Category

Notícias

Category
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) através do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) agradece a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) pela participação no seu 10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Destacamos aqui, um agradecimento pela participação dos doutorandos David Soeiro (ENSP/FIOCRUZ) e Lúcia Guerra (FSP/USP) em todos os momentos e espaços de construção do evento e, principalmente, na comissão organizadora do Abrasco Jovem. Este espaço que consideramos uma iniciativa importante e inovadora de integração científica e debate político da graduação e pós-graduação, entendendo que não há ciência, ensino e formação em saúde sem a presença dos discentes nos espaços que interceptam professores, pesquisadores, gestores e profissionais dos serviços de saúde.
 
Agradecemos ainda, o espaço concedido para a realização do Encontro Nacional de Pós-graduandos em Saúde, no dia 16/11, que incluiu a mesa redonda: “Formação da Pós-Graduação em Saúde para consolidação do SUS” que teve a participação do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES), Mozart Sales; da professora Dra. Marina Atanaka (UFMT), coordenadora do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva; do professor Dr. Ricardo Burg Ceccim (UFRGS), da Rede Unida; da professora Carla Salvaterra, vice-reitora da Universidade de Bolonha e coordenadora da Secretaria Técnica do Programa Ciência sem Fronteiras na Itália; e dos diretores da ANPG, Jouhanna Menegaz e Marcos Pedrosa. E, em seguida foi realizada a “Plenária do Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde” conduzida por David Soeiro (ENSP/FioCruz), Lúcia Guerra (FSP/USP), Jouhanna Menegaz e Marcos Pedrosa (ANPG), com a publicação da Carta de Porto Alegre
 
O resultado da importante participação e diálogo entre estes atores da saúde, em espaços como o Abrascão foi visto na reunião entre graduandos e pós-graduandos em saúde coletiva, realizada na Tenda Victor Valla, no dia 17 de novembro de 2012. Nesta reunião contamos com a ilustre presença de Luís Eugenio Portela (Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco), Prof. Dr. Roberto Medronho(UFRJ) e Ricardo Burg Ceccim (UFRGS), além de estudantes da graduação e pós-graduação em saúde, das diversas instituições brasileiras de ensino superior. Na oportunidade, debatemos o campo profissional, o ensino e a pesquisa em saúde coletiva, e questionamos esta formação desconectada às demandas e necessidades da população. Foi sugerida a construção de teses para o próximo congresso e a permanente participação dos estudantes em espaços de diálogo dentro da Abrasco para contribuição no debate da formação e ensino em saúde coletiva.
 
Deixamos aqui, um agradecimento especial aos Profs. Luis Augusto Fachinni e Lígia Bahia, pela oportunidade e permanente apoio colocado nesta proposta de construção de um congresso democrático com a participação dos estudantes de graduação e pós-graduação para além do caráter científico do evento.
 
Por fim, colocamos que os espaços de debate político que tivemos a oportunidade de construir e participar do congresso foram extremamente importantes e que os frutos desta participação se consolidam na aproximação maior com diferentes atores/instituições e na agregação/articulação de novos militantes para o movimento da saúde coletiva.
 
 
Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG)
Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS)


Representantes de diversas entidades reunidos em São Paulo, para debater os problemas e avanços da educação na América Larina. Créditos: Anderson Nogueira (Clique na imagem para ampliar)
No último dia 13 de novembro de 2012, foi realizada uma reunião com a presença de representantes das universidades e organizações regionais e/ou continentais da América Latina, em São Paulo. O encontro acontece com vistas a discutir os principais problemas e avanços da educação na América Latina, bem como buscar criar um marco regulatório na região, em especial, às Universidades.
 
Estavam presentes os reitores de diversas universidades da América Latina (Argentina, Colômbia, México, Bolívia, Uruguai Nicarágua e Brasil), organizações de caráter regional (Conselho de Reitores da América Central – CRAC, Associação do Grupo de Universidades Montevidéu – AUGM), representantes de governo (Secretário de Políticas Universitárias do Governo da Argentina), e organizações estudantis (Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes- OCLAE, União Nacional dos Estudantes – UNE e a Associação Nacional dos Estudantes – ANPG – representado pelo seu diretor de direitos – Anderson Nogueira).
 
Os representantes das universidades da América Latina e entidades estudantis, com destaque à ANPG e UNE (que também representava a sociedade civil) “deu os primeiros passos” para a criação de um marco regulatório para a educação na América Latina, bem como à homogeneização dos cursos universitários (graduação e pós-graduação) e pesquisa, nesta região.
 
É importante destacar que este marco regulatório é realizado não de forma unilateral entre os governos da América Latina ou Organizações Internacionais, mas sim entre as redes universitárias e das entidades estudantis e civis (com importante participação da ANPG), sendo que, neste evento, foram firmado os primeiros acordos entre as instituições presentes.
 
Memória
 
Desde a primeira reunião (Havana – Cuba), busca se criar um marco regional para a integração entre as universidades. Ademais, com o avanço de alguns governos progressistas na região nos últimos anos e com o aumento de alunos cursando graduação e pós-graduação nestes países, a discussão sobre um marco regulatório na América Latina ganhou ainda mais força. 
 
Com o aumento do “intercâmbio universitário”, encabeçado principalmente pelo programa “Ciência Sem Fronteiras” (Brasil), diversas universidades e órgãos regionais passaram a discutir, de forma multilateral, no sentido de criar um marco regulatório para o progresso da educacional na região. Neste diapasão, o Mercosul também tem feito esforços para uma atuação além do setor econômico, por isso, buscou-se o Estatuto Social do Mercosul.
 
Texto: Anderson Nogueira, Diretor de Direitos da ANPG
  

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Jouhanna do Carmo Menegaz é mestre em Enfermagem; Secretária Geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos e membro do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das maiores e mais impactantes políticas sociais do Brasil. Quiçá poderia constar dentre as políticas sociais mais impactantes do mundo. Com princípios doutrinários e organizativos que refletem o desejo de anos de construção dos movimentos acadêmicos e populares (em especial o da reforma sanitária) por mais justiça social, se expressa como uma política que para além de bela em essência é concretamente garantidora de direitos, uma vez que, dentre outros feitos importantes, paulatinamente garante o acesso aos serviços de saúde em diferentes níveis de atenção em saúde a milhões de brasileiros nestes vinte e dois anos de institucionalizado. 
 
Acredito ser importante ao falar de SUS, para além disso, considerá-lo também na perspectiva de promotor de guinada na compreensão acerca das formas de conceber e produzir saúde, movimento o qual demandou e demanda até os dias de hoje esforços colaborativos de diferentes atores para sua consolidação dado o tamanho da mudança implicada. Esforços estes que envolvem o campo da gestão, do cuidado, da pesquisa e da formação em saúde, tema particular sobre o qual desejo discorrer neste texto. 
 
O tema da formação em saúde, em especial no que tange a concepção e a ordenação, é uma reivindicação basal do movimento da reforma sanitária, uma vez que a educação dos sujeitos é, no bojo deste debate, compreendida como pilar de sustentação de toda e qualquer proposta de mudanças, sejam estas progressistas ou não; institucionalizadas em escolas e universidades ou compreendidas como permeáveis a outros cenários sociais. E considerando o cenário de mudanças proposto pelo SUS, certamente a formação inicial e permanente foi e é constantemente entendida como fundamental para o êxito do SUS e de uma infinidade de políticas de saúde que se desdobram a partir dele. 
 
Tanto o é, que atualmente são significativos os recursos e políticas destinadas a esta área, em particular sob a condução da Secretária de Gestão da Educação do Trabalho em Saúde (SGTES), espaço criado com o intuito de consolidar e operacionalizar nas áreas de trabalho e formação a aproximação política entre os ministérios da Educação e da Saúde com vistas a auxiliar na consolidação de formação para o SUS. Esta movimentação que adquiriu solidez em grande medida em virtude da orientação de substituição de currículos mínimos por diretrizes curriculares nacionais e das necessidades cotidianas de formação apresentadas pelos serviços e pelas escolas com a vigência da nova política, impulsionou a construção de bom número de táticas de reorientação da formação inicial e permanente na direção do SUS e de seu processo de consolidação. Contudo, neste debate geralmente a formação de pós-graduação possui papel coadjuvante, fato que poderia ser explicado por diversos motivos, mas que não abordarei aqui.
 
Compartilho da avaliação de significativa parte dos pesquisadores e profissionais que vivenciam e estudam a formação em saúde de que a SGTES vem cumprindo papel estratégico e tem atuado de forma importante na reorientação da formação inicial e na formação dos trabalhadores do SUS, já acumulando impactos positivos. Todavia, tem tido ainda tímidas e recentes iniciativas com relação a formação docente e de pós-graduação na modalidade stricto sensu, deixando existir por conta disso lacunas importantes neste movimento de reorientação. Tímidas se comparadas ao programa Nacional de Reorientação da Formação em Saúde (PRÓ-SAÚDE), ao Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-SAÚDE), a política de educação permanente e aos programas de residências médica e de saúde encampados pela secretaria.  
 
Estas lacunas são produto de uma desarticulação do debate. É comum a percepção de que algumas políticas relacionadas não apenas à saúde, mas a formação de pessoas, em geral, não tem sido debatidas e introduzidas de forma sinérgica em todos os níveis e modalidades de ensino, como deveriam se apresentar e articular partindo da compreensão ou ainda do desejo de existência de um Sistema Nacional Articulado de Educação. Na área de saúde isto pode ser exemplificado se considerarmos a debate da formação para graduação dissociado do de pós-graduação, assim como a marcante diferença de compreensão acerca de contribuições para a consolidação do SUS expressas pela SGTES, grande agente das mudanças de formação para o SUS e a política para a área delineada no Plano Nacional de Pós-Graduação, (PNPG) 2011-2020 norteador da política de pós-graduação stricto sensu brasileira.
 
Ao passo que a SGTES expressa e materializa em suas ações um movimento de reorientação de formação para o SUS com o intuito de formar profissionais capazes de atuar no sistema, conhecedores das políticas de saúde, com perfil mais voltado ao trabalho no cotidiano dos serviços de saúde, destacando para tal o papel das escolas e da gestão dos serviços neste processo, o PNPG destaca a importância da contribuição da pós-graduação stricto sensu essencialmente no que tange à inovação e ao desenvolvimento tecnológico com capacidade responsiva a questões de saúde humana, distanciando-se desta importante discussão e fazendo com isso com que que pouco existam encaminhamentos e diretrizes sobre a formação nesta modalidade.
 
Ainda que com pertinentes enfoques, entendo que, nesta toada, ambos compreendem seu espaço de atuação e elaboração de forma limitada, os quais poderiam no que diz respeito à saúde, inclusive, ter elaboração e atuação mais partilhados, cujo elemento de unidade seria ainda e como já o parece ser, a consolidação do SUS. Limitadas porque me parece inconcebível que a formação para o trabalho em saúde deva se dar essencialmente de forma instrumental como por vezes se compreende a formação por competências e demasiadamente focada no ensino fornecida na graduação e conduzida por alguns programas de reorientação, sem possibilitar ao estudante atividades de extensão comunitária, contato com a iniciação científica, com a militância em saúde e muitos outros potenciais espaços de aprendizagem e maciçamente na modalidade lato sensu para os trabalhadores da rede e da gestão.
 
Nesse âmbito, não se pode pensar ainda a formação para os que já estão no trabalho de forma doutrinária, cuja intenção é a de apenas prepara-los para operacionalizar as políticas de saúde em curso – sendo para tal quase sempre o caminho de escolha de pós-graduação a modalidade lato sensu, aqui centrada na ênfase nas residências. Da mesma forma não se pode pensar no âmbito stricto sensu que a contribuição para a consolidação do SUS se dará através essencialmente da produção, partindo do pressuposto de que temos estrutura humana e material para isso, fato que demanda inclusive uma formação essencialmente centrada na pesquisa, sem considerar que também há necessidade de vivência na docência e a interface com o próprio serviço para a formação de bons professores e gestores, elemento este tão importante e enfatizado na formação inicial. É interessante destacar que mesmo que neste texto se optasse por defender a primazia da pesquisa na formação de pós-graduação, teria de reconhecer que muito do que é produzido hoje na academia, produções de grande relevância, elaboradas por profissionais que atuam na rede, sequer são absorvido pela gestão, pelo ensino, pelo serviço. 
 
No fim das contas, parece existir na área de saúde a necessidade de revisões de concepção e forma. Uma vez que, por mais que as modalidades de pós-graduação tenham intencionalidades diferentes e percebam suas contribuições também de forma diferente (algo saudável do ponto de vista formativo, visto que as demandas por profissionais de saúde são de ordens e perfis diferenciados, de forma que um único modelo, seja ele essencialmente centrado na pesquisa ou essencialmente centrado no ensino ou no próprio trabalho, não parece ter condições de responder sozinho às necessidades de consolidação do SUS, em especial as necessidades de formação de pessoas) estas modalidades para dar conta dos desafios do SUS não deveriam centrar-se exclusivamente em perspectivas unilaterais. Nem só ensino, nem só pesquisa. Não introduzirei a extensão neste bojo porque ela apesar de ser fundamentalmente importante pouco habita a formação de pós-graduação.
 
Precisamos entender que algumas das razões para as limitações sinalizadas residem em questões mais de fundo do que podem parecer à primeira vista, não dizendo respeito apenas ao entendimento da necessidade de que há de se partilhar atribuições para este ou aquele órgão. São limitações que dizem respeito a concepção e criação destes espaços, ao já naturalizado distanciamento entre graduação e pós-graduação; a antiga dicotomia entre o fazer e o pensar imbricada nas modalidades de formação, do ensino técnico e graduação, da pós-graduação lato e stricto sensu e que dizem respeito ainda ao nosso modelo de estado, baseado num modelo clássico e burocrático de administração que impede muitas vezes a intersetorialidade e o diálogo coletivo para a resolução das mesmas questões. 
 
Entendo que nos que diz respeito a uma vinculação mais direta ao SUS, hoje a SGTES se destaca, pois se constitui de agente com potencial ordenador, cujo instrumento para tal são as diretrizes curriculares, os programas de reorientação conduzidos pela secretaria e a política de educação permanente, enquanto que a CAPES não possui para a área da saúde nenhum elemento concreto para além do desejo de constituição de uma frete vultuosa de inovação em saúde cujo instrumento para tal é basicamente a abertura de editais de fomento a grupos e linhas de pesquisa (que em maioria são abertos por outras agências como o CNPq, por exemplo) para dar consequência e resposta a sua intencionalidade. Dito isso, me parece que a SGTES possui maior acompanhamento e capacidade de aferir o retorno do que propõe e fomenta.
 
Entretanto, é preciso somar esforços e potencialidades da SGTES e da CAPES na direção de uma atuação unificada. Para tanto, a formação direcionada a consolidar o SUS é elemento estratégico e precisamos compartilhar elaboração e atuação política para que ampliemos horizontes e assentemo-nos em uma compreensão de que a pós-graduação stricto sensu não é superior por formar mestres e doutores e tem condições de contribuir para a além de sua produção cientifica para com a formação inicial, de gestores, docentes e profissionais de saúde que atuam na ‘ponta’, assim como a formação lato sensu possui papel essencial na formação no e para o trabalho em saúde, partilhando ambas do grande desafio de formar profissionais que farão do SUS o sistema que profissionais, gestores e usuários desejam. Ambas necessitam estar assentadas na qualidade e no compromisso partilhado de consolidação do SUS, ambas necessitam estabelecer diálogo por parte dos órgãos competentes por sua execução.
 
 

 A Associação Nacional de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG-UFBA) organizou a Semana Nacional de Mobilização pelo PL dos Pós-Graduandos para a primeira semana de Dezembro, tendo em vista que até o dia 21 de novembro os estudantes encontravam-se em recesso. As atividades abrangem panfletagens e debates sobre a pauta nacional dos estudantes no que se refere às bolsas de Pós-Graduação, política permanente de valorização das bolsas, PL dos pós-graduandos, a Pós-Graduação no Brasil, na Bahia e na UFBA e as pautas estudantis locais.

 
Leia abaixo a carta de divulgação da Semana: 

SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO
APG-UFBA/ ANPG

“40% de Reajuste Já! Por uma Política Permanente de Valorização das Bolsas” 

Colegas estudantes da pós-graduação da UFBA, 
 
Sabemos que o desenvolvimento da ciência e tecnologia é fundamental para um país soberano e que o caminho para conquista desta soberania começa pela valorização dos pesquisadores e pela garantia das condições dignas de pesquisa. 
Entretanto, o que se viu nos últimos anos é contraditório com essa necessidade: corte da bolsa “auxílio defesa”, não garantia da 13º bolsa, exclusão dos pós-graduandos do direito à assistência estudantil (vagas nas creches, residências e acesso aos restaurantes universitários), acrescido do fato de que apenas 30% dos estudantes de pós-graduação são bolsistas no Brasil! 
 
Somada a essa situação calamitosa, chegamos a 2012 completando 4 anos sem nenhum reajuste no valor das bolsas de pesquisa, com um déficit inflacionário de 40% !! Este quadro levou a estudantes de pós-graduação de todo país, junto a suas entidades representativas (APG´s e ANPG) a iniciarem uma forte mobilização na luta pelo reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa e por melhores condições de estudo e pesquisa, mobilização essa que já conquistou a licença-maternidade para as pós-graduandas, bem como permitiu o reajuste de 10% das bolsas em julho de 2012, e ainda arrancou o compromisso do MEC de um novo reajuste de mais 10% para o início de 2013. 
 
Tais conquistas mostram sim a força do movimento estudantil da pós-graduação, porém, essas foram vitórias parciais! É preciso que o governo federal inverta sua prioridade: recomponha os cortes de 2012 que atingiram diretamente o MEC e o MCTI e pare de destinar o dinheiro da União para o Superávit Primário! 
 
Na UFBA a situação da pesquisa e da pós-graduação não é diferente! As condições das salas de aula e laboratórios é ruim, faltam professores, faltam bolsas, nosso acesso a assistência estudantil é ínfimo e ainda temos nossa autonomia enquanto movimento estudantil atacada! 
 
Colegas! Em novembro, a Associação Nacional de Pós-Graduandos realizou uma série de atividades em todo o Brasil para colocar na mesa do governo federal a necessidade imediata de reajustar em 40% as bolsas e valorizar a pesquisa e o pesquisador no Brasil. Como estávamos de férias em novembro, agora chegou a nossa vez de levantar as bandeiras dos estudantes da UFBA. 
 
Participe conosco da Semana Nacional de Mobilização da ANPG – APG UFBA 
 
Confira a programação aqui
 
Saiba mais pelo site: apgufba.blogspot.com.br
 
 
Da redação com informações da APG/UFBA
 
 
Palestra do Márcio Castro Filho, Diretor de Programas da CAPESCrédito: Tiago Matsushita (clique na imagem para ampliar)

Durante o Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (FROPOP) foi anunciado o aumento do número de bolsas do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), que são distribuídas pelas universidades confessionais (PUCs e similares).  De acordo com a palestra do Márcio Castro Filho – Diretor de Programas da CAPES o número de bolsas será expandido de 3730 alunos contemplados para 9068. Segundo o relato, a meta é investir cerca de R$ 116.384.900,000 no próximo ano.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos considera esta uma importante conquista do movimento. Protagonista da luta dos pós-graduandos, a ANPG tem defendido em seus fóruns de debate a expansão das bolsas de pesquisa no país, bem como, o fortalecimento dos mecanismos capazes de subsidiar e garantir a qualidade das pesquisas e dos pesquisadores brasileiros. 
 
Desde Agosto de 2012, a associação tem acento na comissão que acompanha as ações do ministério da educação. No bojo das diversas reivindicações apresentadas pelos pós-graduandos, a necessidade da ampliação dos projetos de expansão é pauta recorrente. 
 
Diante deste novo cenário que diz respeito ao ensino privado, a luta por um Fundo de Investimento Estudantil (FIES) que beneficie também os pós-graduandos – oportunizando a entrada, a permanência e as condições de estudo e pesquisa – está sendo analisada pelo MEC, em decorrência do comprometimento dos estudantes em conquistar tal medida. 
 
Flexibilização da Licença
 
Outra conquista importante anunciada na reunião, trata-se da suspensão temporária da bolsa em casos específicos, em que tal licença se faz necessária como, por exemplo, em casos de saúde. A minuta em debate prevê a suspensão pelo período de até seis meses.
 
Da redação
Confira a íntegra da carta enviada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no dia 9 de novembro.
 
Senhor Ministro,
 
A competitividade de um país, em um mundo no qual os mercados são globalizados e a velocidade da geração de conhecimento e da disseminação das informações é enorme, está associada ao desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação. A existência de um marco legal moderno e desburocratizado de modo a fomentar a pesquisa e o desenvolvimento em patamares de excelência é uma das condições para que esse desenvolvimento ocorra.
 
Há no Brasil um conjunto de legislações fundamentais para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), tais como a Lei de Licitações, a Lei de Inovação e a Lei do Bem, que representam avanços legais, mas, no entanto estão aquém do dinamismo e da realidade do setor.
 
A inovação, a criação de novas tecnologias, o desenvolvimento de novos produtos e processos são importantes para aumentar a competitividade brasileira no cenário internacional, mas também, e em especial, para beneficiar toda a população brasileira, contribuindo com o aumento do IDH regional e nacional, com a geração de novos empregos, com a circulação de riquezas e, em consequência, com o aumento de arrecadação que se reverte em prol de todas as demais políticas públicas.
 
Investimentos consistentes nas ações específicas e na valorização dos atores que compõem o Sistema Nacional de CT&I, tais como universidades, institutos e centros de P&D, agências de fomento federais e estaduais, secretarias gestoras de CT&I nos Estados, empresas que executam projetos inovadores, pesquisadores, são essenciais para consolidar tal Sistema.
 
A proposta de um Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que tramita concomitantemente na Câmara dos Deputados (PL 2177/2011) e no Senado Federal (PLS 619/2011) objetivou tornar mais célere e descomplicada as regras para aquisições e contratações, no âmbito da CT&I.
 
No entanto, está desnecessariamente longo e burocratizado. A ciência e a inovação cursam na fronteira do conhecimento, e necessitam de uma base legal que atenda às frequentes mudanças dos quadros locais e mundial. Os decretos e portarias ligados à ciência e inovação devem ter como base um código abrangente que norteie conceitos. Este código tem que prever possibilidade de mudanças de forma a assegurar as atividades na fronteira do conhecimento.
 
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência acredita que o Código deve conter princípios e não um conjunto detalhado de procedimentos operacionais e linhas punitivas. Não deve conter regramento, mas sim dar as bases para um regramento mais facilmente mutável, de acordo com as necessidades e aprimoramentos decorrentes da evolução dos fatos. As atividades de CT&I envolvem uma dinâmica que requer contínuas atualizações nas regras e controles, baseadas em um código de princípios legais mais permanentes, mas também estes atualizáveis periodicamente. 
 
Abaixo pontuamos alguns aspectos que, no entendimento da SBPC, devem ser reconsiderados na proposta existente ou não devem constar na proposta legal. Não nos esquecemos de também apontar os aspectos positivos.
 
Para continuar lendo, clique aqui
 
Fonte: Jornal da Ciência 
clique na imagem para ampliar
 O Centro de Estudos do Icict – Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde – CEIcict,  realiza no dia 26/11, o seminário “Linha de Pesquisa: discussão conceitual e prática institucional”, onde será abordado como as linhas de pesquisa se aplicam na prática do dia-a-dia de instituições e empresas público-privadas.
 
A abertura será feita pela vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez, o diretor do Icict, Umberto Trigueiros, o vice-diretor de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico, Christovam Barcellos, e o coordenador do CEIcict, Antonio Marinho.
 
O evento será realizado no auditório do Museu da Vida, das 10 horas às 13 horas, e terá duas palestras. A primeira – ‘Em busca do conceito de linha de pesquisa’, será ministrada pelo professor da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Sistemas Institucionais, Jairo Andrade. A segunda é ‘Panorama institucional e o conceito de linha de pesquisa’, dada pela pesquisadora do Icict e chefe do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces), Alice Ferry, e pelo pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, Eduardo Martins.
 
O evento é voltado para pesquisadores de programas de pós-graduação – professores e alunos. Durante as palestras, será discutida a importância de se ter linhas de pesquisas que sejam de natureza institucional e não individual, tornando-as pertinentes às linhas de seus programas de pós-graduação ou grupos de pesquisa.
 
Não há inscrições e não serão distribuídos certificados. Os interessados devem chegar 15 minutos antes do horário para garantir o seu lugar. O Museu da Vida fica dentro da Fiocruz, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos.
 
 
Serviço:
 
Evento: “Linha de Pesquisa: discussão conceitual e prática institucional”
Data e horário: 26/11, segunda-feira, de 10h as 13h
Local: Museu da Vida/Fiocruz, na na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos.
 
Entrada franca (não haverá emissão de certificados)
 
Fonte: ASCOM 

 

 

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, no período de 25/09/2012 a 26/11/2012, referente a teses e dissertações defendidas em 2011.

O Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade premiará teses de doutorado e dissertações de mestrado que tragam ideias, soluções e processos inovadores para questões como redução do consumo de água e energia, redução de gases do efeito estufa (GEE), aproveitamento, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e/ou rejeitos e tecnologia socioambiental com ênfase no combate à pobreza. O prêmio se refere às teses e dissertações defendidas no Brasil em 2011 e foi criado a partir de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Vale, firmada durante a conferência Rio +20.

O vencedor do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade de Tese de Doutorado receberá R$ 15 mil e uma bolsa para realização de estágio pós-doutoral de até três anos em instituição nacional, podendo converter em um ano fora do país em uma instituição de notória excelência na área de conhecimento do premiado. Já o ganhador de Dissertação de Mestrado receberá R$ 10 mil e uma bolsa para realização de doutorado em instituição nacional de até quatro anos. Os orientadores também serão prestigiados, recebendo auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional e internacional, relacionado à área temática da tese. No caso de mestrado, o orientador vai receber R$ 3 mil e o de doutorado, US$ 3 mil.


Acesse o edital aqui
 
Fonte: Capes 
Luana Bonone, presidenta da ANPG, compõe a mesa da audiência pública na UFMG Crédito: Guilherme Dardaham (clique na imagem para ampliar)

Em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia de Minas Gerais, realizada na tarde de quarta-feira (21), a Associação Nacional de Pós-Graduandos e representantes das Associações de Pós-Graduandos do Estado, debateram junto aos parlamentares, pautas importantes defendidas pelo movimento da pós-graduação brasileira. 

Luana Bonone discorreu sobre o quadro atual dos pós-graduandos e  suas principais demandas: aumento do número de bolsas de estudo, reajuste no valor, acesso a garantias trabalhistas e o PL dos pós-graduandos.  A presidente da ANPG afirmou que a política de valorização dos pesquisadores passa também pelo acesso a benefícios dados aos trabalhadores formais, como direitos à previdência social e à licença-maternidade. “Hoje, o pós-graduando que precisa se afastar para tratamento de saúde se encontra desamparado”, afirmou.

Também foi debatido na reunião a Portaria Conjunta Capes/CNPq nº 01/2010, que autoriza os pós-graduandos a acumularem as bolsas com outras atividades remuneradas, desde que contribuam para sua formação acadêmica, científica e tecnológica. 

O representante do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, João Roberto de Mattos, disse concordar com as demandas, mas apontou alguns obstáculos. “Estamos trabalhando junto ao Ministério da Educação para aumentar o número de bolsas, que em 2011 somaram 180 mil. Mas as contingências são muitas. Para dar um reajuste de 20% até 2013 tivemos que cancelar a concessão de novas bolsas”, declarou.

O deputado Paulo Lamac e o presidente da comissão, deputado Bosco (PTdoB), se comprometeram a formalizar as reivindicações das associações de pós-graduandos por meio de requerimentos a serem apresentados em reunião posterior.

Veja as fotos da atividade aqui

Fonte: Da redação com informações da ASCOM ALMG 

 

 

Texto de Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG), publicado na edição de 20 de Novembro do Jornal da Ciência
 
 
O Brasil alcançou no ano passado o 13º no ranking de produção científica. Trata-se de uma conquista meritória, digna de elogios. Entretanto, a demanda de desenvolvimento do país exige uma agenda de diversificação dos modelos de pós-graduação e das modalidades de bolsa no país, assim como na própria formação escolar. Os pós-graduandos brasileiros têm algumas propostas que buscam dialogar com o momento de efervescência em termos de políticas de educação e ciência e tecnologia que vive o país.
 
O Brasil nos rankings científicos
 
O Brasil é hoje o 13º país em termos de produção científica no mundo. Tal posição foi conquistada por meio da implementação de políticas importantes para o desenvolvimento da nossa pós-graduação, como o próprio processo de expansão do número de programas, de discentes, de docentes e de bolsas de pesquisa (acompanhando o processo de expansão das universidades federais), assim como um importante esforço de abrir as universidades brasileiras para um virtuoso processo de internacionalização. Embora haja um debate importante sobre o nível de produtivismos exigido de docentes e discentes, há que se ressaltar que os mecanismos de avaliação da pós-graduação também jogam um papel importante neste processo, até pela centralidade que a pesquisa assume nos cursos de pós-graduação brasileiros.
 
Tal mérito não deve ser desconsiderado ou menosprezado como um resultado meramente estatístico. Trata-se de uma conquista importante a um país que busca se posicionar de forma estratégica no cenário internacional. Entretanto, a demanda de desenvolvimento das forças produtivas e também a urgente necessidade de desenvolvimento social do país impõem uma agenda de aceleração deste processo de expansão da educação superior e de reavaliação dos próprios modelos de educação e de formação de recursos humanos na pós-graduação. A palavra de ordem deve ser diversificação, na pós-graduação e também na escola, embora a forma deva ser diferente nos dois casos.
 
Diversificar a formação de recursos humanos
 
A pesquisa de base é fundamental para o desenvolvimento de qualquer projeto e deve ser valorizada, mas a universidade precisa fornecer muito mais do que pesquisadores acadêmicos e professores universitários à sociedade: nossa pós-graduação precisa formar gestores públicos, pesquisadores capazes de atuar no setor produtivo, educadores preparados para a realidade concreta das escolas e universidades brasileiras, profissionais qualificados/especializados nas mais diversas áreas e uma infinidade de outros perfis que dêem conta de participar da consecução de um projeto de nação democrática e soberana.
 
Tal objetivo pode ser cumprido com medidas como a diversificação da formação na pós-graduação (por meio de mestrados profissionais, especializações, mestrados e doutorados sanduíche ou doutorados plenos no exterior, como faz o ousado Programa Ciência Sem Fronteiras, entre outros). Redefinir o papel dos Institutos de Pesquisa também é uma medida importante, como vem debatendo o MCTI. Tais medidas apontam um caminho importante que vem sendo trilhado pelas instituições de C,T&I no país.
 
Mas o Estado ainda precisa conseguir promover políticas de integração do próprio setor produtivo com a pesquisa, um grande desafio a ser enfrentado e cujas melhores respostas até agora vêm das incubadoras de empresas inovadoras e parques tecnológicos. Acredito, ainda, que um mesmo programa de pós-graduação pode ser capaz de formar perfis diferenciados de pesquisadores e profissionais e, sem dúvida, a diversificação das modalidades de bolsas de pós-graduação também pode ser uma resposta interessante a essa demanda.
 
É neste contexto que vem sendo debatida e maturada nos debates entre os pós-graduandos brasileiros a ideia da diversificação de modalidades de bolsas. Uma proposta que venho apresentando em espaços como os encontros preparatórios para o Fórum Mundial de Ciência é a ideia de uma modalidade de bolsa de pós-graduação e financiamento de projetos voltados à extensão em programas de mestrado e doutorado.
 
Durante toda a década de 1990 e início dos anos 2000 a extensão foi pouco ou nada valorizada dentro das universidades públicas e praticamente inexistente nas instituições privadas. Ocorre que a extensão é justamente a prática voltada a implementar junto à sociedade o conhecimento produzido dentro dos altíssimos muros que cercam a Academia. Trata-se da aplicação deste conhecimento por meio de projetos que, muitas vezes, interferem em realidades locais. Apenas no último período tal assunto voltou a ganhar relevo, por interesse do ministério da Educação e convencimento da própria presidente Dilma Rousseff. A pós-graduação deve jogar um papel importante neste sentido, visto que a prática da extensão pode ser uma forma revolucionária de promover a divulgação científica no Brasil (na prática).
 
Bolsa tutoria
 
Um exemplo concreto é a proposta apresentada pela ANPG e muito bem recebida pelo Ministro Aloizio Mercadante de implementação de uma bolsa tutoria, cujo objetivo é promover o processo de melhor integração dos estudantes que entram na universidade com o novo ambiente de aprendizado, promovendo até mesmo uma espécie de nivelamento quando se fizer necessário. Tal debate foi estimulado pela mais importante ação de democratização do acesso à universidade desta década que foi a aprovação da Lei da Reserva de Vagas nas universidades públicas, defendida pelas entidades do movimento educacional há décadas, tendo como primeira propositora a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).
 
Os chamados estudantes cotistas já provaram ser aqueles com as melhores médias nas universidades em que ingressam, entretanto, a qualidade da educação básica no país ainda precisa avançar muito e no processo de implementação de uma nova política de tão grande vulto, é prudente pensar ações que visem dar todo o suporte a este novo público que finalmente terá acesso à universidade pública no Brasil. Isso vai desde políticas de assistência estudantil até o necessário apoio acadêmico, como é a proposta da bolsa de tutoria, onde pós-graduandos fariam uma espécie de estágio-docência que, agregado às atividades de pesquisa que desenvolve no seu programa, justificariam uma nova modalidade de bolsa; e os estudantes de graduação que assim desejassem cumpririam atividades ministradas por esses pós-graduandos no intuito de serem inseridos ao processo de aprendizado e desenvolvimento de conhecimento que marcam a vida universitária, em grupo sempre coordenado por um professor-pesquisador.
 
Educação científica na escola
A experiência da extensão poderia contribuir, ainda, para uma das diretrizes previstas no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020), de engajar os programas de pós-graduação brasileiros na melhoria da educação básica no país.
 
O investimento nas escolas brasileiras é urgente e a demanda grandiosa. Uma contribuição que venho apresentando nas reuniões junto à Capes e ao CNPq é a proposta de aproveitarmos melhor os equipamentos públicos de Ciência e Tecnologia existente no país para incrementar a qualidade da educação básica. Isso pode ser feito por meio da associação de institutos de pesquisa com instituições educacionais de ensino básico, como é o caso do Instituto de Ciência e Tecnologia Renato Archer, em Campinas, que se prepara para abrigar um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo em suas dependências . A ANPG é uma entusiasta do projeto e foi convidada a participar dos debates que darão origem ao projeto pedagógico desta ousada empreitada.
 
Apresentamos, ainda, como proposta, a utilização dos espaços de museus, bibliotecas, planetários, observatórios e outros equipamentos públicos, em geral sub-utilizados, para aulas práticas a turmas da educação básica, o que poderia ser feito no contra-turno, aproximando nossas escolas do objetivo apresentado pela presidenta Dilma de implementar a educação integral e, ao mesmo tempo, promovendo a educação científica como um elemento importante que pode agregar qualidade à educação básica no Brasil. A escola brasileira deveria oferecer aulas nesses espaços e também nos equipamentos públicos de esporte e cultura existentes, aumentando a utilização de tais equipamentos e promovendo uma vivência diferenciada do(a) estudante, o que poderia ajudar inclusive no processo do jovem se identificar mais com a escola, um importante fator de evasão no ensino médio.
 
Tal ação poderia ser implementada também por projetos de extensão que ainda agregassem metodologias, estudos sobre currículo e desenvolvimento psicológicos e social de criança e jovens e curso, de forma que a aplicação da pesquisa retornasse como uma contribuição da pós-graduação brasileira de forma efetiva à melhoria da nossa escola.
 
Se o desenvolvimento que buscamos é para dar impulso aos inúmeros potenciais ainda não revelados do continente chamado Brasil, então a aposta na diversificação é uma aposta na maior riqueza que possuímos, o nosso povo. Apenas agregando conhecimento e método à já rica sabedoria e criatividade do povo brasileiro conseguiremos encontrar algumas das respostas que o país procura no rumo de um desenvolvimento que seja para melhorar a vida das pessoas. E precisamos descobrir nossa própria maneira de fazer isso, sem modelos pré-fabricados ou pacotes de medidas pasteurizados e embalados para consumo. A resposta para o nosso desenvolvimento está na nossa própria constituição enquanto nação e é na superação dos gargalos históricos que encontraremos o rumo mais justo.