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A Associação de Pós-Graduandos da Pontífica Universidade Católica do Estado de Minas Gerais (APG/PUC-MG) lançou uma carta aberta sobre o processo de demissão em massa dos professores da instituição. De acordo com a nota, trata-se de medidas que visam a redução de custo, em detrimento da qualidade do ensino. As demissões têm sido promovidas com critérios pouco claros, sem diálogo com a classe. 
 
Leia abaixo a íntegra do texto:
 
 
A PUC Minas é uma instituição de ensino respeitada, com mais de meio século de existência. É a maior Universidade Católica do mundo, a maior Universidade privada do Estado de Minas Gerais, está no ranking das maiores e mais compromissadas Universidades privadas do Brasil.
 
Entre os compromissos assumidos pela PUC Minas com a sociedade estão: a promoção do desenvolvimento humano e social, de modo a contribuir para a formação humanista e científica de profissionais competentes, que tenha como base valores da ética e da solidariedade e compromisso com o bem comum, mediante a produção e disseminação das ciências, das artes e da cultura, a interdisciplinaridade e a integração entre a Universidade e a sociedade.
 
Entre os princípios da Universidade estão: a promoção do bem comum e da dignidade da pessoa humana; o compromisso com a inclusão e a justiça social; integração e pluralismo na articulação e nas concepções de ensino, pesquisa e extensão, respeitados os projetos pedagógicos e as diretrizes fixadas pelos órgãos de deliberação superior e a valorização do mérito acadêmico.
O nascimento da PUC Minas coincide com o reconhecimento de que a educação é um bem comum, que deve ser partilhado por todos (as), um direito que está no rol daqueles que são fundamentais a qualquer ser humano.
 
Essa concepção, infelizmente, foi quebrada na década de 1990 e o ensino universitário passou a ser compreendido, em todo o mundo ocidental, como mercadoria e instrumento para a formação de mão-de-obra, desligado dos compromissos éticos e morais.
 
A PUC Minas foi um importante locus de resistência à essa perversa lógica e muito contribuiu para que hoje no Brasil encarássemos a educação sob o prisma republicano, ou seja, instrumento de formação de consciência cidadã, que propicia a consolidação e radicalização do sistema democrático.
Mas, infelizmente, contrapondo-se à toda sua história e ao atual momento brasileiro, a PUC Minas retrocede. No ano de 2012, a comunidade acadêmica (docentes, discentes, corpo administrativo) está sendo surpreendida pela adoção, pela PUC Minas, de técnicas de gestão de recursos humanos utilizadas nos setores industriais.
 
Isso tem significado a demissão em massa de professores e empregados, com objetivo de redução de custos, sem qualquer preocupação com os aspectos humanísticos e acadêmicos.
 
Na história da PUC Minas esse é o primeiro momento em que se visualiza tais práticas tão desrespeitosas com os direitos humanos e o compromisso com a qualidade acadêmica.
 
As demissões tem sido promovidas com critérios pouco claros, sem diálogo com o Sindicato, abrangendo professores e empregados com longo tempo de relação com a Universidade. Ao adotar essa prática, a PUC Minas deixa de avaliar que a pesquisa acadêmica, de qualidade, se desenvolve em ambientes de cooperação e solidariedade e que a pesquisa demanda tempo e exige a participação de pesquisadores experientes, que se encontram no auge de sua produção intelectual.
 
Jovialidade e experiência, conjugadas, são elementos essenciais para a construção do saber. A lógica industrial não serve para instituições de ensino que possuem o compromisso com a ética e a construção do conhecimento.
 
Além disso, é importante salientar que a educação é uma concessão pública e que a PUC Minas é uma entidade filantrópica que goza de isenções fiscais por tal fato.
 
No ano de 2011, a PUC Minas obteve 50 milhões de lucro, o que, inclusive, quebra sua filantropia. Mesmo assim promoveu aumento das mensalidades, o que gerou o movimento de reação dos estudantes que se expressou no “Eu sambo no Coreu”. 
 
Utilizando o argumento de que os estudantes não aceitaram o aumento das mensalidades, a PUC Minas busca agora destruir a qualidade de seu ensino e pesquisa, algo que o corpo discente não pode aceitar.
 
Assim, a APG PUC Minas- Associação de Pós-Graduandos da PUC Minas vem, a público, manifestar todo seu apoio e solidariedade ao corpo docente e administrativo da PUC Minas, repudiando tal atitude, se colocando à disposição para efetuar mobilizações e discussões e solicitando o apoio de outras entidades do mundo do trabalho, do movimento estudantil e de outros segmentos dos movimentos sociais.
 
Educação não é mercadoria! Não à lógica industrial na Universidade!
 
APG PUC Minas

 

Durante toda semana, a mobilização nacional da ANPG movimentou universidades de diversas regiões. As APGs, comprometidas com a luta dos pós-graduandos, articularam reuniões, manifestações e debates para reafirmar a necessidade de uma política de valorização da pesquisa e o reajuste das bolsas, garantida através do PL dos Pós-Graduandos. 

Na internet, o twittaço chamou atenção dos internautas que aderiram ao movimento #PLdosposgraduandos. 

O abaixo assinado pela valorização das bolsas também foi retomado. Lançado em Fevereiro de 2011, o documento tem por volta de 50 mil assinaturas. 

 

Quer compartilhar a atividade da sua universidade aqui?

 

 
Entre em contato pelo email para [email protected]
 
 APG/UFPE
APG/UFPE reunida com o vice-reitor, Silvio Marques (clique na imagem para ampliar)
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Pernambuco (APG/UFPE) foi recebida na quarta-feira (7) pelo vice-reitor, Silvio Marques, para discutir o PL dos Pós-Graduandos, valorização e outros temas de interesse dos estudantes. Em breve será lançada uma nota sobre os indicativos da reunião.
 
O reitor Anísio Brasileiro e o vice-reitor Silvio Marques, participarão na sexta-feira (9) de um almoço no restaurante universitário. O convite foi feito pela Associação Pós-graduandos UFPE, como parte da programação da Semana de Nacional de Mobilização na universidade. 
 
Antes, às 11h30, os estudantes se reunirão para produzir os materiais de divulgação que serão, posteriormente, espalhados em local de grande circulação.
 
Os pós-graduandos ainda aguardam a confirmação da reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja, que já sinalizou que receberá os pós-graduandos na semana que vem.
 
Acompanhe a APG/UFPE por aqui. Para mais informações, entre em contato com Hercília Melo pelo email: [email protected]
 
 
APG/UFJF
 
A Semana Nacional de Mobilização também segue firme em Juíz de Fora. Na quinta-feira (8) a Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Juiz de Fora (APG/UFJF), promoveu o "Ato-Debate: Direito dos Pós-Graduandos", com a participação do pró-reitor de pós-graduação, professor Fernando Aarestrup.  
 
No começo da semana, a entidade se reuniu com o Reitor, professor Henrique Duque, para apresentar um conjunto de reivindicações que norteiam a luta dos pós-graduandos. Estiveram presentes na reunião, o pró-reitor de pós-graduação, professor Fernando Aarestrup,  e os membros da entidade, Hyllo Nader, vice-presidente da ANPG e mestrando em História, Gabriel, mestrando em Geografia, Franciany, mestranda em História e  Suely Ribeiro, doutoranda em Ciências da Religião.
 
Uma das pautas latentes dos pesquisadores da universidade, consiste em ampliar o acesso ao Apoio Estudantil. Hoje há uma cláusula do edital que impossibilita que estudantes com diploma em curso superior concorreram aos benefícios do auxílio universitário. Tal medida, retira dos pós-graduandos em vulnerabilidade econômica a oportunidade de serem contemplados.  O reitor se comprometeu a apresentar no Conselho Universitário uma minuta com vistas à alterar o texto, permitindo, assim, que  os alunos dos programas de Mestrado e Doutorado participem do edital.
 
Além disso, foi solicitado representação dos pós-graduandos no Conselho Superior da Universidade e participação no Projeto de Universalização de Línguas (PU), que oferece cursos instrumentais em línguas, somente, para os alunos da graduação. Em linhas gerais, as reinvindicações foram bem recebidas e encaminhadas para análise.
 
A valorização das bolsas de pesquisa também foi tema da reunião. O reitor professor Henrique Duque, se comprometeu em levar a  reinvindicação na próxima reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e seguir o caminho do reajuste concedido pela Capes e CNPq, também, na UFJF.
 
 
APG/UNIFESP
 
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de São Paulo (APG/UNIFESP), que acaba de eleger sua nova diretoria, organizou um grande ato em frente ao Edifício de Pesquisa II, na universidade. Com diversos cartazes e palavras de ordem, os pesquisadores reivindicaram pelo reajuste das bolsas de pesquisa. Veja as fotos do ato:
 

Pós-Graduandos manifestam na UNIFESP, durante Semana de Mobilização Nacional. (clique na imagem para ampliar)

 
 

APG/UFMG
 
Em audiência na manhã na quarta-feira, no campus Pampulha, a Associação de Pós-graduandos da UFMG discutiu a proposta de reajuste do valor das bolsas de pesquisa e projeto de lei que prevê a adoção de política permanente de valorização desse benefício.
 
A Audiência Pública tem a intenção de deliberar sobre um índice de valorização permanente que seja elencado durante o evento (ex. PIB, salário de servidor público, etc.), que possa ser levado ao Legislativo pela ANPG. Após a audiência os alunos caminharam até a Reitoria para uma manifestação em prol dos direitos dos pós-graduandos.
 
 
APG/UFBA
 
A Comissão de Mobilização da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG/UFBA) organiza a Semana de Mobilização dos estudantes de Pós-Graduação na UFBA, prevendo-a para o início do mês de dezembro, tendo em vista que até o dia 21 de novembro os estudantes encontram-se em recesso. As atividades em construção abrangem panfletagens e debates sobre a pauta nacional dos estudantes no que se refere às bolsas de Pós-Graduação, política permanente de valorização das bolsas, PL dos pós-graduandos, a Pós-Graduação no Brasil, na Bahia e na UFBA e as pautas estudantis locais. A Comissão de Mobilização convoca a todos os estudantes de Pós-Graduação da UFBA para participação nas atividades da Semana Nacional de Mobilização, cuja programação será divulgada em breve.
 
Para mais informações, entre em contato com Maíra Gentil pelo email:[email protected]
 
 
APG/USP
 
Os pós-graduandos da Universidade de São Paulo se reuniram no Instituto de Química da instituição na quarta-feira (7). De acordo com Marcelo Arias, vice-presidente regional São Paulo, o debate discorreu sobre o PNAES, reajuste de bolsas e, prioritariamente, o PL dos Pós-Graduandos.
 
Crédito: Marcelo Arias (clique na imagem para ampliar)

 

APG/FIOCRUZ

Durante o 4º Fórum de Integração dos Alunos de Pós-Graduação do Instituto Oswaldo Cruz, em Búzios, Rio de Janeiro, os pesquisadores do Mestrado e Doutorado da instituição, reivindicaram por uma política permanente de reajuste de bolsas e uma maior valorização da pesquisa. 

Crédito: Gutemberg Brito (clique na imagem para ampliar)

 

Da redação, com informações das APGs

 
 
 
Considerando a necessidade de inclusão dos pós-graduandos nas ações e objetivos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), a ANPG lançou em 26 de Outubro, uma consulta pública destinada a ouvir as demandas dos estudantes espalhados pelo País. O atual PNAES, executado no âmbito do Ministério da Educação, tem por finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal, visando o atendimento de estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial.
 
A necessidade de reformulação da política vigente, que também é uma demanda do movimento nacional de pós-graduandos e bandeira da ANPG, está sendo levantada na comissão incumbida de acompanhar as ações do Ministério da Educação (MEC) com vistas à consolidação do processo de expansão das universidades federais e de tratar dos assuntos estudantis correlatos ao tema.
 
Para contribuir nesse processo de reformulação, basta acessar este link:
 
 
Da redação
 
 
Após a votação dos royalties do Pré-Sal, que terminou com a substituição do texto que destinava 100% da parcela de estados e municípios à área da educação, pela versão do Senado, que não reserva os royalties para áreas específicas, a comunidade científica e entidades dos movimentos estudantis, seguem mobilizados para garantir que os royalties do petróleo sejam investidos na área da educação.
 
Os movimentos que atuam em defesa de mais investimentos em educação, ciência, tecnologia e inovação já consideram a transição para um novo período de intensa mobilização. Ao lado da ANPG e de diversas entidades brasileiras, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), participaram efetivamente dos debates determinantes neste último período. Em nota encaminhada à presidenta Dilma Rousseff em 01 de Novembro, a SBPC reiterou a necessidade dos recursos do pré-sal contemplar a educação, ciência e tecnologia, citando exemplo de outras nações mais desenvolvidas, onde os avanços na ciência refletem em geração de renda e emprego para a sociedade como um todo. 
 
Helena Nadar, presidenta da SBPC, em entrevista exclusiva para a ANPG, comentou sobre a votação. “Nós vimos que o congresso brasileiro virou as costas para o povo brasileiro. Ao deixar destinar os recursos para a educação, não apostou no Brasil, naquilo que o povo, de fato, precisa. Apostou no imediato.” Afirma.
 
Segundo Helena, em meados da próxima semana, a SBPC deve lançar uma carta oficial em repúdio à votação.
 
Desde que foi anunciada a descoberta da camada pré-sal e seu potencial, a ANPG tem pautado em seus fóruns de discussão, nas ruas e em suas bandeiras a necessidade desta riqueza permanecer nas mãos dos brasileiros, entendendo que a conquista por mais verbas no campo da ciência e tecnologia, e na consequente, valorização da pesquisa e do pesquisador, dependem do forte posicionamento político da entidade a favor dos royalties do Pré-Sal para a educação. 
 
Para Luana Bonone, presidenta da ANPG, a campanha pelas verbas para educação é o fator estratégico para assegurar o desenvolvimento de futuras gerações, portanto, a mobilização não deve parar.  “Continuaremos pressionando o governo, objetivando avançar no rumo de políticas efetivas educação e CT&I no Brasil.” Afirma. 
 
De acordo com a União Nacional dos Estudantes, (UNE) os próximos dias serão de muita conversa e articulação entre as entidades da sociedade civil.  “Essa luta é coesa e une diversos setores. A nossa demanda, do movimento educacional e estudantil, é que nessa década, em que o Brasil desponta como um polo dinâmico haja investimentos robustos em educação”, afirma Daniel Iliscu, presidente da entidade.
 
Neste contexto, estudantes, juventudes populares, partidárias, sindicais, ecumênicas, culturais, dos movimentos de hip hop, LGBTT e ambientais, se reuniram na quarta-feira (7) na sede da UNE com o objetivo de uma grande Jornada de Lutas unitária por mais avanços no Brasil. O coletivo está redigindo um documento que será lançado nos próximos dias. 
 
A ANPG marcou presença, representada por Marcelo Arias, vice-presidente da regional São Paulo. “Acredito que essa iniciativa é de grande valia para o Brasil, pois buscar construir unidade entre muitos movimentos diferentes e construir uma pauta única que busca transformações na sociedade só pode ter resultados positivos. O grupo pretende fazer frente a destinação de mais verbas para Educação, compreendida a Ciência e Tecnologia”. Afirma.
 
A líder do PCdoB na Câmara, deputada Luciana Santos (PE), na quarta-feira (7) apresentou o Projeto de Lei 4.671 repondo a vinculação dos recursos do petróleo para educação, sendo 100% dos royalties dos Estados e Municípios e 50% dos rendimentos do Fundo Social do pré-sal.
 
Na busca por alternativas, nas redes sociais, desde o dia da votação, a campanha pelo “Regulamenta, Dilma” já está sendo replicada, demonstrando que há um forte clamor entorno da pauta. 
Em reunião com ANPG, UNE e UBES, em Agosto deste ano, a presidenta Dilma e o ministro da educação, Aloizio Mercadante, posicionaram-se favorável e se comprometeram a defender que área da educação seja contemplada com 50% do Fundo Social do Pré-sal e 100% dos royalties. 
 
Da redação, com informações da UNE 
 
O Ministério da Educação (MEC) atualizou as regras do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), usado por instituições de ensino superior públicas para ingresso de novos alunos. As principais mudanças das regras servem para que o sistema se adeque à Lei de Cotas que estabeleceu reserva de vagas para estudantes que fizeram todo o ensino médio em escolas públicas e aos alunos de famílias de baixa renda.
 
A lei, que entrou em vigor neste semestre, prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública, com distribuição proporcional das vagas entre pretos, pardos e indígenas. A lei determina ainda que metade das vagas reservadas às cotas sociais – ou seja 25% do total da oferta – sejam preenchidas por alunos que venham de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita. As instituições têm quatro anos para se adequar à norma.
 
O Sisu usará como critério a nota de cada candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No processo seletivo para o primeiro semestre de 2013, valerá a nota do Enem 2012, realizado nos dias 3 e 4 de novembro. A previsão é que as notas sejam divulgas aos candidatos no fim de dezembro.
 
Pelas regras publicadas no Diário Oficial União, os alunos de escolas públicas serão divididos em dois grupos, segundo a renda familiar: menor ou maior que 1,5 salário mínimo por pessoa.
 
Esses grupos são separados em mais dois subgrupos, de acordo com a autodeclaração do candidato da cor da pele: os que são pretos, pardos ou indígenas e os demais.  
 
A reserva de vagas também se estenderá à lista de espera das instituições, que podem ainda aplicar regras de programas próprios de ações afirmativas, desde que os 50% definidos pela lei continuem assegurados.
 
Caso não haja aprovados suficientes para preencher as vagas destinadas a algum dos subgrupos previstos, elas poderão ser oferecidas aos demais subgrupos, na seguinte ordem de prioridade: primeiro, ao que possui a mesma faixa de renda, depois, a qualquer renda, priorizando os pretos, pardos e indígenas. Se o preenchimento não se der mesmo assim, as vagas são disponibilizadas aos demais candidatos.
 
FONTE: Agência Brasil
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), juntamente com o conjunto de pós-graduandos e APGs de todo o país, está promovendo um “twitaço” na quarta-feira (7), a partir das 13h, com a hashtag #PLdosposgraduandos. A ação faz parte da Semana Nacional de Mobilização pelo PL dos Pós- Graduandos e pelo Reajuste das Bolsas de Pesquisa.
 
A quarta-feira (7) foi a data escolhida, como DIA D da mobilização. Além da manifestação virtual através do twitter e facebook, diversas atividades foram organizadas de norte à sul do país. Confira aqui
  
Um abaixo assinado pela valorização das bolsas de pesquisa, também será retomado. Lançado em Fevereiro de 2011, o documento tem por volta de 50 mil assinaturas e a meta é conseguir mais 10 mil durante a semana de mobilização. Acesse aqui   e divulgue o abaixo-assinado.
 
Ajude a compartilhar no Facebook e Twitter!
 
 
 
 
 
 
 
Diretoras da APG/UNIFESP. clique na imagem para ampliar
A nova diretoria da Associação de Pós-Graduandos da  Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), composta somente por mulheres, tomou posse na semana passada, dia 31, após vencer eleição com 115 votos favoráveis a chapa “Trabalhando pela Renovação”. A nova presidenta da entidade é Mariana Toricelli, doutoranda no departamento de farmacologia.
 
Segundo Mariana, o principal desafio da nova gestão é acompanhar os rumos da universidade, agregando todos os pós-graduandos em prol de uma APG unificada. “Queremos fazer uma gestão para todos os pós-graduandos da UNIFESP. A universidade está passando por um período de mudança, onde novos cursos estão sendo abertos e muitos pós-graduandos novos estão entrando. Queremos unificar a UNIFESP, trabalhar em favor de todos os campi (Guarulhos, Diadema, Santos, Vila Clementino, Osasco e São José dos Campos)”. Pontua Toricelli. 
 
As principais reinvindicações que serão travadas no próximo período, dizem respeito a garantia de uma política de auxílio estudantil, como, restaurante universitário, cota total do bilhete único, auxílio moradia e curso de inglês. De acordo com Mariana, a Unifesp está trilhando o caminho para se tornar uma universidade mais plural e democrática. “Estamos muito felizes com a vitória da nova Reitora Soraya Smaili. Ela já foi presidente da APG/UNIFESP e temos certeza que nossas reivindicações serão ouvidas”. Afirma. 
 
 
A nova gestão se comprometeu a fortalecer a luta em conjunto com a ANPG. A primeira atividade é a uma manifestação em frente ao prédio de pesquisa da universidade, a favor de uma política de reajuste. A ação faz parte da Semana Nacional de Mobilização pelo PL dos Pós-Graduandos e Reajuste das Bolsas de Pesquisa, promovida pela ANPG nesta primeira semana de Novembro. (leia mais)
 
Veja a diretoria:
 
Presidente: Mariana Toricelli – doutoranda departamento de farmacologia
Coordenadora Geral: Larissa Coppini – doutoranda departamento de Biofísica
Tesoureira: Alice Santana Morais – doutoranda departamento de farmacologia
Secretária Geral: Anna Karynna – doutoranda departamento de neurologia
Coordenadora de divulgação: Carolina Quintella – mestranda departamento de Nefrologia
Coordenadora de Assuntos Estudantis: Viviane Grassmann Marques – doutoranda do departamento de Psicobiologia
 
Acompanhe as informações da APG/UNIFESP pelo site http://apgunifesp.webnode.com/
 
Da redação

A Semana Nacional de Mobilização está repercutindo em todo país. De 5 a 11 de Novembro, a Associação Nacional de Pós Graduandos está mobilizada em diversas universidades em defesa das verbas do pré-sal para Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação, e por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa. 

A mobilização protagonizada pela ANPG vem em um momento especial para a juventude brasileira. A distribuição dos royalties do petróleo (PL 2565/11) pode ser votada nesta primeira semana de Novembro, garantindo assim a destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal e 100% dos seus royalties para a Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação. 

A distribuição estratégica dos royalties, que contemple às áreas de Educação e Ciência Tecnologia e Inovação, representa uma oportunidade histórica de inserir o Brasil em outro patamar. “A nova lei do Petróleo é o elemento fundante para um país que pretende estar entre as nações protagonistas do mundo”. Destacou Luana Bonone, presidenta da ANPG. 
 
Além das atividades de norte à sul do país, uma carta está sendo enviada aos deputados federais e senadores pautando o pré-sal e o PL dos pós-graduandos, durante toda a semana.  Leia a carta aqui.
 
 
Confira abaixo as atividades da Semana Nacional de Mobilização pelo país: 
 
APG/UFPE

A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Pernambuco (APG/UFPE) será recebida na quarta-feira (7) pelo vice-reitor, Silvio Marques, para discutir o PL dos Pós-Graduandos, valorização e outros temas de interesse dos estudantes.

A quinta-feira (08), será dedicada a produzir os materiais de divulgação que serão, posteriormente, espalhados em local de grande circulação, com intuíto de agregar mais apoiadores às pautas do movimento.  Na sexta- feira (09), a APG promoverá o “Encontro Temático”, para discutir os encaminhamentos da reunião com o vice-reitor e debater o conteúdo referente ao PL dos Pós-Graduandos.

Os pós-graduandos ainda aguardam a confirmação da reunião com o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, que sinalizou agenda para esta semana, e com o secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja, que já confirmou que receberá os pós-graduandos na semana que vem.

Para participar das atividades da APG/UFPE ou mais informações, entre em contato com Hercília Melo, pelo email: [email protected]
 


APG/UFJF

A Semana Nacional de Mobilização também segue firme em Juíz de Fora. Na quinta-feira (8) a Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Juiz de Fora (APG/UFJF), promoverá o "Ato-Debate: Direito dos Pós-Graduandos", com a participação do pró-reitor de pós-graduação, professor Fernando Aarestrup.  A atividade começa às 10 horas no anfiteatro da Faculdade de Comunicação.

No começo da semana, a entidade se reuniu com o Reitor, professor Henrique Duque, para apresentar um conjunto de reivindicações que norteiam a luta dos pós-graduandos. Estiveram presentes na reunião, o pró-reitor de pós-graduação, professor Fernando Aarestrup,  e os membros da entidade, Hyllo Nader, vice-presidente da ANPG e mestrando em História, Gabriel, mestrando em Geografia, Franciany, mestranda em História e  Suely Ribeiro, doutoranda em Ciências da Religião.

Uma das pautas latentes dos pesquisadores da universidade, consiste em ampliar o acesso ao Apoio Estudantil. Hoje há uma cláusula do edital que impossibilita que estudantes com diploma em curso superior concorreram aos benefícios do auxílio universitário. Tal medida, retira dos pós-graduandos em vulnerabilidade econômica a oportunidade de serem contemplados.  O reitor se comprometeu a apresentar no Conselho Universitário uma minuta com vistas à alterar o texto, permitindo, assim, que  os alunos dos programas de Mestrado e Doutorado participem do edital.

Além disso, foi solicitado representação dos pós-graduandos no Conselho Superior da Universidade e participação no Projeto de Universalização de Línguas (PU), que oferece cursos instrumentais em línguas, somente, para os alunos da graduação. Em linhas gerais, as reinvindicações foram bem recebidas e encaminhadas para análise.

A valorização das bolsas de pesquisa também foi tema da reunião. O reitor professor Henrique Duque, se comprometeu em levar a  reinvindicação na próxima reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e seguir o caminho do reajuste concedido pela Capes e CNPq, também, na UFJF.


APG/UNIFESP
 
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de São Paulo (APG/UNIFESP), que acaba de eleger sua nova diretoria, prepara um grande ato na quarta-feira (08), em frente ao Edifício de Pesquisa II, localizado na Rua Pedro de Toledo nº 781, às 12 horas. 
 
Veja o banner de divulgação:
 
 clique na imagem para ampliar

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APG/UFMG

A Associção de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Minas Gerais (APG/UFMG) convida todos os Pós-Graduandos para o debate e audiência pública sobre a valorização dos pós-graduandos. A Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e Pró-Reitoria de Pós-Graduação já confirmaram presença.

A Audiência Pública tem a intenção de deliberar sobre um índice de valorização permanente que seja elencado durante o evento (ex. PIB, salário de servidor público, etc.), que possa ser levado ao Legislativo pela ANPG. Após a audiência os alunos caminharão até a Reitoria para uma manifestação em prol dos direitos dos pós-graduandos.

O debate acontece às 9 horas, na Sala de Seminários 1010 – Escola de Engenharia da UFMG
 
clique na imagem para ampliar
 
Confirme presença no evento aqui

APG/UFBA

A Comissão de Mobilização da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG/UFBA) organiza a Semana de Mobilização dos estudantes de Pós-Graduação na UFBA, prevendo-a para o início do mês de dezembro, tendo em vista que até o dia 21 de novembro os estudantes encontram-se em recesso. As atividades em construção abrangem panfletagens e debates sobre a pauta nacional dos estudantes no que se refere às bolsas de Pós-Graduação, política permanente de valorização das bolsas, PL dos pós-graduandos, a Pós-Graduação no Brasil, na Bahia e na UFBA e as pautas estudantis locais. A Comissão de Mobilização convoca a todos os estudantes de Pós-Graduação da UFBA para participação nas atividades da Semana Nacional de Mobilização, cuja programação será divulgada em breve.

Para mais informações, entre em contato com Maíra Gentil pelo email: [email protected]
 

Quer compartilhar a agenda da sua universidade aqui? Mande para [email protected]
 
Acompanhe e participe da cobertura da Semana Nacional de Mobilização da ANPG!
 
Da redação, com informações das APGs
 
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva/ABRASCO realizará o 10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva no período de 14 a 18 de novembro de 2012 que expressará o elevado padrão científico da Saúde Coletiva, tendo como tema central: “Saúde é Desenvolvimento: Ciência para a Cidadania”.
 
O Congresso será realizado no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e deverá reunir aproximadamente seis mil congressistas, entre docentes, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater e enfrentar os desafios teóricos e práticos do campo.
 
O Abrascão 2012 traz a proposta do Abrasco Jovem – um espaço de integração científica entre a graduação e a pós-graduação, cujos trabalhos tenham os estudantes como os primeiros autores. Nesta proposta, o Fórum Nacional de Pós-graduandos em Saúde da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) esteve representado pelos doutorandos Lúcia Guerra (FSP/USP) e David Soeiro (ENSP/APG/Fiocruz), que participaram ativamente da organização das atividades do evento.
 
O Abrasco Jovem contará com comunicações coordenadas e pôsteres, em período específico e exclusivo das manhãs dos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2012, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Porto Alegre-RS. Este espaço terá em sua programação o Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, que acontecerá no período da tarde durante os dias 16 e 17 de novembro:
 
16 de Novembro (14h-18h)
Local: CENTRO DE EVENTOS PLAZA SÃO RAFAEL
Av. Alberto Bins, 514 – Centro Histórico, CEP. 90030-140, Porto Alegre-RS
 
14h – 16h
Mesa: Formação da Pós-graduação em Saúde para consolidação do SUS
 
Jouhanna Menegaz– Secretária Geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG (UFSC)
Mozart Sales – Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde/MS
Rita Barata – Representante – Saúde Coletiva/Capes
Ricardo Ceccim – Rede Unida
Maria Amélia Veras – Fórum de coordenadores de Pós-graduação em Saúde Coletiva
Marcos Vinicius Soares Pedrosa – Diretor de Saúde da ANPG (UNIFESP)
 
16h – 18h
Plenária do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS)
Coordenação: David Soeiro, Lúcia  Guerra, Jouhanna Menegaz, Marcos Asas
 
17 de Novembro (16h às 18h)
Local: Tenda Paulo Freire (UFRGS)
 
Roda de conversa – Graduação e Pós-graduação em saúde coletiva no Brasil: dilemas e perspectivas de atuação no campo
Debatedores: Fórum Nacional de Pós-graduandos em Saúde/Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e Coordenação Nacional dos Estudantes de Saúde Coletiva (CONESC)
 
MEMÓRIA
 


Grupos de debates simultâneos da área de saúde no XXII Congresso da ANPG. (clique na imagem para ampliar)

O Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) foi constituído por estudantes de pós-graduação da área da saúde de todo o país, a partir de um espaço promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduandos durante o XXII Congresso Nacional da entidade (UFRJ -Rio de Janeiro, 2010) que teve como tema “A Ciência não está de braços cruzados. E você? – Avançar na Pós-graduação para Transformar o Brasil”, no qual a vice-presidente da Abrasco Profª Drª Lígia Bahia, juntamente com Prof. Dr. Emerson Merhy (UFF) estiveram presentes nos grupos de debates simultâneos (GDs) da área da saúde.
 
Em maio deste ano, este fórum foi retomado no XXIII Congresso Nacional de Pós-Graduandos da ANPG (UNIFESP – São Paulo, 2012). Trata-se de um movimento permanente de discussões e ações direcionadas aos temas que englobam saúde, alinhados ao Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 e a defesa de um sistema de saúde (SUS) com acesso universal à população brasileira.
 
Desde sua criação, o FNPGS tem realizado diversas atividades descentralizadas, tendo a ANPG como percussora de suas ações. Durante o Congresso da Rede Unida realizado em maio de 2012 na cidade do Rio de Janeiro, os pós-graduandos apresentaram suas contribuições ao debate em carta aberta, reiterando o compromisso do coletivo em aprofundar o debate.
 
O FNPGS também publicou na série especial da Revista Saúde em Debate (CEBES) Desenvolvimento e Sustentabilidade: desafios da Rio + 20 (v.36, p. 116-119, jun. 2012) a “Carta do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde à Sociedade Brasileira”, onde são apresentadas suas pautas, propostas e pretensões, quanto um coletivo de estudantes da área da saúde da pós-graduação brasileira. Acesse a carta na íntegra aqui.
 
Será celebrado nesta terça-feira (06) o termo de cooperação entre as comissões da verdade “Memória e Verdade Anísio Teixeira da Universidade de Brasília” e “Comissão Nacional da Verdade”, às 10 horas, no Memorial Darcy Ribeiro na Universidade de Brasília (UNB).
 
A Universidade de Brasília (UNB) criou a “Comissão da Memória e Verdade Anísio Teixeira da Universidade de Brasília” no mês de Agosto deste ano.  A comissão iniciou seus trabalhos para acompanhar e subsidiar a “Comissão Nacional da Verdade” coordenada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pasta conduzida pela Ministra Maria do Rosário.
 
A diretoria da Associação de Pós-Graduandos Ieda Delgado (APG/UnB) é membro da Comissão da Verdade da UnB na condição de observadora e, além disso, dois de seus membros – Diana Melo e Fábio Borges – integram uma equipe de cerca de 60 pessoas, composta, por chamada pública, no último dia 19 de outubro no Salão de Atos da Reitoria. A equipe é coordenada por um grupo transdisciplinar de professores da universidade, a exemplo de Cristiano Paixão, Beatriz Vargas, Luis Humberto, Fernando Paulino, Cláudio Almeida e José Otávio Nogueira Guimarães (coordenador geral). 
 
A equipe tem a tarefa de realizar uma pesquisa da história documental da Universidade de Brasília entre 1964 e 1985 – considerando 4 grandes frentes de trabalho: a) pesquisa em arquivos; b) oitivas (vídeo e áudio); c) frente de comunicação social; e d) acervos novos – que leve à elaboração de um relatório final a ser encaminhado à Comissão Nacional da Verdade até julho de 2014.
 
A Comissão Nacional da Verdade tem prazo até novembro de 2014 para finalizar seu trabalho investigativo. Além de estudantes desaparecidos, dos professores e funcionários demitidos, reforçou a importância dos trabalhos de investigação da CATMV a suspeita retomada de que o professor e ideólogo da Universidade de Brasília, Anísio Teixeira, teria sido assassinado pelo Regime Militar contrariando as informações oficiais de que sua morte se deu após a queda num fosso de elevador na cidade do Rio de Janeiro. A suspeita foi retomada após a inesperada presença do professor João Augusto de Lima Rocha, da UFBA, que nos trouxe informações que podem mudar os rumos da história oficial acerca da morte do fundador, ao lado de Darcy Ribeiro, da Universidade Nova.
 
A Secretaria de Direitos Humanos, segundo Gilney Vianna, vê outro importante motivo para que as comissões da verdade (Nacional e UnB) atuem colaborativamente nessa nova possibilidade investigativa acerca da história da Universidade de Brasília. 

APG Ieda Delgado (UNB)
Memória
 
Seminário História e Memória do Movimento Estudantil na UNB (clique para ampliar) Créditos:Roberto Menezes Goulart
Ieda Santos Delgado é o nome de uma militante estudantil do curso de direito da Universidade de Brasília desaparecida desde 1974. A atual diretoria da APG/UnB, ao decidir ter um nome próprio e que fosse o nome de um dos estudantes da UnB desaparecidos nos anos 70, recebeu a sugestão de que o escolhido fosse o de Ieda Delgado vinda da pós-graduanda em direito Diana Melo, dando visibilidade à temática da luta das mulheres na resistência ao Regime Militar. 
 
Recentemente, durante uma seção de homenagens às famílias dos estudantes desaparecidos, na abertura do seminário sobre “História e Memória do Movimento Estudantil”, nas comemorações dos 50 anos da Universidade de Brasília, organizado pela APG/UnB, oficializou-se o nome dado à Associação, ao nos solidarizarmos com a família de Ieda Santos Delgado. 
 
O Diretório Central dos Estudantes, o DCE/UnB também leva o nome de Honestino Guimarães, outro líder estudantil desaparecido em 10 de outubro de 1973, e que foi estudante no curso de geologia da universidade.  Além de Honestino e Ieda, há também outro estudante do curso de direito desaparecido, Paulo de Tarso Celestino.
 
Atividades
 
Durante reunião realizada em 19 de outubro, a coordenação da Comissão da Memória e Verdade Anísio Teixeira, tomou conhecimento do seminário realizado pela APG/UnB e da coleta de vários depoimentos de ex-alunos da UnB entre 1962 e 2012, particularmente do período entre 1964 e 1985, e solicitou que as fitas ficassem à disposição dos trabalhos da comissão como fonte de pesquisa e informação.
 
A gravação foi feita com apoio da UnB/TV, a rede interna de TV da universidade coordenada pela Neuza Meller. A equipe da TV/UnB foi orientada previamente por um roteiro feito pelo cineasta Mário Ibraim Salimon, quem irá posteriormente dirigir a produção de um documentário para a APG/UnB. 
 
Na última semana de Outubro, dia 27, aconteceu também um seminário sobre gestão da memória na Universidade, organizado por um coletivo de seguimentos da UnB, como a Faculdade de Ciência da Informação, a Biblioteca, a UnB/TV, a CECOM, o Memorial Darcy Ribeiro, dentro das atividades comemorativas dos 50 anos da UnB e da Semana Universitária 2012. 
 
A APG Ieda Delgado participou de uma das mesas-redondas do seminário, propondo debate sobre a preservação da memória estudantil e foi favorável à proposta de uma política especial de preservação e divulgação do PROMEMEU, feita por Edilberto Campos, do Arquivo Público do Distrito Federal, durante o evento. O acervo PROMEMEU reúne a história da resistência estudantil, sua luta de preservação da memória, e compreende um considerável período tempo sob vigência do Regime Militar. Hoje, o PROMEMEU está guardado pelo CEDOC/UnB. O referido arquivo foi organizado na clandestinidade por uma equipe de estudantes de história articulados em vários centros acadêmicos brasileiros, coordenados pelo próprio Edilberto Campos, quando era estudante de história na Universidade de Brasília.
 
Num outro debate do seminário de gestão da memória tivemos a presença de Vivien Fialho Ishaq, do Arquivo Nacional, local para onde foram todos os documentos da inteligência brasileira, marinha, exército e aeronáutica, correspondentes ao período do Regime Militar. Por conta da lei da transparência, até dezembro de 2012, serão mais de 16 milhões de documentos digitalizados e tornados acessíveis via internet, inclusive.
 
De Fábio Borges, presidente da APG Ieda Delgado (Universidade de Brasília)