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Entidade que estava inativa pode contribuir para o fortalecimento da pós-graduação da universidade

No último dia 26, em Assembleia, estudantes da pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia refundaram a entidade representativa dos pós-graduandos que estava desativada desde 2011. A iniciativa partiu de um grupo de estudantes preocupados com a representação da categoria e com as melhorias dos programas de pós-graduação

Na reunião foram pautadas diversas demandas dos estudantes referentes aos direitos dos pós-graduandos, como uma política efetiva de permanência e mais recursos para pesquisas, ciência, tecnologia e inovação. A diretoria eleita conta com dez estudantes de oito programas diferentes. A Assembleia julgou ser importante acrescentar à dinâmica da entidade pastas referentes à Ciência, Tecnologia e Inovação, Políticas Educacionais e Permanência, Comunicação e Cultura e Diversidade.

De acordo com Alecilda Oliveira, estudante do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e da diretoria da APG UFU, o primeiro passo para esta diretoria é organizar a casa: “Desde que a APG-UFU deixou de funcionar, os estudantes perderam referência e o suporte fornecidos pela entidade. É preciso ocupar novamente as cadeiras dos Conselhos, envolver os representantes discentes nas pautas nacionais da pós-graduação e também garantir o funcionamento mínimo da entidade, por meio de uma sede, telefone e outros canais de comunicação com os estudantes” afirmou.

Estudantes de qualquer programa de pós-graduação (stricto e lato senso) podem construir a entidade voluntariamente. Caso haja interesse, basta procurar a diretoria recentemente eleita pelo endereço eletrônico: [email protected].

Fonte: APG-UFU

Inscrições seguem abertas até 7 de março de 2016 para estudantes, pesquisadores e equipes dos países membros e associados ao bloco. O tema é “Inovação e empreendedorismo”

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta semana a edição 2015 do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, com o tema “Inovação e empreendedorismo”. As inscrições estão abertas até 7 de março de 2016 para estudantes, pesquisadores e equipes dos países membros e associados ao bloco – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela –, pelo site www.premiomercosul.cnpq.br.

A partir desta edição, o Prêmio envolve a categoria Pesquisador Sênior, destinada a graduados, estudantes de mestrado, mestres, estudantes de doutorado e doutores com 36 anos de idade ou mais. A mudança ocorreu na 52ª Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT), em junho, quando os países membros atualizaram o regulamento da disputa.

São, agora, cinco categorias: Iniciação Científica, para alunos de ensino médio e técnico, incluindo educação de jovens e adultos (EJA), com até 21 anos; Estudante Universitário, voltada a quem frequenta cursos de graduação, sem limite de idade; Jovem Pesquisador, direcionada a graduados, mestrandos, mestres, doutorandos e doutores que tenham, no máximo, 35 anos; e Integração, pleiteada por equipes com representantes de mais de um país.

Premiação
Uruguai ou Venezuela podem sediar a solenidade de entrega, já que ocuparão a presidência rotativa do Mercosul no primeiro e no segundo semestre de 2016, respectivamente. A próxima RECyT deve definir data e local da cerimônia. Participam do evento, em geral, agraciados, orientadores e representantes de governo e das comunidades científica, tecnológica e educacional. Ao todo, serão concedidos US$ 25,5 mil, distribuídos entre os campeões das cinco categorias, além de menções honrosas, placas e troféus.

Os projetos candidatos precisam abordar “Inovação e empreendedorismo” – tema aprovado na 51ª RECyT, em 2014, em Buenos Aires –, dentro de uma das linhas do edital: inovação tecnológica; gestão da inovação, que compreende processos, serviços, estratégias e recursos envolvidos; modelos e propostas de ambiente gerador de ideias, no âmbito de empresas ou instituições envolvidas com inovação tecnológica; ferramentas e treinamentos facilitadores da criação e da manutenção de uma cultura empreendedora.

Instituído pela RECyT em 1998, o Prêmio é organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério (Setec) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Os objetivos são reconhecer e premiar os melhores trabalhos de estudantes, pesquisadores e equipes que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico do continente, incentivar a realização de pesquisa e inovação no Mercosul e contribuir para o processo de integração regional entre seus países membros e associados.

Fonte: MCTI

A delegação que irá representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática já está em Moscou para o evento que se inicia hoje (27) e segue até sábado (31).

A delegação, coordenada por Tamara Naiz, presidenta da ANPG, e por Thomas de Toledo, professor universitário de Relações Internacionais e especialista em BRICS, é integrada também por cinco pesquisadores cujos trabalhos inovadores foram selecionados nas áreas de Energia, Medicina, Tecnologia da Informação e Agricultura. Esses pós-graduandos irão expor suas pesquisas durante o Fórum e irão concorrer com os trabalhos de pesquisadores de outros países.

Veja a entrevista com o professor Thomas de Toledo

Conheça abaixo quem são os pós-graduandos que irão representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática:

Medicina: Marcela Stefanini Ferreira Tsuboy
Instituição: UFSCar, campus São Carlos, SP.
Formação: Graduação em Ciências Biológicas (UNESP, campus Assis, SP), Mestre em Genética e Biologia Molecular (UEL, Londrina, PR) e Doutora em Ciências Biológicas (ênfase em Biologia Celular e Molecular; UNESP, campus Rio Claro, SP). Pós- doutorado em andamento na UFSCar sob a supervisão da Profa. Dra. Heloísa Sobreiro Selistre de Araújo e Profa. Dra. Márcia Regina Cominetti

Leia entrevista com ela aqui!

Energia: Thiago Luis Felipe Brito
Nome: Thiago Luis Felipe Brito
Fone: 11 9 6319 2121
Instituição: Instituto de Energia e Ambiente – Universidade de São Paulo
Formação: Graduação – Relações Internacionais; Mestrado – Energia; Doutorado (em andamento) – Energia

Leia entrevista com o Thiago aqui!

Tecnologia da Informação: Pedro Jatobá e Bruno Martin 
Instituição: Instituto Intercidadania – www.intercidadania.org.br / Cooperativa E.I.T.A. (Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão) – www.eita.org.br
Formação: Mestre em Gestão e Desenvolvimento Social pela UFBA e Bacharel em Ciência da Computação pela UNICAP.

Leia entrevista com Pedro Jatobá aqui.

Agricultura: Fernanda Luccas
Instituição: Universidade de São Paulo
Formação: Sou Bióloga, formada na UNESP em 2006, mestra pelo Instituto de Botânica de São Paulo em 2011 e doutoranda na USP em Ciência Ambiental.
Eu sempre busquei esse caminho interdisciplinar, sempre entendi que a ciência que eu queria fazer tinha que ultrapassar os muros da academia e as “caixinhas” da ciência normal. Hoje, estou acabando o doutorado em Ciência Ambiental no PROCAM/ IEE USP. Meu programa é um dos poucos do Brasil cujos pilares da interdisciplinaridade e da ciência pós – normal estão colocados.
Da redação
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ANPG organiza delegação brasileira para 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática

Cortes nas áreas de ciência e educação são medidas que vão impactar consideravelmente o futuro da pesquisa desenvolvida no país, afirmou a professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em palestra na manhã desta sexta-feira, 23, no auditório da Reitoria, campus Pampulha. Com o tema Ciência, tecnologia e financiamento à pesquisa, a atividade integra programação da Semana do Conhecimento, que será encerrada nesta tarde.

A presidente da SBPC destacou que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) completou, neste ano, três décadas de existência e ressaltou sua importância para pesquisa e pós-graduação desenvolvidas no Brasil. Segundo Nader, o país ocupava, em 2013, a 13ª posição no mundo em número de trabalhos indexados publicados.

“Publicamos em revistas importantes, e nossos artigos alcançam número relevante de citações. Hoje ocupamos o 18º lugar em número de citações no mundo”, afirmou Nader, que refutou críticas que tentam relativizar a relevância do trabalho feito por pesquisadores brasileiros. “Temos hoje, nas pesquisas brasileiras, apenas um terço de autocitações. Os Estados Unidos, por exemplo, são o país que mais utiliza esse recurso”, explicou.

Dados apresentados por Helena Nader mostram que, de 1985 a 1989, o país teve 10 mil artigos publicados. Entre 2010 e 2014, 150 mil artigos de pesquisadores brasileiros foram veiculados em publicações internacionais. “É importante ressaltar também o número de artigos de revisão [escritos por meio de convite] publicados por pesquisadores do país, que aumentou consideravelmente a partir do ano 2000”, destacou. Em relação ao número percentual de artigos publicados no mundo, o Brasil saltou de 0,5%, no período de 1985 a 1989, para 3% nos últimos cinco anos.

“Naquele período, Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia se encontravam praticamente juntos em número de publicações no cenário internacional. Hoje, o Brasil se destaca”, comparou Nader.

Em relação à distribuição dos programas de pós-graduação no país, Helena Nader destacou o avanço ocorrido a partir de 2005. Em 1998, seis estados ainda não contavam com nenhum programa: Acre, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. Em 2005, apenas o Amapá ainda não possuía cursos de pós-graduação, situação que se alterou há dois anos, em 2013.

“Isso mostra que temos argumentos sólidos para brigar por mais recursos para ciência, tecnologia e pesquisa. Essa mudança no cenário nacional é algo que vai impactar gerações”, afirmou.

Desafios do país
A inovação, segundo Helena Nader, ainda é um desafio para o Brasil, que ocupa, em uma lista de 142 países, a 64ª posição, atrás de outros países latino-americanos, como Uruguai, Argentina, Colômbia e México. “O ambiente brasileiro não é favorável à inovação. Não fosse a qualidade das nossas universidades, estaríamos em situação pior”, explicou.

Em relação a patentes, em 1999, o Brasil registrou cerca de 200 pedidos na USPTO (United States Patent and Trademark Office), obtendo aproximadamente 100 concessões. Em 2013, o número de pedidos de registro mais que triplicou, chegando a 700, mas a quantidade de concessões apenas dobrou, de 100 para 200.

“Precisamos de políticas sólidas e investimentos para ampliar a ciência, a tecnologia e, principalmente, a inovação no país. Além disso, é preciso corrigir as distorções na distribuição dos programas de mestrado e doutorado entre as regiões brasileiras, dando continuidade à política de expansão do sistema de ensino de pós-graduação nacional”, defendeu Nader.

SBPC na UFMG
Em 2017, ano em que completa 90 anos, a Universidade sediará, pela quinta vez, a reunião anual da SBPC. A candidatura da UFMG, que já abrigou quatro edições da reunião – em 1965, 1975, 1985 e 1997 –, foi apresentada aos dirigentes da sociedade no dia 11 julho deste ano pelo reitor Jaime Ramírez.

Cinco dias depois, a escolha foi anunciada pela presidente Helena Nader, em assembleia da entidade.Na época, uma edição especial do Boletim UFMG foi produzida para subsidiar a apresentação da candidatura da Universidade.

Fonte: UFMG

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados realiza audiência pública, nesta quarta-feira (28), para discutir as inovações tecnológicas em curso no Tribunal de Contas da União (TCU), voltadas para o controle orçamentário. O tema será debatido com o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz.

Segundo o deputado Vicente Cândido (PT-SP), que sugeriu a audiência com o ministro, o TCU está cada vez mais informatizado e esse processo vem contribuindo para que o Brasil avance cada vez na transparência pública. “Passar estas experiências para o colegiado e servidores da CFFC será de grande valia para o aperfeiçoamento também dos nossos trabalhos, de forma a um alcance ainda maior na questão da transparência e fiscalização pública”, explica o deputado.

O debate está marcado para as 11 horas, no plenário 9.

Fonte: Câmara Notícias

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, participará de audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (29). Os deputados querem esclarecimentos sobre como o governo pretende cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) diante das trocas de condução da Pasta e dos cortes orçamentários previstos para o ano que vem.

Mercadante é o terceiro ministro a ocupar o cargo este ano. Antes dele, o ministério foi comandado por Cid Gomes e Renato Janine Ribeiro. Além do Mercadante, foi convidado para o debate o secretário-executivo do ministério, Luiz Cláudio Costa.

O deputado Caio Narcio (PSDB-MG), um dos autores do requerimento para a audiência, lista alguns dos problemas que o setor tem enfrentado e que serão abordados na reunião. “O número de universidades públicas que estão em greve, sucateadas, sem financiamento mesmo para contratar pessoas para limpar as salas; professores em greve; a finalização de vários programas no âmbito da educação, como o Ciência sem Fronteiras; a redução quase a zero do Pronatec; tudo isso está comprometido”, afirma o deputado.

Cortes já previstos
No orçamento enviado ao Congresso, o governo prevê pouco mais de 2 bilhões de reais para o programa Ciência sem Fronteiras, que oferece bolsas para estudantes brasileiros no exterior. O valor é a metade do que estava previsto para este ano.
O Pronatec, o programa de ensino técnico do ministério, também terá menos recursos em 2016: pouco mais de 1 e meio bilhão de reais, contra 4 bilhões em 2015.

A audiência está marcada para as 10 horas, em plenário a definir.

Fonte: Agência Câmara

A reitoria da Universidade Federal da Bahia – UFBA, publicou, na última sexta-feia (23) nota sobre  votação e aprovação em primeiro turno da PEC 395/2014, relativa à cobrança de mensalidade na pós-graduação, nas modalidades lato sensu, extensão e mestrado profissional.
Tal PEC abre caminho para a privatização do ensino no Brasil, dando a chance de que todas as universidades públicas passem a cobrar não somente pelas modalidades supracitadas, mas também por outras, acarretando na elitização da educação brasileira.
A ANPG é contra a PEC395/2014! #PEC395Não!
Confira a nota da reitoria da UFBA:
Universidade afirma posição crítica

Considerando a aprovação pela Câmara Federal, em primeiro turno, da PEC 395/2014, que autoriza a cobrança de anuidades, por instituições públicas, para cursos de extensão e de mestrados profissionais, a Reitoria da Universidade Federal da Bahia reitera a sua posição crítica ao texto aprovado pelas seguintes razões:

 1. A proposta original do deputado Alex Canziani (PTB/PR), de 09/04/2014, previa “excluir do  princípio constitucional  da  gratuidade,  nos estabelecimentos  oficiais,  as  atividades de extensão  caracterizadas  como  cursos  de  treinamento  e  aperfeiçoamento, assim  como os  cursos  de especialização.” Deste modo, o Art 206, IV, da Constituição passaria a assegurar “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado.”

A proposta original não despertou grandes controvérsias e não contou com a oposição desta Universidade porque ela apenas elucidaria juridicamente distintos comportamentos de fato existentes pelos quais algumas universidades públicas cobram por atividades de extensão e outras não. Ademais, atividades de treinamento e aperfeiçoamento, na forma de atividades de extensão, não têm um papel estruturante na configuração das atividades acadêmicas. Se aprovada neste termos, a PEC remeteria para cada universidade, nos marcos de sua autonomia, a decisão sobre cobrança dessas atividades de extensão.

2. Entretanto, em 17/09/2015, o substitutivo do relator, Deputado Cleber Verde (PRB-MA), alterou a redação da proposta original de modo que a Constituição Federal passaria a assegurar a “gratuidade  do  ensino  público  nos  estabelecimentos oficiais,salvo,  na  educação  superior,para  os cursos  de  extensão,de  pós-graduação lato sensu e  de  mestrado  profissional,  exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita,respeitada a autonomia universitária.” (grifos nossos)

A emenda ora aprovada pela Câmara Federal recebeu, no devido tempo, a nossa críticaprecisamente pela inclusão dos mestrados profissionais dentre as atividades pelas quais as instituições públicas podem passar a cobrar anuidades.

3. A nossa crítica fundamenta-se no desequilíbrio e mesmo desestruturação que tal medida trará ao sistema nacional de pós-graduação, pelas seguintes razões:

. Os mestrados profissionais são parte intrínseca do sistema nacional de pós-graduação, previstos em legislação desde a implantação deste sistema pela CAPES na década de 1970, com equivalência para efeitos legais aos mestrados acadêmicos. São, portanto, cursos de pós-graduação stricto sensu, ao lado dos mestrados acadêmicos e doutorados. Os mestrados profissionais distinguem-se dos acadêmicos apenas pelos objetivos de formação, mais voltados à preparação para a pesquisa e docência, no caso dos mestrados acadêmicos, ou para a melhor qualificação profissional ou da docência, no caso dos mestrados profissionais.

. Com o incentivo à expansão e diversificação da pós-graduação nos últimos quinze anos, cresceu substancialmente a oferta desta modalidade de pós-graduação stricto sensu. No conjunto do país, considerando os cursos de mestrado com avaliação entre 3 e 5 (faixa de variação comum às duas modalidades, acadêmico e profissional), temos 2817 mestrados acadêmicos e 589 mestrados profissionais. Na UFBA, por exemplo, em 2014, dos 128 cursos de pós-graduação stricto sensu ofertados, 12 são mestrados profissionais, 65 mestrados acadêmicos e 51 doutorados. Estes números indicam, portanto, a parcela já significativa de mestrados na modalidade profissional.

. No atual cenário de restrições orçamentárias, com as universidades públicas e a CAPES vivenciando tais restrições, a aprovação desta emenda representará, na prática, uma indução a que os programas de pós-graduação das universidades públicas migrem seus mestrados para tal modalidade, ainda que artificialmente, como forma de captação de recursos e de sobrevivência neste cenário de restrições ao financiamento público à educação. São estas circunstâncias, a nosso ver, que explicam a introdução deste dispositivo no substitutivo aprovado em setembro do corrente ano e, açodadamente, aprovado pelo plenário um mês depois, quando já se instalava uma crise no financiamento público à pós-graduação. A desestruturação no sistema da pós-graduação que poderá advir com a aprovação dessa emenda ocorrerá porque os mestrados profissionais não mais serão criados pelos seus objetivos educacionais intrínsecos, mas pela possibilidade de aporte de recursos que eles poderão trazer. Tal tendência terminará por impactar a própria política de estado da oferta de educação superior pública e gratuita.

4. Cabe assinalar, por fim, que a CAPES não financia os mestrados profissionais, salvo aqueles relacionados à formação de professores da educação básica, na suposição de que os mestrados profissionais podem ser financiados via acordos com os setores da sociedade interessados no aprimoramento de seus profissionais. Tal já ocorre com acordos das universidades públicas com setores dos estados, visando, por exemplo, à formação de profissionais na saúde e na administração pública, e com setores da iniciativa privada. Obstáculos burocráticos para tais acordos certamente existem, como existem para quaisquer atividades do estado, e devem ser criticados e enfrentados, mas não podem ser usados como pretexto para apoio a uma medida que desestruturará nosso sistema de pós-graduação e representará forma de ensino pago em instituições públicas de educação superior.

Por tais razões, a Universidade Federal da Bahia tem a expectativa de que, com um maior esclarecimento dos riscos envolvidos nessa emenda, a Câmara Federal possa reavaliá-la quando do segundo turno da votação.

Documento tem padrão nacional e mecanismos que garantem mais segurança e confiabilidade

Após anos de debate entre o movimento estudantil, artistas, produtores culturais e o poder público foi regulamentada no último dia 5 de outubro a nova lei da meia-entrada (n° 12.933/2013), que garante o acesso dos estudantes em eventos culturais e esportivos pagando metade de preço.

Desde 2001 uma medida provisória (2.208/2001) que determinava que qualquer comprovante era válido como documento estudantil fez com que milhares de falsas instituições de ensino surgissem, gerando um descontrole do acesso à meia-entrada. Com isso, os produtores culturais passaram a dobrar o valor dos ingressos. O que era meia passou então a ser inteira, e o que era inteira passou a ser o dobro.

Com a nova lei regulamentada, o documento do estudante passa a ter um padrão único, nacional, definido pelas entidades estudantis UNE, UBES e ANPG, o que impedirá a falsificação.

CONFIRA OS 10 PASSOS PARA SOLICITAR O SEU DOCUMENTO:

1) Digitalize os seguintes documentos:

. 1 (uma) foto 3×4 recente. Tamanho máximo do arquivo: 3MB. JPEG ou PNG. O fundo da foto deve ser neutro e não conter nada além da imagem da pessoa fotografada (padrão RG., Carta de Motorista, Passaporte);

. 1 (um) documento de identificação (RG, CPF, CNH, RNE – Registro Nacional de Estrangeiros – ou passaporte).

. 1 (um) comprovante de matrícula, como declaração de escolaridade, boleto com o comprovante de pagamento ou boleto autenticado (com a autenticação mecânica do banco, realizada ao efetuar o pagamento).

2) Acesse o portal: www.documentodoestudante.com.br

3) Crie um login de entrada no site ou use o seu perfil no facebook.

4) Após se cadastrar, você será direcionado à página inicial onde preencherá os seus dados pessoais.

5) Depois, será encaminhado para a página onde é necessário fornecer os dados de sua instituição de ensino.

6) Na página seguinte, anexe os seus documentos (foto 3×4, documento de identificação e comprovante de matrícula).

7) Em seguida, você irá visualizar o padrão oficial do documento (clique em “quero este modelo”).

8) Confira se está tudo correto e confirme os seus dados.

9) Escolha a forma de pagamento: cartão ou boleto. O documento do estudante possui um custo de confecção de R$ 35 + taxas de frete (correspondente ao frete para qualquer lugar do Brasil).

10) Após efetuar pagamento, o seu documento do estudante chegará no endereço que você cadastrou. Você poderá acompanhar o processo de envio via e-mail.

Ficou com alguma dúvida? Acesse: https://www.documentodoestudante.com.br/duvidas-frequentes/

Fonte: UNE

Ele falará sobre “Processos de midiatização e seus limites, tomando como estudo de caso a questão da obesidade infantil”

O pesquisador argentino Oscar Traversa realizará, dia 9 de novembro, de 9h às 17h, um workshop para o Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS)/Icict/Fiocruz, com o tema “Processos de midiatização e seus limites tomando como estudo de caso a questão da obesidade infantil”.

Traversa é professor da Universidad de San Andrés (Argentina), do Departamento de Ciencias Sociales, é especialista em Semiótica, Comunicação Social, Estética e Discursividade Social. Neste semestre, ele está ministrando na Universidade a disciplina “Historia de la mediatizacion”, com a colaboração de Celeste Wagner.

O evento é voltado para alunos de pós-graduação e interessados, mas estão sendo oferecidas poucas vagas. As inscrições são gratuitas, com direito a uma declaração de participação, e para se inscrever, há um formulário disponível no endereço http://eventos.icict.fiocruz.br/

worshop acontecerá na sala 710, do Prédio da Expansão do Campus da Fiocruz, que fica no Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, em Manguinhos, Rio de Janeiro.

Outras informações poderão ser obtidas com a Gestão Acadêmica do Icict, no horário de 9h às 16h ou pelo telefone (55xx21) 3882- 9063.

Leia mais sobre o professor Oscar Traversa no site do Icict – http://www.icict.fiocruz.br/content/ppgics-realiza-workshop-com-o-pesquisador-argentino-oscar-traversa

Serviço

Evento: Workshop “Processos de midiatização e seus limites, tomando como estudo de caso a questão da obesidade infantil”, com o pesquisador argentino Oscar Traversa

Data/Horário: 9/11, 2ª feira, das 9h às 17h

Local: PPGICS/Icict/Fiocruz – Prédio da Expansão do Campus da Fiocruz, que fica no Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, sala 710, em Manguinhos, Rio de Janeiro

Inscrições: Até o dia 5/11, no endereço: http://eventos.icict.fiocruz.br/

Fonte: Ascom Fiocruz

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O Fineduca publicou carta aberta contra a aprovação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Cosntituição (PEC) nº 395/2014, feita pela Câmara dos Deputados no dia 21 de outubro. A carta da instituição foi lançada em 17 de outubro, quatro dias antes da votação. A presidente, Lisete Regina, afirmou, na nota, que tal aprovação culminará em restringi as camadas populares da sociedade ao acesso do ensino superior.

A PEC 395/2014 permite que universidades públicas cobrem por atividades de extensão, cursos de especialização e por MBAs.

Confira a carta na íntegra:

CARTA ABERTA

A Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação – Fineduca subscreve a Carta Aberta do Comando Nacional de Greve das Instituições Federais de Ensino do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), publicada em 30 de setembro de 2015, referente ao conteúdo da PEC 395/2014, que propõe cobrança de taxas e mensalidades em cursos de extensão e pós-graduação, assim como a moção aprovada pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPED, realizada em 07 de outubro do ano corrente, por ocasião da 37ª Reunião Nacional, na cidade de Florianópolis.

A Fineduca compreende que a cobrança de taxas e mensalidades nos estabelecimentos públicos restringe ainda mais a possibilidade de acesso e permanência da imensa maioria de pessoas oriundas das camadas populares ao ensino superior, portanto também é contrária a todas as formas de substituição do financiamento público da educação pelas cobranças de taxas e vendas de serviços. A PEC 395/2014 atenta contra a educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada.

A PEC, de autoria do Dep. Federal Alex Canziani (PTB-PR), e que tem como relator o Dep. Federal Cleber Verde (PRB-MA), altera a redação do inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, que garante “gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”. A proposta será submetida a plenário, no formato do substitutivo apresentado pelo relator, segundo o qual se garantirá “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária”. Ou seja, as universidades poderão cobrar taxas e mensalidades de cursos de extensão, pós-graduação lato sensu e mestrados profissionais (stricto sensu). Ficará, assim, legalizado o financiamento privado desses cursos nas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas.

Hoje, apenas 25% das matrículas em nível de Educação Superior vinculam-se ao setor público. A constitucionalização da oferta de cursos pagos pelas IES públicas reduz ainda mais a responsabilidade do Estado em financiá- las e implica a intensificação da privatização desse nível ensino. Ainda, incentiva essas instituições a recorrerem, de forma sistemática, à venda de serviços para sua manutenção, distorcendo o princípio da autonomia universitária. Diante dos recentes cortes que atingem severamente o orçamento da educação, superando a marca de R$ 12 bilhões em 2015 e tendendo a ser ainda mais graves em 2016, a PEC estimula a substituição do financiamento público pelo privado, através da cobrança de mensalidades pelas IES, desvirtuando seu caráter público e gratuito.

A PEC 395/2014 fortalece um modelo de universidade gerencial, implementado pelos últimos governos neoliberais, que retiram direitos e adotam uma política permanente de arrocho salarial e de quebra da paridade e da isonomia de remuneração entre os docentes. A proposta em discussão na Câmara, se aprovada, ampliará a sobrecarga de trabalho dos professores e a subordinação das atividades acadêmicas aos interesses de mercado. Além disso, não atenderá às reivindicações do conjunto da categoria docente em relação às condições de trabalho e à valorização da carreira e salarial. Na prática, onde isso já acontece, verifica-se um alto grau de adoecimento dos trabalhadores da educação.

Entendemos que a legalização da cobrança de taxas e mensalidades pelas IES públicas, para os casos previstos pela PEC, restringe ainda mais a possibilidade de acesso e permanência da imensa maioria de pessoas oriundas das camadas populares nessas instituições. A política educacional no país tem sistematicamente privilegiado a educação privada, impondo a mercantilização de um direito. Isso resulta no fato de que uma parcela expressiva da população trabalhadora e seus filhos encontra-se matriculada em cursos de graduação deinstituições privadas, em sua maioria universitária. A PEC avança na privatização do nível de ensino de pós-graduação, sinalizando uma tendência de adoção de medidas semelhantes inclusive para o ensino de graduação.

Por outro lado, a referida PEC distorce o sentido da formação crítica que deve caracterizar as atividades acadêmicas, submetendo o processo pedagógico à formação de competências orientadas pelos interesses empresariais. Num contexto de cortes na educação e precarização do ensino superior público, cursos com qualidade duvidosa e finalidades questionáveis podem ser oferecidos com o único objetivo de se arrecadar mais recursos, estimulando-se ainda mais a apropriação das atividades acadêmicas por interesses privatistas.

Compreendemos que a substituição do financiamento público da educação por cobranças de taxas e vendas de serviços não garantirá a manutenção e a qualidade das atividades realizadas por essas IES. A PEC 395/2014 é uma das mais graves medidas de desmonte do projeto de educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada.

Diante do exposto, conclamamos Vossas Excelências à proteção dos direitos sociais duramente conquistados pelos movimentos sociais com a Constituição Federal de 1988, posicionando-se pela rejeição da PEC 395/2014, em defesa do caráter público e gratuito da Educação Superior.

São Paulo, 17 de outubro de 2015.

Lisete Regina Gomes Arelaro
Presidente