Category

Notícias

Category

Em 2017, a China receberá a 9º Cúpula dos BRICS e a Federação Juvenil da China 9ACYF, (sigla em inglês) organizará o BRICS YOUTH FORUM, de 24 a 28 d julho de 2017, em Pequim.
Assim, através de sua participação destacada nos diversos momentos da história da pós- graduação brasileira, por sua postura de defesa incondicional da educação, ciência, tecnologia e inovação, a ANPG compõe a Direção do Fórum das Juventudes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na qual somos signatários do Estatuto de Juventude dos BRICS e compomos o GT de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação.
Nesta perspectiva, O Fórum das Juventudes dos BRICS se constitui enquanto um espaço de promoção do empoderamento das juventudes dos BRICS, tendo como proposta a discussão da plataforma de juventude dos grupo BRICS, através de diferentes debates referentes às realidades, perspectivas e desafios dos países membros, bem como a troca de intercâmbios, de experiências em políticas públicas para juventude, parcerias, e convênios, no âmbito cooperativo cultural, social, educacional e geopolítico internacional.
Neste ano, a Federação da Juventude da China (ACYF, sigla em inglês) organizará o segundo Concurso de fotografia sobre os BRICS, tendo como tema “BRICS Youth Image”.  Esta coleção tem como proposta a seleção de fotografia de jovens dos países BRICS, nos diferentes tipos de engajamento cultural, social, econômico, político, ambiental.
PARTICIPE! Conheça as regras
Apenas fotos originais serão aceitas no concurso. Series fotográficas (2 no máximo 5),  trabalhos em grupo e artes visuais são permitidos, desde que especifique ao Comitê Organizador. Colagens e imagens geradas por equipamentos baseados em computação gráfica não serão permitidos; Enviar fotos com boa qualidade de imagem;
– O tamanho do arquivo de cada foto tem que obedecer: 2 a 8 MB, o comprimento de 16 a 30
– Pixels e resolução 300dpi de arquivos coloridos, preto e branco. As fotografias só podem ser editadas com o objetivo de ajustar o brilho, Contraste e saturação de cores. Processamento técnico, como síntese, adição de elementos e correção de cor é proibido. As imagens geradas por computadores ou fotografias alteradas são proibidas.
– As fotografias devem ser originais. O conteúdo não deve ser ilegal ou envolvendo difamação, pornografia ou violência, ou em violação das leis.
– O autor (es) será responsável pelos direitos autorais, direito de publicidade e outros direitos legais.
– O participante deve ser o autor original da fotografia enviada, tendo os direitos autorais independentes, intactos, específicos e não contestados em todo o conjunto de sua obra. Além disso, o participante deve garantir não violar o direito legal de terceiros, que inclui direito autoral, direito de retrato, reputação e privacidade.
– O (s) autor (es) devem estar de acordo com  a responsabilidade legal e todos os resultados da participação deste concurso.
– Fotografias anteriormente premiadas por concursos de fotografia renomados não serão aceitas;
-As fotografias enviadas não serão devolvidas aos participantes. Assim sendo, mantenha uma cópia das fotografias. Os autores possuem direito autorais e direito de Autoria das fotografias submetidas ao Concurso.
– É concedido ao Comitê o direito de uso em perpetuidade (incluindo para o álbum, exposição, Publicação, mídia e publicidade na Internet, etc.) sem pagamentos de royalties.
– As decisões da comissão julgadora são finalísticas, e não estão abertas a qualquer tipo de queixa. A ACYF reserva-se o direito final de interpretação do Concurso.
O envio das fotos deve conter as seguintes informações:

  1. Nome completo
  2. Data de nascimento
  3. Gênero
  4. Cidadania
  5. País de residência
  6. Cidade de residência (endereço)
  7. Telefone
  8. Email
  9. Ocupação
  10. Consentimento para o processamento de dados pessoais para o Concurso. Todas as obras submetidas ao Concurso devem ter uma descrição que deve especificar:
  11. Nome da foto
  12. Lugar da foto (país, localização ou nome de um lugar)
  13. Tempo da foto
  14. Informações adicionais: perfil do fotógrafo, esclarecendo o local, a dscrição das circunstâncias do evento da foto, etc.

 
Enviar as fotos até o dia 08 de julho de 2017 até ás 23:59h para o e-mail: [email protected]
(Flávio Franco, Diretor de Relações Internacionais da Associação Nacional de Pós-Graduandos).

19260602_1510686262326785_2903793968821387478_n

O Projeto de Lei Nº 3.012/15 que prevê mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto foi aprovado pelo Plenário da Câmara nesta terça-feira (20/06), o projeto prorroga os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento para proteção às mulheres bolsistas em função de maternidade.
A proposta abrange bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses, beneficiando as bolsistas de mestrado, doutorado, graduação sanduíche, pós-doutorado ou estágio sênior. Ficará garantida a prorrogação da bolsa por um período de até 120 dias a estudantes que derem à luz, adotarem ou obtiverem a guarda judicial de crianças durante o período de vigência da bolsa original.
O projeto garante que a bolsista ficará dispensada das atividades acadêmicas durante o afastamento temporário em virtude de parto, adoção ou obtenção de guarda judicial. O texto proíbe a suspensão do pagamento da bolsa nesse período.
A ANPG apresentou as reenvicações e a deputada Alice Portugal abraçou a causa. “É uma reivindicação das pós-graduandas do Brasil inteiro, que têm suas bolsas reduzidas do tempo da licença maternidade, sem o direito de usufruir dos primeiros momentos com seus filhos. O tempo de apresentação dos seus trabalhos finais também é reduzido. Por isso, a aprovação da matéria é uma grande vitória, pois estende direitos para um universo maior de mulheres. Quero parabenizar a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) que foi a grande inspiradora desta proposta, e a todas as mulheres pós-graduandas brasileiras, que são parte da inteligência nacional”, afirma Alice.
Para Tamara Naiz, presidenta da ANPG essa é uma conquista que precisa ser comemorada. “As mulheres têm sido fundamentais para os avanços e para o bom desempenho da Ciência brasileira, nós sabemos que 90% das pesquisas realizadas no Brasil são feitas no âmbito da pós-graduação e metade destes pós-graduandos são mulheres. Essas mulheres superam e lutam contra todos os empecilhos de uma sociedade machista, inclusive no acadêmico, e por vezes elas têm que optar entre ser mãe e pesquisadora. A ANPG acredita que essa escolha é absurda e um tremendo atraso e é por isso que lutamos para garantir que existam mecanismos  de proteção para que a mulher exerça plenamente todos os seus direitos em um ambiente seguro”, comemora Tamara Naíz, presidenta da ANPG.
Agora, a matéria segue para ser votada no Senado Federal.
 

MEMES_FINALISSIMO-01-300x300
No dia 20 de junho a Comissão de Educação fez uma audiência pública para debater o PL de reajuste de bolsas de fomento por agências federais. A ANPG esteve presente, representada pelo secretário geral, Gabriel Nascimento.
A ANPG destacou a importância do reajuste num momento de crise, que afeta os pós-graduandos brasileiros, como o crescimento da inflação desde 2013 (quando houve o último aumento implementado). É importante lembrar que o último reajuste foi em 2012. Nesse mesmo contexto, todos os produtos foram rejustados, levados pelo aumento do salário mínimo, pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é tomado como base para medir a inflação acumulada. “Um exemplo disso é o valor de aluguel, tomado no último ano reajuste e hoje. Se tomarmos R$ 500 como valor de um aluguel em 2012, tomando o IGP-M como medida, esse mesmo aluguel hoje custa 672 reais. O mesmo se dá com os demais itens, como gastos com supermercado, transporte etc. No Caso dos itens de supermercado, por exemplo, se tomarmos o valor de R$ 300 em 2012, levando em conta a evolução do IPCA dos dois anos (2012 a 2017), teremos o valor de R$ 417,54 no corrente ano”, explica Gabriel Nascimento.
Nesse sentido, o valor das bolsas de fomento concedidas por agências federais (Capes e CNPq) são, hoje, um grande entrave para manutenção da vida do pós-graduando nas universidades brasileiras de modo que, para além dos gastos com a subsistência, os pós-graduandos ainda precisam usar os R$ 1.500,00 das bolsas de mestrado e 2.200 reais para gastos com bancada, pesquisa de campo, viagens a eventos técnico-científicos, livros, internet, água, telefone etc.
“Ao contrário dos demais setores, com salários reajustados pelo valor do salário mínimo, as bolsas de fomento não tiveram reajuste, o que prejudica a ciência brasileira, uma vez que os pós-graduandos representam mais de 90% das pesquisas em andamento no país”, diz.
O INVESTIMENTO público é o grande responsável pelo desenvolvimento da ciência no mundo ocidental. Mais especificamente tem sido o responsável pelos índices científicos que têm feito o país avançar, seja pelo avanço no ranking de pesquisas (da posição 24ª para a posição 13ª) nos últimos 20 anos, saltando sete posições no governo FHC (chegando à 17ª posição) e 4 posições nos governos de Lula e Dilma (chegando à posição 13ª), segundo dados da Thomson Reuters e a Scimago Journal & Country Rank. Os dados ainda apontam o crescimento da população de pós-graduandos, sendo também dez vezes maior do que há 20 anos segundo os pesquisadores Norberto Tamborlin, Cristian Tadeu von der Hayde e Oscar Dalfovo da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Segundo dados da Capes, esses pós-graduandos são responsáveis por mais de 90% das pesquisas em andamento do país , de modo que foram e são os grandes responsáveis, em conjunto com seus orientadores, doutores nas mais diversas áreas, pelo crescimento da ciência brasileira e sua visibilidade no mundo.
A Ausência de estrutura de assistência estudantil é um problema para os pós-graduandos. Entre 2013 e 2015 foram matriculados mais de 400 mil pós-graduandos nas universidades brasileiras, sendo que em 2015 o número de matriculados chegava a mais de 120 mil pós-graduandos, sendo 44 mil bolsistas de pesquisa e pós-graduação, com bolsas da Capes e do CNPq. “Essa população vem sendo negligenciada pelas políticas de inclusão e assistência estudantil na universidade, de modo que o principal programa do Ministério da Educação (MEC) para a assistência estudantil, o Plano Nacional de Assistência Estudantil para as universidades federais (Pnaes) e o Plano Nacional de Assistência Estudantil para as universidades estaduais (Pnaest) nunca incluíram os pós-graduandos. Isso tem gerado um impacto negativo na vida de estudantes que retardam sua vida de trabalho para se dedicar à pesquisa científica e que são mal remunerados, não têm na pesquisa contagem de tempo de serviço e não têm acesso a restaurantes universitários, residências estudantis e bolsas de permanência”, completa o secretário.
Diante disso, a ANPG recomenta a aprovação do PL 4559/2016, de autoria do Deputado Federal Lobbe Neto (PSDB-SP), para que exista um mecanismo de reajuste a ser utilizado pelo executivo e que impacte positivamente a ciência brasileira e sua produção, bem como o desenvolvimento do país.
Entenda mais sobre a Proposta
A proposta de lei está na Câmera desde março de 2016 e já tinha sido aprovada pela Comissão de Educação. Agora, com a aprovação do CCI, o relatório segue para a Comissão de Finanças e Tributações e, por último, para a Constituição. O relator do PL 4559, o Deputado Marcos Soares (DEM-RJ), conversou com a diretoria da ANPG e reconheceu a importância desta PL: “O treinamento, capacitação e formação de mão de obra especializada e de alta qualificação é parte central de qualquer política de desenvolvimento científico tecnológico, sendo, portanto de vista educacional, a existência do programa de bolsas, especialmente aqueles promovidos  pela Capes e pelo CNPq, tem sido basilar dentro da consecução das atividades de fomento nesse setor”.
O projeto propõe que os valores das bolsas concedidas pelos órgãos sejam reajustados no dia 1º de cada ano, adotando a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado e divulgado pelo IBGE.
Esta é uma das pautas histórias da ANPG e que compõe as bandeiras de luta da Campanha por Mais Direitos. O estabelecimento de um mecanismo de reajuste anual das bolsas consta na nova versão do Documento de Direitos e Deveres das(os) Pós-graduandas(os).
Para entender mais do assunto: https://www.anpg.org.br/quando-serao-reajustadas-as-bolsas/
 

mariannaCrédito: UNE

Neste domingo (18/06) terminou em Belo Horizonte o 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). E a estudante de Pedagogia da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), Marianna Dias (25), natural de Feira de Santana (BA), foi eleita presidenta da entidade durante a Plenária Final do encontro, realizada no Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.
Candidata da chapa “Frente Brasil Popular: A unidade é a bandeira da esperança”, Marianna obteve 3.788 votos (79%) e assumirá a presidência da UNE pelos próximos dois anos.
“Marianna é uma jovem cheia de sonhos, coragem e combatividade! Marianna Dias é de fé, de força e de luta, , ela é um retrato do Brasil que batalhamos tanto para conquistar e que não vamos deixar que nos roubem! Une pra frente, Mari presidente”, parabeniza Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
Marianna estará à frente da UNE em um momento especial para os estudantes, quando a entidade irá celebrar 80 anos de fundação no dia 11 de agosto deste ano.
“Carta Belo Horizonte”
Além da nova diretoria, a 55ª edição do Conune aprovou em consenso a “Carta Belo Horizonte”, documento que unifica as reivindicações do movimento estudantil presentes ao encontro em Minas Gerais.
Também foram aprovadas no sábado (17) três resoluções (conjuntura, movimento estudantil e educação), e 11 moções sobre diversos assuntos como, por exemplo, apoio e solidariedade a Rafael Braga, único condenado criminalmente na ocasião das Jornadas de Junho de 2013; a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); a reivindicação de cotas raciais na Universidade de São Paulo (USP); e a construção da greve geral no próximo dia 30 de junho.
A plenária final também definiu a luta da UNE em torno das ”Diretas Já”. O documento aprovado diz que o objetivo é que o povo eleja um presidente que possa convocar uma assembleia constituinte soberana, eleita sob novas regras, sem financiamento empresarial, “única forma de anular as ‘deformas’ impostas pelo governo golpista de Michel Temer.”
FONTE: UNE

55c060d5-66c8-44e0-a8d1-c2df16597633
Reunindo mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, conformou-se neste dia 5 de Junho em Brasília a “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já”, leia a Nota abaixo.
NOTA
Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já
O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.
A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas, as políticas publicas além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.
As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.
Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.
Assinam:
Frente Brasil Popular – FBP
Frente Povo Sem Medo – FPSM
Centra Única dos Trabalhadores – CUT
Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG
Associação das Mulheres Brasileira – AMB
Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG
Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho – ANAMATRA
Brigadas Populares
Central dos Movimentos Populares – CMP
Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Pública
Centro de Atendimento Multiprofissional – CAMP
Coletivo Quem Luta Educa/MG
Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – CBJP
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos – CNTM
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB
Conselho Federal de Economia – CONFECON
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC
FASE Nacional
Fora do Eixo / Mídia Ninja
Fórum de Lutas 29 de abril/PR
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Frente de Juristas pela Democracia
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Central Intersindical – INTERSINDICAL
Juntos
Koinonia
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial das Mulheres – MMM
Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
Movimento Humanos Direitos – MHUD
Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia – MNCCD
Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM
Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS
Partido Comunista do Brasil – PC do B
Partido dos Trabalhadores – PT
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Partido Socialista Brasileiro – PSB
Pastoral Popular Luterana
Rede Ecumênica da Juventude – REJU
Rua Juventude Anticapitalista – RUA
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
União Brasileira de Mulheres – UBM
União da Juventude Socialista – UJS
União Geral dos Trabalhadores – UGT
União Nacional dos Estudantes – UNE⁠⁠⁠⁠

aliceTamara Naiz, presidenta da ANPG, e a deputada Alice Portugal
Por unanimidade, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (31/05), o Projeto de Lei Nº 3.012/15, da deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), que prevê mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto. A deputada Ana Perugini (PT/SP) foi a relatora da matéria no Colegiado.
O projeto prorroga os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento para proteção às mulheres bolsistas em função de maternidade. O texto foi construído a partir do pedido de audiência pública proposta pela ANPG, que apresentou sua pauta de reivindicações e um dos temas colocados foi a questão da licença maternidade.
“As mulheres têm sido fundamentais para os avanços e para o bom desempenho da Ciência brasileira, nós sabemos que 90% das pesquisas realizadas no Brasil são feitas no âmbito da pós-graduação e metade destes pós-graduandos são mulheres. Essas mulheres superam e lutam contra todos os empecilhos de uma sociedade machista, inclusive no acadêmico, e por vezes elas têm que optar entre ser mãe e pesquisadora. A ANPG acredita que essa escolha é absurda e um tremendo atraso e é por isso que lutamos para garantir que existam mecanismos  de proteção para que a mulher exerça plenamente todos os seus direitos em um ambiente seguro. Agradecemos todo o apoio da Deputada Alice Portugal tanto na audiência pública quanto na tramitação de projeto de lei essencial para todos”, conta Tamara Naíz, presidenta da ANPG.
A matéria já foi aprovada na Comissão de Educação e, agora, seguirá para as Comissões de Seguridade Social e Família (CSSF); de Finanças e Tributação (CFT); e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Se aprovado nessas comissões, o projeto será enviado para o Senado Federal.

Texto: Ana Bueno
É notório o sucesso profissional e na remuneração dos egressos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), que ainda demonstra sua importância na formação de novos cientistas e no fortalecimento da Ciência brasileira. E constatou-se que os egressos mesmo com doutorado sendo mulheres e das áreas de humanas a remuneração ainda é menor que de homens e das áreas de exatas e saúde
Um importante programa de Iniciação Científica (IC) aos estudantes de graduação é o Programa Institucional de Iniciação Científica (Pibic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que foi recentemente avaliado e lançado um estudo pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), intitulado “A Formação de Novos Quadros para CT&I: Avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic)”. As publicações são de acordo com a agenda do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e nesta edição em questão trouxe avaliações sobre o Pibic e Pibiti e a formação de futuros quadros de CT&I nas diversas áreas de pesquisa científica.
Os resultados apresentados no estudo discorrem sobre a necessidade de novas avaliações do ensino superior do Brasil, particularmente os de pós-graduação e pesquisa. E, ainda, destaca a trajetória e a inserção profissional dos egressos.
Muitos dos objetivos do Pibic foram alcançados e devem ser avançados até para se corrigir disparidades sociais encontradas nele tanto quanto em nossa sociedade. As disparidades de gênero, raça e classe social dentre os bolsistas do Pibic, percebidas nos estudos do CGEE, acontecem devido à falta de precisão do Programa em buscar um apoio especial àqueles que já sofrem com as desigualdades na sociedade. A subjetividade na distribuição das bolsas não deixa claras as distorções ocorridas com os apoios sociais e científicos a certas áreas de pesquisa e a estes ou aqueles grupos sociais, mas devem ser consideradas. Chama atenção aos dados apresentados sobre os egressos e o sucesso dos bolsistas que permaneceram por mais tempo com as bolsas e os que não tiveram a mesma oportunidade. Estas são questões que merecem atenção especial à espaços que propõem contribuir com o desenvolvimento científico e também nacional.
O Pibic é uma política de IC desenvolvida por Instituições de Ensino Superior e/ou Pesquisa com cotas de concessão de bolsas de até 12 meses e somente para estudantes de graduação, indicados pelas/os professoras/es orientadoras/es. O modelo atual é dos anos 1980, com interação entre o CNPq e as Instituições de Ensino Superior e/ou Pesquisa, deixando-as encarregadas pela seleção dos projetos, orientadores e bolsistas, visto que as bolsas passaram a ser distribuídas diretamente às Instituições e não mais aos indivíduos. E é o CNPq que estabelece os critérios de avaliação, juntamente com uma comissão de pesquisadores.
O Pibic expandiu-se para todos os Estados brasileiros nas mais diversas Instituições de Ensino e Pesquisa. E em 2007, foi criado o Programa de Bolsa de Iniciação Tecnológica (Pibiti) sob os mesmos moldes, mas voltado aos estudantes de Ensino Superior Tecnológico.
Distribuição de bolsas por Região do Brasil
No período de 2001 a 2013 o número de bolsas Pibic quase dobrou, passando de 14,5 mil para 24,3 mil, um aumento de +67% nos recursos. Já as Pibiti, implantadas em 2007, chegaram a 3.392 bolsas em 2013. No mesmo período o número de bolsas diretas do CNPq, as bolsas não institucionais, caiu em 46%. Conforme se observa no Gráfico 1:
gráfico 1_CGEE
O CGEE destaca que apesar de o Pibic, Pibiti e IC apresentarem tamanho crescimento as matrículas na graduação pública e na pós-graduação cresceram bem mais, com +104% e +116% respectivamente. No Gráfico 2 observa-se o crescimento das bolsas por região, no mesmo período de 2001 a 2013, com número de bolsas distribuídas (por mil alunos). Ao mesmo tempo o crescimento de matrículas no ensino superior foi de 103%, contra 92% de ofertas de bolsas institucionais.
gráfico 2_CGEE
Infelizmente houve perdas significativas na distribuição de bolsas institucionais, Pibic e Pibiti, em todos os Estados, mas principalmente na região Sudeste, Tabela 1. E na Tabela 2 tem-se os números de matrículas na graduação e distribuição de bolsas por região brasileira.
tabela 1_CGEE
tabela 2_CGEE
Distribuição de bolsas por área de pesquisa
Conforme os dados da Tabela 3, distribuição de bolsas institucionais por área de pesquisa – entre os anos de 2001 a 2012, observam-se grandes disparidades na distribuição dessas bolsas. Destacamos as últimas colunas (em amarelo e vermelho) que apresentam os dados totais e de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. Vejam que enquanto as Ciências Biológicas receberam 68,6 bolsas por 1000 matrículas as de Ciências Sociais Aplicadas receberam apenas 3,8 bolsas.
tabela 3_CGEE
Distribuição de bolsas por gênero
Sobre a distribuição de bolsas por gênero as pesquisas do CGEE apontam que as mulheres foram mais contempladas que os homens ao longo dos anos de 2001 a 2013 tanto Pibic quanto Pibiti. Todavia, o percentual de bolsas distribuídas às mulheres foi reduzida nos Pibiti, mesmo que ainda se mantenha um percentual baixo de diferença, em torno de 2%, conforme Gráfico 4. Apesar da expansão dos Programas de IC, não foi suficiente para acompanhar o crescimento das matrículas no ensino superior, que foi bem maior.
gráfico 4_CGEE
Interesse na continuidade da pesquisa Pibic na pós
O interesse em cursar a pós-graduação, a intenção em dar continuidade ao projeto de pesquisa foram analisados em relação ao tempo de bolsa, à frequência dos encontros com os orientadores, às características do projeto e à participação deles em redes de colaboração, dados no Gráfico 5.
gráfico 5_CGEE
Com avaliação positiva do Pibic pelos bolsistas, em suas experiências e aprendizados,  67% deles tiveram interesse em seguir para uma pós-graduação, dando seguimento em seus projetos de pesquisa sejam em outros projetos, conforme os Gráficos 9 e 10.
gráfico 9_CGEE
gráfico10_CGEE
Avaliação dos orientadores/as e CNPq
Os orientadores avaliam positivamente o Pibic com incentivador da continuidade em estudos de pós-graduação e no futuro científico. Já a habilidade com línguas estrangeiras é considerada insatisfatória pelos orientadores, visto que apenas 40% superaram essa deficiência, questão preocupante para o futuro da internacionalização da ciência brasileira.
Em suma o CNPq avalia que os Programas dão mais base aos seus bolsistas de modo que os levam a serem mais bem sucedidos no futuro enquanto pesquisadores científicos, devido ao desenvolvimento e incentivos dados a esses bolsistas.
 
Egressos e a pós-graduação
Como dar seguimento à pós-graduação é um dos objetivos do Pibic, o CNPq deu seguimentos às suas pesquisas até os egressos. E constatou-se que 28,8% dos egressos totais, 192.683, cujo último ano de bolsa ocorreu entre 2001 e 2013, deu seguimento na pós-graduação stricto sensu. Porém, 71,2% não concluíram um programa de pós, Tabela 4.
tabela 4_CGEE
Uma explicação sobre a participação de egressos na pós-graduação é sobre o número de bolsas, devido ao tempo recebido pelo estudante. Tal questão é primordial para que esse bolsista siga para desenvolvimento de uma carreira científica. Assim, o próprio relatório afirma: “os egressos que receberam bolsas por um período maior têm maiores chances de concluir o mestrado, para todos os anos-base”, já “As quedas apresentadas pelas curvas em anos mais recentes decorrem da diminuição do tempo para que se dê a titulação no mestrado” (CGEE, p. 25). Esses dados podem ser analisados no Gráfico 13.
gráficos 13_CGEE
Egressos empregados e remuneração
O número de egressos formalmente empregados no final de 2014 foi de 50,6% do total dos bolsistas até 2013. Desses egressos o percentual de mestres é de 55,8% e de doutores de 66,3%. Indicativos do sucesso na empregabilidade conforme a titulação.
Sobre a remuneração as análises estatísticas feitas deram uma mediana dos salários dos egressos e comprovaram que aqueles que não fizeram uma pós tiveram salários em torno de R$ 4.605, já os mestre com recebimentos de R$ 6.042 e doutores no país e exterior são de R$ 10.061 e R$ 10.216 respectivamente. Constatou-se ainda que os altos salários dos egressos de 2003 sendo superiores aos de 2008, se deram possivelmente devido a aumentos por tempo de serviço e impactos da titulação máxima – Gráfico 15.
gráfico 15_CGEE
Interessante destacar as disparidades na remuneração por áreas científicas, onde egressos das Engenharias e Ciências de Computação, seguidos dos das Ciências da Saúde, apresentam remuneração entre 70 e 50% mais elevada que os egressos das áreas de Linguística, Letras e Artes, Ciências Humanas e Biológicas.
Outra disparidade está na remuneração por gênero, sendo que os homens ainda recebem mais que as mulheres. Quanto maior a titulação da mulher menor a diferença salarial, todavia, ainda persistente. A maior diferença salarial está entre os mestres que é de 35% e a menor entre os doutorados no exterior com 15,3% em desfavor das mulheres, conforme dados na Tabela 7.
tabela 7_CGEE
Há uma forte contribuição para o seguimento da pós-graduação para os egressos do Pibic, de modo a levá-los a ter sucesso na carreira profissional e boa remuneração conforme a titulação.
O Relatório do CGEE ressaltou as disparidades regionais do país, apontando as chances de empregabilidade e sucesso acadêmico nas instituições mais tradicionais e das regiões mais privilegiadas do país, como Sul e Sudeste. Do mesmo modo, a existência de cursos de pós-graduações nessas instituições favorecem a continuidade dos egressos ao Mestrado e Doutorado.
Sobre o emprego dos egressos no Relatório CGEE afirma-se: “A chance dos egressos do Pibic trabalharem em instituições nas quais as atividades ‘Educação’ e ‘Profissionais, científicas e técnicas’ eram dominantes, comparada com a dos que não participaram do programa, não mostrou diferenças significativas. No entanto, para os que concluíram o mestrado e o doutorado a chance de estar empregado em instituições com tais atividades era significativamente maior (mestres 2,54 vezes e doutores 3,53 vezes) do que para aqueles que não fizeram pós-graduação. Assim, o efeito do Pibic na formação de pessoal para essas atividades, embora indireto, é importante e se dá por meio do estímulo para cursar a pós-graduação” (CGEE, p. 40).

cotasmem.fw
Hoje, 30 de maio, o Conselho Universitário da Unicamp votará o princípio de Cotas – com cerca de 10 anos de atraso em relação às primeiras instituições de ensino que implementaram as ações afirmativas.
A votação acontece após incessantes negociações. Foi acordado com a Reitoria a formação de um Grupo de Trabalho (GT) e a realização de três audiências públicas cujos temas seriam: Perspectiva histórica e o papel da Universidade Pública no Brasil, Experiências Nacionais e Internacionais do Projeto de Cotas e PAAIS, seus alcances e limites, e após as audiências iria para votação no Conselho Universitário (CONSU) um projeto de cotas étnico – raciais na Unicamp.  Ao fim do processo das audiências o GT apresentou um projeto de cotas étnico – raciais para a Unicamp que consiste em reservar 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas e com renda per capita de até 1,5 salários mínimos, 37,2% (porcentagem de pretos e pardos no estado de SP) para pretos e pardos, e a criação de até duas vagas por curso para indígenas.
A criação de cotas nos cursos de pós-graduação é uma demanda antiga da ANPG. A entidade já vem discutindo isso desde antes de 2014, mas foi no 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos que essa pauta foi definida como uma das bandeiras para o período que se seguiu.
A ANPG, com o apoio de entidades dos movimentos sociais e estudantil, intensificou a pressão sobre o governo para que a medida saísse do papel.
 

anpg
A ANPG enquanto entidade membro do Comitê Nacional Preparatório ao 19° Festival Mundial das Juventudes e Estudantes convoca xs pós-graduandxs a se inscreverem e participar do maior evento cultural, político, artístico, científico e desportivo da Juventude organizado pela Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD).
Estamos mobilizando uma grande delegação de pós-graduandos (as), com prioridade diretores (as) da ANPG e principais lideranças de APGs e do Movimento Nacional de Pós-Graduandos.
A inscrição pode ser feita no site: www.russia2017.com em inglês, espanhol e russo.
Qusnto mais inscritxs melhor para conseguirmos passagens em diálogo com o Comitê Nacional Preparatório do Festival na Rússia, assim como captação de recursos e passagens com o MEC, MCTI, FAPS e Universidades.
O que 19 Festival Mundial das Juventudes e Estudantes
Onde Socci, Rússia
Quando 14 a 22 de outubro
Encerramento das Inscrições 15 de maio
Site www.russia2017.com
Línguas da Inscrição Russo, Inglês e Espanhol
O que precisa? Foto, passaporte.
Colocar ANPG enquanto instituição que está vinculadx.
Dúvidas e Informações contactar
Flávio Franco
Diretor de Relações Internacionais da ANPG.
71 993150480 (whatsapp) [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/flavio.franco.988
Flávio Franco
Diretor de Relações Internacionais da ANPG
Membro do Comitê Nacional Preparatório ao 19° WFYS