O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concluiu o 11º Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP), um importante inventário dos grupos de pesquisa científica e tecnológica em atividade no País

O Diretório é uma base de dados capaz de descrever os limites e o perfil geral da atividade científico-tecnológica no Brasil, apresentando uma série de informações quantitativas em relação aos recursos humanos constituintes dos grupos (pesquisadores, estudantes e técnicos), linhas de pesquisa em andamento, áreas do conhecimento, setores de aplicação envolvidos, produção científica, tecnológica e artística e parcerias estabelecidas entre os grupos e as instituições, sobretudo com as empresas do setor produtivo.
Para isso, são realizados, desde 1993, Censos periódicos envolvendo as mais diversas instituições, tais como universidades, instituições de ensino superior com cursos de pós-graduação stricto sensu, institutos de pesquisa científica, institutos tecnológicos e empresas.
Nesta edição, o Censo do CNPq contabilizou 37.640 grupos, localizados em 531 instituições, o que significa um aumento de 6,25% no número de grupos e 8% no total de instituições, em relação ao levantamento anterior, em 2014. Ao todo, o País conta, hoje, com 199.566 pesquisadores e aproximadamente 331 mil estudantes de graduação e pós-graduação. Do total de pesquisadores, 130.140 são doutores, o que equivale a 65% dos pesquisadores.
Cabe enfatizar a importância do DGP como um eficiente instrumento para o intercâmbio e a troca de informações, apontando, com precisão e rapidez, quem é quem, onde se encontra, o que está fazendo e o que produziu recentemente, e como uma poderosa ferramenta para o planejamento e a gestão das atividades de C,T&I. As bases de dados resultantes dos Censos permitem ainda a preservação da memória da atividade de pesquisa no Brasil.
Veja todas as informações do Censo 2016, incluindo os principais resultados, no Portal do DGP: http://lattes.cnpq.br/web/dgp/sobre
Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

A Revista Perspectiva, do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um dossiê intitulado “Cooperações Educacionais entre países Sul-Sul: análises e perspectivas sobre o Timor-Leste e Moçambique”, o qual traz reflexões sobre cooperações internacionais educacionais entre Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
As cooperações Sul-Sul são processos de articulação política e de intercâmbio econômico, científico, tecnológico, cultural e em outras áreas entre países em desenvolvimento. Na última década, o Brasil foi protagonista de muitas experiências de internacionalização solidária em suas instituições, traçando parcerias com vários países da África, Ásia e América Latina.
No documento, é destacado o Programa de Qualificação de Docentes e Ensino de Língua Portuguesa (PQLP), iniciativa realizada em Timor-Leste desde 2005, coordenada pela Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a UFSC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Na UFSC, os professores Suzani Cassiani e Irlan von Linsingen coordenam o programa desde 2009.
“Tivemos grandes desafios e oportunidades de aprendizagem em atuar como coordenares acadêmicos. Neste programa, cerca de 50 professores brasileiros foram enviados para o Timor-Leste durante mais de uma década, para atuarem na Universidade Nacional de Timor Lorosa’e (UNTL), nos Ministérios e na formação de professores da educação básica, a qual conta com a atuação de 85% de professores leigos”, relata Suzani.
A professora também destaca outros desdobramentos a partir do PQLP, como o Projeto de Pró-Mobilidade Internacional da Associação de Países de Língua Portuguesa, também financiado pela Capes, o qual promove intercâmbio entre os dois países, proporcionando visitas de trabalho e estudo de docentes e estudantes brasileiros e timorenses, entre as universidades Federal de Santa Catarina (UFSC) e Nacional de Timor Lorosa’e (UNTL).
Cerca de 50 professores brasileiros foram enviados para o Timor-Leste para atuarem na Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, nos Ministérios e na formação de professores da educação básica (Foto: Arquivo UFSC)
“Além disso, pelo menos 15 timorenses foram contemplados com bolsas fornecidas pelo governo timorense, realizando suas formações na graduação e pós-graduação na UFSC. No momento, cinco deles já defenderam suas dissertações de mestrado no Programa Pós-Graduação em Educação e no Programa Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica. Todas essas vivências têm evoluído em pesquisas de docentes e estudantes brasileiros que desenvolvem com a temática da educação em Timor-Leste”, conta a coordenadora do programa.
Dossiê
A partir da vivência acadêmica de construção de conhecimentos sobre as questões relacionadas ao PQLP e a estreita relação com os atuais interesses e desafios postos aos processos de internacionalização das universidades brasileiras, foi proposto este dossiê, que destaca, principalmente, os processos e desafios postos aos processos de internacionalização solidária das universidades brasileiras.
Segundo a coordenadora do PQLP na UFSC, Suzani Cassiani, as temáticas são interdisciplinares e a excelência dos autores deve ser destacada, tanto pela experiência no tema, quanto pelas áreas de pesquisa.
A UFSC publicou um dossiê com diversos artigos a partir de experiências em Timor Leste (Foto: Arquivo UFSC)
Acesse o Dossiê: https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/issue/view/2404/showToc
PQLP
O PQLP é uma iniciativa coordenada pela Diretoria de Relações Internacionais da Capes em parceria com a UFSC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). O programa teve início em 2005 e leva docentes brasileiros ao Timor-Leste para atuar na elaboração e revisão de materiais didáticos, acompanhar professores timorenses na implementação de propostas, desenvolver cursos de português como segunda língua, oferecer cursos de língua portuguesa, entre outras atividades.

Fomentar a diversidade na área das pesquisas científicas é buscar a promoção das igualdades e a inclusão das diferenças no âmbito acadêmico. Pensando nisso, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), e com a Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres da Bahia (SPM), lança o edital Bahia pela Diversidade – Edição Mulheres nas Ciências.
O lançamento do edital acontece no Palácio da Aclamação, hoje às 14h30, e será aberto ao público. O objetivo é reconhecer o trabalho de excelência realizado por pesquisadoras e cientistas que prestam relevante contribuição ao desenvolvimento do estado da Bahia, além de reconhecer o trabalho de mulheres, cujos projetos e trajetória atual indiquem seu potencial de contribuição para sua área de atuação.
O diretor-presidente da Fundação, Eduardo Almeida destaca a importância do prêmio. “A área das Ciências Exatas e das Engenharias sempre foi um ambiente predominantemente masculino. Precisamos reverter isso. Devemos reconhecer o trabalho de pesquisadoras nestes campos de pesquisa e abrir, cada vez mais, espaço para as mulheres”, afirmou.
A primeira edição do Prêmio tem como tema Mulheres na Ciência, mas a proposta é que a cada ano, um nicho diferente de pesquisadores seja contemplado. A partir da data de lançamento, estará aberta a consulta pública para que sejam encaminhadas as indicações das pesquisadoras à Fapesb.
A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Olívia Santana, reafirma a necessidade de iniciativas como esta que além de estimular a ampliação da presença das mulheres baianas em áreas ainda tidas como masculinas, como é o caso da área das ciências, principalmente das ciências duras, fomenta o debate nas universidades sobre a equidade de gênero.
Ao todo serão premiadas seis pesquisadoras nas áreas de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias e Ciências Biológicas. Os prêmios variam de R$5 mil a R$ 15 mil. Esclarecimentos sobre o Edital podem ser obtidos através do e-mail [email protected] e no site da Fundação, www.fapesb.ba.gov.br

Pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Celina Turchi foi eleita uma das 10 personalidades do ano na ciência pela revista britânica Nature¸ por seu trabalho para o estabelecimento da relação entre o vírus zika e a microcefalia em bebês. A revista destaca que Turchi integrou uma rede de epidemiologistas, pediatras, neurologistas e biólogos que levou a resultados “formidáveis”. Segundo a publicação, quando Turchi e seus colegas começaram suas pesquisas, o conhecimento sobre o zika era extremamente limitado. A revista afirma ainda que a médica ajudou a produzir uma quantidade suficiente de evidências para demonstrar o vínculo entre o vírus e malformações fetais.
“Nem em meu maior pesadelo como epidemiologista eu havia imaginado uma epidemia de microcefalia neonatal”, disse Celina à Nature. “Quando começamos, não havia nenhum livro a seguir”. Em relação à lista de 10 personalidades do ano da Nature, Celina encara como um reconhecimento do trabalho de um grupo e não apenas dela. “Estou grata e entendo que esse foi o reconhecimento de um trabalho coletivo, não só de nós pesquisadores, mas por todos profissionais de saúde envolvidos. Foi fruto também da oportunidade de poder contar com grupos experientes e qualificados de laboratório, clínica, neurologia e com apoio da instituição”, declarou Celina.
Além de Turchi, a Nature elegeu também Gabriela Gonzales, envolvida na descoberta de ondas gravitacionais e porta-voz do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo); o astrônome Guillem Anglada-Escudé, pela descoberta de um planeta de tamanho parecido ao da Terra próximo a Alpha Centauri; e Demis Hassabis, cofundador da empresa de inteligência artificial DeepMind, cujo computador AlphaGo venceu um grande mestre do jogo de estratégia Go – feito que revela a crescente capacidade da inteligência artificial.
A lista também inclui John Zang, especialista em fertilidade que recebeu críticas e elogios ao anunciar uma técnica de substituição mitocondrial, a qual mistura o DNA de três pessoas para produzir um bebê saudável; e Kevin Esvelt, que alertou sobre os perigos de uma técnica que ele mesmo ajudou a inventar, a qual usa a manipulação genética para criar um gene que se espalha de modo mais rápido em uma população.
Foram homenageados ainda Terry Hughes, que alertou sobre uma catástrofe iminente na Grande Barreira de Corais Australiana; o químico atmosférico Guus Veleerds, por criar as bases para um acordo internacional que obrigará países a pararem de usar gases poluentes conhecidos como HFCs; a física Elena Long, que chamou a atenção para a discriminação e para os obstáculos enfrentados por cientistas lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros; e Alexandra Elbakyan, cujo web-site Sci-Hub desafiou grandes editoras científicas ao disponibilizar gratuitamente mais de 60 milhões de artigos científicos.
“Os cientistas da lista de 2016 da Nature são um grupo diverso, mas todos eles desempenharam papéis importantes em grandes eventos científicos neste ano, com o potencial de levar a mudanças em escala global”, disse Richard Monastersky, um dos editores da revista britânica.
Fonte: Agência Fio Cruz

Acontece agora em Porto Alegre, RS, manifestações de estudantes e trabalhadores contra a o pacote de medidas apresentadas pelo governador José Ivo Sartori, que promove a extinção de 11 órgãos ligados ao Executivo – 9 fundações, uma companhia e uma autarquia –, além da privatização ou federalização de 4 companhias.
Os manifestantes, grande parte trabalhadores que serão afetados pelo pacote, estavam acampados na Praça da Matriz, que fica em frente da Assembleia Legislativa e no Palácio Piratini, e hoje se uniram aos estudantes e mais trabalhadores para um protesto pacifico.
Impedidos de entrar para assistir as votações, os manifestantes foram cercados pela Policia Militar e sofreu represálias com bombas de efeitos morais e gás lacrimogênio.
A precisão é que a votação termine hoje de madrugada.
Estudantes unidos
A Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (APG – UFRGS), que representa mais de 12 mil estudantes da maior instituição de pesquisa, ensino e extensão do Rio Grande do Sul, bem como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Estadual dos Estudantes Livre (UEE Livre) fizeram uma moção contraria as propostas de Sartori e nos últimos dias passaram de gabinete em gabinete para lutar por mais esse direito.
Você pode ler a moção na integra aqui: manifesto-dos-estudantes-fundacoes-docx-1
Moção de apoio à Fundação Zoobotânica
Os pós-graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com apoio das Associações de Pós-Graduandos (APG) da UFRGS e da UFSM e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), manifestaram seu repúdio ao Projeto de Lei do Executivo estadual nº 246/2016, que propõe a extinção da Fundação Zoobotânica,
Também foi feito um abaixo -assinado que já tem cerca de 10 mil assinaturas tenta evitar o fechamento da Fundação Zoobotânica, responsável por importantes pesquisas na área de preservação ambiental do Rio Grande do Sul.
Leia a moção: anpg__apg_ufrgs__ufsm_mocao_apoio_fzb-1

Segundo a Finep, o FNDCT deve ter disponível para o próximo ano cerca de R$ 3,5 bilhões, sendo que R$ 1,3 bilhão serão destinados a atividades não reembolsáveis de apoio e fomento à ciência e tecnologia. Contudo, pelo PLOA aprovado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em dezembro, o orçamento do FNDCT para o próximo ano é de R$ 2,698 bilhões, o menor valor desde 2013, quando o montante autorizado somou R$ 3,758 bilhões
Em uma rápida votação, o Congresso Nacional aprovou as duas normas que vão reger as receitas e despesas de 2017. A primeira foi o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/16), que orienta a elaboração do orçamento para o próximo ano. Depois, deputados e senadores aprovaram o novo Orçamento do País (LOA – PLN 18/16), que fixou os gastos federais em R$ 3,5 trilhões para 2017.
A apreciação da LDO estava travada por conta de três destaques. Dois deles tinham como objetivo evitar que os recursos orçados para a área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) fossem bloqueados em 2017, entre eles o do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), costurou um acordo com os demais líderes para retirar os destaques e votar a proposta orçamentária sem obstruções. Com isso, os parlamentares puderam seguir adiante com a pauta e aprovar a LDO, e logo depois o Orçamento, sem o risco de entrar em choque com o governo.
À frente do processo para evitar o contingenciamento dos recursos para CT&I, o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) explicou, em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I, que os partidos responsáveis pelos destaques (PSDB e PDT) aceitaram o acordo em função da necessidade de o governo aprovar a LDO e o Orçamento.
“A oposição tirou os seus destaques. A ideia foi aprovar e liberar o Orçamento, mas para isso tinha que resolver a LDO. Eles acabaram entrando em um acordo para resolver o problema. Se tivesse que botar em votação, seria nominal, e não teria como sustentar, até porque os próprios partidos concordaram”, revelou o deputado, que já foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação na gestão de Dilma Rousseff.
A promessa agora é que os destaques sejam discutidos pelo Congresso apenas no próximo ano.
Recursos para CT&I
Neste ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações opera com R$ 4,6 bilhões por conta dos ajustes financeiros que o governo federal fez, ainda na gestão Rousseff, para reduzir os gastos da máquina pública. Em 2015, chegou a R$ 4,2 bilhões, com a possibilidade de reduzir mais em 2017. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano prevê R$ 3,5 bilhões para a pasta, além dos R$ 1,5 bilhão dos recursos repatriados do exterior.
Segundo a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o FNDCT deve ter disponível para o próximo ano cerca de R$ 3,5 bilhões, sendo que R$ 1,3 bilhão serão destinados a atividades não reembolsáveis de apoio e fomento à ciência e tecnologia. Contudo, pelo PLOA aprovado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em dezembro, o orçamento do FNDCT para o próximo ano é de R$ 2,698 bilhões, um acréscimo de 1,31% sobre o valor autorizado de R$ 2,663 bilhões em 2016. Trata-se do menor valor desde 2013, quando o montante autorizado somou R$ 3,758 bilhões.
Agência Gestão CT&I/ABIPTI

As Escolas Internacionais de Pesquisa Max Planck abriram inscrições para as áreas de Biologia e Medicina; Física, Química e Tecnologia; e Humanidade e Ciências Sociais.
A seção de Biologia e Medicina engloba 10 programas. O programa de “Neurociência Cognitiva e de Sistemas” abrange o mestrado, com submissão até o dia 15 de janeiro de 2017, e o doutorado, que recebe inscrições durante todo o ano. Para mais informações acesse: http://www.neuroschool-tuebingen.de/.
O programa “Compreensão de Características Vegetais Complexas usando enfoques Computacionais e Evolutivos”, em nível de doutorado, tem inscrições abertas até 15 de janeiro de 2017. Para mais informações acesse http://www.mpipz.mpg.de/49993/IMPRS_Cologne.
O programa de Biologia Molecular combina o mestrado e doutorado e está com inscrições abertas até 15 de janeiro. Mais informações em http://www.gpmolbio.uni-goettingen.de/content/c_application.php.
O programa de Neurociência também combina mestrado e doutorado e o prazo de inscrição encerra em 15 de janeiro de 2017. As informações estão no link http://www.gpneuro.uni-goettingen.de/content/c_feature.php.
O programa de Biologia de Organismos, em nível de doutorado, recebe inscrições até 15 de janeiro. Mais informações em http://www.orn.mpg.de/2453/Short_portrait.
O programa Microbiologia Marinha, de doutorado, recebe inscrições até 28 de fevereiro de 2017. As informações estão em http://www.marmic.mpg.de/marmic/overview.php?section=overview.
O programa Investigação Cardíaca e Pulmonar, de doutorado, tem inscrições até o dia 31 de janeiro de 2017. Mais informações em http://imprs.mpi-hlr.de/.
O programa “Das moléculas aos organismos”, de doutorado, terá as submissões encerradas em 26 de fevereiro de 2017. Inscrições em http://imprs.tuebingen.mpg.de/de/how-to-apply.html.
Informações sobre o programa de doutorado Microbiologia Ambiental, Celular e Molecular estão disponíveis em http://www.imprs-marburg.de/; e as informações sobre o programa “Crescimento vegetal e metabolismo primário”, com inscrições até 8 de janeiro de 2017, estão em http://www.mpimp-golm.mpg.de/IMPRS-PhD.
A seção de Física, Química e Tecnologia está organizada em dois programas. O primeiro, Processamento de Imagens Ultra rápido e Estruturas Dinâmicas, recebe inscrições até 6 de janeiro de 2017; informações em http://www.mpsd.mpg.de/IMPRS. O segundo, Engenharia de Superfícies e Interfaces em Materiais Avançados, tem inscrições até 15 de fevereiro de 2017 e informações em http://www.mpie.de/2941513/admission.
Dois programas integram a seção Humanidades e Ciências Sociais: Ciências da Linguagem, com informações em http://www.mpi.nl/education/imprs-for-language-sciences e Constituição Social e Política da Economia, Ciências da Linguagem, acessível no endereço http://imprs.mpifg.de/index.asp.
A relação de todas as Escolas Internacionais de Pesquisa Max Planck está disponível no endereço https://drive.google.com/file/d/0B0xFil6JZSh1cklxU0VKUjNGUDA/view.
Fonte: Fapesp

A atividade censória contra obras literárias durante a ditadura militar brasileira é o objeto de pesquisa que levou à publicação da coletânea Livros e subversão: seis estudos, publicada pela Editora Ateliê. A obra reúne artigos sobre casos em que, entre 1964 e 1985, livros foram vistos pelos poderes censórios como possíveis instrumentos de subversão da ordem estabelecida.
Além dos livros, os estudos incluem a perseguição a editores e livreiros que fizeram de suas atividades profissionais uma forma de militância política. A publicação da obra, que contou com o apoio da FAPESP, é resultado do trabalho do Grupo de Pesquisa Censura a Livros e Ditadura Militar no Brasil, vinculado à Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicações e Artes (ECA), ambos da Universidade de São Paulo (USP).
“O grupo de pesquisa busca estudar o processo de censura a livros nos diferentes momentos da ditadura militar brasileira. Os artigos são fruto de pesquisas de doutorado e pós-doutorado de cada membro do grupo, assim como de trabalhos coletivos de todos os integrantes”, conta Sandra Reimão, professora da EACH e do PPGCOM-ECA e organizadora e coautora da obra.
Os artigos são inéditos e escritos especialmente para o livro. Além de Reimão, assinam os textos Felipe Quintino, Ana Caroline Castro, Andréa Lemos, João Elias Nery e Flamarion Maués.
“Entre os objetivos do nosso trabalho está verificar as repercussões dos vetos no panorama editorial do momento e seguir o percurso editorial das obras em questão após o ato da censura. Entendemos a censura, durante a ditadura militar brasileira, como parte de um aparelho de coerção e repressão que resultou em enormes prejuízos para o exercício da cidadania e da cultura”, diz Maués.
Paranoia
Os estudos para a produção dos artigos envolveram análise de documentos históricos, muitos deles pouco estudados e mesmo inéditos. O livro reproduz alguns desses achados, como um parecer da Divisão de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal pela proibição da obra A paranoica, de Cassandra Rios, publicada em 1976 pela Global Editora e Distribuidora Ltda., de São Paulo (SP).
O documento apresenta um resumo da obra: “Ariella, jovem de dezessete anos, é a paranoica. Pelo menos esta foi a definição da autora. Filha do Dr. Rodrigo e de D. Helena; irmã de Afonso e Clécio. Ao descobrir que era filha adotiva do referido casal, ela usa de todos os meios para desvendar os mistérios que envolviam a sua origem. Entrega-se sexualmente, e de forma ridícula, ao pai e aos irmãos (adotivos), joga uns contra os outros para que a verdade aparecesse. Desenvolve os seus instintos e põe em prática o homossexualismo feminino com Mercedes, noiva de Afonso”.
Em seguida, o parecer: “Ariella vai além da paranoia, as descrições dos atos sexuais são feitas nos seus mínimos detalhes, há homossexualismo, violência e o conteúdo do livro é deprimente. Com base no art. 1º do Decreto-lei 1.077/70, sugerimos a sua proibição”. Assina Silas de Aquino Lira Gouvêa, técnico de censura.
Entre os documentos reproduzidos está também uma lista de “comunistas infiltrados na imprensa” emitida pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), órgão de repressão a movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. A lista traz nomes como o do poeta Ferreira Gullar, morto no último dia 4 de dezembro, Paulo Francis, então repórter do jornal Última Hora, e Zuenir Ventura, cuja trajetória é abordada no artigo Zueno, Zoany, Zwenir: rastros da vigilância ao jornalista Zuenir Ventura durante a ditadura militar, de Felipe Quintino.
No estudo, o autor mostra como o sistema repressivo brasileiro vigiou de maneira rigorosa e constante um grupo de jornalistas. A pesquisa incluiu documentos do Dops disponíveis no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj) e revela como se dava a vigilância e a perseguição aos suspeitos de subversão, em particular aos acusados de vinculações ou simpatias com ideias comunistas. Entre os documentos encontrados por Quintino estão alguns que fazem referência a uma sindicância instaurada para investigar a remessa de 11 livros de “natureza subversiva” da França por solicitação de Zuenir Ventura.
O artigo Livros como prova de subversão: um processo judicial, de Ana Caroline Castro, conta que a posse de 21 livros de “literatura comunista” foi o primeiro item arrolado na acusação de subversão contra Francisco Gomes, um dos fundadores da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização política que participou da luta armada contra o regime militar. Gomes participou do assalto ao trem pagador da ferrovia Santos-Jundiaí. Perseguido pelos militares, fugiu pela América Latina, passando por países como Argentina, Chile, Panamá e Cuba, até retornar ao Brasil com a Lei de Anistia. Morreu no último mês de julho, em Sorocaba (SP), aos 85 anos.
A acusação é parte do processo 102 do Projeto Brasil: Nunca Mais, que, em 1979, reuniu advogados e religiosos com o objetivo de preservar o registro e reconstruir a sistemática da repressão oficial do Estado durante a ditadura militar por meio de processos políticos, em especial os que chegaram à esfera do Superior Tribunal Militar (STM). Criado pelo cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel, pelo pastor presbiteriano Jaime Wright, entre outros, o projeto operou clandestinamente até 1985, período final da ditadura.
Integram ainda a coletânea os artigos Do erótico ao político: a trajetória da Global Editora na década de 1970, de Flamarion Maués; Revista Civilização Brasileira: resistência cultural à ditadura, de Andrea Lemos; e Uma edição perigosa: a publicação de O Estado e a Revolução, de Lênin, às vésperas do AI-5 e ”Quem muda o mundo são as pessoas” – a Banca da Cultura do CRUSP, ambos de Reimão, Maués e João Elias Nery.
Fonte: Diego Freire | Agência FAPESP

O recém-empossado presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-graduação (Foprop), Prof. Joviles Vitório Trevisol, esteve em Brasília para um encontro com o Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, nesta quinta-feira, 15.
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Trevisou terá, no papel de dirigente do Foprop, um assento no Conselho Deliberativo do CNPq, como convidado, com direito a voz.
Mario Neto expressou o interesse em aumentar o relacionamento com o Forprop no sentido de ampliar e aperfeiçoar a parceria dos Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação com o CNPq. “É um passo essencial para o avanço da pesquisa e da pós-graduação no País. O diálogo articulado não só com o CNPq, mas também com a CAPES, será muito importante e benéfico para a ciência brasileira”, afirmou o presidente do CNPq.
O Prof. Joviles estava acompanhado de outros membros da nova gestão do Fórum: a vice-presidente, Profa. Beatriz Ronchi Teles do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e o Coordenador Regional Sudeste, Prof. Márcio de Castro Silva Filho da Universidade de São Paulo (USP). O mandato é de um ano, de dezembro de 2016 a dezembro de 2017.
O Foprop
O Fórum representa 241 instituições brasileiras de Ensino Superior, defende as políticas de incentivo a pesquisa e a pós-graduação e tem influência tanto na área científica quanto no meio político. Em 2017, o Foprop completa 32 anos.
Graduado em Filosofia pela Universidade de Ijuí (1993), o novo presidente é Pós-Doutor em Sociologia pelo Centro de Estudos Sociais, da Faculdade de Economia, da Universidade de Coimbra (2006) sob a orientação do sociólogo Boaventura de Sousa Santos. Concluiu o doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2000) e é Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1995).
Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Escrever reportagens para a Revista Minas Faz Ciência, produzir conteúdo sobre ciência e tecnologia para o canal do YouTube, editar podcasts acerca da produção científica em Minas Gerais e pensar conteúdos para as mídias sociais. Essas são algumas das atribuições dos bolsistas que farão parte do Programa de Comunicação Científica e Tecnológica (PCCT) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Os interessados em participar da seleção podem se inscrever até o dia 15 de janeiro de 2017. Há vagas para candidatos graduados em Comunicação Social com habilitação em jornalismo, publicidade e design gráfico ou áreas afins. Todos passarão por três etapas de seleção: análise do Curriculum Vitae e portfólio, dinâmica de grupo e entrevista.
Para se candidatar, os profissionais precisam ter currículo atualizado na Plataforma LATTES do CNPq, estar cadastrados no sistema EVEREST da FAPEMIG e dedicar 20 horas semanais às atividades do Programa. O profissional não pode ter outra bolsa de estudos.
Acesse a chamada completa: http://www.fapemig.br/pt-br/visualizacao-de-chamadas/ler/822/selecao-de-bolsistas-programa-de-comunicacao-cientifica-tecnologica-e-de-inovacao-pcct
Fonte: Ascom – Fapemig