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Crédito: Fabiana Santos – CCS/Capes

Na noite desta quarta-feira, 23, foi realizada, em Manaus (AM), a abertura do XXXII Encontro Nacional de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação.  A ANPG estava presente, representada pela presidenta Tamara Naiz, para fortalecer ainda mais a parceria da entidade com o FOPROP (Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais), representada pelo seu presidente Isac Almeida de Medeiros.
No evento de abertura do encontro o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Abilio A. Baeta Neves, falou sobre temas essenciais de interesse de todo o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).
Baeta Neves disse haver uma expectativa legítima da ampliação e recuperação de parte da concessão de bolsas e de auxílios que têm sido mantidos em um patamar muito contido, ressaltando a necessidade de recuperar paulatinamente recursos e sinalizar para o Sistema que a Capes tem fôlego para continuar como uma parceira muito positiva. Sobre o orçamento da agência em 2017, disse que deverá ser relativamente maior que os últimos anos, cerca de R$ 5 bi, pelo fato do programa Ciência sem Fronteiras manter poucos bolsistas que ainda estão no exterior, das últimas chamadas de 2014, o que permitirá uma compensação dos valores para as demais ações da agência. “O programa teve um enorme impacto, sobretudo internacional, jogou o Brasil definitivamente no cenário global de preocupação com a mobilidade estudantil e de pesquisadores, mas gerou uma espécie de desconforto na maior parte das nossas universidades, sobretudo com relação aos estudantes de graduação. Podemos dizer que houve impacto grande em várias instâncias, vários planos, mas houve também um certo distanciamento das universidades com relação ao modo de implementação do programa.”
Internacionalização
“Comprometemo-nos com a Andifes, e me comprometo aqui com o fórum [Foprop], com o desenho de um novo programa de fortalecimento de internacionalização das universidades com vistas à construção de um projeto sustentável e de excelência”, afirmou Baeta Neves. Segundo ele, o projeto precisa considerar os graus distintos de desenvolvimento e as preocupações das universidades e, sobretudo, considerar as vocações e o que as instituições definem como suas próprias estratégias de desenvolvimento e de internacionalização. “Não é a Capes que vai internacionalizar as universidades, elas poderão ter da Capes o apoio para seus planos de internacionalização e, para isso, precisam ser capazes de definir o que querem fazer, em que direção querem avançar e como pretendem construir essa nova imagem, o seu novo projeto institucional. Esse é um componente fundamental da ideia que queremos desenvolver.”
A primeira premissa desse programa é que a Capes apoiará projetos institucionais das universidades e, a partir disso, serão definidas estratégias para uma conversão de alguns programas de apoio à internacionalização existente em diálogo permanente com as instituições de ensino superior.
Apoio à Pesquisa
“O problema que se apresenta atualmente, e que vocês reconhecem, é que há um claro desequilíbrio entre o fomento à formação de recursos humanos e o fomento à pesquisa no país. Assim como a Capes consegue se segurar em um patamar razoavelmente alto de investimentos na formação de pessoal, não podemos dizer o mesmo do sistema de agências do sistema do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC).” Para o presidente, o desequilíbrio de orçamentos dos últimos anos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é prejudicial, inclusive ao próprio trabalho da Capes e ao apoio aos programas de pós-graduação. “Não é só bolsa que assegura a produção de conhecimento. Os recursos para pesquisa precisam estar disponíveis, senão comprometemos inclusive a qualidade de formação dos recursos humanos. Esta é uma tarefa que deve unir a todos: trabalhar pela recuperação de recursos orçamentários do sistema do FNDCT e do próprio CNPq. Sem isso, vamos avançar de modo meio manco na política de formação e de fomento e de apoio ao SNPG.”
PNPG
Sobre a Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020), Abilio Baeta Neves informou que ela foi recomposta recentemente e com uma tarefa muito clara: fazer um balanço do que aconteceu nos primeiros cinco anos de abrangência do plano e assinalar para os próximos cinco as correções de rumo e as recomendações importantes para a Capes. “Neste momento é importante considerar as contribuições das diversas comissões, que trabalharam nos temas mais variados e de importância para diferentes planos de atividades da agência. Os trabalhos desses grupos serão encaminhados à comissão do PNPG e esperamos que possamos ter, no começo do ano, um balanço que possa ser discutido oportunamente com os pró-reitores para atuarmos em conjunto, com um diálogo permanente para a correção necessária de rumos e apuração de sugestões mais concretas”, concluiu.
FONTE: CAPES – Reportagem de Fabiana Santos)

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Com sua agenda de esvaziamento dos canais institucionais de politicas públicas para a população brasileira, o governo de Temer está cada vez mais inviabilizando o funcionamento do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). Para se ter uma ideia das ações contra a entidade, foi ofertado ao órgão um orçamento de apenas R$ 4.386,00 anuais para as passagens. “Não conseguimos uma resposta, do Secretária Nacional de Juventude, Bruno Moreira Santos (PMDB), sobre o orçamento e o funcionamento do conselho”, explica Daniel Souza, presidente do Conjuve.
A primeira denúncia sobre a sabotagem do Governo Temer ao Conjuve foi feita no dia 23 de novembro, terça passada, pelo Portal Vermelho (leia). Na reportagem Daniel detalha as ações do governo para inviabilizar o funcionamento da entidade. “A Secretaria Nacional de Juventude do Governo Temer tenta limitar – pelo controle do orçamento – a atuação do Conjuve. Além de descumprir a lei que garante a realização de quatro reuniões ordinárias e de duas reuniões extraordinárias do pleno durante o ano, a atual gestão rompe com um princípio fundamental de uma democracia estabelecida: a participação social”, denuncia.
Após a publicação a entidade sofreu nova retaliação. “No dia seguinte a publicação descobrimos que não éramos mais administradores das mídias sociais. Percebemos isso apenas quando tentávamos postar, não recebemos nenhuma notificação”, explicou Souza. O presidente conta que, por contato telefônico, foi avisado que apenas servidores públicos poderão administrar as páginas e todas as notícias que o Conjuve enviar para os canais de comunicação precisam ser aprovadas por Bruno Moreira Santos.
Daniel explica que a primeira ação tomada pela entidade em relação foi o envio da carta (veja abaixo) ao presidente da Secretaria Nacional de Juventude pedindo respostas. “Ainda não tivemos nenhum posicionamento oficial. No começo de dezembro vamos entrar com uma ação no Ministério Público para garantir que a lei se cumpra, principalmente em relação as quatro reuniões ordinárias durante o ano”, explicou.
O Conjuve, criado em 2005, tem um papel importante na formulação, no acompanhamento e na avaliação das políticas públicas de juventude. A atuação da sociedade civil ganhou importância no último período, tempo que a entidade organizou, entre outras atividades, três conferências nacionais de juventude, sendo a última em dezembro de 2015 e que foi concluída com subsídios para o Plano Nacional de Juventude.
Carta Conjuve ao presidente da Secretaria Nacional de Juventude: bruno-moreira

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Crédito: wiki commons

Estão abertas, até o dia 18 de dezembro, as inscrições para o segundo intercâmbio Austrália-Brasil de PhDs, organizado pelo Department of Education com apoio da Australian Academy of Science.
O projeto visa levar para a Austrália cinco pesquisadores brasileiros para período de pesquisa de dois meses (entre junho e agosto de 2017) em universidades australianas, em áreas consideradas prioritárias para o país. Os pesquisadores selecionados receberão passagem aérea e acomodação na Austrália.
Em 2017, o programa deve ocorrer em paralelo com atividade similar com PhDs dos Estados Unidos e do México, aumentando o potencial da rede de contatos internacionais dos pesquisadores.
As regras para inscrição no programa estão disponíveis no website http://brazil.embassy.gov.au/. Os resultados estão previstos para fevereiro de 2017. A primeira edição do programa, realizada em 2016, teve mais de 400 inscritos e seis pesquisadores selecionados.
Um vídeo com informações sobre os doutorandos e os projetos realizados em 2016 pode ser visualizado em https://www.youtube.com/playlist?list=PL9DfJTxCPaXJ6crfa6JaQwJuZH7QZa0ab

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O Museu Goeldi está com inscrições abertas até 11 de dezembro para a seleção de bolsistas de longa duração na modalidade PCI-D. A instituição busca profissionais de nível superior, graduação e pós-graduação (títulos de mestre ou doutor), com o objetivo de elevar o potencial da pesquisa científica, tecnológica e de inovação e também capacitar pessoas para atuar na região amazônica, em áreas estratégicas do museu.
Os candidatos podem concorrer a vagas em um dos seguintes temas: “Biodiversidade e Evolução”; “Sistemas naturais e antropizados”; “Diversidade social e cultural”; “Comunicação e Educação de ciência na Amazônia” e “Biotecnologia e Inovação e Tecnologias de Informação”.
As bolsas terão duração de até 9 meses, com possibilidade de renovação dependendo da avaliação dos resultados – e sujeita à renovação do Programa PCI, no âmbito do MCTIC. O prazo máximo de permanência no programa PCI é de 3 anos.
Mais informações: http://www.museu-goeldi.br/portal/content/museu-goeldi-abre-chamada-para-bolsas-de-pesquisa-de-n-vel-superior
Fonte: MCTI

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Crédito: ASCOM – MCTI

A exposição Mundo MCTIC – Pesquisa e Desenvolvimento de Ponta no Brasil estará no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília (DF), de segunda (28) a sexta-feira (4), das 9h às 18h.
A mostra, organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, possui 25 estandes de agências, empresas estatais, organizações sociais e unidades de pesquisa com atividades lúdicas, experimentos científicos, exibições de vídeos em terceira dimensão (3D), exposições tecnológicas e visitas virtuais.
Na quinta (1º) e sexta-feira (2), essa grande exposição científica ficará ainda mais interessante com o 4º Circuito de Ciências das escolas da rede pública, que a Secretaria de Educação do Distrito Federal promove das 9h às 17h. Serão apresentados 197 trabalhos de alunos das escolas públicas do DF. 
Saiba mais: http://www.mcti.gov.br/pagina-noticia/-/asset_publisher/IqV53KMvD5rY/content/mundo-mctic-leva-pesquisas-e-atividades-cientificas-ao-parque-da-cidade-em-brasilia?p_p_auth=CLAk1pxj&_101_INSTANCE_IqV53KMvD5rY_redirect=%2F
Fonte: MCTI

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A Fapesp divulgou dois editais de bolsas para pós-doutorado. Confira:
Pós-doutorado em Ciência do Sistema Terrestre
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Metrologia/Ciência do Sistema Terrestre com Bolsa da Fapesp. O prazo de inscrição encerra em 30 de novembro de 2016.
O bolsista integrará a equipe de pesquisa do Projeto Temático “Serviços climáticos através de coprodução de conhecimento“.
O projeto investiga possíveis impactos de mudanças na cobertura da terra da Amazônia na variabilidade de chuvas no Sudeste da América do Sul, aplicando técnicas de análise de redes complexas e modelos climáticos.
O candidato deve ter conhecimentos de interação entre a superfície terrestre e o clima, valorizando-se fundamentalmente experiência prévia com modelagem de superfície terrestre, conhecimentos de modelos de vegetação dinâmica acoplados a modelos climáticos, programação computacional em Fortran 90 e análises e visualização de dados científicos em NCL ou GrADS.
O candidato deve ter doutorado há menos de sete anos em Ciências do Sistema Terrestre ou Ciências Ambientais, Computação Aplicada ou disciplinas relacionadas e experiência em modelagem da superfície terrestre; análises de sensibilidade de condições ambientais nas interações entre a superfície e a atmosfera ou experiência em modelagem atmosférica; estudos de aspectos da variabilidade de precipitação na América do Sul. Deve, ainda, ter capacidade demonstrada por meio da publicação de artigos.
Os interessados devem enviar carta de apresentação, descrevendo qualificações e interesses científicos; curriculum vitae resumido; indicação de dois nomes para referências pessoais e link para a página pessoal em sites como Research Gate, Google Scholar ou Academia.edu, se disponível, para [email protected] ou [email protected]. Os arquivos devem estar em formato PDF e e-mail deve ser identificado com o título “PD Fapesp CCST/Inpe”.
A oportunidade está publicada em: www.fapesp.br/oportunidades/1333.
Pós-doutorado em terapia celular com bolsa da Fapesp
O Centro de Terapia Celular (CTC), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp, recebe até 30 de novembro de 2016 inscrições para uma vaga de pós-doutorado para pesquisa em biologia das células-tronco e hematologia.
O CTC está localizado no Hemocentro de Ribeirão Preto da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. O candidato aprovado receberá bolsas de pós-doutorado da Fapesp.
Segundo os responsáveis pelo CTC, a pesquisa no centro está focada na biologia das células-tronco e na medicina translacional com esforços multidisciplinares e colaborativos para: 1) compreender a biologia das células-tronco, com destaque às células-tronco pluripotentes (células-tronco embrionárias ou induzidas) e células-tronco somáticas; 2) estabelecer a modelagem das doenças do sangue para a compreensão do desenvolvimento de células hematopoiéticas; 3) estudar o início da hematopoiese, particularmente os primeiros eventos que levaram à especificação de ambos os tecidos hematopoiéticos normais e anormais; e 4) desenvolver protocolos para estudos pré-clínicos e clínicos.
O candidato deve ter doutorado, forte interesse em biologia de células-tronco e desejo de trabalhar com projetos relacionados a tecido hematopoiético normal e anormal. Experiência em pesquisa com células-tronco e/ou hematologia e conhecimento de técnicas de biologia celular e molecular serão altamente valorizados. Habilidades de comunicação oral e escrita em inglês são essenciais.
Os candidatos deverão enviar carta de motivação (até 1 página, incluindo apresentação e descrição de pesquisas anteriores, habilidades e interesses de investigação), curriculum vitae completo (até 2 páginas) e duas cartas de recomendação com as informações de contato das respectivas referências, para: [email protected] e [email protected].
Mais informações sobre a oportunidade: fapesp.br/oportunidades/1337 e http://ctcusp.org.

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Crédito: FUNDEPES

Com o título “O que pensa o pesquisador brasileiro sobre a burocracia?”, o relatório foi divulgado no dia 23, em encontro em Belo Horizonte. No evento, a presidente da SBPC, Helena Nader, falou sobre a importância da derrubada dos vetos ao Marco Legal e defendeu a recomposição do orçamento para CT&I
Com o intuito de formular ações para reduzir o excesso de burocracia nas universidades federais e instituições de pesquisas – responsáveis por 90% da produção científica e tecnológica do País – instituições e o governo federal criaram um relatório com questões, a ser distribuído entre pesquisadores, a fim de conhecer a percepção de cada um sobre os entraves burocráticos à atividade de pesquisa e sobre a transformação dos resultados em negócios inovativos.
Sob o título “O que pensa o pesquisador brasileiro sobre a burocracia?”, o relatório com 12 questões foi divulgado nesta quarta-feira, durante o 34º Encontro Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica, realizado pelo Conselho representante desse segmento (Confies), em Belo Horizonte (MG).
Liderada pelo Confies, que representa quase 100 fundações representantes das universidades federais e instituições de pesquisas no País, a iniciativa tem o apoio do Sebrae, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do governo federal.
O prazo previsto para o pesquisador responder às perguntas é de 15 dias, data que pode ser adiada, segundo explicou o vice-presidente do Confies, Fernando Peregrino, ao anunciar a medida. A ideia é obter o resultado ainda até o fim deste ano.
Alguns dos pontos do relatório questionam se nos últimos anos houve aumento da burocracia para solicitar recursos e gerir projetos de ciência, tecnologia e inovação.
Para ler a matéria na íntegra: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/2-instituicoes-criam-relatorio-para-pesquisador-avaliar-burocracia/

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Crédito: wikicommons

A SBPC e ABC enviaram carta ao governador, José Ivo Sartori, alertando sobre consequências para a economia gaúcha de medida que propõe extinguir três fundações científicas do Estado. Em carta encaminhada hoje, a SBPC ressalta também a importância de órgãos de divulgação da Ciência
A SBPC encaminhou nesta quinta-feira (24) uma carta ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, reforçando extrema preocupação com o pedido de extinção de órgãos ligados diretamente ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação, e à divulgação científica no Estado.  Na quarta-feira (23), a SBPC e a Academia Brasileira de Ciências (ABC)  enviaram uma carta ao governador alertando sobre consequências para a economia gaúcha de medida que propõe extinguir a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).
No documento enviado hoje, a SBPC ressalta também a importância do papel desempenhado pela Fundação Cultural Piratini (FCP-TVE) e a Fundação de Zoobotânica (FZB) na divulgação científica. “O papel de uma televisão pública educativa e a manutenção de museus de ciência, é absolutamente necessário para garantir a veiculação do conhecimento científico de forma direta e lúdica”, afirma na carta.
A extinção das fundações está no pacote de medidas para conter a crise, anunciado na segunda-feira, dia 21. O governo do Rio Grande do Sul decretou calamidade financeira na administração pública estadual, conforme publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (22).
A SBPC e a ABC ressaltam que o crescimento econômico só é possível com a participação do conhecimento científico e tecnológico, a exemplo dos países desenvolvidos. “Essa constatação pode ser levada também para os estados brasileiros. Pode-se observar que os estados mais ricos e que apresentaram desenvolvimento mais recente são aqueles que concentram um maior financiamento em CT&I”, argumentam, na carta.
A carta da SBPC está disponível aqui. E a carta conjunta da ABC e da SBPC pode ser acessada aqui. http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/arquivo_628.pdf
Fonte: Jornal da Ciência
 

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A FACEPE lança hoje dois editais para apoio à atração e fixação de pesquisadores doutores no estado, ambos vinculados ao recente acordo de cooperação técnica e acadêmica firmado com a CAPES recentemente.
Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD 2016)
Objetivo: fomentar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, mediante a seleção de propostas para apoio a projetos institucionais de absorção temporária de jovens pesquisadores doutores em programas de pós-graduação stricto sensu avaliados e aprovados pela CAPES sediados em Pernambuco, de modo a promover: (i) o desenvolvimento da pesquisa em áreas estratégicas para o estado; (ii) o reforço à pós-graduação e aos grupos de pesquisa atuantes no estado; (iii) a renovação de quadros nas universidades e instituições de pesquisa para o ensino em nível de pós-graduação; (iv) o apoio à Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em especial mediante o desenvolvimento de projetos conjuntos de PD&I envolvendo instituições científicas e tecnológicas e empresas. Serão concedidas 60 novas bolsas de pós-doutorado para Pernambuco, em 2 rodadas de julgamento, ainda em 2017.
Quem pode submeter?
Poderão apresentar propostas de Projeto Institucional pesquisadores doutores, doravante denominados “proponentes”, que estejam cadastrados como docentes em um programa de pós-graduação stricto sensu sediado em Pernambuco, e que tenham anuência formal do programa para a submissão da proposta.
Acesse aqui o edital http://www.facepe.br/wp-content/uploads/2016/11/Edital-FACEPE-18-2016-PNPD.pdf
Bolsa Complementar de Pós-Doutorado 2016
Objetivo: apoiar a atração de pesquisadores doutores para o desempenho de atividades de pesquisa e inovação no estado, mediante a seleção de propostas para a concessão, pela FACEPE, de bolsa de estudos complementar aos beneficiários de bolsas de pós-doutorado do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES-2013) e do Plano Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) concedidas no estado de Pernambuco pela CAPES, de modo a facilitar o recrutamento de recursos humanos altamente qualificados por instituições de ensino e pesquisa que atuem em investigação científica ou tecnológica no estado.
Serão cerca de 70 bolsas complementares implantadas ao longo da vigência deste Acordo.
Quem pode submeter?
Exclusivamente os Coordenadores dos Projetos Institucionais de Pós-Doutorado que tenham sido aprovados no âmbito de algum dos editais nacionais do PNPD lançados pela CAPES, sem interveniência da FACEPE. Os bolsistas de editais lançados e geridos pela FACEPE junto à CAPES no período de vigência deste acordo terão suas bolsas complementares implantadas automaticamente.
Acesse aqui o edital: http://www.facepe.br/wp-content/uploads/2016/11/Edital-FACEPE-19-2016-PNPD—Bolsa-Complementar.pdf

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Diretoria da ANPG em conversa com a assessoria do Deputado Marcos Soares

O PL de bolsas (PL 4559/2016 de autoria de Lobbe Neto PSDB-SP) foi aprovado hoje pela Comissão de Ciências e Tecnologia (CCI). Este é um importante passo para a luta dos pós-graduandos e a ANPG está acompanhando e lutando para que esse direito seja conquistado.
A proposta de lei está na Câmera desde março deste ano e já tinha sido aprovada pela Comissão de Educação. Agora, com a aprovação do CCI, o relatório segue para a Comissão de Finanças e Tributações e, por último, para a Constituição. O relator do PL 4559, o Deputado Marcos Soares (DEM-RJ), conversou com a diretoria da ANPG, semana passada, é reconheceu a importância desta PL: “O treinamento, capacitação e formação de mão de obra especializada e de alta qualificação é parte central de qualquer política de desenvolvimento científico tecnológico, sendo, portanto de vista educacional, a existência do programa de bolsas, especialmente aqueles promovidos  pela Capes e pelo CNPq, tem sido basilar dentro da consecução das atividades de fomento nesse setor”.
O projeto propõe que os valores das bolsas concedidas pelos órgãos sejam reajustados no dia 1º de cada ano, adotando a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado e divulgado pelo IBGE.
Esta é uma das pautas histórias da ANPG e que compõe as bandeiras de luta da Campanha por Mais Direitos. O estabelecimento de um mecanismo de reajuste anual das bolsas consta na nova versão do Documento de Direitos e Deveres das(os) Pós-graduandas(os) (baixe aqui).
Para Tamara Naíz, presidenta da ANPG, hoje é necessário comemorar mais uma vitória nesta luta que continua. “A bolsa de pós-graduação é fundamental para a ciência brasileira, isto porque a maioria das pesquisas é feita no âmbito da pós-graduação. Tanto o Plano Nacional de Pós-graduação como o Nacional de Educação tem metas ousadas de expansão da pós-graduação no Brasil e a bolsa é um mecanismo importante de estimulo a entrada de novos talentos e também para sua permanência. Mas os valores dessas bolsas são muito devassados e é por isso que a ANPG luta por um mecanismo de reajuste anual das bolsas de pesquisa. É preciso que exista no mínimo condições de manter a dignidade enquanto se realiza as pesquisas, já que não temos uma série de direitos estudantis e trabalhistas. Esta é uma luta da ANPG e esse PL veio no sentido de reforçar, assim como outras PLs que estamos acompanhando no Congresso Nacional”, explica.
Por este motivo, a ANPG convoca todos os pós-graduandos: “É preciso que os pós-graduandos brasileiros estejam atentos e permaneçam cobrando dos parlamentares e lutando para que a gente tenha mecanismos jurídicos que assegurem mais condições de estudo e qualidade de vida”, completou Naiz.