
Na segunda-feira, 11 de setembro, aconteceu em Brasília, na sede da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) uma reunião com mais de 20 entidades que compõem Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) para apresentar, discutir e debater o Documento de Orientações e Recomendações da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape 2018), bem como um calendário de ações da Conferência nos estados, Distrito Federal e municípios, além de informes e análise de conjuntura.
O FNPE foi construído após a mudança do Governo Temer do Fórum Nacional de Educação. E durante o debate que acorreu na última segunda as entidades reforçaram a importância do processo da Conape e que esta Conferência Popular tenha um papel fundante em restabelecer o processo da democracia, dentro da pauta de educação, e o resgate da soberania do país.
A ANPG fazer parte da comissão organizadora da CONAPE 2018. Tamara Naiz, presidenta da entidade, esteve presente na reunião e afirma: “Diante do desmonte que esse governo tem promovido na Educação brasileira a Conferência tem um desafio grande de organizar conferências livres e provocar um debate público sobre o futuro da educação em nosso país e de fazer um enfrentamento diante a esse governo golpista. Por isso, nós da ANPG estamos participando da organização da CONAPE 2018 e vamos fortalecer essa iniciativa e construir uma grande conferência que aponte rumos para defesa da nossa educação”.

Hoje acontece em Minas Gerais, na UFMG, acontece o Seminário Universidade, Sociedade e Estado: “O Papel das Universidades Públicas no cenário atual”. A ANPG está presente representada pela presidenta da entidade Tamara Naiz.
Os temas centrais deste seminário serão a educação pública e desenvolvimento humano, social e econômico, financiamento do ensino superior e universidades públicas, integração, cooperação e desenvolvimento regional.
A conferência inaugural foi feita pelo professor emérito Clélio Campolina, da UFMG. Os eventos foram gratuitos e abertos ao público com lugares limitados à capacidade do público.
A ANPG, representando a Organização Latino-americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE) participou da mesa Redonda: Universidade pública, integração, cooperação e desenvolvimento regional. Os participantes foram: Roberto Markarian, Reitor da Universidade de la Republica, Uruguai, Héctor Floriani, Reitor da Universidade Nacional de Rosario, Argentina, Zaira Turchi, Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa (CONFAP).
A Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UERJ – APG UERJ convida para a I PRIMAVERA DA PÓS, evento dos estudantes de pós-graduação que pretende mobilizar as PGs e chamar a atenção para o desmonte da nossa Universidade e do ensino público, gratuito e de qualidade, contra os cortes na Ciência brasileira e nos recursos do CNPq, e ainda contra a saída da Faculdade de Direito do campus Maracanã (#DireitoFica).
O convite é para que todas e todos possam refletir sobre o papel dos pós-graduandos nesse cenário que NÃO TÁ NORMAL. Vamos compartilhar ideias e mostrar que *A PÓS DA UERJ EXISTE E RESISTE*!
19/09/2017 – terça-feira
15h às 19h
Campus Maracanã / auditório 11
Ato de lançamento do #MobilizaPós
Exposição das pesquisas dos Programas de Pós-graduação
Exposição de trabalhos dos estudantes (pôsteres)
Apresentação da APG
Sarau literário
Mesa com Elika Takimoto
Música com as bandas da gravadora Transfusão Noise e Lucio Sanfilippo
O 41 CONAP (Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos) acontecerá entre os dias 27 e 29 de outubro em São Luís, no Maranhão.
Confira o regimento aqui: regimento 41 conap
Confira o edital aqui: Edital convocacao 41 conap

Neste sábado, 2 de setembro, aconteceu em quatro capitais brasileiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre a segunda Marcha pela Ciência.
Os protestos foram organizados pelo movimento Conhecimento sem Cortes, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ANPG e outros grupos ligados às áreas científica e acadêmica.
As bandeiras levantadas durante as atividades no Estado eram contra o Corte sistemático de verbas para ciência e tecnologia e a campanha Diretas já. “Precisamos aumentar a mobilização, falar com a sociedade e aumentar a adesão em Defesa da ciência, tecnologia e educação. Sem ciência não há futuro”, disse Karol Rocha, diretora da ANPG.
Em São Paulo cerca de 200 pessoas estiveram na Paulista com cartazes e faixas conscientizando as pessoas da importância da Ciência. O secretário geral da ANPG, Vinicius Soares, afirmou a importância desse ato público: “Precisamos da sociedade do nosso lado”.
Já no Rio de Janeiro a participação foi maior, cerca de 1000 pessoas, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz estava presente ao lado do presidente da SBPC, Ildeu Castro Moreira. “Centenas estiveram na frente do Museu do Amanhã para dizer não aos cortes e para pedir garantias dos pagamentos das bolsas. Essas bolsas são muito mais que um direito e sim uma necessidade para o crescimento do Brasil”, contou Naiz.
Em Brasília o ato também contou a presença de 150 pessoas, muitos pós-graduandos e professores da Universidade de Brasília. “Esta é a hora de lutarmos para garantir que não desmantelem a ciência no Brasil. Precisamos ter direito a esse futuro”, disse Lis Volpe, diretora da ANPG que estava em Brasília para o evento.
É importante lembrar que o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) vem encolhendo desde 2013, e neste ano foi cortado em 44%, com um limite de empenho de aproximadamente R$ 3,3 bilhões — metade do valor de dez anos atrás.

A 2ª Marcha Pela Ciência no Brasil já está confirmada nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A mobilização está programada para este sábado, 2 de setembro, às 15h. Com o objetivo de pressionar o governo a revogar os cortes no orçamento para Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação na votação da Lei Orçamentária Anual de 2018, o movimento parte da iniciativa da campanha Conhecimento Sem Cortes e conta com o apoio da SBPC e ANPG.
Em São Paulo, a manifestação começa na Avenida Paulista, no Vão Livre do MASP. Em Brasília, a Marcha é realizada pela SBPC Regional–DF, e será realizada em frente ao Museu Nacional da República.
Na capital carioca, a Marcha se concentra em frente ao Museu do Amanhã, e terá como tema “O que será o amanhã?”.
“O que será o amanhã sem verbas para as Universidades federais, para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil? Como vai ser o futuro do País frente ao contingenciamento de recursos para áreas tão estratégicas?”, questionam os organizadores da Marcha. A escolha do dia 2 de setembro para realizar a manifestação é porque este é um momento crucial na definição do orçamento para 2018. Uma segunda Marcha, argumentam, é necessária para pressionar os deputados federais, em vias de votar a Lei Orçamentária, que vai definir a distribuição de recursos para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para o próximo ano.
Serviço:
Evento: 2ª edição da Marcha pela Ciência no Brasil
Locais confirmados:
Rio de Janeiro (RJ)
Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã
Data: 02/09/2017
Hora: 15h
São Paulo (SP)
Avenida Paulista – no vão do MASP
Data: 02/09/2017
Hora: 15h
Brasília (DF)
Museu Nacional da República
Data: 02/09/2017
Hora: 15h
Fonte: Jornal da Ciência
Leia a moção enviada pela Comunidade Acadêmica do Instituto de Física da Unicamp ao MCTI:
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Os estudantes brasileiros, representados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Secundaristas (UBES) e Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) manifestam sua veemente revolta contra as movimentações de Michel Temer para privatizar setores estratégicos do país, entre eles a Eletrobras e o patrimônio energético brasileiro.
Ancorado sobre a ruína das contas públicas, imerso no lodo das páginas policiais com denúncias gravíssimas de corrupção, rejeitado pela imensa maioria da população, o desgoverno Temer não reúne a mínima honestidade para solapar as riquezas nacionais e vender o que é do nosso povo. O Brasil não está à venda.
As privatizações de recursos fundamentais no país, que colocam em risco a soberania nacional, têm sido reprovadas pelos brasileiros desde os governos neoliberais da década de 1990, quando milhões foram às ruas, incluindo o movimento estudantil, para fazer frente a negociatas vergonhosas como aquela que entregou a Companhia Vale do Rio Doce e parte grande dos nossos recursos minerais.
Os estudantes que, já desde muito antes, na década de 1950, foram os principais defensores das empresas estatais estratégicas para o desenvolvimento do país, defesa expressa em diversas campanhas como a do petróleo para os brasileiros “O Petróleo é Nosso”, não aceitarão que a entrega do setor elétrico avance de forma trágica como deseja Temer.
A UNE, UBES e ANPG convocam a juventude e os movimentos sociais organizados para combater nas ruas a armação dessa vergonhosa feira livre do nosso país. Após ferirem de morte os direitos sociais com o congelamento dos gastos públicos, rasgarem as leis trabalhistas e avançarem contra a aposentadoria e seguridade, desmantelarem a ciência brasileira e a educação pública, os que se encontram de forma ilegítima no Palácio do Planalto não têm a mínima autoridade de vender o que não é deles.
A Eletrobras é nossa e lutaremos por ela e por todas as empresas estratégicas para o desenvolvimento e soberania do país.
União Nacional dos Estudantes
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Associação Nacional dos Pós-Graduandos
Nós, alunos de pós-graduação, professores universitários, bolsistas de iniciação científica e técnicos, abaixo-assinados da PUC-Rio, CENA/USP, UFMS/CPAN, UEL-PR, ICB/USP, UFRJ, IAC-SP, CBPF-RJ, UFRN, UFPB, UFRGS-RS, Mackenzie-SP, POLI/USP, IAG/USP, IPEN/USP, UERJ, UFRPE-PE, UNIFESP, UNISEP-PR, FIOCRUZ-RJ, PUC-SP, UFPE-PE, UFScar, UNICAMP, UFU-MG, UFOP-MG, USP/SP, UFV-MG, INPE, UNIFEI, ESALQ/USP, Instituto Butantan, UFSC, entendemos serem inaceitáveis os atuais cortes nos investimentos em ciência e tecnologia, bem como o não pagamento das bolsas de fomento e pesquisa para os pesquisadores em todo o território nacional.
A presente situação na qual se encontra a ciência e tecnologia nacional é um motivo concreto de preocupação, principalmente de nós estudantes e professores. Os atuais cortes comprometerão criticamente o processo de desenvolvimento científico e tecnológico do país. Os esforços penosos a que os meios de ensino e pesquisa são submetidos revelam o descaso de uma gestão irresponsável com a sociedade e o bem estar de seus indivíduos. Existe uma ausência de apoio por parte do poder público, mais evidente agora com os cortes orçamentários recentes, entre os quais, bolsas de fomento para pesquisadores das instituições nacionais.
É repugnante o progresso do desmonte da ciência e pesquisa nacional, concomitante à notícias de auxílios aos nossos deputados federais, os quais, somado aos seus salários, chegam a mais de 1 bilhão de reais por ano. Este valor equivale quase ao total de recursos iniciais destinados ao desenvolvimento da ciência e tecnologia no ano de 2017 (1,7 bilhão de reais). Entretanto, se considerar os cortes orçamentários ocorridos durante o ano, o valor destinado ao desenvolvimento científico do país está abaixo do que recebem os 513 deputados federais do Brasil.
Pesquisadores e funcionários vinculados ao desenvolvimento da pesquisa científica brasileira esperam que os senhores representantes, principalmente o Sr. Ministro Gilberto Kassab, tragam mais do que promessas. Esperamos medidas efetivas e concretas para preservar as bolsas de pesquisas vigentes e soluções para os graves problemas de cortes na Ciência brasileira gerados pela má gestão governamental.
Para assinar e ver quem já assinou, acesse o link: https://docs.google.com/document/d/1Ye15YmDSFdL0ChzjlA22JH5WKbSK6hyRoNUUKpz1guk/edit?usp=sharing

Hoje, 23 de agosto, aconteceu pela manha, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro dentro da Comissão Permanente de Educação um debate sobre “Repasse de recursos para FAPERJ”. A ANPG esteve presente na mesa.
A reunião discutiu sobre o projeto do Duodécimo para FAPERJ, que obrigará o repasse do Governo para a Fundação. No Rio de Janeiro, o Ministério Público, Tribunal de Justiça e vários órgãos que são financiados pelo Estado têm esse direito garantido constitucionalmente. “A grande luta é para que ocorra o mesmo com a FAPERJ e seja ampliada para as Universidades Estaduais”, explicou Ulisses Carlos Silva Ferreira, diretor da ANPG, que esteve presente na ALERJ.
“Hoje foi um dia muito importante, pois reuniu uma parcela significativa da comunidade acadêmica e que teve posicionamentos claros da comissão de educação da ALERJ em favor do duodécimo dos repasses para FAPERJ. O projeto ainda será votado, mas vamos lutar para que isso aconteça ainda este ano”, disse o diretor.