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Foto: Saulo Cruz/Agência Câmara

Na semana passada, 24 de outubro, a Frente Parlamentar Evangélica lançou um Manifesto à Nação com os pontos que irão nortear a atuação do grupo, que elegeu 180 congressistas, nos próximos quatro anos. O documento é divido em 4 eixos, sendo um deles dedicado a Educação e ao Ensino Universitário, no qual é chamado de “Revolução na Educação”.
O primeiro ponto deste eixo já mostra a que vem. Vejam só: “MÉRITO: A BASE DE UM SISTEMA EDUCACIONAL DE SUCESSO. Valorizar e incentivar o mérito em todo o sistema educacional nacional como condição do sucesso individual e, por extensão, no sucesso do Brasil. A tragédia que se instituiu no Brasil nas últimas décadas teve como uma das causas o desprezo pelo esforço, pelo estudo, pelo mérito conquistado ao longo do tempo, em benefício do caminho mais curto da demagogia, do uso político-partidário das escolas e universidades públicas, que se tornaram instrumentos ideológicos que preparam os jovens para a Revolução Comunista, para a ditadura totalitária a exemplo da União Soviética e demais regimes sanguinários”.
Para Gabriel Colombo, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, o documento programático da Bancada Evangélica demonstra o difícil cenário que os pós-graduandos enfrentarão já nesse período pós-eleitoral. “O manifesto congrega cerca de um terço dos deputados federais eleitos e está pautado no enxugamento dos investimentos públicos em áreas sociais e estratégicas, no desmonte do funcionalismo público, no obscurantismo e censura na educação, nos privilégios fiscais e tributários para os empresários. É o programa do atraso, do aumento da desigualdade social e da entrega de qualquer possibilidade de desenvolvimento soberano”.
O texto do manifesto continua: “O democratismo comunista é a destruição do ensino de qualidade, pois, quanto mais ideológico, mas ele se torna improdutivo, ineficiente e corrupto. O populismo educacional gerou incompetentes em todas as profissões, e as pessoas só conseguem superar esse atraso quando resistem a essa pressão e estudam por si mesmas. A corrupção dos valores e princípios da meritocracia atinge duramente a qualidade da Educação, que é sempre universal. Não existem Ciências Naturais que somente tenham validade no Brasil. Quem não sabe Ciências e Matemática no Brasil não sabe em nenhum lugar no mundo. Portanto, o demérito não resolve nenhum problema de Educação, e cria todos os gravíssimos problemas que resultaram no gigantesco atraso do Brasil. Educação é sistema insustentável ou sustentável. A sustentabilidade se forma quando todo o sistema, da Educação Básica ao Doutorado, se baseia na meritocracia. É isso que colocará o Brasil no grupo das nações mais desenvolvidas do mundo, pois a Ciência & Tecnologia são resultado da Educação”.
O segundo ponto do texto ainda reforça: “Libertar a educação pública do autoritarismo da ideologia de gênero, da ideologia da pornografia, e devolver às famílias o direito da educação sexual das suas crianças e adolescentes. Defender o direito à inocência da criança como direito humano universal. CÂMARA DOS DEPUTADOS Frente Parlamentar Evangélica 55 Na verdade, ou temos Escola ou temos Ideologia. São inconciliáveis. Teremos que reinserir a Escola e a Universidade públicas em seu leito tradicional e conservador: ensinar.”  Isso já demonstra que a liberdade e autonomia das Universidades brasileiras correm sérios riscos.
“Este manifesto representa um grande sustentáculo das políticas retrógradas que estão se desenhando para o próximo período de Bolsonaro, seja no campo da economia, no campo dos costumes ou até mesmo no movimento estudantil. Não é todo mundo que reconhece a importância da educação como elemento central para que o Brasil se desenvolva. Além disso, esta nova gestão está transformando os professores em inimigos, atacando diretamente sua liberdade de cátedra. Os professores já são desvalorizados, pois tem péssimos salários e condições de trabalho, e agora sofrerão perseguição se aprovado o que está neste manifesto da bancada evangélica”, reforça a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Graduação e Pós-graduação
“Para nós, pós-graduandos, esse manifesto representa de imediato mais dificuldade para acessar as bolsas com a fusão dos ministérios da educação, cultura, esportes e ciência e tecnologia. E também para conseguir emprego, já que o programa defende praticamente o fim dos concursos públicos com o “uso intensivo da terceirização da mão-de-obra” no setor público e aumenta o período de estágio probatório nos cargos públicos para 6 anos”, explica o diretor da ANPG.
Gabriel ainda reforça que o programa da Bancada Evangélica é o programa de Jair Bolsonaro. “Somado às ameças a democracia, à criminalização dos movimentos sociais e da oposição política, deixa claro que temos um desafio histórico para as entidades estudantis e de classe. Precisamos nos organizar em diferentes níveis. Fortalecer o movimento nacional de pós-graduandos e a ANPG, ao mesmo tempo atuar na construção da unidade em torno de uma Frente Ampla Democrática e Antifascista para atuar nas ruas e também no Congresso”.
No Manifesto o terceiro ponto do eixo de Educação tem uma frase que demostra risco a toda a pós-graduação brasileira: Libertar a Pós-graduação Mestrado e Doutorado da repressão aos professores pela CAPES. Rever todos os métodos de uso do dinheiro público. Rever o Ensino Superior e modernizar a Graduação. Conforme já exposto acima, o Brasil precisa trabalhar em duas frentes complementares: o desenvolvimento das commodities, e o desenvolvimento das patentes tecnológicas. Raríssimos países são capazes de ter as duas em harmonia. E para isso, a CAPES não pode descumprir a Constituição Federal no Art. 207. “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” Os docentes orientadores de Mestrado e Doutorado só podem orientar até 8 estudantes, o que explica o imenso atraso do Brasil, salas de aula vazias, e um custo gigantesco para um resultado microscópico.”
O documento ainda usa as indicações do Banco Mundial para passar a cobrar mensalidades em Universidades Públicas (relembre aqui):
• Uma das ineficiências do sistema brasileiro está associada ao tempo dedicado pelos professores à aula. Em média, o professor brasileiro dedica 65% do seu tempo ao ensino e o restante a outras atividades. As melhores práticas internacionais sugerem um percentual de 85%.
• Os gastos públicos com os ensinos fundamental e médio beneficiam os mais pobres (são progressivos). Já os gastos no ensino superior tendem a ser regressivos. A grande maioria dos brasileiros matriculados em ensino superior estudam em universidades privadas. Em 2015, dos aproximadamente 8 milhões de alunos universitários, apenas cerca de 2 milhões estavam em universidade públicas (predominantemente estudantes oriundos de famílias mais ricas). E 15% dos estudantes de ensino superior estavam entre os 40% mais pobres da população.
• Limitar os gastos por aluno aos níveis das universidades mais eficientes geraria uma economia imediata de 0,26% do PIB.
• PROUNI, FIES, SISU, PRONATEC, e todos os demais programas do Ministério da Educação precisam passar por rigorosa auditoria independente, visando uma avaliação rigorosa dos resultados práticos educacionais, e uma avaliação de eventuais problemas de corrupção até agora não percebidos pelas autoridades. A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) tem particular importância nessas análises que se imporão natural e necessariamente. Enfim, é preciso desburocratizar, mas ao mesmo tempo ter um sistema de acompanhamento e controle sofisticado. Todo o Ministério da Educação deve ter no Ministério Público Federal, Polícia Federal e demais órgãos federais fortes aliados na tarefa de imprimir lisura, transparência e sustentabilidade ética e cívica, e eliminar todas as possibilidades de corrupção.

NOTA OFICIAL DA UNE, UBES E ANPG
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a União Nacional dos Estudantes, e a Associação Nacional de Pós Graduandos, entidades que sempre prezaram pela democracia e pelo direito do povo brasileiro e dos estudantes, entendem a gravidade do momento que nossa recente democracia vive com o resultado das urnas neste domingo.
Venceu o candidato que ameaça a universidade, escolas, os direitos sociais, a gratuidade de nossas instituições públicas, o investimento na educação e na ciência e a liberdade de organização. Venceu a mentira espalhada pelas redes sociais, um projeto que enganou boa parte do povo brasileiro.
Por isso convocamos os estudantes a se organizarem, não deixaremos tirarem o que é nosso, continuaremos lutando pela democracia e por uma educação de qualidade e para todos. Que organizemos AssemblEias Gerais dos Estudantes em todas as universidades do Brasil. É preciso fortalecer e defender o caráter gratuito das instituições públicas e a livre organização estudantil por meio das entidades estudantis.
O presente promete luta. Precisamos estar unidos e organizados para resistir.
Pelos estudantes, pelo povo e pelo Brasil.
UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PÓS-GRADUANDOS
28 de Outubro de 2018

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O Informativo da ANPG tem edição trimestral e nesta edição especial traz informações sobre o Segundo Turno das Eleições, com posicionamento da entidade, apresentação da nossa ouvidoria, posse na gestão 2018-2020, artigo sobre a previdência para os pós-graduandos e uma matéria sobre o incêndio no Museu Nacional.
Você pode ler online clicando aqui.
Ou fazer o download da versão em PDF: Informativo_outubro (2)
 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem a público manifestar seu mais total repúdio as ações de policiais e fiscais da justiça eleitoral em universidades públicas em todo o país e defender a liberdade democrática. Nos últimos dias, têm intensificado-se ações policiais dentro das universidades, censurando e abordando professores e alunos, invadindo salas de aulas, sedes das entidades representativas dos mais diversos setores da comunidade acadêmica e apreendendo material com manifesto em defesa da democracia e da universidade pública.
A Universidade no Brasil historicamente tem sido lugar de resistência democrática, criando espaços universitários de debates e críticas sobre os rumos do país. Tal fato se torna tão verdadeiro quando observamos que a instituição foi uma das primeiras a ser alvo da Ditadura Civil-Militar que acometeu o país na década de 60. Ditadura que se inicia realizando uma reforma universitária que pudesse colocar a universidade aliada ao projeto político hegemônico na época e minar qualquer espaço de críticas sociais além de calar a oposição que crescia intensamente ao regime autoritário.
E, assim como foi no passado, após o golpe de 2016 e até os dia de hoje, Universidade brasileira volta a se tornar um dos principais alvos daqueles que detêm a hegemonia do poder. E são ameaças que precisam ser denunciadas!
São ameaças que não estão soltas e nem são espontâneas na atual conjuntura de ameaça iminente do fascismo no país nessa eleição. Elas fazem parte de um projeto político antidemocrático e antinacional que visa além de outras coisa, voltar aos tempos ditatoriais da década de 60, retirar direitos civis, sociais, trabalhistas e previdenciários, expulsar povo de dentro das universidades e exterminar qualquer tentativa de execução da função social da Universidade que é a discutir os rumos do país e servir a um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social.
É preciso estarmos atentos e defendermos esta Instituição tão importante para construção de um Brasil democrático, independente, soberano e com qualidade de vida para o seu povo. Precisamos estar unidos e dialogar com a sociedade sobre a importância da Universidade, denunciando estas e outras tentativas de ameaça a liberdade democrática.
Associação Nacional de Pós-graduandos, 26 de outubro de 2018

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Mídia Ninja

 
Há menos de 3 dias do segundo turno, fiscais de tribunais eleitorais, policiais federais e militares, a mando de juízes, invadiram universidades públicas em todo o país para interrogar, intimidar e apreender materiais, além de ordenar a retirada de comunicados do ar. A prerrogativa usada pelos juízes é a de que os materiais constituem campanha para o candidato Fernando Haddad (PT).
Um desses exemplos aconteceu nesta última quinta-feira (25), quando policiais federais armados adentraram Associação Docente da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) obedecendo a um mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz eleitoral Horácio Ferreira de Melo Junior, para recolher o “Manifesto em Defesa da Democracia e da Universidade Pública”, assinado pela entidade sindical e aprovado pela categoria em Assembleia.
Para a presidenta da ANPG, Flávia Calé, este é um duro ataque à democracia que não pode ser admitido no nosso país. “O que temos assistido no Brasil é uma escalada antidemocrática com sentido de censura do pensamento crítico. A candidatura de Jair Bolsonaro, através da disseminação do ódio a tudo e todos que pensam diferentes dele estão sofrendo ataques que só vimos no Brasil no período da ditadura militar”.
“Como estudantes brasileiros, aprendemos a dialogar em uma Universidade livre e aberta. Atos como censura à opinião política das comunidades acadêmicas rememoram os repressivos dias da ditadura militar e ferem frontalmente a autonomia das Universidades”, explicou o Diretor de Direitos dos Pós-Graduandos, Welington Oliveira.
De acordo com o site Brasil de Fato e o Jornal Folha de São Paulo, outros episódios foram relatados. Na terça-feira (23), policiais invadiram a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, para remover uma bandeira antifascista, que não continha qualquer menção à nenhum dos candidatos. A Universidade Federal de São João Del Rei (MG) recebeu também nesta quarta-feira um Mandado de Notificação que ordena a retirada do ar da Nota da Universidade Federal de São João del-Rei a favor dos princípios democráticos e contra a violência nas eleições presidenciais de 2018, assinada pela Reitoria da instituição. Eles têm 48h para retirar o conteúdo do ar.
Alguns professores também foram coibidos. Enquanto dava uma aula sobre fake news, na disciplina de Mídias Sociais, do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Pará (UEPA), o professor Mário Brasil teve sua aula invadida pela Polícia Militar. Em outra violação da autonomia universitária, o juiz Rubens Witzel Filho emitiu, nesta quinta-feira (25), um mandado de notificação para a Universidade da Grande Dourados (MS) proibindo a realização da aula pública “Esmagar o fascismo”, que seria realizada no mesmo dia, às 10h, nas dependências da universidade.
Para Germando Neto, Diretor de Universidades Públicas da ANPG, esta perseguição política que está acontecendo em diversas univeridades no Brasil nada mais é que um retorno do autoritarismo do passado que ainda permanece latento nas instituições brasileiras. “Se em outro momento nós vimos a Une e outras entidades estudantis serem fechadas e perseguidas, hoje o que acontece é que as Universidades se posicionam em defesa de sua continuidade, gratuidade e democracia contra o fascimo (que não são bandeiras de um candidato e sim históricas) enquando o TRE, polícia e militares as perseguem. Pode até se fazer a analógia que no Brasil tinhamos um mosntro dormindo e que acordou com o advento do fascimo em especial caraterzidado na figura do canditato Jair Bolsonaro”.
#EleNãoVaiNosCalar
A UNE, Jornalistas livres e Midia ninja foram notificados, a partir da solicitação da campanha de Bolsonaro, para retirar conteúdos de suas páginas que criticassem as falas e seu programa neoliberal e fascista. “Agora, vemos as mesmas ações em relação às universidades. O pedido de busca e apreensão do manifesto em defesa da democracia construído pela comunidade acadêmica, fere profundamente a liberdade de pensamento e expressão que nos assegura a constituição de 1988”, explica a presidenda da ANPG.
Para Calé, essas ações autoritárias buscam inibir qualquer resistência ao desmonte que vem sofrendo as Universidade Públicas. “As IFS estão em crescente ameaça pela ivestidas privatizantes, à entrega do patrimônio nacional aos interesses do capital estrangeiro como no caso da Petrobras e da Embraer e a perda de direitos dos trabalhadores e da população brasileira. Essas ações do TRE, polícia e militares escondem a resistência daqueles que lutam para que não se acabe a possibilidade de se fazer ciência no Brasil”.
“A justiça precisa cumprir seu papel constitucional. Essas medidas arbitrárias extrapolam suas atribuições e desvirtuam sua função para uma finalidade de perseguição politica de alunos e professores. ANPG se opõe veementemente ao autoritarismo e a censura das universidades brasileiras pela justiça. Queremos mais debates e não a obstrução da livre circulação de ideias”, finaliza a presidenta.

Fonte: Brasil de Fato e Folha de São Paulo

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Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) promoveram no dia 14 de outubro, na Faculdade de Direito da USP (Sala Pires da Motta), o debate “Internacionalistas pela Democracia”, reunindo nomes como Celso Amorim (ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil), Tatiana Berringer, coordenadora do curso de RI da Universidade Federal do ABC e Antonio Freitas, diplomata e gestor da Tapera Taperá.
“O objetivo do evento foi debater alguns pressupostos da nação que estão em xeque neste segundo turno da eleição presidencial como, por exemplo, as relações exteriores e a própria defesa da democracia brasileira”, disse a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Celso Amorim, que era aguardado ansiosamente pelos participantes, frisou que nunca na história do país se ouviu de forma explícita posições tão radicais. “Nós nunca tivemos, nem no Governo Militar uma ameaça tão contundente”, disse o diplomata. Amorim comparou este momento com a história de Hitler, na qual até mesmo muitos judeus não acreditavam que o governo alemão seria tão violento. “A violência quando imposta segue sua própria lógica, não há como pará-la. A eleição de Haddad é uma necessidade para o Brasil”, completou.
Bianca Borges, vice-presidente da UNE de São Paulo, também falou sobre a importância deste momento e de estar contra o fascismo: “Democracia é um tema caro para nós, com 80 anos marcados pela defesa da democracia e que tenhamos um projeto pelo Brasil que caiba todas e todos. A nossa compreensão que neste segundo turno não é entre um projeto e outro e sim a democracia contra a barbárie”, disse.
O evento reuniu 200 pessoas e também foram debatidos maneiras dos estudantes de relações internacionais continuarem vigilantes pela democracia brasileira. Para isso foi criada a página https://www.facebook.com/internacionalistaspelademocracia/. Participe você também.

First Phase Digital
Diplomata brasileira foi essencial para menção à igualdade de gênero na Carta das United Nations

A inclusão da igualdade de direitos de homens e mulheres na Carta da ONU, documento lançado em 1945 que criou as United Nations há exatos 73 anos, foi fruto da insistência de diplomatas latino-americanas lideradas pela cientista brasileira Bertha Lutz, que enfrentou forte oposição das delegações norte-americana e britânica.
Essa foi a conclusão de pesquisadoras da Universidade de Londres, que tentam “reescrever a história” e dar o devido crédito às diplomatas do Sul, responsáveis pela inserção do tema da igualdade de gênero em um dos mais importantes tratados internacionais do século XX.
Saiba mais: bit.ly/berthalutzonu
 

Em um país democrático, com políticas públicas inclusivas, o meio no qual o cidadão nasce não é imperativo em seu destino.  E isso pode ser provado pelos próprios pós-graduandos, que diante do segundo turno das eleições presidenciáveis, relataram de forma espontânea como a Educação mudou suas vidas e de suas famílias.
Neste momento do Brasil, no qual o candidato Jair Bolsonaro afirma que as Universidades Públicas precisam ser cobradas, que a Universidade é “tara” de jovens brasileiros, que implantará o ensino fundamental a distância, entre outras declarações e propostas, os estudantes precisam se posicionar a favor da democracia e de um Estado que ajude a mudar o futuro com Educação, Ciência e Tecnologia.
Conheça a história de 9 jovens que tiveram suas vidas transformadas pela possibilidade de ter acesso a uma Educação de qualidade:
Jairo Teixeira

“Ainda lembro … (algumas memórias teimam em ser marcantes), lembro quando tinha 9 anos de idade, e minha avó materna não jantou naquela noite para eu tivesse direito de comer um ovo com farinha. Ela não suportaria me ver dormir com fome. Era o que tínhamos. Cresci com ela dizendo que eu seria doutor. E fiz do seu sonho, meu sonho, do meu sonho, uma oportunidade de mudar as nossas vidas. Hoje sou enfermeiro, mestre em bioquímica e fisiologia, e doutorando por duas universidades renomadas, UFPE e a Universidade de Roma. Fui bolsista e ainda sou bolsista. Sim vó (mãe) não serei doutor, serei “doutores”. Minha avó, hoje com sinais iniciais de Alzheimer, vê na minha pessoa a concretização de seus sonhos. Logo, digo sim a universidade pública. A luta não terminou.”
Miriane Peregrino

“Filha de mãe solteira que, não podendo me criar, me deixou com uma tia. Trabalhei durante a infância, adolescência e fiquei 3 anos trabalhando no comércio depois que terminei o 2o grau. Fiz pré-vestibular e entrei em uma universidade pública. Consegui me manter na universidade por meio, primeiro, de uma bolsa de assistência a alunos de baixa renda, em seguida, por meio de bolsa de iniciação científica e estágios. Fiz especialização, mestrado e doutorado em Letras, os dois últimos com bolsa CAPES. Criei um projeto de incentivo à leitura aplicado em escolas e bibliotecas em favelas e periferias e ele foi contemplado com o Prêmio Todos Por Um Brasil de Leitores do Ministério da Cultura (2015). Com a Bolsa de doutorado sanduíche, fiz meu intercâmbio em Angola, com o sonho de um diálogo Sul-Sul entre Brasil e países africanos de língua portuguesa. Realizei oficinas de leitura por vários lugares da capital angolana. Esse ano meu projeto de incentivo à leitura também vai para Moçambique. Eu olho de onde eu vim, onde estou e para onde posso ir dentro do itinerário que sonho e acredito, e rio sozinha de noite. Penso na minha mãe, que não terminou o ensino fundamental e não sabe onde estou. Penso no meu pai, caminhoneiro, retirante nordestino que há 37 anos abandonou minha mãe de barriga. E penso que o futuro já é hoje e eu estou feliz! #HaddadSim
Daniel Alves

“O PT acabou com minha vida…. vida de miséria e exclusão social! Como a maioria aqui (grupo Bolsistas da Capes), fui o primeiro da minha família a ingressar no ensino superior! Matemática por paixão! Lecionar por paixão! Mas como fazer isso sendo pobre e não conseguindo me manter na Universidade? 
Eis qe mais uma vez o PT veio acabar com isso! 
Recebi bolsa auxílio estudantil
Recebi bolsa por meio do PIBID (Programa Institucional de bolsa de iniciação à Docência)
Recebi bolsa por meio do PET (Programa de educação tutorial) 
Recebo atualmente bolsa pelo Programa de Residência Pedagógica
E a grande destruição foi quando o Petê* me deu uma bolsa de mobilidade internacional p ir estudar na Universidade de Coimbra, em Portugal! O tão comentado Programa de Licenciaturas Internacionais! 
O filho da empregada domestica e do agricultor, ambos sem concluir o ensino fundamental! 
Uma Universidade 5 estrelas no ranking mundial! 
Caramba, como esse menino pobre conseguiu mais direitos e oportunidades que o filho riquinho da patroa de sua mãe? 
Graças ao PT e ao esforço de todos nós, estamos conseguindo um vida melhor pros nossos familiares!
Esse menininho conheceu os diversos caminhos do saber e do mundo, graças ao PT!
Podemos ser atacados, porém continuarei pregando amor e lutando pelo direito de que aluno meu tenha a oportunidade de conhecer a vida para além dos seus sonhos! 
Dizem qe quem estuda em Coimbra se torna Bruxo! Queria eu fazer uma mágica qe colocasse amor no coração das pessoas! #NENHUMDIREITOAMENOS
Allan Sandes

“Morador de morro, cursei todo ensino fundamental e médio em escola pública. Acessei a Universidade Pública (UERJ) em 2005, POR COTAS. Em 2009, ingressei no mestrado em uma Universidade Federal COM BOLSA CAPES. Ao final de 2016, finalizei o doutoramento com período Sanduíche nos EUA com RECURSOS DO CIENCIAS SEM FRONTEIRAS.
Ao final de 2017, em meio a uns dos piores momentos da ciência no Brasil, com cortes significativos de investimentos e constantes ataques às universidades públicas, recebi o PRÊMIO NACIONAL CAPES DE MELHOR TESE NA ÁREA DE GEOCIÊNCIAS. Isso mesmo, um ex-aluno cotista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que hoje sofre com o projeto de desmonte das universidades públicas do país, ganhou um prêmio nacional acadêmico. Vai ter Doutor no Morro sim! #uerjresiste #políticadecotas#políticasafirmativas #Haddadpresidente
Poliana Espíndola

#optdestruiuminhavida de exclusão social e falta de oportunidades.
Nasci no Maranhão, um dos estados mais pobres do Brasil, e fui criada na zona rural de São Luís por uma tia, empregada doméstica, sem nenhum direito trabalhista, que muitas vezes dormia no trabalho. Na minha infância a única pessoa que conheci com curso superior foi uma professora.
Fui a primeira da minha familia a ingressar na universidade, graças a uma bolsa do PROUNI. E depois, graças a reformulação do ENEM e devido a expansão de vagas do REUNI consegui concorrer a uma vaga do outro lado do país, sem ter que viajar para fazer vestibular. Passei na Federal de PELOTAS como COTISTA. Durante toda a graduação fui assistida por programas de permanência, ganhei auxílio moradia, transporte e alimentação (sdds #RUUFPel) além de bolsa de IC concedida pela CAPES. E sem esses auxílios eu não teria coseguido me manter na universidade. 
Fiz intercâmbio de 1 ano e meio nos EUA pelo CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS, onde passei do Nível -100  para PROFICIENTE em Inglês. E tive que ouvir de outros intercambistas que o governo não deveria mandar “gente” que não sabia inglês para fazer intercâmbio.
Me formei, e me tornei a PRIMEIRA pessoa da minha família a ter curso superior. Antes de me formar eu já estava aprovada no mestrado na UFRGS, uma das melhores universidades do País, onde fui bolsista CAPES por 2 anos. 
Durante o mestrado, ganhei verba da UNIVERSIDADE e da Associação Europeia de Diabetes para viajar e apresentar meu trabalho em Portugal. E tive a oportunidade de conhecer 7 países.
Hoje sou Nutricionista, mestre e Doutoranda em Ciências Médicas (com bolsa CAPES) e além da minha contribuição como Cientista, eu atendo voluntáriamente pessoas com Diabetes e Obesidade no ambulatório do hospital Universitário, coisa que também fiz durante dois anos de graduação. Além de ser Nutricionista Voluntária em um abrigo. Atividades que eu faço como forma de dar um retorno pra sociedade pelo apoio que tive.
Sei que grande parte disso foi graças a minha dedicação, mas sem as oportunidade que tive, eu não teria conseguido. E essas oportunidades precisam ser continuadas, para que no futuro eu possa ser professora de outras “Polianas” desse Brasil.”
Leislon Kent

“O PT acabou com minha vida…. vida de exclusão social! 
O menino que sofria todo tipo de desprezo na escola, hoje já temos um nome: “bullying”
Alguns dos nomes que recebia: mosquito da dengue, macaco seco dentre outros…
O menino que com 7 anos de idade vendia bolo, pamonha, din-din (geladinho, chupe-chupe), que limpava os quintais para ganhar algum trocado…
O menino que uma professora da 4ª série falou que não daria pra gente (expressão local para dizer que a pessoa não seria boa gente), pois segundo ela meu destino já estava traçado, seria um marginal…
Filho criado sem pai, mas com uma mãe guerreira e trabalhadora que criou 7 filhos com o trabalho de auxiliar de serviços gerais e para complementar a renda (salário era o mínimo do mínimo) lavava roupas e fazia faxinas nas casas dos outros… Quantas vezes via minha mãe virar a noite passando roupas com ferro à brasas (ferro elétrico era caro e mesmo assim não tinha energia)…
Fui o primeiro da minha família a ingressar no ensino superior! Geografia no coração! Lecionar por paixão! Mas como fazer isso sendo pobre e não conseguindo me manter na Universidade? 
Primeiro tive ajuda da minha madrinha que deu casa e comida na cidade grande… 
Eis que mais uma vez o PT veio acabar com isso! 
Recebi bolsa auxílio estudantil
Recebi bolsa por meio do Conexões de Saberes: Diálogos entre a Universidade e a Comunidade
Recebi bolsa por meio do PIBID
Recebi bolsa de tutoria (selecionado por ter a maior nota nas disciplinas pleitadas)
Depois de 5 longos anos na universidade consegui me formar (no tempo certinho sem atrasar um único semestre)
Mas o sonho continua né, estudar é viciante… Lá vai eu inventar de fazer o mestrado, me aventurei em mares distantes, fui estudar em uma das mais respeitadas e conceituadas universidades da América Latina, a UFMG… Mas como me manter em outra cidade com um custo de vida tão alto para minha realidade? Ai o Petê entra na jogada de novo, fui agraciado com a bolsa CAPES de mestrado (as bolsas foram ampliadas quando Fernando Haddad era ministro da Educação), com esta bolsa pagava o aluguel, me alimentava e ainda conseguia participar de congresso…
Hoje sou professor universitário graças aos meus esforços e, sobretudo as políticas que o PT implantou…
Se isso é acabar com uma vida, quero que o PT acabe com a vida de muitos “Leilsons” por esse Brasil afora…”
Francisco Javier Briceño Zuluaga

“Me formei em Biologia com muito esforço e apoio dos meus pais para pagar os semestres em uma universidade pública (na Colômbia você tem que pagar a universidade, mesmo que seja pública o que produz uma enorme brecha entre ricos e pobres). Trabalhei por contrato (não existe trabalho de carteira assinada e 90% dos contratos é terceirizado) uns meses até descobrir que não iria chegar muito longe. Com a impossibilidade sequer de sonhar em pagar uma pós-graduação porque esta está reservada somente para quem tem dinheiro (não existem bolsas e você tem que pagar para fazer mestrado e doutorado). Resolvi como grande parte dos jovens de meu país, migrar. Na busca de oportunidades descobri o Brasil. Nesse momento o PT começou a destruir minha vida. Estudei dia e noite (trabalhando de madrugada num barzinho) procurando uma oportunidade num mestrado em uma das melhores Universidades do Brasil. Com 1.000 dólares emprestados viajei e participei da seleção. Passei em último lugar e confesso que foi um dos melhores dias da minha vida. Foi assim que fiz mestrado e doutorado em Geoquímica (nota 6 da CAPES) na UFF com Bolsa Capes. Durante esse tempo fiz estágio na França, no Perú. Também fiz pós doutorado, na minha querida UERJ, com bolsa FAPERJ. Aprendi a me comunicar em 3 línguas, viajei e virei uma melhor pessoa graças a um governo e um país inclusivo. Hoje espero de algum jeito retribuir ao Brasil a oportunidade de mudar minha vida. Com este depoimento, de um cara que nasceu num dos países mais polarizados e violentos, governado sempre por governos de direita, com uma enorme brecha social onde os pobres e, inclusive, a classe média tem pouca ou nenhuma oportunidade de ser profissional, revelo como o PT destruiu minha vida”.
Gabriella Castelo Branco

“Me chamo Lílian Gabriella Castelo Branco e por aí vai… sou da original família Castelo Branco, porém, dela só herdei mesmo o nome. Sou filha de um ex-caixeiro viajante e de uma terceirizada, auxiliar em serviços gerais, de uma incansável guerreira de mãos calejadas. Desde pequena assistia suas batalhas, lutas travadas contra o machismo, contra todos os tipos de feras, até mesmo contra o mundo quando possível, tudo para trazer aos seus filhos um destino melhor. É com emoção que lembro do sonhos impossíveis da minha mãe, dentro da nossa condição financeira, era dado impossível sonhar com a casa própria quando nem sequer conseguíamos manter uma economia para os dias seguintes.
Lembro de quando minha mãe compartilhava suas tristezas comigo… se haveria a chance de chegar aos 50 anos e ter um teto sobre as nossas cabeças; do medo que tinha de terminarmos o ensino médio em uma escola pública e termos que nos submeter a trabalhar no Carvalho ou no Paraíba por falta de oportunidade (não estou falando que não é um trabalho digno, e sim, de melhores oportunidades). Mas o caminho que Deus nos reservou não poderia ter sido mais perfeito, quando completei 15 anos, minha família passou a receber o bolsa família, muitos de vocês talvez não tenha ideia do que é viver na corda bamba, do que é sobreviver somente por aquele dia… E somente o amanhã a Deus pertencia, desse gosto amargo da fome já provamos muitas vezes.
Quando completei os 18 anos, fui aprovada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí, os filhos da dona Lily, foram os primeiros a ingressar numa universidade pública. Nesse mesmo ano, depois de nos inscrever no programa Minha casa minha vida, minha mãe recebeu a ligação de que havia sido contemplada com a casa própria. Era um sonho impossível que foi realizado. Em 2016, tentei a seleção de mestrado em Antropologia pela mesma instituição, fui aprovada em 2º lugar, tornando-se bolsista capes. Em 2017, através da bolsa financiada pela Capes, fui ao estado do Mato Grosso do Sul, iniciar minha pesquisa de campo sobre as lutas e conflitos territoriais dos indígenas Guarani e Kaiowá, em janeiro de 2018, retornei a MS, e em setembro viajei até lá para concluir o campo. E nesse mesmo ano, demos início a reforma da nossa casa própria.
Isso não é o relato de uma mulher que está implorando para não perder a mamata, mas sim, a história de uma mulher que saiu do nada para conquistar o tudo, graças a oportunidade de políticas sociais. 
Para muitos, esse era apenas o dever do governo, mas para a consciência de poucos, sabemos quando de fato os desvalidos passaram a ter a chance de sonhar com um amanhã melhor”.
Daniel Nogueira Silva

“O PT acabou com a minha vida… Uma vida de ausência de oportunidades…
Filho de uma empregada doméstica e de um trabalhador do comércio, eu cresci em uma família com muito amor, mas as oportunidades eram um tanto restritas. Com dinheiro apenas para as necessidades básicas, entrar no ensino superior era um sonho quase impossível…
Foi somente através da política de cotas que entrei na universidade pública no curso de economia. Já nos primeiros semestres, recebi uma bolsa do PET e consegui me dedicar exclusivamente aos estudos. Mesmo sendo pobre, viajei para eventos acadêmicos no Brasil inteiro… Conheci universidades no Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Recife, Teresina…
Ainda hoje lembro da emoção dos meus pais quando contava de todos os lugares que visitava… Os eventos acadêmicos que participava e as oportunidades que se abriam para mim…
Graças às políticas de bolsa para a pós-graduação, quando terminei o curso de Economia eu pude ir morar em Porto Alegre para fazer o Mestrado e agora o Doutorado em Economia do Desenvolvimento pela Federal do Rio Grande do Sul.
O Governo do PT também abriu as portas para o intercâmbio internacional, e eu, mesmo sem ter dinheiro, pude completar parte da minha pesquisa de Doutorado na Universidade de Massachussets nos EUA.
O estudante pobre de Feira de Santana-Ba, agora estudava no meio de uma elite intelectual de doutorandos de vários lugares do Brasil e do Mundo.
Se não bastasse todas essas conquistas, hoje sou professor concursado de Economia em uma Universidade Federal, fruto da política de interiorização do Ensino Federal feita pelos governos Petistas… E Coordenador de Projetos Educacionais que atende estudantes Indígenas e Quilombolas, projetos que são resultados das políticas de acesso e permanência do petê*…
Em pouco menos de 12 anos, o filho de uma empregada doméstica e de um trabalhador do comércio se tornou professor de uma universidade federal, pesquisador visitante de uma Universidade Norte-Americana e em 5 meses vai virar Doutor.
Em toda essa jornada, sei que Deus me ajudou e esteve ao meu lado a todo instante (serei sempre grato a Ele). Além disso, o apoio de toda a minha família foi a força que precisava para manter-me firme nos meus objetivos em várias circunstâncias… Também não posso negar que os governos do PT (tanto do Lula quanto da Dilma) cometeram muuuuuitos erros, mas não poderia deixar de reconhecer que as políticas públicas de educação feitas nesse período foram fundamentais para alcançar todos esses objetivos…
Em defesa da Oportunidade para Todos e Todas, nesse segundo turno sou Haddad13… #HaddadPresident”

Observação: Todos os depoimentos foram publicados primeiramente no grupo Bolsistas da Capes no Facebook.

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Após assembleias realizadas na semana passada, APGs de diferentes universidades estão se posicionando neste segundo turno das eleições presidenciáveis. Confira abaixo algumas posições:
(Atenção se a carta da sua APG não estiver aqui, encaminhe para o e-mail [email protected] que vamos acrescentar)
CARTA DA APG/UFBA A COMUNIDADE ACADEMICA DA UFBA E A SOCIEDADE BRASILEIRA SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇOES PRESIDENCIAIS 2018
Os(as) diretores(as) da Associação de pós-graduandos(as) da UFBA se direcionam a toda comunidade acadêmica da UFBA e a sociedade brasileira em geral para expressar o seu posicionamento com relação a conjuntura eleitoral nesse segundo turno das eleições presidenciais, considerando a disputa de projetos muito distintos e antagônicos para o país.
Consideramos que dos dois candidatos em disputa no segundo turno das eleições presidências de 2018, Fernando Haddad do PT é aquele que possui um programa político que melhor representa os interesses do povo brasileiro e, em especial, dos pós-graduandos(as), enquanto o candidato Jair Bolsonaro do PSL representa o autoritarismo, a perda de direitos e a continuidade da política de ajuste fiscal que vem precarizando as universidades e a ciência em nosso país.
O candidato Jair Bolsonaro é uma peça parlamentar das instituições apodrecidas do estado que a anos vem se colocando no congresso a favor do autoritarismo e defendendo projetos que retiram direitos historicamente conquistados com muita luta pelos trabalhadores. Além de ter votado a favor do golpe que depôs um governo democraticamente eleito, ajudou a aprovar a reforma trabalhista, a reforma do ensino médio e a EC 95, que congelou os investimentos em áreas essenciais como a educação, a saúde e a ciência e tecnologia. Já se manifestou a favor da reforma da previdência do golpista Michel Temer, da privatização dos serviços públicos, inclusive das universidades, e da entrega de nossas riquezas naturais ao capital estrangeiro.
Já a candidatura de Fernando Haddad representa a defesa dos direitos e da democracia, com um programa que prevê, além da revogação da reforma trabalhista, a geração de empregos e o aumento do salário mínimo. Prevê também a melhoria da qualidade da educação com a revogação da reforma do ensino médio que retirou conteúdos da escola e a federalização deste nível de ensino. Umas das medidas mais importantes que sua candidatura representa é a revogação da EC 95, que vai permitir recuperar os investimentos em educação, saúde e ciência e tecnologia necessários para o desenvolvimento do país.
Diante disso, declaramos nosso apoio a candidatura de Fernando Haddad do PT, pois acreditamos que seu governo constituirá o melhor terreno para pautarmos nossas reivindicações imediatas e históricas em um ambiente democrático e não autoritário, como a luta por assistência estudantil para os pós-graduandos, a universalização e reajuste das bolsas de pesquisa, a recomposição do orçamento e o aumento dos investimento para a área de ciência e tecnologia, a retomada do programa ciência sem fronteiras e a luta pela garantia de direitos trabalhistas e previdenciários aos pós-graduandos(as).
Convocamos todos os pós-graduandos a se somarem ao ato dos estudantes com Haddad e Manu, chamado pelas entidades estudantis ANPG, UNE e UBES, no dia 26 de outubro, na Reitoria da UFBA às 14h para defender a democracia e os direitos.
Diretoria da APG (Gestão Democracia, Direitos e Autonomia), 24 de outubro de 2018
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APG FioCruz PE
Nós da Associação de Pós-Graduandas (os) da Fiocruz Pernambuco, enquanto pesquisadores, eleitores e formadores de opnião, viemos declarar apoio ao candidato que se compromete
com a defesa da democracia, da educação, dos direitos socias e da ciência e tecnologia.
Às vésperas de um segundo turno, é necessário se posicionar em defesa dos direitos conquistados e se opor a uma política baseada no ódio, nos cortes de investimentos em áreas primárias e desconsideração das minorias. Devemos nos opor a uma política que favoreça apenas os ricos e fortaleça essa desigualdade social tão gritante que nos permeia.
É preciso levantar a voz e bradar em defesa da Constituição Federal e sua garantia de direitos que não podem ser banalizados em quaisquer contextos.
Precisamos defender os valores democráticos, principalmente quando falamos em educação e saúde, para a conquista de uma sociedade menos desigual e plural.
Nenhum direito a menos!
Pela democracia, contra o fascismo!
Pelo amor, contra o ódio!
Contra os cortes no investimento em saúde, educação, ciência e tecnologia!
Nos posicionamos Fernando Haddad 13!
Veja aqui
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Carta da APG USP-Ribeirão Preto
Nós, alunos de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, viemos, por meio desta, demonstrar publicamente nossa preocupação com as eleições presidenciáveis do Brasil e o destino do nosso país. Neste segundo turno, duas propostas estão em pauta. Uma delas ameaça diretamente os rumos da educação, ciência e tecnologia do nosso país, além de atacar as minorias e as pautas ambientais.
Nós, estudantes de pós-graduação, dedicamos nossa vida ao desenvolvimento do nosso país e acreditamos nas universidades públicas como instituições promotoras da igualdade social, bem estar da população e desenvolvimento sustentável. Por isso, neste momento delicado da nossa história, nós deliberamos, em assembleia extraordinária, pelo apoio a candidatura de Fernando Haddad e sua vice, Manuela D’ávila, por entendermos que suas propostas vão ao encontro dos nossos anseios para o Brasil.
Enquanto o outro candidato ameaça a continuidade da gratuidade do ensino superior público brasileiro, promete fechar o Ministério do Meio Ambiente e não pretende revogar a PEC que congelou os gastos em saúde e educação por 20 anos no nosso país, Fernando Haddad traz propostas concisas para o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileira. Haddad pretende recriar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, destinar 2% do PIB para a pesquisa e desenvolvimento do país e retomar os investimentos públicos na saúde e na educação de nossa população. Além disso, durante o tempo em que foi ministro da educação, Fernando Haddad foi responsável por projetos como REUNI, PROUNI e Ciência sem Fronteiras, garantindo educação superior a muitos jovens que antes não possuíam essas oportunidades.
Por todo o histórico de sucesso a frente do Ministério da Educação e diante do despreparo técnico do outro candidato no que diz respeito as pautas de ciência, pesquisa, inovação e tecnologia, nós, pós-graduandos da Universidade de São Paulo, do campus Ribeirão Preto, reforçamos, publicamente, nosso apoio a candidatura de Fernando Haddad.
APG-USP-RIBEIRÃO PRETO
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Carta Aberta da Associação de Pós-Graduandos da UFV à comunidade universitária
O segundo turno das eleições presidenciais é pauta dos debates que acontecem em todo Brasil. Principalmente dentro das universidades, visto que o caminho decidido no próximo domingo poderá mudar drasticamente o perfil da universidade pública brasileira, notadamente com relação ao tripé que a sustenta: Ensino, Pesquisa e Extensão.
Valorizamos um ambiente político no qual a divergência de posicionamento, da pluralidade de ideias e do reconhecimento das diferenças entre todos os cidadãos seja a regra geral. Por isso, não podemos apoiar um projeto de governo e de país em que somente prevaleça a vontade da maioria de forma que pensamentos e comportamentos julgados como inadequados sejam reprimidos com a força e intransigência de discursos e práticas sociais violentas.
No pleito presidencial de outubro de 2018, dois distintos projetos de país estão sendo colocados à escolha do povo. Neste sentido, compreendendo o volume de informações, muitas delas falsas, compreendendo o clima de disputa que tem levado o povo brasileiro a atos de violência desmedidos cerceando o direito à manifestação, a Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Viçosa, entidade estudantil que nasceu no berço da resistência ao triste momento histórico da Ditadura Militar implantada em 1964, vem a público declarar seu repúdio a todo projeto que inviabilize a universidade pública, gratuita e de qualidade.
Quaisquer projetos que visem reduzir o investimento em áreas vitais que fortalecem a defesa e a soberania nacional como são Ciência, Tecnologia e Inovação, que retire direitos dos cidadãos e cidadãs assegurados na Constituição Federal, promulgada em 1988 e que rompa com os princípios do Estado Democrático de Direito não terão nosso apoio.
Por isso, a APG UFV acredita que o caminho político será sempre aquele regido pela liberdade e pela democracia, tendo em vista a vasta diversidade que representa o povo brasileiro e a pesquisa científica desenvolvida em nosso país.
APG UFV Viçosa/MG, 23/10/2018

A APG da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri promoverá no dia 14 de novembro, às 16 horas, o seu II Congresso. Confira a Programação:
16:00 Roda de Conversa – A Política de Ações Afirmativas para inclusão de pessoas negras, indígenas e com deficiência na Pós-Graduação stricto sensu na UFVJM
16:30 Roda de Conversa – A Pós Graduação nos prepara para sermos professores universitários ou pesquisadores?
17:00 Roda de Conversa – Depressão e Ansiedade na Pós-Graduação
17:30 – Plantões de Apoio Acadêmico aos pós-graduandos
Mesa 1 – Apoio no preenchimento do currículo lattes
Mesa 2 – Apoio no acesso ao portal de periódicos da Capes
Mesa 3 – Apoio na submissão de artigos a periódicos
18:00 Plenária Final de Leitura do Estatuto, Prestação de Contas das Atividades da APG e eleição de nova diretoria para compor a gestão do ano de 2019.
19:00 Pose da Nova Diretoria Eleita
20:00 Confraternização no Bar do TiTi (Rua do Ouro, 32, Centro)
Os pós-graduandos que não residirem em Diamantina e desejarem apoio com hospedagem para participação no evento favor entrar em contato com a APG pela página do Facebook: https://www.facebook.com/apgufvjm/
Caso você tenha filhos e necessite trazê-los eles serão bem vindos e terão um espaço especial para brincarem tranquilamente.
A Associação de Pós Graduandos é uma grande conquista para nossa universidade, e um importante espaço de construção dos direitos e deveres dos pós-graduandos, compareça, participe!
Baixe aqui a programação: folder_APG_congress