique atento as normas do edital (EDITAL MOSTRA BIENAL)”.
Atenção pós-graduandos!
Você também precisa preencher a inscrição do 8º Encontro Nacional de Pós-graduandos: https://goo.gl/cug6Ce. Saiba mais sobre o encontro aqui
Ontem, 6 de janeiro, a pós-graduação brasileira foi surpreendida por uma nota no Jornal O Globo na coluna de Ascânio Seleme:
DESPETIZAÇÃO
Estão sendo estudados no Ministério da Educação novos critérios para se conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior. O critério ideológico será eliminatório. Se não passar por este, não avançará para os seguintes. Também está em discussão a possibilidade de se interromper algumas bolsas já concedidas e com alunos em plena atividade usando o mesmo critério. O problema é como fazer isso sem rasgar contratos.
Hoje, 7 de janeiro, a ANPG encaminhou um ofício para Capes solicitando esclarecimentos a cerca da nota veiculado no Jornal O Globo. Esse tema é de interesse para a ANPG e sua base de representação e a entidade ressalta preocupação diante desse fato. “A produção científica não é um campo neutro. Boa parte de sua realização depende do olhar do pesquisador, imbuída de diversas visões de mundo que o mesmo carrega. Estabelecer qualquer tipo de censura ideológica à pesquisa descaracteriza a função investigativa e crítica da Ciência assim como o julgamento do que é ou não ideológico ser um crivo subjetivo e anticientifico. Além disso, Consideramos ainda um ataque a liberdade de pensamento, liberdade de cátedra e pluralismo de ideias assegurados pelo artigo 206 da Constituição”, escreveu a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Assim que a CAPES, principal agência de fomento e construção de politica para a pós-graduação, esclarecer o que vem ocorrendo de fato, a ANPG emitirá seu posicionamento oficial, postando em todos os canais de comunicação da entidade.
Resposta da Capes
A assessoria de imprensa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por bolsas de pós-graduação, disse que a informação divulgada na coluna “não procede” e negou que haja qualquer tipo de plano para implementação de padrões ideológicos.
Em nota, a pasta explicou que “os critérios de seleção para bolsas no exterior são públicos e amplamente divulgados de acordo com os editais e regulamentos” e afirmou que “a Capes prima pelo mérito acadêmico e científico, sempre pautado pela qualidade e relevância das propostas.”
O regulamento para concessão de bolsas no exterior foi atualizado pela Portaria 289, publicada no Diário Oficial da União em 2 de janeiro de 2019. Uma das alterações foi no sentido de baixar a idade mínima para receber uma bolsa no exterior, de 21 anos para 18 anos.

A ANPG criou um calendário de 2019 que conta um pouco de sua história, eventos e campanhas para 2019.
Faça o download: calendárioANPG

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está com inscrições abertas para o 8º Prêmio Fotografia-Ciência e Arte. O prazo de submissão se encerra no dia 18 de janeiro de 2019. O objetivo da premiação é apoiar a produção e popularização de imagens com temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Os candidatos devem se inscrever pelo site do prêmio.
As imagens submetidas ao concurso devem estar ligadas a atividades científicas e tecnológicas e ter sido produzidas para fundamentar a pesquisa que o candidato integra. O prêmio está dividido em duas categorias. A Categoria I se refere a imagens produzidas por câmeras fotográficas, a Categoria II a Instrumentos especiais como lupa, microscópio, telescópio, etc.. Cada categoria premia os 1º, 2º e 3º lugares com prêmios de R$8 mil, R$5 mil e R$ 2 mil respectivamente.
O primeiro colocado de cada categoria vai receber a premiação e expor suas imagens na 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com direito a passagem e hospedagem. O evento acontece, em julho de 2019, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande/ (MS).
Conheça mês a mês alguns destaques dos trabalhos realizados pela ANPG
Janeiro

ANPG pediu uma reunião urgente com a Capes em resposta ao pedido de reunião com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior para tratar sobre o acúmulo de bolsa dessa agência e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A agência havia enviado um comunicado para as Instituições de Ensino Superior (IES) sinalizando a suspensão das bolsas ativas de pós-graduandos que acumularam as bolsas, incluindo aqueles que já teriam devolvido os recursos. O problema que afetou cerca de 7 mil pesquisadores vem desde 2014 e agravou-se com o pedido da suspensão das bolsas e bloqueio de recebimento de recursos públicos, até 2019, dos 1318 casos que estavam na Departamento de programas e bolsas da capes (DPB). Durante a reunião, a ANPG pleiteou a garantia que as bolsas ativas não fossem suspensas, especialmente dos pós-graduandos que devolveram os recursos, e o direito ao contraditório com a avaliação de todos os casos individualmente.
Fevereiro

A ANPG esteve em reunião com a Fapemig sobre os atrasos de bolsa. Construíram, juntos, um GT para trabalhar essas e outras questões.
Março

A ANPG começou sua Jornada de Lutas. A diretoria fez uma blitz dentro da Câmara dos Deputados para pressionar o andamento de Projetos de Lei que já circulam na casa, entre eles o de reajuste de bolsas e de ações afirmativas. Na Câmara dos Deputados, a ANPG apresentou todos os projetos de Lei que eram de interesses para os pós-graduandos, como o da assistência estudantil, de reajuste de bolsas e mostrou a questão da importância da Previdência para os pós-graduandos. A entidade foi recebida pelo o Deputado Orlando Silva (autor da PL 1270/15 de assistência estudantil) e com as Deputadas Jô Moraes, Alice Portugal, Margarida Salomão e Luciana Santos.
Neste Mês a ANPG também conseguiu instituir o Grupo de Trabalho na Capes nomeado pela Portaria nº 179 de 15 de setembro de 2017, que trata da designação deste GT para realizar diagnóstico da pós-graduação brasileira com a finalidade de avaliar o estágio e realizar uma reflexão sobre o seu futuro. A primeira reunião aconteceu no dia 27 de abril deste ano.
Abril

No dia 11 de abril o então secretário-geral da ANPG, Vinícius Soares, esteve em Brasília, na sede da Capes, para uma reunião com a Diretoria de Relações Internacionais. A ANPG intermediou o contato entre os estudantes e o órgão federal.Os pedidos de considerações eram três. O primeiro deles era a sobre a exigência dos doutorandos estarem no Brasil com no mínimo seis meses de antecedência da defesa da tese. O segundo ponto era sobre a exigência de proficiência da língua inglesa para os doutorandos que estão aplicando para Portugal e o terceiro era sobre a diminuição do score da proficiência exigido pela CAPES no edital. A ANPG verificou que a pontuação estava mais alta que os pedidos pelas instituições internacionais e havia disparidade entre os idiomas.
Também em Abril, atendendo dispositivo do Decreto nº 8.727, de 28 de abril de 2016, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) atualizou o formulário de preenchimento do Currículo Lattes, permitindo aos usuários a identificação pelo nome social. A mudança possibilita, também, que esse nome esteja na base de busca, concedendo maior autonomia gerencial aos 6 milhões de clientes da plataforma.
Maio

No dia 29 de maio de 2018 aconteceu em Brasília, uma Audiência Pública sobre os critérios de proficiência em língua estrangeira do Programa Doutorado Sanduíche no exterior (PSDE). A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) presidiu a mesa que contou com a presença de Tamara Naiz, presidenta da ANPG e Abílio Afonso Baeta Neves, presidente da Capes.
A ANPG esteve presente não só na mesa, mas com uma delegação de pós-graduandas e pós-graduandos que foram reforçar a necessidade de mudanças urgentes nos critérios de proficiência.
São divulgados os trabalhos selecionados da Mostra Científica do 26 Congresso Nacional dos pós-graduandos, assim como os delegados e suplentes.
Junho

A ANPG participou da III Conferência Regional de Educação Superior, na Universidade de Córdoba, Argentina, a CRES 2018. Este foi o mais importante evento para a Educação Superior da América Latina e do Caribe. Nele, reitores (as) e diretores (as), acadêmicos, professores, estudantes e representantes de numerosas organizações governamentais e não-governamentais se reuniram para analisar e debater a situação do sistema educacional na região e traçar um plano de ação para a próxima década.
No dia 29 a ANPG realizou o I Encontro de Mulheres Pós-graduandas em Brasília;
Ainda no dia 29 começa o 26 Congresso Nacional de Pós-graduandos, que reuniu mais de 400 pós-graduandos do Brasil inteiro na Universidade de Brasília.
Julho

No dia 1 de julho, durante o 26° Congresso Nacional de Pós-Graduandos, foi eleita a nova Presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) a mestranda de História Econômica da USP, Flávia Calé.
Foram cerca de 285 delegados aptos a votar para a nova diretoria da ANPG gestão 2018-2020. A Chapa 2 “Pós-Graduandos em defesa da Ciência e do Brasil” foi eleita com 234 votos.
ANPG luta pela normalização do pagamento das bolsas da FAPEMIG, que aconteceu no final do mês. Reportagens e manifestações chamaram a atenção do governo.
Marcha pela Ciência também aconteceu no dia 8 de julho, data que se celebra o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador. O dia foi marcado por uma série de atividades comemorativas que se juntaram às manifestações públicas em defesa da CT&I e da educação.
Agosto

No dia 1 de agosto o Conselho Superior da Capes, fez uma nota, por sugestão da ANPG, endereçada ao Ministro do MEC, Rossieli Soares da Silva. Nela estão dados do que poderia acontecer caso o Presidente Michel Temer assine e sancione, sem vetos, a preservação integral do orçamento da Educação no PLOA 2019, conforme disposto no Artigo 22 da LDO aprovada no Congresso Nacional como o corte de bolsas da pós-graduação, por exemplo. A carta levou a ANPG e as Apgs fazerem várias ações pelo Brasil e manifestos a favor da sanção do presidente Michel Temer.
O dia 14 de agosto de 2018 foi marcado como um dia de luta em defesa da Educação, Ciência e Tecnologia brasileira e pela posse da Gestão 2018-2020. Este era o último dia marcado para o presidente Michel Temer sancionar, sem vetos, a Lei de Diretriz Orçamentária de 2019. Nessa lei há propostas de emendas que permitem que não haja cortes no orçamento da educação brasileira no próximo ano. Por isso, neste dia tão importante, no qual centenas de estudantes de pós-graduação vieram até Brasília para protestar e exigir a sanção de Temer, a nova diretoria da ANPG escolheu para fazer sua posse da Diretoria 2018-2020. Estiveram presentes no Ato da posse a presidenta da UNE, Marianna Dias, o presidente da Ubes, Pedro Gorki, a ex-presidenta da ANPG, Tamara Naiz, Acioli Cancellier e os Deputados Celso Pansera, Luciolla Molon, Léo Britto e as Deputadas Margarida Salomão e Erika Kokay.
A presidenta da ANPG, Flávia Calé, e o diretor de comunicação da entidade se reuniram novamente com a Diretoria de Relações Internacionais da Capes para mais resoluções sobre o Programa de Doutorado Sanduíche e conseguiram grandes vitórias. Confira aqui.
A proposta feita pela ANPG de incluir os estudantes de cursos de pós-graduação do ensino superior como segurados facultativos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foi apresentada no Congresso pelo Deputado Celso Pansera (PT-RJ). O Projeto de Lei de número 10676/2018 ainda tem um caminho longo para percorrer dentro da Câmara dos Deputados. Ele passará por três comissões: a de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Setembro

A proposta feita pela ANPG de incluir os estudantes de cursos de pós-graduação do ensino superior como segurados facultativos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foi apresentada no Congresso pelo Deputado Celso Pansera (PT-RJ). O Projeto de Lei de número 10676/2018 ainda tem um caminho longo para percorrer dentro da Câmara dos Deputados. Ele passará por três comissões: a de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O incêndio no Museu Nacional impacta toda a pós-graduação e a ANPG vai às ruas protestar contra o descaso com o patrimônio nacional.
A ANPG lança sua plataforma eleitoral com propostas de defesa da educação e ciência e tecnologia. Os candidatos a deputados estaduais, federais, distritais, governadores e presidentes puderam assinar.
Outubro

A ANPG entrega sua plataforma eleitoral para os candidatos a presidente. Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Ciro Gomes assinam o compromisso no caso de eleitos seguirem as indicações da entidade.
A entidade escreve uma Carta as/os pós-graduandas e pós-graduandos e à sociedade brasileira sobre o segundo turno das eleições presidenciais 2018 no qual se posiciona a favor da democracia, de mais investimentos em educação e ciência e tecnologia. Leia aqui.
Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) promoveram no dia 14 de outubro, na Faculdade de Direito da USP (Sala Pires da Motta), o debate “Internacionalistas pela Democracia”, reunindo nomes como Celso Amorim (ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil), Tatiana Berringer, coordenadora do curso de RI da Universidade Federal do ABC e Antonio Freitas, diplomata e gestor da Tapera Taperá.
Novembro

ANPG se posiciona contra o Escola sem Partido em duas audiências públicas que foram desmarcadas na última hora no Congresso Nacional.
A entidade participa da Semana de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará.
É lançado o 11 Bienal da Une – festival do estudantes e a ANPG anuncia o 8 Encontro Nacional dos Pós-graduandos.
Dezembro

ANPG participa de uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para debater o corte de recursos para a pós-graduação no país. A presidenta da ANPG disse durante a comissão que a falta de verbas causa uma fuga de cérebros do país. “A consequência disso é você ter pós-graduandos desestimulados, a desistência da procura pela carreira científica, é você ter o aumento da depressão na pós-graduação, é você ter a fuga de cérebros, os graduandos pesquisadores pós-doc saindo do país para conseguir ter uma carreira científica. Então isso tudo é muito triste, porque você está vendo o futuro do Brasil sendo desperdiçado”.
O projeto Escola Sem Partido é arquivado. Essa é uma vitória das entidades estudantis que estiveram na câmara dos deputados lutando contra o PL.
A ANPG participou da reunião deliberativa do CNPq, representada pela presidenta Flávia Calé, para fazer um balanço da gestão 2018.