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Atividade discutirá políticas de apoio aos pós-graduandos e outros temas referentes ao 39º CONAP
A pós-graduação nos últimos anos tem apresentado uma grande expansão em Mato Grosso, sendo fundamental hoje discutir as políticas de apoio à pesquisa e inovação científica no estado. 
A grande maioria da produção cientifica do Brasil está concentrada na região sudeste do país. O desenvolvimento regional e cientifico estão diretamente ligados, sendo extremamente necessário se discutir políticas e ações nos estados da região centro-oeste e Amazônia legal, para que se possa possibilitar a formação de novas tecnologias que levem ao fortalecimento social e econômico. É, justamente, por causa dessas questões que a Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Mato Grosso realizará o I Seminário Mato-Grossense de Pós-Graduandos. A ANPG estará presente no encontro no qual, entre outras questões, divulgará o 39º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos
 
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Mato Grosso propõe realizar um amplo debate entre os pós-graduandos das mais diversas instituições de ensino do estado visando fortalecer a pesquisa e propor soluções para os desafios existentes atualmente. 
 
É necessário se debater as politicas de apoio aos pós-graduandos e aos pesquisadores, a política de bolsas, a assistência estudantil, o fortalecimento das fundações de apoio e a criação de políticas minimizem as diferenças regionais. Venha participar deste importante debate sobre o desenvolvimento cientifico do nosso estado e da nossa região! 
 
Programação: 
 
Dia 22/08
 
8h – Abertura
 
9h – Palestra magna: Pós Graduação no Brasil: onde estamos e para onde vamos? 
 
10 às 12h Mesa 1 – Financiamento da pesquisa: de onde vem para onde vão?
 
14 às 16h Mesa 2 – Função e importância da Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Mato Grosso
 
16 às 18h Mesa 3 – Politica nacional de pesquisa e as diferenças regionais.
 
 
Dia 23/08
 
8 às 10h Mesa 4 – Graduação e pós-graduação! Incentivo a formação de pesquisadores no Brasil.
 
10 às 12h Mesa 5 – Politicas para pós graduação: Assistência estudantil, intercionalização e mercado de trabalho;
 
14h Inicio da assembleia geral dos Pós-Graduandos da UFMT. 
Pauta: Eleição da nova diretoria

 
 
 
Email:
 

 


Por Davi Lira/ Porvir

Para melhorar o nível de qualidade na elaboração de artigos científicos por pesquisadores brasileiros, a Universidade de São Paulo – líder em produção científica no país -, lançou o curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto. Formatado para a web e oferecido gratuitamente, o curso tem como objetivo auxiliar pesquisadores e estudantes de pós-graduação na elaboração de artigos de maior relevância acadêmica.
A redação de trabalhos científicos, elaborados para serem publicados em revistas de alto impacto (como a Science, Nature e a Clinics) é um dos gargalos para o crescimento da produção científica das universidades, incluindo a própria USP, afirmou o pró-reitor de pesquisa da instituição Marco Antonio Zago, em reunião recente com dirigentes da universidade. ”A técnica não é dominada amplamente, em especial pelos pesquisadores principiantes e alunos de pós-graduação”, disse  Zago.
 
É por isso que o curso on-line de escrita científica foi pensado de forma didática e intuitiva. Desenvolvido pelo professor Valtencir Zucolotto, do Instituto de Física de São Carlos, o curso é dividido em oito módulos e conta com videoaulas que explicam, passo a passo, cada uma das partes que compõem o paper (títulos, introdução, resultados, conclusões). Há um tópico especial sobre a elaboração de textos científicos em inglês.
 
Além das videoaulas – que podem ser consultadas a qualquer momento -, os interessados ainda contam com apostilas explicativas e materiais didáticos extras, que trazem indicações de obras de referência recomendadas por Zucolotto. Todos os materiais podem ser baixados livremente. O curso, no entanto, não disponibiliza a emissão de certificados.
 
Inovação
 
O baixo índice de repercussão internacional de parte da pesquisa produzida nacionalmente é um dos principais problemas que impactam diretamente na inovação do Brasil. No ranking do Índice Global de Inovação 2013 produzido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, por exemplo, o país ficou em 64ª lugar entre 142 países.
 
A análise de problemas na qualidade dos artigos científicos foi um dos destaque nas reuniões do último encontro realizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, no final de julho. Na ocasião, representantes de agências de fomento apontaram a necessidade de estimular a qualidade dos trabalhos publicados por cientistas brasileiros, especialmente quando os artigos são feitos em inglês.
 
(publicado em 06/08/13, no Porvir)


Inscrições vão até 30/09 e cursos trazem duas linhas de pesquisa “Informação, Comunicação e Inovações em Saúde” e “Informação, Comunicação e Mediações em Saúde”

O Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde – PPGICS/Icict está com inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado. A área de concentração é “Configurações e dinâmicas da Informação e Comunicação em Saúde”, que traz duas linhas de pesquisa: “Informação, Comunicação e Inovações em Saúde” e “Informação, Comunicação e Mediações em Saúde”.  Veja aqui o folder do programa. 
Os cursos, que se destinam a profissionais que atuam nos campos da Informação e Comunicação em Saúde ou correlatos, têm por objetivo a formação de pessoal qualificado para o desenvolvimento das atividades de pesquisa, ensino e profissionais relacionadas à Informação e Comunicação no campo da saúde. 
Para inscrever-se o candidato deverá acessar o sítio da Plataforma SIGA (www.sigass.fiocruz.br), seguindo os links: inscrição > Informação e Comunicação em Saúde – Icict. As chamadas para seleção pública também podem ser acessadas no site do Programa de Pós-Graduação do Icict.  
As inscrições vão até 30/09/2013 e os editais também estão disponíveis no site do Icict. Outras informações poderão ser obtidas na Gestão Acadêmica, que fica no Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, sala 210, em Manguinhos, pelos telefones 3882-9063 ou 3882-9033, ou pelo e-mail [email protected]  
 
Serviço
 
Evento: Pós-graduação Stricto Sensu do PPGICS – Seleção 2014
 
Período: 15/08/2013 a 30/09/2013
 
Inscrições: Plataforma SIGA
 
Informações: Gestão Acadêmica do Icict – Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, sala 210, em Manguinhos, pelos telefones 3882-9063 ou 3882-9033, ou pelo e-mail [email protected]
 
 

 
A Associação dos Pós-Graduandos da Universidade Federal de Lavras, juntamente com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e a Universidade Federal de Lavras, promoverá o XXII Congresso de Pós-Graduação de 14 a 18 de outubro de 2013, na Universidade Federal de Lavras. 

Essa edição apresentará à comunidade discente interessada, uma visão da pós-graduação pelo âmbito político-profissional. Visão esta que, unida ao âmbito científico-educacional, torna o pós-graduando mais preparado e competitivo para o mercado de trabalho.

Mesas-redondas com palestras informativas e proveitosas serão ambientes propícios para o aprimoramento de ideias e o estabelecimento de novas relações.

Convidamos os Pós-Graduandos, graduandos e profissionais a participarem do evento e enviarem seus trabalhos para a apreciação do público acadêmico. Clique aqui para se inscrever. 

(APG-UFLA)

Callegari diz que modelo atual de ensino não atende as necessidades. Prefeitura espera que evasão escolar diminua, apesar da exigência (G1) 
 
 O secretário municipal de Educação de São Paulo, Cesar Callegari, disse nesta quinta-feira (15) que o quadro atual da rede de ensino na cidade é um "fracasso disfarçado". Entre as principais medidas que contribuem para o mau desempenho dos alunos está a adoção da aprovação automática, de acordo com o secretário.
 
"O quadro hoje é um fracasso escolar disfarçado. As pessoas, só tardiamente, vão descobrir que não aprenderam o que tinham que aprender na hora certa. Então, o que nós pretendemos é tomar um conjunto de providências que cada necessidade, no momento em que ela se apresenta em uma criança ou em um jovem, possa ser atendida por professores e com um apoio pedagógico complementar", afirmou o secretário.
 
Na tentativa de mudar o cenário, a Prefeitura de São Paulo lançou um programa de reforma no ensino que inclui mudanças como a substituição da aprovação automática pela progressão continuada, a divisão do ensino fundamental em três ciclos, em vez dos dois atuais, e a retomada da obrigatoriedade da lição de casa, boletins e provas bimestrais.
 
"Ninguém quer o fim da aprovação automática com o aumento da repetência, o que a gente quer é acabar com a aprovação automática com o acompanhamento fino aluno por aluno, com provas bimestrais, boletim, recuperação no período letivo, recuperação de férias, se for necessário, para evitar trocar uma coisa por outra que não vai resolver o problema", declarou o prefeito Fernando Haddad.
 
Ele citou que pretende evitar dados negativos como os que mostram que 38% dos alunos da capital paulista que cursam entre o 4º e 9º ano não estavam totalmente alfabetizadas até os 10 anos.
 
Entre as outras medidas que serão implantadas no início do ano letivo de 2014 consta a possibilidade de repetência em cinco estágios do ensino básico e criação de um sistema de dependência, quando o aluno é reprovado em algumas disciplinas, mas passa de ano e, na série seguinte, tem que cursar aulas de recuperação específicas. O programa será avaliado pelos profissionais da educação e população através de uma consulta pública até o dia 15 de setembro através do envio de sugestões pelo site www.maiseducacaosaopaulo.com.br.
 
Evasão Escolar
De acordo com Callegari, o índice de evasão escolar, que hoje gira em torno de 2,5% no final de cada ciclo, deve diminuir, apesar do aumento do nível de exigência dos estudantes. "Ao contrário do que algumas pessoas pensam que possa haver repetência e evasão, nós acreditamos que haverá muito mais aprendizado, o programa que está sendo proposto vai envolver muito mais disciplina de estudos."
 
O secretário destacou que o novo modelo vai exigir mais dedicação dos estudantes. "Se não estudar, não vai para frente", disse. "A lição de casa não é uma coisa à toa, é algo muito importante em uma estratégia de formação integral da criança e do jovem paulistano."
 
Callegari também destacou que os pais devem participar do processo educacional dos seus filhos. "Não adianta mais pensar e achar que uma escola resolve tudo. Se um pai e uma mãe não acompanham a vida escolar dos seus filhos, eles terão poucas chances de se desenvolver", concluiu.
 
Ideias velhas e novas
Em conversa com jornalistas na quarta-feira (14), Haddad afirmou que, desde a campanha eleitoral e o início de sua gestão, sua equipe de governo analisou a realidade das escolas municipais e o diagnóstico para todos os níveis de ensino apontava a pouca "exposição" que os moradores de São Paulo têm à educação.
 
Ele diz que o governo adotou "ideias velhas e boas e ideias novas e boas" para encontrar soluções ao problema. "É um resgate de uma escola que está presente na memória de muita gente, e que passou por um suposto processo de modernização que deixou muita coisa de fora que era importante", explicou Haddad.
 
Segundo o secretário César Callegari, o objetivo da proposta é transformar a rede municipal e integrá-la a outras iniciativas, além de tornar as escolas "mais autônomas, mais fortes e mais responsáveis". Ele afirmou que a proposta inclui maior repasse às escolas e apoio da prefeitura à preparação dos professores para as mudanças na grade horária e no currículo. Uma das medidas é abrir o banco de questões das avaliações municipais para que os professores possam elaborar provas, e criar um sistema informatizado para os pais e alunos acessarem os boletins escolares.
 
A assessoria de imprensa da secretaria afirmou que todos os comentários enviados por meio do site serão privados. Após o período de consulta, Callegari explicou que o governo municipal precisará produzir decretos e outros atos administrativos, incluindo a alteração do regimento comum das escolas, para que as mudanças saiam do papel a partir de 2014.
 
(Tatiana Santiago, G1)

Proposta destina 75% dos royalties para educação e 25% para a saúde e segue, agora, para a sanção presidencial

A Câmara dos deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto 323/2007, que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. O resultado é uma grande vitória para o movimento estudantil – do qual a ANPG tem orgulho de participar – e a população em geral que, juntos, saíram às ruas para manifestar insatisfação com o sistema público de educação. A próxima etapa da tramitação é a aprovação da presidenta Dilma Rousseff.

Os deputados também aprovaram a destinação de 50% do capital principal do Fundo Social do pré-sal para a educação – até que sejam cumpridas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) – e para a saúde.  O PNE contém uma das principais bandeiras da ANPG e das outras entidades estudantis estabelecendo um investimento mínimo equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional para a educação.

Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone, "essa conquista é muito importante para todo o movimento educacional e, especialmente, para os estudantes, protagonistas dessa luta". 
Segundo a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, o projeto vai permitir injetar mais R$ 100 bilhões na educação pública. A meta agora, segundo ela, é que o Congresso aprove o investimento de 10% do PIB para a educação, um dos pontos em discussão do Plano Nacional de Educação que está há dois anos e meio em tramitação.
"Temos de universalizar o acesso à educação em todos os níveis de qualidade em pautas concretas, com mais investimento em assistência estudantil, valorização dos profissionais de educação, contratação de novos professores e mais investimentos em pesquisa", diz Virgínia. Ela explicou que é preciso que o investimento destes recursos seja feito "de forma transparente e eficiente", e reforça a ação de entidades sociais em fiscalizar a aplicação da verba em projetos educacionais.
A ANPG, juntamente com a UNE e a UBES, permanece na luta em defesa da Educação, e da Ciência e Tecnologia como vetores do Desenvolvimento Nacional.
 

Presidente da ANPG, Luana Bonone, vê a proposta com ressalvas e defende a aprovação de um estatuto de direitos para a categoria


Na mesa, Suzana Herculano, deputado Glauber Braga, Luana Bonone (ANPG), Miguel Mitne Neto,diretor do CNPq Guilherme Sales de Melo. Foto: ANPG


Na última terça-feira (13), ocorreu na Câmara dos Deputados em Brasília o seminário sobre a regulamentação da profissão de cientista. A mesa foi composta pela professora Suzana Herculano, que apresentou a proposta de profissionalização, a presidenta da ANPG, Luana Bonone, o diretor do CNPq, o professor Guilherme Sales de Melo, o diretor científico da ABrELA/SP, Miguel Mitne Neto e o deputado federal Glauber Braga (PSB/RJ), que a presidiu. 
 
No debate, foi consenso entre os participantes a difícil situação do pós-graduando que, atualmente, não encontra estímulos para fazer pesquisa devido à sobrecarga de trabalhos e à falta de regulamentação dos direitos e deveres da categoria. Esses fatores fazem com que a opção pela pós-graduação se torne uma tarefa árdua. A presidenta da ANPG, Luana Bonone, acrescentou: “No Brasil falta uma legislação específica que consiga estabelecer os direitos pertinentes ao pós-graduando, que o valorize e entenda o seu papel fundamental na pesquisa do país”.
 
No entanto, a proposta apresentada pela professora Suzana Herculano suscita bastante preocupação para a representante da ANPG: “Considero fundamental a participação da professora nesse debate sobre a situação dos pós-graduandos, porém, o projeto que ela apresenta deixa margem a tantas interpretações que é difícil saber exatamente o que está sendo proposto.” O deputado Glauber Braga comprometeu-se a fazer uma proposta que contemple o que foi consensual no debate. 
 
Ainda segundo Luana Bonone, “o ideal para conquistarmos a valorização de fato dos pós-graduandos é a criação e aprovação de um Estatuto de Direitos que contemple as diversas áreas e especificidades da pós-graduação. Precisam conter nele questões como férias, valorização permanente e universalização das bolsas, auxílio insalubridade e periculosidade para áreas que assim necessitam, taxa de bancada e diversas outras questões fundamentais tanto para a manutenção do indivíduo que faz pós-graduação quanto para o ciência e o desenvolvimento do país”.  
 
Essa proposta está sendo discutida por Associações de Pós-Graduandos de diversas universidades do país e será debatida com mais profundidade em um encontro nacional a ser realizado nos dias 25,26 e 27 de outubro, na cidade de Ouro Preto (MG). Clique aqui para saber mais sobre o CONAP. 
 

 


Os estudantes também elegeram novos representantes discentes para os conselhos centrais da universidade

Nos dias 6, 7 e 8 de agosto os estudantes de pós-graduação da Universidade de São Paulo realizaram eleição para compor a nova diretoria da Associação dos Pós-graduandos capital Helenira "Preta" Rezende. A eleição possuiu apenas uma chapa, a “Política contra a barbárie”.  Na eleição para os representantes discentes, por sua vez, concorreram duas chapas, a “Unindo Forças”, que conquistou 13 cadeiras, e a Política contra a barbárie, com 9 cadeiras.

Ex-diretora da APG capital Helenira "Preta" Rezende, Maria Caramez Carlotto – que participou da comissão eleitoral – comentou em entrevista ao Jornal do Campus a situação das atuações políticas dos pós-graduandos na USP? "Há algum tempo, existem dois grupos claros na pós-graduação. Um primeiro grupo, representado na chapa ‘Política contra a Barbárie’, é formado por alunos que se envolveram muito na greve de 2012 e contra a presença da polícia militar no campo. Se engajaram, também, na campanha pela Comissão da Verdade e na aprovação das Cotas."

Phillipe Pessoa, da chapa “Unindo Forças”, eleito representante discente no Conselho Universitário da USP destacou o caráter "transdisciplinar" do grupo. “Ele se constrói a partir de três pontos principais” diz Pessoa. “Prioriza as demandas dos estudantes em detrimento das demandas individuais, promove a integração entre os alunos da pós-graduação com a dos outros estudantes da USP e busca preparar espaço público para discussão. O grupo é formado por todas as APGs do interior e unidades importantes da capital, trabalhando em uma plataforma mais diversificada e menos ideologizada. Justamente pela natureza desta composição, este coletivo é muito mais acostumado a dialogar as diferenças e trabalhar em plataformas democráticas.” Pessoa também destacou a importância de os conselhos centrais discutirem pautas locais para corrigir as deficiências estruturais dos campi fora da capital. 

 

Vivemos recentemente um momento ímpar em nosso país, no qual a população saiu às ruas para reivindicar seus direitos e questionar modelos e espaços de decisão política instituídos. Dentre as muitas pautas apresentadas, podemos destacar a saúde como uma das questões centrais no bojo da reivindicação dos cidadãos brasileiros. No grito, o pedido de ampliação do acesso, mais estrutura, mais profissionais, um atendimento digno. A solução para estas ausências sentidas cotidianamente não reside em medidas simples, mas em ações radicais que sejam capazes de transformar nossa forma de conceber, organizar e produzir saúde.

A institucionalização do Sistema Único de Saúde certamente significou uma mudança na concepção ao introduzir os princípios doutrinários como norteadores do cuidado e procurou a partir dos princípios organizativos e seus desdobramentos influenciar a organização e produção do mesmo. Contudo, apesar desta importante guinada precisamos ter em perspectiva que uma cultura assentada num olhar completamente distinto se fazia presente e ainda se faz, de modo que muitas questões ainda não foram enfrentadas de forma forte, a exemplo, o financiamento e a formação de pessoas, fazendo com que cotidianamente precisemos reafirmar nossa crença e luta em defesa deste novo modelo, a partir das mais diversas trincheiras do movimento social.

É por este entendimento que a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) assume o debate da formação em saúde e marca sua entrada com a realização do I Seminário de Formação de Pós-Graduação em Saúde. Somos uma entidade plural, que representa pós-graduandos de diversas áreas, todavia, dentre as pautas específicas que por vezes encampamos, podemos dizer que somos familiarizados a saúde há certo tempo, uma vez que, possuímos assento no Conselho Nacional de Saúde e este espaço de construção sempre nos manteve conectados às demais entidades representativas dos usuários e profissionais e às questões efervescentes da política. Esta aproximação nos faz levantar junto com outras entidades bandeiras fundamentais para a qualidade da saúde no Brasil, especialmente as de financiamento, expressa em movimentos como o Saúde+10 e em debates como o da taxação de grandes fortunas e a da desoneração do imposto de renda para serviços de saúde.

No último período para além do engajamento da ANPG na agenda geral do movimento de saúde, temos buscado a partir do nosso segmento de representação e atuação – os pós-graduandos e o ensino superior – levantar questões que ao mesmo tempo em que possam criar em nossa entidade uma referência, possibilitem aderência e aprofundamento de nossa base de representação através do comprometimento e participação junto a uma questão que nos seja identitária e relevante. Considerando isto, destacamos o debate da formação, especialmente a formação de pós-graduação em saúde.

Avaliamos que apesar dos esforços realizados com relação à reorientação da formação e dos significativos recursos e políticas destinadas a esta agenda, atinge-se em parte a formação inicial (graduação) e a formação dos trabalhadores do SUS. Neste debate geralmente a formação de pós-graduação possui papel coadjuvante. É importante destacar também que os debates são realizados de forma dissociada e que hierarquiza as modalidades, elemento que contribui para uma desarticulação do ensino e ações políticas relacionadas.

Este seminário mostrou-nos que há um grande potencial latente não apenas no segmento dos pós-graduandos, que podem vir a contribuir conjuntamente com outros atores sociais para que a formação de pós-graduação também se conecte e se responsabilize de forma importante com a consolidação do SUS. Somando-nos a professores, gestores e estudantes de graduação o seminário se constituiu de nosso primeiro esforço de reunir essa força social para o debate em torno de alguns eixos, operacionalizados nas mesas de formação stricto sensu, formação lato sensu e as residências médicas e em saúde, a formação docente, a educação permanente e o financiamento, todas com grandes contribuições.

Foi uma grande e grata experiência a realização deste seminário, que reforça o acerto da ANPG em levantar esta pauta através de um espaço de articulação próprio, o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde. Esperamos a partir desta iniciativa, consolidar um novo espaço de debates em nossa entidade, assim como contribuir para a construção de propostas para a resolução de lacunas no que tange as potenciais contribuições da pós-graduação e dos pós-graduandos para a consolidação do SUS. Novos desafios se descortinam para nossa entidade.

Associação Nacional de Pós-Graduandos/ Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde.

Recife, 24 de julho de 2013.

 

No domingo do dia 11 de agosto, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) comemorarão o dia do estudante com um Festival Estudantil.  O festival ocorrerá no Vale do Anhagabaú, e terá início às 14h.  Em sua programação, estão inclusos shows – entre eles, DJ Malboro, Falamansa e Negritude Jr –, atividades culturais e esportivas.  Para comemorar os 65 de existência e atuação da UBES e da UPES, no evento também haverá uma exposição sobre a história das entidades estudantis.

Clique aqui para ver detalhes sobre o festival.  

A UBES também está estreando o seu novo site: http://www.ubes.org.br/