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Jouhanna do Carmo Menegaz¹

Na semana passada episódios envolvendo cenas de hostilidade e preconceito para com os médicos estrangeiros chegados ao Brasil por meio do programa Mais Médicos chamaram a atenção dos brasileiros transformando uma pauta de categoria, até então vista como justa e de interesse coletivo por boa parte da sociedade em questão corporativa que perdeu a medida. Não vou neste texto emitir opinião sobre este fato em si, mas sobre o que entendo ser o pano de fundo destas e outras recentes manifestações relacionadas ao trabalho e cuidado em saúde. 

Já faz um tempo que tenho pensado sobre estas questões, e essas reflexões só tem feito aumentar com as reações da categoria médica sobre o programa do Ministério da Saúde e com as reações das outras categorias profissionais sobre ato médico. A única e triste conclusão a que pude chegar é a de que nossa pauta hoje é a disputa de espaço, a determinação de quem dita as regras, de quem é o ‘maestro’ do cuidado. O corporativismo impera e nossa disputa não se encerra nos serviços, mas transcende-os e orienta a formação, a produção de conhecimento, mantendo-nos sempre em busca dos elementos e tecnologias que darão às nossas categorias hegemonia; que justifiquem nossa permanência e relevância como profissional de saúde. Gostemos ou não de admitir a verdade, esta não é uma realidade apenas da categoria médica, mas uma dinâmica de todas as categorias profissionais. Com muita certeza, colegas, afirmo que isto não serve aos interesses da população e do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Não serve, mas somos ensinados, em maior ou menor medida, desde o primeiro dia da graduação a honrar e defender nossa categoria acima de tudo. A lutar por espaço, por autonomia e este entendimento é cotidianamente reforçado pelas nossas entidades de classe. Nesta lógica, o outro é visto na maioria das vezes como inimigo e não nos damos conta do prejuízo disso, afinal, isso nos é ensinado antes de tudo, inclusive, antes  mesmo dos princípios doutrinários do sistema único de saúde. Entendemo-nos e constituímo-nos corporativos antes que possamos compreender a dinâmica da formação em saúde expressa nas diretrizes curriculares, estas baseadas em competências que unificam o trabalho em equipe multiprofissional. Nós não trabalhamos nem nos articulamos juntos. No máximo, cumprimos cada um com suas atribuições. 

Há quem defenda que isto não está de um todo (ou nada) errado, uma vez que, quando você se torna um profissional, é assim que o jogo da sobrevivência funciona. Pergunto se é necessário e pra que serve mesmo jogar este jogo. Pergunto ainda se somos de um todo e de fato superiores à categoria médica na compreensão do trabalho em saúde. Porque também não trabalhamos articulados aos demais profissionais. Muitas vezes no discurso defendemos o SUS e o trabalho em equipe, mas na prática as questões corporativas também nos são também as mais caras e mais importantes. Criticamos o corporativismo médico com um corporativismo defensivo, porque na essência invejamos a unidade médica, afinal eles sempre conseguem tudo que querem. Precisamos mesmo disso? Os valores particulares de nossa profissão, descolados do trabalho coletivo, serão os valores que orientarão nossa prática profissional de uma vida?

Todos os profissionais, independentemente de sua categoria, de sua origem social, necessitam ser valorizados, bem remunerados, ter condições dignas de trabalho, de exercer sua função. Esta não deve ser uma prerrogativa de uma categoria e não devemos querer que seja, nem que esta categoria seja a nossa. Entendo que estamos frente à urgência na revisão de nossas compreensões sobre profissão, trabalho, cuidado, sobre a finalidade primeira de nossa atuação. Precisamos encontrar elementos de unidade e semelhança e rumar na direção de uma atuação para além de nós mesmos ao invés de nos digladiar e esperar pela próxima falha do outro. Posso estar sendo utópica, querendo o impossível, mas não é isso que dizem que nos faz sempre caminhar?

¹ Jouhanna é mestre em enfermagem, doutoranda na Universidade Federal de Santa Catarina e secretária-geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

 
 
 


Mariana Tokarnia – Agência Brasil

Brasília – Na Universidade de Brasília (UnB), mestres e doutores acampam próximo à reitoria. Eles obtiveram o título no exterior e querem revalidar o diploma para serem reconhecidos no Brasil. Não se trata de nenhuma manifestação. Uma vez por semestre, lá estão as barracas para garantir os primeiros lugares na fila. A UnB aceita apenas seis processos de mestrado e seis de doutorado para cada um dos 86 programas de pós-graduação. Quem não conseguir entrar nesse grupo tem que esperar mais um semestre.
 
A revalidação dos diplomas é feita por todas as instituições públicas de ensino com programas de pós-graduação e por algumas particulares. Sem ela, aqueles que estudaram no exterior não podem dar aulas ou fazer pesquisas que exijam o título. Também não têm o nível reconhecido em concursos ou em promoções salariais.
 
Não há um número oficial, mas segundo a Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees), cerca de 20 mil já iniciaram o processo e aguardam para ter o diploma revalidado. Cada instituto define as exigências para a revalidação e a cobrança de uma taxa, que ultrapassa os R$ 1 mil. O tempo para a revalidação também varia. Segundo o presidente da Anpgiess, Vicente Celestino de França, o processo que deveria durar seis meses chega a dois anos e até a dez. Aqueles que deixaram a família e gastaram boa parte das reservas para estudar fora reclamam do descaso e das dificuldades para ter o diploma reconhecido.
 
A UnB começou a receber os processos na última segunda-feira (26). Nos primeiros dias, foram 30 solicitações de revalidação. As vagas para educação, direito e administração já estão esgotadas. A universidade recebe processos até outubro. A restrição de vagas foi decidida para que os seis meses fossem cumpridos e a instituição conseguisse atender à demanda.
 
Com o procedimento, no entanto, muitos ficam de fora. É o caso de Vanderlan Bittencourt Rodrigues, formado em química pela UnB e que fez o mestrado em educação em Assunção, no Paraguai. Ele voltou para o Brasil e está há dois anos tentando a revalidação. Para fugir da fila na UnB, Vanderlan buscou outro instituto. Já apresentou todos os documentos necessários, mas sempre há algo faltando. "No início do processo, eu não sabia que ia ter essa dificuldade", diz.
 
"Foi um esforço muito grande para terminar o mestrado. Estudei muito. Venci todas as disciplinas e o período de orientação, quando se lê a dissertação, pode-se ver a seriedade com que foi tratado o estudo". Rodrigues vai entrar com um novo processo de revalidação em outra universidade. Faz questão de ter o diploma de mestre.
 
Por lei, devem se submeter ao processo inclusive aqueles que receberam bolsas do governo, como os estudantes de doutorado pleno do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) determina que os diplomas só podem ser reconhecidos por universidades que tenham cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados na mesma área de conhecimento, em nível equivalente ou superior.
 
A suposta falta de equiparação com o curso oferecido fez com que Denir Machado não obtivesse o reconhecimento do título de mestre em administração de empresas pela Universidade de Durham, no Reino Unido. Ele entrou com o processo na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Para fornecer toda a documentação em conformidade com os requisitos da instituição, Machado gastou R$ 7,5 mil. Dois anos depois, recebeu informação de que o pedido foi recusado.
 
Na época ele trabalhava em uma universidade, que decidiu afastá-lo em licença não remunerada até a conclusão do processo de revalidação. "Em nenhum momento, o coordenador do curso ou a UEL informaram, depois de quase dois anos, desde o nosso primeiro contato em 2011, que eu estava em perigo de ser rejeitado", explicou. O futuro da escolha pela carreira acadêmica, segundo ele, será "provavelmente mendigando nas ruas com o certificado de mestrado".
 
Os sacrifícios para obter o título no exterior foram muitos: "Tomei a decisão em conjunto com a minha família, de vender tudo o que tinha. Larguei meu emprego porque a empresa não demonstrou interesse em investir no meu desenvolvimento profissional. Deixei minha esposa e meu filho de 3 anos de idade para viver na casa da minha sogra, de modo que eu pudesse fazer o mestrado no exterior".
 
Machado não pretende entrar tão cedo com outro processo de revalidação. "Revalidar o meu diploma é o que mais desejo e necessito, entretanto estou, por meio de um advogado, abrindo um processo contra a UEL. Ao mesmo tempo, penso em buscar outra universidade, mas até o momento não há nada em vista, porque é um árduo trabalho e, ao mesmo tempo, não gostaria de gastar novamente o valor que já investi em todo o processo".
 
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Londrina, Mário Sérgio Mantovani, explica que o processo de revalidação passa pelo curso de pós-graduação, depois por colegiado, seguindo para a Câmara de  Pós-Graduação e, por fim, para o Conselho de Pesquisa e Extensão. O processo envolve também a apresentação da dissertação ou da tese a uma banca de três professores. A taxa cobrada, segundo Mantovani, restringe os processos apresentados e dá mais agilidade.
 
"Se a validação não saiu é porque o curso não se enquadra. Não temos tido recusa por mérito, recebemos bons trabalhos, mas porque a linha de pesquisa não é semelhante à que temos", explica o pró-reitor. Ele reconhece que esse é um problema e diz que uma solução seria a centralização dos processos de revalidação. "Deveria haver uma porta de entrada única, que distribuísse os processos às instituições que têm linhas de pesquisa semelhantes, para as pessoas não ficarem perdidas nesse sistema".
 
Outra proposta que agilizaria o processo, segundo a Anpgiees, é a regulamentação, em leis nacionais, de acordos internacionais, como o Mercosul. Assinado por Lula, o Decreto 5.518/05 promulga o acordo de admissão de títulos e graus universitários para o exercício de atividades acadêmicas nos países que fazem parte do bloco. "Os demais países do Mercosul seguem o acordo e reconhecem os diplomas brasileiros automaticamente. Aqui isso não é feito", diz Vicente de França.
 
Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 1981/2011 propõe a revalidação automática de títulos de pós-graduação expedidos por instituições ou estabelecimentos de ensino superior estrangeiros, situados em quaisquer dos países do Mercosul, quando o fim visado for unicamente o exercício de atividades de docência e pesquisa nas instituições de ensino superior no Brasil. O PL aguarda parecer da Comissão de Educação e ainda vai passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa.
 
Quem ainda não obteve o diploma já se preocupa com o processo que terá que enfrentar. A enfermeira Wandecleide Fernandes está no último ano do doutorado em saúde pública em Assunção, no Paraguai. O estudo que está desenvolvendo é inédito no Brasil. Ela diz que poderia ficar no Paraguai, onde teria o título reconhecido mais facilmente, mas faz questão de voltar para o país. "Quando já tinha iniciado o curso, soube da morosidade. Não desanimei. Estou satisfeita de ter estudado fora, vale muito a pena. Mas desde já luto por uma melhora no processo de revalidação", observou.
 
Edição:  Valéria Aguiar
 

Segundo o Estadão, assim que os professores locais estiverem formados, os visitantes poderão retornar

 
Os planos do MEC de levar professores para escolas do interior, principalmente para as cidades mais pobres do País, nos moldes do Mais Médicos, incluem a formação em paralelo dos profissionais dessas cidades. Da mesma forma, assim que esses professores estiverem formados, os visitantes poderão retornar.
 
O MEC trabalha atualmente no mapeamento dessas cidades e com estudos orçamentários. A proposta é conceder bolsas a professores que se disponham a reforçar o quadro de escolas em lugares de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
 
Caso não haja professores disponíveis na rede, o MEC cogita a participação de docentes aposentados que queiram voltar às salas de aula. A prioridade é buscar professores que possam lecionar matemática, física, química e inglês e, ao mesmo, induzir a formação nessas áreas nas cidades escolhidas.
 
 

Iniciativa premia cinco categorias, entre elas estudante de ensino médio e ensino superior

 
Foi prorrogado o prazo para inscrições no XXVII Prêmio Jovem Cientista. Estudantes do ensino médio, estudantes do ensino superior, mestres e doutores têm agora até 13 de setembro para enviar suas pesquisas para o concurso. As inscrições devem ser realizadas pelo site www.jovemcientista.cnpq.br. Os alunos do ensino médio podem optar por enviar seus trabalhos pelos Correios – postando-os também até o dia 13. Em 2013, mais de R$ 700 mil serão distribuídos em prêmios. O Prêmio é uma iniciativa do CNPq, Fundação Roberto Marinho, Gerdau e GE.
 
Nesta XXVII edição, a iniciativa convoca os jovens a encontrar soluções para problemas ocasionados pela má gestão dos recursos hídricos. A superfície da Terra é coberta por 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água. Sua roupagem azul, que tanto encantou o astronauta Yuri Gagarin, pode nos fazer acreditar que a água nunca faltará ao homem. Já se sabe, entretanto, que apenas 0,003% desse volume pode ser aproveitado para saciar a sede, fazer a higiene e irrigar a agricultura. E essa pequena quantia é ainda ameaçada pelo desperdício e a poluição. Muitos são os problemas, mas muitas são também as formas de resolvê-los. Pensando nisso, o Prêmio Jovem Cientista aborda o tema "Água: desafios da sociedade".
 
Estudantes do ensino superior, mestres e doutores poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:
– Gestão inovadora dos recursos hídricos aplicada ao uso do solo e à gestão ambiental;
– Tecnologias inovadoras para despoluição de bacias hidrográficas e sua integração com as dos sistemas estuários e zonas costeiras;
– Ecotecnologias no tratamento de águas residuárias, industriais e urbanas, esgotos domésticos, águas pluviais e despoluição;
– Uso racional e eficiente da água: gerenciamento, aproveitamento e reúso;
– Uso de tecnologias de sensoriamento remoto na avaliação dos recursos hídricos;
– Uso da água e da energia e aplicação de tecnologias inovadoras que promovam sua sustentabilidade;
– Contaminantes emergentes (disruptores endócrinos, fármacos, resíduos orgânicos): detecção e remoção em sistemas de abastecimento de água;
– Uso de membranas no tratamento da água;
– Causas e consequências de florações de cianobactérias em mananciais de abastecimento de água;
– Gerenciamento da água no meio urbano: novas tecnologias para minimizar alagamentos;
– Eventos hidrológicos extremos e sistemas de alerta;
– Impactos de mudanças climáticas nos recursos hídricos.
 
Estudantes do Ensino Médio podem inscrever trabalhos relacionados aos seguintes temas:
– Gestão de bacias hidrográficas;
– Tratamento e reúso da água;
– Água e saúde pública;
– Uso da água para geração de energia;
– Tecnologias para dessalinização da água.
 
SOBRE O PRÊMIO JOVEM CIENTISTA
 
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE. Quatro categorias são premiadas: Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda um prêmio de Mérito Científico para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição. Os orientadores das três categorias principais e as escolas dos três classificados do Ensino Médio são agraciados com laptops, como forma de estimular e reconhecer a cadeia de aprendizagem.
 
Na categoria Mérito Institucional são premiadas as duas instituições – uma do ensino médio e outra do ensino superior – às quais estiver vinculado o maior número de trabalhos, com mérito científico, inscritos nas categorias Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio.
 
Premiações – Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores são agraciados com R$30 mil (1º lugar); R$20 mil (2º lugar) e R$15 mil (3º lugar). Para Estudantes do Ensino Superior, os valores são de R$15 mil (1º lugar), R$12 mil (2º lugar) e R$10 mil (3º lugar). Estudantes do Ensino Médio classificados em 1º, 2º e 3º lugares ganham modernos laptops.
 
No Mérito Institucional, serão pagos R$35 mil para cada uma das duas instituições. O pesquisador indicado para receber o Mérito Científico receberá R$20 mil.
 
O CNPq concede bolsas de estudo desde a iniciação científica até o pós-doutorado. A GE oferece aos vencedores e orientadores visitas técnicas às suas unidades fabris e laboratórios de pesquisa.
 


(Jornal da Ciência)
 


Escola Latinoamericana de Medicina é a mais cotada entre as instituições da ilha

 
Mais de 37 mil cubanos e 10 mil estrangeiros iniciaram ou completaram seus estudos de medicina em Cuba, enquanto outros 40.000 seguiram carreiras e cursos técnicos na área da saúde, informou nesta sexta-feira o jornal oficial Granma."Apenas em medicina, nos seis anos que demandam seus estudos, a matrícula de alunos chegou a 47.676, dos quais 37.302 são cubanos e 10.374 jovens procedentes de outros países", indica o jornal.
 
Há mais de 13 anos, Cuba concede diplomas a estudantes estrangeiros que ingressam no curso de medicina na ilha, fundamentalmente na Elan (Escola Latinoamericana de Medicina).
 
Contudo, desde 2012, foram adotadas novas modalidades para alunos que podem pagar por seus estudos. Segundo relatório da Prensa Latina, 900 estudantes sul-africanos pagaram mais de 10 milhões de dólares em 2012.
 
Além de manter o sistema nacional de saúde, cerca de 60.000 médicos e paramédicos cubanos trabalham em mais de 50 países, a metade deles na Venezuela, e seu trabalho, além do de outros profissionais como professores e treinadores esportivos, arrecada para o país mais de 6 bilhões de dólares, sendo a principal fonte de ingresso da ilha, superando o turismo, os impostos e a exportação de bens.
 
"O ano escolar 2013-2014, que se inicia na próxima segunda-feira 2 de setembro, receberá em suas aulas 85. 871 estudantes de Ciências Médicas, segundo dados preliminares, que abarca dois níveis de ensino: o superior, com 13 carreiras, e o técnico com 24", indica a revista.
 
No final de 2012, Cuba dispunha de mais de 85.000 médicos para uma população de 11,1 milhões de habitantes, um médico para cada 137 pessoas, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, o que deixa a ilha em uma posição privilegiada a nível internacional.
 

Serão R$ 2 milhões em prêmios e bolsas de estudos internacionais.Podem participar estudantes e professores de universidades do Brasil

Alunos de graduação e pós-graduação, professores pesquisadores e instituições de Ensino Superior podem inscrever projetos até 17 de setembro na 9ª edição dos Prêmios Santander Universidades. Em 2013, a iniciativa terá a premiação dobrada em relação à do ano anterior, serão R$ 2 milhões em prêmios e bolsas de estudos internacionais.
 
A iniciativa é composta por quatro grandes premiações que estimulam o empreendedorismo, a pesquisa científica, a extensão universitária e a busca pela excelência das universidades. Desde que foi criado, em 2005, o concurso já recebeu 29 mil projetos e distribuiu mais de R$ 5 milhões em prêmios.
 
Os pesquisadores inscritos receberão curso online de empreendedorismo certificado pela BabsonCollege e cada projeto vencedor será reconhecido com R$ 100 mil (valor líquido). Além disso, os até 12 finalistas do Prêmio Ciência e Inovação receberão uma bolsa de estudos, cada uma, do Programa de Bolsas Ibero-Americanas do Santander Universidades, e os 10 vencedores (alunos e professores) do Prêmio Santander Empreendedorismo receberão bolsa de estudos na BabsonCollege, em Boston, nos Estados Unidos.
 
Cada projeto é avaliado por uma banca independente, formada por instituições de renome nacional e internacional. Os vencedores dos Prêmios Santander Universidades 2013 serão conhecidos no dia 19 de novembro, em cerimônia a ser realizada no Hotel Grand Hyatt, na cidade de São Paulo.
 
Mais informações sobre as premiações, regulamentos e inscrições podem ser encontrados no site do Santander Universidades.



 
(Jornal da Ciência)
 


Instituto seleciona candidatos para dez campi espalhados em todo o estado
 

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) estará com inscrições abertas de 2 de setembro a 16 de outubro para 102 vagas no cargo de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico de seu Quadro Permanente nos campi Arraial do Cabo, Duque de Caxias, Engenheiro Paulo de Frontin, Nilópolis, Paracambi, Pinheiral – Nilo Peçanha, Realengo, Rio de Janeiro, São Gonçalo e Volta Redonda.
 
As vagas estão distribuídas pelas áreas Administração, Biologia, Ciências Biológicas, Educação Física, Eletrotécnica, Estatística, Filosofia, Física, Fisioterapia, História, Informática, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Petróleo e Gás, Química, Segurança no Trabalho, Sociologia, Terapia Ocupacional, Zoologia, entre outras. Os pré-requisitos variam de acordo com a oportunidade pretendida.
 
O vencimento básico é de R$3.594,57 para 40 horas semanais com dedicação exclusiva, acrescidos de R$272,46 (para aperfeiçoamento), R$496,08 (especialização), R$ 1.871,98 (mestrado) e R$ 4.455,20 (doutorado). O processo seletivo consta de prova de conteúdo – escrita (03 de novembro), prova de desempenho didático (01 a 08 de dezembro) e prova de títulos (01 a 08 de dezembro). O resultado final será divulgado no dia 20 de dezembro. Os interessados devem pagar uma taxa no valor de R$ 110 em qualquer agência do Banco do Brasil, através da Guia do Recolhimento da União – GRU, disponível no site: https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/gru/gru_simples.asp.
 
A inscrição deverá ser efetuada pelo próprio candidato ou por seu representante legal, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 10h às 17h, nos seguintes endereços:
 
– Campus Arraial do Cabo: Rua José Pinto de Macedo s/nº, Prainha, Arraial do Cabo
– Campus Engenheiro Paulo de Frontin. Av. Maria Luiza, s/nº Sacra Família do Tinguá, Engenheiro Paulo de Frontin
– Campus Duque de Caxias: Av. República do Paraguai, nº120, Sarapuí, Duque de Caxias
– Campus Nilópolis: Rua Lúcio Tavares, nº 1045, Nova Cidade, Nilópolis
– Campus Paracambi: Rua Sebastião Lacerda, s/nº, Centro, Paracambi
– Campus Pinheiral – Nilo Peçanha: Rua José Breves, nº 550, Centro, Pinheiral
– Campus Realengo: Rua Professor Carlos Wenceslau, nº 343, Realengo
– Campus Rio de Janeiro: Rua Senador Furtado, nº 121/125, Maracanã, Rio de Janeiro
– Campus São Gonçalo: Rua Dr. José Augusto Pereira dos Santos, s/nº, Neves, São Gonçalo
– Campus Volta Redonda: Rua Antônio Barreiros, nº 212, Nossa Senhora das Graças, Volta Redonda
 
O edital nº59/2013 está disponível no site do IFRJ, www.ifrj.edu.br, em Concursos – Docente.
 
(Jornal da Ciência)

São oferecidas 20 vagas para novos alunos em duas linhas de pesquisa. Inscrições devem ser feitas até o dia 30 de setembro na instituição

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) deve abrir, a partir desta segunda-feira (02), inscrições para o programa de Pós-graduação em Educação pelo campus de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. A instituição divulgou dois editais de seleção para novos alunos com o início das aulas previsto para 2014. As inscrições para o mestrado em educação podem ser feitas até o dia 30 de setembro.
 
De acordo com a assessoria da Unemat, o primeiro edital prevê 20 vagas para novos alunos em duas linhas de pesquisa. A primeira delas é "Educação e Diversidade", com 12 vagas disponíveis; e, a segunda, "Formação de Professores, Políticas e Práticas Padagógicas", com 8 vagas. Ambas são abertas a qualquer candidato com nível superior.
 
Já o segundo edital reserva duas vagas para estudantes de nacionalidade colombiana em decorrência de um termo de cooperação acadêmica internacional. Estas duas vagas são para estudantes que tenham concluído curso superior na Universidad Nacional de Colombia. O acordo internacional estabelece a oferta destas duas vagas pelo período de cinco anos para estudantes colombianos.
 
Os interessados em concorrer ao processo seletivo devem acessar os editais disponíveis no site da instituição para verificar os documentos necessários e preencher a ficha de inscrição que consta no anexo do edital. As provas dos candidatos a ampla concorrência serão realizadas no dia 04 de novembro deste ano, já os candidatos colombianos farão as provas em data e horário estabelecidos pela Universidad Nacional de Colombia. O resultado final dos processos seletivos deve ser divulgado no dia 06 de dezembro e as aulas começam no primeiro semestre de 2014.
 
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3223-0728.
 
 
De 27 a 29 de novembro, participantes dos Programas de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e de Pós-Graduação (PEC-PG) realizarão o seu I Encontro Internacional na cidade do Recife, no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 
 
O PEC-G e o PEC-PG oferecem oportunidades de formação inicial no ensino superior,de qualificação de professores, pesquisadores, profissionais e graduados de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos culturais e educacionais. 
 
Os estudantes dos convênios estabelecidos com a UFPE, em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-brasileiro (NEAB), o Laboratório de Estudos da Cultura Contemporânea (LEC) e a Associação de Pós-Graduandos (APG) da instituição, vão realizar o evento no Centro de Educação da UFPE.

Com o tema “Realidades dos estudantes do PEC-G e PEC-PG no Brasil: debates, reflexões e ajustes”, o encontro tem a finalidade de reunir gestores, estudantes, professores e pesquisadores para rediscutir as diretrizes dos programas no processo da internacionalização das Instituições de Ensino Superior.
 
Questões diplomáticas, experiências em trabalhar no Brasil com bolsas de estudo e possibilidades de cooperações Brasil-África e SUL-SUL farão parte das discussões temáticasdas mesas. O encontro contará ainda com exposições de trabalhos na modalidade oral, formação de grupos de debates e apresentações culturais. Dia 31 de outubro é o prazo limite para submissão de trabalhos.
 
Como produto final do encontro, será entregue aos convidados o documento construído a partir das diversas experiências espalhadas no país, com o intuito de garantir maior participação dos estudantes no acompanhamento do PEC-G e PEG-PG. Neste sentido, a comissão organizadora considera que o encontro se constitui num espaço importante para compartilhar estratégias de acolhimento e potencialidades sentidas entre grupos, países e continentes.
 
Para o evento estão sendo convidados os embaixadores de Guiné-Bissau, Cabo-Verde, Congo, Colômbia e Angola, como também representantes do Ministério da Educação, Itamaraty, Departamento de Estrangeiros, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, União Nacional dos Estudantes e Associação Nacional de Pós-Graduandos, entre outros.Pró-reitores e o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, estarão presentes no evento.
 
Mais informações:
 

 

 
Quesito "raça/cor" será usado nos instrumentos de avaliação do censo escolar. Também foi criada comissão para auxiliar na execução da política de cotas nas universidades
 
O Ministério da Educação (MEC) definiu que as relações étnico-raciais, o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, bem como a promoção da igualdade racial e enfrentamento ao racismo devem ser incluídos nos materiais didáticos e nas linhas de ação e eixos temáticos da educação. A determinação integra a portaria publicada nesta sexta-feira no "Diário Oficial da União", que define ações de promoção da igualdade racial e combate ao preconceito.
 
De acordo com o texto, o quesito "raça/cor" passará a ser usado nos instrumentos de avaliação, coleta de dados do censo escolar, além de suas ações e programas quando for possível. E isso deverá respeitar o critério da autodeclaração, dentro dos padrões utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
A coordenação e organização das propostas em articulação com as secretarias e autarquias vinculadas ao MEC ficará a cargo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão.
 
A pasta também instituiu a criação de uma comissão para assessorar o ministério a elaborar propostas de ações que promovam a concretização efetiva da reserva de vagas junto às instituições federais de educação superior. O grupo contará com representantes de entidades ligadas à educação e movimentos étnico-raciais.
 
Novas políticas


Na última quarta-feira, o MEC já havia anunciado um programa de intercâmbio voltado para estudantes negros e indígenas do ensino superior. O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento será desenvolvido em parceria com Universidades e Instituições Comunitárias de Ensino Superior Historicamente Negras nos Estados Unidos. Parte das bolsas de estudo será oferecida pelo Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) e parte será destinada aos cursos de humanas.
 
As Universidades Historicamente Negras foram criadas na década de 60 com a missão de educar negros, sendo abertas, no entanto, a indivíduos de todas as etnias. Para aderir ao programa, as universidades devem ter comprovada excelência. São mais de 100 instituições com essas características nos Estados Unidos.
 
As bolsas ofertadas pelo CsF serão para as áreas prioritárias do programa, que são ciências exatas (matemática e química), engenharias, tecnologias e ciências da saúde. Mercadante disse que serão oferecidas vagas também para a área de humanidades, para a formação de professores, "o que faz sentido, pela especificidade [do novo programa]", explica.