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ANPG se reúne com MEC e MCTI e tem comissões de trabalho para discutir pautas da pós-graduação aprovadas

Os diretores da ANPG e representantes de APGs reuniram-se com o ministro interino, Luiz Cláudio Costa, no Ministério da Educação, na tarde de quarta-feira (29). Na oportunidade, as APGs trouxeram um pouco da realidade de suas universidades e foram ouvidas por Luiz Cláudio, que ratificou a criação de um grupo de trabalho para discutir as demandas trazidas pela ANPG.

Tamara Naiz, presidenta da ANPG, elencou algumas das pautas que fazem parte da Campanha e explanou rapidamente sobre cada uma delas. “Essa pauta [de mais direitos aos pós-graduandos] tem muitas particularidades. Elencamos algumas delas como a universalização e o estabelecimento de um mecanismo de reajuste anual das bolsas de pesquisa, assistência estudantil para pós-graduação, afinal a permanência do pós-graduandos em seu curso precisa ser garantida, além de melhores condições de pesquisa e mais verbas para Ciência e Tecnologia”, disse.

Na reunião, foi ressaltada a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e da Pós-Graduação, uma grande vitória da ANPG durante a Caravana, com a obtenção de cerca de 300 assinaturas de deputados para a criação desta Frente Parlamentar, superando a meta de 200 assinaturas. Este feito foi graças ao empenho dos pós-graduandos que na terça e quarta-feira (28 e 29/04), realizaram uma blitz no Congresso para a coleta das assinaturas. A conquista foi saudada pelo Ministro Interino.

Luiz Cláudio enfatizou que apoia as pautas trazidas pela ANPG. Ele ainda informou que aprova a comissão com participação da ANPG e da CAPES. O grupo, que já havia sido, anteriormente, aprovado pelo Ministro Paim e lançado no Diário Oficial, mas não tinha se concretizado por questões de mudança ministerial, irá discutir os esses pontos elencados pelos diretores da entidade representativa dos pós-graduandos. O ministro interino ainda comentou que essa comissão é importante para traçar um retrato da pós-graduação brasileira. “Essa comissão é importante, principalmente, para quantificarmos essas demandas trazidas por vocês”, disse.

Os diretores e representantes de APGs presentes na reunião explanaram sobre as pautas relacionadas à Campanha por Mais Direitos, em especial as de assistência estudantil, tomando como gancho as dificuldades vivenciadas por eles no cotidiano de suas pesquisas. Dentre os temas abordados pelos presentes estão a inclusão do pós-graduando no PNAES, a qualidade da pós-graduação e as assimetrias regionais.

CARAVANA À BRASÍLIA: ANPG se reúne com MEC e MCTI

Já hoje (30), a ANPG se reuniu com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo. Na reunião, foram discutidas todas as pautas da Campanha por Mais Direitos e, principalmente, o financiamento para a Ciência e Tecnologia. O Ministro levantou a necessidade de incluir a C,T&I no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Como já havia feito anteriormente, Rebelo mostrou-se, também, preocupado com a questão da licença maternidade e demonstrou apoio à essa necessidade das pós-graduandas de todo o Brasil. Na mesma oportunidade, foi entregue à ele um dossiê sobre a redução das vagas das creches da Universidade de São Paulo (USP).

Os pós-graduandos saíram da reunião com Aldo Rebelo com a aprovação de outro grupo de trabalho que terá participação da ANPG e do CNPq e que irá tratar das pautas levadas pela ANPG e pelo movimento de pós graduandos.

Conheça as pautas da Campanha por Mais Direitos: https://www.anpg.org.br/?p=6114

Por Natasha Ramos e Magdalena Bertola 

Caravana

caravana

A Caravana à Brasília, iniciativa da ANPG com o apoio do movimento nacional de pós-graduandos, conseguiu uma conquista histórica: a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, da Tecnologia e da Pós-Graduação. Esta frente tem o objetivo de fortalecer a produção científica, o desenvolvimento nacional e a valorização do pós-graduando brasileiro. Participaram das atividades mais de 100 pós-graduandos e representantes de mais de 40 APGs de universidades de todas as regiões do Brasil.

A discussão sobre a criação dessa Frente Parlamentar havia sido iniciada pelos diretores da ANPG em reunião com o deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA), em março deste ano, e continuou na audiência realizada na manhã de terça-feira (28), no auditório da Câmara dos Deputados, que foi o pontapé inicial para a coleta de assinaturas dos parlamentares para a criação da Frente.

Era necessário cerca de 200 assinaturas para a criação. A ANPG e os pós-graduandos, que se organizaram em grupos, divididos por Estados, e foram de gabinete em gabinete apresentar a Frente e as propostas da Campanha por Mais Direitos, conseguiram não só atingir essa meta, como reuniram cerca de cem assinaturas a mais.

“Três centenas de parlamentares assinaram, em poucas horas, apoiando nossa Frente Parlamentar, isso não é pouca”, comentou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Os pós-graduandos voltam para casa com sensação de dever cumprido, mas com a consciência de que ainda há muito o que fazer. O próximo passo é a Casa conferir as assinaturas e verificar as condições regimentais para a instalação da Frente. Assim que for instalada, o líder da Frente se reúne e elege uma direção.

“A ANPG já fez e continua fazendo um esforço para que essa Frente seja pluripartidária, conte com muitas lideranças de todas as regiões do país e de muitos partidos. Assim, essa Frente será capaz, junto com a ANPG, de estabelecer diálogo tanto do poder executivo, quanto com o conjunto do parlamento para estudar com bastante atenção a situação e o documento de direito dos pós-graduandos. Dele, devem derivar projetos de lei e audiências públicas para verificar outras situações problemáticas espalhadas pelo país. A ideia que a ANPG tem dialogado com os deputados é que este seja um trabalho rápido para que, até o final do ano, já se tenha encaminhamentos avançados para a categoria.”, disse Marcelo Arias, diretor da ANPG.

Natasha Ramos, de Brasília

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O Governo do Estado do Paraná protagonizou nas tardes de terça e quarta-feira (28 e 29 de abril) uma das cenas de maior truculência e desrespeito para com todo o funcionalismo Público estadual, principalmente com nossos educadores. Em tentativa de aprovar uma reforma na Previdência Estadual (Paranáprevidência), projeto este que na prática desvaloriza ainda mais a já negligenciada categoria de funcionários públicos – os deputados estaduais, o governador do estado e o secretário de segurança pública, arquitetaram o bloqueio das ruas do entorno da Assembleia Legislativa (ALEP)e do Palácio Iguaçu (sede do governo) desde a manhã de terça-feira, com cordão de isolamento sendo formado por policiais militares incluindo batalhão de choque, para assim aprovar a medida.

Os professores da rede estadual iniciaram a greve na segunda-feira, dia 27; e outros setores do funcionalismo tomaram a mesma medida em seguida, como foi o caso dos agentes penitenciários, servidores da saúde e professores universitários estaduais. O acampamento dos manifestantes em greve foi montado do lado oposto da ALEP e professores de todo o Paraná vieram para impedir a aprovação da medida que sangraria os cofres da Paranáprevidência. Na tarde de terça feira, houve enfrentamento entre professores e policiais depois que alguns manifestantes decidiram romper o bloqueio para a passagem do caminhão de som da APP-Sindicato (Sindicato dos Profissionais da Educação do Paraná). Porém a maior brutalidade da ação policial foi vista na tarde desta quarta-feira, quando muitas bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo além de tiros de bala de borracha foram disparados contra manifestantes e agentes da imprensa; inclusive um deputado estadual da base de oposição foi ferido por um dos cães da polícia. Toda a ação de violência policial foi coordenada pelo secretário de segurança Fernando Francischinni (SDD).

O massacre do Centro Cívico de Curitiba contabilizou, segundo dados da prefeitura da capital, 213 pessoas feridas na manifestação. Destas, 150 foram atendidas em 12 ambulâncias. Outros 63 feridos foram encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento, o Hospital Cajuru recebeu 36 pacientes, e o Hospital do Trabalhador recebeu outros 7 feridos. Segundo o governo do estado, 40 manifestantes ficaram feridos e outros 20 policiais, os primeiros socorros foram prestados aos manifestantes no prédio da Prefeitura. Mesmo com a ordem extrema, 17 policiais decidiram por não compor o cordão de isolamento ao Centro Cívico, e como punição, foram presos. Apesar de toda a resistência dos manifestantes, a medida de reforma da Paranaprevidência foi aprovada por 30 votos a 21.

Esse foi sem dúvida, o maior ato de violência de um governo contra a sociedade em toda a história do estado do Paraná. E a Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) vem declarar total repúdio às atitudes de violência brutal e ao comportamento sanguinário e antidemocrático do Governador Beto Richa (PSDB) e ao Secretário de Segurança Publica Fernando Francischini (SDD). Essa demonstração de atentado às liberdades democráticas e desrespeito com os servidores estaduais, é um exemplo de incapacidade política, mostrando o quanto o governo paranaense está despreparado para lidar com manifestações pacíficas e previstas em lei, pois ao invés de dialogar com os educadores, prefere a repressão e a violência contra os servidores estaduais. A atitude do governo do Paraná é, no mínimo, lamentável (Para não dizer algo impublicável).

Veja mais em: https://www.facebook.com/video.php?=859083930829739&set=vb.137498089654997&type=2&theater

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Durante a última mesa do seminário, foi comemorado o resultado da blitz no Congresso, realizada na tarde de terça (28)

O “I Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação”, realizado pela ANPG na segunda e terça-feira (27 e 28/4), no auditório da reitoria da Universidade de Brasília e no auditório da Câmara na manhã de terça-feira, reuniu mais de 100 pós-graduandos de mais de 40 APGs de todo o país.

A mesa “Democratização da Pós-Graduação e Mudanças no Perfil Socioeconômico dos Estudantes do Ensino Superior Brasileiro”, que encerrou o seminário na noite de terça-feira (28), contou como convidados o decano e a decana da UnB, Jaime Santana e Denise Carvalho, respectivamente, além da diretora de Comunicação e a diretora de Movimentos Sociais da ANPG, Gabrielle Paulanti e Maíra Gentil, que mediaram a discussão.

A decana da UnB, professora Denise, falou das políticas de assistência estudantil na Universidade de Brasília, como o acesso ao Restaurante Universitário para estudantes da graduação e de pós-graduação.

O decano da UnB, professor Jaime, discorreu sobre a distribuição de bolsas concedidas pela CAPES, principalmente, no centro-oeste, e comentou que o investimento em Ciência e Tecnologia no país está defasado.“O investimento no auxilio à pesquisa e financiamento de projetos de pesquisa no Brasil está atrasado. Se [o problema] fosse só o [corte de verbas do atual Ministro da Fazenda, Joaquim] Levy estava bom, mas essa defasagem vem desde 2010. Tudo isso temos que levar em consideração”, comentou, lembrando que, apesar do aumento expressivo dos estudantes de pós-graduação brasileira, o número de concessões de bolsa de pesquisa não acompanhou esse crescimento.

Durante o debate, Gabrielle comentou o resultado da blitz realizada no Congresso na tarde de terça-feira. Organizados em cerca de vinte grupos, divididos por Estados, os pós-graduandos coletaram mais de 140 assinaturas para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e da Pós-Graduação, em apenas três horas.

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“Esse é o primeiro passo. Amanhã, quarta-feira (29), vamos estar lá [no Congresso] novamente para conseguir mais apoio para a criação desta Frente Parlamentar”, comentou a diretora de Comunicação.

Os pós-graduandos e diretores da ANPG, que faram ao final, expuseram suas opiniões acerca dos temas abordados e conquistas conseguidas em suas universidades.

Bruno Floriani, representante da APG da Universidade Federal de Santa Catarina, disse que eles vão colocar em prática um questionário para definir o perfil do pós-graduando da UFSC. A primeira etapa dessa pesquisa, explica Bruno, é no âmbito socioeconômico, a segunda etapa, gênero, e a terceira, assédio moral (quem já sofreu, como sofreu, etc.).

Igor Dias, Tesoureiro da ANPG e representante da APG da Universidade Federal do ABC, comentou uma experiência similar em sua IES. “Fizemos, recentemente, uma pesquisa do perfil socioeconômico dos pós-graduandos da UFABC e percebemos que o perfil está mudando. Por ser uma universidade majoritariamente tecnológica, era comum um perfil de pós-graduando homem, branco, mas, com essa pesquisa, verificamos que 51% dos pós-graduandos da UFABC são mulheres”, disse.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, lembrou que as recentes conquistas no âmbito da assistência estudantil na pós-graduação são resultado das lutas das APGs em cada universidade, mas disse que ainda há muito a se fazer para mudar a realidade da pós-graduação brasileira. “Dados do IBGE mostram como a pós-graduação ainda é elitista”, comentou.

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A doutoranda em História pela UFG também informou que foram aprovadas cotas em todos os programas de pós-graduação em sua universidade, o que contribui para a democratização do acesso à pós-graduação.

“Mudar o perfil, ou ampliar o perfil dos pós-graduandos é uma questão de ampliar o olhar social, o que você pesquisa e o que essa sociedade quer desenvolver”, concluiu Tamara.

Natasha Ramos, de Brasília

 

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Nos dias 4, 5 e 6 de maio, a Academia realiza seu mais importante evento anual, a Reunião Magna. O tema desse ano é “O Valor da Ciência”, na acepção de Henri Poincaré, um notável matemático, físico e filósofo francês que viveu entre os séculos XIX e XX. Será uma conferência multidisciplinar, com a possibilidade de interação entre cientistas de grande experiência e jovens talentosos e promissores.

Dois vencedores do prêmio Nobel estão entre os participantes: a química Ada Yonath, a única mulher israelense a ganhar um Nobel, foi premiada por seus estudos sobre a estrutura e funcionamento do ribossomo. Já o biólogo francês Jules Hoffmann foi vencedor na categoria Medicina, por suas descobertas sobre a ativação da imunidade inata.

A Reunião Magna 2015 terá, ainda, a presença do matemático francês Étienne Ghys, conhecido por suas pesquisas em geometria e sistemas dinâmicos e por seu trabalho de divulgação científica, e Michel Morange, também francês, pesquisador em biologia celular e especialista em história e filosofia das ciências.

O evento incluirá sessões especiais sobre engenharia, ciências sociais, astronomia, neurociência, paleontologia, nanotecnologia e sobre o Ano Internacional da Luz, uma iniciativa mundial proclamada pela ONU, com participantes de peso. Confira aqui a programação completa.

A ideia desta edição é discutir o valor intrínseco de atividade científica – fazer ciência pela ciência – como também ressaltar o seu valor fundamental para o desenvolvimento socioeconômico de qualquer país e para a superação da crise que ameaça o Brasil.

A participação na Reunião Magna é gratuita, mediante inscrição, e fornece certificado de participação. Para se inscrever, mande um e-mail com seu nome completo, instituição à qual está vinculado e número de RG ou CPF para [email protected].

O coordenador da Conferência é o Acadêmico Vivaldo Moura Neto, assessorado pela Sra. Marcia Graça-Melo ([email protected]) nos aspectos organizacionais.

Fonte: Academia Brasileira de Ciências

materia frente parlamentar mista

O segundo dia do “Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação”, realizado na manhã de terça-feira (28), reuniu no auditório da Câmara dos Deputados diretores da ANPG, pós-graduandos(as) de todas as regiões do país e parlamentares, para discutir o tema “Desafios e perspectivas para a implementação de mais direitos para os pós-graduandos”.

A mesa contou com participação de Lívio Amaral, representante da CAPES, o deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA), e da presidenta e do vice-presidente da ANPG, Tamara Naiz e Cristiano Junta, respectivamente.

Na ocasião, também foi discutida a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, da Tecnologia e da Pós-Graduação, iniciativa da ANPG com o apoio do deputado Davidson. Esta frente tem o objetivo de fortalecer a produção científica, o desenvolvimento nacional e a valorização do pós-graduando.

O debate contou ainda com a presença de parlamentares, tais como a deputada Maria do Rosário (PT/RS), o deputado Chico Lopes (PCdoB/CE), Afonso Florence (PT/BA) e Orlando Silva (PCdoB/SP), que expressaram seu apoio para a criação da Frente e para as pautas da Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos.

Os representantes das APGs de diversas instituições de ensino superior, como USP, Fiocruz, UFBA, UFMT, UFG, UFRRJ, UFGD, UFSC, UFSM e UFAC, levaram à discussão questões relacionadas às dificuldades vivenciadas por eles em suas respectivas universidades, como o atraso das bolsas de pesquisa, o corte de vagas nas creches universitárias, as assimetrias regionais e o ainda insuficiente investimento em Ciência e Tecnologia.

“Esse é um primeiro diálogo oficial com a Câmara. Me sinto satisfeita, pois foi uma conversa que iniciou bem, com a participação de mais de 40 instituições de ensino brasileiras. Esse é um caminho que temos trilhado e precisamos continuar a trilhar. As proposições que foram feitas aqui, os encaminhamentos, superou minhas expectativas”, opinou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

“Vamos agilizar essas pautas da assistência estudantil. Existe um projeto de lei a curto prazo que vai dar conta disso. A médio prazo, discutiremos mais recursos para a Ciência e Tecnologia no Brasil”, disse o deputado Davidson Magalhães.

À tarde, a ANPG realizou uma blitz no Congresso para a coleta de assinaturas junto aos parlamentares para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, da Tecnologia e da Pós-Graduação, além de buscar reunir apoio dos deputados para as pautas da Campanha por mais direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos.

Fotos por Dasein Filmes:

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Natasha Ramos, de Brasília (DF)

Em reunião com o Secretário Executivo do Ministério da Educação (MEC), a ANPG apresentou estudo realizado pelos pós-graduandos da UNICAMP que tinha o orçamento da CAPES como objeto.

Segundo Luiz Fernando Ramos Lemos, Felipo Bacani e Marina Weyl, caso não haja cortes no orçamento do MEC esse ano, as verbas destinadas à CAPES em 2015 seriam suficientes para o pagamento de 8% de reajuste mais uma 13° Bolsa para todos os bolsistas de mestrado e doutorado da agência ainda esse ano.

De acordo com o estudo “observa-se que cerca de 10% do orçamento da CAPES atualmente não é executado.” O que seria suficiente para “reajustar as bolsas em 8% para cobrir as perdas inflacionarias do último ano e incluir uma 13ª bolsa, o que equivale a um aumento de 17% na renda anual do estudante. Esse valor, entretanto, comprometeria apenas 7,5% do orçamento da CAPES – valor inferior ao que atualmente não é executado”.

Confira o estudo completo aqui (Link).

Da Redação

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O “I Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e perspectivas para a pós-graduação”, realizado pela ANPG, teve início com a fala emocionada da presidenta da Associação, Tamara Naiz. “Nós queremos mudar profundamente o país”, diz a pós-graduanda em História da UFG durante o debate, realizado na noite desta segunda-feira (27), no auditório da reitoria da Universidade de Brasília.

“A assistência estudantil é fundamental para mudar o perfil sócio-econômico da pós-graduação brasileira. Queremos que a pós-graduação possa refletir todas as potencialidades que temos para desenvolver o nosso país”, acrescentou.

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A mesa de abertura do Seminário contou ainda com a presença do reitor da UnB, Ivan Camargo; e do presidente da APG – UnB e diretor da ANPG, Gabriel Nascimento. No público, estiveram presentes pós-graduandos de diversas partes do país e representantes das APGs PUC-Rio e da UFRJ.

“Discutir assistência é necessariamente passar pelo acesso à universidade. E de que forma a universidade pode receber cada vez mais estudantes tanto em quantidade quanto em diversidade? A pós-graduação ainda é restrita a poucos”, comentou Gabriel, ratificando a fala de Tamara.

“Hoje, somos 200 e poucos milhões de habitantes, mas apenas a minoria da população tem acesso à universidade. Quando falamos de pós-graduandos, esse número é ainda menor”, lembrou Gabriel, enfatizando a importância de se discutir a pauta de assistência estudantil.
Ivan Camargo, reitor da UnB, comentou a fala da Tamara e, em seguida, discorreu rapidamente sobre as pautas da Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos. “Quando a gente se emociona pelas nossas causas, significa que o Brasil tem futuro. Quero parabenizar você, Tamara, pelo seu discurso”, disse o professor.
“As pautas [da Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e Pós-Graduandos] me parecem bastante razoáveis. Mas, quando se pensa em assistência, temos que batalhar também por melhores condições logísticas, melhores laboratórios, melhores restaurantes universitários…”, acrescentou.

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O professor comentou também sobre a diferença abismal entre as universidades brasileiras e as universidades estrangeiras, principalmente, as dos países ditos desenvolvidos. “Temos muito que caminhar nessa direção. Mas essa trilha precisa de dinheiro e precisamos discutir como fazer isso”. Ele citou o exemplo de Stanford, universidade situada na Califórnia. “O orçamento da universidade de Stanford é dez vezes maior que o da Universidade de Brasília; e o número de alunos de Stanford é três vezes menor que o da UnB”, comenta. “Espero que vocês aproveitem a discussão desse seminário e tragam as demandas aqui para a UnB”, concluiu.

“Desafios das Políticas de Assistência estudantil para a pós-graduação no Brasil”
“Quando vi a Tamara se emocionado aqui é porque essa discussão é fruto de bastante trabalho, nós vínhamos discutindo bastante com as APGs e com os pós-graduandos para levantar essa luta que é muito incompreendida. Como foi dito, nós não temos direitos a nada. Uma amiga minha adoeceu e não teve o suporte da universidade. Além, é claro da enorme defasagem em relação às bolsas de pesquisa”, comentou Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG, abrindo a mesa “Mesa Desafios das Políticas de Assistência estudantil para a pós-graduação no Brasil”, que veio em seguida à mesa de abertura do Seminário. “Essa caravana se insere nessa na luta daqueles que querem continuar a ver o país avançado nas conquistas que tivemos ao longo dos últimos anos”, acrescentou.

Caiubi Kuhn, diretor de Políticas Educacionais da ANPG, assumiu a palavra na sequência, lembrando as várias realidades do Brasil e comentou sobre a expansão da universidade nos últimos anos. “Passamos, nos últimos 10 anos, por um processo de expansão na pós-graduação e, claro, da universidade. A assistência estudantil é o caminho para garantir a democratização da pós-graduação sob vários aspectos. Este é um desafio muito grande, principalmente, para o estudante de pós-graduação de baixa renda, pois ele encontra mais dificuldade ao realizar sua pesquisa”, explica.

O secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduino, começou sua fala, abordando o que ele chamou de “núcleo” do tema de assistência estudantil e comentou sobre a criação do PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil), que foi elaborado pela ANDIFES.
“O FONAPRACE vai incluir a pós-graduação no debate da assistência estudantil e pressionar para que, nas universidades, os pró-reitores possam entender a importância de se debater esse assunto”, disse.

Em seguida, Gustavo fez uma pequena ressalva, dizendo que é preciso lutar por mais direitos, mas, lembrando que essa é uma luta mais ampla na universidade. “Não adianta eu dar assistência 100% [aos estudantes] e não dar bons laboratórios, professores capacitados, etc. Não pode ser uma demanda isolada das outras questões da universidade”, comentou.
Na sequência, a professora Adélia Pinheiro, reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e representante da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), ressaltou que o tema do seminário é uma “pauta nova que precisará ser dialogada e construída coletivamente, inclusive passando pelo momento de construção conceitual para que nós não nos deixemos cair em armadilhas”, disse.

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Corroborando a fala do representante da Andifes, ela comentou que a universidade se faz com qualidade. “Quando o pós-graduando discute qualidade e assistência somos pares”. E acrescentou: “Estamos passando por um momento em que alguns ganhos, resultados de defesas históricas, estão sendo questionados, minados na base, sempre com a contraposição, de que há desvios, não alcança resultado, os indicadores não apresentam eficiência”, lembrando o momento histórico complicado por qual passa o Brasil, com a direita cada vez mais se manifestando.

Ela ainda comentou dados da ABRUEM. “Represento 45 instituições de ensino espalhadas em quase todos os estados do País. Nós respondemos por 40% dos estudantes de graduação das universidades públicas. Não é pouco. Entretanto, o PNAES não inclui os estudantes de universidades municipais e estaduais [apenas as federais]. Portanto, quando nós temos como referência o PNAES, não estamos falando de uma politica que alcance os estudantes dessas universidades que respondem por 40% dos graduandos no país, e muito menos de pós-graduação. Então, temos aí uma diferenciação”, explicou.

Na sequência, abriu-se sessão para a intervenção do público, que levantou questões pertinentes ao tema, como políticas de democratização e permanência na pós-graduação, a consolidação de um sistema nacional de educação superior e o corte de verbas na Educação, refletindo no atraso das bolsas de pesquisas, que ocorreram principalmente no começo do ano.

As atividades da Caravana à Brasília e o “I Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e perspectivas para a pós-graduação” continuam nesta terça-feira (28). Às 9h acontece o debate público, no auditório da Câmara, intitulado “Desafios e perspectivas para a implementação de mais direitos para os pós-graduandos”. À noite, às 18h30, no auditório da reitoria da Universidade de Brasília, acontece a terceira mesa “Democratização da Pós-Graduação e Mudanças no Perfil Socioeconômico dos Estudantes Superior brasileiro”, com a presença do decano e da decana da UnB, Jaime Santana e Denise Carvalho, respectivamente.

Os diretores da ANPG ainda se reúnem com o Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e com o Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, nos próximos dias, para discutir a pauta de mais direitos aos pós-graduandos.

Natasha Ramos, de Brasília

Representantes discentes do programa de pós-graduação em Direito da Universidade de Brasília (UnB) divulgam nota contra intolerância. Leia abaixo:

NOTA DE REPÚDIO

Na quinta-feira do dia 09 de abril de 2015 a Faculdade de Direito da UnB foi palco de um episódio lamentável de discriminação: o Deputado Federal Jean Wyllys, figura pública que age na defesa dos direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans), ao ingressar no espaço da Faculdade de Direito foi alvo de ataques por parte de estudantes que gritavam, como forma de agredi-lo, o nome de um conhecido político homofóbico a plenos pulmões.

Nós, Representantes Discentes do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Brasília, vimos expressar nosso repúdio a toda e qualquer manifestação de intolerância, seja ela de cunho homofóbico, machista, racista ou classista. A personalidade homofóbica em questão, invocada na fala de estudantes como forma de agressão, representa o ódio e a intolerância que seguem entranhadas na sociedade brasileira.

A Faculdade de Direito da UnB deve ser um espaço de respeito à diversidade, pluralidade e convivência democrática de diferentes matizes políticas. Entretanto, discursos de ódio não possuem vez no jogo democrático – nem mesmo quando mascarados sob a forma de uma falaciosa “liberdade de expressão”. Por fim, esperamos que este episódio seja objeto de reflexão por toda a comunidade acadêmica na construção de políticas continuadas de respeito à diversidade, bem como gere um posicionamento público e firme do Centro Acadêmico de Direito – Cadir, no combate a todas as formas de opressão.

Representantes Discentes da Pós-Graduação em Direito
UnB – Universidade de Brasília

A TV Globo festejará os seus 50 anos de existência no dia 26 de abril. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos. No mesmo período, porém, muita gente está disposta a promover a “descomemoração” do aniversário do império global, um ato de repúdio ao papel nocivo desse grupo de mídia na história do país. Uma palavra-de-ordem que se destaca em todo o Brasil em manifestações recentes é: “O povo não é bobo. Fora Rede Globo”. E motivos não faltam para esta revolta.

A emissora é filha bastarda do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando sustentação ideológica à ação das Forças Armadas. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou as graças dos ditadores. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado.

Nascida da costela da ditadura, a TV Globo tem um DNA golpista. Apoiou abertamente as prisões, torturas e assassinatos de inúmeros lutadores patriotas e democratas que combateram o regime autoritário. Fez de tudo para salvar o regime dos ditadores, inclusive omitindo a jornada das Diretas Já na década de 80. Com a democratização do país, ela atuou para eleger seus candidatos – os falsos “caçadores de marajás” e os convertidos “príncipes neoliberais”. Na fase recente, a TV Globo militou contra toda e qualquer avanço mais progressista, atuando na desestabilização dos governos que não rezam integralmente a sua cartilha. Nas marchas de março desse ano, ela ajudou a mobilizar o anseio golpista e garantiu a ele todos seus holofotes.

A revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto. Através da sua programação, não é nada raro ver a naturalização e o reforço ao ódio e ao preconceito.

Além da sua linha editorial golpista e autoritária, a Rede Globo – que adora criminalizar a política e posar de paladina da ética – está envolvida em inúmeros casos suspeitos. Até hoje, ela não mostrou o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do pagamento dos seus impostos, o que só reforça a suspeita da bilionária sonegação da empresa na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A falta de transparência do império em inúmeros negócios é total. Ela prega o chamado “Estado mínimo”, mas vive mamando nos cofres públicos, seja através dos recursos milionários da publicidade oficial ou de outros expedientes mais sinistros.

Essas e outras razões explicam o forte desejo de manifestar o repúdio à TV Globo em seu aniversário de 50 anos. Assim, vamos realizar em torno do dia 26 de março uma série de manifestações, em todo o país, para denunciar a emissora como golpista ontem e hoje; exigir a comprovação do pagamento de seus impostos; e reforçar a luta por uma mídia democrática no Brasil.

Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país. Por isso, vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país.

Assinam:
ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular

Blog da Cidadania

Blog Maria Frô

Blog O Cafezinho

Blog Viomundo

Brasil de Fato

Campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político

Centro de Estudos Barão de Itarare

Consulta Popular

Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços

CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT- Central Única dos Trabalhadores

Enegrecer- Coletivo Nacional de Juventude Negra

FNDC- Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Fora do Eixo

FUP- Federação Única dos Petroleiros

Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Intervozes

Jornal Página 13

Juventude do PT

Juventude Revolução

Levante Popular da Juventude

MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens

Marcha Mundial das Mulheres

Movimento JUNTOS!

MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

MTST- Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Nação Hip Hop Brasil

Sindicato dos Professores de Campinas (Sinpro)

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

UBM- União Brasileira de Mulheres

UJS- União da Juventude Socialista

UNE- União Nacional dos Estudantes

Uneafro-Brasil

Vermelho

*Para aderir ao manifesto, envie o nome da sua entidade para [email protected]

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