
O Conselho Deliberativo (CD) da Fiocruz reuniu-se em caráter extraordinário na manhã desta segunda-feira (4/6), na Residência Oficial, no campus Manguinhos (Rio de Janeiro), para avaliar os efeitos da Medida Provisória 839, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (1º/6), que cancelou R$ 135 milhões no Programa Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A Fundação teve R$ 5,2 milhões retirados de seu orçamento de 2018. Para a presidente Nísia Trindade Lima, mais do que uma questão orçamentária, “a redução coloca em risco a área social do governo e reforça a necessidade de estarmos juntos na defesa da democracia e de um projeto para o país”.
O vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira, esclareceu que foi informado pela Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO/SE/MS) que o corte será abatido do bloqueio anteriormente determinado pelo Ministério da Saúde (R$ 139 milhões), nas áreas indicadas pela Fundação naquela ocasião. Segundo ele, dado a imprevisibilidade da atual conjuntura, “a SPO recomenda cautela na execução de recursos”. “Estamos fazendo ajustes nas despesas de sustentação para não comprometermos atividades finalísticas”, afirmou o vice-presidente.
Após o debate dos conselheiros, o CD Fiocruz, que vai estar permanentemente avaliando a evolução da crise política e orçamentária, decidiu publicar uma nota oficial dirigida ao conjunto da sociedade. Também está sendo organizado, ainda para junho, um amplo debate interno sobre os desafios da conjuntura de Ciência & Tecnologia no país e o papel da Fundação Oswaldo Cruz neste contexto.
Leia abaixo a nota do CD Fiocruz na íntegra:
Nota do Conselho Deliberativo da Fiocruz
O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz, reunido em caráter extraordinário no dia 4 de junho de 2018, deu sequência ao diálogo permanente sobre o atual cenário político, econômico e institucional do país e analisou as recentes medidas de restrição do orçamento público, em especial na área social, decorrentes da medida provisória número 839, de 30 de maio de 2018.
O país atravessa uma grave crise que traz repercussões para o setor saúde. A partir de um esforço pela manutenção de seu orçamento e de suas atividades, a Fiocruz tem conseguido dar respostas a uma série de desafios da saúde pública brasileira, como nos casos dos surtos de febre amarela, da tríplice epidemia de dengue, zika e chikungunya e do enfrentamento do surto de sarampo em Roraima.
Nesse contexto de crescentes desafios na saúde e em outros campos da área social, é preocupante o avanço de medidas que restrinjam ainda mais os recursos destinados ao desenvolvimento de políticas públicas que visam ao bem estar da população, à CT&I e à soberania do país. É preocupante, portanto, o sinal dado pela medida provisória número 839, que cancela R$ 135 milhões de ações voltadas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e reduz ainda mais o orçamento destinado à educação e a programas de ciência, tecnologia e inovação, entre outras.
O cancelamento de R$ 5,2 milhões do orçamento da Fiocruz coloca desafios adicionais ao atual contexto institucional e a introdução de novas medidas desta natureza pode colocar em risco real o já difícil exercício de manutenção das ações necessárias ao enfrentamento dos problemas de saúde pública do país e de desenvolvimento da ciência e tecnologia para garantir a sustentabilidade do SUS.
O Conselho Deliberativo da Fiocruz atuará em todas as frentes necessárias à manutenção do orçamento aprovado para a instituição e para fazer valer seu compromisso com o SUS, com a ciência, tecnologia e inovação, com as instituições públicas e com a democracia. Neste sentido, reitera-se as diretrizes orçamentárias aprovadas pelo Conselho no início do ano, destacando-se os esforços para garantir orçamento preservando as áreas finalísticas. Além disso, deve-se manter a estratégia de fortalecimento de uma rede de instituições públicas que busque a estabilidade dos serviços públicos voltados à população e que amplie a capacidade de interlocução no governo e com a sociedade.
Coerente com a sua visão de desenvolvimento com inclusão social e redução das desigualdades, o Conselho defende a necessidade de uma profunda mudança no modelo em vigor para privilegiar o gasto social, em educação e em CT&I como fatores essenciais, ganhando prioridade relativamente às estratégias de pagamento das despesas financeiras do Estado.
Para possibilitar a ampliação desta reflexão, a Fiocruz realizará debates com seus trabalhadores nos meses de junho e julho, com o propósito de facilitar a compreensão dos impactos das medidas que vem sendo adotadas e discutir medidas para enfrentamento da situação. Para tanto, convidamos toda a comunidade Fiocruz para um debate sobre os desafios e a atuação da Instituição na atual conjuntura, a realizar-se no dia 21 de junho, em local a ser divulgado em breve. Outro marco ocorrerá no Seminário Fiocruz/SBPC/Abrasco, onde estará em discussão o Direito ao Desenvolvimento, à Saúde e à Ciência, Tecnologia e Inovação, cuja divulgação também será realizada em breve.
Fonte: Agência Fiocruz
Aconteceu hoje, 29 de maio de 2018, em Brasília, a Audiência Pública sobre os critérios de proficiência em língua estrangeira do Programa Doutorando Sanduíche no exterior (PSDE). A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) presidiu a mesa que contou com a presença de Tamara Naiz, presidenta da ANPG e Abílio Afonso Baeta Neves, presidente da Capes.
A ANPG esteve presente não só na mesa, mas com uma delegação de pós-graduandas e pós-graduandos que foram reforçar a necessidade de mudanças urgentes nos critérios de proficiência. “A comunidade acadêmica foi surpreendida com escores exigidos no edital de 2017, os índices de referência de língua inglesa são superiores ao solicitado pelas instituições internacionais. A graduação brasileira mudou. Somos um grupo heterogêneo de classes sociais que não foram privilegiadas com educação de elite, pois estudamos e trabalhamos para superar diferenças e esse edital reforça as diferenças, precisamos mudar isso”, explicou Tamara Naiz.
Na Audiência vários pós-graduandos de diferentes locais do Brasil apresentaram suas perspectivas. O resultado desta união foi a abertura da CAPES em falar da possibilidade de mudanças ainda para este edital. Mas elas aindam serão debatidas internamente pela Capes e só serão válidas quando publicadas pela agência.
Veja as principais possibilidades de mudanças :
- Ter a proficiência em inglês comprovada com TOEFL IBT (minímo 71) ou ITP (mínimo 527) conforme a comissão Fulbright.
- Carta da universidade de destino atestando proficiência.
“O importante que agora nós vamos continuar o diálogo junto a Capes para fazer as revisões neste edital, para que ele seja mais justo para todos”, finalizou a presidenta da ANPG.

O projeto “Travessia – Curso Preparatório para a Pós-Graduação a nível de Mestrado” é uma iniciativa de ação afirmativa que tem como objetivo viabilizar o acesso de estudantes com condições de competição menos favoráveis à pós-graduação stricto sensu em nível de mestrado. A necessidade do curso se evidencia quando foi analisado os resultados de processos seletivos dos programas de Pós-Graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG) e se verificou que, mesmo após a adoção de cotas em 2015, por meio da Resolução Consuni Nº 07/2015, a entrada de estudantes pretos, pardos e indígenas ainda representa uma pequena porcentagem e, na maioria dos casos, a reserva de 20% das vagas não é totalmente acessada.
O curso é oferecido por um grupo de estudantes de pós-graduação e professores, com apoio do Núcleo de Estudos Afrodescendentes e Indígenas (NEADI) da UFG e em colaboração com o Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Diferença da FIC (Pindoba), o Laboratório de Estudos de Gênero, Étnico-raciais e Espacialidades da UFG (LaGENTE-IESA), o Laboratório de Pesquisas em Educação, Química e Inclusão (Lpeqi), o Obiah – Grupo Transdisciplinar de Estudos Interculturais da Linguagem e o Laboratório Magnífica Mundi, da Faculdade de Informação e Comunicação da UFG.
Para participar do processo seletivo para a turma 2018/02 clique aqui
Doutorandos e mestrados, participem como Tutor Voluntário!
O projeto Travessia está com cadastro aberto para tutores voluntários. Se você já entrou no mestrado e doutorado pode ser ‘tutor’ de alguém que ainda não entrou. o tutor voluntário ajudará lendo o projeto, revisando, corrigindo e dando dicas para a prova. A ideia é encaminhar pessoas na da sua área e/ou que querem estudar nos programas que o voluntário estudou.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT – que acontecerá de 15 a 21 de outubro sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil – já tem programação.
A SNCT tem o objetivo de aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País. A ideia é criar uma linguagem acessível à população, por meios inovadores que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da Ciência, além de aprofundarem seus conhecimentos sobre o tema.
Ciência para a redução de Desigualdades
“Ciência para a Redução das Desigualdades” foi o tema escolhido para a décima quinta edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em 2018. A motivação para escolha baseia-se na Agenda 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas – ONU, e seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, em particular o ODS 10 – Redução das Desigualdades.
O tema da SNCT 2018 permite trazer à tona o debate acerca da contribuição das Ciências Sociais e Humanas para a redução das desigualdades no Brasil. Fomentar os usos sociais da ciência e da tecnologia permitirá ampliar as possibilidades de se combater a desigualdade social por meio da popularização e da divulgação da ciência e da tecnologia.
Programação
Todos os Estados Brasileiros já tem programação. Para conferir na sua cidade acesse:
http://snct.mctic.gov.br/semanact/opencms/programacao/index.html

A Revista Juventude.br, do Centro de Estudos e Memória da juventude, torna pública a chamada de artigos para o dossiê temático “JEVENTUDE, EDUCAÇAO E TRABALHO”, organizado pelo Professor Dr. Nilson Weisheimer da UFRB . A publicação é prevista para junho de 2018 e pretende contribuir para a produção de conhecimento multidisciplinar sobre os desafios da inserção dos jovens na educação formal e no mundo do trabalho assim como sobre o papel das politicas publicas na efetivação desses direitos. Busca-se com este dossiê dar vazão à pesquisas empíricas e ensaios teóricos que possam contribuir para reflexão sobre essas dimensões centrais na vida de muitos jovens brasileiros. Interessam-nos particularmente trabalhos que abordem: a) as relações do dos jovens com o sistema formal de ensino e o mundo do trabalho; b) as políticas de juventude que proporcionem acesso e permanência nas esferas educativas e profissionais; c) participação juvenil e formas de ações coletivas na busca para efetivar a garantia desses direitos; d) as imbricações e múltiplas relações entre educação e trabalho no mundo contemporâneo; e) as relações entre educação, ciência e tecnologia para um novo projeto nacional de desenvolvimento .
Os temas sugeridos não impedem que outras questões, temas e abordagens pertinentes ao dossiê sejam propostos e bem recebidos.
A revista também aceitará contribuições sobre os demais temas dos estudos sobre a juventude a fim de compor a seção miscelânea.
Serão aceitos artigos originais escritos em português, que estejam em conformidade com as normas da revista.
As contribuições devem ser enviadas para [email protected] e [email protected] até a data de 8 de Junho de 2018.
Normas de Publicação:
A Revista Juventude.Br aceita colaborações que lhe forem enviadas, reservando-se o direito, a critério da editoria e do Conselho Consultivo do CEMJ, de publicá-las ou não. Os artigos enviados não devem exceder 20 laudas de 1250 caracteres com espaço. Os artigos devem ser enviados de preferência em formato PDF. Citações devem seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
http://www.cemj.org.br/nossosprojetos_revistajuventude_br.asp

Hoje, 21 de maio de 2018, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, e a tesoureira da entidade, Elisangela Volpe, estiveram no Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação para uma reunião com Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped).
A secretária Sônia da Costa recebeu as diretoras da ANPG. Entre as principais pautas debatidas está o 26 Congresso da ANPG, que acontecerá entre os dias 28 e 1 de julho em Brasília. “Falamos da importância de nosso congresso, da Mostra que também é realizada e de nossos projetos para o desenvolvimento da pós-graduação”, explicou Tamara Naiz.
Além do Congresso, Naiz e Volpe debateram sobre a importância da Semana de Ciência e Tecnologia e discutiram possíveis ações para a data. “Esta é um evento importantíssimo para a popularização da ciência e temos que participar e envolver cada vez mais os pós-graduandos”, disse Volpe.
Com o tema Em defesa da ciência, da universidade e do Brasil: o que é Público não se vende! o XXVI Congresso Nacional de Pós-Graduandos já tem local e data marcada para acontecer. O evento, que é a instância máxima de deliberação da ANPG, será realizado entre os dias 29, 30 de junho a 1 de julho de 2018, na Universidade de Brasília (UnB). O tema deste ano permeará as atividades do Congresso.
O Congresso foi convocado pela diretoria executiva em sua última reunião realizada no dia 28 de fevereiro de 2018, conforme disposto no estatuto e indicado pelo 41* Conselho Nacional de Pós-Graduandos. Confira a convocatória aqui: Edital de convocação 26 CNPG
O CNPG é a instância máxima de deliberação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e sua 26 ° edição terá como pauta debater e deliberar sobre teses, moções, recomendações e propostas apresentadas por qualquer um de seus associados, assim como ações a serem desenvolvidas no próximo biênio pela entidade e a eleição de sua nova diretoria. Além disso, será referendado as alterações do Documento de Direitos dos Pós-graduandos e Pós-graduandas brasileiras, reformulado no 41º CONAP.
Poderão participar do 26° CNPG, com direito a voz todos os pós-graduandos regularmente matriculados em 2018 e entidades do Movimento Nacional de Pós-Graduandos. E terão direito a voto os pós-graduandos eleitos democraticamente em processos eleitorais que serão conduzidos por entidades APGs, federações, associações de áreas e comissões pró-apg, as quais deverão estar filiadas à ANPG. Aquelas entidades que já se filiaram durante o processo do 41º CONAP não precisam repetir o procedimento de filiação.
Delegados e suplentes ( incluindo diretores)
Até 15/06 – R$ 75,00
Até 28/06 – R$ 100,00
Na cena do congresso – R$ 150,00
Pague aqui
Observadores
Até 15/06 – R$ 100,00
Até 28/06 – R$ 150,00
Na cena do congresso – R$ 200,00
Pague aqui
OBS quem inscrever trabalho na mostra terá um abatimento do valor da mostra. Ex: delegado que está com trabalho inscrito, paga 25 reais da mostra científica e mais 50 do credenciamento.

A CRES 2018 encerra as inscrições no dia 20 de maio. ANPG estará presente com uma delegação e convoca todas e todos pós-graduandos
No marco dos 100 anos da Reforma Universitária de Córdoba acontecerá na mesma cidade a Conferência Regional de Ensino Superior, a CRES 2018, entre os dias 11 e 15 de junho de 2018. Este é o evento regional mais importante de educação da América Latina e reúne reitores e reitoras, diretores e diretoras, estudantes, pós-graduandas e pós-graduandos, centros de pesquisa, organizações governamentais e não- governamentais, trabalhadoras e trabalhadores docentes e administrativos da educação superior de todo o continente.
A conferência discutirá critérios, formulará propostas e linhas de ação que consolidem a educação superior como um bem social, direito humano universal como responsabilidade do Estado. A ANPG estará presente com um grupo de delegados. “É nosso papel defender a Educação Superior como direito de todas e todos. Neste momento de crise é preciso ressaltar que é dever do Estado garantir uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada para alavancar o desenvolvimento igualitário da nação”, explicou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
Para Rafael Bogoni, diretor da OCLAE (Organização Continental Latino Americano e Caribenha dos Estudantes) a participação da ANPG e de todos os estudantes é essencial. “A CRES 2018 também celebrará o primeiro centenário da Reforma Universitária de 18′ ocorrida em Córdoba. Já realizamos alguns debates prévios a Conferência de opos-graduandas e pós-graduandos e alguns ainda estão previstos no Brasil e em outros países. Não há melhor maneira de honrar a luta daqueles jovens que assumir e participar da III Conferência sobre a Educação Superior com o compromisso e a decisão impostergável de construir um futuro de prosperidade e bem-estar para os países da América Latina e o Caribe garantindo a Educação Superior como ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável e soberania dos nossos países.”
As pós-graduandas e os pós-graduandos que quiserem participar ainda há tempo. As inscrições são gratuitas e se encerram domingo, dia 20 de maio de 2018.
http://www.cres2018.org/
Em 2016 a ANPG e a APG UFG começaram uma campanha na Universidade Federal de Góias contra o assédio sexual dentro da Universidade focado na pós-graduação (veja aqui matéria). Na época, a diretora da ANPG, Raísa Vieira, contou: “Nós organizamos as informações para a campanha, conscientizando sobre o que é assédio moral e o que é assédio sexual e quais são as práticas mais comuns. No material também apresentamos nossa proposta da criação de uma comissão da UFG específica para apurar e punir esses casos, composta paritariamente por estudantes, docentes e técnicos”.
A ação deu certo e desde 2017 a própria UFG faz uma campanha contra o assédio que procura conscientizar ao alunos da importância deste tema. “Esta é uma vitória que devemos comemorar”, diz Vieira.
Veja a campanha:

