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Não se pode avaliar situações desiguais da mesma maneira, foi um dos pontos abordados em debate no Salão da ANPG

As desigualdades regionais e socioeconômicas do Brasil se refletem também na pós-graduação. Isso foi assunto da mesa “O papel da avaliação na redução das assimetrias no SNPG e na Ciência brasileira”, realizado na manhã desta quarta-feira (19), no 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, na Universidade Federal de Minas Gerais.

“Há uma grande diferença na distribuição do número de programas de pós-graduação pelo Brasil”, diz Isac Medeiros, da Universidade Federal da Paraíba, durante o debate. “A maior concentração de cursos de pós-graduação estão no sudeste, enquanto as regiões centro-oeste e norte são as menos contempladas”, acrescentou o professor, que apresentou um verdadeiro diagnóstico das assimetrias na pós-graduação.

Além do número de cursos, as desigualdades também se refletem quando observamos as notas recebidas pelos programas avaliados pela CAPES. “De cada 100 programas de pós-graduação com nota 7 [a maior nota], 80% estão na região sudeste”, afirmou Isac.

A distribuição de recursos (bolsas e fomento) para pós-graduação por região, explicou o professor, também se mostra extremamente desigual: enquanto a região sudeste tem a maior fatia, quase 50% dos recursos, as regiões norte, nordeste e centro-oeste juntas recebem apenas 29% dos recursos. E lembrou que o Brasil investe hoje apenas 0,05% de seu PIB em Ciência e Tecnologia, enquanto, por exemplo, a Coreia do Sul investe 5%. “Não podemos resolver assimetrias sem recurso”, disse.

Leia também: “É preciso repensar a avaliação da pós-graduação brasileira”, sobre a mesa realizada ontem (18) no Salão

Situações desiguais X avaliação igual

“Não podemos tratar situações desiguais de uma mesma maneira. Isso em nada contribuiu para a correção das assimetrias”, disse a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal de Goiânia e representante da ANDIFES, Maria Clorinda Soares Fioravanti, criticando o atual modelo de avaliação da CAPES.

“Ao longo dos anos, a única mudança na avaliação feita pela CAPES foi o aumento dos anos para a avaliação, pois houve um aumento no número de programas: em 1976, quando foi criado o sistema de avaliação, era anual, em 1984 passou a ser bianual, a partir de 1998, trienal e se incluiu o qualis, e, recentemente, em 2014, passou a ser quadrienal”, acrescentou a professora.

No atual modelo de avaliação, diz Maria Clorinda, são gerados efeitos colaterais, como o não encorajamento de projetos de pesquisa, dissertações e teses que foquem na solução de problemas práticos e de relevância local. Além disso, “a avaliação atual não induz os programas a preparar seus estudantes para a cultura da inovação, pois estamos fazendo ciência para atender aos critérios da CAPES”.

A Ciência a serviço do povo

Os palestrantes lembraram que a Ciência produzida deve estar a serviço do povo. “Nós devemos fazer Ciência para gerar melhorias sociais e melhores condições de vida para o povo”, afirmou o professor Isac. Segundo Nágyla Maria Galdino Drumond, da SECITE-CE, a  Ciência e Tecnologia é a melhor estratégia como política pública para combater a pobreza.

Um dos fatores para que isso aconteça, uma vez que os pós-graduandos estão presentes em 90% das pesquisas realizadas no país (dados da CAPES), é a mudança de alguns critérios de avaliação, que reflete e reforça as assimetrias regionais.

“A gente consegue mudar, se você insistir e brigar para mudar a regra. Vamos aliar o discurso de qualidade e mérito, que todo mundo quer, mas vamos mudar o que é preciso, como a lógica produtivista”, afirmou a professora Clorinda.

“Nós estamos muito comportados, a Ciência não se faz com bom comportamento. A Ciência é para deflagrar que não estamos aqui para ser seguidores do senso comum”, concluiu a representante da SECITE-CE.

Por Natasha Ramos

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O resultado da avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação no quadriênio 2012-2016 será publicado no final deste ano 

“Falar da avaliação da CAPES é falar de um tema extremamente importante para a pós-graduação brasileira”, afirmou Geraldo Nunes Sobrinho, representante da CAPES, durante debate no 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, realizado nesta terça-feira (18), na UFMG.

A avaliação da CAPES dos programas de pós-graduação brasileiros é muito importante, pois determina a excelência dos cursos, que serve de referência para as agências realizarem o fomento, além de interferir na distribuição das bolsas e diagnosticar as assimetrias regionais.

“É óbvio que o princípio do mérito deve ser sempre considerado em qualquer processo de avaliação. Mas, é possível se colocar outros critérios além do mérito na avaliação?”, questiona o professor Geraldo.

Segundo Joviles Vitório Trevisol, representante do FOPROP e também presente à mesa, houve um aumento na oferta de cursos de pós-graduação nos últimos anos. Em 2017, estão sendo avaliados aproximadamente 4.200 programas no quadriênio 2012-2016. No entanto, como ela é feita hoje, a avaliação dá sinais de esgotamento. “É preciso repensar e avaliar a própria avaliação”.

“O atual sistema de avaliação é extremamente quantitativo e pouco qualitativo”, pontua Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG. “No meu entendimento, isso gera uma distorção na avaliação, e um dos reflexos disso é que acaba sendo mais importante publicar uma pesquisa, qualquer que ela seja, do que o conteúdo da pesquisa em si”.

O peso da avaliação centrada na quantidade, diz Joviles, estimula os programas a uma prática produtivista exagerada que, na maior parte das vezes, resulta na produção de baixa qualidade e impacto. “Não só de paper devem existir os programas de pós-graduação. É preciso avaliar o impacto social dos programas de pós-graduação”.

A avaliação, acrescenta Hercília Mello, doutoranda da UFPE e representante da ANPG no CTC da CAPES, deve servir para orientar as instituições, os pró-reitores e o Estado, e não ser uma avaliação punitiva.

Um dos caminhos apontados foi uma maior participação da comunidade acadêmica no processo de avaliação. “As instituições precisam (re)assumir o planejamento de pós-graduação. Elas precisam ter um Plano Institucional de Desenvolvimento e Avaliação da Pós-Graduação. Não delegar tudo para a CAPES”, conclui o pró-reitor.

O 5º Salão Nacional de Divulgação Científica segue com atividades até sábado (20), e acontece dentro da 69ª Reunião Anual da SBPC, em Belo Horizonte.

Texto: Natasha Ramos

 

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“O quadro atual é muito ruim para a ciência brasileira. Mas eu quero aqui fazer a chamada da esperança. Nós podemos revertê-lo. E nós não podemos ser corporativistas e reclamar só dinheiro pra ciência. A crise na Educação e na Pesquisa brasileira passa pela grave crise que vive hoje a democracia brasileira”, afirmou o físico Ildeu de Castro Moreira, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na mesa de abertura de 5º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).
A discussão sobre Os Impactos da Ciência na Sociedade contou também com a presença de: Maria Zaira Turchi, presidente do Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa); Paulo Sérgio Lacerda Beirão, diretor da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais); e Tamara Naiz da Silva, presidenta da ANPG. O presidente eleito e ainda não empossado da SBPC, Ildeu Moreira, fez um balanço alarmante dos cortes na Educação do país e destacou a importância de a ciência se preocupar com o bem estar da população e o desenvolvimento do país. “A ciência não é neutra, a tecnologia não é neutra. Tudo depende muito de quem se apropria delas”, sustentou.
A presidenta da ANPG afirmou que não há saída para a crise brasileira que não seja através da democracia e defendeu eleições diretas já. “Esse governo só faz o que faz porque não teve que colocar seu projeto sob o crivo do voto popular. Se tivessem feito ele teria sido derrotado, como aconteceu em 2014”, declarou. Ela também ressaltou a relação longeva e frutífera entre a ANPG e SBPC: “É uma relação que se retroalimenta. Vocês dizem que nós trazemos energia para o debate, nós enxergamos um espelho e um exemplo de pessoas que dedicam a vida ao progresso da ciência e ao desenvolvimento de um país justo e soberano.”
Paulo Beirão traçou um histórico sobre os impactos da ciência na história da humanidade e ressaltou a força que algumas descobertas tiveram ao longo do tempo. “A ciência tem impactos culturais enormes, as pessoas não se dão conta. A terra não ser o centro do universo, isso tem um impacto enorme na nossa civilização. Depois a Teoria da Evolução diz que o homem é um primata. É outro impacto enorme”, discursou. O pesquisador lembrou o exemplo da Coréia do Sul, que em 1998, em meio a uma crise econômica aguda, investiu em Educação e Pesquisa e se tornou uma potência em tecnologia.
Maria Zaira defendeu que os cientistas se engajem na tarefa de visibilizar os impactos da ciência para a sociedade. “Falar que esse impacto é produzir tantos papers não diz nada para a sociedade”, argumentou. Ela afirmou que crê na capacidade da comunidade científica brasileira para superar crises: “Não é por acaso que em momentos de emergência a ciência brasileira responde com rapidez. Nós acreditamos muito na capacidade da comunidade científica. O caso da zika é um exemplo. Reagimos com rapidez, antes da comunidade internacional.”
 
Texto: Felipe Canêdo

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Em reunião, diretoria aprovou campanhas e convocou jornada de lutas e 41º CONAP

A diretoria plena da ANPG se reuniu na tarde desta segunda-feira (17), na Universidade Federal de Minas Gerais, durante a 69ª RA da SBPC. Juntamente aos pós-graduandos, às pós-graduandas e aos representantes de APGs de todo o Brasil, os diretores fizeram um balanço da atuação da entidade no último semestre e debateram os rumos e as lutas do movimento nacional de pós-graduação para o próximo período.

A ANPG encabeçará três campanhas que foram apresentadas e votadas durante a reunião. A entidade se posiciona e reforça o coro pela defesa da Democracia com a Campanha Cientistas e Pesquisadores por Diretas Já, que será lançada juntamente com manifesto que, segundo a presidenta da entidade, Tamara Naiz, já reúne centenas de assinaturas.

A primeira ação dessa campanha será o ato político que será realizado durante o 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, nesta quinta-feira (20), às11h30, na Escola de Engenharia da UFMG.

Veja o Manifesto AQUI

O estudo “Previdência para os pós-graduandos: caminhos para a construção de uma política sustentável”, desenvolvido pela ANPG e apresentado durante a reunião, deve embasar a campanha da previdência dos pós-graduandos e pós-graduandas que a entidade irá encampar. “Cabe ressaltar a importância do tema no sentido de buscar a ampliação de direitos a um setor protagonista no processo de produção e de conhecimento no país”, diz Tamara.

O pós-graduando em Saúde Coletiva pela UERJ, Pedro Henrique Corrêa, falou sobre a situação calamitosa da pós-graduação no Rio de Janeiro, que sofreu um corte de mais de 30% nos recursos. A partir disso, foi apresentada a campanha “SOS Bolsas FAPERJ e Estaduais: contra qualquer corte em Educação, Ciência e Tecnologia”, que deve ser encabeçada ANPG e APGs cariocas.

“A proposta é utilizar da força que temos enquanto APGs para construir uma ampla mobilização nacional de solidariedade aos pós-graduandos que estão sem receber bolsas da FAPERJ desde fevereiro”, explicou Pedro. A campanha terá um abaixo-assinado pelo pagamento imediato das bolsas e evento que será realizado na segunda metade de agosto.

41º CONAP e Jornadas Nacional de lutas

Durante a reunião também foi convocada a Jornada Nacional de Lutas que irá retomar uma articulação de juventude com várias ações programadas para agosto. “Ao longo do mês, serão realizadas ações como debates, atos e, no dia 17 de agosto, será o dia de luta de mobilizações nas capitais”, diz Tamara.

Também foi convocado o 41º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP)  para a segunda quinzena de outubro, em São Luís, no Maranhão. “A cada dois anos, a ANPG realiza esse evento, onde são votadas as pautas do movimento de pós-graduandos e do Brasil”, diz Cristiano Flecha, vice-presidente da ANPG.

Conheça o Tomo completo desta reunião: III Reunião de Diretoria Plena ANPG 2016-2018

Diretas por Direitos

Foram aprovadas pelos pós-graduandos e pós-graduandas uma resolução de conjuntura política e três moções: Moção contra o desmonte das universidades públicas; Moção da campanha SOS Bolsas FAPERJ e Estaduais e Moção contra o Desmonte da UNILA e da UNILAB.

“É preciso repactuar as forças democráticas e isso não será possível sem entregar ao povo brasileiro o que lhe é devido, o direito ao voto popular”, diz trecho da resolução aprovada. “Nós, pós-graduandos brasileiros, exigimos eleições diretas como principal mecanismo para repactuar a democracia brasileira”.

Os textos das moções e da resolução aprovados serão publicados posteriormente no site da ANPG.

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O Brasil tem passado por uma grave crise política e econômica provocada pelos ataques à democracia nacional desde 2016. O governo de Michel Temer tem implementado um programa de forte arrocho e retirada de direitos do povo brasileiro, levando a Ciência brasileira ao pior orçamento das últimas décadas.
As medidas adotadas pelo governo de Michel Temer são o oposto da opinião expressa nas urnas pela população brasileira e jamais passariam pelo crivo popular, além de estarem sendo fortemente recusadas pela sociedade. Prova disso é o alto índice de rejeição ao governo e às suas propostas, sobretudo as Reformas Trabalhista e Previdenciária e a PEC 55 (atual EM 95), que paralisa os investimentos nas áreas sociais pelos próximos 20 anos.
Além desse retrocesso, os recentes escândalos de corrupção envolvendo o presidente e seus aliados deixaram ainda mais evidente que o atual governo não tem condições de conduzir reformas e medidas tão impactantes da vida da população, de forma que é preciso repactuar o projeto de democracia brasileira nas urnas, com participação popular.
Como cientistas e pesquisadores, compreendemos a importância da ciência para a soberania e desenvolvimento do país. É fundamental que mesmo em momentos de crise se invista em CTI para provocar um novo ciclo de desenvolvimento em áreas estratégicas, pavimentando a estrada para a diminuição de desigualdades sociais, com trabalho, distribuição de renda, educação e saúde de qualidade para a população.

Nesse sentido, nós, cientistas e pesquisadores brasileiros e outros defensores da ciência e do desenvolvimento nacional, nos posicionamos na defesa da campanha por Diretas Já, acompanhada da luta contra as propostas das Reformas Trabalhista e da Previdência, contra a retirada dos direitos sociais, assim como pela defesa da soberania e da ciência nacional, da universidade pública e das políticas sociais.
Por Diretas Já!
Abaixo as Reformas Trabalhista e Previdenciária.

Assine AQUI você também!
ASSINATURAS DO MANIFESTO DE CIENTISTAS E PESQUISADORES PELAS DIRETAS

Ildeu de Castro Moreira UFRJ/ Presidente eleito da SBPC
Ennio Candotti, Museu da Amazônia, presidente de honra da SBPC
Tamara Naiz – UFG/ ANPG – Presidente da ANPG
Márcio Silbeira – Reitor da UFT no exercício de 2014-2016
Pedro Henrique Falcão – UPE
Guedes Rangel Junior Reitor da UEPB.
Adélia Maria Carvalho de Melo – Reitora da UESC / ABRUEM
Gastão Wagner de Sousa Campos – FCM/ Unicamp e presidente da Abrasco
Armando Bonito Júnior, IFCH /  UNICAMP
Elisangela Lizardo  IFSP Sec Regional SBPC Sao Paulo 2
Florestan Fernandes Júnior, jornalista
Marcio Pochmann – UNICAMP
Arquimedes Diógenes Ciloni – UFU
Jorge Luiz Souto Maior – FD/ USP
Eleonora Menicucci – Unifesp
Igor Fuser, UFABC
Luís Fernandes PUC /Rio
Carlos Eduardo Martins UFRJ
João Quartim de Moraes, Unicamp
Mary Garcia Castro,  UFBA / FLACSO-Brasil
Aécio Oliveira de Miranda – Diretor geral do IFNMG
Rosana Teresa Onoko Campos – FCM Unicamp
Maria Tereza Cartaxo – UPE/FOPROP
Lúcia Rincon – PUC/Goiás
Olival Freire – UFBA
Antonia Aranha – FAE /UFMG
Tarcísio Vago – Professor EFFTO/ UFMG
Robson Sávio Reis Souza, PUC /MG
Tânia Margarida Lima Costa –  Museu Itinerante /UFMG
Maria Amélia Dalvi – UFES
Clisthenis Ponce Constantinidis – Departamento de Física / UFES
Gabriel Luchini – Departamento de Física / UFES
Silvio Costa – PUC /Goiás.
Maria Beatriz Oliveira da Silva , UFSM
Paula Marcelino -USP
Sávio Machado Cavalcante – IFCH/Unicamp
Marlise Matos, DCP/UFMG
Flávia Millena Biroli, UNB
Gislene Alves Amaral, UFU
Luiz Eduardo Motta, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ
Jimi Naoki Nakajima –  Instituto de Biologia/ UFU
Edilson José Graciolli, UFU
Georgia Cristina Amitrano, Instituto de Filosofia, UFU
Maria Socorro Ramos Militão,  Instituto de Filosofia, UFU
Jorgetania da Silva  Ferreira, Instituto de História, UFU
Jairo Dias Carvalho, Instituto de Filosofia, UFU
Marcelo Xavier de Oliveira, UFAC
Eduardo Fleury Mortimer – FAE / UFMG
Maria Gorete Neto – UFMG
José Antônio Galo, Instituto de Ciências Biomédicas, UFU,
Elias Marco Kalil Jabbour, UERJ
Rute Magalhães Brito, Instituto de Genética e Bioquímica, UFU
Telma Ferreira do Nascimento Durães, UFG
Israel Pereira Dias de Souza, IFAC
Edna Maria de Jesus – Instituto Aphonsiano de Ensino Superior
Maria Cristina Dutra Mesquita – PUC/GO
Gilberto Cunha Franca – UFSCAR
Monica Jones Costa – – UFSCAR
André Cordeiro Alves dos Santos – UFSCAR
Marcionila Fernandes – UEPB
Helio de Mattos Alves  – UFRJ
Ricardo Santos – UERG
Juliana Alves de Araujo Bottechia – UEG
Cássia Damiani – UFRGS
Wenceslau Augusto Junior- UESC
Cristiano Capovilla,  UFMA
Robson S. Camara Silva, EAPE-DF
Lilian Reichert Coelho  – UFSB
Romualdo Pessoa – Professor  IESA/UFG
Christianne Benatti Rochebois – Decana / UFSB
Nelson Pretto, FE /  UFBA / SBPC
Malvina Tuttman, ex-presidenta do INEP (2011-2012), ex-reitores da Unirio
Cezar Britto, advogado, ex-presidente da OAB
Sérgio Galdino – Professor   UPE / UNICAMP
Francisco Wellington Duarte, departamento de Economia da UFRN
Antônio Carlos Miranda – Departamento de Física, UFRPE.
Wellington Pinheiro dos Santos – Departamento de Engenharia Biomédica, UFPE
Luana Bonone, secretária-regional adjunta da SBPC RJ/ES
Marcio  Rodrigues Lambais Esalq USP
Leandro Luiz Giatti – Faculdade de Saúde Pública, USP
Maria Caramez Carlotto – UFABC
Anielli Fabiula Gavioli Lemes – Professora Assistente UFVJM
Sônia Selene Baçal de Oliveira – Faculdade de Educação/UFAM
Andréa Mara Macedo – Diretora Instituto de Ciências Biológicas – UFMG
Renata Medeiros Paoliello. Departamento de Antropologia, Política e Filosofia. Faculdade de Ciências e Letras. UNESP.
André Rodrigo Rech – UFVJM /Seara da Ciência
Marcus Raimundo Vale – Professor da UFC
Ricardo Petersen  – UFRGS.
Nilson Weisheimer -PPGCS/UFRB
Meire Rose, Depto de Geografia – UFMTHaroldo de Mayo Bernardes – Depto Eng. Civil Unesp
Marilane Costa – Diretora de Graduação do IFMT
Patrícia Nogueira – UFMT
Hugo Valadares Siqueira  UTFP
Fábio Palacio de Azevedo  UFMA
Francisco Eduardo Torres Cancela – UNEB
Ana maria Fernandes Pitta, WAPR, ABRASME
Neusa Valadares, PUC-GO
André de Barros Borges, UFRJ.
Virgilio Roma,  UFRRJ
Luanda Dias Schramm, Escola de Comunicação da UFRJ
Angela Medeiros Santi, UFRJ
Maria da Graça Costa Val – Faculdade de Letras da UFMG
José Ricardo Moreno Pinho – Do curso de Historia da UNEB.
Jonildo Viana dos Santos – Instituto Insikiran / UFRR
Ilka Dias Bichara – Instituto de Psicologia UFBA
Profa Celi Taffarel – Faculdade de Educação da UFBA.
Maria das Graças Martins da Silva – UFMT
Paulo Rogério Melo Rodrigues – UFMT
Paulo Bretas Vilarinho Junior – FAETERJ Duque de Caxias/RJ
Selma Suely Baçal de Oliveira – FACED-UFAM/AM
Marcos Dantas, Escola de Comunicação da UFRJ
Alline Cristina de Campos (FMRP-USP) prêmio Loreál de Mulheres na Ciência
Heloísa da Silva Borges-  Faculdade de Educação UFAM
CARLOS ALBERTO FERREIRA MARTINS – USP/São Carlos
Prof. Dr. Maurício Cardoso – FFLCH- USP
Prof. Dr. Maurício Cardoso – FFLCH- USP
Jader Cruz, Prof -Ufmg
Rafaela Scardino Lima Pizzol -Centro de Ciências Humanas e Naturais / UFES
Wellington de Oliveira- UfVJM
Paulo Gracino de Souza Júnior – IUPERJ
Fábio Fonseca de Castro – Naea UFPA
MARCO AKERMA, USP
Paulo Buss, Fiocruz; membro da Academia Nacional de Medicina
Valéria Cristina Lopes Wilke, Faculdade de Filosofia/UNIRIO
Menalton Braff, escritor
Manoel de Almeida Neto, coordenador do curso de Ciências Sociais – PUC MG.
Flávio Alves Martins – diretor da Faculdade Nacional de Direito – UFRJ.
Eduardo Magrone – Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, Departamento de Educação.
Luciana Mandelli – Historiadora – Diretoria Fundação Perseu Abramo
Olivier Piguet – Dep. de Física / UFV
Por favor, pode incluir meu nome também. José Luís Simões/ UFPE.
Marilyn Dione de Sena Leal – Universidade de Pernambuco (UPE)
Antonia Márcia Duarte Queiroz – UFT Campus Araguaína
Adriana Maria Cancella Duarte – FaE/]UFMG
José Francisco Ribeiro, UFU
Prof. Dr. Christian Lindberg, UFS
Fátima Antunes da Silva (Yaska Antunes), UFU
Elizabeth Lannes Bernardes, UFU
Newton Dangelo, UFU
Elsieni Coelho da Silva, UFU
Clarice Barreto Linhares, Faminas BH
Filipe Almeida do Prado Mendonça, UFU
Luciane Maria Schlindwein – UFSC
Roberto Daud, UFU
Marisa Silva Amaral, UFU
Gercina Santana Novais, UFU
Angélica Borges dos Santos, IFNMG Campus Januária.
Paulo Irineu Barreto Fernandes, IFTM – Campus Uberlândia
Rita de Cássia Martins de Souza, UFU
Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG
Carlos Alexandre Leão Bordalo, UFPA
Márcia Aparecida da Silva Pimentel, UFPA
João Osvaldo Rodrigues Nunes, UNESP
Ivanise Maria Rizzatti, UERR/RORAIMA
Laís Naiara Gonçalves dos Reis, UEG campus Itapuranga
Marisa Lomônaco de Paula Nave, UFU
Paulo Roberto de Almeida, UFU
Sérgio Inácio Nunes, UFU
Ana Maria Said, Instituto Filosofia, UFU.
José Flores Fernandes Filho, UFU
Niemeyer Almeida Filho, UFU.
Marlene Teresinha Muno Colesanti, UFU
Prof. Helvécio Damis de Oliveira Cunha, UFU
Dalva Maria de Oliveira Silva, UFU
Carmem Lúcia Costa UEA/UFG Regional Catalão
Camila Lima Coimbra, UFU
Thales Prado Fontes IF Goiano, Campus Catalão
Tulio Barbosa, UFU
Beatriz Ribeiro Soares, UFU
Beatriz Corrêa Camargo, UFU
Nélton Miguel Friedrich
Fernando Antonio, UFU
Carlos Alexandre Leão Bordalo, UFPA
Flavio Rodrigues, UFC
Rui Jacinto, Universidade de Coimbra
Lúcio José Sobral da Cunha, Universidade de Coimbra
Quintino Reis de Araujo, CEPLAC
Adriano S. Figueiró, UFSM
Francisco da Silva Costa, Universidade de Coimbra
Roberto Bueno, UFU
Joelma Lúcia Vieira Pires, UFU
Alexandre Garrido da Silva, UFU
Armando Gallo Yahn Filho, UFU
Wilson Shimizu, UFU
Gilda Carneiro Ferreira , UNESP/Rio Claro
Antonio Cezar Leal, UNESP
Eduardo Salinas Chávez, UFGD
Rose Maria Adami, UNIBAVE/SC
José Irivaldo Alves Oliveira Silva, UFCG
Josiane Paula da Luz, IFSUL
Inaê Soares de Vasconcellos, IFTM
Jeanny Joana Rodrigues Alves de Santana, UFU
Marcos César Seneda, UFU
Eduardo Nunes Guimarães UFU
Pedro Henrique Evangelista Duarte, UFU
Célia Rocha Calvo, UFU
Luiz André Ribeiro Zarco, UFTM
Anderson Soares de Oliveira, UFMT
George Félix Cabral de Souza, UFPE
André Luis Mitidieri Pereira, UESC
Inara de Oliveira Rodrigues, UESC
Kenneth Rochel de Camargo Jr. UERJ.
Marcos Lucena Sec SBPC PE
Tatiana Roque – prof. Da UFRJ
Eduardo Lopes Piris  –  UESC
Paulo Roberto Alves Santos – UESC
Maria do Carmo Leal, Pesquisadora da Fiocruz
Rosany Piccolotto Carvalho / UFAM, secretária regional da SBPC
Simone Paulon – PPGPsiGS
Willame Carvalho UEMA /SBPC
Tamara Tania Cohen Egler- IPPUR/ UFRJ
Alberto Brum Novaes, Instituto de Física da UFBA.
Joaquim Campelo SBPC/PI
Isaías Francisco de Carvalho – UESC
Gerson Luiz Roani – UFV
Marco Moriconi, UFF/SBPC
Maria Bernardete Cordeiro de Sousa/UFRN
Sônia Maria Ribeiro dos Santos – PUC GO.
Paulo Pereira Martins Junior, UFOP
Jaime Sardi, UFOP
Cristiano Guedes, UnB.
Marco Moriconi, UFF/SBPC
Márcio Sales Santiago,  UFRN
Weber Mendes de Paula – IFG/Campus Uruaçu
Sandra Sassetti Fernandes Erickson, UFRN
Hugo Barros Silva, Instituto Federal do Amazonas
Marcos Antonio Costa,  CCHLA, UFRN
Maria do Socorro Gondim Teixeira, UFRN
Fatima Maria Leite Cruz – UFPE
Vilde Menezes, UFPE
Fabia Pottes enfermagem ufpe
Hercilia Melo do Nascimento, UFPE
Cláudia Sampaio de Andrade Lima- UFPE
Ricardo Yara- UFPE
Adla Betsaida Martins Teixeira, UFMG
Wellington Pinheiro dos Santos – UFPE
Delma Josefa da Silva – UFPE
Paulette Cavalcanti de Albuquerque, UPE
Prof. Dr. Fábio da Silva Paiva – UFPE
Tereza Luiz de França – UFPE
Fernando Antônio Madeira.  utramig.
Lucineudo Machado Irineu, UECE.
Marcos Falchero Falleiros – UFRN.
Hulda Vale, UFPE
Ana Santana Souza UFRN, professora do Departamento de Educação
Alexandro Teixeira Gomes – UFRN – Professor Doutor do Departamento de Letras.
Edilson Fernandes de Souza, UFPE
Inez Maria Tenório, UFPE
Sérgio Franco Brandão, Analista de Sistemas do Governo do Estado de Pernambuco.
Joselma Cordeiro, UPE.
Marcelo Rodrigues Mendonça, UFG
Lucidio Rocha Santos – FEFF/UFAM
Silvio Costa, PUC Goiás.
Marilyn Dione Sena Leal, UPE
José Luís Simões, UFPE
Leonardo Barbosa e Silva, Instituto de Ciências Sociais, UFU
Luiz Carlos Avelino da Silva,  Instituto de Psicologia, UFU
Renata Bittencourt Meira, Instituto de Artes, UFU
Alexandre Guimarães Tadeu de Soares, Instituto de Filosofia, UFU
Patrícia Vieira Tropia, Instituto de Ciências Sociais, UFU
Olavo Calábria Pimenta, Instituto de Filosofia, UFU
Claudio Antônio Di Mauro, Instituto de Geografia, UFU
Antônio Cláudio Moreira Costa. Faculdade de Educação, UFU
Sidiney Ruocco Junior, Instituto de Ciências Biomédicas, UFU
Flavia do Bonsucesso Teixeira, Faculdade de Medicina, UFU
Antônio de Almeida, Instituto de História, UFU
Elenita Pinheiro de Queiroz Silva, Faculdade de Educação, UFU
Marcelo Soares Pereira da Silva, Faculdade de Educação,
UFU
Eduardo Fraga Tullio, Instituto de Artes, UFU
Francisco Aquino, Instituto de Química, UFU
Sandra Morelli, Instituto de Genética e Bioquímica, UFU
Ricardo Reis Soares, Faculdade de Engenharia Química, UFU

Pós-graduandos de todas as regiões do Brasil e estrangeiros de países como Argentina e até o Paquistão estiveram presentes na Universidade Federal de Minas Gerais nesta segunda-feira, nas atividades da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Dentro da programação do evento, a Associação Nacional de Pós-Graduandos realiza, de terça a sexta-feira (dias 18 a 21), seu 5º Salão Nacional de Divulgação Científica.
Presente na mesa Os Desafios da Pós Graduação – em que palestraram o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Abilio Baeta Neves, e a presidente da SBPC, Helena B. Nader –, a paquistanesa Naheed Bibi, de 28 anos, disse que quer acompanhar as discussões sobre a democratização da universidade brasileira.
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“Eu entendo que a luta por educação e pesquisa de qualidade, pela manutenção das bolsas, a luta pelos direitos da população negra e pelo seu espaço na academia, são todas muito importantes”, afirmou a doutoranda em Química Inorgânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Vinda da capital federal, a paulista Luciana M. Nolli, de 35 anos, mestranda em Neurofármacos na UNB e pesquisadora do Laboratório de Toxicologia da Universidade, disse que vai assistir a um debate sobre o uso medicinal de cannabis e que também pretende acompanhar as atividades da ANPG na UFMG.
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Para ela, a ciência pode ajudar o Brasil a sair da crise. “Na área da Saúde, o primeiro passo é colocar em prática o que é pesquisado. Implementando políticas públicas, testando novos tratamentos e medicamentos. E claro, precisamos de estrutura para produzir ciência”, sustenta.
A estudante em Licenciatura Intercultural Indígena da UFMG, Suyhê Pataxó, de 21 anos, aproveitou o encontro no campus aonde estuda e pretende estar presente todos os dias. “A discussão sobre o lugar dos afrodescendentes e indígenas na universidade é fundamental. Há um certo tabu sobre ela. Muitas vezes vemos o branco falando sobre a história dos índios, há pouco espaço para o indígena dizer o que pensa.”
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Rômulo Silva, 34, mestrando em Educação da UFMG, também passeou pelas instalações no gramado da reitoria. Ele quer aproveitar o espaço para fazer novos contatos e buscar novas perspectivas para seu trabalho de pesquisa. “Acredito que o esforço para descolonizar o conhecimento no Brasil é central para o desenvolvimento do país”, avaliou.
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TEXTO: Felipe Canêdo
 

Em sua fala, Tamara Naiz critica governo ilegítimo, chama Diretas Já! e é ovacionada pelo público
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A cerimônia de abertura da 69ª Reunião Anual da SBPC, realizada na noite deste domingo (16) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi um misto de homenagens a cientistas e críticas às políticas do atual governo golpista. A ANPG, que realiza seu 5º Salão Nacional de Divulgação Científica paralela à programação da RA, esteve presente à mesa, representada por sua presidenta, Tamara Naiz.
“Neste momento e nesse espaço tão importante, eu não poderia deixar de fazer um balanço de que os últimos dois anos, sobretudo o último, têm sido muito difíceis para o Brasil e para a Ciência Brasileira. Nós tivemos uma política de corte de financiamento, estrangulamento das universidades federais, reformas de arrocho que nos colocam na contramão da retomada do desenvolvimento”, disse Tamara.

“É preciso registrar que, para nós da ANPG, esse governo é ilegítimo, incompetente e corrupto e não tem condições de conduzir reformas que são tão impactantes na vida do nosso povo”, criticou Tamara.

A fala da pós-graduanda em História pela UFG foi ovacionada e momentaneamente interrompida por palmas e um coro de “Fora Temer!” vindo do público.
Tamara ainda falou da sensação de grande incerteza sobre o futuro que é sentida pelo conjunto dos pós-graduandos brasileiros hoje. “Nós temos medo das placas de ‘não há vagas’. Temos medo de não conseguir seguir o sonho de ajudar a desenvolver a nossa ciência e o nosso país. Acreditamos no Brasil e queremos mais para o nosso povo”.
E apontou que a saída para a crise profunda que o país atravessa deve ser devolver ao povo o poder de decidir os rumos do Brasil. “Nós temos que recorrer e confiar na sabedoria e soberania popular. E é por isso que eu digo: Diretas Já!”, acrescenta Tamara.
8X em Minas Gerais
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A presidenta da SBPC, Helena Nader, lembrou que é a oitava vez que Minas Gerais sedia uma reunião anual da entidade. “É motivo de orgulho retornar a essa universidade, patrimônio da CTI desse país, e que nesse momento completa 90 anos de existência”, salienta.
Além disso, a professora também destacou a crise política por que passa o país: “A crise política e a descoberta de um sistema organizado de corrupção que envolve o meio empresarial e político dividiu a sociedade de uma maneira negativa. Esse cenário de nada contribui para buscar saídas que levem o pais ao crescimento, à educação universal e qualidade, e ao desenvolvimento científico e tecnológico em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva que busca o bem-estar de todos”.
A presidenta da SBPC lembrou ainda a longa luta da entidade pela Democracia e pelo Estado de Direito, e salientou que o momento atual requer posicionamento firme da SBPC. “Não podemos ter retrocessos, pois acreditamos que somente com Ciência  e Tecnologia fortes, associados à educação de qualidade, poderemos conquistar o país que queremos, justo e igualitário, com forte desenvolvimento econômico, sustentável e social”.
A cerimônia solene contou com apresentação do coral Ars Nova, da UFMG, e homenagens ao médico e farmacologista Sérgio Henrique Ferreira e ao médico e entomólogo Angelo Barbosa Machado.
Também estiveram presentes à mesa de abertura: o reitor da UFMG, Jaime Artur Ramires, a vice-reitora de UFMG e coordenadora local da SBPC, Sandra Goulart Almeida, o secretário executivo do MCTIC, Elton Santafé Zacarias, representando o ministro  Gilberto Kassab, o diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil,  almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Jr., a presidente da CONFAP, Maria Zaira Turchi, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson Bittencourt de Andrade, o presidente do CNPq, Mario Neto Borges, e o presidente da ABC, Luiz Davidovich.
Com público esperado de 10 mil pessoas, a 69ª RA da SBPC segue com debates sobre temas científicos e atividades para toda a família até 22 de julho. O 5º Salão da ANPG também segue com programação até sábado.
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Texto: Natasha Ramos, de Belo Horizonte
 

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A Associação Nacional de Pós-graduandos, ANPG, nasceu no dia 12 de julho em 1986, durante o 1º Congresso Nacional de Pós-graduandos, evento que aconteceu na 38ª reunião anual da SBPC, em Curitiba. Na época, o documento de criação contava com 16 objetivos, entre eles: lutar por mais melhorias de bolsas, elaborar uma estratégia de lutas e prioridades, lançar um jornal oficial e tornar a ANPG influente junto aos demais setores acadêmicos e ao conjunto da sociedade.
Hoje, 31 anos depois, muitos desses objetivos foram conquistados. Atualmente a entidade tem transito junto aos diversos setores da sociedade e das agência de fomento e uma opinião que se faz presente.
A ANPG também conquistou este ano a aprovação do Plenário da Câmara do Projeto de Lei Nº 3.012/15 que prevê mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto. O projeto prorroga os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento para proteção às mulheres bolsistas em função de maternidade. Esta foi uma pauta apresentada pela entidade para Deputada Alice Portugal, que abraçou a causa junto com os pós-graduandos.
Ainda este ano, as cotas raciais foram aprovadas na USP e na UNICAMP e esta vitória reforça uma luta histórica da ANPG que vem se tornando realidade nas Universidades.
A luta para melhoria das bolsas continua constante e também foram adicionadas outras pautas como:
– Universalização e valorização das bolsas de pesquisa com o estabelecimento de um mecanismo de reajuste anual;
– Assistência Estudantil: direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil;
– Melhores condições de Pesquisa: licença maternidade garantida em lei, direitos previdenciários, 13ª Bolsa, Taxa de Bancada, Financiamento para eventos científicos, Tradução e Publicação, Auxílio Defesa, Direito a afastamento por razões de saúde, Férias, Equipamento de proteção individual (EPI), Adicional insalubridade;
– Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, direito à representação discente;
– Regulamentação da pós-graduação lato sensu: Educação é direito e não mercadoria.
– Mais verbas para Ciência e Tecnologia: Investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I, Não aos cortes na área – que o FNDCT se torne um fundo NÃO contingenciável, Aporte de recursos a cada novo projeto e programa para que as ações correntes não sejam prejudicadas, Recursos do petróleo para CT&I. Destinação dos royalties do minério para CT&I no novo Código Mineral.
“A ANPG nasceu com a redemocratização do país, pois antes os pós-graduandos, que já se organizavam politicamente, eram impedidos de terem uma entidade nacional que os representasse. Por tanto, a luta pela existência da ANPG perpassa, obrigatoriamente, pela luta em defesa da democracia e das instituições democráticas. A ANPG é jovem, como nossa democracia, por isso continuaremos a fortalecê-las, sabemos que sem democracia e sem organização nenhum direito é possível! A luta agora é, novamente, por Diretas, devemos devolver a população o poder de decidir sobre os rumos do país  e a ANPG se engrandece como entidade que nunca se furtou à luta e não se furtará”, diz a presidenta da entidade, Tamara Naiz.”, diz a presidenta da entidade Tamara Naiz.
Para saber mais da história da ANPG faça o download do livro de 30 anos neste link

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O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada no dia 4 de julho, a reserva de vagas para alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) nos cursos de graduação da Universidade a partir do próximo ano. Esta é a primeira vez que a USP irá adotar uma política institucional de cotas sociais e raciais.
Esta é uma luta histórica da ANPG, mas foi no 24 Congresso Nacional de Pós-graduandos, em 2014, que esta pauta foi definida como uma das bandeiras para o período que se seguiu e desde 2016 ela vem se tornando realidade nas Universidades.  “Essa é uma conquista cheia de simbolismos, pois a Universidade de São Paulo é uma das mais antigas e consolidadas do país e também uma das mais resistentes a instituição de políticas afirmativas, se tornando uma das últimas universidades públicas a aprovar cotas no âmbito seleção para a graduação! A luta por cotas é atualmente uma das principais bandeiras da ANPG e se fortalece a cada conquista, acreditamos que o estabelecimento de cotas e medidas afirmativas na graduação e na pós-graduação é um passo fundamental para a democratização do acesso à universidade e da produção de conhecimento. A sociedade precisa de mais oportunidades e a universidade precisa de novos olhares, conhecimentos e saberes, todos ganham. Cotas sim, enquanto forem necessárias! Os filhos do povo também vão estudar nas melhores universidades desse país!”, comemorou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
Gabrielle Paulanti, coordenadora geral da APG-USP Capital e conselheira no Conselho Universitário, também comentou a vitória: “A conquista de cotas na USP, incluindo o recorte de classe e étnico-racial é fruto de uma luta árdua e histórica do movimento negro e do estudantil. Ainda não é o percentual desejado, mas representa uma mudança significativa pra essa universidade que sempre foi um lugar de privilégio e símbolo da elite. A USP ainda tem percentuais vergonhosos de estudantes negras e negros e oriundos da escola pública. A expectativa agora é que possamos mudar um pouco o perfil dos estudantes, mas sabemos que não será automaticamente que vamos popularizar a universidade. Precisamos implementar cotas também na pós-graduação e nos concursos técnicos da Universidade. A luta continua e a APG Helenira Preta Rezende da USP Capital tem compromisso com a transformação da Universidade para ser de fato um patrimônio do povo brasileiro”.
A reserva na USP será feita de forma escalonada a partir de 2018: no ingresso de 2018, serão reservadas 37% das vagas de cada Unidade de Ensino e Pesquisa; em 2019, a porcentagem deverá ser de 40% de vagas reservadas de cada curso de graduação; para 2020, a reserva das vagas em cada curso e turno deverá ser de 45%; e no ingresso de 2021 e nos anos subsequentes, a reserva de vagas deverá atingir os 50% por curso e turno.
A reserva de vagas considerará, conjuntamente, os dois processos de seleção da Universidade: o vestibular da Fuvest e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
 
 

 
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O pós-graduando da UFOP, Marcelo Silva, ganhou o 5º Prêmio Gerdau Germinar.
O projeto de Marcelo foi escolhido entre outras 93 alternativas de inovação e será desenvolvido na APAE de Itabirito, referencia para região dos Inconfidentes no cuidado e promoção da saúde das pessoas especiais.  “O projeto visa a aquisição de materiais de laboratório para realização de aulas práticas investigativas sobre Microbiologia para possibilitar aos alunos uma melhor compreensão da ação dos microrganismos no nosso corpo relacionados à falta de higiene corporal. Estou muitíssimo feliz por essa vitória”, contou.