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Encontro será realizado em São Paulo nos próximos dias 23 e 24, na Fapesp e Hotel Blue Tree Faria Lima
O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) reúne, na próxima edição do Fórum Nacional de CT&I, as principais entidades brasileiras do setor. Participam do encontro instituições como CNPq, Embrapa, Capes, Finep – Agência Brasileira de Inovação e Instituto Nacional da Prosperidade Industrial (INPI). O fórum vai ocorrer em São Paulo (SP) nos próximos dias 23 e 24, na Fapesp e Hotel Blue Tree Faria Lima. 

De acordo com o presidente do Confap, professor Sergio Gargioni, as ações de apoio à ciência, tecnologia e inovação passam, necessariamente, pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Faps), seja por sua capacidade gerencial, pelo conhecimento genuíno das demandas regionais e sua articulação com as agências de financiamento. "Por esse motivo é importante estar atento às ações desenvolvidas pelas fundações, parte importante da programação do fórum", ressalta. 

Gargioni também chama atenção para os importantes acordos de cooperação entre entidades brasileiras e estrangeiras, que serão discutidos no Fórum. "Durante o evento será apresentado um painel com as possibilidades de relacionamento entre instituições de pesquisas da comunidade européia e brasileira. Ainda no campo internacional, destaco o lançamento do edital do Instituto Nacional Francês para a pesquisa em Ciências Computacionais (Inria)". 

Outro ponto importante será a abertura do evento, agendada para o dia 23, às 9 horas, que vai contar com palestra do diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz. Ele vai falar sobre os desafios de obter mais impacto para a ciência brasileira. Dando sequência ao fórum, pesquisadores vão conduzir outras exposições que abordam a avaliação do Programa de Pesquisa para o SUS, ministrado pelo diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Campos de Carvalho; a ampliação da parceria entre Embrapa, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Fundect para outras Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa; avaliação dos trabalhos conjuntos entre CNPq e fundações estaduais; e análise das possibilidades de relacionamento entre INPI e Faps. 

Para mais informações sobre o Fórum Nacional de CT&I do Confap envie um e-mail para [email protected]

(Confap)

 
(Jornal da Ciência)

 

CTC/PUC-Rio, IFRJ e Colégio Pedro II organizam competição estadual destinada a alunos do ensino médio

Estão abertas as inscrições para 8ª edição da Olimpíada de Química do Rio de Janeiro (OQRJ), voltada para alunos que estejam cursando qualquer um dos três anos do ensino médio. Desde 2010, o Departamento de Química do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) é um dos organizadores da competição estadual, sendo responsável pela elaboração e correção das provas. Junto dele estão o IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro) e o Colégio Pedro II. A primeira fase será realizada no dia 16 de agosto, na própria escola do aluno, e a segunda fase será no dia 05 de outubro, no Campus Gávea da PUC-Rio.

 
A competição tem como objetivo despertar o interesse dos estudantes pela Química, influenciar na melhoria do ensino e aumentar o contato desses jovens com as universidades. Além disso, a competição regional visa identificar os alunos talentosos em Química e prepará-los para a Olimpiada Brasileira de Química (OBQ). Vale ressaltar que não há um limite máximo de alunos que podem ser inscritos por cada escola, mas cada instituição deve, obrigatoriamente, inscrever um professor representante. Em 2012, cerca de 2.500 alunos participaram da primeira fase e aproximadamente 300 passaram à etapa seguinte.
 
Os professores que representarão suas escolas na OQRJ e os alunos interessados podem se inscrever pelo site http://www.dctc.puc-rio.br/olimpiadasquimica/ até 9 de agosto.
 
Na segunda fase, como a competição é realizada simultaneamente com a prova "Desafios em Química" da PUC-Rio, com provas rigorosamente iguais, os dois primeiros colocados entre os competidores do 3º ano do ensino médio, se inscritos no vestibular da universidade, ganharão também bolsa integral para estudar Química na PUC-Rio.
 
Olimpíada Estadual é a primeira etapa para chegar à competição internacional
 
Os 20 melhores de cada uma das categorias EM1 e EM2 (alunos do 1º e 2º ano do ensino médio, respectivamente) da OQRJ 2013 poderão participar da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) 2014.
 
Além disso, os alunos da EM1 poderão também se beneficiar do projeto "PUC por um semestre", promovido pelo PIUES (Programa de Integração Universidade Escola Sociedade), que os preparará para a etapa nacional.
 
Aqueles que conquistarem uma medalha na OBQ têm ainda uma boa notícia: a chance de fazer um curso preparatório para a última prova nacional que seleciona os três brasileiros que representam o País na Olimpíada Internacional de Química.
 
Este ano, pela primeira vez, o Estado do RJ teve alunos neste curso. Após uma longa e intensiva preparação, os cariocas Nathan de Souza Mateus, Pedro Henrique Fonseca Duque e Thiago Silva Viana, medalhistas de prata e bronze na OBQ e alunos do "PUC por um Semestre" em 2012, já estão prontos para a prova, agora em abril, que vai selecionar os brasileiros que irão para a edição internacional da competição, agendada para o mês de julho, em Moscou.
 
(Assessoria de Imprensa do CTC/PUC-Rio)


(Jornal da Ciência)
De acordo com reportagem da Agência Câmara, presidente da SBPC questionou por que o país tem um regime diferenciado de contratações para obras da Copa do Mundo, mas engessa a pesquisa científica
 
Representantes da comunidade científica brasileira foram unânimes em afirmar que a Lei de Licitações (8.666/93) é hoje um dos maiores entraves ao desenvolvimento da pesquisa no País. Reunidos em audiência pública da comissão especial que analisa a proposta do Código de Ciência e Tecnologia (PL 2177/11), dirigentes de entidades nacionais afirmaram que os órgãos de controle desconhecem os detalhes da atividade científica e oferecem diferentes leituras da legislação, causando grande insegurança jurídica.
 
O presidente do Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Rúben Dario Sinisterra, afirmou que os pesquisadores não são contra o controle, mas que, da forma como é feito hoje, as instituições estão devolvendo dinheiro porque têm medo de ter problemas legais. "Ninguém quer ser hoje diretor de núcleo de inovação tecnológica nesse País. Ninguém, por causa do medo do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União."
 
Flexibilização das contratações
 
O projeto propõe a flexibilização das regras de contratações para a área de Ciência e Tecnologia. Essa mudança foi defendida por todos os pesquisadores que advertiram que o Brasil está competindo com gente do mundo todo, onde as regras são outras e permitem a rapidez que é necessária hoje.
 
A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Náder, questionou por que o País tem um regime diferenciado de contratações (RDC) para obras da Copa do Mundo, mas engessa a pesquisa científica. "É preciso um olhar diferenciado. Senão, esquece ciência, esquece tecnologia e muito mais inovação. Vamos continuar comprando pacotes, vamos continuar sem uma indústria verdadeira, nacional. E vamos comprar da China!"
 
A única participante que defendeu a manutenção da Lei de Licitações como o vetor da fiscalização das contratações e compras foi a secretária de Controle Externo de Desenvolvimento Econômico do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Paula da Silva. Ela acredita que a lei pode ser modificada e adaptada às necessidades de agilidade do setor.
 
A secretária defendeu ainda a aproximação dos órgãos de controle da comunidade científica e a atualização dos auditores e fiscais para evitar os casos de conflito de interpretação da lei apontados pelos convidados. "A interpretação das normas pode gerar algumas dúvidas para aqueles que estão operando o Direito, mas a participação em seminários, a interação entre os órgãos de controle, entre as procuradorias, isso tudo pode contribuir para um entendimento mais convergente."
 
Relatório
 
O relator da proposta, deputado Sibá Machado (PT-AC), afirmou que deve aproveitar em seu parecer a sugestão de adotar o regime diferenciado de contratação para Ciência e Tecnologia. "Na hora de fazer compras, o critério da 8.666 não é qualidade, mas o princípio do preço. E na área de pesquisa não é isso que importa, o que importa é qualidade."
 
A comissão ainda vai realizar audiências públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo antes de o relator apresentar seu parecer. Ele acredita que os trabalhos estarão concluídos até julho.
 
(Agência Câmara)
 
(Jornal da Ciência)

 

Por John Araujo (1)

Qual o real papel da pós-graduação? Formar cidadão capaz de transformar a sociedade, ou simplesmente produzir artigos? Neste texto, discuto que a opção oficial tem sido pela segunda alternativa; porém, a consequência desta escolha está sendo a produção de um sistema composto por orientadores e orientandos alienados.

A pós-graduação pode ser analisada sobre diversos olhares, tais como o da agência de fomento, o do(a) gestor(a) (pró-reitoria e coordenação), o do(a) orientador(a), o do(a) orientando(a) e o da sociedade. Seria ideal se todos os olhares fossem próximos (quase iguais), e se todos tivessem o mesmo objetivo, pois conforme Paulo Freire defende, todo processo educacional tem o objetivo de formar cidadão capaz de transformar a sociedade.

Para mim a pós-graduação brasileira tem cada vez mais se distanciado dos ensinamentos de Paulo Freire e rapidamente tem assumido uma perspectiva capitalista. Ou seja, a pós-graduação no Brasil está se assemelhando a uma linha de montagem, em que nós (orientadores e orientandos) temos as mesmas funções de um trabalhador em uma linha de produção, sendo os produtos finais de nossa fábrica educacional, o programa de pós-graduação, a tese e os artigos derivados.

Mas onde realmente está a semelhança entre os dois: uma linha de montagem de uma fábrica e uma formação em pós-graduação? A semelhança está no fenômeno de alienação.[ii] No processo capitalista de uma linha de produção, cada operário executa apenas uma parte do processo de produção, sem ter tido participação nas decisões sobre os objetivos da produção e sobre a real necessidade social do produto final. Desta forma ele não domina o processo que leva ao resultado final, além disso, ele está limitado pelo salário.

Através das ações das agências de fomento e em parte dos gestores, a pós-graduação toma iniciativas inspiradas no modelo produtivista. Hoje temos um sistema de avaliação dos programas de pós-graduação baseado no número de produtos finais e no tempo de produção; ou seja, a medida da eficiência passou a ser o número de produtos e o tempo para realiza-los. Estes dois parâmetros passaram a ser as medidas chaves para a eficiência do processo de formação de recursos humanos em nível de pós-graduação. O processo de formação em si não é mais considerado. Alguns justificam que isto é necessário, pois há uma diversidade de processos de formação possíveis. Considero isto uma verdade, mas o que temos visto é que o atual sistema de avaliação está exatamente construindo um único processo de formação, o baseado em fins exclusivamente produtivistas.

Ainda continuo de braços dados a Paulo Freire, considerando que o objetivo da pós-graduação é formar cidadãos capazes de transformar a sociedade, como cabe a qualquer processo educacional. Atualmente, entretanto, há uma confusão, que para mim é proposital, em que alguns leem no lugar de “cidadãos capazes de transformar a sociedade” o “número de publicações”.
E onde está a alienação? Falo de uma alienação que surge no processo de formação em nível de pós-graduação, pois para maximizar os lucros, ou seja, aumentar ou manter o Conceito CAPES dos programas de pós-graduação, presenciamos duas práticas:

1- Orientadores aumentarem o número de pós-graduandos, diversificando seus temas de investigação, e criando uma verdadeira linha de montagem de dados que se transformam em manuscritos. Dessa forma, a alienação surge da incapacidade do orientador dominar em profundidade o todo do processo de formação, e como resultado os produtos finais são de má qualidade ou defeituosos. Uma evidência de que esta alienação no conjunto dos orientados esteja acontecendo são os últimos casos de trabalhos publicados por autores brasileiros que foram retratados  [iii] em decorrência de apresentarem erros grosseiros nas apresentações dos resultados. Na ciência, o manuscrito com defeito é quase sinônimo de fraude ou má conduta.

2- Já o pós-graduando, este vive em um sistema que tem como uma prática comum a divisão e subdivisões do processo de pesquisa e de investigação científica. Nesta estratégia de fatiamento do fazer ciência, fica cabendo à cada pós-graduando apenas uma parte de um todo, e o mesmo fica sem condições de dominar ou conhecer o todo e muitas vezes até o objetivo geral do programa de pesquisa estabelecido pelo orientador. Além disso, está se tornando cada vez comum a prática do pós-graduando fazer parte do seu trabalho em outro laboratório, um laboratório que não o do orientador, as vezes até fora do país. Em alguns exemplos, a análise estatística é feita por outros, tais como outro pós-graduando ou outro pesquisador especializado, e em alguns casos a análise estatística é comprada. Aí surge aquilo que chamo de alienação: o pós-graduando finaliza seu trabalho, publica sua tese, mas não tem domínio das hipóteses, de parte da metodologia ou dos resultados, pois foi outro que fez [iv]. Alguns querem chamar este processo de interdisciplinar, mas eu o chamo de alienação do processo de fazer ciência.

Como reconhecer este processo de alienação entre os pós-graduandos? Para mim, um indicativo está na própria manifestação dos pós-graduandos que se queixam de uma insegurança e ansiedade em decorrência da falta do controle sobre seu próprio trabalho e seu futuro.[v]

Como superar esta alienação? Não tenho todas respostas, tenho sugestões, e gostaria de ouvir os colegas, para que em um próximo comentário possa fazer uma discussão sobre possíveis estratégias para mudar este quadro.
Se atualmente o Brasil precisa de mãos-de-obra especializadas, e se o Brasil precisa urgente de mais doutores, isto não significa somente que o Brasil precise de mais publicações. Mas sim, que nós precisamos de doutores capazes de transformar a realidade brasileira.
Precisamos reconstruir urgentemente o nosso sistema de pós-graduação, ou através do processo de alienação continuaremos como um país desigual e com índices educacionais inaceitáveis para o século XXI.

(1) John Araujo é Médico, Doutor em Neurociência e Comportamento (USP), professor Associado IV da UFRN e pesquisador do CNPq.

 

Notas

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[i] Este texto foi apresentado pela primeira vez durante a arguição da minha mestrando Carolina Carrijo.

[ii] O conceito de alienação aqui apresentado é inspirado em Karl Marx – Manuscritos econômicos filosóficos (1844) e Elementos para a crítica econômica política (1857), (A alienação econômica pode ser descrita de duas formas: o trabalho como (a) atividade fragmentada e como (b) produto apropriado por outros).

[iii] The Journal of Endocrinology has run a correction for a paper by Rui Curi, the Brazilian scientist whose lawyers threatened Science-Fraud.org after the site ran a number of posts critical of Curi’s work. In: http://retractionwatch.wordpress.com/2013/02/28/another-correction-for-rui-curi-whose-legal-threats-helped-force-shutdown-of-science-fraud-site/

[iv] Como diria Marx: “o trabalho como atividade fragmentada”
[v] Veja o comentário de Sérgio Arthuro “Depressão na Pós-Graduação e Pós-doutorado no blog coNeCte http://blog.sbnec.org.br/2012/10/depressao-na-pos-graduacao-e-pos-doutorado/ e o comentário de Isabella Bertelli “Pós-graduação rima com depressão” em http://cienciaemente.blogspot.com.br/2012/11/pos-graduacao-rima-com-depressao.html

(Conecte: Blog da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento)

 
Nesta sexta-feira (17), o novo presidente do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Alessandro Melchior, tomou posse.  A eleição ocorreu na quinta-feira (16), durante a 33ª reunião ordinária do colegiado.  Concorreram ao cargo os conselheiros João Vidal da (União Geral dos Trabalhadores), Carolina Alencar (Confederação das Mulheres do Brasil) e Igor Bonan (Junta da Mocidade da Convenção Batista Brasileira). A então presidenta do Conselho, Ângela Guimarães, deixa a presidência do Conselho para assumir a vice. O ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, e a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, prestigiaram a cerimônia de posse. 
 
Gilberto Carvalho disse à Conjuve que esse momento marca a consolidação do papel do Conselho nas políticas públicas de juventude, além de revelar sua maturidade. “Com a contribuição que temos no Conjuve, estamos chegando a um ponto de maturidade, de reconhecimento da causa, não só dentro do governo, mas também na  sociedade civil”, declarou o ministro.
 
O novo presidente da Conjuve, representante da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), declarou  ao conselho que a diversidade representada no Conselho traz o compromisso e o desafio para um trabalho que garanta efetivamente os  direitos para a juventude. “Hoje a juventude é uma das principais vítimas da homofobia, e não só da homofobia, mas do preconceito em geral, jovens negros, pobres e também jovens do campo, sofrem preconceitos”, disse Melchior.
 
Após a posse, o Conselho realizou um ato contra a redução da maioridade penal,  com o objetivo de discutir a pauta, levantando seus pontos  negativos e alternativas para a questão.  “Não podemos ficar em uma posição defensiva, devemos apresentar propostas e alternativas concretas para gerar novas possibilidades e perspectivas para os jovens, evitando que sigam o caminho da contravenção”, disse o ministro Gilberto Carvalho, que já declarou publicamente a posição do governo federal, que é contrário à redução.
 
Para Alessandro Melchior, a redução da maioridade penal  demonstra uma desigualdade entre as classes sociais, “O ataque à redução da maioridade penal vem como uma denuncia de classes, já que há alguns anos, quatro jovens queimaram um índio, e o assunto de redução não veio à tona.  A redução só beneficia um grupo isolado, que é a juventude branca e rica, sendo que a juventude pobre e negra será presa.”  Acesse o portal da Conjuve para saber mais. 
 
Segundo a instituição, auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) têm criado regras que prejudicam o funcionamento de seus laboratórios.
 
Pesquisadores, professores, alunos e funcionários da Coordenação de Programas em Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fizeram na segunda-feira (20) um protesto em defesa da autonomia e da pesquisa universitária na instituição. Segundo a Coppe, auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) têm criado regras que vem prejudicando o funcionamento de seus laboratórios. A manifestação ocorreu nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro do Rio, durante a cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes ao instituto pelos seus 50 anos de criação.
 
Para a Coppe, maior instituição de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, a cartilha Coletânea de Entendimentos, publicada pela CGU em parceria com o Ministério da Educação, representa uma "violação da Constituição Federal". No ano passado, o governo federal investiu cerca de R$ 320 milhões no instituto, que também tem investimentos privados.
 
"A CGU é, na prática, contra os nossos laboratórios, e a cartilha impede a sua manutenção. Se é preciso substituir algum equipamento para uma pesquisa em andamento, com os procedimentos burocráticos, isso levaria no mínimo seis meses. Então o processo se inviabiliza, não tem mais sentido fazer pesquisa nenhuma", disse o diretor da Coppe, Luiz Piguelli Rosa.
 
Segundo o diretor, a cartilha estabelece regras para os recursos obtidos de empresas parceiras da universidade. "Tal qual aconteceu com Tiradentes, que a Coroa Portuguesa mandou enforcar e salgar a terra para que não nascesse mais nada ali, a controladoria pretende jogar sal na Ilha do Fundão, demolir os prédios, despedir os pesquisadores. É a coisa mais nociva que existe no Brasil", disse Pinguelli Rosa.
 
De acordo com a assessoria da CGU, o documento foi publicado em fevereiro deste ano, e desde então tem sido alvo de polêmicas. A controladoria informou que a cartilha tem como objetivo minimizar irregularidades na gestão das instituições federais de ensino, além de orientar os "gestores dessas entidades na execução dos recursos orçamentários e financeiros". A proposta de elaboração da cartilha surgiu "ao se perceber a necessidade de produzir uma ferramenta que esclarecesse as inúmeras dúvidas deixadas por uma legislação às vezes insuficiente".
 
Desde 1989, a Medalha Tiradentes é concedida a pessoas e instituições que tenham prestado relevantes serviços à causa pública. A entrega do prêmio à diretoria da Coppe ocorreu no Plenário Barbosa Lima Sobrinho do Palácio Tiradentes. Já foram contemplados com a medalha, entre outros, o ambientalista Chico Mendes; o educador Paulo Freire, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.
 
Criada em 1963, a Coppe inaugurou o modelo de pós-graduação adotado pelas universidades brasileiras. Em 50 anos de atividade, o instituto foi pioneiro em diversas frentes de atuação, como na exploração do petróleo no mar na década de 1970 e formou mais de 13 mil mestres e doutores. A cada ano, são defendidas cerca de 500 dissertações de mestrado e doutorado na instituição, que tem 348 professores doutores, 61 pesquisadores pós-doutores, 350 funcionários e 123 laboratórios.
 
(Agência Brasil)
Ciência, Tecnologia e Políticas Educacionais é uma publicação trimestral da Associação Nacional de Pós-Graduandos que se destina à divulgação da produção técnico-científica relacionada à área da educação científica, políticas públicas de ciência, tecnologia, educação, descobertas e inovações em todas as áreas do conhecimento. A próxima edição será publicada em julho, não perca!
 
 
O primeiro volume de 2013 da Revista da ANPG reuniu oito  trabalhos selecionados da 4ª Mostra Científica da Associação Nacional de Pós-Graduandos, realizada durante o congresso, nos dias 3 a 5 de maio de 2012 na Universidade Federal de São Paulo. Clique aqui para acessá-la.   

 

 
O VIII Encontro de Física do ITA – EVFITA será realizado dos dias 8 a 12 de julho de 2013 e reunirá diversas instituições do país com a participação de alunos e professores do Programa de Pós-Graduação em física do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Clique aqui para ver o cartaz do evento.  Os alunos de graduação e pós-graduação em física, engenharia e ciências exatas poderão participar do evento através da inscrição online. Clique aqui para acessá-la.  
 
Nesta edição, serão discutidos temas de pesquisa relacionados com biofísica, integral funcional em mecânica quântica, eletromagnetismo, óptica e lasers, cosmologia e astrofísica, spintrônica, aplicações tecnológicas de plasmas, filosofia da ciência, educação e metodologias computacionais. Na programação do Encontro, estão agendadas visitas à Embraer e aos laboratórios do ITA, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Mectron – Engenharia, Indústria e Comércio S.A.
 

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) realizará uma assembleia na terça feira, 28 de maio de 2013, para fundação da sua Associação de Pós-Graduandos.  A reunião ocorrerá das 19h às 22h, na Unidade I da UFGD, e contará com a presença da presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Luana Bonone.

Durante o encontro, está prevista a aprovação do Estatuto da APG/UFGD e a organização de uma Comissão Eleitoral para a realização das eleições.  Os principais motivos que levam os pós-graduandos a organizarem a APG são: necessidade de representação política na universidade – como instrumento para reinvindicação dos direitos dos pós-graduandos e entidade mediadora entre os estudantes, a universidade e outras instituições. Além disso, a APG poderá auxiliar na busca de parcerias e projetos com outras instituições, buscar melhorias no desenvolvimento de pesquisas e participar dos debates da vida acadêmica junto à ANPG.