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Estão abertas até 21/2 as inscrições para a seleção do curso de especialização lato sensu em Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICTS/Icict/Fiocruz). Este ano, o curso terá como tema "Repositórios Institucionais", com foco nos quatro eixos que compõem o curso: "acesso", "organização", "comunicação e usos" e "aplicações da informação científica e tecnológica".
 
Com periodicidade anual, o curso tem como objetivo contribuir para o aprimoramento do desempenho das instituições integrantes do SUS e daquelas voltadas para a ciência e tecnologia em saúde, por meio da capacitação dos profissionais que atuam nas diversas atividades ligadas à produção, organização, análise e disponibilização da informação científica e tecnológica. Serão oferecidas 15 vagas
 
O curso terá uma carga horária total de 360 horas e será ministrado durante uma semana a cada mês, às segundas, terças, quartas e quintas-feiras, em período integral (das 9h às 17h). Excepcionalmente, poderão ocorrer duas semanas de aula no mesmo mês ou em dias diferentes dos especificados. As aulas terão início em 8 abril de 2013, com término e encerramento do curso em dezembro de 2013.
 
As inscrições devem ser feitas na Plataforma SIGA (www.sigals.fiocruz.br), seguindo os links: inscrição >presencial > especialização > Icict > Informação Científica e Tecnológica em Saúde – 2013/Sede. O candidato deverá seguir as orientações disponíveis no link e efetuar sua inscrição.
 
Para outras informações, acesse a página do Icict: http://www.fiocruz.br/icict/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2322&sid=18
 
 
Fonte: Icict 
Crédito: Augusto Coelho/Ascom MCTI
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está preparando um novo programa com o objetivo de despertar o interesse dos estudantes universitários pelo empreendedorismo ainda no ambiente acadêmico. A proposta está em fase inicial de elaboração, mas poderá ser executada como uma das vertentes do programa Ciência Inovadora Brasil, ainda sem data para lançamento. Apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), essa linha do programa prevê o fomento aos alunos para a abertura de empresas iniciantes, que posteriormente poderão se beneficiar de outros programas federais.
 
Em entrevista exclusiva a Inovação Unicamp, Álvaro Prata, titular da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC), afirmou que o MCTI está buscando uma maior integração entre seus programas e unidades de pesquisa para estimular o setor da inovação no Brasil. "Queremos cada vez mais poder atuar em sinergia para poder amplificar e multiplicar os resultados", explicou o engenheiro e ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 
No cargo desde maio de 2012, Prata disse também que a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) — projeto em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) — deverá estar em pleno funcionamento no segundo semestre de 2013, com novos institutos agregados, além dos três atuais no programa piloto — Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), em São Paulo, Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro, e Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), em Salvador.
 
Nas próximas semanas, o MCTI deverá definir qual será o modelo institucional da Embrapii, mas Prata já adianta que essa estrutura deverá permitir a velocidade de ação que o sistema de inovação exige. "Esse modelo administrativo, jurídico e estrutural está sendo pensado para que a Embrapii tenha muita independência e agilidade." Até agora, já existem 126 projetos vinculados aos três institutos, entre consolidados, em negociação, em elaboração de plano de trabalho e em prospecção. "O conjunto dos três pilares [academia, indústria e institutos de pesquisa] é que vai gerar o desenvolvimento tecnológico, com benefícios social e econômico, que alavancará essa potência inovadora em que nós queremos transformar o Brasil", destacou o secretário.
 
Como vai funcionar o programa Ciência Inovadora Brasil?
Esse é um programa que se apoia muito no CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e que busca focar alguns segmentos que podem ser apoiados pelos programas existentes. Nós ainda estamos desenhando o programa, mas nossa intenção é incluir no Ciência Inovadora Brasil alguma linha que possa apoiar também o empreendedorismo nas instituições acadêmicas. Ainda não temos o formato final do programa. Além de se apoiar muito no CNPq, uma parte importante desse programa consiste em também imaginar que os alunos do Ciência Sem Fronteiras [programa que oferece bolsas no exterior para alunos de graduação e pós-graduação] começam a retornar e que nós precisamos estimular para que continuem influenciados e contaminados por essa onda de trabalhar não só a questão científica, mas também as questões tecnológicas e de inovação.
 
Serão oferecidas bolsas para doutores e pesquisadores trabalharem em parcerias com as empresas?
Hoje há três vertentes, uma delas é essa a que você se referiu, para os jovens pesquisadores; outra é focar nas áreas novas e nos campi universitários novos associados à expansão. Imaginando esse pessoal que vai para as novas unidades, que não estão estabelecidas, nós precisamos dar segurança a eles, para que possam ser pesquisadores e, sobretudo, possam atuar em parceria com o setor industrial. A terceira vertente é a do empreendedorismo inovador, onde o foco maior será na atividade do próprio aluno, para que o estudante possa pensar no seu próprio negócio, uma atividade mais empreendedora; e essa vertente é a que nós ainda estamos desenhando.
 
O objetivo principal dessa vertente será estimular a percepção dos estudantes para a importância do empreendedorismo, com o apoio do governo?
Exato, para que eles possam se sentir cada vez mais motivados e possam abrir seus próprios negócios, para então serem abrigados por outros programas, como de incubadoras, entre outros.
 
Qual será o orçamento destinado ao Ciência Inovadora Brasil e quando deverá ser lançado?
Ainda não fechamos os valores do programa. Sobre essa terceira vertente, nós ainda temos dúvidas se a manteremos dentro do Ciência Inovadora Brasil ou se criaremos um programa à parte. A vertente do empreendedorismo inovador está ainda em um estágio mais prematuro que as outras duas. Poderemos aguardar um pouco mais para lançarmos as três juntas ou podemos antecipar apenas as outras duas, que já estão mais estabelecidas, e faremos a do empreendedorismo inovador mais para frente. Nas próximas semanas isso vai ser definido. Em janeiro, sem dúvida.
 
O Ciência Inovadora Brasil terá um sentido complementar em relação à Embrapii, que será mais focada nos institutos de pesquisa? A necessidade de participação nos aportes dos projetos de pesquisa da Embrapii vai inviabilizar a participação das universidades?
Não está descartada na Embrapii a possibilidade de termos laboratórios de universidades, que atuem em parceria com o setor industrial e que disponham de recursos. Hoje, há uma determinação muito grande dentro do MCTI para que todos os nossos programas possam trabalhar mais em sinergia, não só os que estão sendo criados, mas também os já existentes. Por exemplo, os 126 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia [INCTs], em áreas estratégicas para o País, e as unidades de pesquisa do Ministério, como INPE [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], INPA [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia], LNCC [Laboratório Nacional de Computação Científica], CBPF [Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas], CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais], INT [Instituto Nacional de Tecnologia] e CETENE [Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste]. Temos nos reunido com esses institutos para que possam se juntar a nós no esforço de trabalhar nessas áreas estruturantes. Queremos cada vez mais poder atuar em sinergia para poder amplificar e multiplicar os resultados. O conjunto dos três pilares [academia, indústria e institutos de pesquisa] é que vai gerar o desenvolvimento tecnológico, com benefícios social e econômico, que alavancará essa potência inovadora em que nós queremos transformar o Brasil, um País que caminha para ser a quinta economia do mundo. Com esse impacto científico que nós já temos no mundo, nós não podemos aceitar com conformismo que nossos resultados do ponto de vista tecnológico e de inovação http://www.inovacao.unicamp.br/destaques/ensino-superior-comercio-e-credito-fazem-brasil-cair-em-ranking-mundial-de-inovacao não sejam mais expressivos.
 
Já houve a definição do modelo institucional da Embrapii?
Nós estamos bem próximos da fase final. No dia 13 de dezembro nós tivemos a última reunião do ano [do grupo de trabalho da Embrapii, reunindo MCTI, CNI e institutos], em que avaliamos os projetos que estão sendo contratados junto às três intuições que fazem parte desse projeto piloto. É surpreendente como tem crescido o número de projetos e como as iniciativas têm sido bem sucedidas. Esse projeto piloto tem nos alimentado tanto na parte operacional, sobre qual a melhor maneira de funcionar, como no modelo mais formal, jurídico e administrativo. Não temos encerrado isso ainda, mas nossa expectativa é de que nos próximos dias teremos isso concluído, queremos virar o ano com isso resolvido. Esse modelo administrativo, jurídico e estrutural está sendo pensado para que a Embrapii tenha muita independência e agilidade, para que, quando as empresas procurarem as unidades da Embrapii para contratar projetos de pesquisa, possam fazê-lo com muita rapidez. Quando nós falamos de inovação, a velocidade e a rapidez são ingredientes importantes. Queremos reduzir ao máximo a burocracia, dar disponibilidade financeira para que os recursos possam ser investidos e então cobrar os resultados dos projetos.
 
Quais os próximos passos da Embrapii a partir de junho de 2013, quando se encerram os 18 meses iniciais do projeto piloto, em que foram contratados os primeiros projetos?
A partir do primeiro semestre de 2013, queremos já abrir novas unidades da empresa e contratar novos projetos. Quando nós terminarmos esse desenho [do modelo institucional], já poderemos colocar isso no papel e começar a procurar novos parceiros. Nossa expectativa é de que, no segundo semestre de 2013, a Embrapii esteja funcionando a pleno vapor, implantada e com outras unidades, além das três associadas ao projeto piloto. Ainda estamos discutindo se a melhor maneira será convidar instituições ou se isso será feito por meio de editais. Nesse último caso, as regras são estabelecidas, se aceita espontaneamente as iniciativas de novas unidades e, a partir de um julgamento, concede-se autorização para que as novas unidades possam se incorporar à Embrapii.
 
Recentemente o ministro Marco Antonio Raupp destacou a importância do aprimoramento do marco legal para favorecer a cooperação entre os setores público e privado. O que falta ser feito na prática para superar esse problema?
A Lei do Bem, por exemplo, trabalha com empresas que fazem uso do lucro real. Atualmente há uma demanda muito grande para que empresas que trabalham com lucro presumido, ou que fazem uso do Simples, possam se beneficiar de incentivos adicionais. O governo tem se preocupado com isso, porque se existe uma empresa que possui um faturamento pequeno, que se enquadra no Simples, e por alguma razão cresce, sai do Simples e vai trabalhar com lucro presumido, há uma descontinuidade muito grande em relação aos impostos que se tem que pagar. O governo tem se preocupado com isso, para fazer essa transição de uma maneira mais suave. Outra coisa é que temos interagido muito com as empresas, temos ouvido muito suas demandas, com o objetivo de aperfeiçoar esse modelo de incentivos e benefícios. Há uma predisposição do governo em fazer isso e estamos trabalhando para que continuemos oferecendo e melhorando nosso leque de incentivos.
 
O Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação terá um papel essencial nesse processo?
O Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma ferramenta importante, é um marco regulatório mais ampliado, mas é complexo. Isso está no Congresso Nacional e é complexo para que possamos pensar no sistema da maneira ampliada como estamos. Temos que trabalhar nessa questão mais ampliada, mas devemos seguir focando em áreas específicas e dando permeabilidade às ações, para que tenhamos um grande número de ações e cada uma delas beneficie determinado setor e determinado tipo de empresa, para que possamos olhar com cuidado para micro, pequenas e médias empresas, mas também para as grandes empresas, e para que estimulemos também o surgimento de start-ups. O sistema é enxergado hoje de uma maneira muito distribuída, e a intenção do governo é de oferecer ações específicas para cada setor e para cada área temática.
 
Fonte: Inovação Unicamp 


Cartaz de Divulgação (clique na imagem para ampliar)
Estão abertas as inscrições para o curso de extensão “Cinema etnográfico, imagem e pesquisa qualitativa em saúde”, oferecido pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict)/Fiocruz, que ocorrerá entre os dias 31/01 e 1º de fevereiro de 2013.
 
O curso, ministrado pelo doutor e pesquisador Carlos Eduardo Estellita-Lins, visa apresentar alguns aspectos centrais da pesquisa qualitativa envolvendo imagens (fotografia, vídeo, cinema, dispositivos digitais). Além disto, pretende fomentar reflexão em ambiente de pós-graduação acerca da utilização de
metodologias de coleta de dados através da imagem. Pretende-se motivar para a discussão de práticas etnográficas em sentido amplo envolvendo questões de saúde–doença, vida e morte, cuidado e vulnerabilidade em diferentes culturas e múltiplas práticas sociais. O resultado esperado é incentivar atividades correlatas de pesquisa. O autor-realizador privilegiado será Jean Rouch.
 
O curso, que é gratuito, estará com inscrições abertas até 23/01. Os interessados deverão preencher formulário eletrônico de inscrição (solicitado pelo e-mail [email protected]) e enviar currículo abreviado e carta de intenção expondo importância do curso para as atividades profissionais do candidato.
 
A matrícula será feita no setor de Gestão Acadêmica, entre os dias 20 e 31 janeiro de 2013.
 
A chamada pública e a Ficha de Inscrição podem ser conferidas no site do Icict: www.icict.fiocruz.br
 
Outras informações podem ser obtidas na Gestão Acadêmica, pelos telefones 3882-9063, 3882-9033, e-mail [email protected]
 
Serviço:
Curso de Extensão: “Cinema etnográfico, imagem e pesquisa qualitativa em saúde”
Público-alvo: Alunos de pós-graduação ou que estejam interessados no tema
Número de Vagas: 35
Aulas: 9h as 18h
Local: Fiocruz – Prédio da Expansão – Av. Brasil, 4.036, Manguinhos, no Rio de
Janeiro.
 
Fonte: Ascom Icict
 
Agora, todas as informações referentes à 8ª Bienal da podem ser encontradas em um único local. O hotsite do maior festival estudantil da América Latina já está no ar.
 
Interativo, dinâmico e bastante colorido, o endereço www.bienaldaune.org.br reúne desde o regulamento até a história das edições anteriores do evento.
 
O portal é composto de seis canais (Bienal, Programação, Homenagens, Cuca da UNE, Imprensa e Download) e tem conteúdo formado por vídeo, fotos e notícias. Na aba Bienal, por exemplo, informações sobre o regulamento, esclarecimento de dúvidas e o manifesto do festival podem ser encontrados.
 
Além disso, o site está integrado às mídias sociais do festival como Facebook, Flickr, Youtube e Twitter.
 
Para o coordenador de programação do festival, Rafael Buda, a internet e os meios de comunicação digitais são de extrema importância para a divulgação de eventos como esse. ‘’Um portal é um ambiente propício ao conhecimento das mais diversas informações, sendo um local interativo e participativo. Através dele é possível conhecer a fundo a proposta da Bienal e ficar por dentro do que vem por aí’’, explicou.
 
Completando 14 anos de experimentação e integração da juventude brasileira, a Bienal da UNE é o maior encontro cultural estudantil do país, revelando e mapeando a produção artística e científica existente dentro das universidades e escolas de norte a sul.
 
A Bienal passou por Salvador (1999 e 2009), Rio de Janeiro (2001, 2007 e 2011), Recife/Olinda (2003) e São Paulo (2005). Participaram Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Aleida Guevara (filha de Che Guevara), Ariano Suassuna, Augusto Boal, Ziraldo, Jorge Mautner, Alberto da Costa e Silva, Mino Carta, Serginho Groisman, Abdias do Nascimento, Aziz Ab’Saber, Zózimo Bulbul, Ondjaki, Jards Macalé, Alceu Valença, Marcelo D2, Martinho da Vila, Fred Zero Quatro, Racionais MCs, Beth Carvalho, Chico César, Lenine, O Rappa, Tom Zé, Mr. Catra e Naná Vasconcelos.
 
Neste ano, sob o tema “A volta da Asa Branca”, a Bienal dos estudantes reunirá dez mil jovens de todo o Brasil entre os dias 22 e 26 de janeiro de 2013 nas cidades de Recife e Olinda. Entre as atividades estão aulas-espetáculo, grandes shows, debates, mostras estudantis e convidadas, ciência, tecnologia, esporte e “culturata”.
 
Para se inscrever como participante da 8ª Bienal da UNE é necessário acessar até o dia 13 de janeiro o site www.une.org.br/eventos, preencher o formulário online, gerar um boleto bancário (valor: R$ 50) e efetuar o pagamento. O comprovante deverá ser obrigatoriamente apresentado no dia de credenciamento, em Olinda. Essa operação garantirá o alojamento (em escolas e clubes), transporte e livre trânsito para toda a programação.
 
Fonte: UNE 
Reprodução capa do livro 
A redação científica ainda representa o “calcanhar de Aquiles” de muitos pesquisadores brasileiros. E os erros cometidos ao escrever uma tese ou artigo científico estão muito mais relacionados a problemas de metodologia de pesquisa do que à falta de habilidade com as palavras para apresentar os resultados de forma clara, concisa e interessante.
 
A análise de Gilson Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, está na sexta edição revisada e ampliada do livro Ciência: da filosofia à publicação.
 
Lançada no início de dezembro, a edição acrescenta quatro novos capítulos aos nove da primeira edição, publicada em 1998. Um deles apresenta um breve resumo da história da filosofia para explicar por que a ciência é feita tal como é hoje – aceitando conclusões apenas se forem baseadas em evidências empíricas (comprovadas experimentalmente).
 
A ideia desse capítulo, segundo Volpato, é demonstrar ao leitor o caráter indissociável entre a prática da ciência e questões teóricas e filosóficas, e que só é possível fazer boa ciência e escrever artigos para publicação em revistas de elevado fator de impacto quando se tem uma boa formação filosófica e um entendimento muito preciso dos conceitos científicos.
 
“É necessário ter uma compreensão muito clara sobre o que é fazer ciência para realizar boas pesquisas, que resultem em artigos sólidos para serem publicados em revistas de alto nível. Não dá só para corrigir a ponta desse processo – a redação científica – sem ter uma base bem fundamentada por trás disso”, disse Volpato à Agência FAPESP.
 
Especialista em redação e publicação científica, o autor – que dá cursos na área e já auxiliou pesquisadores brasileiros a reescreverem mais de 250 artigos científicos nas áreas de humanas, exatas e biológicas – avalia que alguns dos artigos publicados por cientistas do país apresentam muitos problemas estruturais.
 
Entre eles estão introduções que não cumprem essa função, tabelas, gráficos e figuras incompreensíveis, métodos duvidosos e dados que não corroboram as conclusões dos autores mas que, na maioria dos casos, segundo Volpato, apresentam erros inerentes à própria pesquisa.
 
“Se a pesquisa começou errada e é ruim não tem como fazer mágica no artigo. Se o pesquisador estudou uma questão irrelevante, por melhor que sejam os resultados, eles jamais resultarão em artigos científicos que extrapolarão as fronteiras sequer de seu laboratório e que dirá do Brasil”, disse.
 
Um dos principais erros conceituais nos trabalhos publicados por alguns cientistas brasileiros, de acordo com Volpato, é querer fazer ciência para solucionar problemas pontuais e localizados, sem tratar o fenômeno geral, que justamente tem a capacidade de resolver problemas pontuais.
 
Prova disso, de acordo com o especialista, é que no próprio título de alguns trabalhos publicados ainda aparecem o nome da instituição ou da cidade onde a pesquisa foi realizada e os dados foram coletados, reforçando a ideia de que o estudo está circunscrito àquele local.
 
“Para fazer ciência, realmente é preciso de dados que são coletados de algum lugar. Mas o problema é que alguns pesquisadores brasileiros coletam dados de um determinado lugar e só se preocupam com aquele lugar especificamente”, afirmou Volpato.
 
“É muito diferente de pegar os dados de um determinado lugar e construir uma ciência geral, que resolve questões particulares, como pode ser visto em artigos publicados por cientistas estrangeiros em grandes revistas científicas internacionais. Ainda falta esse aprendizado e ousadia científica ao pesquisador brasileiro”, compara.
 
Questões pontuais
 
Segundo Volpato, alguns dos fatores responsáveis pela ausência da ciência geral são a falta de formação filosófica sobre o que é necessário para construir conhecimento e o fato de que o Brasil ficou por muito tempo fechado para o mundo. Algumas áreas ficaram dissociadas da ciência produzida no exterior.
 
Por outro lado, de acordo com Volpato, outras áreas relacionadas à ciência básica, como imunologia, biologia celular e física, sempre tiveram uma inserção internacional natural que continuou e ganhou maior projeção na década de 1990 com os adventos da globalização e da internet.
 
De acordo com o pesquisador, é preciso rever esse conceito de se fazer ciência sob uma perspectiva estritamente local para que se possa melhorar a qualidade dos artigos científicos publicados por brasileiros e, consequentemente, aumentar a publicação em revistas de alto fator de impacto e citação internacional.
 
“A redação científica é um forte indicador sobre os conceitos científicos dos autores de forma que para melhorá-la é preciso, primeiramente, corrigir os conceitos dos pesquisadores sobre o que é fazer ciência”, disse.
 
Volpato também é autor dos livros Método lógico para a redação científica, Bases teóricas da redação científica, Publicação científica, Bases teóricas para redação científica, Administração da vida científica, Pérolas da redação científica, Dicas para redação científica, Lógica da redação científica e Estatística sem dor!.
 
O professor também divulga seu trabalho no site www.gilsonvolpato.com.br , que oferece artigos, dicas e reflexões sobre redação científica, educação e ética na ciência. O site dá acesso a aulas on-line do curso “Bases Teóricas para Redação Científica”, apresentado por Volpato na Unesp.
 
Fonte: Agência Fapesp
 
 
A disposição para realizar pesquisas sobre a formação de professores na área de ciências da natureza e produzir melhorias nessa formação e nos processos de ensino-aprendizagem na educação básica foi o ponto de partida para a criação do grupo Formar Ciências, da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp). Criado em 1997, o grupo de estudos e pesquisas busca articular a produção acadêmica e demais conhecimentos na área de ensino de ciências com os propósitos da formação inicial e continuada de professores.
 
O grupo é formado por cinco docentes da Unicamp, três professores colaboradores de outras universidades e cerca de 20 estudantes de graduação, mestrado e doutorado. De acordo com o coordenador, Jorge Megid Neto, o grupo constituiu-se, desde o início, como forte referência nacional no campo das pesquisas de “estado da arte” sobre a produção acadêmica brasileira — estudos de análise e avaliação de teses e dissertações —, bem como no campo da análise e avaliação de livros didáticos da área de ciências.
 
Em seus 15 anos de existência, o Formar Ciências promoveu vários cursos de extensão de curta duração, além de cursos de especialização voltados principalmente para professores do ensino fundamental. Orientações individuais, grupos de estudos, atividades em disciplinas ou oficinas são outras atividades desenvolvidas. Um dos eventos mais importantes promovidos pelo grupo é o Encontro de Formação Continuada de Professores de Ciências (Enfoco), que já teve sete edições.
 
O grupo atende professores da educação básica das redes pública e particular e estudantes de cursos de licenciatura da Unicamp. “Também temos algumas ações que envolvem alunos do ensino médio de escolas públicas”, diz Neto. “Na pós-graduação, o público é bem diversificado e de várias regiões do país.”
 
Segundo Neto, como a demanda é maior do que a oferta, sempre há algum tipo de seleção para a participação de professores em oficinas.
 
Dentre as grandes atividades desenvolvidas este ano está a elaboração de catálogos analíticos de dissertações e teses na área de ciências da natureza e na de educação ambiental, em conjunto com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Rio Claro, Universidade de São Paulo (USP), câmpus de Ribeirão Preto, e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O grupo registra também em 2012 a consolidação do Programa de Pós-graduação Multiunidades em Ensino de Ciências e Matemática da Unicamp (mestrado e doutorado) e a formação complementar para alunos de ensino médio de escolas públicas, com recursos do programa Novos Talentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.
 
Licenciado em física, Neto tem mestrado em educação, ensino de física, e doutorado em educação, ensino de ciências, ambos pela Unicamp. Coordenador de extensão da Faculdade de Educação e do programa Multiunidades de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática, ele tem experiência como professor de física no ensino médio — atuou de 1979 a 1995.
 

Fonte: Jornal do Professor 
 
 
 
 
Para auxiliar a integração dos estudantes brasileiros que participarão do programa Ciência sem Fronteiras, o Ministério da Educação (MEC) lançou na terça-feira (18) o Inglês Sem Fronteiras. Entre as iniciativas da medida está a aplicação de 500 mil testes de nivelamento de proficiência em língua inglesa até 2014 e o fortalecimento do ensino de línguas nas universidades.
A primeira etapa do Inglês sem Fronteiras está prevista para ter início em fevereiro de 2013, com o atendimento de 40 mil estudantes que passarão pelos testes aplicados por instituições de educação superior certificadas. Ao longo do programa, serão também desenvolvidas ações que visam credenciar universidades para aplicação de testes de proficiência exigidos para o intercâmbio, como o Test of English as a Foreign Language (Toefl) e o International English Language Testing System (Ielts).
Representantes de dez universidades federais integram comissão criada para planejar, organizar e gerenciar as ações do programa. São elas as universidades federais de São Carlos (UFSCar), Santa Catarina (UFSC), Minas Gerais (UFMG), Uberlândia (UFU), Rio Grande do Sul (UFRGS), Fluminense (UFF), Ceará (UFC), Pernambuco (UFPE), Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Brasília (UnB).
Dos 500 mil alunos que farão os testes previstos pelo programa, 100 mil receberão uma senha para fazer um curso a distância de inglês. Destes, os 10 mil melhores poderão participar ainda de cursos presenciais nas universidades parceiras.
Cartão pré-pago
Durante o lançamento do Inglês sem Fronteiras, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apresentará um cartão pré-pago do Banco do Brasil e do Banco do Brasil Américas que será usado como uma nova forma de pagamento das bolsas do Ciência sem Fronteiras. O novo sistema permitirá o pagamento do crédito em conta-corrente do estudante no exterior. Com ele, serão reduzidos os custos dos bolsistas e eliminada a necessidade de abertura de contas e pagamento de tarifas em bancos estrangeiros. O cartão poderá ser usado em todos os países que aceitam a bandeira Mastercard e possibilitará depósitos de outras fontes, como dos familiares, por exemplo.
Um estudante pós-graduando de máscara da biblioteca da universidade/faculdade.
Fonte: O Estado de SP


Crédito: Wilson Dias-Abr

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (18) a articulação entre a pesquisa científica no país e o segmento empresarial como forma de impulsionar a inovação e ampliar a competitividade da economia. A declaração foi feita durante a premiação dos vencedores do 26° Prêmio Jovem Cientista.

“Sabemos que o Brasil tem grande potencial para produzir conteúdo científico, tecnológico e de inovação. Temos pesquisadores e cientistas qualificados, temos que articular nossas pesquisas com o mundo empresarial”, destacou a presidenta. "Vamos investir cada vez mais em educação, em ciência e tecnologia, e estimular ações inovadoras", completou.
 
Nesta edição foram inscritos 2.070 projetos, sendo 1.768 na categoria ensino médio. As linhas de pesquisa deste ano abordaram questões ligadas à gestão esportiva como tecnologias da informação aplicadas ao esporte, design de vestuário esportivo, inovações em nutrição para atletas e recursos tecnológicos para diagnóstico e tratamento de lesões esportivas. O tema foi escolhido devido à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, eventos que o Brasil se prepara para receber. Os premiados estão nas categorias Graduado, Estudante de Ensino Superior e de Ensino Médio.
 
A presidenta lembrou que as pesquisas desenvolvidas poderão ser usadas em benefício do país durante os grandes eventos. “Sem sombra de dúvidas, no mundo, tanto o esporte de alto desempenho quanto a indústria do esporte necessitam da ciência e desenvolvimento tecnológico para dar seus passos. Nenhum país que conseguiu dar grandes passos nos seus jogos abriu mão da ciência e tecnologia.”
 
Primeiro lugar na categoria Graduado, Rodrigo Gonçalves, da Universidade de São Paulo, desenvolveu a pesquisa Avanços em Genômica para Diagnósticos Moleculares no Esporte. Na categoria Estudante de Ensino Superior, a pesquisa desenvolvida por Priscila Ariane, da Universidade do Estado de Minas Gerais foi a vencedora. Ela pesquisou um material a ser usado em roupas para proteger atletas de aumento e queda bruscas de temperatura.
 
Na categoria Ensino Médio, o prêmio, que existe há 30 anos, foi para João Pedro Vital do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O estudante criou um aplicativo de celular para selecionar músicas de forma a estimular corredores a acelerar ou diminuir o ritmo.
 
Ao participar da entrega do prêmio, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, destacou a importância de estimular os jovens a se envolverem com a ciência e a inovação como forma de impulsionar o desenvolvimento do país. “Nos últimos anos, o Brasil optou por um modelo de desenvolvimento que exige cada vez mais da ciência. Para o crescimento econômico, a ciência é fundamental pois constitui bases para o desenvolvimento tecnológico. Ela é aliada indispensável para o desenvolvimento social, por exemplo, na educação”, disse.
 
Cada categoria premiou três projetos. Os graduados e estudantes de ensino superior recebem premiação em dinheiro e os estudantes de ensino médio ganham um computador. A premiação inclui também bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Há ainda as categorias menção honrosa que reconheceu um pesquisador, e o mérito institucional que premiou duas instituições de ensino. A lista completa dos premiados está no site www.jovencientista.org.br
 
Fonte: Agência Brasil
 
 
 

O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 19, a lista que reúne os 207 cursos de ensino superior  que terão o vestibular 2013 suspenso por conta do desempenho ruim na avaliação realizada pelo Sistema Federal de Ensino em 2008 e em 2011. Nas avaliações em questão, os cursos obtiveram índices 1 e 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), cuja escala de variação é de 1 a 5. As notas são consideradas insatisfatórias para o MEC. 

Confira a página 33 do Diário Oficial: http://migre.me/crWx3

Confira a página 34 do Diário Oficial: http://migre.me/crWA0

Confira a página 35 do Diário Oficial: http://migre.me/crWAM

Desse grupo, 117 cursos poderão ter a suspensão de oferta de vagas revista ao longo de 2013 por terem apresentado uma tendência positiva – subindo de 1 para 2 por exemplo. Para isso, terão de  corrigir eventuais deficiências e melhorar a qualidade do ensino. Nos 90 cursos restantes, de tendência negativa, o quadro é irreversível até 2014 ao menos. 
 
De acordo com Luana Bonone, presidenta da ANPG, esta é uma importante notícia ."A fiscalização tem se movimentado para impedir a perpetuação de cursos superiores de baixa qualidade. E ainda mais interessante que se valorize o esforço daquelas instituições que estão buscando corrigir as falhas, pois a lógica da avaliação deve ser exatamente esta: a de estimular a melhoria da qualidade, além valorizar os cursos de excelência. Os que não atingirem um patamar mínimo precisam mesmo fechar as portas a novos ingressantes até que possam oferecer educação de qualidade". Afirma. 
 
As instituições que apresentaram baixo desempenho terão que assinar um protocolo no qual se comprometam a corrigir em 60 dias as questões relacionadas a corpo docente (número mínimo de professores com dedicação exclusiva, mestrado e doutorado) e em 180 dias os problemas de infraestrutura (biblioteca, salas e equipamentos tecnológicos obrigatórios).
 
As punições fazem parte do conjunto de medidas de regulação e supervisão anunciadas nesta terça-feira, 18, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercante, para enquadrar as instituições de ensino superior de má qualidade, avaliadas tanto no CPC, como no Índice Geral de Cursos. Caso não cumpram todos os compromissos que o MEC deve estabelecer com cada uma delas, as instituições poderão ser fechadas.
 
Os cursos e instituições com nota baixa já eram penalizadas com exclusão do Fies e do Prouni, programas do governo de estímulo ao acesso ao ensino superior.
 
 
Com informações do Estado de São Paulo.
 
Jouhanna Menegaz na mesa ‘Formação da Pós-Graduação em Saúde para consolidação do SUS", durante congresso da ABRASCO. 
Membros do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG reuniram-se na terça-feira (18) com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde. O encontro é fruto das atividades realizadas neste ano pelo Forum, em especial da mesa e plenárias realizadas no mês de novembro no Congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).
 
Participaram da reunião Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário da SGTES, Mônica Sampaio de Carvalho e Felipe Proenço, do departamento de gestão da educação na saúde (Deges), Jouhanna Menegaz, secretária-geral da ANPG e os doutorandos Lúcia Guerra (FSP/USP) e David Soeiro (ENSP/APG/Fiocruz), membros do Fórum e representantes da ANPG no Fórum de Coordenadores da ABRASCO.
 
De acordo com Jouhanna este foi mais um importante passo da ANPG na direção de ampliar seus espaços de diálogo e atuação para contribuir com o desenvolvimento brasileiro através de áreas estratégicas como a saúde e a educação, para além da já destacada atuação da entidade junto a ciência e tecnologia.
 
Durante a reunião sinalizou-se a criação de uma comissão de trabalho para início de 2012 a ser composta pela ANPG, SGTES, buscando ainda articulação com outros parceiros e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Possivelmente será articulada a realização de um seminário de pós-graduandos em saúde para 2013 em parceria com a secretaria. 
 
Da redação