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A discussão "Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras" será estendida a outros países durante o evento que ocorrerá na UFAC
 

Já foi definido o tema da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada entre os dias 22 a 27 de julho de 2014, na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco: "Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras". Segundo Aldo Malavasi, secretário geral da SBPC, o tema foi escolhido para que o evento possa discutir como a ciência e a tecnologia podem causar impacto no conhecimento e desenvolvimento da Amazônia.

A região não é só brasileira, estendendo-se a outros oito países da América do Sul. "Por isso, queremos proporcionar discussões que ultrapassassem as fronteiras políticas e demarcadas pelo homem", disse Malavasi. Diante da magnitude da questão, o secretário-geral informou que a SBPC pretende trazer pesquisadores de países vizinhos como Peru, Bolívia e Colômbia, por exemplo, para enriquecer e ampliar o debate. 

Agora com o tema definido, o próximo passo da organização do evento é a criação e a escolha do cartaz. Por isso, explicou Malavasi, uma equipe da UFAC irá desenvolver três modelos para que a SBPC possa escolher um nas próximas semanas. "O cartaz deverá ser definido em meados de setembro", adiantou o secretário geral. "A ideia é que a presidente da SBPC, Helena Nader e a coordenador local da Reunião Anual e vice-reitora da UFAC, professora Margarida de Aquino Cunha, entreguem o cartaz impresso para o governador do Acre no começo de outubro."
 
Diferentemente das anteriores, a 66ª Reunião Anual será realizada entre uma terça-feira e domingo e não de domingo à sexta-feira, como sempre ocorreu. "Essa mudança foi proposta pela presidente da SBPC, para que famílias inteiras possam participar do evento", explicou Malavasi. "Assim, teremos um dia da ciência para a família."
 
(Vivian Costa)


 

Prazo para envio de propostas é prorrogado até 7 de setembro

 
Atendendo a solicitações, foi ampliado o prazo para envio de propostas até 7 de setembro de 2013 às 23:59h (GMT). Propostas de mesas, workshops e trabalhos individuais podem ser feitas por meio do site www.pcst-2014.org.
 
A 13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST, na sigla em inglês) será realizada pela primeira vez na América Latina, e ocorrerá de 5 a 8 de maio de 2014, em Salvador (Bahia).
 
A Conferência PCST 2014 é promovida pela Rede Internacional PCST e organizada pelo Museu da Vida, museu de ciência interativo ligado à Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento conta com a parceria de diversas outras organizações e conta com o apoio do CNPq, do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e da Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Fapesb, da Fapesp e da Fapemig; SciDev.Net é media partner.
 
As propostas de trabalho podem estar relacionadas à prática ou à pesquisa acadêmica na área da divulgação científica, da interface ciência e sociedade, do jornalismo científico, dos museus de ciência e de engajamento público em ciência e tecnologia.
 
Mais informações e envio de trabalhos: www.pcst-2014.org

(Assessoria de Comunicação Museu da Vida/Fiocruz)

 

(Jornal da Ciência)


 

Da esquerda para a direita: Fabiano Apg Ufgd), Rodolpho, Ilsyane Kmitta, Vitor Garcia (Comissão Eleitoral – CE), Ana Paula Hilgert (CE), Jaqueline Ferreira Campos, Jatene, Joziane Azevedo Cruz, João Henrique, Ronise Nunes

Na semana passada, entre os dias 20 a 22 de agosto, foram realizadas as eleições para a primeira diretoria da APG da Universidade Federal da Grande Dourados. Apenas uma chapa foi inscrita, “Pós-Graduação em Movimento: agir, fortalecer e conquistar”. Confira todos os nomes e os cargos.  Foi eleito coordenador-geral da APG Fabiano Coelho, doutorando em história, e subcoordenador-geral, João Henrique da Silva, mestrando em educação.
 
A posse está prevista a próxima segunda-feira, dia 2 de setembro, às 19h. 
 

 

A proposta prevê, entre outras medidas, a isenção de impostos de importação para materiais de pesquisa, informa reportagem da Agência Câmara Notícias

A Comissão Especial que analisa o Código Nacional de Ciência e Tecnologia realiza, nesta quinta-feira, seminário na Universidade de Brasília para discutir o tema. Para falar sobre o assunto, foi convidado o autor do requerimento para realização do seminário, deputado Izalci, do PSDB do Distrito Federal.
 
A proposta do código, de autoria do deputado Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco, e outros deputados, prevê entre outras medidas, a isenção de impostos de importação para materiais de pesquisa; facilita o acesso à biodiversidade brasileira para fins de pesquisa biológica e flexibiliza a lei de licitações para as compras e contratações no setor.
 
Vão participar do debate, deputados e representantes de instituições ligadas à ciência, tecnologia e inovação, como o INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial, Agência Espacial Brasileira, Embrapa e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da UNB.
 
Proposta amplia os poderes da União, dos estados e dos municípios nessas áreas e agora será analisada em comissão especial
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (28) a admissibilidade da PEC 290/13, da deputada Margarida Salomão (PT-MG) que acrescenta as expressões tecnologia, pesquisa e inovação em diversos artigos da Constituição, de forma a ampliar a competência legislativa, as políticas públicas e a concessão de estímulos da União, dos estados e dos municípios para essas áreas.
 
A Proposta de Emenda à Constituição também cria o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em regime de colaboração entre os setores público e privado e com funcionamento a ser regulado em lei federal.
 
As mudanças, por exemplo, permitem à União vincular parcela de sua receita a entidades de fomento ao ensino e à pesquisa científica, admite a adoção de mecanismos especiais ou simplificados de contratação de bens e serviços, de controle e de tributação e admite a cessão temporária, pelo Poder Público, de recursos humanos, equipamentos e instalações a entes públicos e privados.
 
Contrapartidas
O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), relator, apresentou parecer pela admissibilidade com emenda. Segundo ele, a cessão de recursos públicos a entes privados, sem a exigência de contrapartida, não deve acontecer. "Para promover a adequação do dispositivo questionado aos princípios constitucionais, faz-se necessário modificar, mediante emenda à redação original, acrescentando a necessidade de contrapartida para a cessão de recursos públicos a particulares", explicou.
 
"Além disso, falta na proposta a cláusula de vigência da mesma, ao final", disse Ribeiro, ressaltando que as alterações poderão ser realizadas pela comissão especial que será criada para analisar a proposta.
 
(Murilo Souza, Agência Câmara)


(Jornal da Ciência)
Vanderlei Bagnato
A USP, por meio da Agência USP de Inovação, tem o grande desafio de aproximar o conhecimento e as pesquisas desenvolvidas pelas universidades dos setores produtivos da economia paulista (e brasileira), como a indústria e o comércio. A árdua tarefa envolve a quebra de antigos paradigmas, tal a distância que esses dois setores tomaram ao longo de muitos anos, com resultados negativos para o desenvolvimento de inovação no país. Diante dos novos desafios globais, a aproximação é irreversível e necessária para garantir um ambiente propício para o crescimento dos setores produtivos da economia brasileira. 
 
O papel de gerador de inovação já é comum nas universidades de outros países. Na década de 1980, durante estudos no MIT (Massachusetts Institute of Technology), convivemos com os padrões norte-americanos de incentivo ao empreendedorismo. Desde o início dos estudos, os alunos da instituição tinham a responsabilidade de gerar emprego, muito mais do que procurar uma vaga de trabalho numa grande corporação. 
 
Desde muito cedo, aliás, os EUA priorizaram o incentivo às inovações tecnológicas, com o Estado norte-americano atuando como motor da inovação por meio de diversos programas. É o caso da Apple, que recebeu financiamento inicial do Programa de Inovação e Pesquisa para Pequenas Empresas do governo norte-americano. Isso ocorre porque esses empreendimentos envolvem custos e riscos que o setor produtivo não tem condições de assumir. Agora, o governo brasileiro começa a dar passos nessa direção.
 
O Plano Inova Empresa (plano de investimento em inovação do Governo Federal) é um novo marco de financiamento no setor, que começa a deslanchar. Nos próximos anos, ele deve movimentar recursos na ordem de R$ 32,9 bilhões para inovação. Na mesma linha de trabalho, foi criada a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que segue o modelo da exitosa Embrapa. Ela deve atender fazer a ponte entre empresas e instituições de pesquisa para garantir resultados de inovação de fato.
 
As instituições de ensino superior brasileiras precisam se preparar para essas mudanças. O jovem deve ter a opção, desde os primeiros anos de estudos universitários, de ser treinado para ser empreendedor, a assumir projetos de risco e a ter ousadia. Como vamos querer ser um país com desenvolvimento tecnológico se não incentivamos o empreendedorismo desde a universidade?
 
Os produtos e serviços inovadores têm muito para contribuir com todos os segmentos sociais e podem ajudar na melhoria da qualidade de vida da população. Um dos exemplos de como a inovação pode ajudar as pessoas vem das necessidades específicas. O país conta hoje com mais de 5 milhões de cadeirantes e esse número deve crescer ainda mais com o envelhecimento da população. Mas o que estamos pensando para esse público? A China já tem produtos que atendem esse segmento. O Brasil já importa tecidos especiais chineses para a produção de roupas mais confortáveis destinado às pessoas com mobilidade reduzida. Além do vestuário do cotidiano, precisamos criar roupa de cama e equipamento que melhorem o conforto desse público. Esse é apenas um dos muitos exemplos do que os produtos inovadores podem contribuir para o bem-estar social. 
 
Os setores produtivos, como o comércio, a indústria e agropecuária, também  precisam estar preparados para suas necessidades e procurar soluções na produção das universidades brasileiras. A USP, por meio da Agência USP de Inovação, e a Fiesp estão formando a primeira turma do Curso de Aperfeiçoamento em Gerenciamento e Execução de Projetos de Inovação Tecnológica em Empresas (Gepit), realizado em parceria com a Fiesp/Ciesp. O curso é focado no desenvolvimento da inovação nas empresas e permite formar profissionais com visão holística sobre como fazer a inovação se concretizar nas empresas. Queremos que esses profissionais apliquem os conhecimentos do curso na criação de processos, produtos e serviços de valor para o mercado nacional e internacional. Desenvolvemos ainda o programa Vocação para Inovação, de apoio à propriedade intelectual e inovação para o Estado de São Paulo. O programa oferece ao empreendedor orientação na proteção do patrimônio industrial e intelectual, efetuando todos os procedimentos necessários para o registro de patentes, marcas, direitos autorais e transferências das criações desenvolvidas na USP. 
 
Os desafios são muitos e o tempo exige celeridade de todos os envolvidos nesse processo. Mas para avançarmos a passos largos em inovação, o esforço deve ser de todos.
 
Vanderlei Bagnato , professor-doutor e coordenador da Agência USP de Inovação
 

Luís Osvaldo Grossmann  

 
É cada vez maior o acesso a resultados de pesquisas disponíveis via Internet. Um levantamento publicado pela União Europeia indica que 50% dos trabalhos científicos podem ser vistos livre e gratuitamente pela rede – o dobro do indicado em estudos anteriores.
 
O mesmo levantamento, do qual o Brasil fez parte, também estima que mais de 40% dos artigos científicos que passaram por avaliações e que foram publicados entre 2004 e 2011 já estão disponíveis online, sob a forma de arquivos ‘open access’.
 
Além da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Japão foram países observados pela pesquisa, bem como alguns ‘vizinhos’ da UE, como a Suíça, Lichtenstein, Islândia, Noruega, Turquia, Macedônia e Israel. E, como mencionado, o Brasil.
 
Segundo a comissária europeia para Pesquisa, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn, “os resultados sustentam que o acesso livre veio para ficar”. “Colocar resultados de pesquisas na esfera pública melhora a ciência e fortalece uma economia baseada no conhecimento”, avaliou.
 
O levantamento procurou a disponibilidade de publicações acadêmicas em 22 campos do conhecimento. A depender do país e da disciplina, mais da metade dos estudos já estão disponíveis livremente – especialmente em ciência e tecnologia geral, pesquisa biomédica, biologia, matemática e estatísticas.
Por outro lado, o mesmo estudo também indicou que as áreas nas quais a disponibilidade de acesso livre aos estudos é menos frequente são aquelas de ciências sociais e humanidades, além de ciências, engenharia e tecnologia aplicadas.
 
O resultado indica que 75% dos 48 principais financiadores de pesquisas avaliados são favoráveis a divulgações diretas – arquivos próprios – ou através de periódicos científicos. Também aceitam períodos de embargo – em geral entre seis e 12 meses.
* Com informações da Comissão Europeia
 
"Queremos mostrar que fazemos ciência de muita qualidade", afirmou secretário do Ministério da Ciência brasileiro
O secretário executivo do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, destacou que o Brasil, em conjunto com países da América Latina e Caribe, elaborará um documento a ser apresentado no Fórum Mundial da Ciência (FMC), em novembro, no Rio de Janeiro. O objetivo da proposta é ressaltar o papel da ciência como instrumento fundamental para a correção das desigualdades sociais e do desenvolvimento econômico.
 
"Queremos mostrar que fazemos ciência de muita qualidade. A ideia é que a gente consiga capturar a percepção da importância da ciência e dos impactos que ela têm na região. Por isso, levaremos para o Fórum Mundial uma proposição latino-americana", afirmou Elias em entrevista à Agência Gestão CT&I, durante o 7° Encontro preparatório para o FMC, realizado nos dias 21 e 22 de novembro, em Brasília.
 
O documento será redigido em cooperação com a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) e a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura. Segundo Elias, a proposta focará na educação em ciência, na formação de recursos humanos, no acesso ao conhecimento e na garantia da sustentabilidade e da produtividade da economia.
 
Além da proposição internacional, o Brasil também apresentará um texto próprio no FMC. Ele será elaborado por um grupo formado por pesquisadores com destaque nacional. A proposta é fruto dos sete encontros preparatórios. Sobre este texto, o secretário executivo do MCTI explicou que a expectativa é que ele funcione como um instrumento renovador das ações governamentais para a ciência, tecnologia e inovação do País.
 
"A ideia é aprimorar as políticas públicas. As críticas sobre elas fazem parte de um processo constante de aperfeiçoamento e de correção de rumo. Na realidade, o governo quer exatamente isso: ouvir a sociedade e corrigir o caminho das nossas políticas. Esperamos que o documento traduza os anseios da sociedade brasileira por maior capacidade, maior inclusão, maior progresso".
 
Apesar de estar em fase de desenvolvimento, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, adiantou algumas questões que estará no texto. Segundo ele, a proposta defenderá mais recursos para o setor, a aproximação entre o cientista e empresas e a descentralização das atividades de CT&I do eixo Rio-São Paulo.
 
"Sabemos que uma das prioridades do País é o investimento em inovação. Esta para nós será resultado de novas descobertas. Para tanto, é imprescindível o fomento para as atividades de pesquisa e desenvolvimento".
 
O presidente da ABC ainda salientou que caso as ações a serem propostas pelo documento sejam implementadas, a ciência brasileira poderá mudar de patamar nos próximos anos.
 
(Agência Gestão CT&I de Notícias)


(Jornal da Ciência)
A segunda edição do programa em Minas Gerais está concedendo até trezentas bolsas
Cento e seis propostas foram aprovadas no Edital 10/2013 destinado ao Programa Mineiro de Pós-Doutorado – PMPD, lançado em abril pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), o programa concede bolsas de pós-doutorado, visando a inclusão de novos pesquisadores em ECTIs do Estado. As bolsas serão pagas pela Fapemig (mais de R$ 600 mil) e pela Capes (cerca de R$ 4 milhões), totalizando um investimento de mais de R$ 5 milhões.
 
Essa é a segunda edição do PMPD que está concedendo até trezentas bolsas, sendo cem pela Fapemig e duzentas pela Capes. Serão duas implementações: a primeira começa em setembro deste ano para os projetos já aprovados e o prazo para enviar as propostas para a segunda encerra-se no dia 14 de outubro para início em março de 2014.
 
Confira aqui a lista de propostas aprovadas. Dúvidas podem ser enviadas para a Central de Informações pelo e-mail [email protected]
 
(Ascom da Fapemig)
 
(Jornal da Ciência)
 
Congresso debate Lei de Responsabilidade Educacional, que prevê inelegibilidade de quem não investir no setor
 
Prefeitos e governadores que não investem o suficiente em educação estão mais próximos de serem punidos. Até novembro deve ser votado numa comissão especial da Câmara dos Deputados o projeto que cria a Lei de Responsabilidade Educacional (LRE), que deve prever que os chefes dos Executivos que não usarem bem os recursos destinados à educação não possam concorrer à reeleição.
 
O relator da comissão, deputado Raul Henry (PMDB-PE), deve colocar no texto uma novidade: nenhum governante poderá concluir o mandato deixando seu município com indicadores educacionais piores do que quando assumiu o cargo.
 
A Comissão Especial da Lei de Responsabilidade Educacional vai promover mais duas audiências sobre o assunto e depois votará o texto, que seguirá, em seguida, para o plenário da Casa. A comissão, na verdade, analisa o projeto da LRE (PL 7420-06, proposto em 2006 pela ex-deputada Raquel Teixeira) em conjunto com mais 14 outros projetos de lei que tratam da penalização de gestores que não obedecem a destinação de projetos educacionais. Depois de diversas audiências públicas com especialistas em educação, o relator Raul Henry escreveu recentemente um projeto substitutivo que colocará em votação na comissão, reunindo as propostas sobre o tema e também algumas inovações que não estavam nos 15 projetos. Mas o assunto ainda é fruto de polêmica entre muitos especialistas em educação.
 
A ideia da LRE é estabelecer um mecanismo parecido com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada com o objetivo de impor um controle de gastos a estados e municípios.
 
O texto que o deputado Raul Henry colocará em debate prevê cinco pontos principais.
 
Os governantes que ao final dos mandatos deixarem a cidade ou estado com Ideb (índice oficial que mede a qualidade do ensino básico) menor do que o resultado obtido pelo antecessor ficarão inelegíveis por quatro anos. Esse mecanismo será usado até que sejam atingidas as metas de qualidade pactuadas no Plano Nacional de Educação.
 
Ação civil pública
Estados e municípios poderão sofrer ação civil pública de responsabilidade educacional caso suas ações ou omissões comprometam o direito à educação e convênios deixem de ser executados. Esse tópico, que prevê a mudança da lei de ação civil pública, foi proposto pelo governo federal em projeto enviado ao Congresso em 2010.
 
O texto que Henry vai apresentar também deve listar 15 padrões mínimos que todas as escolas públicas do país devem ter, entre eles exigência de bibliotecas com acervo compatível ao número de estudantes, espaço para atividades esportivas, laboratório de informática, reforço escolar para alunos com dificuldades no aprendizado e divulgação da programação do conteúdo que tem que ser dado bimestralmente para os alunos.
 
Além disso, municípios e estados que comprovarem em relatório que suas receitas educacionais são insuficientes para atingir esse padrão mínimo poderão solicitar financiamento suplementar ao Ministério da Educação, que seria obrigado a repassar mais recursos.
 
– Se a lei for aprovada e houver o financiamento suplementar da União, nos municípios que depois de cinco anos não atenderem o padrão mínimo, o prefeito ou governador pode sofrer ação civil de responsabilidade educacional – disse o deputado.
 
O relator quer que prefeitos e governadores sejam responsáveis pelas metas do Plano Nacional de Educação de maneira proporcional aos seus anos de mandato.
 
– No caso das metas de ampliação de matrículas em creches, a atribuição é do município. Se a meta, por exemplo, é ampliar em 10%, num mandato de quatro anos, o prefeito tem que cumprir 40% da meta. O próximo prefeito é responsável por 40% e o seguinte por 20% – explicou o parlamentar.
 
Henry pretende incluir no texto um sistema de incentivo livre: do total de estados e municípios do país, os 20% que mais apresentarem melhorias em suas notas no Ideb em relação ao índice anterior terão direito a 4% do orçamento do Ministério da Educação como prêmio para gastar em educação. A diferença para outros sistemas de premiação que já existem é que, nesse, o gestor teria liberdade para aplicar como quiser.