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Brasília, 03 de novembro de 2024.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) manifesta sua profunda preocupação

diante das notícias de que o Governo Federal avalia cortes no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), entre outras medidas de redução de gastos.

O FNDCT é essencial para o financiamento da ciência e tecnologia no Brasil, desempenhando um papel estratégico para o desenvolvimento nacional. Nos últimos anos, enfrentou ataques sistemáticos, inclusive manobras legislativas que comprometeram seus objetivos centrais. Entre 2016 e 2022, cortes sucessivos resultaram em uma perda acumulada de mais de R$ 100 bilhões para ciência e educação, comprometendo gravemente o avanço científico e tecnológico do país. Com a recomposição do fundo em 2023, graças à aprovação da Lei 14.377/2023, foram liberados R$ 4,7 bilhões, e para 2025, a previsão é de mais de R$ 10 bilhões em recursos não reembolsáveis. Essa recuperação permite investimentos fundamentais para a valorização de jovens pesquisadores e a reindustrialização do Brasil, construindo bases para um desenvolvimento soberano e autônomo.

A fim de garantir a continuidade e o crescimento dos investimentos em Ciência e Tecnologia, é fundamental que o FNDCT e outras fontes de financiamento sejam vistos como políticas de Estado, e não apenas de governo. No entanto, o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso impõe um desafio significativo, ao estabelecer limites rígidos para o aumento de gastos públicos, o que pode restringir recursos para áreas essenciais, como Ciência e Tecnologia. Para que o país alcance uma posição de destaque global em inovação e desenvolvimento, é imprescindível que o governo continue a executar os mecanismos legais que protegem o FNDCT dessas restrições, reafirmando o compromisso com o investimento em ciência como um pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional.

A ANPG reafirma que o FNDCT não deve ser utilizado para ajustes fiscais em atendimento a especulação do mercado financeiro. A ciência, após ser retomada em 2023, precisa permanecer no centro dos investimentos, sob pena de perdas irreparáveis para o futuro do país.

Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos.

Investir em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) é fundamental para impulsionar o crescimento econômico de qualquer país, e no Brasil, isso não é diferente. Uma das formas mais eficazes de promover esse avanço é por meio da valorização de recursos humanos, especialmente a mão de obra científica, que é crucial para a produção de conhecimento. Nesse sentido, é imprescindível que o Brasil implemente políticas que valorizem os jovens pesquisadores. Isso inclui reajustar as bolsas de estudos, tanto no Brasil quanto no exterior, e estabelecer um mecanismo anual de correção dos valores, além de aumentar o número de bolsas disponíveis.

Diante dessa situação, a ANPG convoca todos a se unirem pela ampliação do orçamento de Educação e CT&I para 2025, garantindo que haja recursos suficientes para um novo reajuste das bolsas, aumento no quantitativo de bolsas e a implementação de mecanismos que assegurem a continuidade da pesquisa científica no Brasil. É essencial que o Congresso Nacional compreenda o valor estratégico do financiamento à pesquisa e assegure um orçamento que permita o desenvolvimento de projetos de longo prazo. Investir em ciência não é um custo, mas uma garantia de retorno econômico, social e tecnológico para o futuro do país. Por isso, exigimos o reajuste já de todas as bolsas de estudos!

Convocamos a todas e todos a aderirem ao nosso abaixo-assinado para pressionarmos por essa mudança!

LEIA O MANIFESTO DA ANPG NA ÍNTEGRA AQUI!

Assine o Abaixo assinado pelo Qr corde ou CLIQUE AQUI

São Paulo, 30 de setembro de 2024

Investir em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) é fundamental para impulsionar o crescimento econômico de qualquer país e, no Brasil, isso não é diferente. Uma das formas mais eficazes de promover esse avanço é por meio da valorização de recursos humanos, especialmente a mão de obra científica, que é crucial para a produção de conhecimento. Nesse sentido, é imprescindível que o país implemente políticas que valorizem os jovens pesquisadores. Isso inclui reajustar as bolsas de estudos, tanto no Brasil quanto no exterior, estabelecer um mecanismo anual de correção dos valores, além de aumentar o número de bolsas disponíveis.
Atualmente, as bolsas de estudo são o principal instrumento de fomento para a formação de novos pesquisadores, essenciais para o desenvolvimento científico do país. Apesar do reajuste obtido em 2023, após intensa mobilização da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e de todo movimento de pós-graduação brasileiro, as bolsas ainda sofrem com a perda significativa de seu poder de compra, tornando difícil a sobrevivência dos pesquisadores, especialmente nas grandes cidades. Se considerarmos o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de março de 2013, o valor das bolsas de mestrado e doutorado deveria estar em R$2.840 e R$4.173, respectivamente.
Isso significa que os pós-graduandos e as pós-graduandas hoje precisam, muitas vezes, dobrar ou triplicar sua jornada para dar conta de seus custos de vida. Em muitos casos, vivem em situação de vulnerabilidade social, sem acesso a recursos para se manterem dentro da pesquisa e da universidade. A falta de investimento não apenas ataca a dignidade de estudo e trabalho na pós-graduação, mas torna a permanência um obstáculo que afasta os mais pobres do mestrado e do doutorado.
Isso sem mencionar a situação dos doutorandos e doutorandas que realizam suas pesquisas no exterior com apoio do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), cujos valores são insuficientes para manter os filhos da classe trabalhadora realizando ciência. Esses pós-graduandos, na verdade, nem estão sobrevivendo com o valor que recebem para se manter, com o agravante de que muitas universidades já não estão aceitando brasileiros, pois o valor da bolsa não contempla o mínimo exigido para visto ou carta de aceite.
Há ainda o passivo dos cortes orçamentários e da desvalorização da ciência entre 2016 e 2022, que resultou em desaceleração na produção científica nacional. A evasão em cursos de pós-graduação tem aumentado, sendo que mais de 14 mil estudantes abandonaram seus estudos em 2023. Esse êxodo de jovens mestres e doutores, em busca de melhores condições de trabalho no exterior, representa uma perda significativa de talentos para o Brasil – é a chamada fuga de cérebros.
Para reverter esse quadro e garantir que a ciência retome seu papel estratégico no desenvolvimento do país, é urgente mobilizar esforços para pressionar o governo a aumentar os investimentos em CT&I. O orçamento previsto para 2025, sob o Novo Arcabouço Fiscal, não tem espaço para um novo reajuste das bolsas, o que reforça a urgência de uma ação coletiva para pressionar os parlamentares a priorizarem os recursos destinados às agências de fomento. É para mudar esse cenário de desvalorização que pós-graduandos, Associações de Pós-Graduandos (APGs) e a ANPG irão atuar no próximo período.
Reajustar as bolsas de estudos, vinculando-as a um mecanismo de correção anual, e aumentar o número de concessões é o primeiro passo para garantir que o Brasil forme mestres e doutores capacitados a contribuir para o avanço da CT&I. Isso é crucial não apenas para o progresso científico, mas também para enfrentar problemas nacionais, como saúde pública, mobilidade urbana e produção de alimentos. O investimento em CT&I tem resultados diretos para a melhora da qualidade de vida da população.
Diante dessa situação, a ANPG convoca todos a se unirem pela ampliação do orçamento de Educação e CT&I para 2025, garantindo que haja recursos suficientes para um novo reajuste das bolsas, aumento no quantitativo de bolsas e a implementação de mecanismos que assegurem a continuidade da pesquisa científica no Brasil. É essencial que o Congresso Nacional compreenda o valor estratégico do financiamento à pesquisa e assegure um orçamento que permita o desenvolvimento de projetos de longo prazo. Investir em ciência não é um custo, mas uma garantia de retorno econômico, social e tecnológico para o futuro do país. Por isso, exigimos o reajuste já de todas as bolsas de estudos!

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Diretoria Executiva da ANPG

Nesta terça-feira (24), de modo virtual, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realizou a primeira reunião de sua nova diretoria executiva, nomeada após o 29º Congresso da entidade, em julho passado.

A pauta da reunião abordou a conjuntura política do país, o calendário a ser estabelecido pelo Congresso Nacional para discussão e aprovação da Lei Orçamentária Anual para 2025 e a necessidade de mobilização dos pós-graduandos para garantir a ampliação dos recursos destinados à Educação e Ciência e Tecnologia, bem como um novo reajuste de todas as bolsas de estudo e que contemple as necessidades dos pesquisadores de doutorado-sanduíche, que não foram favorecidos em 2023.

Foi aprovado o lançamento de uma nova campanha de mobilização pelo reajuste e a realização de uma blitz junto ao Congresso Nacional para dialogar e pressionar deputados e senadores durante os debates da PLOA-2025.

De acordo com Vinícius Soares, presidente da ANPG, o momento exige foco no andamento do orçamento para conseguir espaço para as demandas da pós-graduação. “O Brasil vive um momento de crescimento econômico, que, segundo o próprio Ministério da Fazenda, vai superar os 3,2% neste ano. Portanto, o governo está arrecadando mais e, se tiver a direção política correta, vai investir no setor que pode fazer com que esse ciclo seja sustentável, a ciência e tecnologia”, afirmou.

Para Vinícius, a pressão social será fundamental para esse objetivo. “As escolhas políticas de um país se expressam no orçamento público, que também é reflexo das forças sociais que atuam politicamente. Para conquistar o novo reajuste de todas as bolsas e fazer justiça para os pesquisadores do PDSE, precisaremos ter muita mobilização e capacidade de pressão junto ao governo e ao Congresso. Esse é nosso foco agora”, finalizou.

Preparar-se para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma tarefa que exige disciplina, organização e métodos eficazes. Este exame é fundamental para quem almeja ingressar no ensino superior, sendo uma das principais formas de acesso a universidades brasileiras. Estudar para o ENEM demanda um plano de estudos bem estruturado, que contemple todas as áreas de conhecimento cobradas na prova. A seguir, apresentamos dicas essenciais para ajudar na sua preparação para o ENEM. 

Defina Objetivos Claros 

O primeiro passo para um estudo eficiente é definir objetivos claros. Saber exatamente o que se deseja alcançar ajudará a identificar quais conteúdos precisam ser priorizados. Além disso, ao estabelecer objetivos, é possível monitorar o progresso ao longo do tempo, ajustando o plano de estudos conforme necessário. Esses objetivos podem ser diários, semanais ou mensais, mas é importante que sejam realistas e atingíveis. 

Planejamento do Tempo 

O planejamento do tempo é essencial para maximizar a produtividade. Crie um cronograma de estudos que distribua as matérias ao longo da semana de forma equilibrada. Divida seu tempo entre as diferentes áreas de conhecimento, como ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos, e matemática. Reserve também um período para revisar o que foi estudado e para a prática de redação, que é uma parte crucial da prova do ENEM. 

Utilize Esquemas 

Os esquemas são uma excelente ferramenta para organizar e memorizar conteúdos. Eles permitem visualizar de forma clara e concisa as conexões entre diferentes tópicos, facilitando a compreensão e a retenção. Durante a preparação para o ENEM, utilize esquemas para resumir os principais pontos de cada matéria. Isso ajudará na revisão e na fixação do conteúdo. 

Faça Testes Simulados 

Realizar testes simulados regularmente é uma dica essencial para quem está se preparando para o ENEM. Os simulados ajudam a se familiarizar com o formato da prova, além de treinar a gestão do tempo durante a realização do exame. Ao fazer simulados, é possível identificar quais áreas necessitam de mais atenção e ajustar o plano de estudos conforme necessário. 

Constância nos Estudos 

Para garantir um bom desempenho na prova do ENEM, é essencial manter a constância nos estudos. Dedique-se diariamente, mesmo que por um período curto. O estudo é mais eficaz quando realizado de forma contínua e regular, ao invés de concentrado em períodos de tempo longos e esporádicos. 

Revise os Conteúdos Periodicamente 

A revisão dos conteúdos é uma etapa crucial na preparação para o ENEM. Reserve um tempo semanal para revisar o que foi estudado. Isso ajudará a fixar as informações na memória de longo prazo. Utilize diferentes métodos de revisão, como resumos, flashcards e exercícios práticos. 

Pratique a Redação 

A redação é uma parte importante da prova do ENEM e pode fazer a diferença na sua nota final. Portanto, pratique a escrita regularmente. Leia temas de redações anteriores e escreva textos sobre eles. Além disso, peça para que alguém leia suas redações e forneça feedbacks construtivos. A prática constante ajudará a melhorar a estrutura, a coesão e a coerência dos seus textos. 

Utilize Diferentes Recursos de Estudo 

Diversifique os recursos de estudo. Utilize livros, apostilas, vídeos, podcasts e aplicativos educativos. A variedade de fontes ajudará a manter o estudo mais interessante e dinâmico. Além disso, diferentes recursos podem oferecer abordagens distintas sobre o mesmo assunto, facilitando a compreensão. 

Cuide da Saúde Mental e Física 

A preparação para o ENEM não deve ser apenas sobre estudo. É essencial cuidar da saúde mental e física. Reserve tempo para atividades de lazer, pratique exercícios físicos e tenha uma alimentação equilibrada. O equilíbrio entre estudo e bem-estar é fundamental para manter a motivação e a produtividade. 

Estudar para o ENEM exige organização, dedicação e estratégias eficientes. Com um plano de estudos bem estruturado, objetivos claros e uma boa gestão do tempo, é possível preparar-se de forma eficaz para a prova do ENEM. 

Utilize esquemas, faça testes simulados, revise os conteúdos regularmente e pratique redações. Diversifique os recursos de estudo e cuide da sua saúde mental e física. Seguindo essas dicas essenciais, você estará mais preparado para enfrentar o desafio do ENEM e alcançar seus objetivos no ensino superior. 

O pós-graduando pernambucano Vinícius Soares, doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi reeleito para a presidência da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) no biênio 2024-2026.

O candidato da chapa “Unidade para Reconstruir o Brasil através da Ciência”, composta pela unidade de todas as correntes políticas participantes do 29º Congresso, foi eleito por aclamação pelos delegados e delegadas presentes na plenária final.

Vinícius Soares é natural do Recife (PE), tem 31 anos e se formou em Ciências Biológicas pela Universidade de Pernambuco (UPE). Cursou mestrado em Biologia Celular Molecular Aplicada na mesma Instituição e agora faz doutorado na UFRJ.

Como presidente da entidade nos últimos dois anos, Vinícius liderou diversas lutas e conquistas para os pós-graduandos, tais como o reajuste das bolsas de estudos, a aprovação do Plano Nacional de Assistência Estudantil, a nova Lei de Cotas e a Lei da Licença Parentalidade, dentre outras.

Na manhã deste sábado (13), o Congresso da ANPG recebeu a ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, que apresentou uma prestação de contas das ações da pasta e apontou perspectivas de novas realizações. Participaram da recepção o presidente da ANPG, Vinícius Soares, e a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, professora Sandra Goulart.

Em sua apresentação, Vinícius alertou que, mesmo com os esforços da atual gestão, as defasagens orçamentárias acumuladas desde 2016, agravadas no governo Bolsonaro, criaram um cenário de riscos potenciais para a ciência nacional. “Há uma crise de quadros técnicos, causada por um eclipse de direitos sociais e desvalorização por estarmos na condição híbrida. Nos últimos anos, tivemos evasão de 30 mil pós-graduandos e deixamos de titular 9 mil doutores”, disse.

Segundo o presidente da ANPG, hoje a pós-graduação é muito mais diversa do que no passado e isso exige novas políticas públicas. “Os filhos do pedreiro e da empregada doméstica estão virando doutores. O Brasil precisa investir 2,5% do PIB em C&T para dar sustentabilidade ao parque de ciência e tecnologia e garantir o desenvolvimento e a soberania nacional”.

A reitora Sandra Goulart exaltou a volta do diálogo democrático entre gestores das universidades e o governo federal, algo interrompido no governo anterior, e fez ecoou o presidente Lula para dizer que recursos destinados para educação devem ser vistos como investimentos. “Termos pessoas que nos escutem e lutem para melhorar, já é um alento. As universidades estão maiores e melhores em relação a 15 anos. Isso custa caro, mas, como diz o presidente, é investimento. Nossa luta é a luta de vocês, por um país mais justo, equânime”, afirmou.

Luciana Santos, primeira mulher a dirigir o Ministério de Ciência e Tecnologia, fez um balanço das realizações de um ano e meio de governo Lula e reafirmou compromissos caros aos pós-graduandos. “O Brasil voltou, voltou pela reconstrução de políticas públicas. A volta do impulso à vacinação, o Minha Casa, Minha Vida – que tinha sido retirado para as famílias mais pobres -, o Farmácia Popular, retiramos 24 milhões de pessoas do mapa da fome só no ano passado”, elencou, entre diversos outros feitos.

Luciana fez duras críticas à condução do Banco Central na política monetária, que manteve a taxa Selic em 10,5% na última reunião do Copom mesmo com a inflação sob controle. “Não já justificativa para o Banco Central manter as mais altas taxas de juros do planeta. Se temos a inflação sob controle, a melhor taxa de empregos dos últimos anos, o conjunto dos indicadores econômicos são bons. É por isso que temos que dizer em alto e bom som: não às absurdas taxas de juros!”, disse a ministra, sendo aplaudida pelo público.

Por fim, Luciana Santos lembrou o reajuste das bolsas de estudos realizado em fevereiro de 2023, apontou medidas para fixar jovens talentos e se comprometeu a apoiar reivindicações apresentadas pela ANPG ao governo. “Nosso compromisso com os pós-graduandos não se encerra com o reajuste das bolsas. Queremos que o Brasil seja acolhedor para pesquisadores. Vamos combater a fuga de cérebros, precisamos garantir uma política de reajuste permanente das bolsas. Precisamos garantir que o tempo dedicado seja contado para fins de previdência. Vocês podem contar comigo, serei porta voz permanente de apoio a essas reivindicações”, finalizou.

Filhos de pós-graduandos apresentam reivindicações à ministra

Durante a conferência de Luciana Santos, quatro crianças filhas de pós-graduandas subiram ao palco para ler uma carta em que reivindicaram poder acompanhar os pais em viagens. “Nós, crianças, falamos por nós mesmas, por todos do Brasil. Nossas famílias são formadas por pesquisadores e pós-graduandos. Nós, crianças, não podemos viajar com nossos pais, porque o fomento não é liberado para nós. Nossas vidas são diferentes, nós sabemos e temos alguns problemas, como não poder viajar com nossos pais quando fazem o sanduíche [bolsa sanduíche]. Nossos pais, quando não recebem bolsa, estudam e trabalham, ficam muito acarretados [atarefados] de coisas e ainda precisam cuidar de nós. Por favor, não esqueçam de nós”, apresentaram.

Na manhã de sábado, 13 de julho, no auditório da UFMG, durante a participação da ministra Luciana Santos no 29º Congresso da ANPG, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) lançou o livro “FINEP e a neoindustrialização – Uma contribuição à 5ª CNCTI”.

Participaram do ato o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da empresa, Carlos Aragão, e Fernando Peregrino, que organizou a obra junto com Celso Pansera, presidente da FINEP.

O livro sistematiza as contribuições de representantes do governo, dos trabalhadores, da comunidade empresarial e técnico-científica no debate sobre a reindustrialização do país, assim como as propostas a serem levadas à 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada em Brasília.

Na noite desta sexta-feira, de 12 de julho, no auditório central da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi realizado o ato de abertura do 29º Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

A mesa foi composta por Vinícius Soares, presidente da ANPG; Ana Priscila, vice; Leonardo Alves, secretário-geral; a reitora da UFMG, professora Sandra Goulart; Thaís Oliveira, coordenadora-geral da APG da UFMG; Selma Bazan, vice-regional sudeste da ANPG; e Nilson Florentino,

Na saudação inicial, Vinícius lembrou a conjuntura adversa que vivia o país quando a gestão assumiu, ainda sob governo Bolsonaro e com o desmonte da educação e da ciência, e apontou o papel fundamental dos estudantes na vitória de Lula e na reconstrução do país. “Essa gestão foi eleita numa encruzilhada histórica. Não sabíamos se teríamos que resistir ao Brasil da barbárie ou se teríamos o Brasil da redemocratização. Chegar até aqui não foi fácil, pois enfrentamos uma noite longa de quase 6 anos, em que foram atacados os pilares da democracia e da República. Mas, com muita luta, os pós-graduandos tiveram atuação decisiva para derrotar o negacionismo nas urnas”, afirmou, recordando que o movimento estudantil foi responsável por alistar 2 milhões de jovens para votar, a mesma diferença que garantiu a vitória de Lula.

Vinícius também elencou as diversas conquistas da ANPG no último período, como o reajuste de bolsas, a nova lei de cotas e plano nacional de assistência estudantil, ambos com a inclusão da pós-graduação.

A reitora Sandra Goulart saudou as delegações ao 29º Congresso e falou da esperança vivida atualmente nas universidades, após tantos ataques sofridos nos últimos anos. “É um momento de grande esperança, momento de esperançar por dias melhores, de lutar para um país que nós queremos melhor. Temos que estar juntos na defesa da educação que queremos, que seja um bem público, de qualidade, e um dever do Estado”, disse.

Ana Priscila lembrou que o negacionismo científico foi responsável por milhares de mortes na pandemia e o contraponto a ele é a ciência, capaz de produzir saídas para os dilemas dos povos. “Quando falamos da importância dos pesquisadores, estamos falando do Brasil que queremos construir. Quando assumimos, estávamos há mais de 10 anos sem reajuste nas bolsas e, graças a muita mobilização, conseguimos avançar”, apresentou, destacando as diferenças entre os projetos políticos.

O secretário-geral Leonardo Alves celebrou as recentes vitórias eleitorais da esquerda contra a extrema-direita na França e na Inglaterra e disse que a ANPG deve ser afirmativa na luta por direitos e contra o neoliberalismo. “Nós devemos dizer o que defendemos com todas as palavras, porque nós queremos uma vida digna. A ANPG é uma entidade para lutar pelos direitos dos pós-graduandos e não há condições de criar um projeto de ciência e tecnologia, saúde, educação enquanto houver o arrocho fiscal. A ANPG deve dizer em alto e bom som que quer o fim do arrocho fiscal!”.

Nilson Florentino, da Secretaria Nacional de Juventude, falou do compromisso e da parceria que o órgão mantém com a ANPG, através do diálogo democrático com as pautas apresentadas. “Esse evento é muito importante para a formulação das políticas públicas de juventude. A SNJ recebeu a ANPG logo no início do governo e conseguiu avançar junto aos órgãos competentes para debater o reajuste e as demais pautas da ANPG, que agora tem sido entregues pelo governo”.

Selma Bazan, vice regional sudeste, comemorou que sua universidade, a UFMG, sedia “o maior Congresso da ANPG da história”. “Isso é fruto do movimento feito nas universidades, da luta de cada APG”, disse.

Última oradora, Thaís Oliveira, coordenadora da APG UFMG, registrou a importância do Congresso para que os estudantes possam trocar experiências e debater temas importantes para a pós-graduação de um país continental, múltiplo e diverso como o Brasil. “Estamos século XXI, mas o Brasil apresenta desigualdades persistentes e que vão contra a sociedade que queremos. A pós-graduação de hoje é muito mais diversa do que anos atrás. O lugar das mulheres pretas, das pessoas LGBTQI, das pessoas com deficiência é na pós, sim! Nós chegamos aqui e não vamos retroceder”, finalizou.