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O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União, o Chamamento Público para seleção de projetos do Edital Vivajovem.com. O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), e conta também com a parceria do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural  (SCDC/MinC) .
 
O Edital pretende articular e fomentar ações intra e intersetoriais que integrem a Política de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens, o Plano de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras Drogas, as Políticas de Redução da Morbimortalidade por Violências e Acidentes e de Promoção da Saúde e o Plano de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra.
 
O Vivajovem.com tem como princípio a participação e o protagonismo juvenil como ferramentas estratégicas para a produção de saúde, com o fortalecimento e a construção da autonomia e de projetos de vida, baseados no exercício da cidadania.
 
Os interessados em participar do edital devem trabalhar com projetos que contemplem jovens e adolescentes de 10 a 29 anos como beneficiários diretos. Podem participar da seleção as entidades estudantis e instituições privadas sem fins lucrativos, com experiência de pelo menos três anos nas áreas especificadas no edital, além de órgãos ou entidades públicas estaduais, municipais e do Distrito Federal. O prazo para apresentação dos projetos termina dia 12 de outubro de 2012.
 
Os projetos poderão incluir,como etapa de desenvolvimento,a instrumentalização e acompanhamento dos jovens para que atuem como agentes promotores de saúde no território, fortalecendo redes juvenis locais.
 
O Ministério da Saúde, a UNODC e a SCDC, por meio do Vivajovem.com, pretendem formar uma rede virtual entre os proponentes e os jovens beneficiados pelos projetos para o intercâmbio de experiências e conhecimentos, bem como para a divulgação de boas práticas de promoção da saúde de adolescentes e jovens.
 
Mais informações poderão ser obtidas pelos telefones (61) 3315-9129 ou 3315-9128 ou pelo e-mail: [email protected].
 
Confira aqui  o edital.
Estudo publicado na edição deste mês do jornal científico internacional Plus One mostra que o Brasil evoluiu muito em termos de produção científica na área da tuberculose, mas não houve a contrapartida necessária em termos de inovação.
 
O Brasil saiu de 1% de participação em artigos científicos sobre tuberculose no mundo, em 1995, atingindo 5% de participação em 2010. Essa evolução, porém, não foi acompanhada pelo número de pedidos de patentes depositados por pesquisadores nacionais no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), disse à Agência Brasil o pesquisador do instituto, Alexandre Guimarães Vasconcellos. Ele assina o estudo junto com Carlos Medicis Morel, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Foram depositados 18 pedidos de patentes relacionadas à tuberculose no período.
 
“Da mesma forma que o esforço de publicações de artigos está concentrada nas universidades do Sudeste do país, são esses mesmos atores institucionais que depositam as patentes. Então, a participação da indústria ainda é muito pequena: menos de 20% dos depósitos de patentes têm envolvimento da indústria”, disse Vasconcellos. Isso gera uma preocupação, segundo o pesquisador do INPI, porque “não é adequado esperar que a universidade, sozinha, vá conseguir levar novos produtos para o mercado”.
 
O trabalho efetuado pelos pesquisadores do INPI e da Fiocruz identificou a existência de um gargalo no sistema, que é a baixa participação da indústria nesse processo. Entre os caminhos sugeridos para pensar políticas públicas que solucionem o problema destaca-se o apoio a projetos estruturantes, que permitam ao país inovar na área da saúde, como os que vêm sendo feitos pelo Programa Brasil Maior, do governo federal, e pelo próprio Ministério da Saúde.
 
Um desses projetos é o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia e Saúde (CDTS), que vem sendo construído na Fiocruz, com foco em inovação. O trabalho indica a necessidade de articular as competências nacionais existentes e promover a integração entre indústria e universidade. “A intensa produção científica que a gente está desenvolvendo ainda não está se transformando em novos produtos protegidos por patentes”, disse.
 
Dos 18 depósitos de patentes de nacionais efetuados no Inpi, oito foram indeferidos ou arquivados. Os dez restantes estão andamento. “A gente tem mais de 800 artigos publicados no período e não tem nenhuma patente concedida nesse setor”. Dos cerca de 28 mil estudos publicados no mundo, 860 são de autores brasileiros. Para Vasconcellos, é preciso que a produção científica se transforme em inovação. Ele considera isso fundamental, no caso da tuberculose, para atacar um sério problema de saúde pública brasileiro.
 
Vasconcelos explicou que para ter parceria entre universidades e empresas há necessidade de uma ampla participação dessas duas instituições. “O que a gente mostra é que a participação da indústria no nosso país, em termos de depósitos nessa área, é inferior a 20%. E a universidade, sozinha, não tem estrutura de fábrica”, disse. Para ele, a universidade não vai conseguir levar novos produtos para o mercado, pois precisa da empresa e de projetos como o do CDTS.
 
“É preciso criar essa infraestrutura no país para que essa intensa produção de conhecimento gerada possa desaguar em inovações úteis e fundamentais para enfrentar os desafios da saúde pública no país”, defendeu o pesquisador do Inpi.
 
Fonte: Agência Brasil

No mês de Agosto, pós-graduando de diversas universidades brasileiras, reuniram-se em Brasília para manifestar em defesa de uma política permanente de valorização e pelo reajuste das bolsas de pesquisa. Estiveram presentes alunos integrantes de 16 Associações de Pós-Graduandos (APGs), além de representantes de universidades e movimentos pró-APG. A Caravana a Brasília, além de reivindicar por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, visa concretizar apoiadores para a proposta de origem do legislativo, popularmente conhecida como PL dos Pós-Graduandos.

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Ilustração: Pedro Hamdan Infográfico: Ana Paula Campos Clique na imagem para ampliar

Os investimentos dos estados em pesquisa e desenvolvimento (P&D) cresceram nos últimos anos, mas persiste um forte contraste entre a realidade de São Paulo, que ostenta um constante e significativo volume de dispêndios em P&D em suas três universidades estaduais, e as demais unidades da federação, com sistemas universitários menos desenvolvidos sustentados por investimentos ainda modestos.
 
Um levantamento divulgado pelos Indicadores Nacionais de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é revelador desse fosso. A compilação de dados comparou os dispêndios em P&D de instituições estaduais de ensino superior. Dos R$ 4,5 bilhões investidos pelo conjunto de estados brasileiros em 2010, São Paulo respondeu por quase R$ 3,9 bilhões, ou 86% do total. “São Paulo é um estado que investe muito em ciência e tecnologia quando comparado com o restante do país”, observa Marco Antonio Zago, pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). “Isso é resultado de uma política de estado que teve início há muito tempo, e não da estratégia de um governador”, afirma. Em segundo lugar no levantamento aparece o Rio de Janeiro, com dispêndios estaduais em P&D das instituições de ensino superior na casa dos R$ 208 milhões em 2010, seguido pelo Paraná (R$ 183 milhões), Bahia (R$ 68 milhões) e Santa Catarina (R$ 46,9 milhões).
 
Um total de 9,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado em São Paulo é destinado para a manutenção das três universidades estaduais e se distribui de acordo com o tamanho de cada uma das instituições, sendo 2,344% para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2,195% para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e 5,029% para a USP. “Esses recursos, gerenciados de forma autônoma, garantiram uma base muito forte para as universidades estaduais, propiciando laboratórios de qualidade, docentes em regime de dedicação exclusiva e técnicos de pesquisa”, afirma Zago, que faz uma ressalva: “Embora essa distribuição seja feita segundo o tamanho da instituição e não de forma competitiva, os recursos da FAPESP, investidos em projetos de pesquisa e bolsas, cumprem essa finalidade. Os pesquisadores têm de submeter projetos e são avaliados. E os projetos de qualidade é que são contemplados”, afirma o pró-reitor. Em 2010, o desembolso da FAPESP com bolsas e apoio à pesquisa foi de R$ 780 milhões, pouco mais de R$ 100 milhões superior ao patamar de 2009.
 
A USP, que é a universidade latino-americana mais bem colocada em rankings internacionais, respondeu sozinha por quase a metade de todos os recursos investidos em P&D nos sistemas universitários estaduais, de acordo com os Indicadores do MCTI. Foram R$ 2,2 bilhões em 2010. Já a Unicamp alcançou R$ 1 bilhão, enquanto a Unesp recebeu R$ 655 milhões. A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto aparece na tabela do MCTI com R$ 7,7 milhões aplicados em 2010. A metodologia adotada pelo MCTI abrange os gastos com pós-graduação, atividade das universidades identificada com pesquisa. O cálculo é feito relacionando-se os recursos executados pelas instituições com o número de docentes envolvidos com pós-graduação. Despesas com ensino, técnicos, manutenção de instalações e aposentadorias ficaram fora da conta do ministério, pois não são consideradas dispêndios em P&D. Pesquisa e desenvolvimento, na definição da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é a categoria “que se refere ao trabalho criativo realizado de forma sistemática com o objetivo de aumentar o estoque de conhecimento e usá-lo para desenvolver novas aplicações”. Os dispêndios em P&D são a parcela dos recursos investidos em ciência e tecnologia que, por meio da pesquisa básica e aplicada, ajuda a capacitar os países para a inovação.
 
Continuidade
 
A pró-reitora de Pesquisa da Unesp, Maria José Giannini, observa que uma das vantagens do modelo de São Paulo é a sua garantia de continuidade. “Evidentemente há muitos pesquisadores altamente competentes em universidades federais, mas é comum que o trabalho deles seja impactado pelo contingenciamento de verbas para a pesquisa. Nas universidades estaduais paulistas nós temos amplas condições de estimular os pesquisadores a apresentarem projetos e buscarem recursos, pois a FAPESP sempre prestigia quem tem mérito”, diz ela. Segundo dados da Unesp, nos últimos quatro anos o número de projetos regulares e temáticos aprovados na FAPESP dobrou em relação ao quadriênio anterior. O total de recursos captados pela Unesp em 2011 foi de R$ 151 milhões, diante de R$ 70 milhões em 2007. No caso da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o aumento na captação de recursos foi de 230% no quadriênio.
 
Ronaldo Pilli, pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, enfatiza que as universidades estaduais paulistas têm cumprido um papel importante ao fornecer quadros para o desenvolvimento do país. “Não causa surpresa que os números mostrem uma predominância de investimentos em São Paulo. Mas seria bem-vindo que as empresas ampliassem sua participação no setor de pesquisa e desenvolvimento, pois uma base de recursos humanos nós temos a oferecer”, afirma.
 
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Fonte: Revista Fapesp 
Na presidência rotativa do Mercosul, o Brasil apresentou suas propostas de ciência e tecnologia (C&T) aos demais países do bloco nesta segunda-feira (1º), no Palácio Itamaraty, em Brasília. A primeira reunião do grupo de trabalho sobre o tema envolveu biotecnologia, nanotecnologia, conexão de redes, prevenção de desastres naturais, manejo da água e tecnologia da informação e da comunicação (TIC).
 
Caso aceitas de forma consensual por argentinos, uruguaios e venezuelanos, as sugestões serão levadas pela presidente Dilma Rousseff ao encontro semestral da cúpula do Mercosul, previsto para 7 de dezembro, em Brasília.
 
"O tema C&T se torna cada vez mais importante para nossos países", disse o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Alvaro Prata. "Há decisões que precisamos tomar de acordo com nosso próprio interesse, mas temos muitos objetivos comuns. Devemos, então, convergir com nossas ações e usar de maneira efetiva todos os instrumentos que temos à disposição do bloco."
 
Segundo o chefe do Departamento do Mercosul no Ministério das Relações Exteriores, Reinaldo Salgado, embora os países do bloco reconheçam a importância do tema, o tratamento como prioridade é recente: "Isso começou a mudar no primeiro semestre deste ano, com a presidência pro tempore da Argentina, que apresentou várias propostas na área de ciência e tecnologia."
 
Propostas 
 
O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, propôs quatro ideias relacionadas ao meio ambiente. Uma delas coloca o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) a serviço do Mercosul. "Em função de o Brasil ter investido muito na criação dessa moderna estrutura, o Cemaden funcionaria como um nó, uma rede voltada para estudos dos aspectos físicos e de vulnerabilidade social e também ambiental", explicou Nobre.
 
Na mesma linha, ele sugeriu o aproveitamento de uma iniciativa uruguaia na área de mudanças climáticas. "Já houve uma primeira discussão, no ano passado", lembrou Nobre. "O Saras [South American Institute for Resilience and Sustainability Studies] seria financiado pelo Focem [Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul] e sua instalação física, na cidade de Maldonado, seria interligada a outras regiões."
 
A terceira ideia contemplaria uma visão integrada para a conservação e o uso sustentável dos biomas compartilhados pelos países. "Nesse instituto, o foco seria muito grande na proteção das áreas úmidas, para definir políticas de gestão internacional", destacou o secretário. O quarto ponto da parceria fortaleceria a cooperação técnico-científica das atividades na Antártica.
 
Outra instituição ligada ao MCTI recomendada como infraestrutura para o bloco de países é o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). "Em Campinas, temos equipamentos realmente importantes para as áreas de biotecnologia e nanotecnologia", disse o coordenador-geral de Serviços Tecnológicos do ministério, Jorge Mario Campagnolo. "Esse centro é aberto à comunidade científica, tecnológica e empresarial e, se ampliado, pode atender à demanda do Mercosul. Os recursos seriam da parte do Focem que cabe ao Brasil."
 
A diretora do Departamento de Políticas e Programas Temáticos do MCTI, Mercedes Bustamante, destacou os serviços prestados pelo Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (CBAB). "A biotecnologia talvez seja a área onde há a cooperação mais longa e bem sucedida, por meio do CBAB, que tem se expandido para outros países sul-americanos", afirmou. "Qualquer proposta de centro deve ser pensada no âmbito dessa cooperação, sob o risco de a gente não aproveitar esse acúmulo de experiências, sobretudo em intercâmbio."
 
Redes 
 
Elo necessário para as outras propostas, a integração das redes de pesquisa do bloco ganhou apoio unânime na reunião. A apresentação coube ao diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões. "Os países com crescimento importante na área de ciência e tecnologia têm se preocupado em assegurar o que chamamos hoje de e-ciência, que, no fundo, é a junção de grupos, laboratórios, equipamentos e pessoas, independente da localização", disse. "Especialistas falam que as redes de pesquisa vão ser elementos fundamentais da competitividade e do desenvolvimento de um país."
 
Do MCTI, também participaram da reunião a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, embaixadora Carmen Moura, que reiterou a intenção brasileira de reativar o Programa Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em C&T (Prosul), e a coordenadora de Gestão Tecnológica, Eliana Emediato, responsável nacional pela Comissão de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Reunião Especializada em C&T do Mercosul (Recyt).
 
Fonte: Ascom do MCTI 
A presidenta da República, Dilma Rousseff, defendeu na segunda-feira (1º) a destinação dos recursos com a exploração do petróleo e gás da camada pré-sal para a educação. Segundo a presidenta, apesar dos investimentos feitos ao longo dos últimos anos, somente com a aplicação dos ganhos do setor de petróleo e gás será possível aumentar o direcionamento de recursos para essa área.
 
“Eu acredito que uma das grandes questões que nós temos que discutir, logo após as eleições, é para onde vamos destinar os recursos do petróleo e do gás, tanto no que se refere a royalties, como ao Fundo Social [do Pré-Sal] aprovado em relação à partilha. Nisso, a importância da educação tem que ficar clara”, ressaltou ao discursar durante evento promovido pela revista Carta Capital.
 
Para a presidenta, é necessário fazer “vultuosos” investimentos em educação para garantir o desenvolvimento do país a médio e longo prazo. “Nós, em uma visão de médio prazo, e mesmo de longo prazo, temos de assumir o compromisso de ampliar o gasto de educação como percentual do PIB [Produto Interno Bruto]”. O Plano Nacional de Educação (PNE) que foi aprovado em uma comissão especial, mas ainda deverá ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, prevê que em dez anos o Brasil destine 10% do PIB para a educação.
 
Dilma destacou ainda a importância da melhoria do ensino como forma de garantir a sustentabilidade da nova classe média, surgida nos últimos anos. “É um elemento fundamental tanto para que a gente garanta que a nossa classe média seja consistente, não volte atrás, não enfrente um processo de perda de renda, como que nós tenhamos condições de ter massa crítica para inovar e investir em tecnologia e inovação”.
 
 
Fonte: Agência Brasil 
A Associação de Pós-Graduandos da UFPE saúda Andréa Roges, Anna Karla Borba, Camila Barbosa, Elaine da Silva, Karenina Elice Carvalho, Patrícia Cabral, Raphaela do Nascimento, Roberta Ramos e Selene Vasconcelos pela conclusão do curso de Mestrado em Enfermagem. A solenidade de aposição da placa aconteceu no dia 25 de setembro, às 14h, no auditório Joana Araújo da Rocha Barros, Hospital das Clínicas. Diversas cartas de homenagem foram partilhadas na abertura, manifestando a alegria pela formação das primeiras mestras do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPE. 
 

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Com muito entusiasmo, a mestra Selene Vasconcelos fez a leitura de uma mensagem da turma, agradecendo a todos que caminharam e contribuíram na construção do curso. A mensagem proferida por Selene também apontou o papel das mestras: “Acreditamos que nosso sonho de construir o saber científico, aprender a enxergar os fenômenos da vida diária como uma oportunidade de pesquisa, aprender a pensar e repensar nossa prática assistencial e nossa forma de ensinar, vai além de um sonho pessoal, ele transcende”.   Sobre a infinitude do processo formativo e emocionando a todos, Selene afirma: “Olhando para trás, percebemos que ser mestre é, antes de mais nada, ter a inquietude e a certeza de que é preciso ir além. É ensinar e aprender num processo continuo já que o conhecimento cientifico nunca se esgota e que nunca saberemos o suficiente. Ser mestre também é ter a consciência da importância da articulação entre assistência, ensino e pesquisa direcionada à promoção da saúde, por meio da educação em saúde. É ter a responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento da enfermagem enquanto ciência”.
 
A turma 2010/2012 “Professora Cleide Maria Pontes” homenageou a coordenadora do programa. 
 
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Na mensagem pronunciada pela professora Cleide, o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem ressalta que as mestras fazem parte da sua história e representam o êxito das lutas para a criação do curso, fundado em 25 de março de 2010. Para todos os membros do programa, as pós-graduadas são “agentes de transformação da assistência à saúde”, com capacidade de aliar o ensino, a pesquisa e a extensão. No encerramento da mensagem, a professora convida as primeiras mestras a continuar sendo estudantes da UFPE, por suas contribuições no fortalecimento do mestrado e no sonho do doutorado em enfermagem, este que será concretizado em breve.
 
De Hercília Melo, APG/UFPE
 
 
Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Foto: Getty Images
Um dos maiores historiadores do século XX e famoso marxista, Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos, segundo um comunicado da família divulgado pelo jornal britânico The Guardian. Hobsbawm morreu no começo da manhã nesta segunda-feira no hospital Royal Free de Londres, onde estava internado.
 
Hobsbawm é autor de quatro volumes considerados definitivos sobre a história dos séculos XIX e XX, abordando a trajetória europeia da Revolução Francesa à queda da União Soviética, entre outras obras.
Sua análise começa com a publicação de Era das Revoluções, que abrange o período de 1789 a 1848. Na sequência vêm A Era do Capital (1848-1875) e A Era dos Impérios (1875-1914). As três obras abrangem o que ele denominou "o longo século XIX".
 
Em 1994 ele publicou A Era dos Extremos, obra que abrange o período subsequente à Revolução Russa de 1917 e que vai até queda do regime soviético, em 1991. O livro sobre o "breve século XX" foi classificado pelo historiador Niall Ferguson, colega de Hobsbawm, como "o melhor ponto para qualquer um que queira começar a estudar história moderna.
 
Em suas obras, Hobsbawm defendeu o poder das ideias de Karl Marx para analisar o mundo comtemporâneo. Seu compromisso com os princípios comunistas o converteram em uma figura controversa, especialmente por sua filiação ao Partido Comunista britânico – que continuou mesmo depois da invasão soviética na Hungria, em 1956.
 
Anos depois, ele disse que "nunca tentou diminuir o que aconteceu na Rússia", mas que acreditou, durante os primeiros anos de comunismo, que "um novo mundo estava nascendo em meio a sangue, lágrimas e horror: revolução, guerra civil fome. Obrigado ao Ocidente, nós tínhamos a ilusão de que mesmo este brutal sistema iria funcionar melhor do que o Ocidente. Era isso ou nada".
 
O historiador nasceu em uma família judia em Alexandria, no Egito, em 1917, e cresceu em Viena e Berlim antes de se mudar para Londres em 1933, ano em que Hitler subiu ao poder na Alemanha. Sua trajetória acadêmica começou em Marylebone, passando por Kings College, Cambridge até se tornar professor na Universidade de Birkbeck em 1947, o começo de uma parceria que culminou na reitoria da instituição.
Hobsbawm deixa sua mulher, Marlene, sua filha, Julia, seus filhos Andy e Joseph, sete netos e um bisneto.
 
Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
 
Fonte: Terra
 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos divulga a lista de trabalhos aprovados para a Mostra Nacional de Divulgação Científica. A comissão julgadora avaliou criteriosamente os trabalhos, conforme orientações previstas em edital.

Após a etapa de divulgação de aprovados, o relator deverá enviar e-mail constando seu nome, o título do trabalho e o comprovante de pagamento da taxa de inscrição para o endereço [email protected] até 08 de Outubro de 2012.
 
A taxa de inscrição ficou estabelecida no valor de R$ 10 (dez reais). O deposito deve ser feito na conta:
 
Banco do Brasil
Agência: 4328 1 
Conta Corrente: 6698 2 
CNPJ: 30117154 0001/29
 
Qualquer dificuldade no processo de submissão, os autores devem escrever para o email ou entrar em contato pelo telefone divulgado neste site.
 
Nos próximos dias, a programação completa será divulgada no site. Fique atento!
 
Sobre a Mostra Nacional de Divulgação Científica 
 
A Mostra Nacional de Divulgação Científica da ANPG acontecerá de 15 a 17 de Outubro, no Rio de Janeiro. A atividade ocorre simultaneamente a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), e faz parte de um conjunto de ações que a ANPG promoverá conectadas à programação da Semana.
 
O objetivo da mostra é difundir a diversidade da produção científica de todos os cantos do país em uma mostra que contemple trabalhos relacionados ao fomento da inovação científica, social, artística e cultural.
 
 
 
 
 
Depois de cinco anos em fase experimental, a IPTV USP entra na segunda fase de execução e promove o lançamento de cinco canais de televisão com transmissão pela internet: Arte e Cultura, Saúde, Ciência, Tecnologia e TV USP.
 
Na primeira fase, iniciada em 2007, a IPTV (sigla para Internet Protocol Television) tinha duas grandes marcas: a transmissão de eventos que ocorriam na USP – como palestras, conferências e encontros – e um acervo de vídeos feitos sob demanda.
 
De acordo com a USP, essas modalidades permanecem e acrescentam-se os novos canais. Na cerimônia de lançamento, no dia 21 de setembro, o coordenador da IPTV, Gil da Costa Marques, ressaltou a importância do projeto, bem como os ganhos para a comunidade em geral. “É uma grande realização para a USP, que colocará à disposição da sociedade tudo o que vem produzindo”, disse.
 
“É um projeto que permite o acesso democrático ao conteúdo que se produz na USP”, disse Regina Melo Silveira, coordenadora do novo projeto da IPTV, apontando para o cumprimento de um dos papéis da universidade pública.
 
Todo o conteúdo é aberto, gratuito e irrestrito, exceto alguns vídeos voltados a disciplinas específicas, como, por exemplo, uma cirurgia em que a identidade do paciente deve ser preservada. A nova plataforma suporta até 100 mil acessos simultâneos e todos os vídeos estarão disponíveis para download.
 
Com a inauguração desta segunda fase da IPTV, a USP tem atuação pioneira no Brasil e no mundo com relação aos canais de televisão on-line. “Não conheço outras iniciativas tão ousadas em outras universidades como esta da USP. Nos Estados Unidos isso existe, mas são canais mais voltados para o público universitário, que mora nas faculdades. Nosso projeto é mais voltado para a sociedade, para divulgar conhecimento e melhorar a cultura científica do país”, disse Marques.
 
Somados os cinco anos da fase experimental, o acervo reúne uma biblioteca de mais de 7 mil vídeos e conta com uma integração ao Portal e-Aulas, que coloca à disposição do público videoaulas de professores da USP. Parte dessas aulas será transmitida nos canais durante a programação diária, respeitados os critérios de interesse e complexidade.
 
Todos os canais terão programação 24 horas por dia, sendo que novos conteúdos serão gerados a cada 6 ou 8 horas, dependendo do canal. Algumas unidades terão papel de destaques em alguns deles. O canal “Saúde”, por exemplo, será gerenciado pela Faculdade de Medicina da USP e conterá programas como “Conheça o SUS”, “Saúde e Mistérios” e “Dia a Dia com a Saúde”.
 
Já o canal “Arte e Cultura” será gerido pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) e terá produção diária inicial de seis horas. Nele estarão presentes manifestações de artes cênicas, artes visuais, audiovisual, informação cultural e memória, jornalismo e música, entre outros temas.
 
O canal “Tecnologia” terá forte contribuição da Escola Politécnica e conta em sua grade com programas como “História da tecnologia” e “Princípio de funcionamento de equipamentos”.
 
O canal “Ciências” é um dos mais abrangentes e terá duas horas de aulas (do Portal e-Aulas) diárias, além da produção que inclui “História da ciência”, “Biografias” e “Esclarecimentos sobre desenvolvimentos científicos recentes”.
 
A TV USP, que existe desde 1997, continuará com a produção de suas reportagens e programas como “Caminhos”, que trata sobre turismo alternativo, e “Quarto Mundo”, produzido por alunos do ensino médio em parceria com alunos da ECA.
 
Outros núcleos da TV USP, como o de Bauru, Ribeirão Preto e Piracicaba, também terão intensa colaboração na produção de conteúdo para o canal.
 
Mais informações: http://iptv.usp.br/
 
Fonte: Agência Fapesp