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Encontro de Jovens Cientistas
Foto: Natasha Ramos / ANPG

A 15ª edição do Encontro Nacional de Jovens Cientistas, realizado pela ANPG, em parceria com a UBES e a UNE, na última sexta-feira (25), na Universidade Federal do Acre (Ufac), teve como tema “A Juventude quer Ciência: Democratizar para Transformar””. Como já é tradição, o encontro foi realizado como parte da programação da Reunião Anual da SBPC.

O debate foi mediado pela presidenta da ANPG, Tamara Naiz, e contou como convidados o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Acre, Marcelo Minghelli; o professor Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, ganhador do prêmio José Reis de Divulgação Científica (2013) e Conselheiro da SBPC; e Bárbara Melo, presidenta da UBES.

Ildeu de Castro iniciou a discussão defendendo a criação de espaços onde as pessoas tenham acesso à ciência de forma mais atraente e acessível. Além disso, comentou sobre importância de se democratizar os meios de comunicação para que se possa produzir e transmitir programas científicos nas emissoras de televisão, como uma forma desse conteúdo chegar mais facilmente à população.

“Temos que discutir a ciência no seu real. Quando a gente debate a popularização da ciência, devemos, ao mesmo tempo, reconhecer que hoje, por exemplo, 50% do recurso para pesquisa científica do mundo é para desenvolver arma. Essa é uma informação importante na divulgação da ciência. Isso é uma questão muito mais ampla do que isso, é política, de prioridades”, diz Ildeu. Por fim, comentou que é preciso se organizar mais eventos de divulgação científica, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Em seguida, Marcelo Minghelli, alertou para a necessidade de uma política séria para as várias regiões da Amazônia, com um caráter redistributivo dos recursos e a desconcentração das riquezas.

“A mídia fala muito de reforma tributária, mas fala muito pouco de reforma financeira, e veja que a nossa lei orçamentária é de 1964, o que torna quase impossível para um gestor operar com uma Lei tão defasada. A questão não é de quem você arrecada, ou quanto você arrecada, tão importante quanto é para quem você gasta e onde você gasta. E no caso da Ciência e Tecnologia e Educação, nós começamos a reverter esse quadro em apenas alguns segmentos, como o da Educação, com a criação dos Institutos Federais. Mas, no que se refere à C,T&I, nós ainda temos muito que avançar:, xplica Minghelli. “Em algumas políticas públicas, nós temos 30% de recursos para a região norte. Só que todos os recursos de C,T&I exigem uma contrapartida e o orçamento das fundações de amparo a pesquisa, por exemplo, de Manaus, chegam a 130 milhões de reais por ano, já o orçamento da Fundação do Acre é 700 mil”, acrescenta sobre a desigualdade orçamentária.

Barbara Melo comentou que para a sociedade avançar na popularização da ciência é preciso investir em um sistema nacional integrado de ciência que irá contribuir para o desenvolvimento do país.

Tamara finalizou o debate apontando para a dimensão continental do nosso país, que possui, proporcionalmente ao seu tamanho, riquezas abundantes, mas, mesmo com o avanço nos últimos anos, ainda sofre com uma desigualdade muito grande. E a ciência deve ser um instrumento para a diminuição dessa desigualdade e não para perpetuá-la.

“É por isso que estamos aqui discutindo e debatendo a questão da Ciência, pois ela não pode ser vista com privilégio de alguns setores, ela deve servir para melhorar a vida das pessoas. Todo mundo acha que a educação é importante, mas nem todos acreditam que a Ciência é importante. O tema do nosso encontro é justamente mostrar à sociedade que a ciência não é algo abstrato, mas muito palpável e está presente no nosso cotidiano. Um exemplo disso foi a quebra de patente de um remédio contra o HIV, durante o governo Lula, que barateou a produção do remédio e beneficiou a vida de muita gente”, disse Tamara.

O encontro terminou com a participação do público, que compartilhou suas experiências e destacou que as ciências humanas também devem ser lembradas quando falamos de Ciência.

Da redação

Capes SBPCFoto: Natasha Ramos / ANPG

“De modo raro no País, a Capes é uma instituição que não conhece grandes interrupções em seu planejamento e atuação. Em sua história, de mais de seis décadas, tem conseguido manter orçamentos estáveis e gestões longas. Acredito que a Capes é o que há de mais próximo a um projeto de Estado no Brasil”. Com essa afirmação, Abílio Baeta Neves, cientista político da UFRGS e ex-presidente da Capes, deu início às intervenções apresentadas em uma sessão especial denominada “A Capes como um projeto do estado brasileiro”, realizada na última sexta-feira (25), durante a 66ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Rio Branco, Acre.

A sessão, que foi realizada em homenagem aos 10 anos de gestão de Jorge de Almeida Guimarães como presidente da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes-MEC), foi mediada pela presidente da SBPC, Helena B. Nader, e contou com a participação do ministro da Educação, Henrique Paim; Abílio Afonso Baeta Neves; Emídio Cantídio de Oliveira Filho, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes; e Tamara Naiz, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG).

Os sucessos obtidos pela Capes na implantação do sistema de pós-graduação no Brasil, e no excelente e estreito relacionamento que mantém com toda a malha de ensino superior e pesquisa no País, ainda tem alguns desafios pela frente. É o que sugere o engenheiro agrônomo, ex-reitor da UFRPE, e ex-diretor da Capes, Emídio Cantídio de Oliveira Filho. Para ele são três os grandes desafios: incentivar a qualidade dos programas de pós-graduação em todas as regiões, já que os cursos com melhores conceitos ainda concentram-se na região Sudeste; avaliação dos programas estratégicos em parceria com fundações de amparo à pesquisa, ministérios e demais agências, e, por último, um planejamento estratégico específico para a formação de docentes das instituições federais de ensino superior na Amazônia.

Homenagens da ANPG e SBPC

A recém eleita presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG), Tamara Naiz, falou no evento que a entidade que representa os pós-graduandos sempre esteve ao lado da Capes. Também disse que, durante a década de  1990, a Associação foi fundamental para evitar a extinção da Capes, por meio de uma grande mobilização entre os pós-graduandos e o Congresso Nacional. Tamara ainda elogiou a instituição, o Portal de Periódicos, o banco de teses, e sobretudo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a quem entregou emocionada um bóton da ANPG e para quem recitou um poema de Bertolt Brecht, referindo o último verso à trajetória de Guimarães: “Há homens que lutam por um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há aqueles que lutam por muitos anos e são muito bons. E há homens que lutam por toda uma vida, esses são os imprescindíveis”. Tamara também afirmou que a ANPG está sempre atenta e luta pela melhoria crescente do orçamento e dos programas de pós-graduação.

Helena B. Nader, presidente da SBPC, fez um relato da trajetória acadêmica, profissional e pessoal de Jorge A. Guimarães, desde a juventude como estudante na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, até chegar à presidência da Capes, em 2004. Em nome da SBPC, entregou a Guimarães uma placa comemorativa pelos 10 anos de gestão, feita em marchetaria pelo artista acreano Markson Pereira.

Já o ministro da Educação, Henrique Paim, relembrou também as realizações da Capes e o recente lançamento da Plataforma Sucupira, que reúne todas as informações sobre os programas de pós-graduação.

Tradição de planejar

O presidente da Capes, que desde 2009 recebeu a incumbência de induzir e fomentar a formação inicial e continuada de professores para a educação básica, disse em seu discurso de agradecimento à homenagem, que a única coisa que realmente inclui socialmente é a educação básica: “É importante exigir do Governo educação básica de qualidade!”

Guimarães lembrou que o sucesso da Capes deve-se, em grande parte, ao fato de que a instituição sempre trabalhou com visão de médio e longo prazo, inspirada pela motivação inicial de seu fundador, o educador Anísio Teixeira. “O Brasil não gosta muito de planejamento de longo prazo”, disse, “mas a Capes tem a tradição de planejar, tanto que, em 63 anos de existência, estamos em nosso 6º Plano Nacional de Pós-Graduação”.

Para o presidente da Capes, outros fatores que contribuem com o sucesso e a estabilidade da instituição são o rigoroso controle com gastos em salários (somente 1,4% do orçamento é dirigido ao pagamento de pessoal), e os longos mandatos de seus dirigentes. “Tivemos vários presidentes que permaneceram por mais de 4 anos na gestão, o que permite um tempo razoável para planejamento e realizações”, afirmou Guimarães.

Outro fato relevante lembrado por Guimarães é a lisura e transparência dos serviços e auxílios concedidos pela Capes a professores, pesquisadores e estudantes. “Nesse setor não há como fazer corrupção. Se alguém tenta dar uma bolsa para um apadrinhado, no dia seguinte já ficamos sabendo. O sistema é muito controlado e nossa parceria com a ANPG contribui com esse controle. Nosso cliente é o estudante, e por isto seus representantes tem assento permanente no conselho, e com direito a voto”, concluiu Guimarães.

Da redação com informações da SBPC

 

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Reuniao APGs

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) reuniu-se com as APGs da UNESP de Rio Claro e Araraquara, UFSCar e USP São Carlos, no último sábado (26), no campus de São Carlos, da Universidade de São Paulo, para discutir ações que visem mais direitos aos pós-graduandos.

“A reunião demonstra disposição de luta dos pós-graduandos e a capacidade de organização do Estado de São Paulo, crescente nos últimos anos”, diz Marcelo Arias, Diretor de Juventude da ANPG.

Segundo Leonardo Reis, Vice-Presidente Regional São Paulo da ANPG, essa reunião teve com objetivo mobilizar a organização de uma pauta única das APGs do Estado de São Paulo sobre os direitos dos pós-graduandos, que será entregue em audiência pública em Brasília, prevista para o dia 27 de agosto.

Além destas universidades, essa audiência irá reunir estudantes e pesquisadores de instituições de ensino superior de todo o país para debater as condições de trabalho do pós-graduando com autoridades como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE), e a Associação Nacional de dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Também foi discutida a greve nas universidades estaduais paulistas, os cortes de bolsas do Programa de Assistência ao Ensino (PAE) na USP e a sua democratização, bem como o Plebiscito Popular por uma Constituinte Soberana do Sistema Político, que ocorrerá dentre os dias 1 e 7 de setembro em todo o País.

Documentos em apoio à greve dos funcionários, estudantes e docentes das universidades estaduais paulistas:

Leia a carta aberta da APG da UNESP – Rio Claro

Leia a Carta Aberta dos pós-graduandos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos

Da redação

Posse 1

Posse
Fotos: Natasha Ramos / ANPG

O ato da posse da nova diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos, eleita durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, reuniu autoridades em torno do tema “Mais Verbas para C,T&I: Pela Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”. A cerimônia aconteceu na última quarta-feira (23), na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, durante a 66ª Reunião Anual da SBPC.

Estiveram presentes ao evento os convidados: Márcio Batista, Vice-prefeito e Secretário de Educação de Rio Branco; Ana Maria Ferreira Leite, representante da Capes; Guilherme Melo e Paulo Mourão, representantes do CNPq; Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); José Antonio Aleixo da Silva, da SBPC; Helena Nader, presidente da SBPC; Aldo Arantes, representante da OAB; Minoru Kinpara, reitor da Ufac; Marcelo Minghelli, secretário de C,T&I do Acre; Lívia Gaigher, ex-dirigente da ANPG; Fillipe Matias Fernandes, Diretor da UBES; e Jacson Queiroz, Diretor da UNE.

“Realizar a posse da nova diretoria da ANPG e este ato político no maior evento científico brasileiro nos dá a oportunidade, enquanto entidade representativa dos pós-graduandos, de apresentar à comunidade local, pesquisadores de todas as áreas de conhecimento, instituições envolvidas, gestores e estudantes, as nossas lutas pela valorização da pesquisa e dos pesquisadores”, disse Luana Bonone, presidenta da ANPG na gestão 2012-2014 que conduziu o cerimonial.

“Uma pós-graduação forte exerce papel fundamental na formação de recursos humanos. Por isso, a ANPG, ao protagonizar a mobilização de pós-graduandos, luta por políticas de ampliação, permanência e democratização do acesso ao ensino superior, como bandeiras histórias dos movimentos sociais.

Os pós-graduandos brasileiros têm exercido com compromisso social, cotidianamente, papel importante na melhoria da vida do povo, na qualificação profissional, na produção de conhecimento e no desenvolvimento de produtos e serviços, entre outras contribuições, através de seus estudos e pesquisas. Um país que pretende se desenvolver de forma sustentável, democrática e soberana demanda investimentos massivos em áreas estratégicas como Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação. No entanto, o orçamento na área de C,T&I tem sido insuficiente para os desafios que se apresentam. Foi pensando nessa realidade, que a ANPG escolheu o tema da posse da nova diretoria da ANPG no formato de um ato político por Mais Verbas para C,T&I, pela valorização da ciência e dos pesquisadores.”
Após a intervenção dos convidados, que debateram diversos aspectos acerca do tema do ato, dois diretores da nova gestão contribuíram com reflexões acerca do tema.

Guilherme Rolin, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, defendeu que as bolsas de pesquisa devem ser um direito e não entendidas como um benefício. Já Cristiano Junta, Vice-Presidente da ANPG, expôs dados que refletem as dificuldades enfrentadas cotidianamente pelos pós-graduandos(as) e, que, muitas vezes, faz com eles(as) abandonem seus cursos por não terem condições de concluir suas pesquisas. Cristiano defendeu ainda princípios básicos de direitos que precisam ser aplicados para valorizar a atividade do pós-graduando.

Para a cerimônia de Posse propriamente dita, que ocorreu logo em seguida ao Ato Político, Luciano Rezende, ex-presidente da ANPG, foi convidado a se sentar à mesa. “A dinâmica na academia e na pós-graduação apresenta novas demandas com o passar do tempo. É importante a atualização da luta a partir dessas demandas. A ANPG tem acompanhado bem isso”, comentou Luciano.

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Ao empossar os novos diretores, Luana Bonone argumentou que é preciso lutar por mais investimentos para a pesquisa no país, mas também é necessário garantir melhores condições de pesquisa para os pesquisadores. “A mensagem que gostaria de deixar é a da importância de todos os pós-graduandos atuarem coletivamente”, finalizou. Em seguida, parabenizou os membros da nova diretoria e os convidou a tomarem posse naquele momento.

Tamara Naiz, presidenta eleita e empossada, relembrou momentos importantes da história da ANPG, agradeceu a Luana pelo apoio durante o último período e convocou todos os diretores a encampar os desafios que a próxima gestão tem pela frente.

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Os diretores, agora empossados, realizam a 1ª reunião de planejamento da gestão nos dias 13 e 14 de setembro, em São Paulo.

Da redação
 

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29/07/2014 – ANPG e FMG promovem Simpósio sobre Desenvolvimento Sustentável na Amazônia

24/07/2014 – ANPG participa da mesa de abertura da 66ª Reunião Anual da SBPC

Simposio 1
Fotos: Natasha Ramos/ANPG

O simpósio promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e Fundação Maurício Grabois (FMG) durante a 66ª Reunião Anual da SBPC, em Rio Branco (Acre), debateu o tema “Soberania e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Brasileira” sob diferentes pontos de vista.

Participaram do simpósio Luciano Resende Moreira, diretor de temas ecológicos e ambientais da FMG, que coordenou o debate; Aldo Arantes, presidente do Instituto de Pesquisas e Defesa do Meio Ambiente (INMA); Ênio Candotti, diretor do Museu da Amazônia, presidente de honra da SBPC; e Otávio Alves Velho, antropólogo (UFRJ) e ex-vice-presidente da SBPC.

IMG_4505Extrativismo colonialista
Ênio Candotti foi crítico em relação aos megaprojetos de desenvolvimento na Amazônia. Para o cientista, a falta de pesquisa compromete o resultado. Citando mineração e hidrelétricas, Candotti questionou o fato de que estes projetos geram energia e riqueza para uma parte do país, sem que isso, contudo, se reflita em uma significativa melhora no IDH das populações regionais da Amazônia.

“Além da discussão sobre a real necessidade das hidrelétricas, existe uma relação entre poder central e periferia que são típicas de uma relação colonial. A Amazônia é tratada como fonte de matéria-prima para o desenvolvimento do resto do país.”

Defesa e soberania
Aldo Arantes tratou do tema da cobiça internacional sobre a Amazônia e da necessidade de um projeto integrado de desenvolvimento que servisse como um elemento de defesa e permita aos brasileiros se apropriarem da riqueza. Aldo citou a carência em pesquisa como um dos obstáculos a serem vencidos. Outro obstáculo seria o capitalismo regional predatório do agronegócio, a quem, segundo Aldo, não interessaria este desenvolvimento integrado.

Aldo defendeu a retomada do Programa Amazônia Sustentável, do Governo Lula, mas com metas mais claras. Para ele, o novo banco dos BRICS poderia financiar um projeto integrado de desenvolvimento na Amazônia, não apenas no Brasil, mas nos oito países que fazem parte da região.

“A SBPC poderia tomar a frente às negociações com o governo federal para isto”, sugeriu Aldo.

Pensamento peruano sobre a Amazônia
O cientista político e antropólogo Otávio Guilherme Alves Velho, chamou a atenção para o fato de que a esquerda brasileira ainda não formulou uma base de pensamento consistente em que as questões indígena e ambiental estejam contempladas. Segundo o antropólogo, nos países vizinhos da América do Sul, há pensadores de esquerda que já avançaram mais nesta discussão e citou o sociólogo peruano Aníbal Quijano. Quijano é um crítico daquilo que chama de visão eurocêntrica da esquerda latino-americana.

“A existência do índio e da questão ambiental podem ter um caráter revolucionário nas bases do nosso pensamento. É um valor que nos obriga a mexer com a nossa visão e a nossa mentalidade.”

Em sua fala, Otávio ampliou o conceito tradicional de soberania, dizendo que o mesmo aplica-se aos direitos dos povos indígenas e tradicionais, em questões como a soberania alimentar, por exemplo.

O antropólogo chamou ainda atenção para a necessidade de empresas sediadas no Brasil não reproduzirem uma relação imperialista com países e povos da América Latina e da África.

“É preciso ter uma solidariedade com estes povos. Uma noção de solidariedade além da nacional.”

Tanto Aldo Arantes, quanto Ênio Candotti e Otávio Alves Velho, foram unânimes quanto a necessidade de realização de uma Conferência Nacional sobre a Amazônia, sediada em um dos estados da Amazônia. Essa proposta será encaminhada em forma de moção à Assembleia Geral da 66ª reunião anual da SBPC, para posteriormente ser remetida ao Governo do Brasil.

Da redação com informações da FMG

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24/07/2014 – ANPG participa da mesa de abertura da 66ª Reunião Anual da SBPC

66 RA da SBPC

66 RA da SBPC

Fotos: Natasha Ramos

A Associação Nacional de Pós-Graduandos participou da cerimônia de abertura da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, na noite da última terça-feira (22). É a quarta vez que o evento é realizado na região norte do Brasil.

Além da presidenta da ANPG, Tamara Naiz, estiveram presentes na cerimônia o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clelio Campolina, a presidente da SBPC, Helena Nader, e o reitor a vice-reitora da Ufac, Minouru Kinpara e Guida Aquino.

Participaram também o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis; o representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Paulo Beirão; o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre Médici Aguiar; o secretário de C,T&I do Acre, Marcelo Mingueli; o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Sergio Gargioni; o deputado Sibá Machado (PT/AC), além de representante do Ministério da Defesa; dentre outras autoridades.

A vice-reitora da Ufac, Guida Aquino, foi a primeira a tomar a palavra. Lembrou que em 2014, a Universidade Federal do Acre (única instituição de ensino superior pública do Estado) completa meio século de sua história e comentou que o evento da SBPC proporciona de modo multiplicado a interação de diversos agentes da comunidade científica. “Estou muito feliz com a oportunidade de presenciar a 66ª Reunião Anual da SBPC aqui no Acre e, principalmente, aqui na Ufac. Isso é muito importante para nós acreanos que vivenciamos uma das maiores desigualdades sociais do país.”

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, tomou a palavra logo depois e lembrou que a entidade nasceu em uma reunião anual da SBPC, há 28 anos. Comentou sobre a importância da ciência para desenvolvimento do país e para a emancipação e felicidade humana, também destacou o papel dos pós graduandos nesse processo. Para encerrar sua fala, em homenagem à cultura local, leu o poema “Poeta Subversivo”, de J. G. de Araujo Jorge, intelectual e poeta acreano.

66 RA da SBPC

O reitor da Ufac, Minoru Kinpara, ressaltou em seu discurso a importância da ciência e tecnologia para diminuição das diferenças regionais. “Temos um país continental, com múltiplas realidades. A ciência e a tecnologia são imprescindíveis para o progresso do Brasil. O legado que a SBPC deixará para a Ufac é o de aproximar a ciência e tecnologia do cotidiano e da vida das pessoas”. Kinpara agradeceu a presença dos cientistas, estudantes, professores, pesquisadores e ressaltou que a Ufac recebe a todos com “muito carinho e hospitalidade”.

O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, deu início ao seu discurso na abertura do evento, como uma mostra inicial da grande mobilização que tomou conta da cidade para o maior evento científico do País e apontou os desafios encontrados no percurso: “Enfrentamos inúmeras dificuldades até chegar a este dia. Tivemos que atender a mais de 8 mil famílias desabrigadas e o acesso por nossas estradas ficou totalmente impossibilitado pela enchente do rio Madeira, que nos atingiu há apenas 4 meses. E hoje aqui está o povo acreano e rio-branquense a recepcionar esta 66ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).”

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, destacou em seu discurso que “a bioeconomia é hoje uma das fronteiras do conhecimento humano e, dessa forma, o patrimônio genético dessa região (Amazônica) deve ser visto com muita seriedade pelo Governo e pela sociedade.” Campolina ressaltou que “em algum momento estaremos (Governo) propondo um programa para que integre todos os países da região amazônica”.

O general Joaquim Silva e Luna, que estava representando o ministro da Defesa, Celso Amorim, comentou em seu discurso na abertura do evento que “o Brasil não deve fazer na ciência e tecnologia como fez a seleção brasileira, ou seja, querer acertar fazendo sempre o mesmo”. O general Luna lembrou que o País é pacífico, no entanto, não deve ser ingênuo. “Temos hoje um programa de defesa em curso, que está centrado em três grandes áreas, a cibernética, a nuclear, e a aeroespacial”, referindo-se ao programa END (Estratégia Nacional de Defesa).”

Encerrando a participação dos convidados, a presidente da SBPC, Helena Nader, começou sua fala, cumprimentado o Ministro Clelio Campolina, todos os presentes à mesa e os pós-graduandos, representados pela ANPG, na presença da presidenta Tamara Naiz, com quem “já há algum tempo, temos realizados algumas parcerias”.

Seu discurso foi voltado para recuperar fatos relevantes nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e educação que ocorreram no País desde julho de 2013, quando aconteceu a reunião anual da SBPC em Recife. Ressaltou, entre outros pontos, que “o financiamento à ciência, tecnologia e inovação permanece como uma das grandes preocupações da comunidade científica e acadêmica. Na agenda deste ano, persiste a ameaça da extinção dos recursos dos royalties do petróleo. A atual redação da lei, que ainda não foi regulamentada, não destina recursos ao CT-Petro, tornando a sua receita nula, o que ocasionaria a extinção deste fundo setorial, com consequências nefastas para as atividades de C,T&I.”.

Nader comentou que o tema central do evento “Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras” reflete a realidade onde está inserido o estado do Acre, que integra diversas culturas em uma região multiétnica. “A Amazônia tem uma riqueza natural que transborda as delimitações da geografia política, já que esse acervo do planeta é cada vez mais reconhecido como imprescindível à preservação das espécies vivas. É nesse imenso laboratório natural que se integra o Acre e sua capital Rio Branco, onde realizamos a 66ª Reunião Anual da SBPC”, ressaltou. Finalizou sua fala com um trecho de “O Poeta Fala”, publicado na década de 1950 por J.G. de Araujo Jorge, mesmo artista escolhido pela presidenta da ANPG em sua fala.

Em meio às participações das autoridades convidadas para prestigiar o evento, o representante do CNPq, Paulo Beirão, e o ministro Clelio Campolina, foram chamados para entregar o prêmio José Reis de Divulgação Científica ao jornalista Herton Escobar. Herton é especialista em Ciência e Meio Ambiente e atua no jornal o Estado de São Paulo desde janeiro de 2000. Possui mais de 1.700 reportagens publicadas em formato impresso e digital.

Apesar das dificuldades do público de conseguir voo para Rio Branco, houve um grande número de inscritos para o evento: até o primeiro dia foram 5.480 inscrições para a reunião, sendo que desses, 2.942 somente do Estado do Acre.

Este ano, a reunião contou com algumas das atividades inéditas preparadas para o Acre, como a “SBPC Indígena”, a “SBPC Extrativista” e, principalmente, o Dia da Família na Ciência. Essas atividades têm uma motivação especial: envolver a sociedade na ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). A intenção é despertar o interesse para essas áreas, que são de extrema importância para as pessoas em seu cotidiano, para a sociedade e para o País.

Amanhã (25), a ANPG realizará o Encontro Nacional de Jovens Cientistas, organizado em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), no qual os pós-graduandos trocarão experiências com estudantes do ensino fundamental, médio e os graduandos. A ideia deste encontro é estimular o contato dos jovens estudantes com os temas científicos.

Por Natasha Ramos, de Rio Branco

17 CLAE

O 17º Congresso da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE) será realizado de 17 a 23 de agosto de 2014 em Manágua, capital da Nicarágua. É no CLAE (Congresso Latino-Americano e Caribenho dos Estudantes) onde se elege a nova diretoria, define-se as resoluções, linhas de trabalho, bandeiras de luta e plataformas da entidade para o próximo período. É esperada a participação de mais de cinco mil estudantes de todos os países da América Latina e do Caribe.

A ANPG, filiada da OCLAE, irá participar do CLAE que, nesta edição, terá temas relacionados ao fortalecimento do movimento estudantil e a sua unidade, além do cenário político da América Latina e do mundo. Juntamente ao Congresso será realizado ainda o 1º Encontro Latino-Americano e Caribenho de Mulheres da OCLAE, que foi uma proposta da ANPG para a programação, sugerida durante a reunião do secretariado geral da OCLAE, realizada em fevereiro, em Cuba. A idéia desse encontro é dar visibilidade à defesa dos direitos das mulheres e o combate ao machismo.

O CLAE é aberto à participação de qualquer estudante e todos têm direito a voz. Os estudantes participam por meio de grupos de discussão, painéis e fóruns. Veja aqui a programação e participe!

17º Congresso da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes

Onde: Manágua, Nicarágua.
Quando: 17 a 23 de agosto de 2014.
Informações: [email protected], [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/17clae

Sobre a OCLAE

A OCLAE foi fundada em 1966, depois do 5º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes, como uma resposta dos estudantes à intervenção norte-americana na educação dos países do continente.

A OCLAE representa 36 Federações Estudantis do continente, inclusive organizações do movimento estudantil secundarista, universitário e de pós-graduandos de 23 países do Continente Americano com mais de 150 milhões de membros. Seus principais objetivos de trabalho são: lutar pela erradicação do analfabetismo; a acessibilidade da educação, o bem estar estudantil e a igualdade na oferta de ensino; a defesa da autonomia universitária; a liberdade e a pluralidade na educação pública e gratuita; promover e desenvolver a solidariedade efetiva dos estudantes na sua luta contra o fascismo, o imperialismo, o colonialismo, o neocolonialismo, a fome, a injustiça social e qualquer conduta ou afirmação de que fere a dignidade humana e da unidade e integração latino-americana.

Segundo o secretário-executivo da OCLAE, Mateus Fiorentini: “Fomos protagonistas do processo de avanços que fortaleceu a integração da América Latina. A criação do Espaço Latino-Americano e Caribenho de Educação Superior (ELACES) vinculado a CELAC (Comunidade de Estados Latino americanos e Caribenhos) é uma oportunidade de consolidar este órgão definitivamente como um espaço multilateral do nosso continente e um avanço no sentido de colocar a educação a serviço da integração, convertendo a América Latina e o Caribe em uma região soberana na produção de conhecimento, ciência e tecnologia”.

Da Redação com informações da UNE

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10/03/2014 – ANPG participa da reunião do secretariado geral da OCLAE

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), entidade representativa em âmbito nacional dos estudantes de pós-graduação, vem, através desta, prestar solidariedade ao movimento estudantil organizado que, recorrentemente, tem sofrido julgamentos no modo de manifestar suas lutas e no seu papel dentro das instituições de Ensino Superior.

A ANPG que convoca o movimento nacional de pós-graduandos a organizar-se em defesa de seus direitos e pela valorização da pesquisa e do pesquisador acredita que as manifestações, em prol de melhores condições de formação, são características da luta política que converge para o avanço e melhoria da educação pública. Lutar por políticas de ampliação, permanência e democratização do acesso ao ensino superior, como bandeiras históricas dos movimentos sociais, não pode gerar sua criminalização, tampouco o cerceamento do direito democrático de livre expressão e organização dos estudantes, inclusive, nos seus espaços de representação e deliberação.

As universidades enquanto espaços de produção de conhecimento e formação de agentes sociais, devem garantir a pluralidade de ideias e refletir no seu cotidiano o estímulo à participação política dos estudantes, com autonomia de organização e garantia de representação. Papel da universidade é oferecer também oportunidades de formação política para a constituição de novos sujeitos e coletivos, implantando/implementando processos educativos coerentes com o fazer profissional que se aspira. Portanto, esta formação é um desafio para gestores, instituições de ensino e controle social, por reconhecer nos estudantes agentes micropolíticos na construção de uma sociedade mais justa.
Atos pacíficos, sem depredação ou qualquer tipo de coação a funcionários são instrumentos de luta e modos de manifestar as limitações sentidas e propor soluções para de problemas encontrados no regime didático-científico das instituições. No entanto, em virtude da criminalização que tem sofrido o movimento estudantil por pressionar pelo atendimento de suas demandas, estudantes, muitas vezes, são processados administrativa, civil e penalmente.

A ANPG, enquanto entidade do movimento estudantil, enxerga nos atos o compromisso ético-político na construção da Universidade que responde aos anseios da sociedade. Nesse sentido, reforçamos a necessidade de que a comunidade acadêmica possa construir uma melhor relação dialógica com o movimento estudantil organizado, no intuito de avançarmos para uma educação laica e de qualidade para todos.
Assim, nos colocamos solidários aos estudantes que manifestam pautas em defesa dos seus direitos e melhorias para a comunidade acadêmica, de forma responsável e sem prejuízos ao patrimônio usufruído por tantos.

Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG

CONVITEDIGITAL-01

A cerimônia e o ato político acontecerão no Acre, parte da programação da 66ª RA da SBPC

Depois do maior Congresso da história da Associação Nacional de Pós-Graduandos, é a vez da entidade realizar a Posse da Diretoria para a gestão 2012-2014, eleita durante o 24º CNPG. A cerimônia, seguida de ato político com o tema “Mais verbas para C,T&I: Pela valorização da ciência e dos pesquisadores!”, acontecerá na próxima quarta-feira (23), na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, e integrará a programação da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A ANPG acredita que para que o país se desenvolva de forma sustentável, democrática e soberana é necessário investimentos massivos em áreas estratégicas como Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação. No último período, fruto da pressa do movimento educacional, o orçamento da Educação obteve grandes conquistas, com a destinação de 75% dos royalties do petróleo e com a aprovação do Plano Nacional de Educação, que destina 10% do PIB para o setor. Todavia, o orçamento de C,T&I tem sido insuficiente para os desafios que se apresentam.

Por isso, a comunidade científica precisa reunir forças em torno da bandeira histórica pelo investimento de 2% do PIB brasileiro em Ciência, Tecnologia e Inovação. Enquanto entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros, a ANPG defende novas fontes de financiamento ao MCTI:

– Investimentos de 2% do PIB brasileiro em C,T&I;
– Destinação dos royalties do minério para C,T&I no Novo Código Mineral;
– Lei Federal que recomponha os recursos do FNDCT;
– Garantia de novos recursos a cada novo projeto/programa, para que as ações correntes não sejam prejudicas.

Encontro Nacional de Jovens Cientistas


Além da Posse e do ato político, a ANPG realiza o Encontro Nacional de Jovens Cientistas, organizado em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), no qual os pós-graduandos trocarão experiências com estudantes do ensino fundamental, médio e os graduandos. A ideia deste encontro é estimular o contato dos jovens estudantes com os temas científicos.


Confira a programação das atividades da ANPG na 66ª Reunião Anual da SBPC:


>> 23 de julho, quarta-feira


> 13h30 às 16h – Mesa-Redonda: Soberania e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Brasileira (ANPG, FMG)
Coordenador: Luciano Rezende Moreira (FMG)
Palestrantes: Ennio Candotti (SBPC/MUSA), Aldo Arantes (INMA), Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho (UFRJ) e Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho (UFRJ)
Local: Bloco Francisco C. Mangabeira – Curso Medicina – Sala ambiente

> 16h30 – Posse da Gestão 2014-2016 da ANPG e Ato Político “Mais Verbas para C,T&I: Pela Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”
Local: Bloco Francisco C. Mangabeira –  Curso de Medicina – Sala ambiente

>> 25 de julho, sexta-feira


>16h30 às 18h30 – Sessão Especial: A Capes como um projeto do Estado Brasileiro
Coordenador: Helena B. Nader (SBPC/UNIFESP)
Palestrantes: Abilio Baeta Neves (UFRGS), Emídio Cantídio de Oliveira Filho (UFRPE) e Tamara Naiz (ANPG)
Local: Bloco da Pós-Graduação – Sala dos Mestrados – Auditório 2

>16h30 às 18h30 – Encontro Nacional de Jovens Cientistas: “A Juventude quer Ciência: Democratizar para Transformar”
Local: Bloco Francisco C. Mangabeira – Curso Medicina – Sala ambiente

Da redação

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O evento contará com 199 atividades, com a participação de pesquisadores renomados do Brasil e exterior, e gestores do sistema estadual e nacional de C&T

A programação da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada em Rio Branco, na Universidade Federal do Acre (Ufac), de 22 a 27 de julho, com o tema “Ciência e tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras”, já está definida. No total, serão 199 atividades, com a participação de pesquisadores renomados do Brasil e exterior, e gestores do sistema estadual e nacional de C&T. Haverá 51 conferências, 62 mesas-redondas, 54 minicursos, 16 encontros, 07 sessões especiais, 05 assembleias. A programação completa e outras informações sobre a 66ª Reunião Anual podem ser obtidas no site.

A programação da 66ª Reunião Anual da SBPC foi preparada com o objetivo de levar aos participantes um panorama amplo do que melhor se faz em ciência hoje no Brasil. Entre os temas que serão debatidos nas conferências, estão “Ciência e Tecnologia: Imperativo para o desenvolvimento Brasileiro”; “Serpentes peçonhentas e acidentes ofídicos no Brasil”; “Reservas Extrativistas 25 anos depois”; “O Brasil no espaço – As aplicações e os serviços oferecidos por satélites”; “Biodiversidade e sociedades tradicionais na Amazônia”; e “O uso de animais em pesquisas e no ensino”, entre outras. Entre os temas discutidos nas mesas-redondas estão: “Amazônia: O desafio de formação e fixação de doutores”; “Os impactos socioambientais da exploração de petróleo e gás de xisto no Acre”; “O marco civil da internet”, e outros.

Assim como ocorre em todas as reuniões anuais da SBPC, a de Rio Branco tem como um de seus objetivos principais popularizar e valorizar a produção científica nacional e inseri-la no cotidiano dos cidadãos. Também a exemplo dos eventos anteriores, a 66ª Reunião Anual será um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um espaço de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

Junto com a 66ª Reunião Anual da SBPC serão realizadas também a SBPC Jovem, a ExpoT&C e a SBPC Mirim. A SBPC Jovem teve sua primeira edição em 2003, durante a 55ª Reunião Anual. Desde então, acontece todos os anos. Trata-se de um evento com atividades que visam despertar o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. A programação contará com oficinas, salas temáticas, e apresentações culturais.

Novidades

Nesta edição a SBPC prepara um conjunto de novidades. Pela primeira vez, a entidade realiza o “Dia da Família na Ciência”, atividade que passará a fazer parte das reuniões anuais da SBPC. Tradicionalmente, elas começavam no domingo e encerravam na sexta-feira, da mesma semana. A de Rio Branco será a primeira que começará numa terça-feira, com encerramento no domingo, da mesma semana. A intenção é atrair as famílias e a população de forma geral para o maior evento científico do Brasil.

Outra novidade é a SBPC Indígena. Com esta proposta, está inclusa na programação científica uma série de debates acerca do universo indígena como “Os povos indígenas e as políticas públicas”, “Índios isolados no Acre”, “Os povos indígenas e a universidade – discutindo as possibilidades e as políticas atuais”, além da realização de rituais e apresentações musicais de povos indígenas do Brasil, Bolívia e Peru.

Minicursos

Entre os temas dos 54 minicursos estão “Astronomia indígena”, “Controle da qualidade da água”, “A modelagem matemática de fenômenos ligados a degradação por atividade antrópicas em mata Amazônica”, “Geologia do petróleo”, “DSTs virais e drogas de abuso – como abordar a temática dentro da sala de aula”, “Conversando sobre doenças tropicais”, entre outras.

A programação completa e outras informações sobre a 66ª Reunião Anual podem ser obtidas no endereço: http://www.sbpcnet.org.br/riobranco/home/

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