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Professora Roseli de Deus, SBPC, e Phillipe Pessoa

Nesta última quinta-feira, 26 de outubro, ocorreu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) uma reunião com as pós-graduandas e pós-graduandos da universidade e da APG de Direito.
A reunião foi convocada pela ANPG e presidida pelo diretor da entidade, Phillipe Pessoa, que passou os informes da semana nacional de ciência e tecnologia, pautas e perspectivas do Movimento Nacional de Pós-Graduandos, reorganização da Associação de Pós-Graduandos da PUC-SP (APG/PUC-SP) e indicação de delegados ao 41 Conselho Nacional das APGs.
Sobre a reorganização da APG/PUC-SP, Thiago de Carvalho Silva e Silva, diretor da APG Direito da PUC e Aly David Orellana, do programa de estudos pós-graduados em Educação: História, Política, Sociedade, apresentaram um panorama sobre a situação da APG nos últimos cinco anos, que esteve sem gestão efetiva. O estudante Aly e Marianna Ribeiro, do programa de pós-graduação em linguística aplicada e estudos da linguagem se dispuseram a compor a comissão provisória de revitalização (CPR) da APG/PUC-SP.
Debate sobre Ciência e Desenvolvimento Nacional com a professora Roseli de Deus
Após a reunião os estudantes permaneceram na sala para participar de uma conversa com a professora Roseli de Deus sobre a atual situação da ciência brasileira e perspectivas do futuro. “A crise atual fez com que saíssemos do piloto automático. É um momento importante que permite que nós tenhamos voz e lutemos para reverter essa situação dramática”.
A professora também relembrou que a Coreia do Sul investe 4% do PIB em Ciência enquanto no Brasil não existe legislação para isso. “É preciso embasamento que só a pesquisa pode trazer para a tomada de decisões assertivas. Isso não acontece em nosso país”, explica.
Sobre esse assunto, Roseli explica que é preciso ter um maior engajamento da sociedade e que para isso é preciso mudar a cultura. “A mudança precisa acontecer dentro da escola, precisamos trazer os alunos para perto. A educação e a ciência precisam andar de mãos dadas”.
Roseli também relembrou que a atual crise está provocando a fuga de cérebros do Brasil e que está ajudando a sucatear cada vez mais as universidades públicas. “Não podemos deixar que a construção do conhecimento seja destruído tão rapidamente com uma assinatura no Congresso. Precisamos estar todos mobilizados”.

Folha
Crédito: Folha de São Paulo

A Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre a atual situação das Universidades Federais. De acordo com a reportagem, os cortes no dia a dia dessas instituições pelo país também resultam em obras paradas, pesquisas comprometidas e compras proibidas, assim como vigilância e serviços de limpeza reduzidos.
A matéria destaca que além da UnB, problemas do tipo se repetem em universidades como UFRJ (Rio), UFPR (Paraná), UFSCar (São Carlos-SP), UFPA (Pará), UFPB (Paraíba), UFJF (Juiz de Fora-MG) e UFMG (Minas).
Alguns destaques da reportagem:
Na UnB até as refeições dos alunos sofreram cortes. A universidade diz que obteve redução de 15% no valor do contrato das refeições.
No Paraná, existem dez “esqueletos” de prédios inacabados na UFPR, que amarga deficit de mais de R$ 300 milhões em obras paradas ou que não saíram do papel.
Na Paraíba, a UFPB tem 45 obras paralisadas ou inacabadas nos quatro campi, 25 delas em João Pessoa. Há outras 19 licitadas e que não foram iniciadas por falta de recursos, além de prédios inaugurados sem encanamento.
A UFRJ alega ter perdido 13,5% de recursos neste ano, ficando com um orçamento semelhante ao de 2014. Foram dispensados 50% dos terceirizados nos últimos três anos, atuantes na segurança, limpeza e manutenção.
No interior paulista, a UFSCar recebeu 13% menos que a previsão para custeio e investimento e sofreu contingenciamento adicional de 40% (investimentos) e 15% (custeio), segundo a reitora, Wanda Hoffmann. Isso afetou áreas como limpeza, vigilância, manutenção predial e materiais de consumo, além de haver obras paradas e projetos comprometidos.
Leia matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/10/1929952-sem-dinheiro-universidade-federal-reduz-obra-pesquisa-e-ate-bandejao.shtml

pjc
Foi assinado nesta última terça-feira, dia 24, termo de cooperação entre o CNPq, Ministério de Ciência e Tecnologia, Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil, para a realização da 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
De acordo com o CNPq, o tema da 29ª edição será “Inovações para a conservação da natureza e transformação social”. Cinco categorias são premiadas: Mestre e Doutor; Estudante do Ensino Superior; Estudante do Ensino Médio, Mérito Institucional e Mérito Científico para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição.
As inscrições serão abertas em 2018.
FONTE: CNPq

Na sexta feira, dia 27/10, das 12h às 15h, na sala IB-12 do bloco E do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) fará uma reunião com pós-graduandas e pós-graduandos, como parte das atividades de Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
Na pauta serão contempladas: informes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia SNCT, pautas e perspectivas do movimento nacional de pós-graduandos,  41o. Conselho Nacional das APGs (41 CONAP) e organização de debate sobre a Ciência e Desenvolvimento Nacional.
Participe!

Na quinta feira, dia 26/10, às 19h, na sala 500 B, do prédio Bandeira de Melo, da PUC-SP, campus Monte Alegre, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) fará uma reunião e promoverá um debate com pós-graduandas e pós-graduandos, como parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
A pauta contempla os informes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia SNCT; pautas e perspectivas do movimento nacional de pós-graduandos; formação comissão Pró-APG PUC-SP e o 41o. Conselho Nacional das APGs (41 CONAP).
O debate, Ciência e Desenvolvimento Nacional, iniciará às 20h. A professora Roseli de Deus, da SBPC, e o diretor da ANPG, Phillipe Pessoa, já estão confirmados.
Participe!
 
 

 

Brasil
As regiões do Brasil têm assimetrias referente à pós-graduação. Enquanto a região Sul e Sudeste tem mais instituições e estudantes de pós-graduação, outras regiões lutam por orçamentos mais adequados e mais investimento.
Para tanto, ontem, 23, aconteceu na CAPES a 6ª Reunião do Fórum de Reitores da Região Norte. O encontro discutiu ações e formas de apoio com o objetivo de fortalecer a pós-graduação na região.
Em sua fala de abertura, o presidente da CAPES, Abílio Baeta Neves, ressaltou que a ideia é definir um curso de ação que possa, em pouco tempo, trazer algum impacto sobre a região. “Queremos favorecer a região, o que significa favorecer o conjunto das instituições que atuam na região e, não somente, algumas. Para isso, a CAPES já se dispôs a apoiar aquilo que vocês considerarem prioritário e oportuno. A partir disso, nós tentamos encontrar meios e caminhos para viabilizar, tanto quanto possível, esses projetos”, disse.
O presidente apontou ainda a importância da produção coletiva dessas iniciativas. “Somente com forte cooperação conseguiremos definir uma base que nos ajude, em pouco tempo, a sair dessa situação de desvantagem que tem caracterizado a região”, completou.
MAPA DO DOUTORADO NO BRASIL
A publicação NEXO também publicou uma matéria com gráficos que mapeia o Doutorado no Brasil. Doutores se concentram nas capitais para a maior parte dos estados brasileiros, com exceção de Minas Gerais. Veja matéria completa e seus gráficos aqui
 
Fonte: CAPES/NEXO

Entre os dias 23 e 29 de outubro, o país inteiro terá a oportunidade de conhecer um pouco mais da ciência que é feita nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras. Atividades espalhadas em feiras, apresentações, exposições e outras iniciativas de divulgação científica em todas as 27 unidades da Federação compõem a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento que completa este ano sua 14ª edição.
A ANPG e seus diretores estarão presentes em alguns debates e organizando algumas palestras. Confira a AGENDA:
RECIFE – Manifesto pela Ciência Brasileira – DIA 25
Recife
– Palestra sobre Ciência e Soberania  com o professor Isac Medeiros (ex-presidente da FORPROP e pró-reitor da UFPB);
– Leitura e adesão ao Manifesto pela Ciência Brasileira;
– Apresentação do Trio Freveribe
Local:   Auditório da SECTI – Rua Vital de Oliveira, 32
Horário: 16 horas
Participação do secretário-geral da ANPG, Vinícius Soares
LEOPOLDINA, MG – DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O SISTEMA NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO – DIA 26
Local: Auditório central – http://www.leopoldina.cefetmg.br/semana-ct-2017/
Horário: 15 horas
Participação da Vice-presidente Sudeste ANPG: Laís Moreira
AMAPÁ – Universidade Federal do Amapá
DIA 25
– Palestra a  Ciência para Vida – Secretário de Ciências e Tecnologia e Pró-reitoria de pesquisa e Pós-graduação UNIFAP
Local: CEPA – Centro Educacional do Amapá
Horário – 9
Participação do vice-presidente Norte ANPG: Raí Campos
DIA 26
Série de palestras: A Ciência que eu faço
Pesquisadores apresentarão seus trabalhos e discutirão a ciência em pequenas palestras
Local: Miniauditório 1 e 2 do CIPP na UNIFAP (prédio Aranha)
Horário: 14 horas
Organização: Vice-presidente Norte da ANPG: Raí Campos
Confira o folder da programação aqui: Folder DIA C 20 10 17
 

Ouro_preto
Após um longo debate entre a APG da Universidade Federal de Ouro Preto e a Reitoria da mesma, foi garantido o direito dos pós-graduandos em disputar vagas nas moradias estudantis.
Para tanto foi divulgado os editais Prace 21 a 24 para ocupação de moradias estudantis na UFOP. As inscrições vão até o dia 27 de outubro.
Veja o edital: http://www.prace.ufop.br/index.php/component/content/article/2-uncategorised/380-editais-moradia
Nesses editais há 40 vagas para a Vila Universitária e 6 para os Apartamentos, ambos em Ouro Preto, e 30 vagas para acomodações em Mariana. A disputa é feita com alunos de graduação por análise socio-econômica.
Ainda de acordo a APG, está em negociação a mudança dos critérios de avaliação sócio-econômica para os alunos de pós-graduação e, se possível, lançar um edital específico para preenchimento das vagas que sobrarem desses editais para pós-graduandos não bolsistas.

science
A Revista Science publicou em seu site um artigo escrito pelo jornalista brasileiro Herton Escobar, sobre a grave crise que a ciência e a tecnologia do Brasil atravessam.
No artigo, o jornalista mostra que com o tempo e dinheiro esgotados, cientistas brasileiros estão aumentando a pressão sobre o governo federal para evitar um colapso total do sistema nacional de financiamento de ciência e tecnologia antes do final do ano.
De acordo com o texto, pesquisadores na semana passada apresentaram uma petição com mais de 82 mil assinaturas para líderes do Congresso em Brasília, exigindo a reversão de cortes de orçamento profundos que deixaram instituições de pesquisa que se esforçavam para pagar até mesmo as contas básicas de água e eletricidade. A entrega da petição fazia parte de uma série de reuniões e protestos realizados no Brasil, do qual a ANPG participou.
Como resultado das dificuldades econômicas crescentes do Brasil, o financiamento federal para ciência e tecnologia está agora no seu nível mais baixo na história moderna. O Ministério das Ciências iniciou este ano com um minúsculo orçamento de US $ 1,8 bilhão, mas o governo do presidente Michel Temer mais tarde reduziu isso em 44%, impondo um limite de gastos de pouco mais de US $ 1 bilhão.
Para ler a matéria completa em inglês: http://www.sciencemag.org/news/2017/10/brazil-researchers-struggle-fend-deepening-budget-cuts

photo
A Universidade de São Paulo, USP, está implementando iniciativas para a disseminação de boas práticas de pesquisa e a prevenção de incidentes relacionados à má conduta científica. Para isso foi criado o Comitê de Boas Práticas Científicas da USP, que tem como intuito promover a cultura da integridade ética da pesquisa por meio de ações regulares e acessíveis a todos os alunos, docentes e pesquisadores.
A notícia da criação do Comitê foi apresentada no site da Agência Fapesp, que complementou: O tema é complexo e já vinha sendo trabalhado na universidade em várias instâncias. No começo do ano, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação disponibilizou para a comunidade da USP um software para detecção de plágios em textos. Agora, a universidade institucionalizou o processo a partir de iniciativas da FAPESP como o lançamento do Código de Boas Práticas Científicas da Fundação.
“Existe má-fé, existe fraude, mas muito desse problema está relacionado ao desconhecimento sobre boas práticas na pesquisa. Uma pesquisa divulgada recentemente na Science mostrou que, entre os estudos sobre novos medicamentos contra o câncer publicados em revistas de alto impacto, apenas em 10% dos casos houve reprodutibilidade dos estudos em outro laboratório. Isso mostra que existe um problema claro na maneira como fazemos experimentos em todo o mundo”, disse José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP.
Segundo Krieger, a criação desses canais de capacitação sobre boas práticas contribuirá para aumentar o padrão de como se faz pesquisa. “Vamos aproveitar esses diversos canais que estão diagnosticando problemas no sistema para mudar o sistema. São várias as ações que a Pró-Reitoria está fazendo. É preciso dar as ferramentas para que isso seja feito. Por isso, começamos com a curadoria de materiais sobre boas práticas, cursos on-line e o incentivo para a geração de debate sobre o tema”, disse.
Na página da Pró-Reitoria de Pesquisa já foram anexados vários documentos e vídeos que servem como material de apoio.
Para saber mais, clique aqui
Fonte: Agência Fapesp