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A Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos, lançada em setembro, é baseada no Documento de Direitos e Deveres, aprovado no último 24º CNPG, e defende diversos eixos.

Segundo este documento, todo pós-graduando(a) regularmente matriculados(as) em instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas brasileiras, nas modalidades lato e stricto sensu, teria direito à Assistência Estudantil, ou seja:

– Garantia de moradia estudantil nas universidades: Em muitas universidades não há vagas direcionadas para os pós-graduandos. A ANPG acredita que todo pós-graduando deve ter esse direito garantido pela Universidade.

– Passe-livre estudantil: Demanda para os Estados e munícipios, o direito de usar ônibus e metrôs livremente, ou seja, sem precisar pagar a tarifa, deve ser um direito de todo pós-graduando.

– Garantida à assistência pública de saúde no ambiente institucional no qual o(a) pós-graduando(a) está inserido(a),por meio das unidades de saúde que a instituição dispõe, referenciando ao SUS quando as demandas não sejam disponíveis.

– Acesso ao restaurante universitário das instituições públicas que ofertarem, nas mesmas condições que os(as) estudantes de graduação, garantindo também o acesso de filhos(as) dependentes.

– Reconhecimento do(a) pós-graduando(a) strictu e lato sensu no Plano Nacional de Assistência Estudantil(PNAES), tendo acesso a todos os direitos por ele assegurados.

Criado em 2008, o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) apoia a permanência de estudantes de baixa renda matriculados em cursos de graduação presencial das instituições federais de ensino superior (Ifes). O objetivo é viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de repetência e evasão.

O Pnaes oferece assistência à moradia estudantil, alimentação, transporte, à saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e apoio pedagógico. As ações são executadas pela própria instituição de ensino, que deve acompanhar e avaliar o desenvolvimento do programa. Os critérios de seleção dos estudantes levam em conta o perfil socioeconômico dos alunos, além de critérios estabelecidos de acordo com a realidade de cada instituição. Em julho de 2010,  PNAES se tornou decreto (acesse o Decreto nº 7.234), o que garantiu mais segurança, visto que antes era apenas uma portaria (poderia ser revogada a qualquer momento).

>>Participe conosco da “Campanha por mais direitos para os pós-graduandos” e divulgue a agenda de mobilização da sua instituição através do e-mail: [email protected].

>>Veja aqui o Documento de Direitos e Deveres dos Pós-Graduandos

Matérias relacionadas:
13/11/2014 – APG-UFGD conquista direito à assistência estudantil para os pós-graduandos

13/10/2014 – Campanha por mais Direitos: ANPG debate com pós-graduandos da UFF

01/10/2014 -Campanha por Mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as): Bolsas de Pesquisa

30/09/2014 – Moção de Apoio à Campanha por mais Direitos para os Pós-Graduandos e Financiamento para C,T&I

22/09/2014 – ANPG lança Campanha por Mais Direitos para os Pós-Graduandos e as Pós-Graduandas

Cientistas brasileiros contribuíram com 670 artigos publicados em 2013.
Índice da ‘Nature’ leva em conta principais periódicos científicos do mundo.

Estudantes da USP na Praça do Relógio, na Cidade Universitária em São Paulo: universidade foi a que mais contribuiu com a publicação de artigos em 2013 no Brasil (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação)
Estudantes da USP na Praça do Relógio, na Cidade Universitária em São Paulo: universidade foi a que mais contribuiu com a publicação de artigos em 2013 no Brasil (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação)

Em 2013, pesquisadores brasileiros publicaram 670 artigos nas revistas científicas mais importantes do mundo, o que levou o país a ficar em 23º lugar em um ranking de desenvolvido pela prestigiosa revista “Nature”. A primeira edição do suplemento “Nature Index Global” – que reuniu informações sobre 100 países e suas instituições que contribuíram com as pesquisas mais relevantes de 2013 – foi publicada na semana passada.

O índice levou em conta somente os artigos publicados em 68 periódicos científicos de grande impacto. Essa lista foi definida por pesquisadores independentes que responderam em qual revista eles gostariam de publicar suas pesquisas mais significativas.

Entre os países da América Latina, o Brasil foi o melhor colocado no ranking, seguido por Argentina (31º lugar) e México (34º lugar). Os três países foram responsáveis por 92% do total de investimento em ciência e tecnologia na região, segundo o suplemento. O relatório observa que o Brasil foi o único país latino-americano que investiu mais de 1% de seu produto interno bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento e que a Universidade de São Paulo (USP) foi a instituição que mais publicou artigos em 2013.

A taxa de colaboração internacional do Brasil, porém, foi considerada baixa em comparação a outros países da América Latina. Se no Brasil essa taxa é de 2,2, no México, é de 2,7 e, no Chile, de 4,3. O programa Ciência sem Fronteiras foi citado como uma estratégia do país para promover esse tipo de colaboração.

Brasil teve melhora de 17,3%
Para compor o ranking, o número avaliado não é o total de artigos publicados por país, mas o de “contagem fracionada ponderada” (WFC, na sigla em inglês). Esse índice leva em conta a porcentagem de autores de cada país e o número de instituições afiliadas em cada artigo.

Também apresenta uma correção para diminuir o peso dos artigos na área de astronomia e astrofísica, já que o número de publicações nestas áreas é muito maior do que em outros campos do conhecimento cobertos pelo índice da “Nature”.

No caso do Brasil, foram 670 artigos que tiveram ao menos um autor brasileiro. O índice de WFC, por sua vez, foi de 233,81. O país teve um aumento de 17,3% nesse índice entre 2012 e 2013. No caso dos Estados Unidos, que ficaram em primeiro lugar, foram 27.355 artigos publicados com ao menos um autor americano. Já o índice de WFC dos EUA foi de 18.642,88.
O Brasil ficou atrás de países como Austrália, Índia e Rússia e à frente de países como Portugal, Argentina e Chile.

Fonte: G1

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Durante a reunião da diretoria plena da Associação Nacional de Pós-Graduandos, foi aprovado o calendário de campanhas e atividades da gestão 2014-2016

A Campanha por mais direitos para as pós-graduandas e os pós-graduandos é o norte que vai guiar as principais ações da ANPG pelos próximos dois anos. Os eixos principais da campanha são:
– Valorização das bolsas de pesquisa
– Assistência Acadêmica
– Melhores condições de pesquisa
– Melhoria nas relações acadêmicas
– Mais verba para Ciência e Tecnologia.

Acompanhe as principais ações que ocorrerão nos próximos meses!

>>Novembro e Dezembro de 2014

– Blitz do orçamento no Congresso Nacional
Entre novembro e dezembro de 2014, diretores da ANPG, membros de APGs e pós-graduandos irão à Brasília para reivindicar mais verbas para Ciência e Tecnologia dentre outras pautas.

>>Janeiro de 2015

– Mostra de Ciência e Tecnologia na Bienal da UNE
A ANPG, em parceria com as entidades estudantis UNE e UBES, coordenará a Mostra de Ciência e Tecnologia, com o Seminário “Educação, saúde e desenvolvimento: a juventude por mudanças na saúde do Brasil”, dentro da programação da Bienal, que acontecerá de 26 a 31 de janeiro de 2015. Essa atividade é uma preparação dos estudantes para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em novembro de 2015.

– Seminário Nacional “Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação”

– Seminário Nacional “Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e desafios”

>>Abril de 2015

– Caravana à Brasília por mais direitos e financiamento para CT&I

>>Julho de 2015

– Atividades da ANPG na 67ª Reunião Anual da SBPC
O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica, com o tema “Perspectivas e Desafios para o Financiamento da CT&I no Brasil” será realizado junto com a programação da 67ª Reunião Anual da SBPC, que, em 2015, será realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Também durante este evento, será realizado o II Seminário do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde e o I Seminário do Fórum de Educação Básica.
>>Outubro de 2015
– 40º CONAP
O Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP) chega a sua quadragésima edição. Este encontro, que reúne APGs de todo o Brasil, contará com debates previstos nas resoluções congressuais do 24º CNPG.
– Encontro de Representantes Discentes
>>Novembro de 2015
– Blitz do orçamento no Congresso Nacional
>>Maio de 2016
– 25º Congresso Nacional de Pós-Graduandos

Da redação

Ex.mo Srs. Membros do Conselho Universitário (CO) da Universidade de São Paulo.

É com imensa preocupação que observamos nos últimos dias o nome de nossa universidade estampado nos jornais de maiores alcances regional e nacional de nosso país. As notícias não são boas, associam o nome da Faculdade de Medicina da USP ao descaso e à completa falta de apoio frente a denúncias de preconceito, racismo, homofobia, abusos morais e violência sexual, resultando muitas vezes na perseguição das vítimas.

Isto ocorre frente à lentidão e ausência de posicionamento institucional no trato dos casos denunciados nas instâncias internas da faculdade, culminando no afastamento do Prof. Dr. Paulo Saldiva da Universidade de São Paulo, obrigando portanto, as vítimas a buscarem justiça em instâncias externas à Universidade. Há aproximadamente dois meses o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou à Faculdade de Medicina da USP informações sobre casos de trotes violentos e violação de direitos humanos em festas. Somente sob os holofotes e atenção da grande mídia, o diretor da FMUSP se pronunciou, afirmando que até a próxima semana seriam tomadas todas medidas necessárias para evitar a repetição de tais violações, bem como, enviados os documentos que relatam os incidentes questionados pelo MPE. Se não fosse o suficiente, no dia 14/11/14 (sexta feira) foi publicado pela Rede Brasil Atual a denúncia de que o mesmo diretor da FMUSP, pressionou os Deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo para não realizarem a audiência pública das denúncias de abusos, tentando exaustivamente por telefone, realizar uma manobra para inviabilizá-la por falta de quórum.

A Universidade de São Paulo têm colecionado e protagonizado, ao longo de pelo menos os últimos 5 anos, denúncias de múltiplas formas de violência e desrespeito, afetando especialmente as categorias menos prestigiadas da universidade, como alunos de graduação, pós graduação e funcionários. Denúncias relatando violência moral, como por exemplo, o constante e velado assédio moral por parte de professores aos seus alunos graduandos e pós graduandos, sobretudo ao gênero feminino e à comunidade LGBT, como também a violência sexual, moral e de cunho preconceituoso, praticada entre alunos em festas e trotes universitários, têm sido parte da rotina desta universidade. Aqui colocamos uma reflexão: se os próprios diretores, professores, alunos e sociedade civil concordam que qualquer tipo de violência não pode ser naturalizada e deve ser punida, então essa rotina de violência mais velada ou mais extrema, porém causadoras de danos humanos profundos, deveria ser investigada, punida e prevenida. Contudo, o discurso por parte dos gestores da USP observado na mídia está diametralmente distante da prática que encontramos em nosso cotidiano, como demonstra a atual tentativa de esvaziamento da audiência da ALESP. Este fato configura uma absoluta negligência de quem deveria, por obrigação, dar o melhor exemplo, seja investigando e punindo com o rigor da lei os responsáveis pelos abusos, seja pela criação de instrumentos, orgãos e políticas educacionais que evitem a ocorrência de novos casos. Esta negligência demonstra também, os valores ultrapassados, machistas, sexistas, despotistas e antidemocráticos praticados e afirmados nesta instituição e portanto, torna seus gestores co-responsáveis e co-autores de todos os casos e práticas violentas em vigor na universidade.

O mais grave e mais estarrecedor é que, em sendo a USP uma universidade pública, sustentada pelos impostos de toda a população paulista, dos mais pobres aos mais ricos, ela têm por obrigação moral servir à sociedade e estar sempre na posição de exemplo em tudo, não apenas em sua produção acadêmica ou nos títulos de seus professores que embelezam as paredes da instituição. Essa rotina violenta quase enraizada, institucionalizada pela negligência de seus gestores, se tornou uma importante força motriz do declínio da qualidade do ensino e de formação humanística oferecida ao corpo discente como também, do conhecimento que ultrapassa os muros da instituição e chega para a sociedade. A negligência e porque não, a negação de todas as formas de violência moral e sexual existentes na USP é outrossim, uma faceta pouco palatável à opinião pública, de um projeto violento e segregador que vem sendo construído pelos gestores e governo do estado de São Paulo, que a cada dia torna a universidade menos pública. Isto ocorre na medida em que se dificulta o acesso do público em geral aos acervos nas bibliotecas e todos os espaços que poderiam ser utilizadas coletivamente, mas não são em função das catracas, camêras de vigilância e PM dentro de campus – que supostamente protegeriam o patrimônio estrutural e a integridade física das pessoas que utilizam tais espaços (o que também não procede, considerando os dados divulgados na mídia, que mostram o crescente aumento de roubos e outras formas de violência desde a instauração da PM dentro do campus). Muitas das vezes em que vítimas denunciam os erros ocorridos no interior desta instituição, imediatamente são colocadas na posição de agentes que visam depreciar a imagem da universidade, têm suas denúncias dissolvidas sob a alegação de exagero ou pouco discernimento político, passando portanto por um processo de silenciamento e responsabilização por todos os malfeitos. Desta forma, aqueles que violentam ou permitem a violência na instituição, sentem-se protegidos e tudo continua como sempre, em nome de uma moral e um nome a ser zelado diante da opinião pública. Portanto, os diretores, a reitoria, o governo do estado e todos os que têm vetado as investigações é que são o cerne da violência observada nesta universidade e isto precisa ser revisto, investigado, modificado e retirado. Que se retire o cerne do mal pela raiz.

Neste contexto, viemos por meio desta carta, a denunciar a violência e negligência alertando que todas estas situações são de integral responsabilidade da instituição e que, se queremos zelar pelo nome, pela qualidade e pela credibilidade dela, investigar e punir com rigor e transparência, doa a quem doer, sendo exemplo no combate e prevenção do racismo, sexismo, machismo e homofobia é a atitude que se espera dos gestores daquela que foi por muito tempo, uma das mais importantes, conceituadas e arrojadas universidades do país.

Respeitosamente,
Associação dos Pós Graduandos Helenira “Preta” Rezende (APG USP Capital)

Foto: Natasha Ramos/ANPG
Fotos: Natasha Ramos/ANPG

A diretoria plena da Associação Nacional de Pós-Graduandos se reuniu, nos dias 15 e 16 de novembro, para deliberar sobre o planejamento da gestão, as campanhas e atividades prioritárias da entidade. O evento, que foi aberto ao público e realizado no Sindicato dos Engenheiros do Estado De São Paulo (SEESP), na capital paulista, contou com a presença de 21 diretores da ANPG (68% da diretoria), além de estudantes de pós-graduação, e membros de APGs e comissões pró-APG de todas as regiões do país.

>>Confira aqui a galeria de fotos da Reunião

O encontro foi iniciado com a mesa sobre “Conjuntura pós-eleições 2014: Desafios e perspectivas para os movimentos sociais no próximo período”, que teve como palestrantes Júlio Turra, dirigente da Executiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Paulo Tauyr, arquiteto, militante do Transporte Justo e do PSOL São Carlos; e Euzébio Jorge, do CONJUVE (Conselho de Juventude) e do CEMJ (Centro de Estudos da Memória da Juventude).

O debate girou em torno das manifestações da direita e da esquerda que, pós-eleições, continuam a tomar as ruas, principalmente, de São Paulo. “Vamos entrar em um período de turbulência intensa, pois o chamado ‘terceiro turno’ já está acontecendo. Hoje (sábado, 15), vai ter uma manifestação da direita na Avenida Paulista, mas tenho certeza que não reunirá tantas pessoas quanto no ato da esquerda, realizado na última quinta-feira (13) [que reuniu cerca de 15 mil pessoas]. No entanto, certamente, terá mais repercussão da mídia do que nós tivemos”, comentou Turra, durante o evento.

O dirigente da CUT comentou ainda sobre a polêmica que a imprensa tem gerado sobre a Reforma Política, assunto em pauta desde o dia 26 de outubro: “A presidenta Dilma apenas comentou em certa ocasião, na emissora de TV Band: ‘Plebiscito ou referendo, essas são duas formas de consulta popular e ambas deságuam na Constituinte’, e a mídia, baseando-se nesta declaração, transformou o assunto em polêmica entre plebiscito ou referendo.”

Paulo Tauyr comentou o fato de diversos setores da esquerda unirem esforços para que a presidenta Dilma fosse reeleita, frente ao sentimento anti-PT. Este sentimento, segundo ele, vem da classe média alta e, aos poucos, contamina a classe média e a classe trabalhadora ou nova classe média. “O problema é que esse sentimento acaba influenciando e/ou criando um sentimento anti-esquerda mais amplo”, diz Tauyr.

Sobre a reforma política, ele pondera, afirmando que essa não pode ser encarada como a solução para todos os problemas, pois, “o que vai pesar na balança mesmo é a luta fora do parlamento, as lutas sociais”. Ainda sobre esse assunto, Tauyr diz que, neste cenário de instabilidade política em que setores conservadores começam a lutar por uma ideologia orientada à direita, é preciso que a esquerda adote um discurso e uma prática que busquem conquistar mais pessoas.

“Essa última eleição nos deu sinalizações importantes, não apenas para os brasileiros, como para o restante do mundo”, afirmou Euzébio Jorge em sua fala. “Ficou evidente a posição de cada governo diante da disputa eleitoral: uma disputa clássica entre direita e esquerda”, acrescentou. Euzébio ainda comentou sobre o comportamento enviesado da grande mídia, que fazia uma clara campanha pró-PSDB. “Conseguimos derrotar a mídia, num cenário favorável a ela. A ações nas redes sociais e nas ruas garantiram a vitória da esquerda”, comentou.

Para finalizar, ele propôs algumas reflexões: “Depois do comportamento da grande mídia, em especial da revista Veja, na reta final do processo eleitoral, é preciso que o Estado pare de financiar essa mídia golpista”, disse. A outra questão levantada por Euzébio foi a necessidade de que, além da reforma política, seja feita uma reforma curricular. “Precisamos formar o povo, contextualizando os conflitos enfrentados no nosso país nos últimos anos. Será que essa universidade que temos hoje funciona? É a universidade de que precisamos?”.

Diretores da ANPG e põs-graduandos repercutem o que foi dito durante o debate. Foto: Natasha Ramos/ANPG
Diretores da ANPG e pós-graduandos repercutem o que foi dito durante o debate.

Em defesa da ciência e dos pesquisadores

O planejamento da gestão 2014-2016 da ANPG teve como norte a Campanha por mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos. Esta campanha se baseia no Documento de Direitos e Deveres dos pós-graduandos, aprovado no 24º Congresso da entidade.

Diretora de Comunicação, Gabrielle Paulanti, e  Tesoureiro da ANPG, Igor Dias, expõem o trabalho realizado até então e as metas desta gestão, em suas respectivas pastas.
Diretora de Comunicação e Tesoureiro da ANPG, Gabrielle Paulanti e Igor Dias, expõem o trabalho realizado até então e as metas desta gestão em suas respectivas pastas

“A reunião teve um saldo positivo, teve participação da maioria da diretoria da ANPG e APGs de todas as regiões do país. Aprovamos um planejamento que coloca no centro da política da entidade a defesa da ciência e dos pesquisadores. Tendo isso como eixo, vamos lutar por mais direitos para os pós-graduandos, melhores condições de pesquisa e mais financiamento para Ciência e Tecnologia no país”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

“Durante a reunião, aprovamos um calendário de atividades e campanhas que a ANPG vai realizar nos próximos dois anos, como o Seminário Nacional de Assistência Estudantil, o Seminário Nacional sobre Internacionalização da Ciência Brasileira, além de um Salão Nacional de Divulgação Científica, que vai discutir financiamento da Ciência e Tecnologia no país, a criação de um Conselho Nacional de Associação de Pós-Graduandos, a caravana à Brasília para lutar por mais direitos, dentre outras ações. Todas essas atividades e campanhas que foram aprovadas estão a serviço desse planejamento que está a serviço do que foi decidido no 24º CNPG, por mais direitos e melhores condições de pesquisa para os pós-graduandos brasileiros”, acrescenta Tamara.

Diretores regionais discorrem sobre suas respectivas pastas.
Diretores regionais discorrem sobre suas respectivas pastas

APGs expoem informativos de suas atividades durante a reunião
APGs expoem informativos de suas atividades durante a reunião

Público durante Reunião da Diretoria Plena da ANPG.
Público durante Reunião da Diretoria Plena da ANPG.

O planejamento da gestão visa ainda fortalecer a atuação da ANPG em defesa da pesquisa e do pesquisador com vistas à ampliação de direitos e melhores condições de pesquisa para os pós-graduandos brasileiros, a partir do diálogo permanente entre o movimento nacional de pós-graduandos e a rede de interlocução.

“O planejamento que foi aprovado vai conseguir avançar em várias pautas que hoje são necessidades dos pós-graduandos no Brasil. Entre elas, uma que é muito importante a meu ver é a assistência estudantil, que já vem sendo trabalhada há algum tempo, mas que acredito que essa gestão tem a possibilidade de consolidar isso e tornar a assistência estudantil uma realidade para todos os pós-graduandos do país”, comentou Caiubi Kuhn, da APG da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que assumiu a diretoria de Políticas Educacionais da ANPG, no lugar de Luiz Gustavo de Souza Lima Junior.

Os objetivos dessa gestão são ainda: Ampliar a influência social da Associação Nacional de Pós-Graduandos no cenário científico, político e acadêmico como uma entidade de opinião; e Consolidar a atuação da ANPG no movimento de pós-graduandos, integrando e estimulando o crescimento das organizações locais e regionais.

“Essa reunião mostrou um amadurecimento da entidade, com pautas cada vez mais bem definidas. Estamos conseguindo definir um calendário de lutas pela assistência estudantil e por direitos mais avançados, do que apenas o aumento de bolsas”, comenta Luiz Fernando Ramos Lemos, da UNICAMP e Diretor de Instituições Estaduais da ANPG.

Da redação

Publicação conta com os resumos das atividades e trabalhos apresentados durante o evento que aconteceu em julho, no Acre

Os Anais da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em julho entre os dias 22 e 27 em Rio Branco (AC), já estão disponíveis no site da entidade.

Na publicação é possível encontrar textos enviados pelos palestrantes das conferências, simpósios, mesas-redondas, minicursos e sessões especiais, além dos resumos dos trabalhos científicos apresentados pelos autores durante a Sessão de Pôsteres.

Também estão disponíveis as imagens do evento, em foto e vídeo.

A publicação está disponível online e para download, no endereço: http://www.sbpcnet.org.br/livro/66ra/index.htm

Balanço

Em sua 66ª edição, a Reunião Anual da SBPC realizada no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC) superou as expectativas da organização.

A programação científica contou com 6.531 inscritos para assistir a quase duzentas atividades, entre minicursos, conferências, mesas-redondas, encontros e sessões especiais.

Para as demais atividades, em que se dispensa a inscrição e não há entrega de certificado de participação, o campus da UFAC recebeu, em média, diariamente, cerca de 10 mil pessoas. Elas foram participar da SBPC Cultural, da SBPC Jovem Mirim e da Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&C), atividades tradicionais do evento. Além dessas, em Rio Branco houve três novidades: a SBPC Indígena, a SBPC Extrativista e o Dia da Família na Ciência.

Houve também a participação de representantes da EuroScience e da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) em um seminário em que foram discutidas estratégias para aprimorar o diálogo entre cientistas e legisladores.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos também esteve presente no evento, realizando e participando de atividades durante a Reunião, dentre elas, a Posse de sua diretoria, eleita em seu 24º Congresso, e o Encontro Nacional de Jovens Cientistas.

Preparativos para a 67ª Reunião Anual

“Luz, Ciência e Ação” é o tema central definido para a 67ª Reunião Anual, que acontecerá entre os dias 12 e 18 de julho de 2015, no campus da Universidade Federal de São Carlos, em São Carlos, SP. O site e as inscrições para o evento estarão disponíveis em meados de dezembro.

Da redação com informações da SBPC

 

Matérias relacionadas:

ANPG na 66ª Reunião Anual da SBPC

Já estão abertas as inscrições para o maior festival estudantil da América Latina. O encontro retorna à capital fluminense entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro de 2015 e irá celebrar a língua nacional, suas variações, contextos e lugares sociais

A ANPG, em parceria com as entidades estudantis UNE e UBES, coordenará a Mostra de Ciência e Tecnologia e os debates relacionados ao tema, dentro da programação da Bienal

8a Bienal da UNE, realizada em Olinda, em 2013
8a Bienal da UNE, realizada em Olinda, em 2013

O maior e mais aguardado festival estudantil da América Latina já tem data, tema e local definidos. Abrindo as comemorações dos 450 anos da capital Rio de Janeiro, a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) será realizada entre os dias 26 de janeiro e 1º fevereiro de 2015.

Os sete dias de evento contarão com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates espalhadas por espaços da capital carioca. As inscrições já estão abertas.

A Bienal da UNE apresentará o tema #vozesdobrasil, um convite à reflexão sobre a língua como elemento da identidade cultural brasileira: A língua portuguesa e suas variações, os idiomas de origem negra e indígena, a relação entre a fala e a escrita em seus amplos contextos e lugares sociais.

INSCRIÇÕES
Qualquer estudante pode se inscrever no festival. As inscrições de participantes e para aqueles que desejam apresentar trabalhos podem ser realizadas pelo site da UNE www.une.org.br

As áreas que recebem trabalhos são: música, artes visuais, literatura, audiovisual, artes cênicas, ciência e tecnologia e projetos de extensão.

A inscrição individual para os participantes que querem fazer oficinas, ir aos shows e participar dos debates tem o valor de R$ 60, com alojamento incluso. Já para os estudantes que querem apresentar trabalhos na mostra selecionada, a inscrição é gratuita.

Estarão isentos de taxas os estudantes cotistas, prounistas e do Fies. Outras informações serão divulgadas diariamente pelas redes da UNE. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail [email protected]

#VOZESDOBRASIL
Sempre preocupada em investigar os elementos de formação do povo brasileiro, a Bienal da UNE destaca, dessa vez, a língua nacional com suas características, variações, misturas e possibilidades. A Bienal busca a polifonia das vozes, que marcam a construção do país desde a colonização até os dias de hoje, traduzindo a brasilidade em um universo de modos de fala e escrita tão característicos de um país culturalmente rico e ainda marcado por fortes desigualdades.

“A Bienal chega ao Rio da Academia Brasileira de Letras e da Biblioteca Nacional, o Rio da gíria poética das favelas, das invenções linguísticas do funk, do rap e do samba, o Rio das narrativas imortais de Machado de Assis e tantos outros, o Rio da língua portuguesa e também da francesa, inglesa, holandesa e de tantas outras que o visitam, o Rio que completa 450 anos com uma multiplicidade de falas e sentidos tão própria do Brasil”, destaca um trecho do manifesto da 9ª edição, que pode ser lido aqui.

A BIENAL E O RIO
A Bienal retorna à cidade maravilhosa após três bem sucedidas edições (2001, 2007 e 2011). A relação entre os estudantes brasileiros e o Rio é contada na história. A UNE foi fundada em terras cariocas e a sua sede funcionou na Praia do Flamengo, 132, até 1ª de abril de 1964, data em que foi incendiada por agentes da ditadura militar que acabava de se instalar no país. Hoje, a entidade está reconstruindo o prédio, no mesmo local, a partir de um projeto doado por Oscar Niemeyer, com inauguração prevista para 2016.

Desde a sua primeira edição, realizada em 1999, em Salvador (BA), a Bienal da UNE tem o intuito de divulgar as produções artísticas e culturais dos estudantes de todas as regiões do Brasil. Fazem parte desse repertório música, cinema, literatura, teatro, ciência e tecnologia. O festival também abre espaço para aulas-espetáculos, grandes shows, atividades esportivas, oficinas e seminários.

O festival é sempre marcado pelo debate e investigação acerca de um elemento específico da formação do povo brasileiro. Entre os temas já abordados estão a relação entre o Brasil e a África, a integração latino-americana, o samba e a cultura popular.

A última edição da Bienal, em 2013, desceu e subiu as históricas ladeiras de Olinda, em Pernambuco, celebrando o centenário de Luiz Gonzaga, o mestre Gonzagão. O tema “A volta da Asa Branca” pontuou a programação que contou com a participação de Lenine, Alceu Valença, J.Borges, entre outros artistas brasileiros.

Confira os vídeos das últimas edições da Bienal da UNE:

1999 – 1ª Bienal da UNE: http://goo.gl/dL8aAK
2001 – 2ª Bienal da UNE: http://goo.gl/Q2hqLT
2003 – 3ª Bienal da UNE: http://goo.gl/CvEzDX
2005 – 4ª Bienal da UNE: http://goo.gl/JtBWYu
2007 – 5ª Bienal da UNE: http://goo.gl/O6NW3v
2009 – 6ª Bienal da UNE: http://goo.gl/hkn934
2011 – 7ª Bienall da UNE: http://goo.gl/jv8oOW

SERVIÇO
O quê? 9ª Bienal da UNE
Quando? 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2015
Quanto? R$ 60
Onde? Rio de Janeiro
Informações? facebook.com/bienaldauneoficial

Da redação com informações da UNE

No dia 08/11/13, na cidade de Porto Alegre, cerca de 30 pessoas realizaram um ato de profundo desrespeito à memória do povo brasileiro. Aglomeraram-se em frente ao Memorial Luiz Carlos Prestes, ainda não inaugurado. De forma agressiva e violenta, estas pessoas gritavam palavras de ordem e portavam cartazes com dizeres de intolerância política e ódio, principalmente contra a memória de Luiz Carlos Prestes. Os manifestantes chegaram a propor a destruição do memorial, uma das últimas obras do grande Oscar Niemeyer.

Recentemente, temos observado em todo país manifestações dos autointitulados arautos da democracia e da liberdade, mas que, com seus discursos e posturas, encobrem atitudes reacionárias. Defendem, como nos velhos tempos, a supressão da liberdade, a intervenção militar e pregam soluções golpistas que renegam outros pensamentos e interesses que não sejam os seus.

A ANPG repudia tais ações e ideias e coloca-se em defesa do memorial Luiz Carlos Prestes. O memorial representa não só a memória de um lutador, mas também a memória brasileira. Orientamos os pós-graduandos a participar das ações em defesa do memorial.

Viva a memória de nosso povo!

Brasil, 17 de novembro de 2014.

Diretoria da ANPG

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) vem a público demonstrar seu repúdio ao ato da Reitoria da UNESP, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 23 de outubro deste ano, determinando a suspensão por 60 dias de 95 estudantes dessa universidade, dentre eles estudantes de pós-graduação, como punição pela mobilização política desses estudantes em 2013.

Essa ação da Reitoria da UNESP é um atentado contra a liberdade de manifestação política, assegurada a todos os cidadãos pela Constituição Federal, padecendo de flagrante inconstitucionalidade e desarrazoabilidade a penalidade disciplinar aplicada coletivamente aos estudantes. Estes estudantes participaram da legítima ocupação da Reitoria da UNESP em 2013. Movimento que se deu, lembremos, no contexto da luta por condições de acesso e permanência no ensino superior e reivindicava uma maior participação dos estudantes nos órgãos decisórios colegiados da universidade. Essas reivindicações, de cunho justo e democrático, a ANPG assume como sua própria bandeira de luta.

A ocupação da Reitoria da UNESP deu-se após meses de greve, sem que a Reitoria desse uma resposta aos manifestantes. Vale lembrar que essa mobilização cobrava, junto à administração central da UNESP, um acordo que previa o atendimento de diversas reivindicações, dentre elas a bolsa auxílio aos estudantes que comprovam carência socioeconômica.

A ANPG coloca-se ao lado dos estudantes que são injustamente ameaçados de punição, conclamando todos os pós-graduandos e suas organizações para demonstrarem seu apoio ao direito de livre manifestação política de todos os estudantes e convoca para que se mobilizem para evitar a efetivação dessas descabidas punições.

Brasil, 17 de novembro de 2014.

Diretoria da ANPG

 

Links relacionados:

Unesp suspende 95 alunos por ocupação de reitoria em 2013

Nota da reitoria da Unesp sobre a suspensão de alunos

A ANPG realizará reunião de sua diretoria plena neste fim de semana, 15 e 16 de novembro. A programação contará com:
– Debate sobre “Conjuntura: Desafios e Perspectivas para a economia brasileira e os movimentos sociais do próximo período”, no sábado (15), das 9h30 às 12h30
Em seguida, será realizada a reunião com a diretoria plena da Associação, que iniciará na tarde de sábado, com as seguintes pautas:
– Planejamento de gestão,
– Campanhas prioritárias para a entidade.
Para tal,  a ANPG convida a todas as APGs e seus representantes para estarem presentes na cidade de São Paulo neste fim de semana.
Local: Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP):  R. Genebra, 25 – Bela Vista, São Paulo – SP
Da redação