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Foto: Secretaria de Ciência e Tecnologia de Tocantins
A Rede de Gestão Integrada de Ciência, Tecnologia e Inovação vai intensificar as relações entre as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) de todo país, possibilitando um maior número de reuniões entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), secretários e técnicos da área. A primeira videoconferência feita por meio da  Rede Ipê, infraestrutura de internet da comunidade acadêmica e de pesquisa brasileiras, ocorreu hoje (4) com a participação de secretários de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.
 
De acordo com a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), foram investidos R$ 700 mil para implementação da tecnologia, que incluiu também a capacitação dos profissionais e ampliar a participação dos gestores estaduais na elaboração de políticas públicas.
 
Para o diretor-geral da RNP, Nelson Simões, o maior benefício da rede é facilitar a integração entre os secretários estaduais de CT&I, permitindo ampliar o número de reuniões no setor. “Federação para nós é essa possibilidade de encurtar as distâncias, usando a tecnologia para uso da ciência do país”, disse durante a solenidade de lançamento.
 
O ministro da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, disse que o objetivo principal da rede de gestão é proporcionar um ambiente de cooperação entre os estados. “Esse é um forte exemplo de como usar a tecnologia disponível para diminuir as barreiras físicas”, disse Raupp.
 
A Rede Ipê é uma infraestrutura de internet voltada para a comunidade brasileira de ensino e pesquisa e, segundo a RNP, as principais universidades e institutos de pesquisa do país também estão conectadas à nova tecnologia. 
 
A Rede de Gestão Integrada de Ciência, Tecnologia e Inovação é resultado de um projeto conjunto do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e do MCTI, coordenado pela RNP.
 
Fonte: Agência Brasil
A organização da 8ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) comunica que o prazo para as inscrições de trabalhos foi prorrogado até o dia 24 de dezembro de 2012. A mudança da data se deu em razão de muitos pedidos de estudantes de todos estados, principalmente das universidades federais, que retomaram suas aulas recentemente.
 
Para ler o regulamento e preencher a ficha basta acessar o site http://une.org.br/eventos. A inscrição de trabalhos é gratuita.
 
MOSTRA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
 
A ANPG, em parceria com as entidades estudantis UNE e UBES, coordenará a Mostra de Ciência e Tecnologia e os debates relacionados ao tema, dentro da programação da Bienal.
Os estudantes de ensino médio, graduação, pós-graduação e pesquisadores oriundos de qualquer instituição e estados do país, devem submeter os resumos dos trabalhos até dia 24 de Dezembro, enviando para o e-mail [email protected], conforme as normas estabelecidas no edital. Serão aceitos até 03 trabalhos por autor.
 
Os interessados em participar devem ficar atentos às áreas de abrangência da mostra, listadas no anexo 02 do edital.
 
Veja abaixo o calendário da Mostra. Atenção aos prazos!
 
01 de outubro de 2012 –  Aberto para envio de resumos
24 de dezembro 2012 – Data limite para submissão de resumos
04 de janeiro de 2013 – Divulgação da aprovação
11 de janeiro de 2013 – Data limite para envio do documento de apresentação do trabalho
14 de janeiro de 2013 – Divulgação da programação final
22 a 26 de janeiro de 2013 – Mostra de Ciência e Tecnologia das Entidades Estudantis
 
 
Da redação, com informações da UNE

A comissão de acompanhamento das ações do MEC relativas à expansão das universidades federais convocou para sexta-feira (7) uma reunião às 9 horas, em Brasília. A pauta prioritária trata da proposta que o governo deverá formatar nos próximos dias relativa à assistência estudantil. Tamara Naiz e Hercília Melo, ambas diretoras da ANPG, compõem a comissão na qualidade de representantes da entidade. Leia mais aqui

A partir dos anseios e debates acumulados pelo movimento dos pós-graduandos, a ANPG vem pautando a inclusão do pós-graduando no novo Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). De acordo com Hercília Melo, a atuação da entidade é incisiva “Continuaremos pressionando o governo, juntando apoiadores e convencendo entidades para nossa incorporação no decreto. Ao final dos trabalhos dentro da comissão, esperamos que a reivindicação dos pós-graduandos seja atendida e saiamos todos vitoriosos.” Afirma.

A ANPG defende que as ações do PNAES devem considerar a autonomia e as especificidades das instituições de ensino superior para que possam atender, verdadeiramente, às necessidades identificadas por seus estudantes. A incorporação dos pós-graduandos no PNAES é também uma tentativa de minimizar relações desiguais de oportunidade dentro da educação superior, pois atenderá estudantes de graduação e de pós-graduação e oferecerá melhores condições para um processo formativo digno e com qualidade.

As ações de assistencia estudantil previstas no PNAES são:

I – moradia estudantil;

II – alimentação;

III – transporte;

IV – atenção à saúde;

V – inclusão digital;

VI – cultura;

VII – esporte;

VIII – creche;

IX – apoio pedagógico; e

X – acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação.

Investimento em apoio pedagógico, plano de tutoria e bolsas aos estudantes de baixa renda são as propostas apresentadas por Ministro Mercadante para reforço da política de assistência estudantil e atendimento das demandas que se colocam pela Lei nº12.711, a lei de cotas.

 

Veja o decreto que dispõe sobre o PNAES

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7234.htm

 

Da redação com informação de Hercília Melo

 

 

Os alunos da pós-graduação da USP reuniram-se na quinta-feira (6) para oficialmente refundar a Associação de Pós-Graduando da instituição. Num ato que marca o início do novo momento de luta da entidade, a ex-aluna e militante do movimento estudantil morte durante a ditadura, Helenira “Preta” Rezende, foi homenageada pelos alunos que, a partir de agora, terão Helenira “Preta” Rezende no nome da APG. Helenalda Rezende, irmã de Helerina também participou do ato.

A ANPG esteve presente na ocasião, representada por Roberto Nunes, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação e Marcelo Arias, Vice-Presidente Regional São Paulo. Luana Bonone, que cumpria agenda em outra universidade, encaminhou uma carta alusiva ao ato de refundação da APG USP/Capital. Leia aqui.
 
Helenira “Preta” Rezende, ex-aluna da USP, foi perseguida e morta durante a ditadura militar. Segundo o texto divulgado pela entidade, Helenira ‘simboliza de modo muito concreto o atual momento das lutas sociais e políticas que se travam no interior da USP: a luta por liberdade de expressão, por imposição de limites à atuação das forças policiais, por democratização interna, por ampliação do acesso, sobretudo aos pobres e afrodescendentes, e pelo reconhecimento do direito fundamental de memória, verdade e justiça.’ Veja aqui a foto histórica da Assembleia dos Estudantes da USP:www.adusp.org.br/files/revistas/45/r45_a12.pdf
 
Leia também:
 
Para mais informações, acompanhe o site da entidade: http://apguspcapital.wordpress.com/
 
 
 
Em uma tentativa de evitar impactos negativos nos critérios de qualidade do ensino universitário nacional, a senadora Ana Amélia (PP/RS) pediu vistas ao Projeto de Lei (PL) nº 399 de 2011 que dispõe sobre a revalidação automática de diplomas de alunos que estudam em universidades estrangeiras. 
 
Na quinta-feira passada (27) a ANPG esteve presente na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, onde apresentou um ofício direcionado aos senadores que compõem a comissão, solicitando o diálogo com a comunidade científica antes da votação do PL. Leia o ofício aqui
 
ANPG se mobiliza contra revalidação automática de diplomas (Leia Mais
 


Senadora Ana Amélia lê o ofício da ANPG na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Foto: Luana Bonone (Clique para ampliar)
Antes de aprovar o projeto, Ana Amélia, leu trechos do ofício da ANPG, e considerou pertinente o pleito de instituições científicas e estudantis, como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que querem ser ouvidas na Casa antes da votação dessa matéria. Dessa forma, a senadora pediu vistas ao PL na última quinta-feira, 29 de novembro, quando o projeto estava na pauta de votação da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CRE).
 
De autoria do senador Roberto Requião (PMDB/PR), o projeto que tramita em processo terminativo no Senado Federal, prevê alterar a Lei de Diretrizes Básicas da educação (LDB) de 1996. Pela legislação em vigor, o processo de reconhecimento desses títulos no Brasil é realizado pelas universidades públicas.
 
 Ana Amélia apresentará, no máximo, até a próxima semana, um requerimento a essa comissão para a realização de uma audiência pública a fim de ouvir tais entidades, segundo informou sua assessoria de imprensa.
 
Em outra frente, o senador Requião, autor do PL, destacou que o projeto foi criado com intuito de agilizar o processo de revalidação dos diplomas expedidos por instituições estrangeiras e dar suporte ao Ciências sem Fronteiras, programa do governo que prevê a concessão de 100 mil bolsas de estudos no exterior até 2015.
 
Pelo projeto de Requião, o diploma expedido por qualquer universidade estrangeira poderia ser revalidado automaticamente no Brasil, desde que sejam provenientes de cursos com qualidade comprovada pelo Ministério da Educação (MEC). Essa iniciativa enfrenta resistência da comunidade científica, de especialistas em educação e de alguns parlamentares, como Cristovam Buarque (PDT/DF), relator do PL nº 399.
 
Segundo alega Requião, hoje os estudantes que adquirem bolsas do programa Ciências sem Fronteiras enfrentam dificuldades para revalidar no Brasil seus títulos adquiridos em universidades no exterior. "Os estudantes saem do Brasil para estudar e não podem voltar para trabalhar?", questionou Requião. Ele emendou: "Isso é ridículo".
 
Análise científica 
 
Temendo impactos negativos na qualidade do ensino superior no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam, no dia 29 de novembro, uma carta aos senadores pedindo cautela na aprovação do PL nº 399.
 
"Antes da votação da matéria, solicitamos aos senhores que observem e considerem alguns pontos do projeto que merecem reflexão e debate mais aprofundados", destaca o texto.
 
No documento, os cientistas acrescentam que os processos de revalidação no Brasil de cursos de graduação e de pós-graduação realizados no exterior devem atender aos padrões nacionais de qualidade. "A aprovação dessa legislação (PL nº 399), hipótese que esperamos ser descartada, representará um desrespeito para com a sociedade brasileira, que por décadas busca, num esforço coletivo, alcançar excelência em sua educação superior", acrescenta o documento da SBPC e ABC.
 
Requião, por outro lado, rebateu. "Estabeleci salvaguardas de qualidade, não das universidades, mas, especificamente, dos cursos do exterior; e atribui ao governo federal a competência de fazer vistorias periódicas da qualidade de cada curso", explicou o senador.
 
Com base nos argumentos de entidades estudantis, a senadora Ana Amélia afirmou que a praticidade do PL é "bastante complicada" por deixar a cargo do poder público a definição de como esses diplomas seriam validados automaticamente no Brasil. A senadora destacou também se tratar de uma legislação insuficientemente clara, já que não esclarece sobre como seriam os procedimentos de reconhecimento automático dos títulos estrangeiros pelo Ministério da Educação (MEC).
 
Ana Amélia salientou que "a internacionalização" dos diplomas estrangeiros no Brasil tem de seguir "critérios muito bem definidos" para não prejudicar a qualidade dos profissionais que atuam aqui.
 
Dilema 
 
O senador Cristovam Buarque, por sua vez, reconheceu tanto a morosidade brasileira no processo de revalidação dos diplomas universitários adquiridos no exterior quanto a falta de qualidade de diplomas vindos de algumas universitárias estrangeiras.
 
"Temos dezenas de milhares de jovens que fizeram cursos no exterior que, ao voltar ao Brasil, não podem exercer a profissão. Ao mesmo tempo, sabemos que muitos desses jovens fizeram cursos em universidades incapazes de formar um bom profissional para o Brasil", avaliou.
 
Dessa forma, Buarque considerou "perigoso" implementar no País o reconhecimento automático dos diplomas expedidos por universidades estrangeiras considerando que os mesmos podem não atender "as necessidades e qualidades que precisamos".
 
Emenda 
 
Nesse contexto, Buarque apresentou uma emenda ao PL nº 399 na qual propõe que o processo de revalidação automática desses títulos seja realizado sem o aval das universidades públicas nacionais – desde que os títulos sejam expedidos por instituições estrangeiras com qualidade reconhecida pelo MEC, como a universidade de Harvard, por exemplo. Nesse caso, a emenda de Buarque sugere ao MEC divulgar, a cada ano, a lista de instituições estrangeiras das quais o Brasil poderia revalidar automaticamente seus títulos.
 
O parlamentar reconheceu, entretanto, que sua proposta "descontenta" tanto aos que querem a revalidação automática "imediata" dos títulos provenientes de universidades estrangeiras quanto aos que defendem que tal procedimento seja mantido pelas universidades públicas nacionais.
 
Requião já contestou: "Dizer que não queremos um médico formado em uma grande universidade do mundo é uma mediocridade absurda".
 
Apoio ao pedido de vistas – Diante do embate sobre a revalidação automática de diplomas estrangeiros no Brasil, Buarque concordou com o pedido de vista da senadora Ana Amélia ao PL nº 399 – apoio seguido pelo senador Inácio Arruda (PCdoB/CE).
 
"Embora já se tenha ouvido várias entidades, sempre é bom ouvir mais para aperfeiçoar o projeto", declarou Buarque. Já o senador Requião questionou o pedido de vista da senadora. "Outra vez? Já ouvimos todas (instituições) em audiência pública", retrucou Requião, descartando fazer qualquer alteração no PL nº 399.
 
Fonte: Jornal da Ciência
Créditos: Ascom ITI (Clique na imagem para ampliar)
Na terça-feira passada (27) a Associação Nacional de Pós-Graduandos, representada pela tesoureira da entidade, Tamara Naiz, esteve presente na reunião que formalizou o protocolo de intenções para que emissão da Carteira Nacional Estudantil,  a partir de 2013, receba o  certificado digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).
 
A reunião aconteceu no Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), com as entidades, União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), e a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid) 
 
A certificação ICP-Brasil é a ferramenta tecnológica que garante aos documentos em meios eletrônicos os mesmos efeitos legais do documento em papel. O seu uso na identidade estudantil é uma exigência prevista no Decreto Presidencial nº 7.783 que regulamenta a Lei 12.663 de 5 de junho de 2012, para garantir a meia-entrada nos eventos desportivos que o Brasil sediará, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, onde haverá uma concorrência intensa por ingressos. Estudantes terão 50% de desconto na aquisição dos ingressos da categoria 4, e deverão possuir carteira estudantil com certificado ICP-Brasil para que o desconto seja concedido.
 
"A meia-entrada é um direito de todos os estudantes brasileiros. Trata-se de um marco histórico incluir tecnologias da informação que coíbam a ação de fraudadores que se passam por estudantes para adquirir carteiras estudantis e assim usufruir de um benefício que não lhes é devido. A UNE entende que essa medida do governo devolve às entidades estudantis a autonomia de declarar quem de fato é estudante. Vamos recuperar o padrão nacional da carteira estudantil perante os produtores culturais, esportivos e à sociedade. Estamos muito satisfeitos com a assinatura deste protocolo de intenções", disse o presidente da UNE, Daniel Iliescu.
 
As entidades concordaram que o certificado ICP-Brasil a ser implantado na carteira estudantil deve ser o certificado de atributos. Este modelo de certificado tem validade jurídica quando assinado com um certificado digital da ICP-Brasil de propriedade da entidade que conceda determinado título de qualificação (atributo). Por exemplo, uma entidade de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é autônoma para declarar quem de fato está autorizado a atuar como advogado no País.
 
Prevalecendo esta modalidade, serão as entidades estudantis que, em posse de seus certificados digitais ICP-Brasil e fazendo uso da autonomia a elas conferidas por lei, declararão eletronicamente se determinada pessoa é ou não estudante. Assim, a entidade estudantil responsabiliza-se pela emissão, data de validade e que efeitos legais, como o desconto de 50% nos ingressos para as copas das confederações e do mundo, o atributo de estudante concederá ao proprietário desta identidade estudantil.
 
Da radação, com informação do ITI
 
Grupos de médicos e cientistas brasileiros querem mais agilidade para testes clínicos.
 
Três instituições que representam cientistas e médicos brasileiros enviaram na segunda-feira (3) ao Ministério da Saúde uma carta pedindo que o Conselho Nacional de Saúde avalie sugestões de mudanças nas regras de aprovação de testes clínicos feitos em voluntários humanos no País.
 
Segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Academia Nacional de Medicina (ANM), do jeito que está hoje, a regulamentação para as pesquisas com novos medicamentos "implica em enormes prejuízos ao nosso desenvolvimento científico e tecnológico, inviabilizando inclusive estudos clínicos de fase 1 e 2 em nosso país".
 
Os estudos de fase 1 e 2 são os primeiros pelos quais os remédios devem passar, para provar que são seguros e eficazes antes serem testados em um número grande de pessoas.
 
De acordo com Rubens Belfort Jr., professor da Unifesp e membro titular da ABC e da ANM, o Brasil tem sido excluído de estudos internacionais por causa da demora no processo de aprovação nos Comitês Ética em Pesquisa (CEPs), na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
"A duplicidade [de processos] de aprovação ou negação é crítica. Há situações em que o projeto está aprovado pela Conep mas a Anvisa demora, e vice-versa." Segundo Belfort, as propostas de mudanças aguardam análise há um ano.
 
O Ministério da Saúde informa que o tema está na pauta da próxima reunião do CNS, no dia 11.
 
Fonte: Jornal da Ciência
A história e a produção acadêmica em recursos audiovisuais da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) estão reunidas em um acervo na internet.
 
Reprodução da capa do site Intermeios. 
O site Intermeios foi criado para reunir uma produção que começou na década de 1980, quando os primeiros equipamentos de vídeo chegaram à faculdade pelo Laboratório de Recursos Audiovisuais (LRAV). O LRAV foi estruturado como um laboratório interdepartamental para atender aos professores e alunos em atividades de ensino, pesquisa e extensão.
 
De acordo com a USP, o site oferece oportunidade de reunir em um só lugar, de maneira acessível e organizada, a produção audiovisual de uma das mais importantes faculdades de arquitetura do país.
 
“A importância desse projeto passa desde as questões mais amplas, como a democratização do acesso e do conhecimento, até de fato a formação de alunos e profissionais da área”, disse a professora Giselle Beiguelman, coordenadora do projeto juntamente com o professor Silvio Melcer Dworecki.
 
O Intermeios foi dividido em categorias, que espelham a prática de trabalhos realizada na FAU. A seção Documentários, por exemplo, reúne pesquisas de professores e grupos com temas específicos, visando à divulgação científica.
 
A seção Alunos conta, em sua maioria, com vídeos de curta duração feitos pelos estudantes, de caráter experimental e com diversidade de temas, que têm suporte técnico e orientação da equipe especializada do VideoFAU.
 
Em Palestras e Eventos estão os eventos e seminários realizados na faculdade. Há ainda o Memória FAU, seção relativa à história da vivência e do cotidiano na faculdade.
 
O Intermeios convida o público, principalmente ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários da FAU, a contribuir com a construção dessa história enviando arquivos audiovisuais e fotos relacionados à vivência universitária.
 
O contato pode ser feito pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (11) 3091-4524 / 3091-4559.
 
Para mais informações, acesse: www.fau.usp.br/intermeios
 
Fonte: Agência Fapesp
 
clique na imagem para ampliar

A quinta-feira (6), marca o início de um novo ciclo no movimento de pós-graduandos da Universidade de São Paulo (USP). Um grande ato com festa e homenagem a ex-alunos combatentes da ditadura, comemora a refundação da Associação de Pós-Graduandos da Universidade de São Paulo, que, a partir de agora, passa a se chamar APG-USP Helenira ‘Preta’ Rezende.

Helenira “Preta” Rezende, ex-aluna da USP, foi perseguida e morta durante a ditadura militar. Segundo o texto divulgado pela entidade, Helenira ‘simboliza de modo muito concreto o atual momento das lutas sociais e políticas que se travam no interior da USP: a luta por liberdade de expressão, por imposição de limites à atuação das forças policiais, por democratização interna, por ampliação do acesso, sobretudo aos pobres e afrodescendentes, e pelo reconhecimento do direito fundamental de memória, verdade e justiça.’
 
A APG-USP convida os pós-graduandos, estudantes, técnicos e professores para a festa de refundação na sede da entidade, ao lado do bandejão central. A atividade começa às 17 horas com uma homenagem para Helerina Rezende. Logo após o ato, às 18 horas, será formada uma roda de samba. 
 
 
Leia abaixo a íntegra do texto da APG-USP Helenira ‘Preta’ Rezende
 
 
A Universidade de São Paulo vive, hoje, um momento peculiar da sua história. As demandas por democratização interna, tão antigas quanto a própria USP, atingiram um limiar incontornável.  Não é mais possível ignorar a luta pela ampliação do acesso, sobretudo através da implementação cotas sociais e raciais. Igualmente incontornável será a reforma dos processos de eleição interna, pautados por uma ampliação da representatividade dos órgãos colegiados. Fica cada dia mais difícil não ouvir as vozes que reivindicam o direito à memória e à justiça, particularmente dos processos antigos e atuais de perseguição política no interior da USP.
 
Nesse contexto de crise e mudança iminente, as entidades representativas das diferentes categorias da universidade podem desempenhar um papel central ao disputar o sentido e a direção das reformas que deverão ser construídas. Para tanto, essas entidades precisam se organizar e se institucionalizar para cumprir o papel que lhes cabe. Foi partindo desse diagnóstico que a atual gestão da Associação dos Pós-graduandos da USP-capital vem buscando, nos últimos meses, reconstruir a entidade, através do resgate e reabilitação da sua sede, da regularização jurídica do seu estatuto, do reconhecimento institucional e político da sua importância e da viabilização de formas de auto-financiamento.
 
Uma parte importante desse processo foi a ‘refundação’ da entidade através da aprovação de um novo estatuto, ocorrida em outubro deste ano. Como parte da refundação’, a APG foi renomeada e hoje se chama Associação d@s Pós-graduand@s da USP capital – Helenira “Preta” Rezende.
 
Helenira “Preta” Rezende, ex-aluna da USP perseguida e morta durante a ditadura militar, simboliza de modo muito concreto o atual momento das lutas sociais e políticas que se travam no interior da USP: a luta por liberdade de expressão, por imposição de limites à atuação das forças policiais, por democratização interna, por ampliação do acesso, sobretudo aos pobres e afrodescendentes, e pelo reconhecimento do direito fundamental de memória, verdade e justiça. Por tudo isso e pelo que a APG espera contribuir para esse processo, gritamos bem alto: Helenira “Preta” Rezende, PRESENTE!
 
 
Sobre Helenira Rezende de Souza Nazareth
 
 
Helenira Rezende de Souza Nazareth, conhecida como “Preta” por seus colegas da USP, nasceu em 19 de janeiro de 1944 na cidade de Cerqueira Cesar, interior do Estado de SP. Aos 4 anos, mudou-se para Assis, onde concluiu seus estudos básicos e se destacou como esportista em diversas categorias. Desde cedo, engajou-se na militância política, fazendo parte da fundação do Grêmio da escola em que estudou e sua primeira presidenta eleita.
 
Estudante aplicada, logo ingressou na Faculdade de Filosofia da Rua Maria Antônia, no curso de Letras. Muito ativa no movimento estudantil, chegou a ocupar o cargo de vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1968, ano em que foi presa por duas vezes. Sua segunda prisão ocorreu em Ibíúna, no famoso 30o Congresso da UNE que contou com 800 estudantes.
 
Esteve detida no Presídio Tiradentes, no DEOPS e no Presídio de Mulheres do Carandiru, de onde saiu em virtude de um habeas corpus impetrado em seu favor e deferido em 12 de dezembro de 1968, na véspera da edição do AI-5.
 
Desde então, passou a viver na cladestinidade, vivendo em diferentes cidades até seguir para o Araguaia, na preparação da Guerrilha organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), no qual militava. Foi morta a golpes de baioneta em 29 de setembro de 1972. Declarações da ex-presa política Elza de Lima Monnerat, em Auditoria Militar, à época, afirmam que “… Helenira, ao ser atacada por dois soldados, matou um deles e feriu outro. Metralharam-na nas pernas e torturaram-na barbaramente até a morte…”.
 
A Associação de Pós-Graduandos da USP tem a honra de adotar o nome dessa mulher, negra, ex-estudante da USP e corajosa lutadora do povo brasileiro, que tombou com dignidade, defendendo a liberdade e a justiça social. Como disse sua irmã, Helenalda Rezende, “Helenira foi, acima de tudo, uma cidadã brasileira consciente de seus atos, que empunhou a bandeira da justiça e da liberdade, lutando obstinadamente até a morte”.
 
Que sua memória nos sirva de inspiração e exemplo da luta por democracia, dentro e fora da USP.
 
 
Acompanhe as atividades da APG-USP pelo site http://apguspcapital.wordpress.com/
 
 
Da redação, com informações da APG-USP
 
 
Em solidariedade aos estudantes da PUC-SP, a Associação de Pós-Graduandos da Universidade de São Paulo "Helenira Preta Rezende", aprovou em sua diretoria uma moção de apoio aos grevistas da PUC-SP.
 
Leia abaixo a íntegra do texto.
 
Para saber mais, acompanhe o site da APG-USP: http://apguspcapital.wordpress.com
 
MOÇÃO DE APOIO À LUTA PELA DEMOCRACIA NA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
 
 
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade de São Paulo “Helenira ‘Preta’ Rezende”, do campus da Capital, manifesta seu total apoio às mobilizações da comunidade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) contra a nomeação da professora Anna Cintra para sua reitoria. Não consideramos legítima a decisão do Conselho Superior da Fundação São Paulo (FUNDASP), que desrespeita um dos processos eleitorais mais democráticos do sistema universitário brasileiro e, sobretudo, a história dessa instituição, fortemente marcada pela luta a favor da democracia no Brasil.
 
O processo eleitoral puquiano foi inaugurado no início dos anos 1980, como uma forma de oposição simbólica à ditadura Civil-Militar e transformou sua tradição em algo verdadeiramente democrático. Este processo sobreviveu a todo o desmantelamento iniciado pela FUNDASP, desde 2006. O atual episódio de atentado contra a democracia e a autonomia universitária da PUC-SP é a culminância de três dramáticos acontecimentos que marcaram a história desta universidade neste último período. A subscrição ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) contra a crise da dívida da Universidade, em 2006; as demissões de 30% do quadro de docentes e funcionários no mesmo ano; e a reforma estatutária e regimental, iniciada em 2007 e aprovada em 2009. Esta reforma criou o Conselho Administrativo (CONSAD), instância constituída por 2 membros do conselho executivo da FUNDASP e pelo reitor com poder de veto sobre as deliberações do Conselho Universitário (CONSUN). O CONSAD evidencia a avançada perda da autonomia universitária na PUC, já em processo de “redesenho” institucional.
 
Um dos grandes legados da PUC-SP é a compreensão de que seus funcionários, professores e estudantes são igualmente capazes de escolher e deliberar sobre seu corpo administrativo. Ao contrário, na Universidade de São Paulo – certamente a instituição mais marcada pela ditadura brasileira – o processo de escolha do reitor e dos cargos colegiados ainda obedece à formas completamente alheias às transformações democráticas do país. Assim como no caso de Anna Cintra, João Grandino Rodas perdeu na consulta interna, mas foi o escolhido pelo governador do Estado de São Paulo e segue à frente de uma das mais violentas gestões da USP em tempos democráticos. Gestão marcada pelo silêncio, filho do medo e da distribuição de verbas e favores.
 
Ao contrário do exemplo puquiano, esses acontecimentos se integram à tradição antidemocrática e autoritária, naturalizada nesta comunidade acadêmica. A campanha por uma Estatuinte soberana e democrática, a necessária instalação de uma Comissão da Verdade da USP, autônoma perante a reitoria, e a reintegração dos eliminados políticos das gestões Sueli Vilela e Grandino Rodas são algumas das lutas fundamentais para a inscrição da USP na história democrática do país.
 
As históricas e as recentes mobilizações por parte dos funcionários, alunos e professores da PUC-SP nos ensinam o valor da resistência contra o autoritarismo. Diante da falta de democracia que ainda é regra geral nas universidades paulistas, encontramos mais um exemplo de inconformismo e mobilização política ao qual queremos nos aliar com o ideal de que uma sociedade efetivamente democrática se constrói também no ensino superior.
 
 
Diretoria da APG-USP “Helenira ‘Preta’ Rezende”/Capital