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A Comissão de Educação realizou, na manhã desta quarta-feira (21), debate proposto pela deputada Alice Portugal sobre os reflexos da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 395/2014, que prevê a cobrança de taxas e mensalidades nos cursos de especialização e no mestrado profissional nas universidades públicas. Graças à articulação da deputada Alice, a matéria teve a votação adiada na semana passada, mas voltou para a pauta do Plenário desta quarta.

“Essa PEC é um retrocesso, pois é uma quebra do princípio da gratuidade da educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil. Um princípio muito caro para os estudantes brasileiros, que levou a UNE e professores, muitas vezes, às ruas para garantir este princípio na Constituição Federal. Mais uma pauta regressiva que está diante do Plenário da Câmara”, disse Alice.

O debate contou com a presença do autor da matéria, deputado Alex Canziani, do relator, deputado Cleber Verde, e representantes do Ministério da Educação (SESU/MEC), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop).

O professor Isac Medeiros informou que o diretório do Foprop acredita que há entendimento na possibilidade de cobrança de mensalidades nos cursos lato sensu, mas acredita que a alteração constitucional no que diz respeito ao mestrado profissional trará importantes prejuízos e desestruturação do Sistema Nacional da Pós-Graduação (SNPG), podendo acarretar numa massificação e extensão da oferta paga de cursos stricto sensu de natureza acadêmica.

A presidente da ANPG, Tamara Naiz, posicionou-se contra a PEC e defendeu a gratuidade dos cursos de pós-graduação nas universidades públicas. Representando a Andifes, o reitor Naomar de Almeida informou que a Associação irá ampliar o debate sobre o tema durante fórum que será realizado no mês de novembro. Ficou claro que as entidades entendem que a discussão da proposta da PEC precisa ser ampliada.

Ao final do debate, Alice fez um apelo ao autor da matéria para que adiasse a votação para que as entidades discutam amplamente a proposta. “Essa PEC avançou porque ela tem o amparo da Presidência da Câmara. Evidentemente que se fosse proposta para fortalecer o ensino público e gratuito não estaria na pauta com tanta celeridade. Nossa luta para o adiamento é para que as entidades e o próprio MEC tomem posições mais assertivas e tragam para a Câmara dos Deputados”, finalizou.

Fonte: Assessoria de comunicação da deputada Alice Portugal

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ANPG se posiciona fortemente contra PEC que cobra pós-graduação

Foto: Haydée Vieira - CCS/Capes
Foto: Haydée Vieira – CCS/Capes

Presidenta da ANPG acompanhou a mesa de abertura e de encerramento realizadas ontem (20)

O Seminário Síntese de Acompanhamento de Meio Termo Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) teve mais um encontro realizado nesta terça-feira (20), no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, em Brasília. A mesa de abertura, realizada pela manhã, contou com a presença do presidente e do diretor de Avaliação da CAPES, Carlos Nobre e Arlindo Philippi Jr., respectivamente.

O encontro buscou sintetizar os resultados dos trabalhos dos seminários de acompanhamento que aconteceram durante um mês no edifício-sede da Capes e reuniram coordenadores de pós-graduação de todo o Brasil. Dos dias 3 de agosto a 4 de setembro, foram realizados 48 seminários com a finalidade obter uma “fotografia” de cada área de avaliação, com base no período 2013-2014, além de orientar os programas de pós-graduação para o biênio 2015-2016, completando, dessa forma, o período de avaliação de quatro anos.

Carlos Nobre destacou a relevância do processo para as políticas públicas da educação superior no país. “Há uma importância estratégica nessa fotografia de meio termo. Por meio dela poderemos estabelecer políticas de melhoria continuada da pós-graduação.” Para o presidente da Capes a pós-graduação deve se focar na qualidade e em tornar a pesquisa mais significativa para a melhoria do país. “Essa fotografia permite aprender com as boas práticas, entender as particularidades dos melhores programas e assim criar mecanismos para que toda a pós possa seguir esse caminho”.

Ainda no encontro, que ocorreu durante a reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC/ES), cada coordenador foi responsável por produzir um relatório que representa a situação atual de sua área de avaliação nos anos de 2013 e 2014 e apresentar proposições e encaminhamentos para os próximos dois anos.

O diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Jr enfatizou a importância do diálogo para a consolidação do processo avaliativo. “Os resultados apresentados aqui serão fruto de debate com importantes interlocutores presentes, como os representantes da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), a diretoria-executiva do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop) e a comissão de acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020.”

Encerramento de seminário discute desafios da pós-graduação

Na mesa de encerramento do Seminário, realizado na tarde de ontem (20), foi exposto a consolidação de processos da pós-graduação nos últimos anos e foi colocado os desafios da educação superior para os próximos anos no país.

Foto: Haydée Vieira - CCS/Capes
Foto: Haydée Vieira – CCS/Capes

Para o coordenador da área de Ciências Biológicas I, Augusto Schrank, o atual momento de informatização dos dados da pós-graduação permitira um avanço significativo na avaliação. “Do ponto de vista prático, nunca estivemos tão próximos de ter um sistema de informação tão confiável. A primeira vez que atuei como consultor na Capes em 2001, era preciso acessar o artigo e fazer uma verificação manual de quem era aluno, quem era professor. Avançamos muito nesse período. Com a Plataforma Sucupira estamos pela primeira vez próximos de fazer o que deveria acontecer há muito tempo, chegar no primeiro dia da Avaliação com todas as informações necessárias para avaliar um programa de pós-graduação. Assim teremos muito mais qualidade e capacidade de transformar esses números em avaliação qualitativa. É impossível acompanhar todas as defesas de teses e dissertações, por isso temos que utilizar indicadores, agora temos a plataforma, vamos investir nisso”, conclui.

Segundo o presidente do Foprop, Isac Almeida de Medeiros, participar do processo dos seminários de acompanhamento engradecerá a discussão e os encaminhamentos do Fórum. “Nós, gestores da pós-graduação brasileira, ficamos felizes em participar desse processo. A posição do Foprop sempre foi favorável a participação do evento, quando discutimos conjuntamente a mudança na periodicidade da avaliação. Entre os temas que consideramos mais relevantes, está a interação com a Educação Básica: que parâmetros de fato podem ser utilizados para essa medição. Esse é um dos grandes temas a serem debatidos ano que vem no fórum”, enfatizou.

Já o coordenador da área de História, Carlos Fico, aproveitou o encerramento para destacar os êxitos dos encontros. “Os seminários aconteceram apesar de muitos problemas, obstáculos e restrições. Tínhamos perspectivas ruins sobre a participação de coordenadores e também do tratamento dos dados pela Plataforma Sucupira. Tivemos na verdade uma adesão tremenda e um excelente trabalho com os indicadores. Por isso devemos nos congratular.”

O coordenador da área de Física, Sylvio Canuto, reforçou as nuances de se pensar e avaliar qualidade na produção da pós-graduação. “Todos nós temos preocupação de qualidade e isso não é apenas medido por fator de impacto. Há exemplos de estudos que são esquecidos por quinze anos antes de receber um Nobel. Qualidade não se mede por numero de citações”, definiu.

Para encerrar, o diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Jr, realizou agradecimentos e levantou questões pontuais sobre o desenvolvimento da pós. “Se queremos de fato internacionalizar a pós-graduação do país, devemos também nos atentar a questões simples. Por exemplo, precisamos verificar se os programas de excelência (nota 6 e 7) possuem sites em inglês e espanhol. Outro ponto é sobre o financiamento a determinadas áreas do conhecimento como política de Estado, como educação e saúde: podemos buscar apoio dos poderes estaduais e municipais para que os Sistema funcione melhor? Além dessas questões, deixo meus agradecimentos a todos os presentes e aos colegas coordenadores agradeço como cidadão brasileiro, por esse trabalho voluntário de pessoas comprometidas com a educação no país para a criação de uma ciência e tecnologia brasileiras”, concluiu.

Para a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, que esteve presente no encontro de ontem, “esse panorama apresentado durante os Seminários é fundamental para que possamos identificar as potencialidades e os desafios do próximo biênio, à luz, inclusive, das metas do PNPG e do PNE, de modo a contribuir com a expansão e melhoria da pós-graduação brasileira”.

Da redação com informações da CAPES

Na ocasião, Associação ressaltou a importância de uma educação pública, de qualidade e gratuita

A Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente em um debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, referente à cobrança de pós-graduação lato sensu, extensão e mestrado profissional por universidades públicas. A proposta do deputado Alex Canziani (PTB/PR), aguarda votação em Plenário.

Representada por sua presidenta, Tamara Naiz, a ANPG se posicionou contra a PEC, ressaltando a importância da gratuidade da educação pública e se posicionou em defesa qualidade dos cursos oferecidos e da necessidade de regulamentação do cursos de pós-graduação lato sensu. Também defendeu gratuidade dos cursos voltados para formação de professores nas modalidades lato e stricto sensu e a garantia de bolsas nesses cursos em todas as instituições em que serão oferecidos, sejam instituições públicas ou privadas. A Associação defende a educação pública de qualidade em todos os níveis educacionais. Segundo Tamara, outras entidades presentes também foram contra a PEC, inclusive os representantes do Ministério da Educação, da Capes e do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), “Mas cabe apenas ao autor ou colégio de líderes pedir a retirada de pauta”, afirma. Já a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), também presente, não tem posição oficial.

Hoje, embora diversas universidades ofereçam, através de suas fundações, cursos de pós-graduação e extensão pagos, há recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) tentando barrá-los. O autor da PEC salientou, em debate anterior, que a intenção da proposta é garantir segurança jurídica para permitir que as cobranças continuem acontecendo.

Da redação

Juca Ferreira

Nova lei estabelece que uma cota de 40% do total de ingressos seja vendida pela metade do preço

A regulamentação da meia-entrada para eventos esportivos e artístico-culturais, oficializada em 6 de outubro – com a publicação do Decreto nº 8.537 no Diário Oficial da União – está sendo comemorada. A lei estabelece que uma cota de 40% do total de ingressos seja vendida pela metade do preço.

O decreto nacionaliza a meia-entrada. Antes, o benefício era regido por leis estaduais, existente em alguns estados e em outro não. “A nova lei é uma vitória tanto para os que têm direito à meia-entrada, quanto para o mundo da cultura e da arte, que poderá se planejar, cobrar mais barato, ter mais público”, avalia o ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Presidente da União Nacional dos estudantes (UNE), Carina Vitral comenta que a regulamentação é uma vitória para a categoria. “Esse nova regulamentação cria regras, inibe a falsificação e consegue ajudar produtores, estudantes e toda a comunidade da cultura a ter de volta o direito à meia-entrada.”

Para arcar com os custos de ter parte dos ingressos vendidos com desconto de 50%, muitos produtores passaram a praticar valores mais caros em eventos e espetáculos. Assim, o preço da meia-entrada passou a ser o da inteira, e a inteira dobrou de preço. “Dessa forma, o direito à meia-entrada não se realizava”, explica Juca Ferreira.

BENEFICIADOS
Terão direito à meia-entrada estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda. A “Identidade Jovem” será emitida pelo governo e servirá para garantir o benefício aos jovens de baixa renda – aqueles com idade entre 15 e 29 anos, de família com renda mensal de até dois salários mínimos e inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A compra de ingressos no valor de meia-entrada será possível com apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE), que deverá ser emitida pela União Nacional dos Estudantes (UNE); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); entidades estaduais e municipais filiadas à UNE e à Ubes, Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e Centros e Diretórios Acadêmicos de níveis Médio e Superior.

Fonte: UNE

Matéria relacionada:
07/10/2015 – Conquista dos Estudantes: É regulamentada lei da meia-entrada

© Sputnik/ Aleksei Danichev
 Anatoly Torkunov, reitor de Relações Internacionais de Moscou. Foto: Sputnik/ Aleksei Danichev

A Universidade dos BRICS terá seis prioridades: energética, tecnologias informáticas (IT), ecologia e mudanças climáticas, recursos aquáticos, poluição do ambiente e programa BRICS Study, disse o reitor da Universidade de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Anatoly Torkunov.

Mais cedo durante uma das cúpulas dos BRICS foi anunciada uma hipótese de criar uma rede educacional da Universidade dos BRICS para estimular trocas na área de educação e ciência com participação dos melhores estabelecimentos educacionais dos BRICS.

“No final do mês de julho participei de um Fórum internacional de Juventudes dos Brics e OCX, onde apresentei algumas propostas para cooperação educacional e científica no âmbito das universidades dos BRICS, além da criação de um fundo no banco dos Brics para fincar essa íntegração. Parece que nossas propostas foram ouvidas”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

O diretor adjunto do Departamento de planejamento da política externa do Ministério de Relações Exteriores russo, Pavel Knyazev, destacou que a cúpula universitária global dos BRICS ajudará a ajustar cooperação entre as universidades do grupo, acrescentando que o ministério apoiará este processo.

“Damos uma avaliação alta ao fato de que o programa da próxima cúpula inclui um grande leque de assuntos que relacionam praticamente todos os aspetos dos trabalhos dos BRICS. O alargamento da cooperação no âmbito dos BRICS em áreas de ciência e educação reflete uma tendência comum que existe no grupo”, afirmou o diplomata.

“Agora destacam seis prioridades: energética, tecnologias informáticas (IT), ecologia e mudanças climáticas, recursos aquáticos, poluição do ambiente e programa BRICS Study que é um programa complexo que inclui economia, direito, ciências humanitárias, estudos regionais etc.”, informou Torkunov na conferência de imprensa na agência noticiosa Sputnik.

A cúpula universitária global dos BRICS que é um dos eventos oficiais durante a presidência russa no grupo BRICS em 2015 será realizada em 26 a 28 de outubro em quatro universidades de Moscou, MGIMO, Universidade Estatal de Moscou Lomonosov, Universidade Russa da Amizade dos Povos e Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia (MISiS). Espera-se que do evento participem mais de 400 representantes dos círculos estatais, académicos e de especialistas dos BRICS: ministros, reitores das principais universidades, funcionários internacionais e diretores de centros de estudos. Também são convidados os representantes dos círculos científicos da Argentina, Afeganistão, Canadá, EUA, Finlândia, França, Itália, Reino Unido, Noruega e Polônia.

Pela primeira vez, o evento dos BRICS reunirão a maior número de universidades dos países do grupo. Na cúpula serão representadas 18 universidades brasileiras, 17 universidades indianas, 13 universidades chinesas e 8 universidades da África do Sul. A Rússia como o presidente dos BRICS em 2015 terá a representação maior. 69 universidades russas participarão da cúpula.

Fonte:sputniknews.com

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre, durante a abertura do Seminário Síntese de Acompanhamento de Meio Termo Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) na manhã desta terça-feira, 20, em Brasília disse que esse é o momento de fazer um diagnóstico da pós-graduação brasileira e entender como aumentar o impacto e qualificação da nossa produção científica.

O encontro busca sintetizar os resultados dos trabalhos dos seminários de acompanhamento que aconteceram durante um mês no edifício-sede da Capes e reuniram coordenadores de pós-graduação de todo o Brasil. Dos dias 3 de agosto a 4 de setembro, foram realizados 48 seminários com a finalidade obter uma “fotografia” de cada área de avaliação, com base no período 2013-2014, além de orientar os programas de pós-graduação para o biênio 2015-2016, completando, dessa forma, o período de avaliação de quatro anos.

Carlos Nobre destacou a relevância do processo para as políticas públicas da educação superior no país. “Há uma importância estratégica nessa fotografia de meio termo. Por meio dela poderemos estabelecer políticas de melhoria continuada da pós-graduação.” Para o presidente da Capes a pós-graduação deve se focar na qualidade e em tornar a pesquisa mais significativa para a melhoria do país. “Essa fotografia permite aprender com as boas práticas, entender as particularidades dos melhores programas e assim criar mecanismos para que toda a pós possa seguir esse caminho”.

No encontro de hoje, que ocorre durante a reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC/ES), cada coordenador foi responsável por produzir um relatório que representa a situação atual de sua área de avaliação nos anos de 2013 e 2014 e apresentar proposições e encaminhamentos para os próximos dois anos.

O diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Jr enfatizou a importância do diálogo para a consolidação do processo avaliativo. “Os resultados apresentados aqui serão fruto de debate com importantes interlocutores presentes, como os representantes da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), a diretoria-executiva do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop) e a comissão de acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020.”

Fonte: Pedro Arcanjo/CAPES

Ciência, tecnologia e inovação compõem novo documento da parceria estratégica bilateral, anunciado pela presidente Dilma. O ministro Celso Pansera participou da comitiva presidencial em Estocolmo

A área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) integra o Novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-Suécia, anunciado pela presidente da República, Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (19), em Estocolmo. A assinatura do documento, que intensifica os laços bilaterais de cooperação, faz parte dos compromissos da visita oficial ao país escandinavo. O ministro Celso Pansera participa da comitiva presidencial.

“A intensificação da cooperação em defesa é momento propício para aprofundarmos nossas relações econômicas. Demos hoje passos decisivos para reforçar os laços estratégicos em nossas nações, que juntas têm um grande futuro pela frente”, afirmou Dilma em declaração conjunta à imprensa, ao lado do ao primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.

Reunida com a temática da educação, a parte sobre CT&I do documento reafirma o interesse mútuo em reforçar a cooperação no campo educacional e em promover maior intercâmbio de estudantes. Prevê, também, um memorando de entendimento em pesquisa e ensino superior.

Os dois lados declaram interesse em fortalecer o trabalho conjunto em mineração sustentável e decidem iniciar negociações para a adoção de memorando nesse sentido.

Sustentabilidade 

Energia sustentável é outro tema tratado. As áreas listadas são energias renováveis, incluindo biocombustíveis de segunda geração, transmissão e distribuição de eletricidade, redes inteligentes e eficiência energética.

Brasil e Suécia renovaram, ainda, seu compromisso com novas ações nos campos de meio ambiente, mudança do clima e desenvolvimento sustentável. Concordaram em estabelecer um plano de ação conjunto.

No comunicado à imprensa, a presidente destacou a iniciativa lançada pelo país parceiro no mês passado, durante a abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, para promover a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), lembrando que os dois países foram sedes das conferências de Estocolmo, em 1972, Rio-92 e Rio+20, em 2012.

“Temos a responsabilidade de preservar o legado desses eventos históricos sobre meio ambiente. Somos aliados na luta contra o aquecimento global, esse grande desafio que enfrenta a humanidade”, declarou Dilma.

Ela ressaltou que a contribuição brasileira para a redução de emissão de gases do efeito estufa será de 43% até 2030, com base em 2005. “O Brasil foi o primeiro grande país em desenvolvimento a anunciar sua meta”, apontou.

Ambos os lados reiteram sua determinação para responder de forma decisiva ao desafio da mudança do clima e colaborar para o sucesso da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-21), em novembro.

Centralidade

A presidente visitou o Instituto Real de Tecnologia (KTH, na sigla em sueco) e assistiu a apresentação sobre o Instituto e os projetos desenvolvidos em parceria com o Brasil, incluindo o intercâmbio de alunos pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Ela ressaltou que essa cooperação é estratégica para o desenvolvimento do Brasil.

“Olhamos com muito interesse e atribuímos estratégica relevância à Suécia no que se refere à nossa cooperação em ciência, tecnologia e inovação. Nesse sentido, o Instituto Real de Tecnologia da Suécia é relevante parceiro para o Brasil em todas as áreas. Tem sido um parceiro do programa Ciência sem Fronteiras. É a instituição sueca que mais recebeu bolsistas brasileiros, desde a graduação até o pós-doutorado”, declarou. O titular do MCTI participou da visita.

Ao avaliar que a relação entre academia, governos e empresas é a tríade estratégica para o desenvolvimento e a inovação, Dilma incentivou as empresas brasileiras a participar cada vez mais desse processo, aproximando universidades, laboratórios e centros de pesquisas brasileiros do KTH. “Desejamos, também, que empresas brasileiras integrem-se às cadeias produtivas suecas”, disse. “Queremos estimular a todos os setores a se aproximar e desejamos ver o surgimento de startups.”

Ela relacionou outras parcerias frutos da cooperação com o Instituto: desenvolvimento de materiais sustentáveis na área de bioeconomia; pesquisa de materiais leves no domínio da aviação sustentável feitos pela Saab e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); busca de métodos de maior eficiência no uso da energia por Volvo, Saab e prefeitura de Curitiba; e desenvolvimento de soluções de mobilidade urbana pelas unidades brasileiras da Ericsson e da Scania.

Oportunidade

A KTH é a maior instituição de ensino superior em tecnologia da Escandinávia e uma das oito escolas técnicas líderes da Europa.

O Brasil tem ampliado a cooperação na área acadêmica e a quantidade de estudantes que estudam na Suécia por meio do Ciência sem Fronteiras. A KTH foi a instituição que mais recebeu alunos do CsF no país e atualmente conta com 40 estudantes brasileiros, divididos entre os cursos de graduação e pós-graduação.

Um deles é Flávio Luiz Mazzaro de Freitas, de 29 anos. Morando em Estocolmo desde março para cursar doutorado em ciências ambientais, Flávio se diz privilegiado com a oportunidade de estar na instituição por meio da bolsa concedida pelo governo brasileiro. Ele já havia cursado mestrado em 2009 na KTH, mas na ocasião o incentivo havia sido concedido por um programa de bolsas da União Europeia. Leia mais.

Agenda

Os compromissos da delegação na capital sueca incluíram seminário empresarial e visita à Saab. O grupo já se deslocou a Helsinque, para visita oficial à Finlândia.

Fonte: MCTI

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza na quarta-feira (21) debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, do deputado Alex Canziani (PTB-PR), que autoriza as universidades públicas a cobrar pela pós-graduação lato sensu, pela extensão e pelo mestrado profissional. A proposta aguarda votação em Plenário.

Foram convidados para a reunião: o autor da PEC, Alex Canziani; o relator da proposta na comissão especial, deputado Cleber Verde (PRB-MA); e representantes do Ministério da Educação; da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem); do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop); e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

A audiência está marcada para as 10 horas, no Plenário 10.

Fonte: Cenário MT

Fórum de Inovação dos BRICs

Pesquisadores selecionados pela ANPG irão representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática, que acontecerá entre os dias 27 e 31 de outubro, em Moscou. A Associação foi convidada pela organização do evento, a União da Juventude Russa, a formar uma delegação brasileira de sete pessoas, sendo quatro delas pesquisadores e pesquisadoras que irão expor seus projetos inovadores nas áreas de Medicina, Agricultura, Desenvolvimento de Energia e Tecnologia da Informação (TI), durante o evento na capital russa.

Este convite é fruto da participação da ANPG durante o 1º Fórum da Juventude do BRICS e da OCX (Organização da Cooperação de Xangai), realizada em julho deste ano, na cidade de Ufa (Rússia). Na ocasião, a Associação apresentou opiniões que contribuíram para a discussão acerca da cooperação educacional, científica e tecnológica entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

“O 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática é um desdobramento dessas articulações [ocorridas em julho] e uma grande oportunidade de aproximar os pesquisadores brasileiros deste processo de integração entre os países e povos do BRICS”, diz Thomas de Toledo, professor universitário de Relações Internacionais e especialista em BRICS, que irá coordenar a delegação brasileira, juntamente com a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

O Fórum tem como objetivo impulsionar a área de Ciência e Inovação, a partir do estabelecimento de plataformas para cooperação entre jovens cientistas, inovadores, pesquisadores, empresários, investidores e especialistas dos seguintes países: Russia, Armênia, Bielorrússia, Brasil, Índia, Cazaquistão, China, Quirguistão e África do Sul.

“Esse evento é de suma importância para se discutir o aprofundamento das relações bilaterais entre esses países. A ANPG tem adotado várias iniciativas na pauta internacional, como a nossa participação em diversos espaços geopolíticos relevantes: a OCLAE, o ELACES e o Fórum Social Mundial, e agora avançamos para outros espaços para além do âmbito da América Latina”, comenta Tamara.

Os pós-graduandos brasileiros selecionados pela ANPG irão concorrer juntamente com pesquisadores desses outros países nas categorias: Melhor Inovação de Produto, Melhor Projeto de Inovação e Melhor Ideia Inovadora. Serão eleitos três melhores trabalhos em cada categoria no final do evento. O Fórum será filmado pela TV russa e terá grande repercussão.

Da redação

Em tempos de propalada crise, a solução encontrada pelo Governador Geraldo Alckmin é cortar os investimentos na Educação e Ciência e Tecnologia. Essa medida vai na contramão do das medidas adotadas pelo Governo Federal, que reduziu salários dos mandatários. O Governador de São Paulo, sem qualquer consulta à população ou negociação com o parlamento tem sucateado a educação pública em todos os níveis, desde o ensino básico até a pós-graduação. Acompanhe abaixo:

Pesquisa recebe menos

Peça publicitária constante na campanha do então candidato a reeleição, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) teve queda de 10% no montante gasto com as bolsas de mestrado e doutorado. O número equivale a R$13 milhões a menos destinado à formação de pesquisadores pela agência no período janeiro-agosto de 2015.

As bolsas de mestrado sofreram um corte de 19% a menos do que o gasto no mesmo período de 2014, enquanto as bolsas de doutorado tiveram 6% a menos. Segundo o relatório de atividades da Fapesp, 11.197 bolsistas foram beneficiados no ano passado.

A agência defende que a redução nos desembolsos se deve à queda de arrecadação do Brasil e do Estado, já que a Fundação é financiada por uma parcela fica de 1% do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS).

Universidades também sofrem com repasse

Além da agência de fomento, três universidades estaduais paulistanas – USP, Unesp e Unicamp – tiveram suas respectivas verbas reduzidas para o orçamento de 2016, valor que pode chegar a cerca de R$400 milhões. A previsão para 2015 era de R$ 9,8 bilhões para as três Instituições, enquanto para 2016 o valor cairia em R$400 mil, ou 4,1%. Porém, as previsões para esse ano também não foram cumpridas.

As IES gastam quase toda a receita vinda do Estado com os salários de professores e técnicos. A USP usa cerca de 102% dos repasses com a folha e tenta reverter os gastos congelando contratações e obras, além de um plano de demissão voluntária, quando 1,4 mil servidores deixaram a instituição.

Já a Unesp prevê que, até o fim deste ano, irá utilizar mais do que recebe do Estado para pagar docentes e funcionários, enquanto a Unicamp acredita que terminará o ano com 94% do repasse com a folha.

Ensino Básico também é alvo do governo tucano

Além do problema com verba, o Governo do Estado acredita que reorganizar a educação nas escolas do Estado. Tal reorganização faria com que as escolas fossem divididas entre instituições de 1º ao 5º ano, do 6º ao 9º e do Ensino Médio.

Tais decisões feitas por Alckmin não foram discutidas com a população e atacam diretamente a rotina das famílias, no caso das escolas, como a vida dos estudantes do ensino superior e pesquisadores. O governador mexe diretamente com o avanço da educação brasileira ao tomar tais decisões.

As entidades ligadas ao alunos, pais, professores e trabalhadores da rede estadual de ensino alertam a população que o plano de reorganização já prevê o fechamento de mais de 300 escolas por todo o Estado e que da última vez que um Governador tucano fez isso – Mario Covas, em 1996, com Geraldo Alckmin como vice-governador – mais de 20.000 professores foram demitidos e o plano foi revisto após inúmeros protestos. As demissões de professores não foram revistas.

Da redação

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[UOL]Fapesp corta R$ 13 milhões em bolsas de mestrado e doutorado
[G1]Veja o que já está definido no plano de reorganização do ensino em SP
[Folha]Alckmin impõe teto para repasse de verba a USP, Unesp e Unicamp