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No último mês, estudantes de pós-graduação bolsistas da FAPESB tiveram suas bolsas atrasadas, sob a justificativa de cortes na agência oriundos dos cortes orçamentários realizados no Ministério da Educação (MEC) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Diante deste quadro, e como resultado da ação contínua da Comissão de Mobilização da APG/UFBA, com passadas nos programas e participação no calendário de greve da UFBA, os/as estudantes encaminharam a construção de um ato na Fapesb contra os atrasos das bolsas, com protocolo de um ofício solicitando posição pública da agência sobre a situação das bolsas, dos cortes e de questões referentes ao contrato (retirada da cláusula que exige dedicação exclusiva dos estudantes, impedindo-os de exercer atividade docente remunerada durante os anos de vigência do contrato). Além desta, foi encaminhada uma nova Assembleia Geral, com a pauta “Indicativo de greve dos/as estudantes da pós-graduação”.

No ato, realizado no último dia 23, fomos recebidos por diretores da agência, que informaram que o Governo do Estado da Bahia direciona à agência de pesquisa 1% de seu orçamento anual (91,2 milhões, em 2014), e que com os cortes orçamentários nacionais, resultado da política de austeridade imposta pelo governo federal/Plano Levy, este valor foi reduzido à metade. Tal condição impacta na concessão de novas bolsas e no atraso do depósito das já vigentes.

Para os/as estudantes, estes cortes impactam diretamente no funcionamento dos programas de pós-graduação e na pesquisa, já que além destes cortes no MEC e MCTI, os/as estudantes já haviam sido surpreendidos, na semana passada, por um corte de 75% nas verbas da PROAP (Programa de Apoio à Pós-graduação).

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Segundo o diretor científico da FAPESB, Sr. Saulo Carneiro, apesar do contingenciamento nas verbas anuais repassadas pelo Estado, não haverá cortes nas bolsas, e sim a não realização de novas bolsas a partir de 2016, se a situação econômica permanecer como está ou se aprofundar. Este também se comprometeu a lançar documento oficial da FAPESB explicando a situação aos bolsistas e se dispondo a resolver as questões pendentes, o que significa regularizar o pagamento das bolsas e discutir na diretoria as nossas pautas sinalizadas no oficio, a saber, retirada da cláusula do Termo de Outorga que exige dedicação exclusiva dos estudantes e a dilatação dos prazos de bolsas e relatórios pelo período de vigência da greve das IFES.

Encerramos a reunião com o protocolo do ofício junto à diretora financeira e com o aguardo de uma nova reunião para debater as pautas e garantir que as reivindicações dos/as estudantes sejam atendidas.

A APG UFBA e sua Comissão de Mobilização, em conjunto com os/as estudantes dos programas seguirão mobilizados, na luta contra os cortes orçamentários e pela sua reversão, em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, e em defesa dos direitos dos/as pós-graduandos/as.

Clara Lima, pela Comissão de Mobilização da APG UFBA

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No dia 26 de julho (domingo), teve início o 1º Fórum da Juventude do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da OCX – Organização da Cooperação de Xangai (Índia, Cazaquistão, Quirguistão, China, Paquistão, Rússia, Tadjiquistão e Uzbequistão), em Ufa, na Rússia.

O objetivo do encontro – realizado pela União Russa da Juventude e que conta com a participação de representantes de comunidades jovens sociopolíticas, econômicas e científicas de todos os países-membros do grupo – é consolidar relações entre os países que compõe o bloco, no âmbito da juventude e, em especial, nas áreas de mobilidade acadêmica e cooperação científica e tecnológica. Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que compõe a delegação brasileira na reunião em Ufa, contribuirá para as discussões no que tange a defesa da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação “como eixos estruturantes para nações que pretendem se desenvolver de forma soberana e sustentada social, ambiental e economicamente. Outro ponto a ser levantado será a importância da cooperação cientifica e tecnológica para inovação entre os países que compõe o bloco”, afirma.

Os jovens, com idade entre 20 e 35 anos, discutiram os resultados da Cúpula do Brics e a elaboração de um roteiro de trabalho para projetor conjuntos, além de propor a eliminação do regime de vistos entre os países-membros de ambos os grupos, o que traria maior intercâmbio cultural entre as nações. Um “Banco de Ideias” para projetos de inovação também foi um projeto defendido.

Na programação, painéis sobre diplomacia pública, cooperação cultural, humanitária e migração, além de ciência e tecnologia e empreendedorismo juvenil. No dia 21, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), órgão de crédito multilateral, criado pelas potências emergentes como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, iniciou, oficialmente, suas atividades. A implantação do órgão surgiu da necessidade de os países do BRICS desempenharem um papel mais relevante nas organizações multilaterais criadas após a Segunda Guerra Mundial.

Além de representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos, integram a comitiva brasileira da reunião, que acontecerá até dia 29, membros da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da linha de pesquisa sobre o BRICS do grupo de estudos “Movimentos Antissistêmicos”, da Universidade Paulista (UNIP) e do CNPq.

Da redação, com informações da UNE

Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participa da mesa "Avaliação do programa Ciência sem Fronteiras" durante a 67a RA da SBPC. Além dela, compunham a mesa Adalberto Luís Val (CAPES) e Geraldo Nunes Sobrinho (CNPq).
Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participa da mesa “Avaliação do programa Ciência sem Fronteiras” durante a 67a RA da SBPC. Além dela, compunham a mesa Adalberto Luís Val (CAPES) e Geraldo Nunes Sobrinho (CNPq). Foto: Bruno Bou

Durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi apresentada uma avaliação preliminar do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) pela CAPES e CNPq, que afirma que o programa cumpriu sua meta de conceder mais de 100 mil bolsas em quatro anos e mais de 30 países de destino, com estudantes de cerca de 15 áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do Brasil, como engenharia, tecnologia e saúde.

Durante a abertura da reunião anual, Tamara Naiz presidenta da ANPG, discorreu sobre o assunto, afirmando que, apesar dos avanços, a juventude ainda quer mais: “Reconhecemos os avanços nos últimos anos quanto à educação e aos programas de incentivo à pesquisa, porém queremos mais possibilidades. Reafirmamos nossa luta contra os cortes, por mais avanços. E queremos respostas com uma agenda de investimentos no setor, já que a Ciência é o principal meio para gerar riqueza e dignidade à população brasileira”, afirmou.

A segunda fase do programa foi anunciada em junho de 2014 pela presidenta Dilma Rousseff, com a promessa de um maior equilíbrio da oferta de bolsas entre as modalidades. Até o momento, a graduação foi a área mais contemplada pelo programa de intercâmbio, com cerca de 78% das bolsas.

A ANPG continua na luta pela ampliação da pós-graduação no programa, pela abertura de vagas para a área de humanas e pela abertura de oportunidades junto aos países em desenvolvimento, em especial os membros do BRICS, América Latina e África.

Da redação com informações da CAPES

A Defesa do SUS é o centro do debate da Conferência Livre de Saúde
O Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNGPS) vinculado à ANPG é um espaço para debates e articulações do movimento dos pós-graduandos em saúde. No intuito de ampliar cada vez mais seus espaços de diálogo com o conjunto de pós-graduandos da área da saúde, o FNPGS estará à frente de duas atividades no período pré-congressual do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – o Abrascão 2015. São elas a roda de conversa Formação e Direitos dos Pós-Graduandos em Saúde: Nossos Principais Enfrentamentos no Cotidiano, no dia 27 de julho; e aPlenária do Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, no dia 28, durante as atividades pré-congressuais do Abrascão
+ Confira a programação completa do 11º Abrascão
Para potencializar e dinamizar a participação dos representantes discentes dos diversos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e de áreas afins, bem como de demais estudantes interessados, foi elaborado um formulário eletrônico para a realização do mapeamento de estudantes interessados nas discussões. As atividades da ANPG são gratuitas e não exigem pré-inscrição. Os interessados devem escrever para as representantes Lúcia Guerra ([email protected]) e Manuelle Matias ([email protected]). Para as atividades congressuais só poderão participar os estudantes inscritos.
Entre os temas a serem discutidos, estão a avaliação discente nos programas de Pós-Graduação, o esgotamento dos modelos produtivistas, entre outros.“Estamos apostando nesses encontros durante o Congresso para fortalecer mais nossa articulação junto aos pós-graduandos em saúde, principalmente nesse cenário de crise orçamentária na pós-graduação”, diz Manuelle Matias, representante discente no Fórum de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e mestranda do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj). No decorrer do Congresso haverá ainda outras atividades de mobilização a serem pactuadas com o conjunto de pós-graduandos presentes no Congresso.
Confira as atividades propostas pela representação estudantil de Pós-Graduação durante o Abrascão 2015:
Segunda-feira, 27 de julho 
Roda de Conversa: Formação e Direitos dos Pós-Graduandos em Saúde: Nossos Principais Enfrentamentos no Cotidiano 
Proponente: Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, ANPG
Coordenador: Dalmare Anderson – ANPG (AL)
Coordenadora: Lúcia Dias da Silva Guerra – FSP/USP (SP)
Coordenadora: Manuelle Maria Marques Matias – UERJ (RJ)
Coordenador: Lenilton Silveira – ANPG (RN)
Coordenadora: Mariana Bertol – FSP/USP (SP)
Terça-feira, 28 de julho de 2015
Plenária do Encontro Nacional de Pós-Graduando em Saúde 
Proponente: Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, ANPG
Coordenador: Dalmare Anderson – ANPG (AL)
Coordenadora: Lúcia Dias da Silva Guerra – FSP/USP (SP)
Coordenadora: Mariana Borges – USP (SP)
Coordenadora: Flávia Cavalcante – Fórum de Graduação em Saúde Coletiva
Mantenha-se em contato com a sua representação. Conecte-se e participe dos canais:
Site da Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG
Grupo do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (Facebook)
E-mail: [email protected]
Grupo no Gmail: [email protected]
E-mail: [email protected]
Grupo no Gmail: [email protected]

Fonte: Abrasco

O 4o Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, que aconteceu entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), reuniu uma vasta programação que foi desde debates sobre Financiamento da Ciência Brasileira, até uma mostra científica, duas conferências e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educaçao e C,T&I e contra a redução da maioridade penal. Além disso, houve também atividades culturais como um sarau, show da Liga do Funk e Preta Rara e um arraial em comemoração aos 29 anos da entidade, comemorados no domingo (12). O evento ocorreu concomitantemente à programação da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Fique por dentro de como foram as atividades do 4o Salão da ANPG!

Ampliar as fontes de investimento em ciência e pesquisa é “ordem do dia”

Uma mesa “de peso” deu início aos debates da programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG , na tarde desta segunda-feira (13).

A abertura contou com a intervenção de um ator interpretando o físico Albert Eistein (1879 – 1955), falando da importância da imaginação, intuição, mistérios do universo e, claro, da importância da ciência e da pesquisa para desvendá-los.

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Pluralidade e troca de conhecimento fazem a Mostra Científica da ANPG
A Mostra Científica do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizada na segunda e terça-feira (13 e 14), reuniu pós-graduandos, graduandos e professores universitários que apresentaram trabalhos de diversas áreas do conhecimento e promoveram uma verdadeira troca de conhecimento. Além disso, os debates, surgidos a partir da apresentação dos trabalhos, contribuíram para a pluralidade e para o pensamento crítico e construtivo da educação.
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Soberania Nacional é discutida durante debate sobre reposição do FNDCT

Na manhã do segundo dia (14) de programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, um debate posicionado estrategicamente gerou sentimento de que lutas importantes devem ser travadas para garantir mais investimentos na área de Ciência e Tecnologia.

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Conferência com ministro de C,T&I atrai grande público no 4º Salão da ANPG

Na tarde dessa terça-feira (14), a Tenda da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) do 4º Salão Nacional de Iniciação de Divulgação Científica, teve lotação máxima ao receber mais um importante atividade da programação. Dessa vez, uma conferência com tema “Desafios e Perspectivas para o Financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, Aldo Rebelo.

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“Esse ajuste tem que parar! Sou estudante e quero pesquisar!” – ato contra os cortes na Educação e C&T percorre os espaços da SBPC

No início de quarta-feira (15), pós-graduandos, graduandos e secundaristas uniram-se em um ato político, com o mote “Contra os Cortes, Por Mais Democracia e Mais Direitos”. O ato percorreu espaços da 67ª Reunião Anual da SBPC e foi realizado durante o 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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16º Encontro Nacional de Jovens Cientistas é realizado durante o 4º Salão de Divulgação Científica

“Mão na massa”! Foi assim que Franklin Rumjanek , biólogo e pesquisador do Instituto Ciência Hoje, definiu a forma de propagar a Ciência para a juventude e sociedade no geral.

Para ele, o convite para participar do “16º Encontro Nacional de Jovens Cientistas – a Juventude com Ciência: As várias formas de transformar o Brasil”, foi bastante pontual, já que desde quando o Instituto lançou o primeiro produto para a divulgação Científica, o objetivo era cooperar com o desenvolvimento do país. Segundo ele, era uma ação revolucionária, já que uma pessoa engajada com a Ciência é também engajada na sociedade e promove transformações significativas.

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A Defesa do SUS é o centro do debate da Conferência Livre de Saúde

Na manhã dessa quarta-feira (15), a tenda da ANPG, montada na Universidade Federal de São Carlos, ficou tomada por profissionais, estudantes, pós-graduandos e especialistas de entidades ligadas à saúde para participar da Conferência Livre De Juventude Preparatória para a 15ª Conferência Nacional de Saúde.

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Atividade em intensa construção

“Para a sociedade, no geral, o cientista é o máximo!”, disse Marcia Cançado, professora titular da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) , durante o quarto dia de programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), realizado na última quinta-feira (16), no debate com o tema “A popularização e divulgação da Ciência como Propulsoras da Inclusão Social e Produtiva”.

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Por um PAC pela educação

Um debate com ex-presidentas da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandas) – Soraya Smaili e Luana Bonone – e o vice-presidente da entidade, Cristiano Flecha, ampliou a discussão sobre o lema “Pátria Educadora”, adotado pelo governo federal nesse período. As questões abordadas levaram em conta a conjuntura atual e a necessidade de envolver a Ciência, para o alcance pleno dos objetivos a que ele propõe.

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Reunião da Diretoria da ANPG em São Carlos define lutas e atividades do próximo semestre
No domingo (12), dia de comemoração para a Associação Nacional de Pós-Graduandos, já que a entidade completou 29 anos de trajetória, também deu-se o início da programação do seu já tradicional Salão Nacional de Divulgação Científica, com a reunião da diretoria plena para definir a próxima agenda de lutas, os desafios para o segundo semestre, apresentação das atividades do evento, entre outras definições.
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ANPG participa da abertura da 67ª Reunião da SBPC
Na noite de ontem (12) foi aberta oficialmente a 67ª Reunião Anual da SBPC, que acontece até sexta-feia (18) na Universidade Federal de São Carlos. A cerimônia contou com a participação de um grande número de dirigentes das áreas de C,T&I e Educação, as entidades estudantis ANPG (Associação Nacional de Pós Graduandos) e UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas) e os ministros da Educação, Renato Janine e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo.
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ANPG entrega carta de reivindicações ao Ministro Aldo Rebelo durante a 67a RA da SBPC
Durante a conferência, a ANPG e o Cômite São Carlense em defesa da Educação, entregaram uma carta ao Ministro, com diversas reivindicações das entidades, destacando os necessários reajustes anuais de bolsas e taxação das grandes fortunas, evitando os cortes praticados pelos ajustes fiscais.
Tamara Naiz, presidenta da ANPG, questionou o ministro sobre qual a agenda de investimento para pesquisa, ciência e inovação, já que por conta do tamanho e disponibilidade de recursos naturais no país, é injustificável não existirem mais incentivos.
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ANPG tem moções aprovadas em carta oficial da SBPC
Na quinta-feira (16), quarto dia de programação da 67º Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), foi realizada a Assembleia Geral Ordinária dos Sócios da SBPC.
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Da Redação

*Por Aldo Rebelo

No lugar mais apropriado, a 67.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que se realizou esta semana na Universidade de São Carlos (SP), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou uma pesquisa sobre a percepção que o brasileiro tem do universo científico.

O resultado não poderia ser mais animador: a visão dos entrevistados é positiva e otimista. E indica que a Ciência e a Tecnologia (C&T) devem ser mais financiadas e incentivadas, porque são fatores de melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Executada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos e MCTI, a pesquisa “Percepção pública da ciência, tecnologia e inovação no Brasil – 2015” ouviu 1.962 brasileiros de todas as regiões do país, a partir de 16 anos. A tabulação completa está em http://percepcaocti.cgee.org.br.

Os brasileiros dizem se interessar tanto pelos temas científicos e tecnológicos quanto por religião – nada menos que 78% priorizam essas áreas de interesse. Um dado inspirador é o do reduzido acesso a informações qualificadas. A maioria informa-se pela TV. A visualização direta da atividade científica, em feiras, olimpíadas e museus, ainda é baixa.

Reforça-se assim o desafio de o Brasil investir não só em pesquisas, como também na criação de uma mentalidade científica. Um país em que a população tem acesso precoce à Ciência, sobretudo os estudantes, gera mais Ciência. Desse horizontalismo da curiosidade muito precisamos para formar pesquisadores voltados para a solução dos problemas nacionais.

A face mais popular da Ciência, e de suas aplicações, é a que desvenda o mundo, cria vacinas, cura doenças, inventa utensílios. Mas sua vertente econômica é essencial ao progresso de um povo. A grande tarefa do Brasil nesse campo é aumentar a capacitação em tecnologia e inovação na indústria e no setor de serviços, para gerarmos mais competividade, emprego, renda, imposto – e assim aumentar o desenvolvimento em benefício de todos.

*Aldo Rebelo é jornalista. Foi eleito deputado federal pelo PCdoB-SP por cinco mandatos consecutivos (1989 a 2011). Membro do PCdoB desde 1977. Em 2004/2005 foi ministro de Relações Institucionais do governo Lula. Presidente da Câmara dos Deputados entre 2005/2007. Ministro do Esporte no primeiro mandato do Governo Dilma e atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

**Artigo originalmente publicado no Portal Vermelho

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores. 

Por Gabriel Nascimento*

Poucas vezes na história do Brasil grandes fenômenos sobreviveram durante muito tempo. Somos um país de governismo, onde os extremos são problemáticos. Vejam só os dois partidos que representam, respectivamente, as forças de esquerda e de direita, PT e PSDB. Suas defesas, embora ideológicas, são comedidas. De um lado, a defesa da taxação das grandes fortunas precisa se encontrar com a defesa do ajuste fiscal, para o bem e para o mal. Do outro, o golpismo latente se encontra com a reminiscência da história mal resolvida de um partido que surgiu querendo ser novidade, se tornou o maior representante da burguesia rentista atrasada e da classe média moralista e ascética, sendo que, não por acaso, mesmo as defesas de extrema direita nesse tal partido (como a cobrança de mensalidade nas universidades por quem ganha mais) precisam contrastar a tentativa do partido de ser um partido popular de massas – cheirosas. Fenômenos não duram muito porque sempre estão alijados dos meios e apegados aos extremos.

Eduardo Cunha é um fenômeno na história política brasileira. O ex-tesoureiro ligado a PC Farias, agora presidente da Câmara, não entendeu o governismo brasileiro. Ao mesmo tempo em que há golpes em andamento, qualquer passo além das possibilidades pode significar uma armadilha. O golpe branco (porque parecido com o colonizador) é aquele em que os golpistas não se declaram tão abertamente golpistas, como o faz Cunha. Em alerta, o deputado rompe pessoalmente, como se fosse uma criança bruta, com o governo. Confunde a Câmara dos deputados com a mesa de bar, acusa o governo e se isola. Tudo isso por ser acusado de receber uma propina milionária. Como talvez não saiba que os golpistas no Brasil nunca se autodeclararam abertamente, Eduardo Cunha talvez tenha infringido a primeira regra de nossa história golpista. A segunda regra é que, se declarando abertamente, ele desmoraliza o golpe branco em andamento. Inclusive a oposição começa a perceber o quanto um golpe branco seria problemático eleitoralmente para a própria oposição. Se o juiz do impeachment é um deputado que recebeu 5 milhões em propina, então precisamos julgar primeiro o juiz. Depois disso talvez a cabeça de Dilma volte a virar alvo.

Tanto a governabilidade quanto o golpismo no Brasil precisam ser discretos. Não há receita, nem remédio. Cid Gomes gritou as palavras que todos queríamos gritar e se despediu da esplanada naquela mesma hora. Quebrou ali a discrição do governismo. Eduardo Cunha e Aécio fazem um papel patético em achar que a ruptura democrática terá adesão da maior parte da população brasileira. Vociferam o golpismo, quebrando a tradição republicana discreta do golpismo praticado pelo legislativo. Mesmo as pesquisas que demonstram a pouca popularidade da presidenta, são pesquisas que mostram que a popularidade dela se mantém entre os mais carentes. Aventuras ainda são um perigo para a cabeça governista do brasileiro. Na década de 90, a eleição entre Collor e Lula derrotou o sapo barbudão porque ele representava uma “aventura”, uma ameaça à instabilidade como demonstram pesquisa ampla de cientistas políticos. Tanto o proletariado quanto as faixas de subproletários são muito conservadores. Para eles, a aventura pode ser muito perigosa. A classe média, essa sim golpista e aventureira, tem um problema muito forte de moralidade. O conservadorismo dela não engole um Eduardo Cunha. O que resta a Cunha é a população evangélica.

O estilo autoindulgente do deputado Eduardo Cunha vai ter que lidar com os entraves da história. Ninguém é maior que a República, seja ela o que for, e não vivemos no parlamentarismo. O pau que bate em Chico, bate em Francisco e em Eduardo Cunha.

*Gabriel Nascimento é diretor da Associação Nacional de pós-graduandos, mestrando em Linguística Aplicada e presidente da APG UnB

**Artigo originalmente publicado no Agência Popular

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores. 

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Fotos: Bruno Bou

No início de quarta-feira (15), pós-graduandos, graduandos e secundaristas uniram-se em um ato político, com o mote “Contra os Cortes, Por Mais Democracia e Mais Direitos”. O ato percorreu espaços da 67ª Reunião Anual da SBPC e foi realizado durante o 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Os presentes reuniram-se em uma marcha que saiu da tenda da ANPG, em frente ao prédio AT9 da UFSCar, e caminhou até a ExpoT&C (mostra de ciência, tecnologia e inovação). No evento, as entidades estudantis – ANPG, UNE, UBES, UEE e UPES -, munidas de bateria, microfone e caixa de som, caminharam por entre os estandes com palavras de ordem, como “Do corte, do corte, do corte eu abro mão. Eu quero mais dinheiro pra Ciência e Educação” e “Esse ajuste tem que parar! Sou estudante e eu quero pesquisar!”.

Dentro da feira, os manifestantes pararam em frente ao stand do Ministério da Educação, onde a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, disse: “Esse é um dos ministérios mais afetados pelos cortes de verbas do orçamento de 2015. Estamos aqui para dizer que as entidades estudantis brasileiras são contra o ajuste e os cortes de verba, principalmente para a Educação e a Ciência, porque acreditamos que não é com cortes que se constrói o futuro desse país. Não vamos deixar que cortem as nossas oportunidades e sonhos!”. Na ocasião, Tamara aproveitou para chamar a atenção da CAPES para a questão das verbas do PROAP. “Nós queremos a PROAP a cem por cento, nada menos do que isso!”

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Angela Meyer presidenta da UPES, completou dizendo que: “Não é reduzindo a maioridade penal que vamos transformar a realidade do nosso país. Por isso somos contra qualquer tipo de corte que impeça os investimentos na educação, nas estruturas, na assistência estudantil e na pesquisa”.

O cortejo percorreu toda a feira científica, parando também em frente do stand do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do CineFinep, até percorrer a sessão de pôsteres, onde estudantes expunham seus trabalhos. No local, o movimento estudantil novamente gritou palavras de ordem e a presidenta da ANPG falou novamente sobre os cortes orçamentários: “Levy, guarde sua tesoura, não corte nossos sonhos!”.

Por todo o caminho, diversas pessoas pararam para ouvir as pautas do movimento, e muitas cantaram junto as palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, como “Tira a tesoura da mão, investe na educação!”.

Após percorrer toda a ExpoT&C, o ato foi conduzido até a frente da área de alimentação da RA da SBPC, onde novamente discursaram. Leonardo Mendozza, diretor da ANPG, pontuou a questão dos cortes nas bolsas do Programa de Doutorado Sanduíche (PDSE), da CAPES, e dos estágios no exterior para pós-graduandos: “Por conta dos cortes orçamentários, os pós-graduandos não podem mais fazer estágio no exterior e atrasam suas pesquisas. Precisamos questionar a presença de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda”. Já Giovanny Kley, também diretor da Associação, pontuou a questão da redução da maioridade penal. “O Governo, ao invés de investir em pesquisa e educação, quer investir em cadeias!”, afirmou Kley.

Ao fim do cortejo, aconteceu um “pipaço”. Os manifestantes soltaram pipas e balões como referência à juventude que “quer voar” e está sendo impedida por conta dos cortes no orçamento da Educação, Ciência e Tecnologia.

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O IV Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG vai até sexta-feira (17).

Por Magdalena Bertola, de São Carlos

A Associação Nacional de Pós-graduandos foi surpreendida no dia de hoje com o contingenciamento de aproximadamente 75% do orçamento do Programa de Apoio à Pós-graduação (PROAP), sem qualquer contato ou diálogo prévio com a entidade representativa do conjunto de pós-graduandos brasileiros. O programa é responsável pelo custeio da pós-graduação brasileira. O corte em seu orçamento impossibilita a mobilidade de pesquisadores, a divulgação científica e as demandas assumidas pelos programas de pós-graduação no sentido de ofertar melhores condições de pesquisa aos pós-graduandos.

A ANPG repudia o corte em nesta área estratégica que deveria estar na centralidade das políticas em um país que historicamente investe muito pouco na formação de especialistas, visando a formação de recursos humanos qualificados. Temos entrado em contato, muitas vezes sem resposta, com a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) buscando colocar o financiamento da pós-graduação, ciência e tecnologia como um dos temas centrais do principal lema do governo – Pátria Educadora – no interesse de atender às metas ousadas do Plano Nacional de Educação. Sendo o PROAP o custeio da pós-graduação, um recurso ainda insuficiente para as metas que o Brasil deve atingir, o corte em seu orçamento tanto dificulta quanto impossibilita a geração de quadros funcionais para a qualificação de recursos humanos em nível avançado no Brasil.

A ANPG repudia veementemente esse corte. Ele é absolutamente inaceitável. Ainda mais pelo fato dele ser o produto de uma política de ajuste fiscal que esta trazendo a recessão econômica para o pais. Em um momento de crise econômica é justamente o contrário que o deveria ser feito, por isso nos dirigimos à presidente Dilma Rousseff para que reverta o corte orçamentário do MEC e recomponha as verbas do PROAP e demais programas do MEC que vem sendo afetados pelo ajuste fiscal.

São Paulo, 10 de julho de 2015