Category

Notícias

Category

Dia Internacional da Mulher 06

“É preciso celebrar as conquistas, fazer um balanço e apontar as lutas desse momento para a superação da desigualdade de gênero e emancipação das mulheres e da sociedade”, diz Lúcia Rincón, da União Brasileira de Mulheres, em entrevista à ANPG 

Graduada em História pela Universidade Federal de Goiás (1974), mestre em História Regional pela Universidade Federal de Goiás (1981) e doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002), Lúcia Helena Rincón Afonso é Secretária Geral da Associação dos Professores da Universidade Católica de Goiás, professora adjunto da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Membro efetivo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, representando a União Brasileira de Mulheres. No CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher), faz parte da Câmara Técnica de Monitoramento, participando na SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) do Comitê de Monitoramento das Políticas para Mulheres do PNPM (Plano Nacional de Políticas para as Mulheres).

Para este dia tão representativo para a luta feminista, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a ANPG entrevistou a Lúcia Rincón, que fala sobre as conquistas alcançadas e a luta feminista na academia e na sociedade como um todo.

ANPG: No cenário nacional e internacional, qual o atual momento de inserção das mulheres na academia e na pesquisa?
Lucia Rincon: Existem dados que comprovam uma presença importante das mulheres na academia de forma geral, seja na pesquisa, seja docência. Entretanto, com certeza, ainda registramos um número muito pequeno, principalmente, na pesquisa; as áreas continuam segmentadas por sexo e ainda há dificuldades das mulheres de conseguirem financiamento. Inclusive, foi denunciado recentemente por um órgão da Inglaterra, que o montante destinado à pesquisa realizada são menores não só para as áreas ditas femininas, mas para as mulheres acessarem. De fato, a discriminação de sexo aparece em todas as áreas de ensino e pesquisa de forma geral, dentro das universidade e fora delas, em institutos, apesar de ser maior o número de mulheres entre 18 e 24 que frequentam o ensino superior. Segundo dados de 2011 do IBGE, 57,8% de estudantes que frequentam o ensino superior são mulheres. As áreas ainda são muito segmentadas por gênero: nas Ciências Sociais, Negócios e Direito, 46,2% são homens, enquanto 32,8% mulheres. Na área de Educação, com graduação concluída, 28,4% de mulheres e 8,4%, homens. Saúde e Bem-Estar, 14,8% mulheres e 9,5% homens. Engenharia, Produção e Construção, 13,7% são homens, enquanto apenas 2,8% são mulheres. Na área docente, temos um número ainda maior, mais segmentado por áreas conhecidas como femininas.

ANPG: Recentemente, temos recebido alguns casos de mulheres que relatam ter sofrido assedio sexual e/ou moral na pós-graduaçào. O que você acha que isso significa? Isso pode ser um indicativo de que a sociedade está questionando mais o assédio em relação a mulher?
L.R.: A academia sempre se achou acima dessas questões, e eu faço parte dela, como se aqui não acontecesse isso, como se na Educação fosse todo mundo educado. Isso não é verdade. A sociedade patriarcal perpassa todas as instâncias, espaços. Novamente, a visibilidade está se ampliando. Hoje, as mulheres, um pouco mais empoderadas, sabendo que são mais respaldadas, sentem mais segurança para fazer a denúncia, não precisam se calar mais.

ANPG: Como você acha que podemos combater o patriarcado na Academia?
L.R.: Uma medida é ainda a abordagem dessa questão e a incorporação dela nas atividades, nas instâncias que nós temos: no currículo, na prática, na extensão, nas pesquisas. Não só para dar visibilidade, mas também como mecanismo de combate. Tenho colocado que nos cursos de formacao de professores é fundamental a discussão sobre o caráter do patriarcado, da estruturação na sociedade e como isso se manifesta dentro da educação. Até na forma de apresentar a pesquisa, como combater a opressão de gênero. Quando falamos de universidade, estamos falando quase sempre de educação formal, mas em áreas como a Comunicação, que é a educação profissional, também é importante se discutir essas questões. O peso da mídia é cada vez mais forte nas vidas das pessoas. Ao formar os profissionais que vão trabalhar com a mídia é importante abordar essas questões do patriarcado e da opressão de gênero.

ANPG: Só há pouco tempo as pós-graduandas conquistaram o direito à licença-maternidade, mas ainda há uma luta para que isso seja regularizado em lei. Em sua opinião, quais são ainda os avanços da emancipação da mulher no Brasil (em relação, ao trabalho, à pesquisa, etc.) que precisam ser conquistados?
L.R.: Nós entendemos que é preciso caminhar; existem dois sistemas muito embrincados que se autoalimentam: o capitalista e o patriarcado. Portanto, a exploração acentuada da mulher reforça o ideário patriarcal, que reforça a inferioridade da mulher, indicando a sua permanente submissão ao capital. Assim, o que precisamos fazer é uma luta permanente no cotidiano, para superar a sociedade de classes, combater o sistema capitalista e superar o patriarcado. Nesse cenário, as conquistas que as pós-graduandas alcançaram é extremamente importante, um marco das conquistas nessa situação de igualdade.

ANPG: Por que essa data (8 de março) ainda é muito importante?
L.R.: Porque ela é um marco. Foi criado num congresso de mulheres socialistas no inicio do século passado, que reuniu mulheres do mundo todo, para lembrar a todos que esse é um dia de lutas e avanços. É preciso celebrar as conquistas, fazer um balanço e apontar as lutas desse momento para a superação da desigualdade de gênero e emancipação das mulheres e da sociedade.

ANPG: Gostaria que você comentasse uma das reinvindicações da UBM para o 8 de março, que é a ampliação da participação das mulheres na política.
L.R.: A sociedade brasileira vive, nos últimos tempos, um processo de polarização que precisa ser enfrentado. Nós saudamos e queremos o aprofundamento da democracia e, hoje, existem algumas ações que são urgentes para preservação da democracia. A primeira delas é a reforma política democrática, que implica em paridade de gênero. Não há como fazer democracia com metade da população de fora, em detrimento das mulheres. A sociedade está muito polarizada pela grande mídia, que está dando o tom dos setores conservadores. Nós entendemos que esse é um governo progressista, que tem o compromisso com o aprofundamento da democracia, tanto nas propostas como na própria estrutura de poder, no momento que busca aprofundar os instrumentos de participação democrática. Mas, é importante indicar que esse é o caminho que deve ser trilhado. Por isso, nós da UBM, pautamos o empoderamento das mulheres para uma reforma política democrática.

ANPG: Na questão da Inclusão do agravante de feminicídio no código penal brasileiro, como você acha que isso aponta para um questionamento maior da opressão vivenciada pelas mulheres e exercida pelos seus próprios parceiros?
L.R.: Nós dissemos, muitas vezes, que conseguimos igualdade na lei para depois conseguir igualdade na vida. A inclusão do agravante de feminicídio no código penal brasileira traz um significado de reconhecimento de uma realidade, para indicar à sociedade que é preciso levar isso em consideração, para, em seguida, intervir nesse processo de horror para as mulheres. Uma sociedade civilizada não pode ficar inerte diante desse quadro.

Da redação

brics foto da capes

Teve início nesta segunda-feira, 2, em Brasília, o 2º Encontro dos Ministros de Educação do Brics, bloco de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre os principais temas abordados pelo grupo de especialistas em educação dos cinco países, está a mobilidade acadêmica, com foco na pós-graduação.

Segundo Luiz Cláudio Costa, secretário-executivo do Ministério da Educação, o programa Ciência sem Fronteiras pode servir de exemplo para futuras parcerias entre os países membros do grupo. “Com o CsF, o Brasil atingiu um novo patamar no processo de internacionalização da educação superior. Agora, temos o grande desafio de estreitar os laços entre pesquisadores dos países do Brics, de maneira mais efetiva e menos burocrática”, afirmou.

De acordo com Costa, a reunião consolida a recente e promissora cooperação internacional dos Brics, com vistas a promover melhorias mundiais. “Tratam-se de cinco países com muitas diferenças, mas com muitos desafios em comum. Observando essas diferenças, poderemos resolver nossas desigualdades internas. Especialmente ao associar cenários econômicos com os desafios da educação. A história recente da humanidade mostra que não existe desafio que não seja superado com base na educação. O avanço sustentável só é possível pela via da educação”, ressaltou.

Encontro
O encontro busca o aprofundamento na discussão dos temas prioritários estabelecidos na primeira reunião de ministros da Educação, que aconteceu em novembro de 2013, em Paris.
Para o Embaixador José Alfredo Graça Lima, o evento segue a principal diretriz da 6ª Cúpula de Chefes de Estado do Brics, ocorrida em Fortaleza, em julho de 2014, que é o de atenção especial aos temas sociais. “Propostas como a indiana, da criação de um fórum de jovens cientistas, ou a russa, de criar uma liga universitária dos países Brics, estão perfeitamente alinhadas com as prioridades do governo brasileiro, que coloca a educação como principal eixo”, enfatizou.

Segundo o embaixador, a reunião deve gerar resultados robustos no alinhamento da cooperação internacional. “Raras oportunidades terão tanto impacto em nível mundial, já que estamos tratando da educação de 42% da população mundial. Em eventos como esse, percebemos que o Brics se encontra plenamente consolidado e aumenta os impactos positivos sobre influência internacional”, concluiu.

No fim do dia, os ministros assinaram a Carta de Brasília, com as principais decisões do grupo e recomendações para ações futuras na área.

Avanço qualitativo
A preocupação com o crescimento qualitativo da educação foi um dos principais temas abordados pelo vice-ministro da Educação da China, Yubo Du. “Nosso país deu entrada em uma nova fase de crescimento. Nosso foco não deve ser simplesmente na expansão, mas sim no aumento qualitativo”.

A China tem hoje o maior número de matrículas no ensino superior do mundo. “Estamos interessados em uma formação mais adequada às necessidades socioeconômicas do país. Nosso programa pretende melhorar o currículo e, assim, aumentar a capacidade de inovação e de servir à sociedade, com foco na formação de talentos criativos. O governo chinês tem exigido das universidades atenção especial para inovação e para o planejamento de disciplinas e cursos em temas chaves. Assim temos alcançado resultados notáveis”, contou Yubo Du.

O vice-ministro da Educação da África do Sul, Mduduzi Manana, demonstrou esperança de que o encontro possibilite avanços pragmáticos para cooperação educacional entre os países do bloco. “Estamos bastante satisfeitos com o que está sendo estabelecido aqui. É evidente para nós que os cinco países estão lidando com as mesmas questões, por isso devemos cooperar para resolver esses desafios e nos aproximar de soluções”.

Essa análise é semelhante ao do vice-ministro da Rússia, Alexander Klimov, que também citou o Ciência sem Fronteiras como uma boa plataforma para a mobilidade internacional. “Nossa cooperação pode ser bem sucedida porque compartilhamos problemas comuns. É assim que teremos uma formação mais competitiva internacional”, afirmou.

O vice-ministro indiano, Satyanarayan Mohanty, destacou os temas escolhidos pelo grupo para deliberação. “Parabenizo o Brasil pela criação dessa agenda que abarca educação superior, profissional e indicadores educacionais. Os países do Brics precisam crescer juntos e para isso é importante fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação”.

Grupos de Trabalho
A partir de reunião de grupos de trabalho, realizadas na manhã do dia 2 de março, especialistas e representantes dos governos se debruçaram sobre os principais temas da área de educação.

O grupo que tratou da educação superior, que incluía o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, a diretora de Relações Internacionais da Capes, Denise Neddermeyer, o diretor de Políticas e Programas de Graduação da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Dilvo Ilvo Ristoff, e o diretor de Cooperação Internacional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Paulo Sérgio Beirão, discutiu a criação da rede de universidades do Brics, a formação de uma liga de universidades para desenvolver projetos de pesquisa conjuntos e a intensificação da mobilidade acadêmica de professores, pesquisadores e estudantes do bloco.

O presidente da Capes fez a abertura da mesa revelando ser um encontro muito importante para a educação superior. “Essa é uma ótima oportunidade para discutirmos problemas em comum entre países do bloco e pensarmos em soluções conjuntas, que envolvem a questão da mobilidade e da formação de uma rede de universidades. Temos pouco tempo para discutir muitos assuntos.”

Em seguida, os participantes propuseram uma agenda de encontros para detalhar os termos da cooperação multilateral, identificar as áreas de maior interesse comum e as universidades com trabalho relevante nesses setores. Em princípio, essas áreas seriam qualidade educacional, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e segurança nutricional, entre outras.

Outros temas abordados foram a educação profissional e tecnológica, em especial como balancear as demandas do mercado de trabalho e a formação nesse nível; e metodologias conjuntas para criação de indicadores educacionais comuns, que contemplem as particularidades do contexto econômico e social dos países do bloco.

Terça-feira
Nesta terça-feira, 3, os ministros da Educação dos países do Brics voltam a se reunir, desta vez com a participação de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Na ocasião, o subsecretário-geral de educação da Unesco, Qian Tang, apresentará o estudo “Brics – Construir a educação para o futuro”, desenvolvido pela agência sobre a educação nos cinco países do grupo.

Também serão discutidas as possibilidades de cooperação entre a Unesco e o Brics e questões relacionadas à elaboração das metas da Agenda Internacional de Educação pós-2015 e ao Fórum Mundial de Educação, que será realizado na cidade sul-coreana de Incheon, de 19 a 22 de maio próximo.

Estão previstos novos encontros desse grupo para os dias 25 a 29 de abril, em Cuiabá, meados de maio, em São Petersburgo, na Rússia, e em outubro, em Pequim, na China, quando será lançada a Liga de Universidades do Brics.

Fonte: CAPES

Após os atrasos acontecidos durante o mês de fevereiro, a Associação Nacional de Pós-Graduandos voltou a receber relatos de atraso nas bolsas concedidas pela FAPERJ. A entidade representativa dos pós-graduandos entrou em contato com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro para buscar mais informações sobre o atraso e pressionar para que o pagamento seja feito o quanto antes.

Segundo nota oficial enviada à ANPG, A FAPERJ afirma que: “O Governo do Estado do Rio de Janeiro, assim como o governo federal e os demais estados da federação, estão realizando adequações orçamentárias neste início de ano. Por conta disso, a liberação das bolsas, por parte da Secretaria de Fazenda, está sendo feita de forma escalonada. A maioria absoluta das bolsas já foi paga. A modalidade em questão é uma exceção à regra – gerida pela Uerj com verba da Faperj – e tem previsão de liberação para os próximos dias, por parte do tesouro estadual. Lembramos que atrasos não são uma realidade na Faperj e temos certeza que, após as devidas adequações, não farão parte da rotina da fundação.

Quanto às bolsas-sanduíche, a entidade afirma que devem ser pagar até o dia 11 de março.
A pós-graduanda Viviane Gomes, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, em e-mail para a ANPG, afirma ainda não ter recebido o pagamento referente a fevereiro, o que causa transtorno: “Eu e todos os colegas que não receberam precisam comer, morar e pagar suas contas. Queremos nosso dinheiro!”, afirma. Os bolsistas da UENF, tanto de pós quanto de graduação, farão uma mobilização em frente à Universidade amanhã (05), às 7 da manhã e pretendem fechar a Avenida Alberto Lamego.

Já a aluna de doutorado-sanduíche na Califórnia, Dani Cassol, também não recebe desde o mês passado. Em sua conta no Facebook, a pós-graduanda desabafa: “É muito desacato com as pessoas! Falta de respeito! Como vou pagar o aluguel na segunda?”. Segundo ela, quando entrou em contato com a Faperj, a agência respondeu que não há previsão para pagamento.

A ANPG continua insistindo para que a FAPERJ dê um posicionamento mais claro quanto aos pagamentos e pede para que todos os pós-graduandos com bolsa em atraso enviem seus relatos, acompanhado de nome, universidade, programa e agência de fomento para [email protected].

Da Redação

Campanha foi iniciada para ajudar vítimas das enchentes no estado. Número de bairros atingidos em Rio Branco já soma 53

Nas ultimas semanas diversas cidades do Estado do Acre vem sofrendo com a enchente dos rios, fazendo com que centenas de pessoas fossem obrigadas a deixar seus lares. Esta semana a alagação chegou a capital acreana de forma assustadora.

Na última semana, a capital Rio Branco ultrapassou a maior enchente já registrada, que aconteceu em 1997, quando o Rio Acre chegou 16,67m. Hoje a cidade vive um pesadelo onde após ultrapassar os 18,30m vem acumulando 53 bairros atingidos, 24,713 edificações afetadas, das quatro pontes de acesso tendo três interditadas e 86,937 pessoas atingidas ou seja quase um terço da população vem sofrendo diretamente. Todas as escolas e universidades suspenderam as aulas em virtude do estado de calamidade pública decretada na cidade.

A população que não foi afetada pela alagação diariamente vem saindo de suas residências com uma ação solidaria para contribuir de forma voluntaria nas cozinhas dos abrigos, realizando trabalhos com as crianças e no transporte dos bens dos familiares atingindo.

Estamos vivendo um pesadelo e necessitamos da contribuição de todos e todas as estas milhares de famílias atingidas. Convidamos as nossas entidades dos movimentos sociais a fazerem parte desta campanha em contribuir com a mobilização e divulgação de nosso anseio.

Foi iniciada uma grande campanha SOS ENCHENTES ACRE, para ajudar os desabrigados pela enchente dos rios acreanos, o movimento Acre Solidário recebeu apoio da Diocese de Rio Branco, que cedeu sua conta do Banco Brasil para receber doações em dinheiro. Depósitos de qualquer quantia podem ser enviados para conta corrente 500-2, agencia 0071-X, Banco do Brasil.

Giovanny Kley Silva Trindade
Presidente da N’ativa
Secretário Nacional de Juventude da UNEGRO

Entre os dias 7, 8 e 9 de outubro de 2015 acontecerá o 5º Congresso Internacional sobre Metáfora na Linguagem e no Pensamento (CIMLP), na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

O evento é considerado importante para a comunidade de pesquisadores interessados na investigação da metáfora e seu papel na linguagem e no pensamento. Nas últimas edições, o congresso contou com a participação de mais de 200 pesquisadores de todo o mundo.

Contemplando diversos aspectos pertinentes à Linguística Cognitiva, em especial o tema “Metáfora e Ensino de Línguas”, o evento abrangerá trabalhos dentro dos seguintes temas:
Metáfora/metonímia e ensino;
Metáfora/metonímia e discurso;
Metáfora/metonímia e multimodalidade;
Metáfora/metonímia e cultura.
Também podem ser submetidos trabalhos que trabalhem perspectivas teórico-metodológicas nas pesquisas sobre metáfora/metonímia.

O 5º CIMLP conta com o apoio da Faculdade de Letras/UFMG, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (POSLIN/UFMG), e o Centro de Extensão (CENEX-FALE/UFMG).

A chamada para trabalhos está aberta até 15 de março de 2015. Mais informações no site http://www.letras.ufmg.br/congressometafora/

Da Redação

Na quinta-feira (26), a Emenda Constitucional 85 (EC85), que altera dispositivos na Constituição Federal para atualizar o tratamento das atividades de ciência, tecnologia e inovação no Brasil, foi promulgada pelo Congresso Nacional.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou, durante a sessão, que a emenda constitucional é resultado do esforço e da determinação da comunidade científica, dos pesquisadores, professores e da Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência (SBPC). Para ele, a ciência, tecnologia e inovação “estão associados à construção de um país próspero, a uma sociedade socialmente equilibrada e a uma democracia profunda, verdadeira e digna.”

Além do ministro, participaram da mesa solene o senador e vice-presidente do Senado Federal, Jorge Viana, o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados e vice-presidente do Congresso Nacional, o deputado Waldir Maranhão, o 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Giacobo; e o deputado Sibá Machado. A mesa solene também contou com a presença do senador Renan Calheiros, a deputada Margarida Salomão, primeira signatária da PEC 290/2013, a presidente da SBPC, Helena Nader, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich.

A emenda estabelece que o estímulo à articulação entre os entes do setor – públicos ou privados -, na execução das atividades de pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação e a promoção da atuação no exterior das instituições públicas seja nova função do Estado, tendo como mudanças o estimulo na busca por soluções tecnológicas para problemas enfrentados pelo setor produtivo.

Rebelo disse que, com a promulgação da emenda constitucional, o Congresso Nacional entrega ao país as atribuições, compromissos e horizontes da ciência, tecnologia e inovação. “Esses são três grandes desafios que traduzem as exigências e os anseios do futuro do nosso País”, afirma.

O senador Renan Calheiros lembrou do empenho do também senador Aloysio Nunes Ferreira em perceber a necessidade de deixar explicitado que a pesquisa básica deverá receber tratamento prioritário do Estado. Para Calheiros, sem a explicitação, o incentivo ficava apenas subentendido, podendo dar chance de ser interpretada equivocadamente ou mesmo sofrer descaso.

Aloysio Nunes Ferreira apresentou uma emenda de redação que devolve ao Art. 216, parágrafo 1º da Constituição, a palavra “básica”, motivado pela SBPC, que desde o início da tramitação da PEC na Câmara dos Deputados defendeu a explicitação da palavra no artigo em referência. Além disso, o senador ressaltou, também, que a emenda constitucional 85 demarcou a competência para proporcionar os meios de acesso à tecnologia, pesquisa e a inovação a todos os entes federativos, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, o que torna possível que todos os níveis federativos firmem instrumentos de cooperação entre órgãos públicos e entidades privadas. Também caberá aos entes federativos estimular a formação e o fortalecimento da inovação nas empresas e nos demais entes públicos e privados, por meio da criação e manutenção de parques e polos tecnológicos e de outros ambientes que promovam a inovação e atuação de inventores independentes, ajudando ainda na criação, absorção, na difusão e na transferência tecnológica.

“Essa Emenda Constitucional representa um importante avanço no reconhecimento do papel do Estado brasileiro com a promoção da Ciencia, da Tecnologia e da Inovação”, opina Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Da Redação, com informações do Jornal da Ciência

3conferencia

Foto: Secretaria Nacional da Juventude

Durante a tarde de quinta-feira (26), a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no lançamento da 3ª Conferência Nacional de Juventude. O evento de lançamento ocorreu no Salão oeste do Palácio do Planalto e contou com a presença do Secretário Geral da Presidência da República, Ministro Miguel Rosseto, e da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A 3ª Conferência terá como tema “As várias formas de mudar o Brasil”. Segundo Marcelo Arias, Diretor de Juventude da ANPG, presente no lançamento, “a Conferência acontece em um momento político tenso no país. Há algum tempo se discutem formas para mudar o Brasil profundamente. A ANPG já alerta para algumas delas, como a reforma política democrática e participativa, a democratização das comunicações, a reforma tributária com desoneração dos trabalhadores e taxação das grandes fortunas. Esperamos que a Conferência sirva para debater esses temas com a Juventude e reforçar essas idéias na sociedade”. A 3ª conferência vai debater o Plano Nacional de Juventude, com diretrizes e metas para os próximos 10 anos.

Além de Arias, a Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, também prestigiou a cerimônia: “o tema é muito oportuno e tomara que a conferência mobilize milhares e milhares de jovens, como aconteceu das outras vezes, e que os anseios da juventude, bastante visibilizados em 2013, sejam discutidos e transformados em Política Pública, como aconteceu com o Estatuto da Juventude”, comenta.

A 3ª Conferência ainda não possui regulamentação, mas o Conselho Nacional de Juventude e a Secretaria Nacional de Juventude já solicitaram que a ANPG se responsabilize por uma mostra científica relacionada com as discussões temáticas da Conferência, de forma a qualificar as discussões. Para Arias, esse é um desafio que será recebido com prazer. “O conhecimento deve estar a serviço do desenvolvimento do país e das lutas de seu povo. Não nos furtaremos a esse propósito”, afirma o diretor.

Segundo o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, a grande novidade da conferência é a participação via internet e outros veículos digitais, ampliando os canais de interação digital da conferência. Durante o evento, Daniel Souza, presidente do Conjuve, explicou que o objetivo é articular várias vozes e escutar os desejos de mudar o Brasil.

Da Redação com informações da Secretaria Nacional de Juventude

Logo CLIOA  - Portugues

Nos dias 11, 12 e 13 de junho ocorrerá, em Porto Alegre, o IX CLIOA – Congresso Latino-Americano interdisciplinar do Adolescente. O evento, que acontece a c ada dois anos e em 2015 tem como tema “Adolescentes e Jovens: múltiplas realidades, múltiplos olhares” contará com mesas redondas, apresentações de trabalhos (oral e em pôster), conferências e sessões culturais e relatos de adolescentes e jovens das mais diversas áreas, bem como de alunos da educação básica, graduação e, também, pós-graduandos.

No mesmo evento haverá a Mostra Educacional de Tecnologias Educacionais para o Adolescente (META), que tem como focos temáticas de pesquisa e discussões sobre jovens e adolescentes em perspectivas trans, inter e multidisciplinares, e a mostra científica do CLIOA. O envio dos resumos e artigos completos pode ser feitos até o dia 10/04 e cada autor pode inscrever até três trabalhos através do endereço http://inf.ufrgs.br/clioa/.

As inscrições estão com valor promocional até o dia 30/04. Mais informações podem ser encontradas no site http://inf.ufrgs.br/clioa/inscricoes.php .

Da Redação

Posse presidente CNPq

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, empossou, nesta terça-feira (24), o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), o bioquímico Hernan Chaimovich. A cerimônia foi realizada no auditório do CNPq, em Brasília. Desde janeiro de 2011, a agência era presidida pelo biofísico Glaucius Oliva. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve presente na cerimônia de posse.

“Congratulo o prof. Glaucius Oliva pela ótima condução à frente do CNPq e o prof. Hernan Chaimovich, desejo sorte, dedicação e a importante percepção (que ele já tem) de que há muito a se fazer em Ciência, Tecnologia e Inovação em nosso país e o CNPq tem papel preponderante na cena”, disse Tamara.

“O CNPq tem um papel importante em estimular, organizar e dirigir o esforço no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência e da pesquisa no Brasil, e o professor Hernan Chaimovich é homem talhado para esse desafio”, afirmou o ministro Aldo Rebelo. “O professor tem todas as credenciais para presidir essa grande instituição da nossa pátria. No Brasil, além de uma carreira brilhante como pesquisador, ele fez política acadêmica para abrir caminhos para evolução da ciência e da pesquisa”, ressaltou.

Em seu discurso, o novo presidente, que teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de fevereiro, falou sobre a importância estratégica da ciência para o desenvolvimento nacional e do papel do CNPq no esforço conjunto do governo e da sociedade para fazer o País avançar. Segundo ele, é necessário aplicar o conceito de inovação em todos os níveis da sociedade.

“No século 21, é inconcebível pensar na criação do trabalho decente, no combate à pobreza e no fortalecimento da governabilidade democrática sem criar e usar ciência de forma intensiva e abrangente”, disse. “É necessário aplicar as tecnologias adequadas localmente, levando inovação a todos os níveis da sociedade e aprimorando o ensino de ciências.”

Futuro
Chaimovich enumerou uma série de princípios que irão orientar seu modelo de gestão. Nas suas palavras, a instituição de fomento “deve financiar, exclusivamente, o que apenas o CNPq pode financiar com excelência na análise de mérito e na avaliação de impacto, sempre observando os códigos de conduta que devem caracterizar a ética pública”.

Além disso, o órgão vinculado ao MCTI deve colaborar na formulação de projetos estratégicos para que a pesquisa científica básica e tecnológica e a inovação “cumpram, efetivamente, o seu papel essencial no desenvolvimento sustentável e socialmente justo do País”. “Se cada órgão focar no que apenas ele pode fazer, ou no que faz de melhor, a execução de projetos nacionais e utilização de recursos públicos pode ser otimizada”, defendeu.
Ele também pontuou que a interdisciplinaridade entre as diversas áreas de conhecimento e a sinergia entre instituições de ensino e pesquisa e as políticas públicas são o que determina a busca pela excelência científica.

Gestão anterior
Aldo Rebelo e Hernan Chaimovich destacaram a importância da gestão do ex-presidente Glaucius Oliva, inclusive no que tange ao trabalho conjunto com outros órgãos públicos e entidades. À frente da agência, Oliva constituiu uma série de parcerias com ministérios, agências regulatórias, instituições de pesquisa, empresas e organizações não governamentais.
“Dezenas de parcerias foram estabelecidas e com o lançamento de editais temáticos em assuntos de interesse comum”, disse Oliva. Desses editais, ele destacou as chamadas públicas da Secretaria de Política para Mulheres, com o edital para pesquisa sobre gêneros, mulheres e feminismo, e o edital sobre produção de pesquisas e estudos para monitoramento, avaliação e aprimoramento do programa Minha Casa Minha Vida, do Ministério das Cidades.

“Em pouco mais de três anos nós multiplicamos por 25 o número de bolsas concedidas a estudantes e pesquisadores brasileiros pelo CNPq no exterior”, afirmou. “Eram 500 bolsas por ano em 2010 e foram 12,5 mil no ano de 2014”, afirmou. No mesmo período, acrescentou, o CNPq atendeu 322 mil bolsistas. “Investimos R$ 10,4 bilhões em projetos e bolsas”, comentou.

Trajetória
Hernan Chaimovich graduou-se na Universidade do Chile em 1962. Ele vem atuando na política científica nacional e internacional com pesquisas, publicações e participações em conselhos, além de ocupar posições executivas.

Fez o doutorado em ciências biológicas (bioquímica) na Universidade de São Paulo (USP), com conclusão em 1979. Suas pesquisas na área de bioquímica concentram-se em físico-química orgânica, estudando sistemas biomiméticos, em particular estrutura de micelas e vesículas e catálise micelas e enzimática.

Na USP, foi professor titular do Instituto de Química (IQ), chefe do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química, pró-reitor de Pesquisa e diretor do IQ.

Para assumir o CNPq, o novo titular deixa a vice-presidência da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a coordenação do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). Leia mais.

Fonte: MCTI

O Projeto de Lei nº 3282/2014, do deputado Edson Albertassi, que tramita hoje na ALERJ, propõe parâmetros extra científicos para concessão de bolsas de estudos pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Essa lei restringiria o financiamento de bolsas para fins exclusivos do interesse da administração pública do RJ.

A ANPG entende que ao restringir a concessão de bolsas “exclusivamente” a “projetos de pesquisa com foco de intervenção na realidade das atividades relacionadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento das políticas públicas e da administração do Estado do Rio de Janeiro”, o referido projeto de lei engessa as atribuições e limita a atuação da FAPERJ. Com isso, exclui o principal objetivo de uma fundação de amparo à pesquisa, que é fomentar o progresso científico e tecnológico em todas as áreas do saber – incluindo demandas espontâneas de pesquisadores –, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental em sentido amplo e irrestrito.

Compreendemos que o conhecimento científico e tecnológico é um bem importante e que pertence à toda sociedade, quer esteja ou não ligado diretamente à administração pública. O financiamento para fins exclusivos do interesse da administração pública (como proposto no PL 3282/2014) limitará o desenvolvimento de projetos de pesquisa básica que servem de sustentáculo para o real desenvolvimento tecnológico. Além disso, a contribuição científica do Estado do Rio de Janeiro não se limita a questões regionais, mas sim resulta em benefícios importantes para todo o País e para o mundo.

Por essas razões expostas, a ANPG se manifesta totalmente contrária à aprovação do Projeto de Lei 3282/2014. Temos certo que, quanto mais aberta estiver para a ciência mundial, mais qualificada a FAPERJ estará para contribuir com as políticas públicas e com a administração do Estado do Rio de Janeiro.

Projeto de lei: http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro1115.nsf/18c1dd68f96be3e7832566ec0018d833/e52fd8f068559d0583257dab00672c12?OpenDocument