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ANPG, UNE e UBES se reuniram na última terça-feira (09/03), com o novo Presidente do CNPq, Professor Carlos Aragão. O presidente da ANPG, Hugo Valadares, valorizou a atitude de Aragão de ter recebido as entidades estudantis poucos dias após sua posse, reforçando que foi uma atitude de "fortalecimento da democracia e que ajuda na aproximação da ciência com a sociedade".

 

Na última terça-feira, em Brasília, o Presidente da ANPG, Hugo Valadares, a Diretora de Relações Institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marcela Cardoso e o Diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Rafael Clabonde, reuniram-se com o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPq), professor Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho. Acima, a foto do presidente do CNPq com os representantes estudantis.

A pauta da reunião foi a relação das entidades estudantis com o Conselho, dando enfoque principal às demandas dos pós-graduandos.

A ANPG iniciou a reunião com um convite ao professor para participar do XXII Congresso da ANPG, que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 15 e 18 de abril deste ano. Vários temas serão debatidos, entre eles, os rumos da ciência no Brasil.

Já há algum tempo a ANPG vem participando de forma destacada dos conselhos da CAPES, o que levou a entidade a pleitear a participação no Conselho Deliberativo do CNPq. Pleito que segundo o prof. Aragão, será avaliado na próxima reunião da diretoria. Já a solicitação de inclusão do Ministério da Ciência e Tecnologia e do CNPq na comissão que debaterá o PL 2.315/2003, o PL dos Pós-Graduandos, foi atendida prontamente. O Ministério da Educação (MEC) e a Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CAPES) já compõem esta comissão.

A notícia mais esperada veio no fim do encontro, quando o professor Aragão interrompeu a fala da entidade, que demonstrava preocupação com o longo período de estagnação dos valores das bolsas, para anunciar, que horas antes, durante a Reunião de Diretoria do CNPq, fora aprovado um reajuste não só das bolsas de Pós-Doutorado, mas também das de Iniciação Científica. O reajuste médio foi da ordem de 21%, com destaque para a bolsa de pós-doutorado, que passou de R$ 2.218,56 para R$ 3.200,00, um acréscimo de 44% (ver tabela abaixo). As bolsas de Iniciação Científica (IC) foram as mais beneficiadas no quantitativo: passaram de 29 para 43 mil, um incremento substancial de 14 mil bolsas, ou cerca de 48%.

A ANPG comemora mais essa vitória do Movimento Estudantil, mas muito ainda há por vir! Hugo Valadares foi enfático ao salientar durante o encontro que as bolsas dos pós-graduandos, sobretudo de mestrado e doutorado, além de estarem sem aumento desde 2008, ainda não contemplam diversas demandas dos estudantes, como a licença-maternidade plena, o tempo de contribuição à aposentadoria,  uma data base para aumentos e ainda impede que o estudante possa trabalhar, mesmo com aval do seu orientador. O Prof. Aragão se mostrou atento a essas questões e disse que medidas estão sendo estudadas neste sentido, juntamente com a CAPES.

 

 

 

QUADRO DE REAJUSTE DAS BOLSAS

A partir de 01/março/2010

MODALIDADE

DE

PARA

% REAJUSTE

IC e PIBITI

300,00

360,00

20%

Apoio Técnico – NS

483,01

550,00

14%

Apoio Técnico – NM

300,00

400,00

33%

Pós-Doutorado

2.218,56

3.200,00

44%

Pós-Doutorado Sênior

3.000,00

4.000,00

33%

PQ-1A

1.254,00

1.500,00

20%

PQ-1B

1.185,00

1.400,00

18%

PQ-1C

1.116,00

1.300,00

16%

PQ-1D

1.011,00

1.200,00

19%

PQ-2

976,00

1.100,00

13%

DT-1A

1.254,00

1.500,00

20%

DT-1B

1.185,00

1.400,00

18%

DT-1C

1.116,00

1.300,00

16%

DT-1D

1.011,00

1.200,00

19%

DT-2

976,00

1.100,00

13%

 

Para saber mais informações sobre o XXII Congresso da ANPG acesse

https://www.anpg.org.br

Ou entre em contato através do telefone (11)5081-5566

Para conhecer todas as modalidades de bolsas do CNPq acesse

http://www.cnpq.br/bolsas/index.htm

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A sociedade brasileira corre o risco de perder um dos seus principais centros de produção científica: o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro- Iuperj. Responsável pelos melhores cursos de pós-graduação na área de Ciências Sociais do país, o Iuperj hoje corre o risco de fechar suas portas por absoluta falta de recursos. Segundo o Diretor-Executivo do Instituto, professor Jairo Nicolau, os professores e funcionários já estão há seis meses sem receber. Apesar de sua fundamental relevância pública, o Iuperj é vinculado a Universidade Candido Mendes (particular) que se encontra numa situação financeira gravíssima com dívidas de aproximadamente R$ 300 milhões.

Enquanto nenhuma alternativa de salvamento se materializa, a estatização ou criação de uma Organização Social (OS), a ANPG debate a crise e possíveis ações em defesa deste importante e histórico Instuto. Salvem o IUPERJ!

Confira abaixo o artigo do professor Luiz Werneck Vianna, professor-pesquisador do IUPERJ e ex-presidente da ANPOCS, publicado no Jornal O Globo no dia 6 de março:
Professor Luiz Werneck Vianna
O IUPERJ vale uma missa?
A moderna pós-graduação em Ciências Sociais no Rio de Janeiro nasceu no Museu Nacional e no IUPERJ em fins dos anos 1960. Veio à luz em momento pouco propício – o recrudescimento do regime político autoritário, que culminou com a edição do AI-5, em 1969. Na mesma época, em São Paulo, fundava-se o CEBRAP, centro de pesquisas criado por professores da USP compulsoriamente aposentados, que assim repetiam, pouco tempo depois, o triste destino dos professores da Faculdade Nacional de Filosofia da UFRJ, da Fundação Osvaldo Cruz e do ISEB.
            Banidos de seus lugares tradicionais, os cientistas sociais reinventam seus papéis e se tornam criadores de instituições, tal como o CEBRAP e o IUPERJ. Insulados em suas novas agências, sua reação ao regime autoritário se vai realizar a partir de uma intervenção critica, em que o tema de fundo será o da inquirição das raízes históricas do autoritarismo brasileiro e o do diagnóstico das desigualdades sociais reinantes. Paradoxalmente, esse insulamento dos intelectuais, em meio a um clima de repressão das liberdades civis e públicas, estimulou sua reaparição na esfera pública e no processo de formação da opinião. Ao abrigo das disputas políticas diretas, desvinculados da vida partidária, exercendo a vocação do seu ofício e se expressando como intérprete do interesse geral e não como representante do particularismo de indivíduos e grupos, acabam por conquistar uma espécie de mandato implícito, com respaldo na ciência, para falarem em nome da sociedade.
            Daí uma importante mutação quanto aos intelectuais do período pré-64: se, antes, sob a democracia, seus vínculos com as instâncias da sociedade civil, como partidos, sindicatos e a vida associativa, eram, em geral, estabelecidos individualmente, no contexto autoritário se instituem como corpus, apresentando-se com a linguagem da ciência. A constituição dessa nova identidade conhece, então, uma extraordinária difusão, de que a ANPOCS (Associação Nacional da Pós-graduação em Ciências Sociais) e outras instituições são exemplares, congregando, anualmente, cada vez um número maior de filiados.
            Nesses corpus, sob controvérsias, sedimentam-se opiniões, diagnósticos que são selecionados pela mídia ou partidos, e eventualmente, dependendo da oportunidade e/ou relevância, canalizados para a esfera pública. Foi assim que, sob o regime ditatorial, a pós-graduação brasileira e os centros de pesquisa isolados, sempre no registro do trabalho científico especializado, estabeleceram suas redes de comunicação com o mundo exterior, mantendo preservada a sua autonomia quanto aos demais atores sociais, principalmente os partidos políticos. Essa não foi, é claro, uma estratégia consciente, embora muito bem sucedida para os fins a que se dispunha, qual seja a de instituir uma agenda razoável para o assentamento da questão democrática e da social.
            Assim, pode-se sustentar, sem triunfalismos patéticos, que a história da resistência ao autoritarismo e a da conquista da democracia não pode ser contada desconhecendo o papel desempenhado por essas novas agências de intelectuais, inclusive – e, em certos momentos, principalmente –, pelas instituições de pós-graduação, como é o caso do IUPERJ, que, entre outras características, estimulou a formação e abrigou as primeiras secretarias da ANPOCS.
            O IUPERJ começa sua história com foco no tema das instituições políticas democráticas, rejeitando as concepções que as entendiam como formas vazias de conteúdo. Sua ênfase, desde sempre, foi a de que “o substantivo” deveria encontrar canais institucionais livres, a fim de se expressar na esfera pública como demandas a serem realizadas. Com essa orientação, abriu sua agenda para as questões sociais, dedicando-se à pesquisa e à formação especializada dos seus alunos em temas estratégicos à nossa sociedade, tais como sindicatos, violência, profissões, pobreza e marginalidade, raça e gênero. Seus pesquisadores, nessas duas frentes de trabalho, produziram dezenas de trabalhos, publicados pelas principais editoras do país, e participaram da orientação de centenas de pesquisas, para fins de teses de doutorado ou de dissertações de mestrado – um repertório respeitado nacional e internacionalmente. Ademais, conservando seu caráter de instituto orientado para as diferentes linhas de especialização que se afirmam nas Ciências Sociais, o IUPERJ mantém e aprimora a tradição institucional de privilegiar a cultura humanista e o pensamento clássico brasileiro em Ciências Sociais, patente na sua lista de publicações e nas teses defendidas.
            Essa é uma história de êxitos e a opinião pública reconhece e valoriza essa instituição. Mas, passados 40 anos, ela se encontra sob o risco iminente de acabar por absoluta falta de recursos para a preservação dos seus quadros de professores e funcionários. O fim tem data marcada, que está próxima. A ironia dessa história, de uma instituição que se apresentou para a sociedade como capaz de ajudá-la a resolver seus problemas, é que, agora, o problema é ela própria.                

 




 


Para comemorar o Dia Internacional da Mulher e avançar nos direitos das mulheres pesquisadoras, a ANPG participará de atividades no dia 8 de março. No Rio, o Ato será na Cinelândia. Em São Paulo, na Praça da Matriarca, ambos a partir das 10 horas da manhã. 

 

Em 1910, durante o II Congresso de Mulheres Socialistas em Paris, que reunia grandes pesquisadoras marxistas da época, Clara Zetkin, professora formada e escritora, apresentou sua proposta pela realização de um dia de luta internacional da mulher para reivindicar melhores condições trabalhistas para as operárias e defesa dos direitos políticos das mulheres. A proposta foi aprovada por aclamação. A consagração do direito de manifestação pública veio com apoio internacional, em 1975, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu oficialmente a data como o Dia Internacional da Mulher.

 

Há cem anos a luta de mulheres guerreiras garantiu a conquista de muitos direitos a todas. Nas décadas de 1920 e 1930, Bertha Lutz, zoóloga, foi uma das pioneiras na luta pelos direitos das mulheres no Brasil. Nascida em São Paulo, é a responsável pela aprovação da legislação que outorgou o direito das mulheres votarem e serem votadas (1932).

 

Bertha ingressou por concurso público como bióloga no Museu Nacional, sendo assim a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro. Criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher (1919), que foi o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a FBPF. Foi também eleita como suplente à Deputada Federal em outubro de 1934, assumindo o cargo em decorrência da morte do titular em julho de 1936.

 

No exercício parlamentar defendeu mudanças na legislação referente ao trabalho da mulher e do menor, a isenção do serviço militar, a licença de 3 meses para a gestante e a redução da jornada de trabalho, então de 13 horas. É reconhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras.

 

De lá pra cá, muitas vitórias foram conquistadas, contudo, ainda temos muito a fazer. Na área científica o desafio das mulheres é ainda maior.

 

Em setembro de 2003, ao empossar o novo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou-o de "clube do Bolinha", por ter uma única mulher – Wrana Maria Panizzi, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – entre os seus 24 integrantes.

 

Na verdade, elas existem e até são em maior número na maioria das áreas do conhecimento. Mas, como entraram mais recentemente nesse universo, são minoria entre os pesquisadores mais titulados e, portanto, recebem menos recursos para bolsas e auxílios que exigem maior experiência e títulos.

 

São ainda quase invisíveis em cargos de direção de centros e institutos de pesquisa ou de gestão de política científica e tecnológica. A Academia Brasileira de Ciências, por exemplo, tem cerca de 10% de mulheres em seus quadros. Pouco, mas mais que nos Estados Unidos, onde a presença feminina está em torno de 7,5%.

      

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher e estimular o debate e a realização de mais atividades com esta temática  as mulheres voltam a ocupar as ruas. Atividades em várias cidades do Brasil estão programadas para ocorrer. Em São Paulo, o ato será na Praça da Matriarca (rebatismo simbólico da Praça do Patriarca, feito pelo movimento de mulheres há dois anos), a partir das 10 horas da manhã, para comemorar o já conquistado nesta história de mobilização coletiva, mas também mostrar que a luta por autonomia, igualdade e direitos segue atual e necessária.

Bandeiras históricas como a socialização do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, o combate à violência, a reivindicação de creches para todas as crianças e o direito ao aborto continuam na ordem do dia do movimento.

A ANPG se solidariza com a luta de todas as mulheres e convida a todos(as) a participarem das atividades em suas cidades. Nestes 100 anos de 8 de Março, ainda temos muito por que lutar! Junte-se a nós na luta pela democratização da ciência, pela ampliação dos recursos do MEC e do MCT e pela licença maternidade para todas as bolsistas. Sua participação é muito importante!

 

Todos os pós-graduandos brasileiros podem participar do Congresso Nacional de Pós-graduandos. Contudo, apenas os delegados têm direito a voto.

 

São possíveis delegados(as) ao CNPG todos os pós-graduandos regularmente matriculados em cursos de pós-graduação no Brasil (stricto e lato sensu).

 

Os delegados(as) serão eleitos a partir de reunião da Associação de Pós-graduandos de cada instituição de ensino (ou comissão pró-APG, ou seja, comissão de 10 estudantes comprometidos em  fundar a APG) e respeitará a seguinte proporção:

 

a) no caso dos estudantes de cursos stricto sensu: 3 (três) delegados para os primeiros 200 (duzentos) pós-graduandos, sendo acrescido 1 (um) delegado para cada porção posterior de 200 (duzentos) pós-graduandos ou fração.

 

b)no caso dos estudantes de cursos lato sensu: 3 (três) delegados para os primeiros 1000 (mil) pós-graduandos, sendo acrescido 1 (um) delegado para cada porção posterior de 2000 (dois mil) pós-graduandos ou fração.

 

Para cada delegado poderá ser eleito um suplente, que retirará sua credencial de delegado apenas em caso de ausência deste.

 

Onde houver cursos à distância, a eleição dos delegados deverá ser comunicada 15 dias antes do Congresso à Diretoria da ANPG, que deverá acompanhar o processo de eleição desses delegados.

 

Os diretores da ANPG são delegados natos ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos e todos os delegados inscritos têm direito à voz e voto nas discussões e deliberações do Congresso. Os convidados na condição de observadores têm direito a voz. 

 

Credenciamento

 

O credenciamento deverá ser feito junto à comissão organizadora no local do encontro até as 14 horas do dia 17 de abril (dia anterior a plenária final). Para efetuá-lo, serão necessários os seguintes documentos:

 

a)  Ata de eleição de delegado(a), realizado pela APG ou Comissão de Pró-APG (comissão de 10 integrantes);

Modelo de Ata de eleição de delegado

Modelo de Ata de Fundacao da Comissão Pró-APG

 

b)  Ata de Posse da Diretoria Vigente da APG;

 

c)  Comprovantes de matrícula de todos os delegados;

 

d) Comprovante oficial do número de alunos da instituição.

 


Por Theófilo Rodrigues

A sociedade brasileira corre o risco de perder seu principal centro de produção científica: o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro- Iuperj. Responsável pelos melhores cursos de pós-graduação na área de ciências sociais do país, o Iuperj hoje corre o risco de fechar suas portas por absoluta falta de recursos.

Fundado em 25 de setembro de 1969, o Iuperj tem uma importante galeria de serviços prestados ao país. Lá se foram 40 anos de produção científica do mais alto nível, além da formação de professores/pesquisadores que hoje atuam nas principais instituições de ensino superior do Brasil.

O Instituto publica regularmente, desde 1966, DADOS – Revista de Ciências Sociais, revista acadêmica reconhecida internacionalmente. Publica, portanto, desde antes de sua fundação enquanto programa de pós-graduação, a principal revista de ciências sociais do Brasil.

Em recente cerimônia de posse da atual Diretoria do Iuperj, o presidente da Finep, professor Luís Fernandes, deixou claro o reconhecimento público do Ministério da Ciência e Tecnologia para com o Iuperj. Segundo Fernandes, esse reconhecimento se dá graças ao “papel único e insubstituível que o Iuperj tem no desenvolvimento não só das ciências sociais, mas do pensamento que subsidia a formulação de políticas publicas no país. Esse reconhecimento parte da excelência do trabalho de formação e pesquisa que é realizado no Iuperj”.

Vale lembrar que o próprio Luís Fernandes é cria da casa, tendo realizado seu mestrado e doutorado em ciência política no Iuperj. Figura pública reconhecida no meio acadêmico e na sociedade, Fernandes já ocupou a Secretaria-Executiva do MCT e a Diretoria Científica da FAPERJ.

Mas assim como Fernandes, podemos encontrar sem esforço dezenas de outros importantes quadros intelectuais formados pelo Iuperj e que hoje ajudam a transformar o Brasil em destacados cargos públicos e privados.

Infelizmente, esse importante centro de excelência da produção científica brasileira se encontra ameaçado. Segundo o Diretor-Executivo do instituto, professor Jairo Nicolau, os professores e funcionários já estão há seis meses sem receber.

Apesar de sua fundamental relevância pública, o Iuperj é vinculado a Universidade Candido Mendes (particular) que se encontra numa situação financeira gravíssima com dívidas de aproximadamente R$ 300 milhões.

Uma alternativa sempre lembrada é ser incorporada a uma universidade pública, ou seja, sua estatização. Solução ideal, se levarmos em consideração que hoje o Iuperj possui o único curso de doutorado em Ciência Política do Rio de Janeiro. Infelizmente, essa possibilidade é deixada de lado devido à ligação histórica do professor Cândido Mendes com o Instituto. Outra possibilidade mais plausível é a criação de uma Organização Social (OS) como forma de captar recursos públicos.

Enquanto nenhuma das duas alternativas se materializa, observamos de longe o triste estado em que se encontra a maior casa de produção científica do país. Aguardamos, esperançosos, por uma decisão sensata do poder público e da direção da Universidade Candido Mendes. Não deixem o Iuperj morrer. Salvem o Iuperj!

Para saber mais sobre o Iuperj, visite www.Iuperj.br

Theófilo Rodrigues é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal Fluminense – UFF.




A Ciência não está de braços cruzados. E você?

Participe do XXII Congresso Nacional de Pós-graduandos!

 

Entre os dias 15 e 18 de abril de 2010 será realizado, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o XXII Congresso Nacional de Pós-graduandos (CNPG).

  

Com o tema “Avançar na Pós-graduação para Transformar o Brasil” o Congresso contará com debates sobre Ciência e Tecnologia, pós-graduação, educação, Pré-Sal, direitos dos pós-graduandos, popularização da ciência, entre outros, além de atividades culturais, grupos de discussão sobre a Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG) e o Movimento Nacional de Pós-graduandos (MNPG). O congresso contará ainda com a III Mostra Científica da ANPG, onde pós-graduandos de todo o Brasil poderão apresentar suas pesquisas. Leia aqui o edital da Mostra

 

No último dia do Congresso será ainda eleita a nova diretoria da ANPG e arovadas as resoluções para orientar as ações da próxima gestão da entidade.

 

São possíveis delegados(as) ao CNPG todos os pós-graduandos regularmente matriculados em cursos de pós-graduação no Brasil (stricto e lato sensu). Os delegados(as) são eleitos em reunião da Associação de Pós-graduandos APG) de cada instituição de ensino (ou comissão pró-APG, ou seja, comissão de 10 estudantes comprometidos em  fundar a APG). A eleição dedelegados(as) respeitará a seguinte proporção:

 

a) no caso dos estudantes de cursos stricto sensu: 3 (três) delegados para os primeiros 200 (duzentos) pós-graduandos, sendo acrescido 1 (um) delegado para cada porção posterior de 200 (duzentos) pós-graduandos ou fração.

 

b)no caso dos estudantes de cursos lato sensu: 3 (três) delegados para os primeiros 1000 (mil) pós-graduandos, sendo acrescido 1 (um) delegado para cada porção posterior de 2000 (dois mil) pós-graduandos ou fração.

 

Para cada delegado poderá ser eleito um suplente, que retirará sua credencial de delegado apenas em caso de ausência deste.

 

Onde houver cursos à distância, a eleição dos delegados deverá ser comunicada 15 dias antes do Congresso à Diretoria da ANPG, que deverá acompanhar o processo de eleição desses delegados.

 

Os diretores da ANPG são delegados natos ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos e todos os delegados inscritos têm direito à voz e voto nas discussões e deliberações do Congresso. Os convidados, na condição de observadores, têm direito a voz. 

 

Credenciamento

 

O credenciamento deverá ser feito junto à comissão organizadora no local do encontro até as 14 horas do dia 17 de abril (dia anterior a plenária final). Para efetuá-lo, serão necessários os seguintes documentos:

 

a)  Ata de eleição de delegado(a), realizado pela APG ou Comissão de Pró-APG (comissão de 10 integrantes);

Modelo de Ata de eleição de delegado

Modelo de Ata de Fundacao da Comissão Pró-APG

 

b)  Ata de Posse da Diretoria Vigente da APG;

 

c)  Comprovantes de matrícula de todos os delegados;

 

d) Comprovante oficial do número de alunos da instituição.

 

Valores: credenciamento e mostra

O valor do credenciameno paradelegados eou observadores qu participarõ do XXIII CNPG é o mesmo: custa R$ 100 (cem reais) e dá direito a hospedagem e hotel, alimentação, traslado e participação em todas as atividades culturais promovidas pela oganização do congresso. Os participantes do Rio pagam R$ 50,00 (cinquenta reais) e terão direito a alimentação, traslado (do Centro do Rio até a UFRJ, campus Fundão) e às atividades culturais.

 

Já a inscrição de trabalhos para a III Mostra Científica da ANPG custa R$ 20 (vinte reais), independente se o trabalho em questão será selecionado ou não. Este valor será descontado do credeciamento ao congresso em si.

 

Programação

 

Na quinta feira (15 de abril), será iniciado o credenciamento do XXII Congresso da ANPG. Além disso, também o alojamento e a recepção aos delegados e participantes do Congresso.

 

Na sexta e no sábado (16 e 17 de abril) acontecerão debates, grupos de discussão, mostras, passeios e atividades culturais.

 

No domingo (18 de abril) será o momento de aglutinar todas as propostas debatidas no congresso e encaminhar as resoluções dos pós-graduandos à próxima gestão da ANPG. Além disso, será também eleita a nova diretoria da ANPG.

 

Participe do Congresso Nacional de Pós-graduandos! Faça parte da história da ciência no nosso país!  

 

Dúvidas: 11 5081-5566 ou [email protected]

 

Leia também o EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO XXII CONGRESSO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro prazo de inscrição para a 62ª Reunião Anual da SBPC, que oferece descontos maiores, foi prorrogado até hoje, dia 23 de fevereiro. Sócios da SBPC, nas categorias de estudantes de ensino superior e/ou professores da educação básica ou técnica e/ou sócios de sociedade associada, pagam R$ 20,00; professores de ensino superior e outros profissionais pagam R$ 50,00. Não sócios da SBPC pagam R$ 40,00 e R$ 100,00, nas respectivas categorias.

Já quem se associar à SBPC até 21 de fevereiro terá isenção na taxa de inscrição. Paga apenas pela anuidade: R$ 60,00 (estudantes, professores da educação básica ou técnica e/ou sócios de sociedade associada) ou R$ 110,00 (professores de educação superior e demais categorias), e tem ainda a vantagem de receber gratuitamente assinaturas da revista Ciência e Cultura e do Jornal da Ciência.

O evento será realizado de 25 a 30 de julho próximo, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN), e terá como tema “Ciências do Mar: herança para o futuro”. Mais informações e inscrições no site www.sbpcnet.org.br/natal.

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos, em parceria
com o Ministério da Ciência e Tecnologia, lançou o Projeto
Memória ANPG. Ao longo de 2009, uma equipe de pesquisadores
vai passar a limpo a trajetória do movimento dos pósgraduandos
no Brasil.

Ajude a ANPG a contar esta história de lutas, debates e
conquistas. Se você já participou do movimento de pósgraduandos,
há várias formas de colaborar: grave ou conceda
seu depoimento, escreva sobre suas experiências, doe ou
empreste materiais. Sua participação vai integrar a revista e o
livro a serem publicados ao fim da pesquisa.
 

Entre em contato com o projeto: memó[email protected]

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro, disponibiliza uma bolsa de pós-doutorado no valor de R$ 6 mil, com duração de dois anos e destinada a profissional da área da matemática que tenha obtido o título de doutor até 31 de março de 2006.

 

Os interessados devem enviar a documentação até o próximo dia 31 de março para o e-mail [email protected]

 

O Impa pede a lista de publicações do candidato, o título da tese de doutorado com o nome do orientador e os dados da instituição na qual obteve a titulação. Também são necessárias cartas de recomendação redigidas por três matemáticos renomados.

 

Mais informações no endereço: http://www.impa.br/opencms/pt/pesquisa/postdoc/opening.html

(Assessoria de Comunicação do MCT)

Fórum incluirá debates sobre o sistema de CT&I e Saúde e sobre os mecanismos de financiamentos de projetos de CT&I

O Fórum Nacional promovido pelo Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e pelo Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de CT&I acontecerá nesta quinta (25) e sexta-feira (26/2), no Pirâmide Natal Resort & Convention, na capital do Rio Grande do Norte.

 

A programação do encontro inclui o lançamento da Agenda de Convergência das Ações de CT&I para Inclusão Social do Rio Grande do Norte, bem como debates sobre a 4ª Conferência Nacional de CT&I, que acontece em maio.

 

Durante o fórum, será promovido um painel sobre o Sistema Nacional de C&T e Saúde, com a participação do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães; do Consultor do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde, Fernando Cupertino; e do presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Antônio Carlos Figueiredo Nardi.

 

Haverá também painel sobre as agências financiadoras de projetos de CT&I, com a presença de representantes do CNPq, da Finep, do BNDES, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia.

 

Os debates serão mediados pelo presidente do Consecti, René Teixeira Barreira; pelo presidente do Confap, Mário Neto; e pelo presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de CT&I, Silvio Ramos.