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CONVOCATÓRIA: Neste domingo os movimentos feministas levarão para as ruas de São Paulo a luta pela democracia, pela reforma política, pela água e pelo fim da violência

O dia Internacional das Mulheres, que será comemorado neste domingo, 08 de março, é mais do que uma data festiva, é um dia de luta para as mulheres em todo o mundo. Neste ano, além de promover atos em defesa dos direitos das mulheres, a ANPG, entidades dos movimentos sociais e os movimentos feministas vão as ruas com a pauta “AS MULHERES EM DEFESA DA DEMOCRACIA COM REFORMA POLÍTICA, PELA ÁGUA, PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E POR MAIS DIREITOS”.

A presidente da ANPG, Tamara Naiz, destaca que a luta pela reforma política com igualdade de representação de gênero é “fundamental para se aprofundar a democracia em nosso país”, pois segundo ela “hoje há uma sub-representação da mulher nos parlamentos e espaços de decisão e poder”. Tamara destaca, ainda, que “na legislatura iniciada pela Câmara Federal em 2015, onde, dos 513 parlamentares empossados apenas 51 são mulheres, o que representa menos de 10% do total, quando as mulheres são mais de 50% da população brasileira”.

Serviço

O que: Ato “As mulheres em defesa da democracia com reforma política, pela água, pelo fim da violência contra as mulheres e por mais direitos”

Horário: Concentração às 10h

Onde: São Paulo: em frente ao MASP – Av. Paulista

Grupos de trabalho do Seminário de Saúde, organizado pela ANPG durante a 9a Bienal da UNE, criam carta à população, em busca de um Sistema Único de Saúde com mais qualidade

grupos de trabalho

Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 2015

Carta das Juventudes ao Jovem povo Brasileiro

Nos dias 3 e 4 de fevereiro, durante a 9ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), ocorreu o “Seminário Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudanças na saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, realizado em uma parceria entre UNE e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e idealizado pelo Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) da ANPG e pelas lideranças ligadas a saúde da UNE. O evento contou com cerca de 300 jovens que representam as pluralidades da população brasileira. O seminário foi realizado em duas manhãs, sendo a primeira de um amplo debate com a participação do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e do público presente. Já na segunda manhã foram realizados quatro grupos de trabalho com os seguintes temas: Direito à saúde com ampliação do acesso e atendimento de qualidade; Financiamento adequado do SUS; Valorização do Trabalho e Educação em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS; Fortalecimento da participação e controle social na saúde.

O Objetivo deste seminário foi a produção desta carta a ser disseminada a toda juventude do país. Queremos que os ecos das vozes do Brasil presentes no debate cheguem aos Centros Acadêmicos, Diretórios Centrais Estudantis, Executivas de Cursos, Associações de Pós-Graduandos e a toda a sociedade jovem organizada deste país continental que luta por um Sistema Único de Saúde Público, Equânime e Universal. Acima de tudo queremos incentivar que VOCÊ, jovem, participe das etapas da 15ª Conferência Nacional de Saúde que ocorrerão a partir de março nas Plenárias Populares Regionais, seguidas das Conferências Municipais, Estaduais, até culminarem entre os dias 23 e 26 de Novembro na Conferência Nacional.

O tema central do debate ocorrido foi sem dúvida a ampliação da participação popular na construção e na consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS público. A presidenta do CNS, Maria do Socorro, evidenciou a vontade de participação da juventude na vida política do país a partir das mobilizações de junho de 2013. O Representante do Ministério da Saúde, Heider Aurélio Pinto, trouxe as mudanças ocorridas no último período em termos de saúde pública como a chegada de médicos a cerca de 50 milhões de brasileiros que estavam desassistidos, graças ao programa “+Médicos para o Brasil +Saúde para você”. Dados contestados pela representante da ABRASCO, Dra. Lígia Bahia, que trouxe em sua fala o grande desmonte do SUS idealizado pelo movimento de Reforma Sanitária dos anos 80 e a clareza de mercantilização da saúde e da privatização do setor no país. O debate girou em torno da necessidade de defender um SUS público gerido pelo estado e que a grande luta neste momento é sem dúvida ser contra as Privatizações que dilaceram o Sistema no país, através de Organizações Sociais (OS e OSCIP), Fundações e Empresas públicas (como a EBSERH).

Já os grupos de trabalho trouxeram as seguintes proposições e bandeiras em relação aos temas.

Direito à saúde com ampliação do acesso e atendimento de qualidade

– Garantir políticas públicas para formação e direcionamento adequado do profissional de saúde, técnico ou graduado, qualificando-os para as necessidades do SUS. Como estratégia para efetivação desta ação se faz necessário implantação de disciplinas específicas voltadas para os novos desafios do SUS, a ampliação das residências em saúde (médicas e multiprofissionais, de preferência integradas) e a capacitação continuada dos profissionais de saúde em todos os níveis.

– Garantia de atendimento qualificado a todas as populações de modo a considerar as vulnerabilidades, levando em conta suas subjetividades e especificidades, tais como: população LGBT, juventude negra, pessoas em situação de rua, gestação não desejada, entre outras. Para esta ação se faz necessária a ampliação das especialidades médicas voltadas para juventude, para a população LGBT, bem como revisão da metodologia de acolhimento, humanização e classificação de risco nas unidades básicas de saúde para estas populações, em especial nas especificidades das pessoas trans e das em situação de rua. Além de mais consultórios de rua e unidades móveis de testes rápidos voltados para estes públicos.

– Promover a integração entre o sistema de saúde e educação, garantindo  o acesso a informação em saúde desde os primeiros anos escolares do indivíduo. Para tal ação propomos a estratégia de implementação de ações (disciplinas ou espaços de debate) que tragam temas relacionados a saúde pública no contraturno das escolas integrais. Garantir dentro dos conselhos de saúde cadeiras para o movimento estudantil local, assim como para representação juvenil. Criar conselhos de saúde infanto-juvenis para que crianças e adolescentes conheçam o funcionamento dos conselhos, a fim de promover o interesse pela causa desde cedo; e aumento no financiamento nas pesquisas voltadas para educação em saúde.

Financiamento adequado do SUS

– Reafirmamos a necessidade dos 10% do Produto interno Bruto Nacional para financiamento adequado da Saúde Pública. Somamos força a grande mobilização em torno do projeto Saúde +10, contudo colocamos o posicionamento de que este dinheiro seja aplicado em saúde pública estatal. Além de termos a clareza da necessidade de uma auditoria popular da dívida pública, para que os ralos de dinheiro da nossa nação sejam esclarecidos.

– A efetivação da Lei complementar nº141/12, pela perspectiva da equidade. Na garantia de recursos para políticas para adolescentes e jovens, bem como a participação dos mesmos nos espaços deliberativos com direito a voto.

– Garantir a participação ativa de jovens, em seus diferentes contextos e realidades sociais, nos espaços de cogestão da saúde. Inclusive nas ações, deliberações, fiscalização e acompanhamento de políticas públicas de saúde em todos os níveis.

Valorização do Trabalho e Educação em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS

– Valorização do SUS pela Educação em Saúde em todos os níveis de escolaridade, desde o ensino fundamental, perpassando pela graduação até a pós-graduação em saúde, utilizando práticas interdisciplinares supervisionadas desde os anos iniciais da formação profissional, embasadas em projetos em rede entre universidade/escola – serviços de saúde/SUS, tais como saúde na escola, VER SUS, ligas acadêmicas, entre outros.

– Combate a terceirização e precarização do trabalho, por via da criação de carreira de Estado para profissionais de nível médio e superior, nas instâncias municipal, estadual e federal, admitidos por concurso público e apoio às lutas de categorias em prol da jornada de 30 horas semanais.

– Aprimoramento dos mecanismos de gestão dos SUS, dos processos de trabalho e instrumentos de avaliação do serviço, com a participação de todos os atores sociais: usuários, trabalhadores, gestores, graduandos e pós-graduandos.

Fortalecimento da participação e controle social na saúde

– Realização de uma conferência livre entre UNE e ANPG, mesmo que virtual, para pautar a Conferência Nacional de Saúde

– Fomentar e tencionar espaços de participação social como Fóruns e Conselhos, em diálogo com instituições acadêmicas e científicas como ABRASCO, CEBES, Universidades e executivas de cursos de saúde.

– Fomentar espaços formativos de incentivo à participação popular nas questões de saúde.

Estas foram as propostas que o conjunto de jovens traz para serem colocadas no relatório final da 15ª Conferência Nacional de Saúde, contudo, para que isto se efetive precisamos que você jovem esteja presente e nos ajude a colocar estas pautas nos relatórios das conferências municipais e estaduais. Estamos em ano de mobilização, contamos com VOCÊ e sua mobilização, para cada vez mais efetivarmos um SUS público que cuide cada vez mais e melhor do nosso bem mais precioso, o POVO BRASILEIRO.

União Nacional de Estudantes

Associação Nacional de Pós-Graduandos

Dia Internacional da Mulher 06

“É preciso celebrar as conquistas, fazer um balanço e apontar as lutas desse momento para a superação da desigualdade de gênero e emancipação das mulheres e da sociedade”, diz Lúcia Rincón, da União Brasileira de Mulheres, em entrevista à ANPG 

Graduada em História pela Universidade Federal de Goiás (1974), mestre em História Regional pela Universidade Federal de Goiás (1981) e doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002), Lúcia Helena Rincón Afonso é Secretária Geral da Associação dos Professores da Universidade Católica de Goiás, professora adjunto da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Membro efetivo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, representando a União Brasileira de Mulheres. No CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher), faz parte da Câmara Técnica de Monitoramento, participando na SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) do Comitê de Monitoramento das Políticas para Mulheres do PNPM (Plano Nacional de Políticas para as Mulheres).

Para este dia tão representativo para a luta feminista, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a ANPG entrevistou a Lúcia Rincón, que fala sobre as conquistas alcançadas e a luta feminista na academia e na sociedade como um todo.

ANPG: No cenário nacional e internacional, qual o atual momento de inserção das mulheres na academia e na pesquisa?
Lucia Rincon: Existem dados que comprovam uma presença importante das mulheres na academia de forma geral, seja na pesquisa, seja docência. Entretanto, com certeza, ainda registramos um número muito pequeno, principalmente, na pesquisa; as áreas continuam segmentadas por sexo e ainda há dificuldades das mulheres de conseguirem financiamento. Inclusive, foi denunciado recentemente por um órgão da Inglaterra, que o montante destinado à pesquisa realizada são menores não só para as áreas ditas femininas, mas para as mulheres acessarem. De fato, a discriminação de sexo aparece em todas as áreas de ensino e pesquisa de forma geral, dentro das universidade e fora delas, em institutos, apesar de ser maior o número de mulheres entre 18 e 24 que frequentam o ensino superior. Segundo dados de 2011 do IBGE, 57,8% de estudantes que frequentam o ensino superior são mulheres. As áreas ainda são muito segmentadas por gênero: nas Ciências Sociais, Negócios e Direito, 46,2% são homens, enquanto 32,8% mulheres. Na área de Educação, com graduação concluída, 28,4% de mulheres e 8,4%, homens. Saúde e Bem-Estar, 14,8% mulheres e 9,5% homens. Engenharia, Produção e Construção, 13,7% são homens, enquanto apenas 2,8% são mulheres. Na área docente, temos um número ainda maior, mais segmentado por áreas conhecidas como femininas.

ANPG: Recentemente, temos recebido alguns casos de mulheres que relatam ter sofrido assedio sexual e/ou moral na pós-graduaçào. O que você acha que isso significa? Isso pode ser um indicativo de que a sociedade está questionando mais o assédio em relação a mulher?
L.R.: A academia sempre se achou acima dessas questões, e eu faço parte dela, como se aqui não acontecesse isso, como se na Educação fosse todo mundo educado. Isso não é verdade. A sociedade patriarcal perpassa todas as instâncias, espaços. Novamente, a visibilidade está se ampliando. Hoje, as mulheres, um pouco mais empoderadas, sabendo que são mais respaldadas, sentem mais segurança para fazer a denúncia, não precisam se calar mais.

ANPG: Como você acha que podemos combater o patriarcado na Academia?
L.R.: Uma medida é ainda a abordagem dessa questão e a incorporação dela nas atividades, nas instâncias que nós temos: no currículo, na prática, na extensão, nas pesquisas. Não só para dar visibilidade, mas também como mecanismo de combate. Tenho colocado que nos cursos de formacao de professores é fundamental a discussão sobre o caráter do patriarcado, da estruturação na sociedade e como isso se manifesta dentro da educação. Até na forma de apresentar a pesquisa, como combater a opressão de gênero. Quando falamos de universidade, estamos falando quase sempre de educação formal, mas em áreas como a Comunicação, que é a educação profissional, também é importante se discutir essas questões. O peso da mídia é cada vez mais forte nas vidas das pessoas. Ao formar os profissionais que vão trabalhar com a mídia é importante abordar essas questões do patriarcado e da opressão de gênero.

ANPG: Só há pouco tempo as pós-graduandas conquistaram o direito à licença-maternidade, mas ainda há uma luta para que isso seja regularizado em lei. Em sua opinião, quais são ainda os avanços da emancipação da mulher no Brasil (em relação, ao trabalho, à pesquisa, etc.) que precisam ser conquistados?
L.R.: Nós entendemos que é preciso caminhar; existem dois sistemas muito embrincados que se autoalimentam: o capitalista e o patriarcado. Portanto, a exploração acentuada da mulher reforça o ideário patriarcal, que reforça a inferioridade da mulher, indicando a sua permanente submissão ao capital. Assim, o que precisamos fazer é uma luta permanente no cotidiano, para superar a sociedade de classes, combater o sistema capitalista e superar o patriarcado. Nesse cenário, as conquistas que as pós-graduandas alcançaram é extremamente importante, um marco das conquistas nessa situação de igualdade.

ANPG: Por que essa data (8 de março) ainda é muito importante?
L.R.: Porque ela é um marco. Foi criado num congresso de mulheres socialistas no inicio do século passado, que reuniu mulheres do mundo todo, para lembrar a todos que esse é um dia de lutas e avanços. É preciso celebrar as conquistas, fazer um balanço e apontar as lutas desse momento para a superação da desigualdade de gênero e emancipação das mulheres e da sociedade.

ANPG: Gostaria que você comentasse uma das reinvindicações da UBM para o 8 de março, que é a ampliação da participação das mulheres na política.
L.R.: A sociedade brasileira vive, nos últimos tempos, um processo de polarização que precisa ser enfrentado. Nós saudamos e queremos o aprofundamento da democracia e, hoje, existem algumas ações que são urgentes para preservação da democracia. A primeira delas é a reforma política democrática, que implica em paridade de gênero. Não há como fazer democracia com metade da população de fora, em detrimento das mulheres. A sociedade está muito polarizada pela grande mídia, que está dando o tom dos setores conservadores. Nós entendemos que esse é um governo progressista, que tem o compromisso com o aprofundamento da democracia, tanto nas propostas como na própria estrutura de poder, no momento que busca aprofundar os instrumentos de participação democrática. Mas, é importante indicar que esse é o caminho que deve ser trilhado. Por isso, nós da UBM, pautamos o empoderamento das mulheres para uma reforma política democrática.

ANPG: Na questão da Inclusão do agravante de feminicídio no código penal brasileiro, como você acha que isso aponta para um questionamento maior da opressão vivenciada pelas mulheres e exercida pelos seus próprios parceiros?
L.R.: Nós dissemos, muitas vezes, que conseguimos igualdade na lei para depois conseguir igualdade na vida. A inclusão do agravante de feminicídio no código penal brasileira traz um significado de reconhecimento de uma realidade, para indicar à sociedade que é preciso levar isso em consideração, para, em seguida, intervir nesse processo de horror para as mulheres. Uma sociedade civilizada não pode ficar inerte diante desse quadro.

Da redação

brics foto da capes

Teve início nesta segunda-feira, 2, em Brasília, o 2º Encontro dos Ministros de Educação do Brics, bloco de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre os principais temas abordados pelo grupo de especialistas em educação dos cinco países, está a mobilidade acadêmica, com foco na pós-graduação.

Segundo Luiz Cláudio Costa, secretário-executivo do Ministério da Educação, o programa Ciência sem Fronteiras pode servir de exemplo para futuras parcerias entre os países membros do grupo. “Com o CsF, o Brasil atingiu um novo patamar no processo de internacionalização da educação superior. Agora, temos o grande desafio de estreitar os laços entre pesquisadores dos países do Brics, de maneira mais efetiva e menos burocrática”, afirmou.

De acordo com Costa, a reunião consolida a recente e promissora cooperação internacional dos Brics, com vistas a promover melhorias mundiais. “Tratam-se de cinco países com muitas diferenças, mas com muitos desafios em comum. Observando essas diferenças, poderemos resolver nossas desigualdades internas. Especialmente ao associar cenários econômicos com os desafios da educação. A história recente da humanidade mostra que não existe desafio que não seja superado com base na educação. O avanço sustentável só é possível pela via da educação”, ressaltou.

Encontro
O encontro busca o aprofundamento na discussão dos temas prioritários estabelecidos na primeira reunião de ministros da Educação, que aconteceu em novembro de 2013, em Paris.
Para o Embaixador José Alfredo Graça Lima, o evento segue a principal diretriz da 6ª Cúpula de Chefes de Estado do Brics, ocorrida em Fortaleza, em julho de 2014, que é o de atenção especial aos temas sociais. “Propostas como a indiana, da criação de um fórum de jovens cientistas, ou a russa, de criar uma liga universitária dos países Brics, estão perfeitamente alinhadas com as prioridades do governo brasileiro, que coloca a educação como principal eixo”, enfatizou.

Segundo o embaixador, a reunião deve gerar resultados robustos no alinhamento da cooperação internacional. “Raras oportunidades terão tanto impacto em nível mundial, já que estamos tratando da educação de 42% da população mundial. Em eventos como esse, percebemos que o Brics se encontra plenamente consolidado e aumenta os impactos positivos sobre influência internacional”, concluiu.

No fim do dia, os ministros assinaram a Carta de Brasília, com as principais decisões do grupo e recomendações para ações futuras na área.

Avanço qualitativo
A preocupação com o crescimento qualitativo da educação foi um dos principais temas abordados pelo vice-ministro da Educação da China, Yubo Du. “Nosso país deu entrada em uma nova fase de crescimento. Nosso foco não deve ser simplesmente na expansão, mas sim no aumento qualitativo”.

A China tem hoje o maior número de matrículas no ensino superior do mundo. “Estamos interessados em uma formação mais adequada às necessidades socioeconômicas do país. Nosso programa pretende melhorar o currículo e, assim, aumentar a capacidade de inovação e de servir à sociedade, com foco na formação de talentos criativos. O governo chinês tem exigido das universidades atenção especial para inovação e para o planejamento de disciplinas e cursos em temas chaves. Assim temos alcançado resultados notáveis”, contou Yubo Du.

O vice-ministro da Educação da África do Sul, Mduduzi Manana, demonstrou esperança de que o encontro possibilite avanços pragmáticos para cooperação educacional entre os países do bloco. “Estamos bastante satisfeitos com o que está sendo estabelecido aqui. É evidente para nós que os cinco países estão lidando com as mesmas questões, por isso devemos cooperar para resolver esses desafios e nos aproximar de soluções”.

Essa análise é semelhante ao do vice-ministro da Rússia, Alexander Klimov, que também citou o Ciência sem Fronteiras como uma boa plataforma para a mobilidade internacional. “Nossa cooperação pode ser bem sucedida porque compartilhamos problemas comuns. É assim que teremos uma formação mais competitiva internacional”, afirmou.

O vice-ministro indiano, Satyanarayan Mohanty, destacou os temas escolhidos pelo grupo para deliberação. “Parabenizo o Brasil pela criação dessa agenda que abarca educação superior, profissional e indicadores educacionais. Os países do Brics precisam crescer juntos e para isso é importante fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação”.

Grupos de Trabalho
A partir de reunião de grupos de trabalho, realizadas na manhã do dia 2 de março, especialistas e representantes dos governos se debruçaram sobre os principais temas da área de educação.

O grupo que tratou da educação superior, que incluía o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, a diretora de Relações Internacionais da Capes, Denise Neddermeyer, o diretor de Políticas e Programas de Graduação da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Dilvo Ilvo Ristoff, e o diretor de Cooperação Internacional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Paulo Sérgio Beirão, discutiu a criação da rede de universidades do Brics, a formação de uma liga de universidades para desenvolver projetos de pesquisa conjuntos e a intensificação da mobilidade acadêmica de professores, pesquisadores e estudantes do bloco.

O presidente da Capes fez a abertura da mesa revelando ser um encontro muito importante para a educação superior. “Essa é uma ótima oportunidade para discutirmos problemas em comum entre países do bloco e pensarmos em soluções conjuntas, que envolvem a questão da mobilidade e da formação de uma rede de universidades. Temos pouco tempo para discutir muitos assuntos.”

Em seguida, os participantes propuseram uma agenda de encontros para detalhar os termos da cooperação multilateral, identificar as áreas de maior interesse comum e as universidades com trabalho relevante nesses setores. Em princípio, essas áreas seriam qualidade educacional, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e segurança nutricional, entre outras.

Outros temas abordados foram a educação profissional e tecnológica, em especial como balancear as demandas do mercado de trabalho e a formação nesse nível; e metodologias conjuntas para criação de indicadores educacionais comuns, que contemplem as particularidades do contexto econômico e social dos países do bloco.

Terça-feira
Nesta terça-feira, 3, os ministros da Educação dos países do Brics voltam a se reunir, desta vez com a participação de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Na ocasião, o subsecretário-geral de educação da Unesco, Qian Tang, apresentará o estudo “Brics – Construir a educação para o futuro”, desenvolvido pela agência sobre a educação nos cinco países do grupo.

Também serão discutidas as possibilidades de cooperação entre a Unesco e o Brics e questões relacionadas à elaboração das metas da Agenda Internacional de Educação pós-2015 e ao Fórum Mundial de Educação, que será realizado na cidade sul-coreana de Incheon, de 19 a 22 de maio próximo.

Estão previstos novos encontros desse grupo para os dias 25 a 29 de abril, em Cuiabá, meados de maio, em São Petersburgo, na Rússia, e em outubro, em Pequim, na China, quando será lançada a Liga de Universidades do Brics.

Fonte: CAPES

Após os atrasos acontecidos durante o mês de fevereiro, a Associação Nacional de Pós-Graduandos voltou a receber relatos de atraso nas bolsas concedidas pela FAPERJ. A entidade representativa dos pós-graduandos entrou em contato com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro para buscar mais informações sobre o atraso e pressionar para que o pagamento seja feito o quanto antes.

Segundo nota oficial enviada à ANPG, A FAPERJ afirma que: “O Governo do Estado do Rio de Janeiro, assim como o governo federal e os demais estados da federação, estão realizando adequações orçamentárias neste início de ano. Por conta disso, a liberação das bolsas, por parte da Secretaria de Fazenda, está sendo feita de forma escalonada. A maioria absoluta das bolsas já foi paga. A modalidade em questão é uma exceção à regra – gerida pela Uerj com verba da Faperj – e tem previsão de liberação para os próximos dias, por parte do tesouro estadual. Lembramos que atrasos não são uma realidade na Faperj e temos certeza que, após as devidas adequações, não farão parte da rotina da fundação.

Quanto às bolsas-sanduíche, a entidade afirma que devem ser pagar até o dia 11 de março.
A pós-graduanda Viviane Gomes, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, em e-mail para a ANPG, afirma ainda não ter recebido o pagamento referente a fevereiro, o que causa transtorno: “Eu e todos os colegas que não receberam precisam comer, morar e pagar suas contas. Queremos nosso dinheiro!”, afirma. Os bolsistas da UENF, tanto de pós quanto de graduação, farão uma mobilização em frente à Universidade amanhã (05), às 7 da manhã e pretendem fechar a Avenida Alberto Lamego.

Já a aluna de doutorado-sanduíche na Califórnia, Dani Cassol, também não recebe desde o mês passado. Em sua conta no Facebook, a pós-graduanda desabafa: “É muito desacato com as pessoas! Falta de respeito! Como vou pagar o aluguel na segunda?”. Segundo ela, quando entrou em contato com a Faperj, a agência respondeu que não há previsão para pagamento.

A ANPG continua insistindo para que a FAPERJ dê um posicionamento mais claro quanto aos pagamentos e pede para que todos os pós-graduandos com bolsa em atraso enviem seus relatos, acompanhado de nome, universidade, programa e agência de fomento para [email protected].

Da Redação

Campanha foi iniciada para ajudar vítimas das enchentes no estado. Número de bairros atingidos em Rio Branco já soma 53

Nas ultimas semanas diversas cidades do Estado do Acre vem sofrendo com a enchente dos rios, fazendo com que centenas de pessoas fossem obrigadas a deixar seus lares. Esta semana a alagação chegou a capital acreana de forma assustadora.

Na última semana, a capital Rio Branco ultrapassou a maior enchente já registrada, que aconteceu em 1997, quando o Rio Acre chegou 16,67m. Hoje a cidade vive um pesadelo onde após ultrapassar os 18,30m vem acumulando 53 bairros atingidos, 24,713 edificações afetadas, das quatro pontes de acesso tendo três interditadas e 86,937 pessoas atingidas ou seja quase um terço da população vem sofrendo diretamente. Todas as escolas e universidades suspenderam as aulas em virtude do estado de calamidade pública decretada na cidade.

A população que não foi afetada pela alagação diariamente vem saindo de suas residências com uma ação solidaria para contribuir de forma voluntaria nas cozinhas dos abrigos, realizando trabalhos com as crianças e no transporte dos bens dos familiares atingindo.

Estamos vivendo um pesadelo e necessitamos da contribuição de todos e todas as estas milhares de famílias atingidas. Convidamos as nossas entidades dos movimentos sociais a fazerem parte desta campanha em contribuir com a mobilização e divulgação de nosso anseio.

Foi iniciada uma grande campanha SOS ENCHENTES ACRE, para ajudar os desabrigados pela enchente dos rios acreanos, o movimento Acre Solidário recebeu apoio da Diocese de Rio Branco, que cedeu sua conta do Banco Brasil para receber doações em dinheiro. Depósitos de qualquer quantia podem ser enviados para conta corrente 500-2, agencia 0071-X, Banco do Brasil.

Giovanny Kley Silva Trindade
Presidente da N’ativa
Secretário Nacional de Juventude da UNEGRO

Entre os dias 7, 8 e 9 de outubro de 2015 acontecerá o 5º Congresso Internacional sobre Metáfora na Linguagem e no Pensamento (CIMLP), na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

O evento é considerado importante para a comunidade de pesquisadores interessados na investigação da metáfora e seu papel na linguagem e no pensamento. Nas últimas edições, o congresso contou com a participação de mais de 200 pesquisadores de todo o mundo.

Contemplando diversos aspectos pertinentes à Linguística Cognitiva, em especial o tema “Metáfora e Ensino de Línguas”, o evento abrangerá trabalhos dentro dos seguintes temas:
Metáfora/metonímia e ensino;
Metáfora/metonímia e discurso;
Metáfora/metonímia e multimodalidade;
Metáfora/metonímia e cultura.
Também podem ser submetidos trabalhos que trabalhem perspectivas teórico-metodológicas nas pesquisas sobre metáfora/metonímia.

O 5º CIMLP conta com o apoio da Faculdade de Letras/UFMG, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (POSLIN/UFMG), e o Centro de Extensão (CENEX-FALE/UFMG).

A chamada para trabalhos está aberta até 15 de março de 2015. Mais informações no site http://www.letras.ufmg.br/congressometafora/

Da Redação

Na quinta-feira (26), a Emenda Constitucional 85 (EC85), que altera dispositivos na Constituição Federal para atualizar o tratamento das atividades de ciência, tecnologia e inovação no Brasil, foi promulgada pelo Congresso Nacional.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou, durante a sessão, que a emenda constitucional é resultado do esforço e da determinação da comunidade científica, dos pesquisadores, professores e da Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência (SBPC). Para ele, a ciência, tecnologia e inovação “estão associados à construção de um país próspero, a uma sociedade socialmente equilibrada e a uma democracia profunda, verdadeira e digna.”

Além do ministro, participaram da mesa solene o senador e vice-presidente do Senado Federal, Jorge Viana, o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados e vice-presidente do Congresso Nacional, o deputado Waldir Maranhão, o 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Giacobo; e o deputado Sibá Machado. A mesa solene também contou com a presença do senador Renan Calheiros, a deputada Margarida Salomão, primeira signatária da PEC 290/2013, a presidente da SBPC, Helena Nader, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich.

A emenda estabelece que o estímulo à articulação entre os entes do setor – públicos ou privados -, na execução das atividades de pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação e a promoção da atuação no exterior das instituições públicas seja nova função do Estado, tendo como mudanças o estimulo na busca por soluções tecnológicas para problemas enfrentados pelo setor produtivo.

Rebelo disse que, com a promulgação da emenda constitucional, o Congresso Nacional entrega ao país as atribuições, compromissos e horizontes da ciência, tecnologia e inovação. “Esses são três grandes desafios que traduzem as exigências e os anseios do futuro do nosso País”, afirma.

O senador Renan Calheiros lembrou do empenho do também senador Aloysio Nunes Ferreira em perceber a necessidade de deixar explicitado que a pesquisa básica deverá receber tratamento prioritário do Estado. Para Calheiros, sem a explicitação, o incentivo ficava apenas subentendido, podendo dar chance de ser interpretada equivocadamente ou mesmo sofrer descaso.

Aloysio Nunes Ferreira apresentou uma emenda de redação que devolve ao Art. 216, parágrafo 1º da Constituição, a palavra “básica”, motivado pela SBPC, que desde o início da tramitação da PEC na Câmara dos Deputados defendeu a explicitação da palavra no artigo em referência. Além disso, o senador ressaltou, também, que a emenda constitucional 85 demarcou a competência para proporcionar os meios de acesso à tecnologia, pesquisa e a inovação a todos os entes federativos, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, o que torna possível que todos os níveis federativos firmem instrumentos de cooperação entre órgãos públicos e entidades privadas. Também caberá aos entes federativos estimular a formação e o fortalecimento da inovação nas empresas e nos demais entes públicos e privados, por meio da criação e manutenção de parques e polos tecnológicos e de outros ambientes que promovam a inovação e atuação de inventores independentes, ajudando ainda na criação, absorção, na difusão e na transferência tecnológica.

“Essa Emenda Constitucional representa um importante avanço no reconhecimento do papel do Estado brasileiro com a promoção da Ciencia, da Tecnologia e da Inovação”, opina Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Da Redação, com informações do Jornal da Ciência

3conferencia

Foto: Secretaria Nacional da Juventude

Durante a tarde de quinta-feira (26), a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no lançamento da 3ª Conferência Nacional de Juventude. O evento de lançamento ocorreu no Salão oeste do Palácio do Planalto e contou com a presença do Secretário Geral da Presidência da República, Ministro Miguel Rosseto, e da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A 3ª Conferência terá como tema “As várias formas de mudar o Brasil”. Segundo Marcelo Arias, Diretor de Juventude da ANPG, presente no lançamento, “a Conferência acontece em um momento político tenso no país. Há algum tempo se discutem formas para mudar o Brasil profundamente. A ANPG já alerta para algumas delas, como a reforma política democrática e participativa, a democratização das comunicações, a reforma tributária com desoneração dos trabalhadores e taxação das grandes fortunas. Esperamos que a Conferência sirva para debater esses temas com a Juventude e reforçar essas idéias na sociedade”. A 3ª conferência vai debater o Plano Nacional de Juventude, com diretrizes e metas para os próximos 10 anos.

Além de Arias, a Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, também prestigiou a cerimônia: “o tema é muito oportuno e tomara que a conferência mobilize milhares e milhares de jovens, como aconteceu das outras vezes, e que os anseios da juventude, bastante visibilizados em 2013, sejam discutidos e transformados em Política Pública, como aconteceu com o Estatuto da Juventude”, comenta.

A 3ª Conferência ainda não possui regulamentação, mas o Conselho Nacional de Juventude e a Secretaria Nacional de Juventude já solicitaram que a ANPG se responsabilize por uma mostra científica relacionada com as discussões temáticas da Conferência, de forma a qualificar as discussões. Para Arias, esse é um desafio que será recebido com prazer. “O conhecimento deve estar a serviço do desenvolvimento do país e das lutas de seu povo. Não nos furtaremos a esse propósito”, afirma o diretor.

Segundo o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, a grande novidade da conferência é a participação via internet e outros veículos digitais, ampliando os canais de interação digital da conferência. Durante o evento, Daniel Souza, presidente do Conjuve, explicou que o objetivo é articular várias vozes e escutar os desejos de mudar o Brasil.

Da Redação com informações da Secretaria Nacional de Juventude

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Nos dias 11, 12 e 13 de junho ocorrerá, em Porto Alegre, o IX CLIOA – Congresso Latino-Americano interdisciplinar do Adolescente. O evento, que acontece a c ada dois anos e em 2015 tem como tema “Adolescentes e Jovens: múltiplas realidades, múltiplos olhares” contará com mesas redondas, apresentações de trabalhos (oral e em pôster), conferências e sessões culturais e relatos de adolescentes e jovens das mais diversas áreas, bem como de alunos da educação básica, graduação e, também, pós-graduandos.

No mesmo evento haverá a Mostra Educacional de Tecnologias Educacionais para o Adolescente (META), que tem como focos temáticas de pesquisa e discussões sobre jovens e adolescentes em perspectivas trans, inter e multidisciplinares, e a mostra científica do CLIOA. O envio dos resumos e artigos completos pode ser feitos até o dia 10/04 e cada autor pode inscrever até três trabalhos através do endereço http://inf.ufrgs.br/clioa/.

As inscrições estão com valor promocional até o dia 30/04. Mais informações podem ser encontradas no site http://inf.ufrgs.br/clioa/inscricoes.php .

Da Redação