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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançaram um edital que distribuirá 10 bolsas na modalidade pesquisador visitante sênior e 15 na de pós-doutorado. De acordo com as instituições, o objetivo do edital é estimular a pesquisa científica e tecnológica nas áreas de biotecnologia, luz Síncrotron, bioenergia e nanotecnologia.
 
As bolsas oferecidas para pesquisador visitante sênior possuirão vigência de até 48 meses, com o valor mensal de R$8.905,42, e as para pós-doutorado, de 36 meses, com o valor de R$ 4.100,00.  O CNPEM ainda financiará custeio de passagens, taxa de bancada (para pós-doutorandos), alimentação e seguro saúde dos beneficiados. O edital está aberto para a submissão de propostas, clique aqui para acessá-lo.
 
De acordo com o site do CNPEM, o presidente da Capes, José Almeida Guimarães, declarou que o edital anunciado é uma ação contemplada no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020. "Nosso plano prevê mais processos indutivos, somados aos de balcão que continuam existindo. Por isso, estamos formalizando acordos dessa categoria com diversas instituições renomadas de pesquisa, como Fiocruz, ITA, Inmetro e Impa”.
 
Dentre os requisitos para a bolsa de pesquisador visitante sênior, o candidato deverá possuir o título de doutor há, no mínimo, 10 anos, e possuir destacada produção científica na área.  O candidato para o pós-doutorado precisará ter concluído o curso de doutorado há, pelo menos, 5 anos. 
 

 

O colegiado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), garantiu o ingresso de indígenas e negros em seus cursos de mestrado e doutorado, a partir dos editais de seleção 2013.  As inscrições poderão ser feitas do dia 3 a 28 de junho deste ano. 

A proposta de política de ação afirmativa foi apresentada por um grupo de alunos, e regulamentada pelo colegiado no dia 4 de outubro de 2012. Para saber mais sobre o programa, acesse o site do Museu Nacional. Clique aqui para conhecer a Resolução PPGAS/Ação Afirmativa (6/2012). 

 
 
Editais da fundação alagoana querem fortalecer o setor de CT&I no estado.
 
O Governo do Estado de Alagoas está promovendo a integração e o fortalecimento do setor de ciência, tecnologia e inovação através de ações geridas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal). Mais de R$ 470 mil foram investidos somente este ano. O patrocínio integral da infraestrutura do primeiro congresso acadêmico recebeu R$ 321 mil e mais de R$ 149 mil já foram aplicados através de dois editais voltados à organização e participação em eventos científicos.
 
O edital de Auxílio à Organização de Reunião Científica (nº5/2012) aplicou, até o momento, R$ 125 mil em 15 eventos científicos de porte nacional e internacional que serão hospedados em Alagoas. Maceió, Maragogi e Santana do Ipanema vão receber workshops técnicos, simpósios, congressos, cursos de verão e mostras culturais, com o efeito colateral de estimular turismo e comércio através de um público intelectualmente qualificado.
 
Os R$75 mil disponíveis do montante original do edital (R$200 mil), já encerrado, serão alocados em propostas similares que já estão sendo analisadas pela diretoria científica da Fapeal. A contribuição do evento com o desenvolvimento do Estado é um dos critérios de seleção, e entre as áreas do conhecimento contempladas desta vez, encontram-se ciências da saúde, enfermagem, engenharia civil, sistemas de informação e sociologia.
 
Cooperação internacional
 
O edital de Auxílio à Participação em Reunião Científica já beneficiou oito pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa do Estado cujo trabalho foi aceito em eventos científicos nacionais e internacionais. A iniciativa está alinhada com a política federal do programa de intercâmbio científico Ciência sem Fronteiras, e vai permitir que o conhecimento produzido em Alagoas seja levado para os EUA, Chile, Japão e Colômbia, além de outras regiões do Brasil.
 
Orçado em R$ 100 mil, este edital (nº6/2012) continua aberto até dezembro. Até agora, foram disponibilizados R$ 24.758, gastos com despesas de transporte e manutenção, de acordo com os critérios de seleção, e sujeitos à prestação de contas individual. O teto do apoio para viagens no Brasil é de R$ 3.500 e ao exterior, R$ 4.500.
 
Informática educativa, piscicultura, farmacologia e estudos de clima são as áreas do conhecimento em que foram produzidos os trabalhos de destaque internacional. A seleção leva em conta as exigências de publicação e socialização da carreira científica, bem como as necessidades de divulgação e intercâmbio de conhecimentos e experiência nos contextos da pesquisa e desenvolvimento da tecnologia e da inovação.
 
A Fapeal está aperfeiçoando a sistemática no lançamento de editais e apoios, através de sugestões colhidas em oficinas e mesas redondas regulares com pesquisadores, gestores públicos e empresários no ramo da inovação.
 
Sobre a estratégia, Janesmar Cavalcanti, presidente da Fundação, comenta: "mostrando os resultados das pesquisas e apoiando a troca de conhecimentos entre nossos pesquisadores e a comunidade científica nacional e internacional, vamos completar um ciclo virtuoso, que se inicia com o fomento de bolsas e pesquisas e deve culminar em resultados, com publicidade e aplicabilidade", declara Janesmar.
 
(Assessoria de Imprensa Fapeal)
 
(Jornal da Ciência)

A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Goiás (UFG) está organizando o I Salão Nacional de Pós-Graduação e o I Encontro Goiano de Pós-Graduandos, com o tema " Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Emancipação" . O evento ocorrerá dentro da universidade, nos dias 05, 06 e 07 de junho de 2013.

A APG-UFG busca divulgar trabalhos de pós-graduação realizados na UFG e promover, junto ao corpo discente e docente, a reflexão acerca dos rumos da pós-graduação no Brasil. Trata-se, assim, de uma demanda da própriacomunidade acadêmica que conta com mais de 60 programas de pós-graduação.
 
Com base nesses objetivos, o I Salão Nacional de Pós-Graduação da UFG pretende ser um fórum de discussão e apresentação de pesquisas em andamento na pós-graduação, com espaço para comunicações e apresentações de pôsteres, assim como um evento que estimule um amplo debate a respeito dos caminhos e das políticas de pós-graduação, com grupos de discussão e palestras com a participação de pesquisadores erepresentantes de entidades ligadas à pós-graduação.
 
Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalho e ouvintes, clique aqui para saber mais.  Além disso, a APG também está recebendo inscrições de professores, pesquisadores, mestres e doutores que queiram compor a Comissão Científica desse evento nacional como pareceristas, pelo email: [email protected]
 
 
Entidades da sociedade civil e do movimento social começaram a se organizar para encaminhar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações. A campanha tem o objetivo de engajar a população no debate sobre a democratização dos meios de comunicação, atualmente sob o controle de monopólios midiáticos – ainda que esse controle seja proibido pela Constituição Federal.   Para colocar o projeto em debate no Congresso Nacional, é necessário alcançar a marca de 1 milhão e trezentas mil assinaturas. Leia abaixo a apresentação da campanha e clique aqui para saber mais. 
 
“APRESENTAÇÃO
 
Lançamos neste 27 de agosto a campanha que vai mobilizar o Brasil por uma nova Lei de Comunicação. Veja e compartilhe o texto de apresentação.
 
Para expressar a liberdade
Uma nova lei para um novo tempo
 
Neste 27 de agosto, o Código Brasileiro de Telecomunicações completa 50 anos. A lei que regulamenta o funcionamento das rádios e televisões no país é de outro tempo, de outro Brasil. Em 50 anos muita coisa mudou. Superamos uma ditadura e restabelecemos a democracia. Atravessamos uma revolução tecnológica e assistimos a um período de mudanças sociais, políticas e econômicas que têm permitido redução de desigualdades e inclusão.
 
 Mas estas mudanças não se refletiram nas políticas de comunicação do nosso país. São 50 anos de concentração, de negação da pluralidade. Décadas tentando impor um comportamento, um padrão, ditando valores de um grupo que não representa a diversidade do povo brasileiro. Cinco décadas em que a mulher, o trabalhador, o negro, o sertanejo, o índio, o camponês, gays e lésbicas e tantos outros foram e seguem sendo invisibilizados pela mídia.
 
Temos uma lei velha e que representa valores velhos. São 50 anos de negação da liberdade de expressão e do direito à comunicação para a maior parte da população.
 
Por isso, precisamos de uma nova lei. Uma nova lei para este novo tempo que vivemos. Um tempo de afirmação da pluralidade e da diversidade. De busca do maior número de versões e visões sobre os mesmos fatos.
 
Um tempo em que não cabem mais discriminações de nenhum tipo. Tempo de reconhecer um Brasil grande, diverso e que tem nas suas diferenças regionais parte importante de sua riqueza. Tempo de convergência tecnológica, de busca da universalização do acesso à internet, de redução da pobreza e da desigualdade. Tempo de buscar igualdade também nas condições para expressar a liberdade. De afirmar o direito à comunicação para todos e todas.
 
A campanha Para expressar a liberdade é uma iniciativa de dezenas de entidades da sociedade civil que acreditam que uma nova lei geral de comunicações é necessária para mudar essa situação. Não só necessária, mas urgente.
 
Todas as democracias consolidadas (EUA, França, Portugal, Alemanha, entre outras) têm mecanismos democráticos de regulamentação dos meios de comunicação. Em nenhum desses países, ela é considerada impedimento à liberdade de expressão. Ao contrário, é sua garantia.
Isso, porque sem regulamentação democrática, a comunicação produz o cenário que conhecemos bem no Brasil: concentração e ausência de pluralidade e diversidade.
 
Neste novo tempo que vivemos, o Brasil não pode continuar ouvindo apenas os poucos e velhos grupos econômicos que controlam a comunicação. Precisamos de uma nova lei para garantir o direito que todos e todas temos de nos expressar.
 
Venha se expressar com a gente!”

O Diário Oficial da União anunciou nesta quinta-feira (15) a Medida Provisória 614, que restabelece a exigência de doutorado para a admissão de professores em universidades e institutos federais de ensino superior.  A medida altera a lei 12.722, de 2012, que equipara o processo de contratação de professores ao dos demais cargos do funcionalismo público, o qual admite a contratação de profissionais sem pós-graduação.

De acordo com o decreto oficial,  o diploma de doutorado só não será exigido “quando se tratar de provimento para área de conhecimento ou em localidade com grave carência de detentores da titulação acadêmica de doutor, conforme decisão fundamentada de seu Conselho Superior”.  Estes casos abrirão exceção para a contratação professores com título de mestre, especialista ou graduado.

A determinação anterior foi duramente criticada por alguns movimentos das entidades estudantis e da comunidade científica brasileira, que argumentou que a medida era um retrocesso histórico para o desenvolvimento da pesquisa e da ciência no Brasil. Nesta semana, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comunicou durante audiência pública no Senado Federal que houve um erro na lei que seria corrigido com a publicação da medida provisória. "Nós demandamos à Casa Civil uma medida provisória dizendo o seguinte: para entrar na rede federal, tem que ser doutor. Para não ser doutor, o órgão superior, o conselho universitário, tem que aprovar os casos excepcionais".

A medida vem para corrigir o erro técnico do governo, o qual, supostamente, gerou consequências imediatas, como a interrupção de contratações por universidades que discordavam da legislação.  

De acordo com o novo texto, a carreira do magistério federal será composta por cinco classes, que vão de professor adjunto, assistente e auxiliar (classe A), até professor titular (classe E). O ingresso se dará pela classe A, necessariamente, por meio de concurso público e prova de títulos.

Helena Nader participou em Porto Alegre da Sessão Magna do 6º Encontro Preparatório ao Fórum Mundial de Ciências
 
 A presidente da SBPC, Helena Nader, participou, no final da tarde de ontem, da Sessão Magna "Desafios da Ciência na América do Sul – Clima, Saúde e Alimentos", em Porto Alegre, durante o 6º Encontro Preparatório ao Fórum Mundial de Ciências (FMC) 2013, que será realizado no Rio de Janeiro. Ela falou sobre o próprio Fórum e sobre os avanços e desafios da ciência brasileira. Ao lado de Helena, também participou da sessão o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis.
 
De acordo com o presidente da ABC, o Fórum Mundial de Ciências 2013 é uma oportunidade ímpar para colocar o Brasil no centro da ciência internacional. "Só o fato de ele ser realizado no nosso país implica nisso", disse Palis. "Com a vinda desse evento para cá, o respeito pela ciência brasileira fica carimbado. Caso contráio não teríamos o fórum aqui." Segundo ele, com a decisão de realizar o FMC no Rio de Janeiro, os seus organizadores da Hungria reconhecem o Brasil como um país que está deixando de ser uma potência emergente para ter status de primeira linha na ciência internacional.
 
Em sua participação na Sessão Magna, a presidente da SBPC, por sua vez, começou elogiando e agradecendo o esforço de Palis para trazer o FMC para o Brasil. "Ele foi o grande batalhador para isso", reconheceu. "O professor Palis lutou muito para convencer a Academia de Ciências da Hungria a realizar o Fórum aqui." Em relação aos encontros preparatórios, Helena disse que eles estão servindo para reverberar o FMC. Sem eles pouca gente ficaria sabendo da existência dele. Além disso, os eventos preparatórios também servirão para "tirar" a cara do Brasil, que será apresentada no Fórum do Rio de Janeiro.
 
A presidente da SBPC aproveitou sua participação da Sessão Magna para destacar alguns pontos positivos e desafios da ciência brasileira. "Nossa ciência é algo de que tenho orgulho", disse. Em seguida, Helena citou alguns marcos do avanço científico do país, como a criação da Academia Brasileira de Ciências ABC, em 1916 e da própria SBPC, em 1948. Depois, vieram o CNPq e a Capes, ambos em 1951, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1985, hoje com a palavra Inovação incorporada ao seu nome, e o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, em 1996.
 
Ela também ressaltou o papel que a Capes tem desempenhado em prol da educação e da ciência e tecnologia. "Nosso sistema de pós-graduação com avaliação levou a um aumento considerável do número e da qualidade dos programas de mestrado e doutorado", elogiou. "Hoje, temos cerca 70 mil alunos de doutorado e 120 mil de mestrado, número que, apesar de crescente, ainda está abaixo do que o Brasil precisa. O que não quer dizer que nós devemos baixar a qualidade para elevar os números. O padrão de qualidade é fundamental."
 
Helena lembrou ainda que hoje o país é responsável por 2,7% da produção científica mundial, o que o coloca na 13ª posição no ranking do planeta. Em algumas áreas do conhecimento, no entanto, a ciência brasileira está acima desta média. "Em agricultura, por exemplo, estamos em primeiro", lembrou. "E em algumas áreas da medicina somos o segundo ou terceiro colocado." A presidente da SBPC ressaltou que não é só no número de publicações científicas que o Brasil tem se destacado, mas também pela qualidade delas, o que é atestado pelo quantidade cada vez maior de citações desses artigos.
 
Entre as suas preocupações com a ciência brasileira, Helena citou o fato de o Brasil, apesar estar entre as oito maiores economias do mundo, ser o 4º país com maior desigualdade da América Latina. "Isso não pode ocorrer", disse. "E também a nossa educação vai mal. É péssima." A presidente da SBPC disse que os resultados dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) "são horrorosos". "Nós estamos significativamente abaixo da média dos países da OCDE", destacou. "Além disso, os dados do ENEM mostram que o desempenho dos nossos alunos em ciências vem caindo. A nota média caiu nos últimos três anos. Isso é preocupante. Por isso, se o Brasil quiser ocupar um lugar de destaque na economia mundial e deixar de ser um país que vende commodities, terá que investir pesado em educação e ciência."
 
 
(Evanildo da Silveira, de Porto Alegre)
 
(Matéria publicada no Jornal de Ciência do dia 14/05/2013)

A campanha de bolsas das Associações de Pós-Graduação (APGs) e da ANPG está surtindo efeito nas Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais.  Recentemente, as FAPs começaram a acompanhar os reajustes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no reajuste dos valores das bolsas de estudo. 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) promoveu o reajuste ainda no início deste mês, equiparando os valores de suas bolsas aos das agências nacionais, que equivalem a R$ 1.500 para mestrado, R$ 2.200 para doutorado e R$ 4.100 para pós-doutorado. O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Sérgio Gargioni, disse que não há dificuldades em seguir o aumento de bolsas. Para ele, “as agências estaduais acompanham quase que imediatamente os reajustes”.

 A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também colocou em vigor o reajuste no mês de maio, respondendo aos esforços do movimento nacional em favor a um maior incentivo nos campos da educação e do desenvolvimento. “Eu acho que o reajuste é fundamental para a valorização da pesquisa e da pós-graduação”, disse David Soeiro, presidente da APG da Fiocruz, “o presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelho, apoia e acompanha a campanha de bolsas.”

 Outras instituições de pesquisa como a FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), FAPEPI (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí), FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina) e a FAPERJ (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) também divulgaram reajustes. 

O Ministério da educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira, 9 de maio, o Programa Nacional de Bolsa Permanência para estudantes de graduação de universidades e institutos federais. O programa tem o objetivo de garantir que os alunos com dificuldades financeiras terminem o ensino superior. A bolsa terá o valor de R$ 400 e será destinada a alunos que possuem renda familiar média de até 1,5 salário mínimos.  Para o quilombolas e indígenas, a bolsa terá o valor de R$ 900.  

A Portaria N° 389, de 9 de maio de 2013, define a bolsa como sendo “um auxílio financeiro que tem por finalidade minimizar as desigualdades sociais, etnorraciais e contribuir para permanência e diplomação dos estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica”.

"Em algumas áreas, como o mercado de trabalho está muito aquecido, os alunos acabam abandonando a faculdade para ir trabalhar mais cedo, o que não interessa ao Brasil", afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante para o jornal O Estado de São Paulo. 

Para receber o benefício, o estudante deve comprovar a renda familiar, estar matriculado em cursos de graduação com carga horária média superior ou igual a cinco horas diárias. Além disso, não pode ultrapassar dois semestres do tempo regulamentar do curso de graduação em que estiver matriculado para se formar.

"Atualmente, alunos de baixa renda são incorporados, mas não há condições suficientes para que permaneçam estudando. O governo não dá uma política a altura e temos uma evasão óbvia", explica o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, para Notícias Terra.  Ele também critica o critério de cargas de aulas para a aquisição da bolsa: "Serão beneficiados aqueles matriculados em cursos com uma carga horária média de cinco horas diárias. Esse benefício deveria ser estendido a todos os estudantes de baixa renda independente do curso".

Os valores das bolsas serão repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), pagos por meio de cartão magnético do Banco do Brasil. Os estudantes começam adquirir o benefício a partir de junho deste ano.

 

 Alunos do doutorado pleno no exterior, que estudam fora por um período igual ou superior a um ano, reivindicam o direito de visitar os seus familiares no Brasil. Os estudantes argumentam que esse obstáculo imposto pelo CNPq afeta o bem-estar psicológico dos doutorandos, e concordam em arcar com todas as despesas de viagem e estadia da visita. Leia a petição na íntegra abaixo ou clique aqui para acessá-la.

“Nós, alunos do doutorado pleno no exterior financiados pelo CNPq e demais alunos de graduação e doutorado no exterior pelo programa Ciência sem Fronteiras, cientes do nosso papel no desenvolvimento científico e tecnológico do país, gostaríamos de ressaltar que para uma boa formação científica e tecnológica, não somente as atividades acadêmicas são de extrema importância, mas também o bem estar psicológico dos estudantes. Para isso consideramos imprescindível a permissão para nossas visitas familiares ao Brasil, que tem sido negadas pelo item 7.1.1 da RN-029/2012. Esse item dispõe que ‘A vinda do bolsista ao Brasil no período de vigência da bolsa é autorizada pelo CNPq em condições excepcionais, devidamente justificadas’. Entretanto a norma não especifica quais condições são consideradas ‘excepcionais’ e, segundo relato dos bolsistas, visitas ao Brasil de cunho familiar vêm sendo negadas pelo CNPq por não se enquadrarem como ‘condição excepcional’ mesmo em casos de doutorado, nos quais o aluno deve ficar de 3 a 4 anos longe de seu país natal. 

Os abaixo assinados, bolsistas, candidatos às bolsas e apoiadores da causa, consideram de extrema importância a reavaliação dos critérios que justificam o retorno dos bolsistas ao país. Sugerimos que permissões para viajar para o Brasil, por motivos de visita familiar, sejam concedidas aos alunos que passarão um ano ou mais no exterior perante (1) apresentação de carta de permissão do orientador do aluno, alegando que esta não afetará o calendário proposto; (2) se a viagem possuir uma limitação da estadia do bolsista no Brasil (que pode ser determinada pelo CNPq dependendo do tempo total de estudo do aluno no exterior) e (3) se esta for custeada pelo bolsista, sem gastos adicionais por parte do programa Ciências sem fronteiras ou pelo CNPq. Consideramos também importante para a elucidação das normas do programa aos estudantes participantes, que estejam explicitadas na norma quais condições são consideradas excepcionais e que justifiquem o pedido de regresso ao Brasil, mantendo-se, caso necessário, a ressalva de análises caso a caso feita pelo CNPq.”