
Organizado pelo Projeto Contradição da UFMG, Fundação Mauricio Grabois Minas e ANPG, o Seminário Brasil Desenvolvimento Urgente está acontecendo entre os dias 6 e 10 de novembro da UFMG. O evento reúne pesquisadores, professores e lideranças políticas para debater temas como saídas para crise no Brasil, Autonomia Universitária, Ciência, Tecnologia, Inovação e outros.
Ontem, 8 de novembro, o Seminário contou com a participação de Renato Rabelo e Ciro Gomes, além da vice-presidente sudeste da ANPG, Laís Moreira. “Estamos vivendo um momento muito difícil para ciência no Brasil, isso nos mostra qual é o modelo de país que este governo defende. Porém nos acreditamos que sem ciência não há desenvolvimento. Iniciativas como esta neste momento são muito importantes, precisamos formular e defender as saídas para a crise”, conta Moreira.
Para saber mais do Seminário que acontece até amanha, acesse aqui
![]()
Nascida há exatos 150 anos, em Varsóvia, na Polônia, com o nome de Maria Salomea Sklodowska, Marie Curie conquistou, por duas vezes, o Prêmio Nobel – feito repetido apenas por três outros grandes nomes, Linus Pauling, John Bardeen e Frederick Sanger.
Mas depois de mais de um século as mulheres ainda não têm as mesmas oportunidades na ciência. A Professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp), campus Araraquara; vice-presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), PQ-1A/CNPq e vice-presidente da SBPC, Vanderlan da Silva Bolzani, escreveu um artigo que questiona a pouca participação.
O exemplo de Marie Curie deve ter inspirado milhares de jovens a buscarem a carreira científica, entre elas a autora deste texto. Mas quando se toma a referida premiação como medida dos resultados desse estímulo, eles podem ser considerados ainda muito modestos. Nos 90 anos que se seguiram àquela Conferência de Solvay, somando as áreas de física, química e medicina, somente 16 prêmios Nobel foram concedidos a mulheres, em um total de 320 premiações.
Ainda segundo o artigo da professora: o fenômeno da representação desigual das mulheres nas carreiras científicas de forma geral, e mais especificamente no campo conhecido como STEM (da sigla em inglês para science, technology, engineering and mathematics), está presente tanto nos países de economias avançadas como nas economias em desenvolvimento. E continua sendo um desafio para educadores e formuladores de políticas públicas. Segundo dados do governo dos Estados Unidos para 2013, apesar de as mulheres constituírem 46% da força de trabalho no país, elas ocupavam apenas 27% dos postos em ciência e engenharia e 12% no segmento exclusivo de engenharia. São números que representam um avanço em relação aos anos anteriores, mas revelam também a dificuldade que ainda existe em vencer as barreiras das estruturas tradicionais.
Para ler o artigo completo clique aqui

A edição da Revista Fapesp n260, trouxe uma matéria sobre a importância de ter uma formação diversificada, isto é, mudar de instituição na pós-graduação. De acordo com a publicação, começar tudo do zero em outro lugar pode ser enriquecedor para a construção da carreira profissional, permitindo ao indivíduo entrar em contato com novos grupos de pesquisa, diversificar suas habilidades científicas e intelectuais e experimentar diferentes rotinas de trabalho.
“No Brasil, os estudantes normalmente têm o primeiro contato com a pesquisa acadêmica durante a graduação por meio de programas de iniciação científica, cujos temas frequentemente estão alinhados aos objetivos e necessidades dos projetos coordenados pelos orientadores. Os grupos de pesquisa costumam reunir indivíduos em diferentes estágios de desenvolvimento profissional, de modo que os coordenadores identifiquem as características de cada integrante da equipe, avaliem suas capacidades e limitações e distribuam as atividades de acordo com o nível de formação de cada um. “Ao ser integrado a um grupo de pesquisa, o estudante tende a querer se aprofundar em determinado assunto, optando por fazer mestrado e doutorado no mesmo laboratório, sob orientação do mesmo professor”, diz a bióloga Maria de Lourdes Spazziani, professora do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu. “Ao mesmo tempo, os professores, ao investirem na formação dos graduandos, incentivam a permanência dos alunos nos seus grupos de pesquisa”, completa.”
Leia a matéria completa aqui
Nos termos do Regimento do 41º CONAP, a Comissão de Organização recebeu 83 pedidos de filiação e credenciamento de entidades aptas para de delegados. Conferidos os documentos exigidos, foram 76 entidades pré-credenciadas, a saber:
| AC | FAEL |
| AM | IFAM |
| AP | UNIFAP |
| BA | UESC |
| BA | 2 de JULHO |
| BA | UESB VCA |
| BA | BARAO DE MAUA |
| BA | FAC ILHEUS |
| BA | UFRB CRUZ DAS ALMAS |
| BA | UFBA |
| BA | UNIASSELVI |
| BA | FIOCRUZ |
| BA | UCSAL |
| BA | UNEB PAULO AFONSO |
| BA | FTC ITABUNA |
| BA | UESB JEQUIE |
| BA | UFRB CACHOEIRA |
| DF | FIOCRUZ DF |
| DF | UNB |
| ES | UFES |
| GO | FAEL |
| GO | UFG |
| GO | PUC |
| MA | UFMA |
| MG | UNIMONTES |
| MG | PUC |
| MG | UCAM |
| MG | IFNM |
| MG | UFVJM |
| MG | UFU |
| MG | FIOCRUZ |
| MG | UFV |
| MG | UFSJ |
| MG | UFJF |
| MS | UFMS |
| MS | UFGD |
| MT | UNEMAT |
| MT | UFMT |
| PA | UFPA |
| PB | UFCG |
| PB | UFPB |
| PE | FATIN |
| PE | INESP |
| PE | UFPE |
| PE | UNINDER |
| PE | EUROPEIA |
| PE | CEFAPP |
| PE | UFRPE |
| PE | UPE |
| PE | IMIP |
| PE | ASCES UNITA |
| PE | FAFIRE |
| PE | FIOCRUZ |
| PE | RES JABOATAO |
| PE | FACOL |
| PE | UAB |
| PE | SESAU |
| PI | UFPI |
| RJ | UFF |
| RJ | UERJ |
| RJ | FIOCRUZ RJ |
| RN | IFRN |
| RR | UFRR |
| RS | FADERGS |
| SP | FISICA UNICAMP |
| SP | USP CAPITAL |
| SP | UNESP SOROCABA |
| SP | MACKENZIE CAMPINAS |
| SP | MACKENZIE SP |
| SP | USP SÃO CARLOS |
| SP | USP PROLAM |
| SP | USP HRAC |
| SP | USP RIBEIRÃO PRETO |
| SP | UNESP ARARAQUARA |
| SP | FCM UNICAMP |
| SP | FEPODI |
Outras sete estão com cadastro pendente devido a pendências em suas documentações. Os responsáveis pelas organizações dessas entidades abaixo listadas receberão comunicação individual sobre as irregularidades que deverão ser sanadas até o dia 06/11.
MG UFLA
RJ UENF
SP ICB USP
SP USP CENA
SP USP PIRASSUNUNGA
SP ESALQ
SP UNESP RIO CLARO

No último dia 25 de outubro aconteceu a Reunião do Conselho Superior da Capes, no qual foi apresentado o inédito Programa de excelência das Universidades Brasileiras. A ANPG estava presente, representada pela presidenta da entidade Tamara Naiz.
A ideia do programa é estimular mudanças no campo de pesquisas e pós-graduações no Brasil, com foco na excelência. Com esse projeto, a Capes espera aumentar a transferência tecnológica entre universidades e a indústria, estimulando a inovação, e aumentar a visibilidade da produção científica brasileira no cenário mundial. Para isso, o programa visará recolher investimentos privados para investir na ciência brasileira, criação de uma fundação e Capes e CNPq gerindo. O recolhimento de investimentos deve ser por meio de um fundo de caráter privado, já que a Emenda Constitucional 95 coloca em apenas 1% o teto de gastos com ciência no Brasil.
“Nós temos uma luta histórica pelo investimento de um percentual mínimo de 2% em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, nunca conseguimos, mas agora, de modo autoritário o governo no impões um teto de investimentos de 1%. Neste momento no qual o governo estipulou um teto de gastos para a ciência, é importante buscar fontes alternativas de investimentos, mas é preciso que nós, comunidade científica, deixemos claro que não novos aportes privados não podem significar a retirada do papel do Estado na promoção da nossa ciência. Também é urgente a derrubada da EM 95″, explicou Naiz.
Na reunião também foi debatido a nova regulamentação e de uma avaliação específica para os mestrados e doutorados profissionais. O assunto ainda esperava aprovação de portaria e aguarda algumas modificações.

O Núcleo de Estudos Interdisciplinar Afro-brasileiros (NEIAB), da Universidade Estadual de Maringá, está oferendo um Curso de Formação Pré-Acadêmica. O objetivo é possibilitar condições iguais para interessadas e interessados em realizar um curso de pós-graduação stricto sensu, preparando candidatas e candidatos para participação em processos seletivos de programas diversos, em nível de mestrado e doutorado.
O público- alvo são mulheres e homens negros, quilombos e povos do campo, na modalidade de cotas, bônus e Prouni. Veja o cronograma:
Cronograma
Inscrição: até o dia 15 de novembro de 2017
Homologação das Inscrições: 30 de novembro de 2017
Matrícula: de 01 de fevereiro a 28 de fevereiro 2018.
Previsão de Início do curso: março/2018
Duração: de março a dezembro 2018
Saiba mais:
https://neiab.wordpress.com/pre-pos/

Quem pensa que o resultado das teses de mestrado ou doutorado precisa ser sempre “sisudo” está enganado. Cada vez mais incentivado pelas revistas científicas pelo mundo e até mesmo pelos orientadores a ciência precisa se conectar com a sociedade civil e, para isso, explicações mais lúdicas sobre os resultados do trabalho são bem vindas.
Um desses incentivos é o Dance Your PhD, uma inusitada competição promovida pela revista Science e uma pernambucana foi a única brasileira finalista do concurso.
Natalia Oliveira, doutora pela Universidade Federal de Pernambuco, gravou, em parceria com o grupo Vogue 4 Recife, uma performance no melhor estilo CSI. O vídeo é baseado na tese “Desenvolvimento de Biossensores para as Ciências Forenses”.
A competição da Science é aberta ao voto do público. Para votar em Natália, seus fãs devem acessar o link: https://goo.gl/bGCFcN.
A ANPG conversou com Natália no dia que ela recebeu a notícia. Confira o bate papo a seguir:
ANPG – Como surgiu a ideia de participar do concurso?
A ideia de participar do curso veio através de um pesquisador do laboratório onde eu fazia a pesquisa do doutorado, o Prof. Jones Albuquerque. Ele que me incentivou a participar da competição por saber que eu tinha um envolvimento aprofundado com artes, em especial o teatro e, mais recentemente, a dança.
ANPG – Como você recebeu a notícia de ter sido a única selecionada?
Eu soube através de um amigo que eu tinha sido selecionada pra final do concurso. Foi uma surpresa e uma honra enorme. Eu e minha companhia de dança, a Vogue 4 Recife, nos sentimos muito felizes em representar mundialmente o Brasil na competição, bem como os artistas e cientistas brasileiros.
ANPG – Quando você contou para o seu orientador do seu vídeo qual foi a reação?
Ah, foi a melhor possível! Meu orientador inclusive nos ajudou muito nas gravações, concedendo que nós gravássemos no laboratório do LIKA, da UFPE, que é onde eu fiz o meu doutorado. Ele sempre me incentivou a buscar novas formas de praticar a pesquisa acadêmica e essa oportunidade não poderia ter sido mais perfeita.
ANPG – Você chegou a ver outros vídeos. O que achou?
Vi sim. São produções muito boas e muito criativas, que me ensinaram bastante sobre temas que nunca tinha ouvido falar. Mas creio que nós também temos chances de levar o prêmio, por usar de uma narrativa do tipo conto para ilustrar como é ocorre a aplicação da ciência no cotidiano, que foi o nosso diferencial, quando comparado aos outros candidatos.
ANPG – Você fez o roteiro? Conte um pouco sobre como foi a produção.
A concepção e a direção geral foram minhas, mas a produção de roteiro, bem como todo o restante da produção do vídeo foi feita pela Vogue 4 Recife e pelo cineasta William Oliveira, que foi o nosso diretor de fotografia e editor. Nós contamos com a parceria da dupla Eu e a Duplicata, que criaram uma música exclusiva para o vídeo e com a artista de música eletrônica GA31. A produção do roteiro, bem como o desenvolvimento da coreografia e as decisões dos locais de gravação levaram uns dois meses, mas a gravação do vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=juP2YjZBn0c

Ontem, 26 de outubro, aconteceu na Universidade de Mato Grosso o I Seminário de pós-graduação, que fez parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A ANPG esteve presente representada pelo secretário geral da entidade, Vinícius Soares.
Vinícius participou da mesa Pós-graduação e a formação profissional junto com o aluno de mestrado Láercio Nunes Costa e um egresso da UNEMAT, Silvano Carmo de Souza. Tanto Costa como Souza fizeram um relato de como chegaram no mestrado.
O secretário da ANPG apresentou as perspectivas da pós graduação brasileira levando em consideração a atual conjuntura econômica e política. “Também debatemos como a pós-graduação se enquadra dentro de um projeto nacional de desenvolvimento pro país”.
Durante o seminário estiveram presentes o Pro Reitor de Pós-graduação e Pesquisa da Universidade, Rodrigo Zanin, coordenadores de programas de pós-graduação e alunos.

Professora Roseli de Deus, SBPC, e Phillipe Pessoa
Nesta última quinta-feira, 26 de outubro, ocorreu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) uma reunião com as pós-graduandas e pós-graduandos da universidade e da APG de Direito.
A reunião foi convocada pela ANPG e presidida pelo diretor da entidade, Phillipe Pessoa, que passou os informes da semana nacional de ciência e tecnologia, pautas e perspectivas do Movimento Nacional de Pós-Graduandos, reorganização da Associação de Pós-Graduandos da PUC-SP (APG/PUC-SP) e indicação de delegados ao 41 Conselho Nacional das APGs.
Sobre a reorganização da APG/PUC-SP, Thiago de Carvalho Silva e Silva, diretor da APG Direito da PUC e Aly David Orellana, do programa de estudos pós-graduados em Educação: História, Política, Sociedade, apresentaram um panorama sobre a situação da APG nos últimos cinco anos, que esteve sem gestão efetiva. O estudante Aly e Marianna Ribeiro, do programa de pós-graduação em linguística aplicada e estudos da linguagem se dispuseram a compor a comissão provisória de revitalização (CPR) da APG/PUC-SP.
Debate sobre Ciência e Desenvolvimento Nacional com a professora Roseli de Deus
Após a reunião os estudantes permaneceram na sala para participar de uma conversa com a professora Roseli de Deus sobre a atual situação da ciência brasileira e perspectivas do futuro. “A crise atual fez com que saíssemos do piloto automático. É um momento importante que permite que nós tenhamos voz e lutemos para reverter essa situação dramática”.
A professora também relembrou que a Coreia do Sul investe 4% do PIB em Ciência enquanto no Brasil não existe legislação para isso. “É preciso embasamento que só a pesquisa pode trazer para a tomada de decisões assertivas. Isso não acontece em nosso país”, explica.
Sobre esse assunto, Roseli explica que é preciso ter um maior engajamento da sociedade e que para isso é preciso mudar a cultura. “A mudança precisa acontecer dentro da escola, precisamos trazer os alunos para perto. A educação e a ciência precisam andar de mãos dadas”.
Roseli também relembrou que a atual crise está provocando a fuga de cérebros do Brasil e que está ajudando a sucatear cada vez mais as universidades públicas. “Não podemos deixar que a construção do conhecimento seja destruído tão rapidamente com uma assinatura no Congresso. Precisamos estar todos mobilizados”.

A Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre a atual situação das Universidades Federais. De acordo com a reportagem, os cortes no dia a dia dessas instituições pelo país também resultam em obras paradas, pesquisas comprometidas e compras proibidas, assim como vigilância e serviços de limpeza reduzidos.
A matéria destaca que além da UnB, problemas do tipo se repetem em universidades como UFRJ (Rio), UFPR (Paraná), UFSCar (São Carlos-SP), UFPA (Pará), UFPB (Paraíba), UFJF (Juiz de Fora-MG) e UFMG (Minas).
Alguns destaques da reportagem:
Na UnB até as refeições dos alunos sofreram cortes. A universidade diz que obteve redução de 15% no valor do contrato das refeições.
No Paraná, existem dez “esqueletos” de prédios inacabados na UFPR, que amarga deficit de mais de R$ 300 milhões em obras paradas ou que não saíram do papel.
Na Paraíba, a UFPB tem 45 obras paralisadas ou inacabadas nos quatro campi, 25 delas em João Pessoa. Há outras 19 licitadas e que não foram iniciadas por falta de recursos, além de prédios inaugurados sem encanamento.
A UFRJ alega ter perdido 13,5% de recursos neste ano, ficando com um orçamento semelhante ao de 2014. Foram dispensados 50% dos terceirizados nos últimos três anos, atuantes na segurança, limpeza e manutenção.
No interior paulista, a UFSCar recebeu 13% menos que a previsão para custeio e investimento e sofreu contingenciamento adicional de 40% (investimentos) e 15% (custeio), segundo a reitora, Wanda Hoffmann. Isso afetou áreas como limpeza, vigilância, manutenção predial e materiais de consumo, além de haver obras paradas e projetos comprometidos.
Leia matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/10/1929952-sem-dinheiro-universidade-federal-reduz-obra-pesquisa-e-ate-bandejao.shtml