Category

Notícias

Category

As ações do Comitê em Defesa da Educação Pública e Gratuita contra a aprovação da PEC 395/14 têm tido boas respostas em Mato Grosso. Após diversas manifestações por meio de material gráfico, cartas, ato no aeroporto, contato com as assessorias, entrevistas e debate realizado na manhã dessa segunda-feira, 09/11, três deputados federais já se manifestaram e devem votar contra a PEC no segundo turno – dois deles foram favoráveis na primeira votação.

A PEC 395/14 altera a redação do inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, que garante gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. Se aprovada, o novo texto determinará a “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária”. Para o Comitê, esse pode ser um caminho sem volta para a cobrança, em breve, de outros cursos, inclusive de graduação.

“Não é uma coisa simples. Alguns deputados chegaram a colocar como se fosse ‘só a pós-graduação’. Mas essa é a expressão do aprofundamento dessa política de privatização da universidade pública”, disse o presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind), Reginaldo Araújo, durante o debate sobre “Educação Pública e Gratuita, e PEC 395/14, realizado nessa segunda-feira no Sindicato.

Somente o deputado Ságuas Moraes (PT) compareceu. Ele se declarou contrário à aprovação da PEC, mantendo sua posição na votação da proposta em primeiro turno.

Por meio da assessoria, o deputado Carlos Bezerra (PMDB) desculpou-se pela ausência, e garantiu que seu voto mudará no segundo turno de votação da PEC 395/14. Agora ele será contrário à sua aprovação. “O PMDB tem um histórico de luta em defesa da educação pública”, informou seu assessor.

O deputado Valtenir Pereira (PROS) havia confirmado presença no debate, mas devido ao atraso em outra agenda, não conseguiu chegar a tempo em Cuiabá. No entanto, ele se colocou à disposição do Comitê e agendou reunião para a manhã da próxima sexta-feira, 13/11. Valtenir também votou favorável à PEC 395/11 e o Movimento está confiante de que ele mudará seu voto no segundo turno.

Também foi contrário à PEC 395/14, no primeiro turno, o deputado Ezequiel Fonseca (PP). Dessa forma seriam, até o momento, quatro deputados favoráveis e quatro contrários. O Comitê continuará desenvolvendo ações para que os parlamentares que votaram a favor da PEC se manifestem e, se possível, reconsiderem seus votos.

Durante o debate na Adufmat-Ssind, Ságuas afirmou que sua trajetória como estudante do curso de medicina da UFMT é o motivo que orienta seu voto contrário à PEC 395/14. “Eu estudei na universidade federal, até mesmo porque não podia pagar um curso particular. Participei de várias mobilizações estudantis contra privatizações e terceirizações que ajudaram a fortalecer a universidade”, ressaltou.

Ele destacou que a maioria dos estudantes de pós-graduação é recém formado e ainda não tem estabilidade financeira para pagar o curso.

A representante do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da UFMT (Sintuf/MT), Elisete Hurtado, solicitou o deputado que intervenha junto aos seus pares para que não aprovem a PEC.

Para o parlamentar, há condições de reverter a aprovação da PEC 395/14 na Câmara. “A maioria dos deputados que votou favorável foi pego de surpresa, não teve a oportunidade de debater a proposta e refletir sobre seus efeitos”, afirmou.

Em sua intervenção, o professor da UFMT, Roberto Boaventura, destacou que a lógica de privatização do Estado é sustentada desde o governo Collor no Brasil, e solicitou que o deputado também transmita ao ministro Aluízio Mercadante o descontentamento dos trabalhadores da educação após quase cinco meses de greve sem ser recebidos pelo responsável pela pasta.

Nove entidades fazem parte do Comitê em Defesa da Educação Pública e Gratuita: ADUFMAT, DCE/UFMT, SINTUF/MT, APG/UFMT, ADUNEMAT, SINASEFE/MT, SESDIFMT, SINTRAE/MT, FITRAE MT/MS

A ANPG defende a educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil, e tem se posicionado veemente contra a PEC 395/14 e empreende lutas por mais direitos para as pós-graduandas e pós-graduandos.

Fonte: O Documento

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deve ir à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (11) para prestar esclarecimentos sobre como o governo pretende cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) diante das trocas de condução da Pasta e dos cortes orçamentários previstos para o ano que vem. A reunião foi solicitada por deputados da Comissão de Educação.

Mercadante é o terceiro ministro a ocupar o cargo este ano. Antes dele, o ministério foi comandado por Cid Gomes e Renato Janine Ribeiro. Além do Mercadante, foi convidado para o debate o secretário-executivo do ministério, Luiz Cláudio Costa.

O deputado Caio Narcio (PSDB-MG), um dos autores do requerimento para a audiência, lista alguns dos problemas que o setor tem enfrentado e que serão abordados na reunião. “O número de universidades públicas que estão em greve, sucateadas, sem financiamento mesmo para contratar pessoas para limpar as salas; professores em greve; a finalização de vários programas no âmbito da educação, como o Ciência sem Fronteiras; a redução quase a zero do Pronatec; tudo isso está comprometido”, afirma o deputado.

Cortes já previstos
No orçamento enviado ao Congresso, o governo prevê pouco mais de 2 bilhões de reais para o programa Ciência sem Fronteiras, que oferece bolsas para estudantes brasileiros no exterior. O valor é a metade do que estava previsto para este ano.
O Pronatec, o programa de ensino técnico do ministério, também terá menos recursos em 2016: pouco mais de 1 e meio bilhão de reais, contra 4 bilhões em 2015.

O encontro está marcado para as 9h30, no plenário 10.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Nos termos do Regimento do 40º CONAP, a Comissão de Organização recebeu 96 pedidos de filiação e credenciamento de delegados. Conferidos os documentos exigidos, 70 organizações cadastradas, a saber:

DF Candido Mendes
DF UNB
GO ICB-UFG
GO PUC-GO
GO UFG
MS UEMS-PBA
MS UFGD
MS UFMS
MS UNIDER
MT UFMT
MT UNEMAT
AC UNINORTE
AP FATEC-MACAPÁ “APOENA”
AP UNIFAP
PA FIBRA
PA UFPA
BA FACTAE-Albert Einstein
BA UESB-Jequié
BA UESC
BA UFBA
BA UNIME
CE ATENEU
CE FIC
CE IFCE
CE INTA
CE UECE
CE UFC
CE UNIFOR
PB UFPB
PE CEFAPP
PE Fac Redentor
PE FACOL
PE FACOTUR
PE FAINTVISA
PE FATIN
PE FG
PE FIOCRUZ
PE FUNDAJ
PE IDOT
PE IMIP
PE Joaquim Nabuco
PE Nova Roma/FGV
PE Residentes-PE
PE UFPE
PE UFRPE
PE UNICAP
PE UPE
RN UFRN
PR CESUMAR
PR UEL
PR UNIOESTE
RS UFSM
SC UFSC
MG Estacio
MG IFNMG
MG Prominas
MG UFMG
MG UFOP
MG UFV
MG Unimontes
RJ Fiocruz
RJ UERJ
SP ICB-USP/Capital
SP IEA-USP/Capital
SP IMECC
SP IQ-USP/Capital
SP Saúde-USP/Capital
SP SENAC-SP
SP UFSCAR
SE UFS

 
Outras 26 estão com cadastro pendente. Os responsáveis pelas organizações abaixo listadas receberão comunicação individual sobre as irregularidades que deverão ser sanadas até o dia 10/11.

ES UFES
MG UFJF
MG UFLA
RJ IUPERJ
RJ PUC-RJ
RJ UENF
RJ UFF
RJ UFRRJ
SP UNESP-RC
SP UNIMAR
SP USP-RP
RJ UFRJ
SP FESP
SP Geografia-USP/Capital
SP USP-SANCA
BR FEPODI
MG UFU
PA UFOPA
RS IFRS
SC UNIDESC
SE UNIT
SP CENA-USP
SP ESALQ-USP
SP UNIMEP
SP UNINOVE
SP UNIFESP

 
Após o prazo de 10/11 as solicitações que não forem regularizadas serão indeferidas. Satisfeitas as pendências a Comissão Organizadora publicará a listagem final de Delegados e Suplentes devidamente pré-credenciados para o 40º CONAP.
Fique Atento!

A violência sexual contra mulheres nas universidades brasileiras será tema de audiência pública da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, a se realizar na próxima terça-feira (10), às 14h30. A iniciativa é da relatora da comissão, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que se ampara em dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres segundo os quais uma mulher é vítima de estupro a cada 12 segundos no país.

“Essa situação violenta os direitos humanos das mulheres, e gostaríamos de elaborar propostas e estratégias no sentido de enfrentarmos essa grave problemática”, argumenta Luizianne em seu requerimento.

O tema deverá ser discutido por 12 convidados. Entre eles, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; a ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino; os reitores das Universidades de São Paulo (USP) e de Brasília (UnB), Marco Antonio Zago e Ivan Marques de Toledo Camargo, respectivamente; a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral; e o procurador dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Aurélio Virgílio Veiga Rios.

Requerimentos

Antes do debate sobre violência sexual nas universidades, a comissão deverá votar três requerimentos, dois deles de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A parlamentar quer discutir a situação de mulheres mutiladas por seus companheiros, por retaliação à decisão delas de abandoná-los, e também das brasileiras presas (em quase 70% dos casos, por envolvimento com o tráfico de drogas).

O outro requerimento é de autoria da deputada federal Keiko Ota (PSB-SP) e solicita providências da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo contra atos de violência registrados em bailes funk na periferia de São Paulo.

“Por mais de dois meses, o Jornal da Globo percorreu bailes funk de São Paulo, mais conhecidos como ‘pancadões’. A equipe de reportagem encontrou adolescente usando drogas, bebendo e fazendo sexo e sendo violentadas no meio da rua em imagens que se multiplicam nas redes sociais”, afirmou Keiko Ota, vice-presidente da comissão.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe:
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Fonte: Agência Senado

Leila Macedo, presidente da ANBIO foi condecorada, em outubro de 2015, com o prêmio Heróis Mundiais da Biossegurança, da Federação Internacional de Associações de Biossegurança (IFBAO)

No Brasil, enquanto a biossegurança de organismos geneticamente modificados (OGM) é altamente regulamentada e fiscalizada, outros agentes biológicos de risco que não usam a tecnologia do DNA recombinante têm controle deficiente. “É importante termos um olhar mais globalizado e holístico, pois os riscos não obedecem a fronteiras e não estão relacionados somente às tecnologias.” A avaliação é da presidente da Associação Nacional de Biossegurança – ANBIO – Leila Macedo. A doutora em Microbiologia e Imunologia foi condecorada em outubro com o prêmio Heróis Mundiais da Biossegurança, título que, neste ano, foi compartilhado com outros dois pesquisadores de outras partes do mundo.

Marca do IFBAO prêmio é concedido anualmente pela Federação Internacional de Associações de Biossegurança (IFBA, na sigla em inglês). O objetivo dessa entidade, que reúnestakeholders focados na harmonização de medidas de controle de risco em todo o mundo, é discutir questões relacionadas ao tema de maneira ampla. Em 2015, foram laureados, além de Leila, a epidemiologista malaia TS Saraswathy e o ministro de Saúde Pública e Saneamento queniano, Albert Bunyasi. O prêmio é concedido a pesquisadores que trabalham para ampliar a biossegurança em países onde, tradicionalmente, esse assunto não é prioridade.

Para Leila Macedo, que já presidiu a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável pela avaliação dos OGM no Brasil, o advento da Lei 11.105/05 foi um divisor de águas no País. “A partir da aprovação dessa Lei, passamos a contar com um marco regulatório muito rigoroso no que diz respeito à biossegurança de transgênicos.” A pesquisadora, revela, entretanto, que outros agentes biológicos, que muitas vezes oferecem um risco maior que os OGM, não contam com leis ou ações efetivas para seu controle. “Devemos pensar que há uma série de riscos que podem estar relacionados com treinamento, contenção de laboratórios, trânsito transfronteiriço de materiais biológicos, entre outros”, pontua.

A biossegurança é uma questão mundial, como mostraram os recentes casos de epidemias mundiais de Ebola e H1N1.  Além disso, a presença de patógenos em cargas de alimentos, por exemplo, pode prejudicar o comércio internacional. “Esperamos que o prêmio alerte o poder público para a importância da capacitação de recursos humanos nesta área”. Para Leila, o principal desafio do Brasil é a quebra de paradigma relacionado à biossegurança. “As políticas sobre esse assunto devem estar focadas no risco e não na tecnologia; hoje ela está centrada no DNA recombinante como se ele oferecesse mais perigo e isso não é verdade.”

Em virtude da realização de eventos mundiais no Brasil, como a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, foram criadas algumas regras que estão relacionadas com biossegurança. Leila, entretanto, observa que essas medidas são pontuais. “Para os transgênicos existe um trabalho consolidado e sistemático, todavia, para outros agentes de risco, as medidas são esporádicas e ocasionadas apenas por eventos globais”.

Fonte: CIB

Na noite do dia 21 de outubro de 2015 mais um golpe foi urdido na câmara dos deputados. A vítima, dessa vez, foi a Universidade Pública e o ensino gratuito.

11224790_1004684082927008_7602467526951070135_o

Com tramitação furtiva e em tempo recorde, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 395/2014 foi aprovada na comissão especial e foi a plenário para votação, sem sequer ouvir a sociedade e o movimento educacional. Essa PEC pretende modificar o artigo 206 da constituição para autorizar as universidades públicas a cobrar por cursos de extensão, pós-graduação lato sensu e mestrados profissionais. A justificativa do projeto ressalta que as atividades de extensão e especialização são direcionadas a públicos restritos, com condições financeiras para arcar com custos que constituirão receitas para as universidades.

Todavia, a sociedade brasileira há muito tempo decidiu que o ensino público, inclusive em nível superior, deveria ser gratuito. Ao reformar a Magna Carta, os legisladores irão ferir de morte os princípios consagrados da Universidade publica brasileira: a gratuidade do ensino e a indissociabilidade do tripé Ensino-Pesquisa-Extensão.

O Movimento Estudantil não pode se quedar inerte diante desse ataque. Ao lado de outros movimentos educacionais e científicos, universidades e parlamentares, devemos nos articular para barrar esse projeto na votação em segundo turno na Câmara dos Deputados.

Desse modo, as entidades estudantis nacionais (UBES, UNE e ANPG) convocam o conjunto do movimento estudantil e educacional para juntos garantirmos a manutenção da gratuidade do ensino público. Não temos dúvidas que a aprovação da PEC 395/2014 irá abrir perigosos precedentes que poderão culminar no desaparecimento do sistema público de ensino superior como conhecemos hoje, a partir das atividades de extensão e de pós-graduação lato sensu. Fora isso, a cobrança pelos mestrados profissionais pode desconstituir e ferir gravemente o Sistema Nacional de Pós-graduação Brasileiro, que tem qualidade reconhecida nacionalmente.

A universidade é um espaço fundamental de produção de conhecimento e tem um papel estratégico para o desenvolvimento soberano de nosso país, não admitiremos que se tente alterar princípios basilares dessa instituição sem o mínimo de debate com os sujeitos que fazem parte dessa realidade, afim de encontrarmos as soluções mais adequadas para os problemas que enfrentamos preservando a garantia de um ensino público, gratuito e de qualidade com o tripé de ensino, pesquisa e extensão.

A hora é de unidade contra o avanço conservador! Luta pela garantia dos direitos conquistados! Em defesa da educação publica, gratuita e de qualidade! #Pec395Não!

ANPG/ UNE / UBES

Frente Brasil Popular

A Frente Brasil Popular escolheu o dia 13 de novembro para tomar as ruas, na luta por mais direitos, contra a agenda conservadora, em defesa da democracia e por uma nova política econômica.

Em Brasília, nos somaremos à grande marcha convocada pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

E no país inteiro realizaremos atos, panfletagens e pichações, em defesa de nossas bandeiras e para dar total apoio à greve dos petroleiros: a defesa da Petrobrás e do Pré-Sal é fundamental para o futuro do Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tem capitaneado uma agenda de retrocessos que avança sobre os direitos das mulheres, jovens, negros e indígenas, além de buscar a flexibilização dos direitos sociais e políticos de todo o povo brasileiro.

No dia 13 de novembro estaremos nas ruas de Brasília, para desmascarar o falso moralista Eduardo Cunha, dono de uma conta bancária milionária na Suíça aberta para movimentar propina. Por isso, exigimos seu afastamento da presidência da Câmara dos Deputados: acusado de corrupção por denúncias acompanhadas de provas contundentes, Cunha não pode continuar usando a Câmara para chantagear a justiça e o governo.

Estaremos nas ruas também como parte das ações que marcam o mês da Consciência Negra.

O movimento negro, mesmo valorizando os avanços e as conquistas de uma longa trajetória de lutas, reafirma que vivemos em um país muito desigual, onde o racismo, o preconceito, o machismo, a homofobia, a violência e a intolerância continuam fazendo parte de nossas vidas cotidianas.

Entre essas desigualdades, manifestações de racismo e violência, destaca-se o crescente número de jovens negros mortos: um processo de extermínio da juventude negra em todas as regiões do Brasil.

No dia 18 de novembro, em Brasília, nossa voz ecoará junto às Mulheres Negras, na Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver, ocupando a capital do país contra a opressão e a invisibilidade social, a violência e o feminicídio, clamando por mais direitos, oportunidades e liberdade.

E no dia 20 de novembro, dia nacional da Consciência Negra, estaremos e seremos no Brasil inteiro: resistência, cultura e luta.

E prosseguimos em nossa luta por outra política econômica, oposta ao ajuste fiscal recessivo que gera desemprego e cortes orçamentários em áreas estratégicas para nosso desenvolvimento econômico e social.

Que os ricos paguem pela crise! Taxação das grandes fortunas e redução de juros para enfrentar a crise sem onerar o povo brasileiro.

Junte-se à Frente Brasil Popular, para:
Defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras;
Ampliar a democracia e a participação popular nas decisões sobre o presente e o futuro de nosso país;
Promover reformas estruturais, para construir um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular;
Defender a soberania nacional.

4 de novembro de 2015
FRENTE BRASIL POPULAR

Em palestra proferida na Fiocruz na última quarta-feira (28/10), o médico norte-americano Bruce Beutler falou sobre sua trajetória profissional e descobertas que o fizeram receber o reconhecimento internacional

O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 2011, Bruce Beutler, ministrou palestra na última quarta-feira (28/10) na Fundação Oswaldo Cruz. Durante o evento, o cientista norte-americano falou sobre sua trajetória profissional e descobertas que o fizeram receber o reconhecimento internacional, concedido desde 1901 a personalidades que se destacam por promover avanços na ciência e para a humanidade.

O médico contou que o interesse pela imunologia veio, além do incentivo do pai, também cientista, porque doenças infecciosas eram — e ainda são — uma das maiores causas de morte, mesmo com a introdução dos antibióticos há mais de 70 anos. O problema é agravado pela resistência que os microrganismos causadores de infecções vêm desenvolvendo aos remédios.

Suas descobertas consistiram em identificar as células que reconhecem mais rapidamente essas infecções, pois são elas as responsáveis por “dizer” ao sistema imunológico que inicie o ataque contra corpos estranhos, processo chamado de inflamação. Bruce Beutler, junto aos pesquisadores Jules Hoffmann e Ralph Steinman, conseguiu distinguir que células são essas e já detectaram centenas de genes que regulam tais respostas imunológicas.

O evento foi promovido pela biofarmacêutica AstraZeneca, em parceria com o Nobel Media. A visita é parte do Nobel Prize Inspiration Initiative (NPII), um programa global que leva premiados pelo Nobel para universidades e centros de pesquisas a fim de inspirar e envolver jovens cientistas, a comunidade científica e o público. Durante a visita ao País, Bruce Beutler esteve também na Universidade de São Paulo (SP) e na Universidade de Brasília (DF).

Atualmente, ele é professor regente e diretor do Center for Genetics of Host Defense na UT Sowthwestern Medical Center em Dallas, EUA e professor de genética e imunologia no The Scripps Research Institute (Instituto de Pesquisa Scripps) na cidade de La Jolla, Estado da Califórnia

Confira a entrevista de Bruce Beutler à Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e à Coordenadoria de Comunicação Social/Fiocruz:

O senhor poderia falar sobre sua descoberta e o impacto dela para o desenvolvimento de novos tratamentos contra doenças infeciosas?

Bruce Beutler: Ao contrair uma infecção por uma bactéria, por exemplo, você começa a ter calafrios, pode ter dor de cabeça e náuseas. Com um número suficiente de bactérias, você pode desmaiar, sua pressão sanguínea baixar ou ter algo como uma septicemia. A pergunta é: como você reconhece a bactéria e como seu sistema imunológico a reconhece rapidamente nos primeiros minutos depois da inoculação [introdução da bactéria no organismo]? O mesmo processo ocorre se você é infectado naturalmente quando, por exemplo, você cai e machuca seu joelho e a bactéria entra em seus tecidos. Suas células a reconhecem e se preparam para atacá-la imediatamente.

Nós descobrimos os receptores que permitem que o sistema imunológico fique atento à infecção nos primeiros minutos. Cada um dos dez receptores presentes nos seres humanos informa ao sistema imunológico quando há uma infecção e, então, ele vai passar a reagir com uma reposta inflamatória. É por isso que acontecem todos aqueles sintomas. Mas isso também salva sua vida, na maior parte das vezes.

O que a descoberta pode fazer, falando de forma prática? Poderia ser usada para a produção de vacinas, de mecanismos que estimulem o sistema imunológico e a resposta dos anticorpos, ou mesmo para entender nossa imunidade, pois quando você tem uma doença autoimune, há uma inflamação a qual ninguém sabe ainda como é provocada. Acreditamos que isso possa ter a ver com um desses receptores, mas isso ainda é uma dúvida.

Essa descoberta já tem sido aplicada atualmente, por exemplo, em algumas drogas para tratamento de verrugas, e tem funcionado. Há outras drogas semelhantes sendo desenvolvidas e, em poucos anos, haverá mais e, então, teremos que descobrir qual o melhor uso para cada uma delas: se poderão tratar verrugas ou, em alguns casos, até alguns tipos de câncer.

A Fiocruz desenvolve muitas pesquisas em malária e dengue. Qual o atual panorama no campo do tratamento de doenças infecciosas?

BB: Essas doenças são muito desafiadoras no que diz respeito ao desenvolvimento de vacinas. Em relação à dengue, uma das vacinas que foi experimentada fez a doença ficar pior. No caso da malária, ela simplesmente é resistente a todas as tentativas de reestabelecer o sistema imunológico. Isso não quer dizer que é impossível, mas, claramente, é difícil. E requer alguns ‘truques’ que nós simplesmente não conhecemos até agora. Nossa descoberta poderia ser aplicada nessas doenças e, talvez, em outras.

Quais são os principais desafios no que diz respeito ao campo de doenças infeciosas no mundo?

BB: Há tantos desafios! Geralmente mencionamos a aids como a doença número 1 e, de certa forma, ela ainda é. Ela tem sido controlada, por conta dos importantes avanços no tratamento da doença, que é milagroso de alguma forma. Se a aids tivesse chegado anos antes, provavelmente grande parte da população mundial teria sido extinta e teria havido uma catástrofe global. Mas, ao contrário, nós conseguimos lidar com isso.

Podemos dizer que a terapia antimicrobiana em geral conseguiu lidar com muitas doenças infecciosas. Mas isso vai durar para sempre? Apesar de termos descoberto o antibiótico, por exemplo, nada pode garantir que o problema está resolvido permanentemente. Há muitas bactérias resistentes a medicamentos surgindo e nossos filhos e netos não têm o tipo de proteção que eu, por exemplo, tive ao longo de minha vida. Há recém-nascidos que morrem de infecções. Isso é muito comum em algumas partes do mundo, como a África. Em todo o caso, o desafio é ‘estarmos à frente’ dos micróbios, esse será sempre o jogo que jogaremos. E eles sempre chegarão com formas criativas de derrotar nosso ‘armamento antimicrobiano’. É uma luta da qual não podemos desistir.

Como o senhor vê o trabalho de uma instituição como a Fiocruz para a formação de jovens cientistas?

BB: Entendo a Fiocruz como uma universidade, pois vocês tem estudantes aqui, de graduação e pós-graduação. Fui para a faculdade de medicina não porque amava a medicina clínica, mas porque era um modo de aprender sobre os problemas que existem nesse universo.

A Fiocruz está aqui no epicentro de várias doenças que são muito raras na América do Norte. É mais fácil entender sobre elas, como se desenvolvem, como tratá-las e suas características. Pode-se dizer que isso é muito oportuno, pois aposto que os estudantes aqui têm contato com esse aspecto da medicina que não estão tão acessíveis na maioria dos outros países do mundo.

E essa é uma instituição importante também na pesquisa de doenças negligenciadas.

BB: Sim! São chamadas de negligenciadas porque são raras na Europa, na América do Norte e há uma tendência em não considerá-las prioridades por pesquisadores desses países. Aqui, obviamente elas não são negligenciadas, pois vocês têm uma posição dominante para entendê-las e enfrentá-las.

Na Fiocruz, os estudantes estão trabalhando com uma nova fronteira para a biologia. Estão em posição de entender e enxergar as coisas antes de quaisquer pesquisadores em outras partes do mundo.

Quais são suas impressões sobre o papel do Brasil no cenário científico global?

BB: Entendo que o Brasil tem um grande papel a desempenhar. O Brasil é o 5º maior país do mundo em território e população e destina muitos recursos para a educação. Com isso, vocês têm condições de exercer um grande impacto no cenário global da pesquisa. Sei que cada país tem seu conjunto de problemas, mas o Brasil tem várias vantagens também.

Estar próximo da ocorrência de uma série de doenças infecciosas, ter acesso direto ao problema é uma grande vantagem. O Brasil é um país já bastante desenvolvido que pode estar na liderança em pesquisas sobre a malária, por exemplo. Isso deveria ser visto como oportunidade.

Como recebedor de um prêmio tão importante, de que maneira o senhor vê as contribuições que seu trabalho pode fornecer às novas gerações de cientistas no Brasil?

BB: Acho que essas contribuições podem ser aplicadas a cientistas em qualquer lugar, não só no Brasil. Todos que estiverem interessados em imunologia e quiserem ir mais longe podem aprender algo sobre o funcionamento do nosso sistema imunológico.

É possível termos um entendimento muito mais avançado sobre os mecanismos da imunidade. Agora que conhecemos os receptores, é uma questão de tempo até que olhemos o sistema imunológico mecanicamente, ou seja, como uma pequena máquina cujas estruturas interagem como engrenagens, porque é isso que realmente ele é.

Fonte: Fiocruz

O evento ocorrerá entre os dias 11 e 14 e novembro de 2015

O XXIV Congresso do CONPEDI sob o tema “Direito e Política: da Vulnerabilidade à Sustentabilidade” ocorrerá entre os dias 11 e 14 e novembro de 2015, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.  O Congresso é organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito, dentro de sua agenda regular anual, em parceria com os Programas de Pós-graduação em Direito da UFMG, Universidade Fumec e Escola Superior Dom Helder Câmara, todos localizados na cidade sede.

A parceria entre os Programas, a qual permite que este Congresso seja um evento de Minas Gerais, decorre das atividades iniciadas com a fundação do Fórum de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Direito do Estado de Minas Gerais, em 2012, que congrega, além dos três Programas citados, PUC Minas, Faculdades Milton Campos, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Itaúna e Faculdade de Direito do Sul de Minas.

O tema do Congresso foi pensado primeiramente para se refletir sobre a pobreza e a forma como essa condição vulnera a luta e o usufruto de direitos.  Nas reuniões da Comissão Organizadora discutimos a necessidade de ampliar esse aspecto, tendo em vista que ao lado das circunstâncias materiais de vida, outras formas de vulnerabilidade se agravam e se tornam evidentes, como, por exemplo, aquela que decorre de todo tipo de discriminação racial, social, cultural, de gênero, de idade, entre outras.

Também pensamos que não basta à Ciência e à Pesquisa em Direito realizadas nas Pós-graduações constatar, enunciar ou diagnosticar essas vulnerabilidades, pois é preciso também pensar possibilidades de superação, já que tratamos de uma ciência do dever-ser.  Por isso, surge no tema a dimensão da sustentabilidade, que também envolve o viés ambiental, mas não está restrito a ele.  Sustentabilidade se refere às soluções para as vulnerabilidades pensadas em sua capacidade de equilíbrio entre condicionantes políticas, econômicas, sociais, ambientais e jurídicas.

Em última instância, a conexão entre vulnerabilidade e sustentabilidade está relacionada com a capacidade do Direito produzir Justiça e fazê-lo por meio da Política.  Assim é que a relação entre Direito e Política precisa ser discutida, seja nos seus aspectos filosóficos e das ciências sociais, seja internamente ao Direito quando se pensam as políticas públicas e o funcionamento cotidiano das instituições político-jurídicas.

A Conferência Magna “Legitimation Crisis? On the Political Contradictions of Financialized Capitalism” – Crise de Legitimação? Sobre as contradições políticas do capitalismo financeirizado, que abre o evento no dia 11, foi planejada para ser uma instigação à construção dessas inter-relações. Nancy Fraser, Henry A. e Louise Loeb, da New School of Social Research de Nova Iorque, se debruçam sobre uma teoria de justiça que acopla os aspectos de distribuição, reconhecimento e representação. Essa teoria ganhou grande repercussão no meio acadêmico brasileiro nos últimos anos, principalmente a partir da tradução para o português do conhecido debate com Axel Honneth, que se encontra no livro Da Redistribuição ao Reconhecimento? (1997) e dos artigos O reconhecimento entre a Justiça e a Identidade (Lua Nova, n. 63) e Reconhecimento sem Ética? (Lua Nova, n. 70).  Além disso, Nancy Fraser tem profícua produção no campo do pensamento feminista, tendo sido a obra Políticas Feministas na Era do Reconhecimento, traduzida para o português.  Ela é também editora da Revista Constellations, um dos mais importantes periódicos de teoria crítica do mundo.

Sejam todos bem vindos

Os organizadores do evento solicitam aos participantes do XXIV Congresso do CONPEDI que tragam sapatos confortáveis na mala.  O Congresso de Belo Horizonte será realizado, pela primeira vez, em três Programas distintos e em cinco locais da região Centro-Sul da cidade.  Assim, os participantes irão se locomover e poderão conhecer diversos pontos importantes da Capital.

A abertura acontecerá no Cine Theatro Brasil Vallourec, na icônica Praça Sete, marco central da cidade.  O Cine Brasil, inaugurado em 1932, foi o primeiro prédio da cidade sob a influência do estilo Art Déco.  Ao longo dos anos o espaço foi ponto de encontro dos moradores de Belo Horizonte e foi recentemente reformado, preservando suas características originais, e retomando o seu papel de ser um dos palcos mais importantes de Minas Gerais.

Na quinta-feira, dia 12 de novembro, as atividades do Congresso acontecerão na Faculdade de Direito da UFMG, na Praça Afonso Arinos, endereço original de uma das Faculdades mais antigas do País e do primeiro Programa brasileiro de Doutorado.  Ali se reunirão os grupos de trabalho, serão exibidos os pôsteres e acontecerão sete painéis.

Depois do coffee-break, no final da tarde, os participantes poderão assistir à programação dos painéis, três dos quais acontecerão nos auditórios do Circuito Cultural Praça da Liberdade.  A Praça da Liberdade está localizada no Bairro de Lourdes, ao final da Avenida João Pinheiro, em frente ao Palácio da Liberdade. Jardins, coretos e estátuas em mármore de Carrara dão beleza e graça ao lugar.  A praça é enfeitada por duas fileiras de palmeiras imperiais que nos convidam a belas caminhadas e passeios. Foi tombada em 1977 como conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade.  Ao seu redor ficam diversos prédios históricos que abrigavam as secretarias do Governo de Minas.  Após a transferência para a Cidade Administrativa, esses edifícios foram transformados em museus e casas de cultura e de conhecimento.   Além da Biblioteca Pública, do Museu de Minas e do Metal e do Museu Mineiro que sediarão os painéis, os participantes podem visitar o Centro Cultural Banco do Brasil, o Memorial Minas Gerais Vale, o Espaço do Conhecimento UFMG e o Centro de Arte Popular CEMIG.

Na sexta-feira, 13 de novembro, o Congresso migra para a sede na Universidade Fumec, na Rua Cobre, 200, no bairro Cruzeiro.  As salas e auditórios do edifício da Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde (FCH) receberão os grupos de trabalho e depois os painéis.  Nessa região é possível visualizar melhor a Serra do Curral, moldura natural e referência histórica da cidade, que possui uma geografia diversificada com morros e baixadas.  Há poucos metros encontra-se a Praça da Bandeira e a Av. Bandeirantes, locais comuns para caminhadas e a Praça do Papa, a Rua do Amendoim e o Mirante, que valem a visita para que se visualize a cidade em sua extensão.  Após os painéis, vale a pena conferir o vizinho Mercado Distrital do Cruzeiro (Rua Ouro Fino, 452).

O encerramento do XXIV Congresso do CONPEDI acontece na Escola Superior Dom Helder Câmara, na Av. Álvares Maciel, 628, bairro Santa Efigênia.  A mais nova entre as parceiras organizadoras foi criada em 1998, especializada em Direito, vinculada à Companhia de Jesus, e que tem em seu nome a homenagem a uma das grandes figuras dos direitos humanos e da luta por justiça social no Brasil.  No encerramento acontecerá a posse da nova diretoria do CONPEDI e a assembleia geral.  Rosane Roesler, coordenadora da área de Direito na Capes, fará a palestra magna sobre o tema “Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: desafios e perspectivas”

Após o encerramento, já na hora do almoço, os participantes terão oportunidade de aproveitar o Mercado Central, quaisquer dos restaurantes indicados em nosso roteiro cultural e turístico, além de locais como o Parque Municipal e as demais atrações sugeridas.

Fonte: Conpedi

12184968_873883509362246_9044376377363027658_o
Da esquerda para a direita: Fernanda Luccas, Pedro Jatobá, Thomas de Toledo, Thiago Brito, Tamara Naiz, Marcela Tsuboy e Bruno Martin

A delegação do Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude do BRICS e da União Eurasiática ganhou 4 de 5 prêmios disputados. O evento ocorreu em Moscou entre os dias 27 e 31 de outubro, e foi iniciativa da União da Juventude Russa, que agrega várias entidades estudantis no país.

Este Fórum teve como objetivo a apresentação de trabalhos de diversas delegações internacionais, com o tema central da Ciência e Inovação. Coordenada por Tamara Naiz, presidenta da ANPG, e Thomas de Toledo, professor universitário de Relações Internacionais especialista em BRICS, a delegação brasileira era integrada ainda por cinco pesquisadores que expuseram seus trabalhos em quatro áreas: Medicina, Energia, Tecnologia da Informação e Agricultura. Ao final, houve a premiação dos trabalhos selecionados.

O trabalho de Thiago Brito, doutorando em Energia, ganhou o terceiro lugar. “A pesquisa que desenvolvo é na área de substituição de combustíveis de veículos pesados rodoviários (caminhões), especialmente o óleo diesel por gás natural. Através da revisão bibliográfica que realizo e de conversas com especialistas internacionais na área de transportes e energia, tenho observado que o gás natural é adotado em frotas do mundo inteiro por ser considerado um combustível mais limpo e sustentável”, explica Thiago.

Na área de Agricultura, ganhou em segundo lugar Fernanda Luccas, doutoranda em Ciência Ambiental, também pela USP. “Meu trabalho é investigar como alguns parâmetros do clima (temperatura, umidade, radiação PAR e velocidade/direção dos ventos) modulam o comportamento de forrageamento (busca de alimento) de uma abelha nativa, conhecida como Jataí”, diz Fernanda.

Já na área de Tecnologia da Informação, ganharam Bruno Martin, do projeto Mapas Culturais (um software livre utilizado para mapeamento colaborativo e gestão da cultura), em primeiro lugar; e o mestre em Gestão e Desenvolvimento Social pela UFBA, Pedro Jatobá, em segundo lugar. “Minha pesquisa é sobre o desenvolvimento de ambientes virtuais de aprendizado e gestão colaborativa utilizando o software livre CORAIS.ORG”, explicou Jatobá.

Thomas afirma que, sobre o tema da tecnologia da informação, é de extrema valia debater a questão do software livre e a propriedade intelectual com o objetivo de socializar o conhecimento. “Há um questionamento dos monopólios impostos pela Microsoft e Apple e a alternativa se dá através do software livre com código aberto, combatendo desta forma a espionagem do tráfico de dados, que ocorre quando instalamos os programas da Microsoft e Apple em nossos computadores.”

Na área de Medicina, a pós-doutoranda pela UFSCar, Marcela Tsuboy, apresentou seu projeto sobre a riqueza do gengibre na produção de medicamentos que podem inibir o avanço de células cancerígenas.

“Voltamos para casa orgulhosos da delegação brasileira que voltou premiada e deu muitas contribuições acadêmicas e políticas ao Primeiro Fórum de jovens inovadores do BRICS e Eurasia!”, acrescentou Tamara.

Segundo Thomas de Toledo, o diferencial da delegação brasileira e dos trabalhos apresentados, foi a inversão da lógica mercadológica imposta, reduzindo, desta forma, o impacto ambiental, econômico, garantindo assim, uma sociedade mais igualitária e justa.

Da redação

Matérias relacionadas:

27/10/2015 – Conheça os pesquisadores que irão representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática

23/10/2015 – ENTREVISTA: Thomas de Toledo fala sobre atuação da delegação brasileira no Fórum de Inovação dos BRICS

20/10/2015 – ANPG organiza delegação brasileira para 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática