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A ANPG estará presente no debate para falar em defesa dos direitos dos pós-graduandos e pesquisadores

Na próxima terça-feira (13 de agosto) a Câmara dos Deputados realizará o Seminário “Regulamentação da Profissão de Cientista”, iniciativa mobilizada pelo deputado Glauber Braga (PSB). O encontro para o seminário ocorrerá às 9h30, no Auditório Freitas Nobre. A Associação Nacional de Pós-Graduandos estará presente no seminário, representada por sua presidenta, Luana Bonone. Outros especialistas que comparecerão ao encontro : Miguel Mitne Neto, doutor em genética pela USP.), Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A mesa de abertura será composta pelo vice-presidente Nacional do PSB e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, além dos deputados Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), Ariosto Holanda (PSB/CE) e Paulo Teixeira (PT-SP). 

Veja detalhes sobre o seminário aqui.

Leia a opinião de dois diretores da ANPG sobre o tema, clicando aqui. 

 

 
 

Diretores da ANPG defendem outros caminhos para salvaguardar os direitos dos pesquisadores e pós-graduandos

Por Roberto Nunes Junior e Hercília Melo*

No dia 13 de agosto, às 09h30, será realizado, na Câmara dos Deputados, seminário sobre a possível criação da profissão de cientista no Brasil.

Organizado pelo deputado federal Glauber Braga (PSB-RJ), o seminário tem o objetivo de debater a proposta da professora Suzana Herculano (UFRJ) de criação da profissão de cientista. Será uma oportunidade de aprofundarmos o debate com a professora, tendo em vista que não obtivemos sucesso nas tentativas de dialogar à respeito.

Com 27 anos de história, a ANPG tem lutado nos seus espaços de atuação pela valorização da pesquisa e pelo fortalecimento da pós-graduação, conquistando apoiadores de suas pautas e acumulando muitas vitórias junto ao movimento nacional. Consideramos fundamental a valorização cada vez maior dos pós-graduandos e temos clareza que somos atores essenciais na produção científica brasileira e no cenário internacional.

A conclusão de um curso de pós-graduação no Brasil não é uma tarefa fácil, contudo enxergamos muito compromisso e dedicação dos pós-graduandos, que desejam contribuir nos seus espaços de inserção com os frutos de sua formação. Mas, infelizmente, os direitos que temos ainda estão longe de serem condizentes com essa importância.

No entanto, temos que ter muito cuidado para, ao tentar caminhar na direção da valorização, não dar passos que possam trazer recuos em conquistas importantes e carregar novas dificuldades para enfrentamento. O atual desenho da pós-graduação já nos demanda deveres e carga horária extenuante. Atendemos exigências não só de agências de fomento, mas da nossa instituição, do programa e/ou orientador. Criar uma profissão já com o pressuposto de que isso também acarretará na “demissão por justa causa” do pesquisador é preocupante para quem luta cotidianamente contra diversos casos de desligamentos arbitrários e de sofrimento por assédio moral.

A proposta de criação de fundações para gerir os recursos, que hoje são provenientes das agências de fomento para a concessão de bolsas de pesquisa e a contratualização realizada a partir da indicação de nichos de pesquisadores, nos traz mais reflexões. Preocupa-nos a possibilidade de que as pesquisas acabem sendo cerceadas pelas demandas que as fundações possam identificar como prioritárias, quando sabemos que algumas áreas de conhecimento já sofrem com poucos incentivos. Dessa forma, poderíamos reforçar as assimetrias e a ciência poderia não estar a serviço das necessidades do povo.

Oportunidades para a juventude e a ampliação do acesso à educação básica ao ensino superior são frentes de trabalho da ANPG e por isso não compactuamos com nenhuma forma de elitização da pós-graduação. Ao defender o desenvolvimento da pesquisa nacional, defendemos a valorização de todos os pós-graduandos, seja especialista, residente, mestre ou doutor.

Consideramos que a saída concreta para a valorização dos pós-graduandos passa pela conquista e efetivação de mais direitos, não de acordo com as instituições de nossa vinculação, mas numa condição de dignidade e que discuta políticas de absorção para os quadros que estão sendo formados. É nesse sentido que a ANPG pretende aprovar no seu 39° Encontro Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP), que será realizado entre os dias 25 e 27 de outubro na cidade Ouro Preto, eixos para a criação de um Estatuto de Direitos dos Pós-Graduandos.

Participaremos do seminário no dia 13 de agosto e vamos continuar defendendo a educação permanente com a importância que ela traz para a soberania do nosso país, debatendo com o movimento nacional de pós-graduandos sobre o que queremos estabelecer como direitos. Esperamos chegar ao CONAP com uma proposta bem amadurecida, construída coletivamente e que consiga sensibilizar a sociedade brasileira para a necessidade de sua aprovação no congresso nacional.

Roberto Nunes Junior é mestrando em filosofia pela Universidade Federal Fluminense e diretor de comunicação da ANPG

Hercília Melo é mestranda em educação pela Universidade Federal de Pernambuco e diretora de ciência, tecnologia e inovação da ANPG

*título original:

Aprovação do Estatuto da Juventude garante marco legal de direitos a toda população brasileira com idade entre 15 e 29 anos
 
07/08/2013

Presidenta Dilma afirmou que o enfrentamento da violência contra a juventude negra será umas das prioridades
 
Escrito por: William Pedreira com informações
 
O Estatuto da Juventude, primeiro marco legal com direitos específicos a toda população brasileira com idade entre 15 e 29 anos, foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff na última segunda-feira (5).
 
Participaram da solenidade entidades que compõem o Conjuve (Conselho Nacional de Juventude), como a CUT, UNE, ABGLT e demais organizações juvenis.
 
De acordo com Alfredo Santos Jr., secretário nacional de Juventude da CUT, a presidenta Dilma reconheceu em sua fala que um dos maiores problemas da sociedade é a violência acometida sobre a juventude negra e da periferia.
 
Hoje, os homicídios são a grande causa de morte de jovens, em sua maioria negros e do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.
 
Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino. 
 
Em resposta, Dilma afirmou que o enfrentamento da violência será umas das prioridades na implementação do Estatuto e assinou um convênio com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fomentar renda nas regiões onde há maior incidência de casos de violência.
 
“É um compromisso da presidenta, além daqueles cinco pactos já estabelecidos, buscando combater um grave problema da nossa sociedade”, assinalou Alfredo.
 
Presente ao ato, o rapper Genival Oliveira Gonçalves (Gog), cobrou dos parlamentares a aprovação do Projeto de Lei 4471/12 do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) que deve ir a voto nos próximos dias.
 
O PL garante mais transparência ao uso dos autos de resistência, possibilitando que todos os policiais envolvidos em assassinato de jovens sejam investigados.
 
Carta de direitos- O Estatuto que reúne 48 artigos é a primeira legislação a estabelecer o direito ao trabalho decente e garantir o respeito a livre orientação sexual.
 
Por ele, cria-se também o Sistema Nacional de Juventude responsável por implementar as políticas públicas para os/as jovens.
 
 

 

 
As mobilizações da juventude em junho representam uma mudança na conjuntura política no Brasil e abrem uma janela histórica para a realização das reformas estruturais necessárias para garantir a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora, promovendo o desenvolvimento econômico com justiça social, livre do racismo, machismo e homofobia.
Construímos no começo deste ano uma articulação ampla para fazer um diagnóstico coletivo da conjuntura, promover lutas sociais para pressionar os governos e enfrentar os inimigos do povo brasileiro. Participam diversas entidades que organizam a juventude em movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores da cidade e do campo, entidades estudantis, feministas, juventudes partidárias, religiosas, LGBT, coletivos de cultura e das periferias.
O nosso manifesto de lançamento, apresentado em fevereiro de 2013, proclamava a unidade da juventude para “avançar nas mudanças e conquistar mais direitos para juventude”. Logo depois, fizemos uma jornada de lutas em todo o país em março/abril, com a plataforma que construímos de forma conjunta.
Já havia naquele momento a expectativa de que os jovens sairiam às ruas para cobrar dos governos mais investimentos em educação, melhores condições de vida, mudanças no sistema político e respeito aos direitos. As manifestações de massa que aconteceram por todo o país, que tiveram como estopim a luta contra o aumento das passagens do transporte público, mostrou a disposição dos jovens irem às ruas exigir mudanças.
A juventude nas ruas com demandas progressistas, que implicam necessariamente o fortalecimento da classe trabalhadora, da soberania nacional e do Estado brasileiro, cria um quadro político favorável para avançar no processo de transformação do país. Nesse quadro, temos o compromisso de consolidar a unidade política, enraizando a nossa articulação nas nossas bases, intensificar o processo de luta, tendo como plataforma o nosso manifesto, e contribuir com o processo de mobilização.
Não queremos retrocessos, mas lutaremos para o país avançar. A partir de 2003, obtivemos avanços por meio da luta, em um período de crescimento econômico, com políticas sociais e distribuição de renda, porém dentro de um quadro de governo de composição de forças da burguesia e da classe trabalhadora, que tem dado sinais de esgotamento e mantém bloqueadas as reformas estruturais.
A juventude quer fazer política. Queremos casar a energia dos jovens nas ruas com o histórico de organização da classe trabalhadora. O momento é de enfrentar os inimigos do povo brasileiro, fazer pressão sobre os governos e aprofundar as mudanças.
Não queremos medidas paliativas. Precisamos de um novo modelo econômico que rompa com a herança neoliberal, assegure os direitos dos trabalhadores, retome as empresas públicas privatizadas e imponha limites para o capital financeiro.
Não bastam os discursos dos governantes. É necessário ações concretas que apontem no sentido das reformas estruturais e politizem a sociedade brasileira, tendo como motor as demandas da juventude e as lutas sociais.
Não aceitamos o discurso da “governabilidade”. O Congresso Nacional tem uma ampla maioria conservadora que, no contexto de um governo de coalizão, impede as reformas estruturais. O melhor exemplo é o recuo imposto à presidenta Dilma Rousseff depois do lançamento da proposta de realização de um plebiscito para a realização de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para a Reforma Política, mesmo sob o calor dos protestos nas ruas.
É necessário arrebentar as amarras que impedem as transformações sociais. Os governos precisam dar um sinal claro à juventude, aos sindicatos e aos movimentos sociais de que governarão com a sociedade mobilizada em luta para fazer as mudanças.
Estamos em luta por uma Reforma Política para viabilizar as grandes mudanças e enfrentar o problema da corrupção, que tem raiz na relação do Poder Público com o capital privado, cristalizada no financiamento privado de campanhas eleitorais. Precisamos democratizar o sistema político, garantindo a participação permanente da sociedade nas grandes decisões e ampliando a presença dos jovens, trabalhadores, camponeses, estudantes, negros, mulheres e homossexuais.
Estamos em luta pela democratização dos meios de comunicação, que criminalizam os protestos e legitimam a violência policial. Lutamos por mais investimentos na educação pública, com a garantia de 10% do PIB. Lutamos pela vida da juventude que é cotidianamente alvo da violência, especialmente nas periferias das grandes cidades, defendendo a desmilitarização da PM e uma profunda reforma no sistema de segurança pública.
Ficaremos mobilizados durante todo o mês de agosto em diversas atividades. Concentraremos esforços em uma nova jornada de lutas para defender a nossa plataforma entre 28 de agosto a 7 de setembro. Faremos uma manifestação em defesa do investimento em educação pública no dia 28 de agosto. Vamos fazer protestos na frente das sedes da Rede Globo em todo o país em defesa da democratização dos meios de comunicação na última semana de agosto. Fortaleceremos a mobilização do Gritos dos Excluídos, organizado pelas pastorais e por movimentos populares, na semana do 7 de setembro. Vamos à luta, juventude, fazer as reformas estruturais para transformar o Brasil!
 
São Paulo, 3 de agosto de 2013
 
JORNADA DA JUVENTUDE BRASILEIRA*
 
ANPG; APEOESP; Central dos Movimentos Populares (CMP); Central Única dos Trabalhadores (CUT); CNTE; Coletivo Nacional de Juventude Negra – Enegrecer; Coletivo Quilombo; Coletivo Paratodos; Coletivo Sinal Livre; CTB; CUT SP; Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia (ENEBIO); Fora do Eixo; Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL); Juventude do PT (JPT); Juventude Revolução; Levante Popular da Juventude; Marcha Mundial das Mulheres (MMM); Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST); Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimento Camponês Popular (MCP); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Pastoral da Juventude (PJ); Pastoral da Juventude Estudantil (PJE); Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP); Pastoral da Juventude Rural (PJR); Rede Ecumênica da Juventude (Reju); Sindicato dos Bancários de SP; União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES); União Estadual dos Estudantes do RJ (UEE RJ); União Estadual dos Estudantes de SP (UEE SP); União da Juventude Socialista (UJS); União Nacional dos Estudantes (UNE); União Paranaense dos Estudantes (UEP).
 
*Entidades que quiserem aderir à carta e participar do processo de lutas devem enviar um e-mail para [email protected]


A ANPG esteve presente!

Na última segunda feira (5) a Presidente Dilma Rousseff sancionou o Estatuto da Juventude, criando e ampliando direitos para uma parcela expressiva de nossa população. Hoje, no Brasil, os jovens, brasileiros e brasileiras na faixa de 15 a 29 anos, correspondem a mais de 51 milhões.

Entre os principais destaques dessa legislação estão o reconhecimento de direitos de acesso à cultura e ao esporte – inclusive através do direito à meia-entrada e do direito à vida e à diversidade, com o reconhecimento do direito à orientação sexual. Também é importante destacar o direito ao trabalho decente – resguardando os jovens da superexploração e da precarização do trabalho juvenil–, o direito à participação democrática, através de conselhos e outras formas de elaboração de políticas públicas.

O direito à educação de qualidade, pública e gratuita e à saúde, com atendimento integral e especializado  são outras pautas importantes a serem apreciadas. Vale citar também o direito ao usufruto do Meio Ambiente com sustentabilidade, o direito à comunicação e à livre expressão, e o direito à mobilidade urbana.

 
Além disso, o Estatuto cria parâmetros para o Sistema Nacional de Juventude, estabelecendo diretrizes e responsabilidades para os Entes Públicos no tocante à elaboração e implementação de políticas públicas de/para/com Juventude.
 
O Estatuto é, portanto, uma carta de direitos bastante avançada, que corresponde a diversos anseios da população brasileira.
 
A Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) possui representação no  Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), e esteve presente no festivo momento de sanção e em toda a longa história da tramitação deste Estatuto.
 
Foram mais de dez anos de tramitação no Parlamento, com muitos avanços e recuos. Para a ANPG, a consolidação do Estatuto tem especial importância, pois, ela recebe reconhecimento legal (Art. 23) como entidade legítima para identificação e representação dos pós-graduandos no Brasil – inclusive assumindo responsabilidade com a confecção de instrumentos de acesso à meia-entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer.
 

 


As entidades estudantis reforçaram suas pautas exigindo 10% do PIB para a educação e o financiamento público de campanhas  

Ato de posse das diretorias da UNE e da UEE/SP Foto: André Tokarski

Nesta quinta-feira (1), ocorreu a posse das diretorias da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE SP). A posse ocorreu durante o ato, na Faculdade de Economia e Administração (FEA-USP), em defesa da reforma política com financiamento público de campanha.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) participaram da mesa de posse. Nela, pautas frequentes do movimento estudantil foram debatidas, como o Plano Nacional da Educação, a luta por 10% do PIB para a educação e a defesa das reformas estruturais democráticas.

Neste encontro, o papel das mulheres foi significativo. Na mesa, estavam as presidentas: Nicole Mendes, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Luana Bonone, da ANPG, Carina Vitral, da UEE/SP, Vic Barros, da UNE, e Manuela Braga, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

O encontro foi aberto ao público, e contou com os diretores eleitos em junho deste ano durante o 53º Congresso da UNE, realizado em Goiânia (GO), e o 11º Congresso da UEE-SP, realizado em Ibiúna, no interior do Estado São Paulo.

Também estiveram presentes no ato a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Luana Bonone, irá assinar uma Moção de apoio à sanção do Estatuto da Juventude. O estatuto busca atender ao clamor das ruas e dos movimentos juvenis, ampliando direitos fundamentais para os jovens e a sua participação nos processos políticos e democráticos. Outras reinvindicações do texto pedem a meia-entrada estudantil em atividades culturais, o direito à profissionalização, ao trabalho, à renda e ao ensino público de qualidade nos níveis básico, superior, profissional e tecnológico.

Nesta quinta-feira (1 de agosto), a Rádio Juventude debaterá o Estatuto da Juventude, às 17h30. O debate será transmitido por Twitcan e pelo site: radiojuventude.com.br. Quem quiser assistir ao programa, poderá comparecer na rádio, localizada em São Paulo, na Rua José Bonifácio, 29 – 10 andar conjunto 102 – Próximo a Praça da Sé. A participação também será aberta via Skype ou Facebook.

Confira abaixo a moção na íntegra:

Moção de apoio à sanção do Estatuto da Juventude

As entidades abaixo assinadas, representantes de organizações juvenis e conselhos municipais, estaduais e nacional de juventude, vem a público solicitar da presidenta da república, Dilma Rousseff a sanção do Estatuto da Juventude, exaustivamente debatido e aprovado em todas as instâncias do Congresso Nacional.

A juventude brasileira sai às ruas buscando maior participação política e ampliação de direitos. A sanção do Estatuto da Juventude representa um marco nas políticas públicas de juventude e uma sinalização do Estado de que há espaço para esta imensa e criativa parcela da população na consecução de um projeto de nação que combata a miséria e torne o Brasil um país para todos os brasileiros.  O Estatuto da Juventude reúne um conjunto de direitos que constituíram bandeiras defendidas pela juventude brasileira há  décadas, expressando uma ampliação de direitos, que caminha no sentido da consolidação de um novo país, mais democrático.

O Estatuto consolida a superação dos anos de chumbo da ditadura militar e amplia a participação política ao assegurar aos jovens que ocuparam as ruas em todo o país o direito à livre organização e a participação na formulação e avaliação das políticas públicas de juventude; assegurando a criação de conselhos estaduais e municipais de juventude e apontando para a criação de um sistema nacional de juventude que atribui responsabilidades aos municípios, estados e União.

 À juventude que não se basta em consumir cultura enlatada, o Estatuto garante o direito à “livre criação, o acesso aos bens e serviços culturais e a participação nas decisões de política cultural” e ainda o direito à meia-entrada estudantil em atividades culturais, desportivas e de lazer. Aos jovens que se levantaram contra os grandes meios de comunicação, que manipulam e restringem o direito de livre expressão, o Estatuto se embasa na Constituição Federal para reafirmar o ”direito à comunicação e à livre expressão, à produção de conteúdo, individual e colaborativo, e ao acesso às tecnologias de informação e comunicação”, definindo a veiculação destes conteúdos em emissoras de rádio e TV, dado que são concessões públicas.

 Em consonância com as vozes da juventude que ocupou as ruas com a pauta da mobilidade, e com o intuito de possibilitar que os jovens conheçam melhor o Brasil, o Estatuto assegura o direito a passagens gratuitas em transportes coletivos interestaduais. Aos jovens, que são os maiores atingidos pela precarização do trabalho e pelo desemprego, o Estatuto garante “direito à profissionalização, ao trabalho e à renda, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, adequadamente remunerado e com proteção social”, compatibilizando trabalho e estudo.

À juventude é garantido ainda o direito ao ensino de qualidade básico, superior, profissional e/ou tecnológico, independente de sua condição econômica, social e psicomotora. O Estado deve garantir aos educadores formação adequada para combater todos os tipos de preconceito, seja religioso, de gênero, racial ou de orientação sexual.

Netos dos que lutaram contra a ditadura militar e filhos dos que conquistaram as diretas e o Fora Collor, a juventude que conquistou redução de passagens foi às ruas e às redes afirmar que quer mais. Quer melhores cidades, com direito a mobilidade urbana, a espaços culturais e desportivos, a trabalho e educação de qualidade e querem direito a vida – negado a 20 mil jovens negros que morrem anualmente por causas externas nas cidades brasileiras.

A sanção do texto aprovado no Congresso expressa uma política de Estado que atende aos anseios dos movimentos juvenis organizados e responde à mobilização dos milhões de jovens que ocuparam as ruas e as redes sociais em centenas de cidades, por um novo Brasil.
 

As conferências do Health 2.0 – se configuram como um espaço de divulgação tecnológica para a área de Saúde, e será realizada pela primeira vez em Recife, no próximo dia 8 de Agosto. O evento que reúne empreendedorismo, tecnologia e saúde acontecerá no Anfiteatro do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco, tendo pós-graduandos da instituição na comissão de organização.
 
O evento tem início às 18h, com Coffe Break e Networking estimulado. Em seguida, os palestrantes João Bosco de Oliveira (Genomika Diagnostics) e Jaílson de Barros Correia (Secretaria de Saúde do Recife) discutirão sobre o cenário da área de Saúde para os próximos cinco anos. Depois, participarão Vinícius Coutinho (Beagle Bioinformatics), Vítor Asseituno (EmpreenderSaúde) e Raphael Gordilho (MobHapp), na mesa “Intercâmbio entre Gerações – os grandes desafios e oportunidades em empreender em Saúde”. Em seguida, será a vez do Engenheiro Eletrônico formado pela UFPE e Diretor da TecSaúde, Sérgio Lomanchisky. 
 
A programação conta ainda com apresentações gratuitas de Startups (Open Pitche). Os interessados em participar desta fase devem enviar seus projetos em Vídeo ou PowerPoint para a organização do evento.
 
As inscrições para o Health 2.0 Recife podem ser feitas até o dia 7 de agosto. Para mais informações, visite o site: http://www.health20recife.info/

A Mostra Nacional foi realizada nos dias 22 e 25 de julho de 2013 na UFPE, durante a 65ª Reunião da SBPC. A mostra congregou estudantes, pesquisadores e professores de diversas áreas, considerando os sete eixos temáticos previstos no edital: Inovação de processos e/ou produtos; Políticas e ações de fomento à inovação; Experiências exitosas em inovação;  Inovação: conceito e crítica nas ciências humanas; Experiências e propostas em divulgação científica; Inovação e desenvolvimento sustentável;  Inovação: conceito, crítica e processos de criação em arte e linguagem. 

A ANPG agradece e valoriza cada participante que  partilhou sua experiência, abrilhantando o nosso evento e promovendo a divulgação científica. O cadastro da publicação na Fundação Biblioteca Nacional se encontra com o número ISBN 978-85-61839-13-0.
 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos abre espaço para discutir as políticas de bolsas de pesquisa e o investimento em ciência de base durante o seu evento sobre divulgação científica

Apresentação musial dos Meninos do Coque durante mesa de abertura do 3º Salão da ANPG Fotos: Luiz Fabiano/ANPG
Na semana passada, entre 22 e 26 de julho, a ANPG completou as suas atividades no 3º Salão Nacional de Divulgação Científica, parte da programação da 65ª Reunião Anual da SBPC, sediado na Universidade Federal de Pernambuco. O salão foi realizado com o viés de promover o debate sobre a divulgação científica entre professores universitários, pós-graduandos, estudantes de todos os níveis de ensino e a comunidade em geral. A ANPG aproveitou o encontro para discutir a popularização do conhecimento e apresentar pautas e reinvindicações aos representantes das instituições públicas presentes no evento.

A associação entregou ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, e ao presidente da Capes, Jorge Guimarães, um ofício em defesa da ciência de base e da valorização da pesquisa. O documento critica os privilégios do setor financeiro e reclama por maior investimento em ciência básica, além de mais atenção para a indústria de transformação. 
Presidenta da ANPG entrega ofício ao Ministro da C,T e I, Marco Antônio Raupp  Foto: ANPG
 
No ofício, a ANPG ressalta que é preciso “aumentar a quantidade e a qualidade das bolsas de pesquisa, para que os pesquisadores em formação tenham tranquilidade para desenvolver bons projetos e garantir um bom nível de produção cientifica”. Para tanto, defende um reajuste das bolsas de pesquisa acima do valor da inflação em 2014 e uma política de valorização permanente das bolsas, em conjunto com uma maior distribuição do benefício, além de um investimento de pelo menos 2% do PIB em ciência, tecnologia e inovação.
 
ANPG e União dos Estudantes de Pernambuco entregam o ofício ao presidente da Capes, Jorge Guimarães
 
Na tarde do segundo dia do salão (23 de julho), a ANPG somou-se aos outros movimentos estudantis – União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e APG-PE  – nas ruas da universidade para pedir pelo “passe livre no busão, na ciência e na educação”. A reinvindicação pedia transporte público de qualidade e políticas de passe-livre; pela popularização da ciência e por qualidade da educação em todos os níveis.
 

Movimentos estudantis unidos nas ruas da UFPE pelo "passe livre no busão na ciência e educação"
O 3º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG promoveu debates que contemplaram seu tema central, “Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional”. Todos os dias, ocorrem atividades paralelas no salão, como as exposições da Mostra Científica – com o propósito de difundir e reconhecer trabalhos acadêmicos –, as oficinas da Capes, do CNPq e da Porto Digital, os minicursos sobre empreendorismo e gestão da inovação do Sebrae. 
 
Ao fim do salão, a presidenta da ANPG congratulou todos os participantes e organizadores: “Parabéns a todos e todas que participaram da organização , que foram aos debates e que ajudaram a dar riqueza e cores a mais esta edição do salão. É importante enfatizar que nós conseguimos aprovar pautas importantes como priorizar a discussão sobre um Estatuto de direitos dos pós-graduandos, a ser aprovado no CONAP em outubro. Além de termos apresentado ao ministro do MCTI a necessidade de um novo reajuste das bolsas de pesquisa em 2014 ”. 
 
Paralelo ao Salão, a ANPG realizou também o I Seminário de Formação de Pós-Graduação em Saúde na UFPE, sob a coordenação da secretária geral da ANPG, Jouhanna Menegaz. Tão grande foi o número de participantes no seminário que alguns deles tiveram que assistir os debates do lado de fora da sala – evidenciando a importância de organizar debates integrados nas áreas da saúde. 
 
Jouhanna Menegaz, organizadora do seminário, e o debatedor Mozart Sale, secretário da (SGTES/MS)
 
A ANPG também participou de uma mesa redonda em parceria com a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (ADUFEPE), no dia 25. Estavam na mesa Fábio Paiva, coordenador do Fórum de Educação Básica da ANPG, Roberto Nunes, diretor de comunicação da ANPG, Elisangela Lizardo (PUC/ SP) e Ruy de Deus Mello Neto (USP-Havard)  para discutirar a “Educação e Escola: Ensino Ciência e Cultura nas Instituições escolares Brasileiras ”.  A mesa procurou debater como a universidade e a pós-graduação podem oferecer maior contribuição para a educação básica.
 
 
Fábio Paiva, Roberto Nunes e Elisangela Lizardo na mesa sobre educação e escola,em parceria com a ADUFEPE
 
Conforme a programação do salão, houve apresentações culturais, como o cortejo de rua, com os bonecos de Olinda, a música dos Meninos do Coque e as danças ciganas para celebrar o encontro em conformidade com algumas tradições da cultura pernambucana. 
 
Cortejo dos bonecos de Olinda, no dia 22
 
  
Apresentação de dança cigana, durante o 3º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG